domingo, 31 de julho de 2016

Abençoa Também - Emmanuel

Diante das vozes dos braços que te amparam na enfermidade, coopera com os instrumentos da cura, abençoando a ti mesmo.
Em qualquer desajuste orgânico, não condenes o corpo.
O operário há de amar enternecidamente a máquina que o ajuda a viver, lubrificando-lhe as peças e harmonizando-lhe os implementos, se não deseja relegá-la à inutilidade e à secura.
Abençoa teu coração. É o pêndulo infatigável, marcando-te as dores e alegrias.
Abençoa teu cérebro. É o gabinete sensível do pensamento.
Abençoa teus olhos. São companheiros devotados na execução dos compromissos que a existência te confiou.
Abençoa teu estômago. É o servo que te alimenta.
Abençoa tuas mãos. São antenas no serviço que consegues realizar.
Abençoa teus pés. São apoios preciosos em que te sustentas.
Abençoa tuas faculdades genésicas. São forças da vida pelas quais recebeste no mundo o aconchego do lar e o carinho de mãe.
Eis que Deus te abençoa, a cada instante, no ar que respiras, no pão que te nutre, no remédio que refaz, na palavra que anima, no socorro que alivia, na oração que consola...
Junto das células doentes ou fatigadas, não empregues o fogo da tensão, nem o corrosivo do desespero.
Abençoa Também...

Livro: Coragem - Pelo Espírito Emmanuel / Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Vida Feliz - Joanna de Ângelis


Tolera as falhas e não as apresentes no festival de fofocas.
Todos erramos.
Sábio é aquele que, no erro, aprende a agir com correção.
Quando vejas alguém caído, dá-lhe a mão, ao invés de te comprazeres em censurá-lo.
Ninguém toma por querer. E se tal ocorre, nele predomina a ignorância, que é um cruel inimigo do homem.
Ainda assim, o equivocado merece mais socorro do que reprimenda.

De “Vida Feliz”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

Inquietação - Joanna de Ângelis

Vez que outra, apresenta-se, inesperadamente, e toma corpo, terminando por gerar desconforto e depressão.
Aparece como dúvida ou suspeita, e ganha forma, passando por diferentes fases, até controlar a emotividade que se transtorna, levando a estados graves.
Aqui, se apresenta na condição de medo em relação ao futuro.
Ali, se expressa em forma de frustração, diante do que não foi logrado.
Acolá, se manifesta como um dissabor qualquer, muito natural, aliás, em todas as vidas.
Há momentos em que se estabelece como conflito, inspirando rebeldia e agressividade.
Noutras ocasiões, ei-la em forma de desconforto íntimo e necessidade de tudo abandonar...
No turbilhão da vida hodierna, em face do intercâmbio psíquico nas faixas da psicosfera doentia que grassa, é muito difícil a manutenção de um estado de equilíbrio uniforme.
A inquietação, porém, constante, deve merecer mais acurada atenção, a fim de ser debelada.
Não lhe dês guarida, dialogando com as insinuações de que se faz objeto.
Evita as digressões mentais pessimistas, e não te detenhas nas conjecturas maliciosas.
Ninguém a salvo desses momentos difíceis. Todavia, todos têm o dever de superá-los e avançar confiantes nos resultados opimos das ações encetadas.
Assim, age sempre com correção e não serás vítima de inquietações desgastantes.

Livro: “Episódios diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Ante a Luz da Verdade - Emmanuel

"Conhecereis a Verdade e a Verdade vos Libertará". - Jesus. (João, 8:22)

A palavra do Mestre é clara e segura.
Não seremos libertados pelos aspectos da verdade ou pelas "verdades provisórias" de que sejamos detentores no círculo das afirmações apaixonadas a que nos inclinemos.
Muitos, em política, filosofia, ciência e religião, se afeiçoam a certos ângulos da verdade e transformam a própria vida numa trincheira de luta desesperada, a pretexto de defendê-la,quando não passam de prisioneiros do "ponto de vista".
Muitos aceitam a verdade, estendem-lhe as lições, advogam-lhe a causa e proclamam-lhe os méritos, entretanto, a verdade libertadora é aquela que conhecemos na atividade incessante do Eterno Bem.
Penetrá-la é compreender as obrigações que nos competem.
Discerni-la é renovar o próprio entendimento e converter a existência num campo de responsabilidade para com o melhor.
Só existe verdadeira liberdade na submissão ao dever fielmente cumprido.
Conhecer, portanto, a verdade é perceber o sentido da vida.
E perceber o sentido da vida é crescer em serviço e burilamento constantes.
Observa, desse modo, a tua posição diante da Luz...
Quem apenas vislumbra a glória ofuscante da realidade, fala muito e age menos. Quem, todavia, lhe penetra a grandeza indefinível, age mais e fala menos.

Livro: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Melindres - André Luiz

Não permita que suscetibilidades lhe conturbem o coração
Dê aos outros a liberdade de pensar tanto quanto você é livre para pensar como deseja.
Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.
Muita vez, uma opinião diversa da sua, pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a
estudá-la.
Melindres arrasam as melhores plantações de amizade.
Quem reclama agrava as dificuldades.
Não cultive ressentimentos.
Melindrar-se é um modo de perder as melhores situações.
Não se aborreça, coopere.
Quem vive de se ferir acaba na condição de espinheiro.

André Luiz & Francisco Cândido Xavier
Livro: "Sinal Verde"

Jornada do Tempo - Maria Dolores

Vejo-lhes, muita vez, os grupos rumorosos...
Rogam socorro a Deus, em suplício profundo.
Querem renascimento, a fim de se esquecerem
Da culpa que os mantém presos ao chão do mundo.

Espíritos no Além que passaram na Terra,
Estendendo a ambição e o domínio sem peias,
Recolhem, de retorno, as obras que fizeram,
Plantando espinheiras nas estradas alheias.

Suplicam renascer, em extrema penúria,
Pedem expiação que os corrija e reprima,
Rogam corpos em chaga, ostracismo e abandono
Com a perda integral de toda a humana estima.

Imploram regressar em condições amargas,
Anelam revelar na luta que lhes doa
A nova compreensão de quem se emenda e sofre,
Bendizendo o infortúnio em que se aperfeiçoa...

O Senhor lhes concede a bênção suplicada
E ressurgem na Terra, entre almas sofridas,
Devem buscar na paz, no amor e na humildade
A força de apagar os erros de outras vidas...

Conquanto as exceções, no entanto novamente,
Crescendo para o mundo em sombras de ilusão,
Ei-los a repetir equívocos de outrora,
Rebeldia, vaidade, orgulho, ostentação...

Não escutam a fé que lhes pede trabalho
Na obediência à luz que lhes vem da rotina,
E a vasta multidão se transvia em protestos,
Complica-se a gritar, padece, desatina...

Atentos ao passado a que se voltam,
Tentam fugir de Deus que os ampara e os escolta...
Pobres seres que varam vida e tempo
Entre o frio da treva e o fogo da revolta!...

Alma querida, escuta!... Se na Terra
A provação é sombra que te alcança,
Não temas... É o pretérito de volta...
O presente aflitivo é a nossa própria herança...

Sofre sem reclamar, serve, prossegue...
Além da própria angústia, alma sincera,
Encontrarás, chorando de alegria,
A luz da vida nova que te espera...

Livro: Vida em Vida - Maria Dolores / Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Não Censures - Emmanuel

Onde o mal apareça, retifiquemos amando, empreendendo semelhante trabalho a partir de nós mesmos.
O cirurgião ampara o corpo enfermo, empregando atenção e carinho, com bisturis adequados.
O artista afeiçoa a pedra ao próprio sonho, aformoseando- lhe a estrutura com paciência e vagar.
Ninguém desfaz a treva sem luz.
E reconhecendo- se que a luz nasce da força que se desgasta, em louvor da cooperação e do benefício, o amor procede do coração que se entrega ao trabalho para compreender e auxiliar.
Quando estiveres a ponto de desanimar ante os empeços do mundo, de espírito inclinado à acusação e à amargura, lembra-te de Deus cuja presença fulge nas faixas mais simples da Natureza.
Divina Sabedoria apóia a semente para que germine, propiciando- lhe recursos imprescindíveis à existência;nutre- lhe os rebentos, doando-lhes condições precisas para que se desenvolvam, e, convertida a planta em árvore benfeitora, assegura-lhe a seiva e aguarda-lhe ocasião justa para a colheita dos frutos que enriquecerá o celeiro.
Em toda a parte da Terra, surpreendemos a esperança de Deus, em função ativa, seja na pedra que se erguerá em utilidade, no carvão que se fará diamante, no espinheiral que se metamorfoseará em ninho de flores, na gleba inculta que se transfigurará em jardim.
Deus opera com tempo igual para todos.
E a própria Sabedoria Divina nos auxilia a todos indistintamente, agindo, criando, renovando e sublimando com apoio nas horas; sempre que nos vejamos defrontados por dificuldades e incompreensões, saibamos servir com paciência e aprenderemos que, à frente dos problemas da vida, sejam eles quais forem, não existem razões para que venhamos a esmorecer ou desesperar.


Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Obra: Rumo Certo

Livres, mas Responsáveis - Emmanuel

A quem nos pergunte se a criatura humana é livre, responderemos afirmativamente.
Acrescentemos, porém, que o homem é livre, mas responsáveis, e pode realizar o que deseje, mas estará ligado inevitavelmente ao fruto de suas próprias ações.
Para esclarecer o assunto, tanto quanto possível, examinemos, em resumo, alguns dos setores de sementeira e colheita ou, melhor, de livre-arbítrio e destino em que o espírito encarnado transita no mundo.

Posse - O homem é livre para reter quaisquer posses que as legislações terrestres lhe facultem, de acordo com a sua diligência na ação ou seu direito transitório, e será considerado mordomo respeitável pelas forças superiores da vida se as utiliza a benefício de todos, mas, se abusa delas, criando a penúria dos semelhantes, de modo a favorecer os próprios excessos, encontrará nas consequências disso a fieira das provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz da abnegação.

Negócio - O homem é livre para efetuar as transações que lhe apraza e granjeará o título de benfeitor, se procura comerciar com real proveito de clientela que lhe é própria, mas, se arrasa a economia dos outros com o fim de auferir lucros desnecessários, com prejuízo evidente do próximo, encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz da retidão.

Estudo - O homem é livre para ler e escrever, ensinar ou estudar tudo o que quiser e conquistará a posição de sábio se mobiliza os recursos culturais em auxílio daqueles que lhe partilham a romagem terrestre; mas, se coloca os valores da inteligência em apoio do mal, deteriorando a existência dos companheiros da Humanidade com o objetivo de acentuar o próprio orgulho, encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do discernimento.

