sexta-feira, 28 de abril de 2017

Sombra - Emmanuel

Emmanuel
Livro: “Passos da Vida”
de Francisco Cândido Xavier
Espíritos Diversos


Não é o ouro que avilta.
É a sombra do egoísmo em forma de avareza.

Não é a propriedade que encarcera.
É a sombra do egoísmo em forma de ambição.

Não é o poder que perturba.
É a sombra do egoísmo em forma de tirania.

Não é a afeição que degrada.
É a sombra do egoísmo em forma de violência.

Não é a autoridade que envilece.
É a forma de egoísmo em forma de opressão.

Não é o ponto de vista que isola.
É a sombra do egoísmo em forma de intolerância.

Não é o descanso que prejudica.
É a sombra do egoísmo em forma de ociosidade.

Não é a despesa que arruína.
É a sombra do egoísmo em forma de excesso.

Lícita é a lei do uso, em todas as províncias da vida, mas,
em todas as províncias da vida, a lei do uso pede simplicidade e
ponderação.

A árvore que produz milhares de frutos absorve da gleba
tão-somente o indispensável à própria existência.
O rio, que fecunda o solo, transpondo léguas e léguas para
atingir o oceano, satisfaz-se com a faixa de terra em que se lhe
demarca o leito preciso.
Na sustentação da própria felicidade, aprendamos a tomar do
mundo apenas o necessário à paz da consciência tranquila, no
cumprimento exato o dever que as circunstâncias nos assinalam,
porque, se o amor desinteressado é a luz de Deus a envolver-nos,
em toda a parte, o egoísmo, seja onde for, é a sombra de nosso
espírito endividado, enquistando-nos alma e sonho na carapaça do “eu”.

Em Você - André Luiz

André Luiz
Livro: “Ideal Espírita”
de Francisco Cândido Xavier
Autores diversos

O homem traz em si mesmo instrumentos indispensáveis à manutenção da própria paz, no esforço de progredir.
Um alto-falante adaptado à garganta.
Duas máquinas cinematográficas incrustadas nos globos oculares.
Dois gravadores de sons encobertos pelas orelhas.
Um pequeno guindaste preso em cada ombro.
Dois suportes locomotores fixados no tronco.
Tudo isso, afora dezenas de complicados mecanismos que agem, interdependentes, na estrutura da sua máquina orgânica.
O pensamento é a eletricidade que movimenta a maquinaria, e um atestado de garantia estipula prazo fixo ao seu funcionamento normal, quando usado com disciplina constante para fins elevados.
*
Examine a aplicação da máquina pela qual você se manifesta.
Qual ocorre a qualquer construção mecânica, o seu corpo físico pode ser empregado para edificar ou destruir, devendo trabalhar em ritmo uniforme para isentar-se da ferrugem e combater o próprio desgaste.
Em você existem as causas da sua derrota e vibram as forças de seu triunfo.

Violência - Meimei

Livro: Senda para Deus
Pelo Espírito Meimei
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Violência não está unicamente nos processos da vida física.
Acha-se igualmente ocultada nos recessos de nossa vida íntima.
Sabemos que quase todas as ocorrências começam nas fontes do pensamento.
Reflete nisso e auxilia a ti mesmo, auxiliando aos outros.
Façamos o propósito de nos fixarmos tão somente no bem.
Se alguém errou, abstenhamo-nos de dramatizar o episódio, mentalizando males satélites em torno do acontecido.
Seja a compaixão o início do nosso conhecimento em torno do assunto, elegendo no silêncio a prioridade de nossa atitude.
Se a falta é grave, não nos desloquemos do silencio para o comentário desairoso ou infeliz.
Se já dispomos da felicidade de orar, busquemos envolver as vítimas do caso no benefício da prece e aguardemos da Providência Divina o socorro que se lhes faça necessário.
Fantasiar minudências, em derredor do problema; é criar dificuldades em nosso prejuízo, de vez que a fraqueza é inerente ao nosso próprio modo de ser; e favorecendo aberturas para o mal, estaremos ameaçados de cair nas tentações em que se arremessaram aqueles mesmos companheiros que pretendemos julgar precipitadamente.
A indulgência, com o serviço fraterno em prol de quem errou, é um dos mais importantes caminhos para a sustentação da paz.
Compadeçamo-nos uns dos outros.
Solicitou-nos o Cristo: "Não julgueis".
Neste apelo do Divino Mestre, saibamos incluir a violência mental.


terça-feira, 25 de abril de 2017

Vida Feliz - XI - Joanna de Ângelis

Livro: “Vida Feliz”,
Divaldo Pereira Franco,
Pelo Espírito Joanna de Ângelis

Torna-te amigo de todas as pessoas.
A amizade é um tesouro do espírito, que deve ser repartido com as demais criaturas.
Como um sol, irradia-se e felicita quantos a recebem.
Há uma imensa falta de amigos na Terra, gerando conflitos e desconfianças, desequilíbrio e insegurança.
Quando a amizade escasseia na vida, o homem periga em si mesmo.
Sê tu o amigo gentil, mesmo que, por enquanto, experimentes incompreensão e dificuldades.

Jesus Mandou Alguém - Hilário Silva

Livro: “Idéias e Ilustrações”
Pelo Espírito Hilário Silva
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