Trabalho - O homem é livre para abraçar as tarefas a que se afeiçoe e será honorificado por seareiro do progresso se contribui na construção da felicidade geral; mas se malversa o dom de empreender e agir, esposando atividades perturbadoras e infelizes para gratificar os seus interesses menos dignos, encontrará nas conseqüências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do serviço aos semelhantes.

Sexo - O homem é livre para dar às suas energias e impulsos sexuais a direção que prefira e será estimado por veículo de bençãos quando os emprega na proteção sadia do lar, na formação da família, seja na paternidade ou na maternidade com o dever cumprido, ou, ainda, na sustentação das obras de arte e cultura, benemerência e elevação do espírito; mas, se para lisonjear os próprios sentidos transforma os recursos genésicos em dor e desequilíbrio, angústia ou desesperação para os semelhantes, pela injúria aos sentimentos alheios ou pela deslealdade e desrespeito nos compromissos e ajustes afetivos, depois de havê-los proposto ou aceitado, encontrará nas consequências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do amor puro.

O homem é livre até mesmo para receber ou recusar a existência, mas recolherá invariavelmente os bens ou os males que decorram de sua atitude, perante as concessões da Bondade Divina.
Todos somos livres para desejar, escolher, fazer e obter, mas todos somos também constrangidos a entrar nos resultados de nossas próprias obras.
Cabe à Doutrina Espírita explicar que os princípios da Justiça Eterna, em todo o Universo, não funcionam simplesmente à base de paraísos e infernos, castigos e privilégios de ordem exterior, mas, acima de tudo, através do instituto da reencarnação, em nós, conosco, junto de nós e por nós.
Foi por isso que Jesus, compreendendo que não existe direito sem obrigação e nem equilíbrio sem consciência tranquila, nos afirmou claramente: "Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Quitação - Emmanuel

1ª Parte, capítulo. VII, Parágrafo. 9 de “O Céu e o Inferno”.

Todas as contas a resgatar pedem relação direta entre credores e devedores.
É por isso que te vês, frequentemente, na Terra, diante daqueles a quem deves algo.
No lar ou nas linhas que o marginam, é fácil reconhecê-los, quando entregas desinteresse e dedicação, recolhendo aspereza e indiferença.
Muitas vezes, trazem nomes queridos no recinto doméstico, e assemelham-se a impassíveis verdugos, apresando-te o coração nas grades do sofrimento.
Em muitos lances da estrada, são amigos a quem te dás, sem reserva, e que te arrastam a dificuldades de longo curso.
Em várias ocasiões, são pessoas das quais enxugaste as lágrimas, situando-as na intimidade da própria vida, e que, de inesperado, te agridem a confiança com as pedras do desapreço.
Noutras circunstâncias, são companheiros de experiência que, de súbito, se transformam em adversários gratuitos de teu caminho, hostilizando-te, em toda parte.
Entretanto, se defrontado por semelhantes problemas, é indispensável te municies de amor e paciência, tolerância e serenidade, para fazeres a trama da incompreensão.
Guarda a consciência no dever lealmente cumprido e, haja o que houver, releva os golpes com que te firam, ofertando-lhes o melhor sentimento, a melhor ideia, a melhor palavra e a melhor atitude.
Água cristalina, pingando, gota a gota, converte o vaso de vinagre em vaso de água pura.
E, se depois de todos os teus gestos de fraternidade e benevolência, ainda te perseguem ou te injuriam, abençoa-os em prece e continua, adiante, fiel a ti mesmo, na certeza de que humildade, na hora da crise, é nota de quitação.


Livro: “Justiça Divina”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Jesus em Casa - Emmanuel


O lar é o santuário em que a bondade de Deus te situa. Dentro dele, nos fios da consanguinidade, recebes o teu primeiro mandato de serviço cristão.
É aí que te avistas com o adversário de ontem, convertido em parente próximo, e que retomas o contato de afeições queridas que o tempo não apagou...
O mundo é a grande ribalta dos teus ideais e convicções, mas o lar é o espelho para os testemunhos de tua fé.
Não olvides a necessidade de Cristo no cenáculo de amor em que te refugias.
Escolhes alguns minutos por semana e reúne-te com os laços domésticos que te possam acompanhar no cultivo da lição de Jesus.
Quanto seja possível, na mesma noite e no mesmo horário, faze teu círculo íntimo de meditação e de estudo.
Depois da prece com que nos cabe agradecer ao Senhor o pão da alma, abre as páginas do Evangelho e lê, em voz alta, algum dos seus trechos de verdade e consolo para o que receberás a inspiração dos Amigos Espirituais que te assistem.
Não é necessária a leitura por mais de dez minutos.
Em seguida, na intimidade da palavra livre e sincera, todos os companheiros devem expor suas dúvidas, seus temores e dificuldades sentimentais.
Através da conversação edificante, emissários da Esfera Superior distribuirão idéias e forças, em nome do Cristo, para que horizontes novos iluminem o espírito de cada um.
Aprenderás que semelhante prática vale por visita de nossos corações ao Eterno Benfeitor, que nos tomará o esforço por trilho de acesso à Sua Divina Luz, transformando-nos o culto da Boa Nova em fonte de bênçãos, dissolvendo em nosso campo de trabalho todas as sombras da discórdia e da ignorância, do desequilíbrio e da irritação.
Dizes-te amigo de Cristo, afirmas-te seguidor de Cristo e clamas, com razão, que Cristo é o caminho redentor da Terra, mas não te esqueças de erigir-lhe assento constante a mesa do próprio lar, para que a luz do Evangelho se te faça vida e alegria no coração.


Livro: Família
Pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Gaiola - Valérium


Na sala faustosa, o pássaro triste e cabisbaixo está na gaiola enfeitada.
O visitante entra, observa e pergunta ao dono da mansão:
- Que tem o canário? Solte-o, meu amigo, ele está muito tristonho!
E o anfitrião responde, abrindo a porta do pequeno cárcere:
- Veja, ele não sai… é canário de gaiola.
Aí foi criado desde que nasceu. Não sabe viver fora dela…
E fecha a portinhola da prisão do pássaro triste que, mudo e quieto, respira chumbado à gaiola enfeitada, na sala faustosa…
Quantas criaturas humanas existem iguais a esse pássaro?!
Pessoas criadas desde a infância na riqueza e no luxo vivem presas aos empréstimos transitórios do mundo, durante toda a existência na Terra, e, mesmo depois da morte, não se desvencilham de seus antigos pertences e propriedades.
Por mais se lhes abram as portas da liberdade espiritual, não se sentem com força suficiente para desferirem o vôo largo da independência, na amplidão das Esferas Superiores…
E ficam chumbados à carne passageira, em suas gaiolas mentais de ouro, por muito tempo, muito tempo mesmo, ante o Grande Futuro.
Saiba assim, meu irmão, usar os empréstimos da vida, desapegando-se realmente do conforto escravizante, na certeza de que você chegou sozinho à estação do corpo e que sozinho há de sair dela.

Valérium & Waldo Vieira
De “Bem-aventurados os simples”

Se Todos Perdoassem - Emmanuel

Imaginemos, por um minuto, que mundo maravilhoso seria a Terra, se todos perdoassem!...
Se todos perdoassem, a ventura celeste começaria de casa, onde todo companheiro de equipe doméstica perceberia que a experiência na reencarnação é diferente para cada um e, por isso mesmo, teria suficiente disposição para agir em apoio dos associados da edificação em família, a fim de que venham a encontrar o tipo de felicidade pessoal e correta a que se dirigem.
Se todos perdoassem, cada grupo na comunidade terrestre alcançaria o máximo de eficiência na produção do bem comum, porquanto, em toda parte, existiria entendimento bastante para que a inveja e o despeito, o azedume e a crítica destrutiva fossem banidos para sempre do convívio social.
Se todos perdoassem, o espírito de competição, no progresso das ciências e na efetivação dos negócios, subiria constantemente de nível moral, suscitando as mais belas empresas de aprimoramento do mundo, porque o golpe e a vingança desapareceriam do intercâmbio entre pessoas e instituições, com o respeito mútuo revestindo de lealdade os menores impulsos à concorrência, que se fixaria exclusivamente no bem com esquecimento do mal.
Se todos perdoassem, a guerra seria automaticamente abolida no Planeta, de vez que o ódio seria erradicado das nações, com a solidariedade traçando aos mais fortes a obrigação do socorro aos mais fracos, não mais se verificando a corrida de armamentos e sim a emulação incessante à fraternidade entre os povos.
Se todos perdoassem, a saúde humana atingiria prodígios de equilíbrio e longevidade, porquanto a compreensão recíproca extinguiria o ressentimento e o ciúme, que deixariam, por fim, de assegurar, entre as criaturas, terreno propício à obsessão e à loucura, à enfermidade e à morte.
Se todos perdoarmos, reformaremos a vida na Terra, apagando de todos os idiomas a palavra “ressentimento”, para convivermos, uns com os outros, acreditando realmente que somos irmãos diante de Deus.
Quando todos aprendermos a perdoar, o amor entoará hosanas, de polo a polo da Terra, e então o Reino de Deus fulgirá em nós e junto de nós para sempre.

Emmanuel
Livro: “Passos da Vida”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos


Auxílio e Esforço Próprio - Emmanuel

Tema – Auxílio externo e esforço próprio

Amemos a consolação, usando-a, porém, à maneira do óleo que lubrifica a
máquina, sem exonera-la da atividade precisa.
O Criador estabelece auxílio incessante para todas as necessidades da Criação,
mas determina que a lei do trabalho seja cumprida em todas as direções.
A árvore encontra adubo no solo e alimento na atmosfera; no entanto, deve
produzir o fruto, conforme a espécie a que pertence. A ostra, conquanto usufrua o
agasalho da concha e se rejubile na água nutriente do mar, fabrica a pérola, no âmago
de si mesma.
Não fujas, assim, à responsabilidade de pensar e realizar.
Rogas o amparo da Eterna Sabedoria.
Solicitas a inspiração dos Mensageiros da Luz.
Requisitas esse ou aquele obséquio de amigos desencarnados.
Pedes concurso incessante às forças da natureza.
Não te falta o apoio do Céu e da Terra; todavia, ninguém te consegue isentar das
próprias obrigações.
*
Raciocina e perceberás que o auxílio e o esforço próprio funcionam conjugados em
todos os lances da experiência.
O costureiro faz a roupa; contudo, se pretende vestir-te, não há de envergá-la.
O médico prescreve a medicação; mas para curar-te, não deve ingeri-la.
O professor explica regras; no entanto, não te substitui a cabeça na assimilação
dos ensinamentos.
O fotógrafo tira-te expressivo retrato; entretanto, se procura fixar-te a imagem,
não te toma o lugar diante da objetiva.
*
Agradeçamos as contribuições que a Bondade Divina e a Fraternidade Humana nos
estendam a cada passo, mas não nos especamos do dever de servir, voluntariamente, no
bem de todos, a favor de nós mesmos, porquanto as leis do Universo corrigem o mal,
onde o mal apareça; contudo, em matéria de aperfeiçoamento moral, jamais
constrangem a consciência.
Ou trabalhamos espontaneamente e progredimos, conquistando a própria elevação, ou
preferimos parar e estacamos em ponto morto.