O culto do Evangelho no lar havia terminado às sete da noite, e João Pires, com a esposa, filhos e netos, em torno da mesa, esperava o café que a família saboreava depois das orações.
Ana Maria, pequena de sete anos, reclamou:
- Vovô, não sei por que Jesus não vem. Sempre vovô chama por ele nas preces: “Vem Jesus! Vem Jesus!” e Jesus nunca veio...
O avô riu-se, bondoso, e explicou:
- Filhinha, nós, os espíritas, não podemos pensar assim... O Mestre vive presente conosco em suas lições. E cada pessoa do caminho, principalmente os mais necessitados, são representantes d’Ele, junto de nós... Um doente é uma pessoa que o Senhor nos manda socorrer, um faminto é alguém que Ele nos recomenda servir...
D. Maria, a dona da casa, nesse momento repartia o café, e, antes que o vovô terminasse, batem à porta.
Ana Maria e Jorge Lucas, irmão mais crescido, correm para atender.
Daí a instantes, voltam, enquanto o menino grita:
- Ninguém não! É só um mendigo pedindo esmola.
- Que é isso? – exclama a senhora Pires, instintivamente – a estas horas?
Ana Maria, porém, de olhos arregalados, aproxima-se do avô e informa, encantada:
- Vovô, é um homem! Ele está pedindo em nome de Jesus. É preciso abrir a porta. Acho que Jesus ouviu a nossa conversa e mandou alguém por Ele...
A família comoveu-se.
O chefe da casa acompanhou a netinha e, depois de alguns instantes, voltaram, trazendo o desconhecido.
Era um velho, aparentando mais de oitenta anos de idade, de roupa em frangalhos e grande barba ao desalinho, apoiando-se em pobre cajado.
Ante a surpresa de todos, com ar de triunfo, a menina segurou-lhe a mão direita e perguntou:
- O senhor conhece Jesus?
Trêmulo e acanhado, o ancião respondeu:
- Como não, minha filha? Ele morreu na cruz por nós todos!
E Ana Maria para o avô:
- Eu não falei, vovô?
O grupo entendeu o ensinamento e o recém-chegado foi conduzido à poltrona. Alimentou-se. Recebeu tudo o que precisava e João Pires anotou-lhe o nome e endereço para visitá-lo no dia seguinte.
Antes da despedida, a pequena dormiu feliz, e, após abraçar o inesperado visitante, no “até amanhã”, o chefe de família, enxugando os olhos, falou, sensibilizado:
- Graças a Deus, tivemos hoje um culto mais completo.




Jesus e Tolerância - Joanna de Ângelis


Livro: Jesus e Atualidade
Divaldo Pereira Franco
Pelo Espírito Joanna de Ângelis


Em termos de psicologia profunda, a questão do julgamento das faltas alheias constitui um grave cometimento de desumanidade
em relação àquele que erra.
O problema do pecado pertence a quem o pratica, que se encontra, a partir daí, incurso em doloroso processo de autoflagelação,
buscando, mesmo que inconscientemente, liberar-se da falta que lhe pesa como culpa na economia da consciência.
A culpa é sombra perturbadora na personalidade, responsável por enfermidades soezes, causadoras de desgraças de vária ordem.
Insculpida nos painéis profundos da individualidade, programa, por automatismos, os processos reparadores para si mesma.
Toda contribuição de impiedade, mediante os julgamentos arbitrários, gera, por sua vez, mecanismos de futura aflição para o
acusador, ele próprio uma consciência sob o peso de vários problemas.
Julgando as ações que considera incorretas no seu próximo, realiza um fenômeno de projeção da sua sombra em forma de
autojustificação, que não consegue libertá-lo do impositivo das suas próprias mazelas.
A tolerância, em razão disso, a todos se impõe como terapia pessoal e fraternal, compreendendo as dificuldades do caído,enquanto lhe distende mãos generosas para o soerguer.
Na acusação, no julgamento dos erros alheios, deparamos com propósitos escusos e vingança-prazer em constatar a fraqueza dos outros indivíduos, que sempre merecem a misericórdia que todos esperamos encontrar quando em circunstâncias equivalentes.
*
Jesus sempre foi severo na educação dos julgadores da conduta alheia.
Certamente, há cortes e autoridades credenciadas para o ministério de saneamento moral da sociedade, encarregadas dos
processos que envolvem os delituosos, e os julgam, estabelecendo os instrumentos reeducativos, jamais punitivos, pois que, se o fizessem, incidiriam em erros idênticos, se não mais graves.
O julgamento pessoal, que ignora as causas geradoras dos problemas, demonstra o primitivismo moral do homem ainda
“lobo” do seu irmão.
O Mestre estabeleceu a formosa imagem do homem que tem uma trave dificultando-lhe a visão, e no entanto vê o cisco no olho do seu próximo.
A proposta é rigorosa, portadora de claridade iniludível, que não concede pauta a qualquer evasão de responsabilidade.
Ele próprio, diante da multidão aflita, equivocada, perversa, insana, ao invés de a julgar, “tomou-se de compaixão” e ajudou-a.
Naturalmente não solucionou todos os problemas, nem atendeu a todos, como eles o desejavam. Não obstante, compadecido,
os amou, envolvendo-os em ternura e ensinando-lhes as técnicas de libertação para adquirirem a paz.
*
Tem compaixão de quem cai. A consciência dele será o seu juiz.
Ajuda aquele que lhe constitui punição.
Tolera o infrator. Ele é o teu futuro, caso não disponhas de forças para prosseguir bem.
A tolerância que utilizares para com os infelizes se transformará na medida emocional de compaixão que receberás, quando chegar a tua vez, já que ninguém é inexpugnável, nem perfeito.




Estudando o Bem e o Mal - Emmanuel

Livro: Mediunidade e Sintonia
Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Para que sejamos intérpretes genuínos do bem, não basta desculpar o mal.
É imprescindível nos despreocupemos dele, em sentido absoluto, relegando-o à condição de efêmero acessório do triunfo real das Leis que nos regem.
Evitando comentários complexos em nosso culto à simplicidade, recorramos à natureza.
Vejamos, por exemplo, o apelo vivo da fonte.
Quantas vezes terá sido injuriada a água que hoje nos serve à mesa?
Do manancial ao vaso limpo, difícil trajetória cumulou-a de vicissitudes e provações.
O leito duro de pedra e areia...
A baba venenosa dos répteis...
O insulto dos animais de grande porte...
O enxurro dos temporais...
Os detritos que lhe foram arrojados ao seio...
A fonte, entretanto, caminhou despretensiosa, sem demorar-se em qualquer consideração aos sarcasmos da senda, até surpreender-nos, diligente e pura, aceitando o filtro que lhe apura as condições, a fim de que nos assegure saciedade e conforto.
Segundo observamos, na lição aparentemente infantil, o ribeiro não somente olvidou as ofensas que lhe foram precipitadas à face.
Movimentou-se, avançou, humilhou-se para auxiliar e perdoou infinitamente, sem imobilizar-se um minuto, porque a imobilidade para ele constituiria adesão ao charco, no qual, ao invés de servir, converter-se-ia tão só em veículo de corrupção.
É por isso que o ensinamento cristão de caridade envolve o completo esquecimento de todo mal.
“Que a vossa mão esquerda ignore o bem praticado pela direita.”
Semelhantes palavras do Senhor induzem-nos a jornadear na Terra, exaltando o bem, por todos os meios ao nosso alcance, com integral despreocupação de tudo o que represente vaidade nossa ou incompreensão dos outros, de vez que em qualquer boa dádiva somente a Deus se atribui a procedência.
Procurando a nossa posição de servidores fiéis da regeneração do mundo, a começar de nós mesmos, pela renovação dos nossos hábitos e impulsos, olvidemos a sombra e busquemos a luz, cada dia, conscientes de que qualquer pausa mais longa na apreciação dos quadros menos dignos que ainda nos cercam será nossa provável indução ao estacionamento indeterminado no cárcere do desequilíbrio e do sofrimento.