Livro: Encontro Marcado - Francisco Cândido Xavier – Emmanuel

sábado, 23 de julho de 2016

Conserva a Paz - Joanna de Ângelis

A pretexto algum percas a paz. Tua paz – tua vida.
Quando a provocação te chegue, usando os ardis da violência, permanece em harmonia. A tua paz é um tesouro de valor inestimável.
Quando a inveja te arroje calúnias, não lhe dês atenção, perturbando-te. A tua paz merece sacrifício a fim de ser preservada.
Quando o despeito arremesse pedradas contra tuas tarefas e teu nome, mantém a tranquilidade. A tua paz é o sinal-vitória da tua conduta feliz.
Ninguém transita no mundo livre de agressão, impiedade, malquerença ou achincalhe.
Mesmo Jesus não esteve imune aos trocistas ou competidores pela perseguição gratuita.
Mas eles passam com seus infelizes ardis, com que mais se infelicitam.
Assim, não forneças material para sustentação da intriga aos adversários de tua paz.
Tais companheiros serão chamados à reflexão por doenças, dramas morais, acidentes...
Persevera nos teus compromissos nobres, e, servindo no bem, conserva a tua paz em Jesus.

Livro: Sementes de Vida Eterna
Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco

Esferas - Emmanuel


Ninguém precisa ausentar-se da Terra para entrar em relações com esferas diferentes.
A diversidade de nossas moradias começa neste mundo mesmo.
Cada mente vive na onda dos desejos que lhe são próprios.
Cada coração palpita nos sentimentos que esposa.
Residimos no lugar em que situamos a própria alma.
Há quem se detenha fisicamente num palácio, sentindo-se no purgatório do desespero, e existe quem se demore num casebre guardando as alegrias de um paraíso interior.
Há quem penetre no inferno da angústia, usando a chave da fortuna, e há quem alcance o Céu, manobrando uma enxada.
Cada espírito permanece na posição que lhe agrada.
Por isso mesmo Jesus, em nos socorrendo na Terra, buscou ampliar-nos a visão e aperfeiçoar-nos o espírito para que se nos engrandeça a esfera individual e coletiva de ideal e realização, de trabalho e de luta.
Cada dia com o Evangelho no coração e nas palavras, nas atitudes e nas mãos é mais um passo para as eminências da vida.
De modo a elevar-se de condição, ninguém reclame contra o cativeiro das circunstâncias.
Se os sentimentos frágeis e enfermiços são produtos do ambiente em que respiram, os sentimentos nobres e robustos são organizadores do ambiente em que atuam, na sustentação de si mesmos e a benefício dos outros.
Jesus, até hoje, convida-nos, através da Boa Nova, a construir a esfera mais elevada em que nos cabe marchar para Deus.
Se nos propormos a atingir as Moradas do Amor e da Sabedoria, na Luz Imperecível, aprendamos a renunciar a nós mesmos, avançando, corajosamente, sob a cruz dos deveres de cada dia, a fim de encontrarmos o Cristo em nossa desejada renovação.


De “Abrigo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Ingredientes do Êxito - Bezerra de Menezes

... nas águas revoltas do mar tanta vez agressivo da atualidade, navegamos...
Dias calmos, dias tempestuosos.
O que importa é a rota segura.
E desta nos louvamos todos, à frente do Divino Timoneiro.
... capacitemo-nos, cada vez mais, de que a obra não nos pertence e sim ao Senhor que nos utiliza por instrumentos.
... à vista disso e firmados em semelhante convicção, compreendamos que a fidelidade é o ingrediente de base para o êxito.
Entender a todos e auxiliar a todos, abençoando e construindo sempre e guardar, sobretudo, a certeza de que o serviço e o amor devem constituir as margens de nosso caminho para frente.
... momentos aparecem nos quais os testemunhos de abnegação representam imperativos a que não nos é lícito fugir...
Notadamente, quando a perturbação e a calúnia nos ameaçam a estabilidade moral.
Ainda assim, aceitemos os desafios da sombra, na condição de aprendizes no educandário da luz.
... à frente de todas as dificuldades é imprescindível opor a bênção, como princípio de solução.
... é certo que o desdobramento da edificação em andamento vos exige quotas de sacrifício sempre mais altas.
Imperioso dar de nós para que a obra do Cristo se erga e se consolide no campo das necessidades humanas.
... esquecer-nos e trabalhar.
Trabalhar e servir sempre.
... na execução desse programa as lutas e problemas explodem, por vezes, de todos os flancos, a reclamar-nos fraternidade em suas mais altas demonstrações. Todavia, se atribuirmos a Jesus a importância do esforço e não a nós, sabendo receber para nós os obstáculos naturais da senda a percorrer, então, a carga ser-nos-á sempre qual estrela de amor que o Céu nos permite carregar em auxílio a nós mesmos!


Obra: Bezerra, Chico e Você
Francisco Cândido Xavier / Bezerra de Menezes

No Bem de Todos - Emmanuel

“Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes, porque ele disse: não te deixarei, nem te desampararei.” — Paulo (Hebreus, 13.5).

Encarna-se e reencarna-se o Espírito na Terra, a fim de aperfeiçoar-se no rumo das Estâncias Superiores do Universo.
Não te encarceres, assim, nos tormentos do supérfluo que a avareza retém, como sendo recurso indispensável à vida, na cegueira com que inventa fantasiosas necessidades.
O dono do pomar não comerá dos frutos senão a quota compatível com os recursos do estômago.
O atacadista de algodão vestirá uma camisa de cada vez.
Entretanto, o cultivador e o negociante serão abençoados nos Céus se libertam os valores que administram, em louvor do trabalho que dignifica, da educação que eleva, da beneficência que restaura ou da fraternidade que sublima.
Atendamos aos deveres que as circunstâncias nos atribuem, acalentando ideais de melhoria, mas aprendamos a contentar-nos com o que temos, sem ambicionar o que não possuímos, em matéria de aquisições passageiras, a fim de conquistarmos, sem atritos desnecessários, os talentos que nos faltam.
Ainda não se viu homem no mundo, cercado de tesouros infrutíferos, que se livrasse, tão-somente por isso, das leis que regem o sofrimento e a enfermidade, a velhice e a morte.
Respeitemos os princípios divinos do bem para todos.
Confiemos, trabalhando.
Caminhemos, servindo.
“Não te deixarei, nem te desampararei”— disse-nos o Senhor.
Sim, o Senhor jamais nos deixará, nem nos desamparará, mas, se não queremos experiências dolorosas, espera naturalmente que não nos releguemos à ilusão, nem lhe desprezemos a companhia.

Livro: Palavras de Vida Eterna
Emmanuel - Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Boas Maneiras - Emmanuel

“E assenta-te no último lugar.” Jesus (Lucas, 14:10)

O Mestre, nesta passagem, proporciona inolvidável ensinamento de boas maneiras.
Certo, a sentença revela conteúdo altamente simbólico, relativamente ao
banquete paternal da Bondade Divina; todavia, convém deslocarmos o conceito a
fim de aplica-lo igualmente ao mecanismo da vida comum.
A recomendação do Salvador presta-se a todas as situações em que nos
vejamos convocados a examinar algo de novo, junto aos semelhantes. Alguém que
penetre uma casa ou participe de uma reunião pela primeira vez, timbrando
demonstrar que tudo sabe ou que é superior ao ambiente em que se encontra, torna-se
intolerável aos circunstantes.
Ainda que se trate de agrupamento enganado em suas finalidades ou intenções,
não é razoável que o homem esclarecido, aí ingressando pela vez primeira,
se faça doutrinador austero e exigente, porquanto, para a tarefa de retificar
ou reconduzir almas, é indispensável que o trabalhador fiel ao bem inicie o esforço,
indo ao encontro dos corações pelos laços da fraternidade legítima.
Somente assim, conseguirá alijar a imperfeição eficazmente, eliminando
uma parcela de sombra, cada dia, através do serviço constante.
Sabemos que Jesus foi o grande reformador do mundo, entretanto,
corrigindo e amando, asseverava que viera ao caminho dos homens para cumprir a Lei.
Não assaltes os lugares de evidência por onde passares.
E, quando te detiveres com os nossos irmãos em alguma parte, não os ofusques com a exposição
do quanto já tenhas conquistado nos domínios do amor e da sabedoria. Se te
encontras decidido a cooperar pelo bem dos outros, apaga-te, de algum modo, a fim
de que o próximo te possa compreender. Impondo normas ou exibindo poder, nada
conseguirás senão estabelecer mais fortes perturbações.

Livro: Pão Nosso
Francisco Cândido Xavier – Espírito Emmanuel

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Na Exaltação do Amor - André Luiz

Na marcha para o Reino Divino, o Amor é a Estrada Real. As outras vias são experiências que a Eterna Sabedoria traçou, ainda por amor.
Antes de você, o amor já era. Após você, o amor será. Isso, porque o Amor é Deus em tudo.
Viva, pois, a vida, amando-a para entendê-la.
Viver e amar... Amar e compreender... Compreender e viver abundantemente...Ângulos de uma vida só – a Vida Eterna.
Mas viver sem amar é respirar sem trabalho digno: querer com exclusivismo entontecedor é contemplar situações e circunstâncias com apriorismo que gera a enfermidade e a morte.
Se você sabe, portanto, o que é viver, por que não vive? Só vive realmente quem ama.
Só ama efetivamente quem age para o bem de todos. Só age para o bem de todos quem entende que o amor é a base da própria vida.
Fora dessa verdade há também movimento e ação, mas movimento e ação de sombra que tornará fatalmente à luz em ciclos determinados de choro, provação e martírio.
De você mesmo depende a própria viagem.

Livro: O Espírito da Verdade
André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier

A Máquina Divina - Emmanuel

Meu amigo.
O corpo físico é a máquina divina que o Senhor nos empresta para a confecção de nossa felicidade na Terra.
Os vizinhos do bruto precipitam-na ao sorvedouro da animalidade.
Os maus empregam-na, criando o sofrimento dos semelhantes.
Os egoístas valem-se dela para esgotarem a taça de prazeres fictícios.
Os orgulhosos isolam-na sem proveito.
Os vaidosos cobrem-na de adornos efêmeros para reclamarem o incenso da multidão.
Os intemperantes destroem-na.
Os levianos mobilizam-na para menosprezar o tempo.
Os tolos usam-na, inconsideradamente, incentivando as sombras do mundo.
Os perversos movimentam-lhe as peças, na consecução de desordens e crimes.
Os viciados de todos os matizes aproveitam-lhe o temporário concurso na manutenção da desventura de si mesmos.
Os indisciplinados acionam-lhe os valores, estimulando o ruído inútil em atividades improdutivas.
O espírito prudente, todavia, recebe essa máquina valiosa e sublime para tecer, através do próprio esforço, com os fios da caridade e da fé, da verdade e da esperança, do amor e da sabedoria, a túnica de sua felicidade para sempre na vida eterna.