Querer, Saber, Amar! - Leon Denis

Livro: O Problema do Ser, do Destino e da Dor
Leon Denis

Todo o poder da Alma resume-se em três palavras: - Querer, Saber, Amar!
Querer, isto é, fazer convergir toda a atividade, toda a energia, para o alvo
que se tem de atingir, desenvolver a vontade e aprender a dirigi-la.
Saber, porque sem o estudo profundo, sem o conhecimento das coisas e das
leis, o pensamento e a vontade podem transviar-se no meio das forças que
procuram conquistar e dos elementos a que aspiram governar.
Acima, porém, de tudo, é preciso amar, porque, sem o amor, a vontade e a
ciência seriam incompletas e muitas vezes estéreis. O Amor ilumina-as
fecunda-as, centuplica-lhes os recursos. Não se trata aqui do amor que
contempla sem agir, mas do que se aplica a espalhar o bem e a verdade pelo
mundo. A vida terrestre é um conflito entre as forças do mal e as do bem. O
dever de toda alma viril é tomar parte no combate, trazer-lhe todos os seus
impulsos, todos os seus meios de ação, lutar pelos outros, por todos aqueles
que se agitam ainda na via escura.
O uso mais nobre que se pode fazer das faculdades é trabalhar por engrandecer,
desenvolver, no sentindo belo e do bem.
Vivaz no dia em que a Humanidade tiver aprendido a comungar, pelo pensamento
e pelo coração, com o foco de amor, que é o esplendor de Deus.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Antes do Berço - Emmanuel

Emmanuel
Livro: “Família”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos

Antes do berço, quase sempre, conhece a alma humana, plenamente desperta, grande parte dos débitos que lhe induzem o coração a mergulhar nas forças do Plano Físico.
Muitas vezes, como o auxílio dos benfeitores que lhe endossam as novas experiências, contempla o quadro de provações em que testemunhará humildade e renúncia.
Muitos candidatos ao recomeço aprendizagem na Terra, em semelhantes visões do limiar, tremem e choram, debatendo-se em clamoroso receio, acovardados à última hora, quando já não podem recuar nas decisões assumidas.
É então que o afeto dos pais lhes confere doce refúgio.
No clima nutriente do lar, aquietam as próprias ânsias, refazendo-se à luz do entendimento e da prece, para combate consigo mesmo na estrada redentora.
Entretanto, se pais e mães, nessa hora, surgem moralmente inabilitados, entre a indiferença e a discórdia, desajustes e enfermidades poderão sobrevir na grande passagem, porquanto o aborto e o desequilíbrio aparecerão, aflitivos, sobrecarregando o nascituro de pesados gravames que, em muitas ocasiões, só a morte inesperada conseguirá reprimir.
Pais amigos, guardai convosco, ante o berço terrestre, a oração e o carinho, a caridade e a paz, porque sois responsáveis, na luz da reencarnação, por aquele que volta, em nome do Senhor, a rogar-vos abrigo, a fim de burilar-se e servir, ofertando-vos ao mesmo tempo, as mais nobre oportunidades de salvação!...

sábado, 15 de abril de 2017

Jesus e Amor - Joanna de Ângelis

Livro: - Jesus e Atualidade
Divaldo Pereira Franco
Pelo Espírito Joanna de Ângelis

A figura humana de Jesus confirma a Sua procedência e realização como o Ser mais perfeito e integral jamais encontrado na
Terra.
Toda a Sua vida se desenvolveu num plano de integração profunda com a Consciência Divina, conservando a individualidade
em um perfeito equilíbrio psicofísico.
Como consequência, transmitia confiança, porque possuía um caráter com transparência diamantina, que nunca se submetia às
injunções vigentes, características de uma cultura primitiva, na qual predominavam o suborno das consciências, o conservadorismo hipócrita, uma legislação tão arbitrária quanto parcial e a preocupação formalística com a aparência em detrimento dos valores legítimos do individuo.
Portador de uma lídima coragem, se insurgia contra a injustiça onde e contra quem se apresentasse, nunca se omitindo, mesmo
quando o consenso geral atribuía legalidade ao crime.
Paciente e pacífico, mantinha-se em serenidade nas circunstâncias mais adversas e jovial nos momentos de alta emotividade,demonstrando a inteireza dos valores íntimos em ritmo de harmonia constante.
Numa sociedade agressiva e perversa, elegeu o amor como a solução para todos os questionamentos e o perdão irrestrito como terapêutica eficaz para todas as enfermidades.
Não apenas ministrava-o através de palavras, mas, sobretudo, mediante atitudes claras e francas, arriscando-se por dilatá-lo especialmente aos infelizes, aos detestados, aos segregados, aos carentes.
Em momento algum submeteu-se às conveniências perniciosas de raça, ideologia, partido e religião, em detrimento do amor
indistinto quanto amplo a todos que O cercavam ou O encontravam.
Por amor, elegeu um samaritano desprezado, para dele fazer o símbolo da solidariedade.
Com amor, liberou uma mulher equivocada, tirando-lhe o complexo de culpa.
Pelo amor, atendeu à estrangeira siro-fenícia que Lhe pedia socorro para a enfermidade humilhante.
De amor estavam repletos Seu coração e Suas mãos para esparzi-lo com os espezinhados, fosse um cobrador de impostos,
uma adúltera, o filho pródigo, a viúva necessitada, ou a mãe enlutada.
Sempre havia amor em Sua trajetória, iluminando as vidas e amparando as necessidades dos corpos, das mentes, das almas.
Compadecia-se de todos; no entanto, mantinha a energia que educa, edifica, disciplina e salva.
Chorou sobre Jerusalém, invectivou a farsa farisaica, advertiu os distraídos, condenou a hipocrisia e deu a própria vida em holocausto de amor.
Nunca se perdeu em sentimentalismos pueris ou agressividades rudes.
O amor norteava-lhe os passos, as palavras e os pensamentos.
Tornou-se e prossegue como sendo o símbolo do amor integral em favor da humanidade, à qual auspicia um sentimento
humano profundo e libertador.