Emmanuel
Livro: “Nosso Livro”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos

terça-feira, 19 de julho de 2016

Resposta de Deus - André Luiz

Eis algumas das respostas de Deus, nos fundamentos da vida,
através da Misericórdia Perfeita:
o bem ao mal;
o amor ao ódio;
luz às trevas;
equilíbrio à perturbação;
socorro à necessidade;
trabalho à inércia;
alegria à tristeza;
esquecimento às ofensas;
coragem ao desânimo;
fé à descrença;
paz à discórdia;
renovação ao desgaste;
esperança ao desalento;
recomeço ao fracasso;
consolo ao sofrimento;
justiça à crueldade;
reparação aos erros;
conhecimento à ignorância;
bênção à maldição;
amparo ao desvalimento;
verdade à ilusão;
silêncio aos agravos;
companhia à solidão;
remédio à enfermidade;
e sempre mais vida nos processos da morte.
Efetivamente, podemos afirmar que Deus está sempre ao nosso lado,
mas pelas respostas de Deus, no campo da vida, ser-nos-á possível medir sempre
as dimensões de nossa permanência pessoal ao lado de Deus.

André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Examina a Própria Aflição - Emmanuel

Questão Nº. 908 de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec.

Examina a própria aflição para que não se converta a tua inquietude em arrasadora tempestade emotiva.
Todas as aflições se caracterizam por tipos e nomes especiais.
A aflição do egoísmo chama-se egolatria.
A aflição do vício chama-se delinquência.
A aflição da agressividade chama-se cólera.
A aflição do crime chama-se remorso.
A aflição do fanatismo chama-se intolerância.
A aflição da fuga chama-se covardia.
A aflição da inveja chama-se despeito.
A aflição da leviandade chama-se insensatez.
A aflição de indisciplina chama-se desordem.
A aflição da brutalidade chama-se violência.
A aflição da preguiça chama-se rebeldia.
A aflição da vaidade chama-se loucura.
A aflição do relaxamento chama-se evasiva.
A aflição da indiferença chama-se desânimo.
A aflição da inutilidade chama-se queixa.
A aflição do ciúme chama-se desespero.
A aflição da impaciência chama-se intemperança.
A aflição da sovinice chama-se miséria.
A aflição da injustiça chama-se crueldade.
Cada criatura tem a aflição que lhe é própria.
A aflição do reino doméstico e da esfera profissional, do raciocínio e do sentimento...
Os corações unidos ao Sumo Bem, contudo, sabem que suportar as aflições menores a estrada é evitar as aflições maiores da vida e, por isso, apenas eles, anônimos heróis da luta cotidiana, conseguem receber e acumular em si mesmos os talentos de amor e paz reservados por Jesus aos sofredores da Terra, quando pronunciou no monte a divina promessa:
— “Bem-aventurados os aflitos!”

Livro: “Religião dos Espíritos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

domingo, 17 de julho de 2016

Benefício Oculto - “O Espírito da Verdade”

"Não saiba vossa mão esquerda o que oferece a direita"
é a lição de Jesus que constantemente nos sugere a sementeira do bem oculto.
Entretanto, é preciso lembrar que se "nem só de pão vive o homem", não
se alimenta a virtude tão-somente de recursos materiais.
Acima do benefício que se esconde para ser mais seguro no campo físico,
de modo a que se não firam corpos doentes e bocas famintas pelos
acúleos da ostentação, prevalece o amparo mudo às necessidades do
sentimento, na esfera do espírito, a fim de que os tóxicos da maldade e
os desastres do escândalo não arrasem experiências preciosas com o fogo
da imprevidência.
Se percebeste no companheiro as escamas do orgulho ou da rebeldia,
envolve-o no clima da humildade, socorrendo-lhe a sede imanifesta de
auxílio, e se presenciaste a queda de alguém, no caminho em que
jornadeias, alonga-lhe os braços de irmão, para que se levante, sem
exagerar-lhe os desajustes com a referência insensata.
Se um amigo aparece errado aos teus olhos, cala o verbo contundente da
crítica, ajudando-o com a bênção da prece, e se o próximo surge
desorientado e infeliz, em teus passos, oferta-lhe o favor do silêncio,
para que se reequilibre e restaure.
Não vale encarecer cicatrizes e imperfeições, a pretexto da apagá-las
no corpo das horas, porquanto leve chaga, tratada com desamor, é sempre
ferida e cronicificar-se no tempo.
Distribui, desse modo, a beneficência do agasalho e do pão, evitando
humilhar quem te recolhe os gestos de providência e carinho; contudo,
não olvides estender a caridade do pensamento e da língua, para que o
bálsamo do perdão anule o veneno do ódio e para que a força do
esquecimento extinga as sombras de todo mal.


De “O Espírito da Verdade”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira – Autores Diversos

Conhecer-se - André Luiz

Não se menospreze.Eduque-se.
Não se marginalize.Trabalhe
Não apenas administre. Obedeça.
não apenas mande. Faça
Não condene. Abençoe.
Não reclame. Desculpe.
Não derimore. Dignifique.
Não ignore. Estude.
Não desajuste. Harmonize.
Não rebaixe. Eleve.
Não escravize. Liberte.
Não ensombre. Ilumine
Não se lastime. Avance
Não complique. Simplifique.
Não fuja. Permaneça.
Não dispute. Conquiste.
Não estacione. Renove.
Não se exceda. Domine-se
Lembre-se: todos nós em tudo, dependemos de Deus, mas os empresários do nosso êxito, em qualquer ocasião, seremos sempre nós mesmos.

André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Doentes - Scheilla

Há doentes de várias espécies e que portam enfermidades pelo prazer de as carregar.
Senão, vejamos:
o invejoso é doente contumaz do coração;
o maledicente é doente pertinaz da língua;
o caluniador é doente do espírito;
o despeitado é doente do sentimento;
o malicioso é doente da virtude;
o negligente é doente do dever;
o avaro é doente da bondade;
o déspota é doente da afeição;
o mentiroso é doente do equilíbrio.
Muitos são infelizes porque não querem libertar-se das doenças.
Alguns possuem achaques e dores porque dispõem de horas vazias e possibilidades mal aplicadas.
Uns e outros constituem a grande legião que bate à porta do Evangelho a pedir, mas não abrem a porta do coração para o Evangelho entrar.
Aquele que em Jesus encontrou a porta, penetre-a, siga-O e assim preserve-se do mal.

Livro: Sementes de Vida Eterna - Scheilla / Médium Divaldo Pereira Franco

sábado, 16 de julho de 2016

O Bem é Incansável - Emmanuel

“E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” — Paulo. (2ª Epístola aos Tessalonicenses, Capítulo 3, Versículo 13.)

É muito comum encontrarmos pessoas que se declaram cansadas de praticar o bem. Estejamos, contudo, convictos de que semelhantes alegações não procedem de fonte pura.
Somente aqueles que visam determinadas vantagens aos interesses particularistas, na zona do imediatismo, adquirem o tédio vizinho da desesperação, quando não podem atender a propósitos egoísticos.
É indispensável muita prudência quando essa ou aquela circunstância nos induz a refletir nos males que nos assaltam, depois do bem que julgamos haver semeado ou nutrido.
O aprendiz sincero não ignora que Jesus exerce o seu ministério de amor sem exaurir-se, desde o princípio da organização planetária. Relativamente aos nossos casos pessoais, muita vez terá o Mestre sentido o espinho de nossa ingratidão, identificando-nos o recuo aos trabalhos da nossa própria iluminação; todavia, nem mesmo verificando-nos os desvios voluntários e criminosos, jamais se esgotou a paciência do Cristo que nos corrige, amando, e tolera, edificando, abrindo-nos misericordiosos braços para a atividade renovadora.
Se Ele nos tem suportado e esperado através de tantos séculos, por que não poderemos experimentar de ânimo firme algumas pequenas decepções durante alguns dias?
A observação de Paulo aos tessalonicenses, portanto, é muito justa. Se nos entediarmos na prática do bem, semelhante desastre expressará em verdade que ainda nos não foi possível a emersão do mal de nós mesmos.

Obra: Fonte Viva
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

O Mestre Demostra - Eros

O discípulo acercou-se do Sábio e pediu-Lhe que lhe desvelasse o passado espiritual, por sentir que o conhecimento dos sucessos anteriores poderia auxiliá-lo na edificação do futuro.
O venerando Guru, após reflexionar, informou-o de que o véu do esquecimento, colocado como barreira tênue entre os dois tempos, constitui bênção de misericórdia divina, em razão da fraqueza do homem ante a força das recordações, principalmente daquelas que envilecem o ser e entorpecem o discernimento.
— Todavia — insistiu o imaturo aprendiz — eu desejo interpretar as tendências que me propelem para a ira e a insubordinação, para o fácil rancor e a agressividade. Acredito que já fui poderoso e ímpio, gerando infelicidades e desafetos... Sinto-me confundido entre o que desejo alcançar e o que logro. A minha colheita tem sido de amargura e não de paz. Que fazer?
“— Olvida-te do mal e atua no bem — redarguiu-lhe o Instrutor. — Renuncia ao temperamento atormentado e deixa-te arrastar pela correnteza da bondade de Deus. O que deve ser esquecido, deixa-o, e o tempo te iluminará os espaços nebulosos com serenidade e ternura.”
O jovem ouviu e não aceitou.
Fez exercícios de meditação, inquiriu o inconsciente, desenterrou as lembranças, reviveu acontecimentos infelizes, e, por fim, desequipado de amor, apaixonado e solitário, enveredou pelo corredor escuro da loucura, complicando e perdendo a reencarnação redentora.
*
O passado merece ficar soterrado, constituindo a base para a edificação do presente, com os olhos postos na felicidade do futuro.

De “A um passo da imortalidade”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Eros.


Dinheiro e Amor - Meimei

ESE – Cap. XI – Ítem 9
Diante do bem, não pronuncies a palavra "impossível".