quarta-feira, 12 de abril de 2017

Livro: Religião dos Espíritos
Francisco Cândido Xavier
Ditado Pelo Espírito Emmanuel

Tentação e Remédio
Reunião pública de 12/1/59
Questão nº 712

Qual acontece com a árvore, a equilibrar-se sobre as próprias raízes,
guardamos o coração na tela do presente, respirando o influxo do passado.
É assim que o problema da tentação, antes que nascido de objetos ou
paisagens exteriores, surge fundamentalmente de nós — na trama de sombra
em que se nos enovelam os pensamentos...
Acresce, ainda, que essas mesmas ondas de força experimentam a
atuação dos amigos desenfaixados da carne que deixamos a distância da
esfera física, motivo por que, muitas vezes, os debuxos mentais que nos
incomodam levemente, de inicio, no campo dessa ou daquela ideia infeliz,
gradualmente se fazem quadros enormes e inquietantes em que se nos
aprisionam os sentimentos, que passam, muita vez, ao domínio da obsessão
manifesta.
Todavia, é preciso lembrar que a vida é permanente renovação propelindo-nos
a entender que o cultivo da bondade incessante é o recurso eficaz contra o
assédio de toda influência perniciosa.
E o trabalho, por essa forma, o antídoto adequado, capaz de anular toda
enquistação tóxica do mundo íntimo, impulsionando-nos o espírito a novos
tipos de sugestão, nos quais venhamos a assimilar o socorro dos Emissários
da Luz, cujos braços de amor nos arrebatam ao nevoeiro dos próprios
enganos.
Assim, pois, se aspiras à vitória sobre o visco da treva que nos arrasta
para os despenhadeiros da loucura ou do crime, ergue no serviço à felicidade
dos semelhantes o altar dos teus interesses de cada dia, porquanto, ainda
mesmo o delinquente confesso, em se decidindo a ser o apoio do bem na
Terra, transforma-se, pouco a pouco, em mensageiro do Céu.

domingo, 9 de abril de 2017

Pertubações Espirituais - Joanna de Ângelis

Livro: “Celeiros de Bençãos”
De Divaldo Pereira Franco
Pelo Espírito Joanna de Ângelis

Sim, produzem perturbações, os Espíritos que se debatem em aflição, na retaguarda do Além-túmulo, e, na agonia, esparzem inquietação.
Perturbados, disseminam intranquilidade; ociosos, divertem-se, tumultuando; vitimados pela maldade em que se sucumbiram, destilam energias deletérias, que terminam por infelicitar.
Não nos referimos, aqui, à problemática obsessiva, propriamente definida.
Ocorre que, cada um, em situando o coração onde coloca os interesses, ao concentrar-se, sintoniza com mentes idênticas, que respondem aos apelos formulados, por meio de expressões equivalentes ou através de atos idênticos.
Vives sob construção do que pensas, e cultivas o campo em que colocas as aspirações.
Seja consciente da responsabilidade ou não, a vida responde conforme a pauta das interrogações que se formulam.
*
Se te aclimatas à conservação da ira, sintonizarás com Espíritos odientos, que te cercearão o avanço.
Se formulas ideias pessimistas, identificar-te-ás com Espíritos perturbadores que se comprazem nas cogitações enfermiças do pensamento em desalinho.
Se te distrais do dever espiritual, facultas o conúbio com Espíritos inferiores, que te sitiam a casa mental, gerando desequilíbrios nos centros do teu discernimento.
Se permites leviandades e cogitações perniciosas, serão inumeráveis os pensamentos venais que te advirão, em processos hipnológicos de longo curso, em que se adestram os Espíritos vingativos e perversos.
*
Sim, perturbam os homens da Terra, os que chegaram ao Mundo Espiritual perturbados, vencidos, infelizes em si mesmos.
Antes que lobriguem a sintonia perfeita com a tua mente, levanta-te pela austeridade moral, disciplinando os pensamentos e as atitudes, a fim de librares acima das faixas densas e nefastas em que se situam os perturbados espirituais, nossos irmãos enfermos da retaguarda evolutiva, podendo, então, ajuda-los com segurança.
Instado, momentânea ou repetidamente a quaisquer injunções negativas, lembra-te da higiene mental pela prece e pela meditação, não te favorecendo o devaneio infeliz.
Mantém, assim, os pensamentos na diretriz evangélica e alça-te à luz do Amor, porque somente no clima e nas paisagens do amor de Nosso Pai haurirás a vitalidade essencial pra o indispensável amor que liberta e felicita, no mesmo teor com que nos ama Jesus, libertando-te, por fim, das constrições lamentáveis que são produzidas pelos perturbadores espirituais.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

O Auxílio Virá - Emmanuel

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

O problema que te preocupa talvez te pareça excessivamente amargo ao coração.
E tão amargo que talvez não possas comentá-lo, de pronto.
Às vezes, a sombra interior é tamanha que tens a ideia de haver perdido o próprio rumo.
Entretanto, não esmoreças.
Abraça o dever que a vida te assinala.
Serve e ora.
A prece te renovará energias.
O trabalho te auxiliará.
Deus não nos abandonará.
Faze silêncio e não te queixes.
Alegra-te e espera porque o Céu te socorrerá.
Por meios que desconheces, Deus permanece agindo.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Beneficiência e Coragem - Emmanuel

Livro: “Neste Instante”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel


Uma espécie de beneficência, da qual poucos amigos se lembram: a caridade da coragem.
Reflete nos companheiros que, por falta de energia emocional, adoeceram diante de confidências amargas;
nos que se envenenaram pelo ressentimento, perante calúnias que lhes foram assacadas, e não vacilaram chegar até a delinquência;
naqueles outros que recearam facear as dificuldades da vida e se conturbaram, caindo na rede dos alucinógenos sem necessidade;
nos que se impressionaram, sem razão, com determinados sintomas e se recolheram no quadro das doenças imaginárias, afligindo aos corações que mais amam;
nos que se deixaram induzir por teorias negativas, com respeito ao trabalho, e acompanharam irmãos revoltados e infelizes.
Pensa na tranquilidade daqueles que te aguardam a assistência e o carinho e cultiva a coragem da perseverança nos deveres que abraçaste.
Medita nas calamidades daqueles que te aguardam a assistência e o carinho e cultiva a coragem da perseverança nos deveres que abraçaste.
Medita nas calamidades afetivas provocadas pela deserção daqueles que não quiseram ou não souberam honrar os próprios compromissos e pede aos Céus a força precisa para esquecer a tentação e o medo, a omissão e a discórdia, porque é indispensável conservar muita força espiritual para manter, a benefício dos outros, a coragem de ser fiel às Leis de Deus.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Fobia Social - Joanna de Ângelis

Livro: O Homem Integral
Joanna de Angelis / Divaldo Pereira Franco

Pressionado pelas constrições de vária ordem, exceção feita aos fenômenos patológicos, na área da personalidade, o indivíduo tímido, desistindo de reagir, assume comportamentos fóbicos.
Neuroses e psicoses se lhe manifestam, atormentando-o e gerando-lhe um clima de pesadelo onde quer que se encon¬tre.
A liberdade, que lhe é de fundamental importância para a vida, perde o seu significado externo, face às prisões sem paredes que são erguidas, nelas encarcerando-se.
Da melancolia profunda ele passa à ansiedade, com alternâncias de insatisfação e tentativas de autodestruição, e da desconfiança sistemática tomba, por falta de resistências morais, diante dos insucessos banais da existência. Nem mesmo o êxito nos negócios, na vida social e familiar, consegue minimizar-lhe o desequilíbrio que, muitas vezes, aumenta, em razão de já não lhe sendo necessário fazer maiores esforços para conseguir, considera-se sem finalidade que justifique prosseguir.
Os estados fóbicos desgastam-lhe os nervos e conduzem-no às depressões profundas. São vários estes fenômenos no comportamento humano.
Surge, porém, no momento, um que se generaliza, a pouco e pouco, o denominado como fobia social, graças ao qual, o indivíduo começa a detestar o convívio com as demais pessoas, retraindo-se, isolando-se.
A princípio, apresenta-se como forma de mal-estar, depois, como insegurança, quando o homem é conduzido a enfrentar um grupo social ou o público que lhe aguarda a presença, a palavra.
O grau de ansiedade foge-lhe ao controle, estabelecendo conflitos psicológicos perturbadores.
A ansiedade comedida é fenômeno perfeitamente natural, resultante da expectativa ante o inusitado, face ao trabalho a ser desenvolvido, diante da ação que deve ser aplicada como investimento de conquista, sem que isto provoque desarmonia interior com reflexos físicos negativos.
Quando, então, se revela, desencadeada por problemas de somenos importância, produzindo taquicardias, sudorese álgida, tremores contínuos, estão ultrapassados os limites do equilíbrio, tornando-se patológica.
A fobia social impede uma leitura em voz alta, uma assinatura diante de alguém que acompanhe o gesto, segurar um talher para uma refeição, pegar um vaso com líquido sem o entornar... O paciente, nesses casos, tem a impressão de que está sob severa observação e análise dos outros, passando a detestar as presenças estranhas até os familiares e amigos mais íntimos.
Em algumas circunstâncias, quando o processo se encontra em instalação, a concentração e o esforço para superar o impedimento auxiliam-no, facultando-o somente relaxar-se e adquirir naturalidade após constatar que ninguém o observa, perdendo, assim, o prazer do diálogo, face à tensão gerada pelo problema.
A tendência natural do portador de fobia social é fugir, ocultar-se malbaratando o dom da existência, vitimado pela ansiedade e pelo medo.
O homem é o único animal ético existente.
Para adquirir a condição de uma consciência ética é convidado a desafios contínuos, graças aos quais discerne o bem do mal, o belo do feio, o lógico do absurdo, imprimindo-se um comportamento que corresponda ao seu grau de compreensão existencial.
Aprofundando-se no exame dos valores, distingue-os. passando a viver conforme os padrões que estabelece como indispensáveis às metas que persegue, porquanto pretende constituir-lhe a felicidade.
A fim de lograr o domínio desses legítimos valores, aplica outra das suas características essenciais, que é o de ser um animal biossocial.
A vida de relação com os demais indivíduos é-lhe essencial ao progresso ético.
Isolado, asselvaja-se ou entrega-se a uma submissão indiferente, perniciosa.
As imposições do relacionamento social exterior, sem profundidade emocional, respondem por esta explosão fóbica, face à ausência de segurança afetiva entre os indivíduos e à competição que grassa, desenfreada, fazendo que se veja sempre, no atual amigo, o potencial usurpador da sua função, o possível inimigo de amanhã.
Tal desconfiança arma as pessoas de suspeição, levando-as a uma conduta artificial, mediante a qual se devem apresentar como bem estruturadas emocionalmente, superiores às vicissitudes, capazes de enfrentar riscos, indiferentes às agressões do meio, porque seguras das suas reservas de forças morais.
Gerando instabilidade entre o que demonstram e aquilo que são realmente, surge o pavor de serem vencidas, deixadas à margem, desconsideradas. O mecanismo de fuga da luta sem quartel apresenta-se-lhes como alternativa saudável, por poupar-lhes esforços que lhes parecem inúteis, desde que não se sentem inclinadas a usar dos mesmos métodos de que se creem vítimas.
Simultaneamente, as atividades trepidantes e as festas ruidosas mais afastam os amigos, que dizem não dispor de tempo para o intercâmbio fraternal, a assistência cordial, receosos, por sua vez, de igualmente tombarem, vitimados pelo mesmo mal que os ronda, implacável.
Nestas circunstâncias, mentes desencarnadas, deprimentes, se associam aos pacientes, complicando-lhes o quadro e empurrando-os para as psicoses profundas, irreversíveis.
A desumanização do homem, que se submete aos caprichos do momento dourado das ilusões, conspira contra ele próprio e o seu próximo, tornando esta a geração do medo, a sociedade sem destino.