Certamente, sofres a dificuldade dos que herdaram a luta por preço das menores aquisições. Ainda assim, lembra-te de que a virtude não reside no cofre.
Onde encontrarias ouro puro a fazer-se pão na caçarola dos infelizes?
Em que lugar surpreenderias frágil cobertor tecido de apólices para agasalhar a criança largada ao colo da noite?
Entretanto, se o amor te faz lume no pensamento, arrebatarás à imundície a derradeira sobra da mesa, convertendo-a no caldo reconfortante para o enfermo esquecido, e farás do pano pobre o abrigo providencial em favor de quem passa, relegado à intempérie.
Uma garganta de pérolas não emite pequenina frase consoladora e um crânio esculpido de pedras raras não deixa passar leve fio de ideação.
Todavia, se o amor te palpita na alma, podes falar a palavra renovadora que exclui o poder das trevas e inspirar o trabalho que expresse o apoio e a esperança de muita gente.
Respeita a moeda capaz de fazer o caminho das boas obras, mas não esperes pelo dinheiro a fim de ajudar.
Hoje mesmo, em casa, alguém te pede entendimento e carinho e, além do reduto doméstico, legiões de pessoas aguardam-te os gestos de fraternidade e compreensão.
Recorda que a fonte da caridade tem nascedouro em ti mesmo e não descreias da possibilidade de auxiliar.
Para transmitir-nos semelhante verdade, Jesus, a sós, sem finança terrestre, usou as margens de um lago simples, ofertou simpatia aos que lhe buscavam a convivência, confortou os enfermos da estrada, falou do Reino de Deus a alguns pescadores de vida singela e transformou o mundo inteiro, revelando-nos, assim, que a caridade tem o tamanho do coração.

Meimei
(De “O Espírito da Verdade”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira – Espíritos Diversos)


Em Favor de Você - André Luiz

Trabalhe sempre, mas não fuja ao serviço que você já iniciou.
Ajude a todos, mas não se esqueça dos deveres imediatos.
Sofre resignado, mas não faça ninguém sofrer
Exalte o perdão, mas olvide o ressentimento.
Auxilie a quem errou, mas não esmiúce o erro do próximo.
Procure acertar, mas não desculpe a própria irreflexão.
Busque o êxito, mas regozije-se com a vitória os outros.
Troque ideias, mas não censure aquilo que você não entende.
Estude o que puder, mas não recuse aplicar a lição nobre.
Assuma compromissos, mas não deixe ninguém a esperar por você.
Escreva aos amigos, mas não exija resposta.
Guarde eficiência, mas não viva apressado.
Use o dinheiro, mas não abuse.
Cultive a bondade, mas cria a própria disciplina para o serviço do bem.

André Luiz
Livro: “Ideal Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Dia-a-Dia - Emmanuel

Nas curtas viagens do dia-a-dia, todos nós encontramos o próximo, para cuja dificuldade somos o próximo mais próximo.
Imaginemo-nos, assim, numa excursão de cem passos que nos transporte do lar à rua. Não longe, passa um homem que não conseguimos, de imediato, reconhecer.
“Quem será?” — perguntamos em pensamento.
E a Lei de Amor no-lo aponta como alguém que precisa de algo:
se vive em penúria, espera socorro;
se abastado, solicita assistência moral, de maneira a empregar, com justiça, as sobras de que dispõe;
se aflito, pede consolo;
se alegre, reclama apreço fraterno, para manter-se ajustado à ponderação;
se é companheiro, aguarda concurso amigo;
se é adversário, exige respeito;
se benfeitor, requer cooperação;
se malfeitor, demanda piedade;
se doente, requisita remédio;
se é dono de razoável saúde, precisa de apoio a fim de que a preserve;
se ignorante, roga amparo educativo;
se culto, reivindica estímulo ao trabalho, para desentranhar, a benefício dos semelhantes, os tesouros que acumula na inteligência;
se é bom, não prescinde de auxílio para fazer-se melhor;
se é menos bom, espera compaixão, que o integre na divindade da vida.
Ante o ensino de Jesus, pelo samaritano da caridade, poderemos facilmente entender que os outros necessitam de nós, tanto quanto necessitamos dos outros. E, para atender às nossas obrigações, no socorro mútuo, comecemos, à frente de qualquer um, pelo exercício espontâneo da compreensão e da simpatia.

Emmanuel
De “Caminho Espírita” de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

Vê como Vives

“E chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: negociai até que eu venha.” - Jesus. (Lucas, 19:13.)

Com a precisa madureza do raciocínio, compreenderá o homem que toda a sua existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida, em si, não passa de ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos que nos prendem a Deus.
Por enquanto, o mundo apenas exige testemunhos de fé das pessoas indicadas por detentoras de mandato essencialmente religioso.
Os católicos romanos rodeiam de exigências os sacerdotes, desvirtuando-lhes o apostolado. Os protestantes, na maioria, atribuem aos ministros evangélicos as obrigações mais completas do culto. Os espiritistas reclamam de doutrinadores e médiuns as supremas demonstrações de caridade e pureza, como se a luz e a verdade da Nova Revelação pudessem constituir exclusivo patrimônio de alguns cérebros falíveis.
Urge considerar, porém, que o testemunho cristão, no campo transitório da luta humana, é dever de todos os homens, indistintamente.
Cada criatura foi chamada pela Providência a determinado setor de trabalhos espirituais na Terra.
O comerciante está em negócios de suprimento e de fraternidade.
O administrador permanece em negócios de orientação, distribuição e responsabilidade.
O servidor foi trazido a negócios de obediência e edificação.
As mães e os pais terrestres foram convocados a negócios de renúncia, exemplificação e devotamento.
O carpinteiro está fabricando colunas para o templo vivo do lar.
O cientista vive fornecendo equações de progresso que melhorem o bem-estar do mundo.
O cozinheiro trabalha para alimentar o operário e o sábio.
Todos os homens vivem na Obra de Deus, valendo-se dela para alcançarem, um dia, a grandeza divina. Usufrutuários de patrimônios que pertencem ao Pai, encontram-se no campo das oportunidades presentes, negociando com os valores do Senhor.
Em razão desta verdade, meu amigo, vê o que fazes e não te esqueças de subordinar teus desejos a Deus, nos negócios que por algum tempo te forem confiados no mundo.

Conversão - Emmanuel

“E tu, quando te converteres, confirma teus irmãos.” — Jesus. (Lucas, 22:32)

Não é fácil a conversão do homem, quanto afirmam os portadores de convicções apressadas.
Muitos dizem “eu creio”, mas poucos podem declarar “estou transformado”.
As palavras do Mestre a Simão Pedro são muito simbólicas. Jesus proferiu-as , na véspera do Calvário, na hora grave da última reunião com os discípulos. Recomendava ao pescador de Cafarnaum confirmasse os irmãos na fé, quando se convertesse.
Acresce notar que Pedro sempre foi o seu mais ativo companheiro de apostolado. O Mestre preferia sempre a sua casa singela para exercer o divino ministério do amor. Durante três anos sucessivos, Simão presenciou acontecimentos assombrosos. Viu leprosos limpos, cegos que voltavam a ver, loucos que recuperavam a razão; deslumbrara-se com a visão do Messias transfigurado no Tabor, assistira à saída de Lázaro da escuridão do sepulcro, e, no entanto, ainda não estava convertido.
Seriam necessários os trabalhos imensos de Jerusalém, os sacrifícios pessoais, as lutas enormes consigo mesmo, para que pudesse converter-se ao Evangelho e dar testemunho do Cristo aos seus irmãos.
Não será por se maravilhar tua alma, ante as revelações espirituais, que estarás convertido e transformado para Jesus.
Simão Pedro presenciou essas revelações com o próprio Messias e custou muito a obter títulos. Trabalhemos, portanto, por nos convertermos. Somente nessas condições, estaremos habilitados para o testemunho.

Livro: “Caminho, Verdade e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Ouçamos Atentos - Emmanuel

“Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça.” – Jesus. (Mateus, 6:33.)

Apesar de todos os esclarecimentos do Evangelho, os discípulos encontram dificuldade para equilibrarem, convenientemente, a bússola do coração.
Recorre-se à fé, na sede de paz espiritual, no anseio de luz, na pesquisa da solução aos problemas graves do destino. Todavia, antes de tudo, o aprendiz costuma procurar a realização dos próprios caprichos; o predomínio das opiniões que lhe são peculiares; a subordinação de outrem aos seus pontos de vista; a submissão dos demais à força direta ou indireta de que é portador; a consideração alheia ao seu modo de ser; a imposição de sua autoridade personalíssima; os caminhos mais agradáveis; as comodidades fáceis do dia que passa; as respostas favoráveis aos seus intentos e a plena satisfação própria no imediatismo vulgar.
Raros aceitam as condições do discipulado.
Em geral, recusam o título de seguidores do Mestre.
Querem ser favoritos de Deus.
Conhecemos, no entanto, a natureza humana, da qual ainda somos participes, não obstante a posição de espíritos desencarnados. E sabemos que a vida burilará todas as criaturas nas águas lustrais da experiência.
Lutaremos, sofreremos e aprenderemos, nas variadas esferas de luta evolutiva e redentora.
Considerando, porém, a extensão das bênçãos que nos felicitam a estrada, acreditamos seria útil à nossa felicidade e equilíbrio permanentes ouvir, com atenção, as palavras do Senhor: “Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça.

Vinha de Luz
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Nota Íntima - Cassimiro Cunha

Livro: “Assembleia de Luz”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

Procuras por segurança
Na luta de cada dia...
Se queres refúgio certo,
Trabalha, serve, confia.
Encontras dificuldades,
Anseias por melhoria;
Em qualquer parte onde estejas,
Trabalha, serve, confia.
Carregas fardo pesado
De angústia e melancolia...
Se buscas libertação,
Trabalha, serve, confia.
Padeces solidão
Por falta de companhia?
Socorre as dores alheias,
Trabalha, serve, confia.
Ressentimento, azedume,
Tristeza, desarmonia...
Esquece o mal, faze o bem,
Trabalha, serve, confia.
O próprio Deus, por leis justas,
Na Eterna Sabedoria,
Agora e sempre, com todos,
Trabalha, serve, confia.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Cultive a Prudência - Marco Prisco

Não diga: “Desta água não beberei!”
- O amanhã é incerto.
Não afirme: “Tudo fiz e nada consegui!”
- Tente de novo; há sempre um recurso que não foi usado.
Não informe: “Não posso mais; desistirei!”
- Você ignora seus recursos; sempre há possibilidades latentes, esperando movimentação.
Não imponha: ”Eu quero!”
- Nem tudo que você quer pode ser como você quer e, mesmo que seja possível, nem sempre deve ser como você deseja.
Não fale: “Ingrato! Abandonou-me.”
- Sua aparente solidão é ensejo evolutivo para a sua alma; o amor de nosso Pai não esquece ninguém.
Estenda o amor a todos, cultivando paciência.
Recorde Jesus: era Rei e fez-se vassalo.
Morrendo por amor a todas as criaturas, ainda as chama e as espera.
Não diga, pois: “Não posso mais!”
Jesus é o caminho... Siga-o e atingirá, ao fim de todas as lutas, o porto feliz de sua destinação.