segunda-feira, 3 de abril de 2017

Conquista do Prazer - Joanna de Ângelis

Livro: Amor, Imbatível Amor
Divaldo Pereira Frranco
Pelo Espírito Joanna de Ângelis

A cultura hedonista tem-se direcionado exclusivamente para o culto do
prazer, principalmente aquele que se adquire com o menor esforço.
Ninguém, entretanto, consegue viver em harmonia consigo próprio, sem
a autorrealização, sem a conquista das metas que facultam essa emoção
estimuladora e vital.
Não obstante, a vida possui outros significados de profundidade, outras
realizações que, certamente, resultarão em prazer ético, estético, espiritual.
Como consequência, a proposta hedonista falha no seu próprio conteúdo, que
seria tornar a vida uma busca de prazer incessante.
São inevitáveis as ocorrências do desgaste orgânico, do conflito
psicológico, do distúrbio mental, das dificuldades financeiras, sociais,
existenciais.
A própria dor faz parte do processo que integra a criatura no contexto da
sociedade, sem cujo contributo desapareceriam os esforços para o auto aprimoramento,
a iluminação pessoal, o progresso geral.
A emoção de dor constitui mecanismo da vida, que deve ser atendida sem
disfarce, porquanto o próprio crescimento do ser depende das experiências que
ela proporciona.
Quando o estoicismo propôs a resignação diante da dor, Atenas se
encontrava sob imensos desafios políticos e morais.
Renascendo várias vezes na História e trazendo a sua contribuição para a
felicidade da criatura humana, a partir de Boécio, que o vinculou à proposta
cristã vigente, esteve no pensamento de René Descartes, de Montaigne e de
outros, convidando à reflexão e à coragem em quaisquer circunstâncias. Todavia,
embora seja valiosa essa contribuição, a resignação sem uma imediata
ou simultânea ação que conduza o ser a libertar-se da injunção dolorosa, pode
fazê-lo derrapar numa atitude masoquista, perturbadora.
A atitude estoica deve ser seguida pelo esforço de vencer o sofrimento,
criando situações diferentes que gerem prazer, proporcionando motivação para
prosseguir a existência corporal, que é de grande importância para a vida em si
mesma.
Intermediando as duas conceituações filosóficas, o idealismo de Sócrates e
Platão constitui-se como uma condição indispensável para a plenitude do
prazer que pode ser conseguido mediante a consciência tranquila, que se torna
fruto de um coração pacificado em razão das ações de nobreza realizadas.



domingo, 2 de abril de 2017

Paz em Nós - Emmanuel

Livro: “Calma”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

A paz em nós não resulta de circunstâncias externas e sim da nossa tranquilidade de consciência no dever cumprido e é preciso anotar que o dever cumprido é fruto da compreensão.
Compreender significa, na essência, desculpar as pessoas que nos cercam, nas oposições que nos façam e esquecer as ocorrências que nos mostrem adversas, a fim de que nos mantenhamos fiéis à tarefa que se nos indica.
Não te conturbem a censura ou a crítica dos outros no desempenho das obrigações que a vida te assinala, porquanto se aceita os próprios compromissos no bem geral, esses compromissos dizem respeito a ti mesmo e não aos que te observam, nem sempre com lógica e segurança.
Em qualquer atividade edificante, convém lembrar que ideias e palavras, ações e atitudes dos outros pertencem a eles e não a nós.
No critério de reciprocidade, é justo recordar que não nos sé lícito violentar essa ou aquela pessoa com opiniões e medidas tendentes a sufocar-lhes a personalidade.
As discussões auxiliam em muitos casos de assuntos obscuros ou de companheiros desinformados, mas servir aos semelhantes, doando-lhes, o melhor de nós, é o argumento decisivo para clarear os agentes de solução a qualquer problema.
Para colaborar no interesse do bem de todos, é imperioso olvidar-nos naquilo que as induções ao egoísmo nos impulsionem a titubear, ante as obrigações que a vida nos traça.
Ainda que todos o elementos exteriores se te revelem contrários à ação que desenvolves, é perfeitamente possível guardar a própria serenidade, desde que saibas entender pessoas e situações, deixando-as onde se coloquem e seguindo para a frente com o trabalho que te compete.
A paz em nós — repitamos — nasce da compreensão em serviço e a compreensão em serviço é mantida pela tolerância para com os erros alheios e até pela auto aceitação dos nossos próprios erros, de modo a sabermos corrigi-los sem tumulto e perda de tempo.
Em suma, enquanto não soubermos perdoar, não seremos livres para submeter-nos à prática do bem, segundo as Leis de Deus.


As Duas Tristezas - Emmanuel

Livro: “Coragem”
Emmanuel - Psicografia de Francisco Cândido Xavier



Há, sim, a tristeza construtiva - aquela que nos impulsiona para a Vida Superior, encaminhando-nos para o trabalho da melhoria íntima, perante a sede de ascensão espiritual.
Existe, porém, a outra - a tristeza destrutiva - que se traja de luto, por dentro do coração, todos os dias, espalhando desânimo e pessimismo onde passa.
Observa a ti mesmo, a fim de que te imunizes contra semelhante doença da alma.
Toda vez que comentamos nossos problemas, exagerando-lhes o tamanho ou dramatizando as dificuldades que nos chegam à existência; sempre que tomamos o tempo alheio, a fim de recordar sofrimentos passados que a Providência Divina já mandou apagar, em nosso benefício, com a esponja do tempo; em todas as situações nas quais nos pomos a exaltar os preconceitos próprios, desconsiderando a posição e a experiência dos semelhantes; e, na generalidade dos casos em que nos pusermos a lamentar dissidências e desacordos, contendas e mágoas, estamos afastando de nós mesmos os melhores amigos, através da amargura e do ressentimento que destilamos com as nossas palavras.
Naturalmente, cautelosos, esses companheiros preferem distância à partilha indébita de nossas aversões e frustrações, antagonismos e queixas, embora, sempre que generosos e leais, estejam claramente dispostos a apoiar-nos na restauração da própria harmonia.
Compreendamos que ninguém estima a permanência num espinheiro e nem escolhe vinagre para brindar os laços diletos, e saibamos fornecer bondade e paz, entusiasmo e otimismo aos que se aproximem de nós, porquanto não há quem não necessite de alguém para executar os deveres que a vida lhe preceitue.
Para isso, nós que sabemos rogar a Deus proteção e bênção, aprendamos igualmente a pedir à Divina Providência nos conceda a precisa coragem para silenciar desapontamentos e lágrimas, de maneira a doar paz e alegria, segurança e consolo aos outros, tanto quanto esperamos esses benefícios dos outros em auxílio a nós.

Créditos Espirituais - Albino Teixeira

Livro: Caminho Espírita
Albino Teixeira.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier


Não deixes que o dia se ponha sem praticares, pelo menos, uma boa ação melhorando os próprios créditos no caminho espiritual.
Vejamos algumas receitas e sugestões ao alcance de todos:
- doar um prato de alimento a quem sofre em penúria;
- entregar uma peça de roupa aos que gemem no frio;
- improvisar o conforto de uma criança menos feliz;
- promover ainda que migalha de assistência, a benefício dessa ou daquela mãe desditosa;
- oferecer um livro nobilitante;
- escrever uma página de esperança e alegria aos amigos ausentes;
- conter a irritação;
- evitar a palavra inconveniente;
- escutar, com paciência e bondade, a conversação inoportuna, no equilíbrio de quem ouve, sem elogiar a invigilância e sem condenar a inabilidade dos que falam, tocados de boa intenção;
- prestar serviço desinteressado aos enfermos;
- assegurar dois minutos de prosa consoladora aos doentes;
- cultivar o espírito de sacrifício, em favor dos outros, seja em casa ou na rua;
- plantar uma árvore proveitosa;
- acrescentar a alegria dos que fazem o bem;
- auxiliar, de algum modo, aos que procuram auxiliar;
- encaminhar parcelas de recursos amoedados, conquanto ligeiras, a irmãos em necessidade;
- articular algumas frases calmantes em hora de crise;
- usar a palavra na construção do melhor a fazer;
- remover espontaneamente um perigo na via pública.
Na base de uma boa ação por dia, terás o crédito de trezentos e sessenta e cinco boas ações por ano; se aumentares a contagem, em tempo breve, somente a Contadoria Divina conseguirá relacionar a extensão de teus bens imperecíveis e o valor de teus investimentos no erário da Vida Eterna.

Apliquemos - Emmanuel

Livro: Instrumentos do Tempo
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Não nos conformemos à pura condição de ouvintes diante das verdades eternas.
Que dizer de quem rejeita sem experimentar?
Recordemos que tudo na vida é causa e efeito, ação e retribuição.
Quem descobre algo importante para o bem, realmente, não foge a demonstrações.
Quem examina com atenção adquire conhecimento e quem analisa com imparcialidade alcança a luz da justiça.
Quem estima indicações valiosas busca segui-las e quem ama auxilia sempre o ser amado.
Se pretendemos a sublimação, não nos cabe olvidar a disciplina.
Se desejamos o equilíbrio ou a reestruturação, é necessário fugir à desarmonia.
Se sonhamos com o Mundo Maior, na largueza de projetos e ideais, é essencial voar do campo restrito do “eu” ao fulgor da vida universal.
As comparações simples lembram-nos as obrigações complexas, ante as leis que nos regem.
Sejamos dedicados ouvintes, buscando a posição de bons executores das lições recolhidas.

Crítica e Trabalho - Emmanuel

Livro: “O Essencial”
de Francisco Cândido Xavier
pelo Espírito Emmanuel

O trabalho edificante, em andamento no Plano Físico, onde se reúnem milhões de criaturas diferentes, não se desenvolve sem crítica.
A pancadaria verbal sempre cerca os obreiros.
E explodem afirmações quais estas:
— “Porque tanta lentidão nos detalhes?”
— “É impossível que não estejam vendo as falhas que se mostram.”
— “Aquele cooperador é um desastre.”
— “Não se compreende tarefa assim tão importante em mãos tão incompetentes.”
— “Não consigo colaborar com gente tão despreparada!...”
— “Tudo cairá sobre a turma irresponsável.”
— “Estão todos errados...”
— “Aguardemos o fracasso total...”
Quando essas frases se te fizerem ouvir, não temas e prossegue trabalhando...
Imperfeições todos temos e teremos, até alcançarmos o Plano Divino.
Problemas evidenciam presença e colaboração.
Dificuldades trazem observação e observação gera segurança.
Deixa que a censura te vigie e prossegue adiante.
Apesar de nossos erros e acima de todas as nossas deficiências, a construção do Bem não nos pertence.
Pertence a Jesus que zelará por ela, em nome de Deus. E sabemos que o trabalho de Jesus não pode e nem deve parar.

Gratidão - Maria Dolores

Livro: “Antologia da Espiritualidade”
de Francisco Cândido Xavier
pelo Espírito Maria Dolores

Agradeço, alma irmã, por tudo o que me deste,
O auxílio fraternal, generoso e sem preço —
O teto, o lume, o prato, o reconforto, a veste —
Tudo isso agradeço...

Sobretudo, alma boa,
Deus te compense o coração amigo,
Por teu olhar de paz que me alenta e abençoa
Na estrada em que prossigo.

Viste-me em solidão, —
Esperança caída sem ninguém...
Deste-me apoio com teu braço irmão
E ergui-me de alma nova para o bem!...

Não há palavra com que te defina
O reconhecimento que me invade,
Ao sentir-te no amparo a presença divina
Da Celeste Bondade.

Deus te guarde no excelso resplendor
Da luz com que me aqueces todo o ser,
Porque me refizeste a certeza do amor,
A bênção de servir e a força de viver.