Livro: Glossário Espírita Cristão - Marco Prisco / Médium Divaldo Pereira Franco

Tribulações - Emmanuel

Quando estiveres à bica de maldizer as provações que a Terra te ofereça por lições beneméritas, pensa na estagnação em que se nos erigiria o caminho, se não houvesse a mudança, que tantas vezes se nos expressa à custa de sofrimento.
Se a semente não aceitasse a solidão, no claustro da gleba, flor e fruto não surgiriam no enriquecimento da vida.
Se a fonte recusasse passar por sobre lodo e pedra, o campo estaria reduzido à esterilidade.
E a lâmpada se negasse a suportar a carga de força que gradativamente a consome, não se faria luz dissolvendo as trevas.
Se a criança não se desenvolvesse, transformando-se em adulto, a ingenuidade jamais daria lugar à experiência.
Assim, em todos os distritos da edificação e do sentimento.
Se a cultura não crescesse, não haveria progresso.
Se a teoria não avançasse para a realização, nunca passaria de um montão de palavras.
Transposição, atrito, provas e desafios são condições de melhoria e aperfeiçoamento, ajuste e elevação. À vista disso, aceitemos em paz as tribulações que a existência nos imponha.
Se lutas e empeços, conflitos e lágrimas não nos visitassem os corações, nosso espírito se deteria gradeado na ilusão e na insipiência, ensombrado de ignorância e primitivismo.
Agradeçamos os obstáculos que nos chegam em forma de alteração ou mudança, quebrando-nos a inércia e renovando-nos a vida.
Recordemos a águia nascitura.
Não fosse o rompimento do invólucro que a constringe, não desenvolverias as próprias asas para ganhar as alturas.
Não existisse o sofrimento que nos estilhaça a crosta da personalidade egoística, não encontraríamos caminho para elevar-nos à felicidade da vida eterna.

Livro: “Rumo certo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Saúde - Joanna de Ângelis

Estás mergulhado, psiquicamente, na Mente Universal e Divina.
Seguindo as diretrizes éticas do equilíbrio e da ordem, que fluem e refluem em toda parte, respiras em clima de saúde e paz.
Quando te desconectas do complexo mantenedor da harmonia que te envolve, desconcertam-se as peças da maquinaria física, face às vibrações violentas da mente, favorecendo a instalação das doenças.
A enfermidade, geralmente, procede do ser espiritual, resultante do seu passado, que encontra ressonância no psiquismo atual, gerando o campo propício à instalação da desordem.
Durante o dia, muitos fatores conspiram contra a tua harmonia mental, não te cabendo agasalhá-los.
Resolve, assim, cada situação, com calma e segurança, não guardando resíduos mentais negativos.
Fato consumado, mente liberada, em programação de novo cometimento superior.
A tua saúde depende sempre do teu comportamento moral e espiritual.
E, não obstante, se a enfermidade encontrar guarida no teu organismo, recorre à oração e resgata a tua dívida com alegria, em pleno processo de libertação total.


Livro: “Episódios Diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

domingo, 10 de julho de 2016

Experiências - Valérium

O menino de olhar manso e roupa rasgada namora o bolo na vitrina do restaurante.
Cavalheiro bem vestido vai entrando e o pequenino roga-lhe um pedaço.
O homem afasta-o, irritado, e transpõe a porta, buscando refeição.
Passa jovem mulher com grande bolsa a bambolear-se e o garoto volta a pedir.
Mas, inutilmente.
A moça nega-lhe o pedaço de pão-de-ló, falando em vadios e malfeitores.
Nisso chega andrajoso mendigo e seu olhar cruza com o olhar do menino que nada lhe pede e continua contemplando o petisco.
O velhinho, condoído, procura algum dinheiro no paletó em frangalhos, compra um naco do bolo e, sorrindo, entrega a preciosidade à criança que, surpresa, agradece, comendo avidamente.
A justiça da reencarnação possibilita às almas o rodízio indispensável nas condições diversas da vida humana, para que os espíritos experimentem todos os tipos de aprendizado; contudo, entendemos com mais segurança e nos predispomos a auxiliar com mais presteza o próximo, quando já passamos pelas mesmas dificuldades que o atormentam.
Bendigamos, assim, a provação que a Terra porventura nos apresente, porque apenas as duras experiências vividas nos ensinam a ajudar aos nossos irmãos em duras experiências, e somente auxiliando os outros é que seremos auxiliados.


Valérium & Waldo Vieira
De “Bem-aventurados os simples”

O Mundo e o Mal - Emmanuel


Nos centros religiosos, há sempre grande número de pessoas preocupadas com a ideia da morte. Muitos companheiros não creem na paz, nem no amor, senão em planos diferentes da Terra. A maioria aguarda situações imaginárias e injustificáveis para quem nunca levou em linha de conta o esforço próprio.
O anseio de morrer para ser feliz é enfermidade do espírito.
Orando ao Pai pelos discípulos, Jesus rogou para que não fossem retirados do mundo, e, sim, libertos do mal.
O mal, portanto, não é essencialmente do mundo, mas das criaturas que o habitam.
A Terra, em si, sempre foi boa. De sua lama brotam lírios de delicado aroma, sua natureza maternal é repositório de maravilhosos milagres que se repetem todos os dias.
De nada vale partirmos do planeta, quando nossos males não foram exterminados convenientemente. Em tais circunstâncias, assemelhamo-nos aos portadores humanos das chamadas moléstias incuráveis. Podemos trocar de residência; todavia, a mudança é quase nada se as feridas nos acompanham. Faz-se preciso, pois, embelezar o mundo e aprimorá-lo, combatendo o mal que está em nós.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Obra: Caminho, Verdade e Vida



sábado, 9 de julho de 2016

Agredido - Joanna de Ângelis

Evidentemente sofres agressões. Do íntimo convulsionado, petardos mentais, contínuos, produzem-te desequilíbrios; de fora chegam as investidas da ignorância e da impiedade, que te dilaceram com profundos golpes.
São incontáveis as agressões:
Vibrações perniciosas que exteriorizas ou absorves em comércio psíquico, agridem os outros, que revidam, inconscientes; palavras ácidas que proferes ou que te penetram, ferintes, quando enunciadas por outrem na tua direção; atitudes descorteses que assumes ou que têm para contigo e maceram teus sentimentos...
Sim, estás agredido, porque não conseguiste, ainda, a doçura que recolhe a animosidade sem revide, a biliosidade sem azedume, a investida do desequilíbrio sem revolta...
Açodado por fatores intrínsecos que te desarmonizam, não pudeste armazenar forças para o auto-burilamento, que te imunizaria contra as investidas perturbantes.
O espírita é alguém, que, encontrando a explicação dos motivos do sofrimento, penetra-se de luz e paz.
Revida mediante os métodos da confiança ilimitada em Deus, deixando à Vida as respostas mais úteis aos que a desconsideram.
Não toma nas mãos as rédeas da Justiça, armando-se de látego e baraço ou esgrimindo os recursos coarctadores nem os da punição.
Se não concorda com o erro e a criminalidade, não se transforma em julgador, ante age e produz corretamente, reagindo pela atitude positiva e elevada com que expõe a excelência dos conhecimentos que o vitalizam.
O triunfo dos agressores é semelhante a vapor que os vence no auge do êxito, enquanto a vitória dos agredidos é a paz do coração.
Toda aflição, pois, é recurso providencial de que a Vida se utiliza para aproximar-te da Verdade. Não recalcitres, nem sintonizes com aqueles que transitam nas densas faixas do primitivismo e da agressividade.
A vida na Terra por mais longa é sempre breve...
Felizes aqueles que concluem a jornada, quites, em relação aos deveres assumidos, podendo olhar para trás sem amarras nem, dependências de qualquer natureza, livres, após os embates terminados.
Incitado a adensar a massa dos atormentadores-atormentados, recorda Jesus e prossegue manso, sofrendo sem impor desespero a ninguém.
Asseverou-nos Ele, que todo aquele que "ganhar a vida, perdê-la-á", enquanto o que a "perder, tê-la-a ganho".
Assim informado não desfaleças e prossegue, agredido, porém, jamais agressor.

Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco - Celeiro de Bênçãos

Julgamento Menor - Emmanuel

Não olvides que, antes do Julgamento Maior, que vergasta o corpo das civilizações, alterando, muita vez, a golpes de sangue e lágrimas, o destino das nações e dos povos, usufruímos todos, pela Misericórdia Divina, o privilégio do Julgamento Menor, a cujas decisões nos expomos todos os dias.
Referimo-nos ao renascimento na vida física, com a prerrogativa de recapitular e reaprender.
Aí dentro, nos círculos da reencarnação, encontramo-nos, de novo, à frente da lição, no reajuste dos próprios erros.
Nosso berço, no Plano Físico, por isso mesmo, na maioria das circunstâncias, surge no campo de nossos adversários, para que venhamos a reencontrar nos elos consanguíneos os nossos credores do pretérito para a quitação das dívidas que nos ensombram a consciência.
Nessa fase de trabalho, a Terra, com o corpo que nos detém, toma a feição de tribunal, em cujas celas somos provisoriamente detidos para criar atenuantes às nossas culpas, quando não possamos extingui-las de todo, a preço de abnegação e sacrifício.
Nossos desafetos assumem as funções da promotoria que nos reprova e nossos benfeitores se elevam à condição de nossos advogados, encaminhando-nos ao resgate e à recuperação clara e justa.
O serviço incessante no bem, no entanto, é a única força capaz de modificar o ânimo de nossos acusadores e de fortalecer as disposições daqueles que nos defendem.
Eis porque, no Julgamento Menor a que nos submetemos, quando na posição de encarnados, convém lembrar a preciosidade do tempo, por fator de socorro às nossas próprias necessidades, mobilizando-o, integralmente, na plantação do amor e da luz, para que as nossas obras falem por nós, ante a Justiça Divina, alijando-nos, enfim, as algemas que trazemos do passado para a libertação de amanhã.