Compromisso com o Amor - Joanna de Ângelis

Livro: Nascente de bênçãos
Divaldo Pereira Franco
Espírito Joanna de Angelis

Afirma-se com alguma razão que o Evangelho de Jesus sofreu, através dos tempos, adulterações e interpolações, restando
pouco dos ensinos originais.
Assim sendo, esclarece-se que a herança que d’Ele possuímos é caracterizada pelas interferências maldosas e desonestas dos tradutores, teólogos e demais pessoas interessadas na manutenção da ignorância, para melhor dominar as mentes incultas e desconhecedoras dos Seus postulados de amor.
Retirando-se o excesso de prevenção, resta-nos os conteúdos soberanos que não puderam ser alterados e vêm atravessando os milênios como verdadeiro desafio para a humanidade.
Nesse sentido, as Suas lições morais independem das formulações em que se apresentam, valendo pelo sentido profundo e
revolucionário de que se revestem.
Não há como adulterar-se o ensinamento Amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a si mesmo ou Fazer ao
próximo tudo aquilo que desejaria lhe fosse feito.
Essas duas máximas encerram toda uma filosofia ético-moral de reflexos espirituais inamovíveis, em razão das consequências de que são portadoras.
No amor, fonte inesgotável para todas as necessidades, a criatura se dessedenta, se reabastece de esperança e de alegria, a fim de continuar a áspera caminhada de aperfeiçoamento moral, enfrentando vicissitudes e confrontos, interiormente em paz.
Nessa trilogia proposta, amar a Deus, ao próximo, porém, de forma análoga àquele que se devota a si mesmo, encontramos o convite sem disfarces para o auto-amor como formulação terapêutica para a felicidade. Através desse valioso recurso que se reveste de autoestima e autovalorização, sem as nefastas expressões do egoísmo, da vaidade, da presunção, está embutido o convite ao melhoramento interior, ao enriquecimento espiritual, à luta contra as paixões inferiores, de forma que se torne mais bem equipado de tesouros morais para a superação dos conflitos e das perturbações inerentes aos condicionamentos perversos.
Envolvido pelo sentimento de amor a si mesmo, o indivíduo encontra-se investido de meios que o levam a amar ao seu próximo, sendo menos exigente para com as suas deficiências por identificá-las em si mesmo, sabendo quanto é difícil essa batalha sem tréguas, assim compreendendo-lhe as torpezas e auxiliando-o a tornar-se mais fraterno e gentil.
Graças a esse labor, passa a amar a Deus, nele próprio e no seu irmão de jornada.
O Mestre acentuou com sabedoria que se alguém não ama aquilo que vê, como poderá amar ao Pai a Quem nunca viu?
Nos relacionamentos objetivos e emocionais entre duas ou mais pessoas que se estimam ou se amam, tolerando-se e ajudando-se, apesar das diferenças existentes, muito mais fácil torna-se a dilatação do sentimento que se dirige a Deus, o Magnânimo Pai.
Ao exegeta torna-se indispensável saber o texto, a circunstância e o lugar onde foi enunciado, a fim de o examinar sob vários pontos de vista, desde a etimologia de cada palavra até o conjunto geral.
Certamente ninguém há de esperar que aqueles que ouviram as sublimes palavras do Mestre as haja memorizado com rigor, de
forma a retransmiti-las exatamente conforme foram enunciadas.



No Mundo Íntimo - Emmanuel

Emmanuel
Livro: “Ideal ESspírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

Em todos os problemas que se reportam à construção e à produção, nos círculos da natureza exterior, surpreendemos recursos drásticos na base das equações necessárias.
É o atrito na direção do progresso, esmerilando, mondando, corrigindo, aperfeiçoando...
O solo, na plantação, tolera o corte do arado a lanhar-lhe o corpo submisso.
O fruto amadurecido recebe a pancada do segador, no dia da ceifa, de modo a transformar-se em pão que sustente a mesa.
Antes que o asfalto complemente a segurança da estrada, é preciso que a terra suporte os ataques da picareta.
Para que a pedra venha do serro bruto ao trabalho do homem, quase sempre, sofre a ação do explosivo controlado.
O minério, a fim de elevar-se ao nível da indústria, encontra o forno de alta tensão.
O mármore, candidato à obra-prima, submete-se à pressão do cinzel.
A planta para derramar seiva nutriente ou curativa, sujeita-se aos golpes do incisor.
Na cirurgia o órgão doente para reabilitar-se, experimenta os lances do bisturi.
Instrumentos os mais diversos auxiliam o homem a expurgar, edificar, brunir, renovar...
Entretanto, nos grandes conflitos do sentimento, diante das tempestades morais e as provas constrangedoras que atormentam a alma e convulsionam a vida, o remédio indispensável será sempre a constância da paciência gerando a força da paciência.

Donativo do Coração - Emmanuel

Livro: Alma e Coração
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel

Todos possuímos algo para dar, seja dinheiro que alivie a penúria, instrução que
desterre a ignorância, auxilio que remova a dificuldade ou remédio que afaste a doença.
Existe, porém, uma dúvida que todos podemos compartilhar, indistintamente,
com absoluta vantagem para quem recebe e sem a mínima perda para quem dá.
Referimo-nos a benção da coragem.
Quantos terão caído de altos degraus do bem, no ápice da resistência ao mal,
por lhes faltar calor humano, através de uma frase afetuosa e compreensiva? Quantos
terão desertado de suas tarefas enobrecedoras, com evidente prejuízo para a
comunidade, precisamente na véspera de vitorioso remate, unicamente por lhes haver
faltado alguém que lhes suplementasse as forças morais periclitantes com o socorro de
um gesto amigo? E quantos outros tombam diariamente na frustração ou na
enfermidade, tão só porque não encontram senão azedume e pessimismo na palavra
daqueles de quem estão intimados à convivência?
Não te armes apenas de recursos materiais para combater o infortúnio.
Aprovisiona-te de fé viva e esperança, compreensão e otimismo, para que teu verbo se
faça lume salvador, capaz de reacender a confiança de tantos companheiros da
Humanidade, que trazem o coração no peito, à feição de lâmpara morta.
Não deixes para amanhã o momento de encorajar os irmãos do caminho no
serviço do bem.
Faze isso hoje mesmo. Estende-lhes a alma no apelo ao bem e fala-lhes da
própria imortalidade, no tesouro inexaurível do tempo e dos recursos ilimitados do
Universo. Induze-os a reconhecer as energias infinitas de que são portadores e auxilia-os
a descobrir a divina herança de vida eterna que lhes palpita no imo do espírito, ainda
mesmo quando estirados nas piores experiências.
Seja tua palavra clarão que ampare, chama que aqueça apoio que escore e
bálsamo que restaure.
Sempre que te disponha a sair de ti mesmo para o labor da beneficência, não
olvides o donativo da coragem! Ajuda ao próximo por todos os meios corretos ao teu
alcance, mas, acima de tudo, ajuda ao companheiro de qualquer condição ou de qualquer
procedência, a sentir-se positivamente nosso irmão, tão necessitado quanto nós da
paciência e do socorro de Deus.


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