Livro: Nascer e Renascer
Francisco Cândido Xavier Xavier / Emmanuel

Se Todos Perdoassem - Emmanuel


Imaginemos, por um minuto, que mundo maravilhoso seria a Terra, se todos perdoassem!...
Se todos perdoassem, a ventura celeste começaria de casa, onde todo companheiro de equipe doméstica perceberia que a experiência na reencarnação é diferente para cada um e, por isso mesmo, teria suficiente disposição para agir em apoio dos associados da edificação em família, a fim de que venham a encontrar o tipo de felicidade pessoal e correta a que se dirigem.
Se todos perdoassem, cada grupo na comunidade terrestre alcançaria o máximo de eficiência na produção do bem comum, porquanto, em toda parte, existiria entendimento bastante para que a inveja e o despeito, o azedume e a crítica destrutiva fossem banidos para sempre do convívio social.
Se todos perdoassem, o espírito de competição, no progresso das ciências e na efetivação dos negócios, subiria constantemente de nível moral, suscitando as mais belas empresas de aprimoramento do mundo, porque o golpe e a vingança desapareceriam do intercâmbio entre pessoas e instituições, com o respeito mútuo revestindo de lealdade os menores impulsos à concorrência, que se fixaria exclusivamente no bem com esquecimento do mal.
Se todos perdoassem, a guerra seria automaticamente abolida no Planeta, de vez que o ódio seria erradicado das nações, com a solidariedade traçando aos mais fortes a obrigação do socorro aos mais fracos, não mais se verificando a corrida de armamentos e sim a emulação incessante à fraternidade entre os povos.
Se todos perdoassem, a saúde humana atingiria prodígios de equilíbrio e longevidade, porquanto a compreensão recíproca extinguiria o ressentimento e o ciúme, que deixariam, por fim, de assegurar, entre as criaturas, terreno propício à obsessão e à loucura, à enfermidade e à morte.
Se todos perdoarmos, reformaremos a vida na Terra, apagando de todos os idiomas a palavra “ressentimento”, para convivermos, uns com os outros, acreditando realmente que somos irmãos diante de Deus.
Quando todos aprendermos a perdoar, o amor entoará hosanas, de polo a polo da Terra, e então o Reino de Deus fulgirá em nós e junto de nós para sempre.


Livro: “Passos da Vida”, de Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Correta Visão da Vida - Joanna de Ângelis

Quando a criatura se resolve por diluir o véu da ignorância, que encobre a realidade da vida espiritual, começa a libertar-se da mais grave cegueira, que é a propiciada pela vontade.
Cegos não são apenas aqueles que deixaram de enxergar; senão todos quantos se recusam a ver, sendo piores os que fogem das evidências a fim de permanecerem na escuridão.
A vida, por sua própria gênese, é de origem metafísica, possuindo as raízes poderosamente fincadas no mundo transcendental, que é o causal. Expressando-se na condensação da energia, que se apresenta em forma objetiva, não perde o seu caráter espiritual; elo contrário, vitaliza-se por seu intermédio.
Quando a consciência acorda e as interrogações surgem, aguardando respostas, as contingências do prazer fugaz e sem sentido cedem lugar a necessidades legítimas, que são as responsáveis pela estruturação do ser profundo, portanto, imortal.
Simultaneamente, os valores éticos se alteram, surgindo novos conceitos e aspirações em favor dos bens duradouros, que são indestrutíveis, e passíveis de incessantes transformações para melhor, na criatura.
Desperta-se-lhe então a responsabilidade, e a visão otimista do progresso assenhoreia-se de sua mente, estimulando-a a crescer sem cessar. A sensibilidade se lhe aprimora e seu campo de emoções alarga-se, enriquecendo-se de sentimentos nobres, que superam as antigas manifestações inferiores, tais o azedume, a raiva, o ressentimento, a amargura, a insatisfação...
Porque suas metas são mediatas, a confiança aumenta em torno da Divindade e as realizações fazem-se primorosas, conquistando sabedoria e amor, de que se exorna a fim de sentir-se feliz.
Quando a criatura se encontra com a realidade espiritual, toda uma revolução se lhe opera no mundo interior.
Dulcifica-se o seu modo de ser e torna-se afável.
Tranquiliza-se ante quaisquer acontecimentos, mesmo os mais desgastantes, porque sabe das causalidades que elucidam todos os efeitos.
Nunca desanima, porque suas realizações não aguardam apoio ou recompensas imediatas.
Identifica no serviço do bem os instrumentos para conseguir a perfeita afinidade com o amor, e doa-se.
Na meditação em torno dos desafios existenciais ilumina-se, crescendo interiormente, sem perigo de retrocesso ou parada.
Descobre no século os motivos próprios para a evolução e enfrenta-os com alegria, dando-se conta que viver, no mundo, é aprender sempre, utilizando com propriedade cada minuto e acontecimento do cotidiano.
Usa as bênçãos da vida, porém, não abusa, de cada experiência retirando lições que incorpora às aquisições permanentes.
Acalma as ansiedades do sentimento, por compreender que tudo tem seu momento próprio para acontece; e somente sucede aquilo que se encontra incurso no processo da evolução.
Aprende a silenciar, eliminando palavras excessivas na conversação, e, logrando equilíbrio mental, produz o silêncio mais importante.
Solidário em todas as circunstâncias, não se precipita, nem recua.
Conquista a paz e torna-se irmão de todos.
Quando a criatura compreende que se encontra na Terra em trânsito, realizando um programa que se estenderá além do corpo, na vida espiritual, realiza o auto-encontro, e, mesmo quando experimenta o fenômeno da morte, defronta a vida sem sofrer qualquer perturbação ou surpresa, mergulhando na Amorosa Consciência Cósmica.
Certamente, pensando em tal realidade, propôs Jesus. - Busca primeiro o Reino de Deus e Sua justiça, e tudo mais te será acrescentado.
Despertar para a vida é imperativo de urgência, que não podes desconsiderar.

Joanna de Ângelis / Divaldo Perreira Franco
Da obra: Momentos Enriquecedores

Conversar - Emmanuel

O gosto de conversar retamente e as palestras edificantes caracterizam as relações de legítimo amor fraternal.
As almas que se compreendem estimam as conversações afetuosas e sábias.
A palavra precede todos os movimentos nobres da vida. Tece os ideais do amor, estimula a parte divina, desdobra a civilização, organiza famílias e povos.
Jesus legou-nos o Evangelho conversando.
Pela perda do gosto de conversar com alguém, pode o homem avaliar se está caindo ou se o amigo estaciona em desvios inesperados.
Há os que desfiguram o dom sagrado do verbo: são os amantes do ridículo, da zombaria e dos falsos costumes.
A palavra, porém, é dádiva santa que, ainda aí, revela a qualidade do espírito que a insulta e desfigura, colocando-o no lugar que lhe cabe nos quadros da vida.
Conversar é possibilidade sublime e por tua conversação serás conhecido.


Livro: Caminho, Verdade e Vida
Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

Renascimento - Emmanuel

Questão 169 de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, pelo Espírito Emmanuel.

Não aguardes o lance da morte para atender, em ti mesmo, à grande renovação.
Se a chama de tuas esperanças mais caras surge agora reduzida a pó e cinza, aproveita os resíduos dos sonhos mortos por adubo à nova sementeira de fé e caminha para diante, sem descrer da felicidade.
Muitos desertam do quadro escabroso em que o Céu lhes permite a quitação com as Leis Divinas, deitando-lhe insultos, como se se retirassem de província infernal, mas voltarão a ele, em momento oportuno, com lágrimas de tardio arrependimento, para reajustar suas disposições, quando poupariam larga quota de tempo se lhe buscassem compreender as lições ocultas.
Outros muitos fogem de entes amados, reprochando-lhes a conduta e anatematizando-lhes a existência, qual se se ausentassem de desapiedados verdugos; no entanto, voltarão, igualmente mais tarde, a tributar-lhes paciência e carinho, a fim de curar-lhes as chagas de ignorância e ajudá-los no pagamento de débito escabrosos, entendendo, por fim, que teriam adquirido enorme tesouro de experiência se lhes houvessem doado apoio e entendimento, perdão e auxílio justo, no instante difícil em que se mostravam desmemoriados e inconscientes.
Não deixes, assim, para amanhã o trabalho bendito da caridade que te pede ação ainda hoje.
O caminho de angústia e a mão do insensato despontam do pretérito, cujas dívidas precisamos solver.
Desse modo, se te não é lícito possuir esse ou aquele patrimônio que te parece adequado à realização do mais alto ideal, faze da tela escura em que estagias a escola da própria sublimação, e, se não podes receber, em determinada condição, a alma que amas, no mundo, consagra-lhe mesmo assim o melhor de teu culto, estendendo-lhe a bondade silenciosa, na bênção da simpatia.
Não encomendes, pois, embaraços e aversões à loja do futuro, porque, a favor de nossa própria renovação, concede-nos o Senhor, cada manhã, o Sol renascente de cada dia.

Livro: “Religião dos Espíritos”
Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

terça-feira, 5 de julho de 2016

Ante as Crises do Mundo - Emmanuel

As crises, as dificuldades, os desregramentos do mundo!...
De modo habitual, referimo-nos às provações terrestres, mormente nas épocas de transição, como se nos regozijássemos em ser folha inerte nas convulsões da torrente.
Em verdade, o mundo se encontra em renovação incessante, qual sucede a nós próprios, e, nas horas de transformações essenciais, é compreensível que a Terra pareça uma casa em reforma, temporariamente atormentada pela transposição de linhas e reajustamento de valores tradicionais.
Tudo em reexame, a fim de que se revalidem os recursos autênticos da civilização, escoimados da ganga dos falsos conceitos de progresso, dos quais a vida se despoja para seguir adiante, mais livre e mais simples, conquanto mais responsável e mais culta.
Natural que a existência em si mesma, nessas ocasiões, se nos afigure como sendo um painel torturado de paixões à solta.
Costumamos olvidar, porém, que o mundo é o mundo e nós somos nós.
Entre o passageiro e o comboio que o transporta, há singulares e inconfundíveis diferenças.
Se o veículo ameaça desastre, é possível que o viajante, dentro dele, se converta em ponto de calma, irradiando reequilíbrio.
Assim também, no Planeta.
Somos todos capazes de fazer cessar em nós qualquer indução à indisciplina ou à desordem.
Cada qual pode assumir as rédeas do comando íntimo e estabelecer com a própria consciência o encargo de calafetar com a bênção do serviço e da prece todas as brechas da alma, de modo a impedir a invasão da sombra no barco de nossos interesses espirituais, preservando-nos contra o mergulho no caos, tanto quanto auxiliando aqueles que renteiam conosco na viagem de evolução e de elevação.
Faze-te, pois, onde estiveres, um ponto assim de tranquilidade e socorro.
O deserto é, por vezes, imenso; no entanto, bastam algumas fontes isoladas entre si para garantirem a jornada segura através dele.
Na ausência do Sol, uma vela consegue acender milhares de outras, removendo o assédio da escuridão.
Que o mundo se encontra em conflitos dolorosos, à maneira de cadinho gigantesco em ebulição para depurar os valores humanos, é mais que razoável, é necessário.
Entretanto, acima de tudo, importa considerar que devemos ser, não obstante as nossas imperfeições, um ponto de luz nas trevas, em que a inspiração do Senhor possa brilhar.

Livro: Encontro Marcado
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Definições - Joanna de Ângelis

Indagas a uns e a outros qual será a tua tarefa espiritual na Terra.
Informas que os anos se sucedem e ainda não conseguistes detectar qual o ministério
fraternal que deverás exercer, e por isso, te preocupas.
Anelas que alguém espiritualizado ou portador de mediunidade te esclareça qual o melhor
caminho a seguir, como te deverás comportar para sintonizares com precisão e pensamento
dos Espíritos nobres, o que eles poderão dizer-te a respeito dos teus compromissos.
Ínsitos no ser profundo, somente tu podes adentrar-te e auscultar a memória do passado, a
fim de identificares os compromissos assumidos em relação ao futuro.
Alguém poderá deduzir psicologicamente o que poderás realizar. No entanto, nos arcanos do
teu inconsciente estão inscritas as necessidades de evolução e, por consequência, os impositivos
de concretização dos deveres liberativos e auto iluminativos.
Não te detenhas aguardando revelações que certamente não te chegarão conforme anelas.
Faze algo. Descobre o que melhor se te apresenta no campo do serviço ao próximo em nome do
Bem Supremo, e da início a um compromisso de amor.
Todos anelam por grandes missões, por sacerdócios nos diferentes campos da ciência, do
pensamento, da arte, da fé, esquecidos que aqueles que vieram investidos desse dever
experimentaram dificuldades, sofreram incompreensões, para abrirem espaços nas mentes
fechadas e alargarem fronteiras para as realizações que hoje dignificam o mundo.
Ademais, os grandes e nobres programas começam discretamente, a pouco e pouco, tornando-se
admiráveis pelo seu significado depois de implantados, conhecidos e então indispensáveis.
Igualmente, não te deixes fascinar pela fama, pelo prestígio social, pela importância no mundo,
porque todos esses prêmios que muitos indivíduos perseguem são fogo fátuo que não tem
legitimidade. Por isso mesmo, transitam de pessoas, passam de períodos, perdem o conteúdo,
e exigem grande preço de inquietação, de solidão, de sofrimento interno.
O Apóstolo Paulo, quando foi confundido com um deus e logo se preparou uma procissão para
homenageá-lo, rasgou no peito as vestes e gritou que era um homem putrescível e transitório.
Não te iludas, e não enganes a ninguém.
Serve e passa, experimentando o prazer do que possas realizar em clima de felicidade.

Livro: Nascente de Bênçãos
Divaldo Franco / Joanna de Ângelis

domingo, 3 de julho de 2016

Companheiros Francos - Emmanuel

Há certa classe de amigos que são preciosos e nem sempre lhes damos o justo valor:
aqueles que nos dizem a verdade acerca das nossas necessidades de espírito.
No geral, apreciamos as afeições que nos assegurem conveniências de superfície nos quadros do mundo;
confiamos nos que nos multipliquem as posses efêmeras e aliamo-nos aos que nos garantam maior apreço no grupo social.
É cabível nossa gratidão aos benfeitores que nos ensejam progredir e trabalhar.
Mas não nos é fácil aceitar o concurso dos amigos cuja palavra franca e esclarecedora nos auxilia na supressão dos enganos que nos parasitam a existência.
Às suas advertências, mesmo postas em frases de bondade, reagimos de maneira negativa, acusando-os de ingratos.
Os empreiteiros da difamação e da injúria falam destruindo. Os amigos positivos e generosos advertem e avisam com discrição e bondade. Saibamos ouvi-los.


Livro: Estude e Viva
Emmanuel / Médium: Francisco Cândido Xavier

A Mensagem Cristã - Emmanuel

O Senhor desce da Altura a fim de libertar o coração humano para a sublimidade do amor e da luz.
O Mestre não exige que os banais se façam heróis ou santos de um dia para outro.
Dirige-se a palavra d'Ele à vida comum, aos campos mais simples do sentimento e experiências de cada dia.
Convida as criaturas a levantarem o santuário do Senhor nos próprios corações.
Ama a Deus ensinava Ele com toda a tua alma, coração e entendimento.
Ama o próximo como a ti mesmo.
Perdoa quantas vezes forem necessárias.
Ora pelos que te perseguem e caluniam.
Bendize aquele que te amaldiçoa.
Liberta e serás libertado.
Dá e receberás.
Diante desses apelos, calam-se gradativamente as vozes que mandam revidar e ferir!
... E a palavra de Cristo sobe e cresce na acústica do mundo, preparando o homem para a soberania do Amor Universal.


Livro: Roteiro
Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

sábado, 2 de julho de 2016

Dias Melhores - Irmão José


Acalma-te.
O teu sofrimento terá o tamanho da tua aflição.
Todo desespero é fator agravante das provações.
Não te revoltes.
A dor sempre encerra preciosa lição.
Quantos, em silêncio, estarão chorando neste exato momento?
E quantos haveriam de sorrir, se encontrassem na situação que consideras de extrema dificuldade?
Porventura, não estarias te queixando além da justa medida?
Pacifica-te interiormente e, por mais complexos, terás os teus problemas reduzidos à metade.
De um minuto para outro, o que se alterou para pior, pode vir a se alterar para melhor.
Sintoniza-te com as forças que, incessantemente, conspiram em teu favor, em todo o Universo.
Abandona a tendência de ver sombra onde existe luz.

Irmão José / Carlos A. Baccelli

Sorriso - Meimei

Onde estiveres, seja onde for, não olvides estender o sorriso, por oferta sublime da própria alma.
Ele é o agente que neutraliza o poder do mal e a oração inarticulada, que inibe a extensão das trevas.
Com ele, apagarás o fogo da cólera, cerrando a porta ao incêndio da crueldade.
Por ele, estenderás a plantação da esperança, soerguendo almas caídas na sombra, para que retornem à luz.
Em casa, é a benção da paz, na lareira da confiança.
No trabalho, é música silenciosa incentivando a cooperação.
No mundo, é chamamento de simpatia.
Sorri para a dificuldade e a dificuldade transformar- se-á em socorro de tua vida.
Sorri para a nuvem, e ainda mesmo que a nuvem se desfaça em chuva de lágrimas nos teus olhos, o pranto será conforto do Céu, a fecundar-te os campos do coração.
Não te roga o desesperado solução do enigma de sofrimento que lhe persegue o destino. Implora-te um sorriso de amor, que renove as forças, para que prossiga em seu atormentado caminho.
E, em verdade, se os famintos e os nus te pedem pão e agasalho, esperam de ti, acima de tudo, o sorriso de ternura e compreensão que lhes acalme chagas ocultas.
Não condenes as criaturas que se arrogaram aos precipícios da violência e do crime. Oferece-lhes o sorriso generoso da fraternidade, que ajuda incessantemente, e voltar-se-ão, renovadas, para o roteiro do bem.
Sorri, trabalhando e aprendendo, auxiliando e amando sempre.
Lembra-te de que o sorriso é o orvalho da caridade e que em cada manhã, o dia renascente no Céu é um sorriso de Deus.

Meimei & Francisco Cândido Xavier

Firmeza da Fé - Emmanuel

"E os que estão sobre a pedra,
estes são os que, ouvindo a palavra,
a recebem com alegria; mas, como
não têm raiz, apenas creem por
algum tempo, e, na época da tentação,
se desviam." - Jesus. (Lucas, 8:13.)


A palavra “pedra”, entre nós, costuma simbolizar rigidez e impedimento; no entanto, convém não esquecer que Jesus, de vez em quando, a ela recorria para significar a firmeza. Pedro foi chamado pelo Mestre, certa vez, a “rocha viva da fé”.
O Evangelho de Lucas fala-nos daqueles que estão sobre pedra, os quais receberão a palavra com alegria, mas que, por ausência de raiz, caem, fatalmente, na época das tentações.
Não são poucos os que estranham essa promessa de tentações, que, aliás, devem ser consideradas como experiências imprescindíveis.
Na organização doméstica, os pais cuidarão excessivamente dos filhos, em pequeninos, mas a demasia de ternura é imprópria no tempo em que necessitam demonstrar o esforço de si mesmos.
O chefe de serviço ensinará os auxiliares novos com paciência e, depois, exigirá, com justiça, expressões de trabalho próprio.
Reconhecemos, assim, pelo apontamento de Lucas, que nas experiências religiosas não é aconselhável repousar alguém sobre a firmeza espiritual dos outros; enquanto o imprevidente descansa em bases estranhas, provavelmente estará tranqüilo, mas, se não possui raízes de segurança em si mesmo, desviar-se-á nas épocas difíceis, com a finalidade de procurar alicerces alheios.
Tudo convida o homem ao trabalho de seu aperfeiçoamento e iluminação.
Respeitemos a firmeza de fé, onde ela existir, mas não olvidemos a edificação da nossa, para a vitória estável.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Caminho, Verdade e Vida.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Vivência - André Luiz

Habitualmente perdemos tempo em desgosto inútil, quando
nos achamos em antagonismo com alguém ou vice-versa.
Entretanto, vejamos:
os outros pensam segundo imaginam;
falam o que melhor lhes parece;
fazem o que lhes ocorre aos desejos;
abraçam o que lhes agrada;
adquirem o que estimam;
valorizam o que mais amam;
inclinam-se para aquilo que os atrai;
vivem com quem mais se afinam;
estão no caminho que escolheram;
acham sempre o que procuram.
Isso, porém, não é novidade, porque todos nos padronizamos
por diretrizes idênticas; agimos como somos e reagimos, conforme
a própria vontade, na condução de nossos impulsos.
A novidade é reconhecer que os outros e nós teremos inevitavelmente
aquilo que fizermos.
Alcançando a certeza disso, vale, acima de tudo, auxiliarmo-nos
reciprocamente, sem queixas uns dos outros, de vez que
nenhum de nós consegue aperfeiçoamento próprio senão à custa
de numerosas experiências.
À frente da realidade, vivamos com as nossas lições, mantendo
a consciência em paz, e deixemos aos outros o seu próprio
dom de aprender e de viver.

Livro: Respostas da Vida
André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier

Dinheiro - Bezerra de Menezes

O dinheiro não é luz, mas sustenta a lâmpada.
Não é a paz, no entanto, é um companheiro para que se possa obtê-la.
Não é calor, contudo, adquire agasalho.
Não é poder da fé, mas alimenta a esperança.
Não é amor, entretanto, é capaz de tornar-se valioso ingrediente na proteção afetiva.
Não é tijolo de construção, todavia, assegura as atividades que garantem o progresso.
Não é cultura, mas apoia o livro.
Não é visão, porém, ampara o encontro de instrumentos que ampliam a capacidade dos olhos.
Não é base na cura, no entanto, favorece a aquisição do remédio.
Em suma, o dinheiro associado à consciência tranquila é:
Alavanca do trabalho e fonte da beneficência;
Apoio da educação e alicerce da alegria;
Uma bênção do Céu que, de modo imediato, nem sempre faz felicidade, mas sempre faz falta.

Livro: Caridade
Bezerra de Menezes / Médium Francisco Cândido Xavier
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