domingo, 31 de janeiro de 2016

Ante a Lição - Emmanuel

Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo.” – Paulo. (2ª Epístola a Timóteo, 2:7.)

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.
Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.
Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.
Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.
Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.
Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.
O apóstolo dos gentios é claro na observação.
“Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo.”
Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.
Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Obra: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Criança Órfã - Victor Hugo

[ ] Ave implume, caída do ninho acolhedor, a criança órfã sofre rudes provas em silêncios homéricos, devendo inspirar ternura que nem todos lhe dispensam como seria de desejar-se numa sociedade civilizada, que se afirma cristã.
O órfão enxameia nas ruas do abandono, no mundo, mergulhando nos vícios que frondejam nos guetos da miséria moral, social e econômica, em marcha segura para a delinquência e o vício massacrador.
Adultos inescrupulosos exploram-no indefeso, locupletam-se na sua pequenez e descarregam nele seus infelizes recalques, por meio de agressões selvagens.
Quando lhe ofertam agasalho ou pão, fazem-no sob condições odientas, humilhando-o e espicaçando os sentimentos inferiores trazidos das existências desditosas que necessitaria esquecer, fazendo-o bandido em potencial, c, como tal, explode, logo se lhes fazem insuportáveis as circunstâncias deprimentes.
O padrão de cultura e progresso moral de uma sociedade justa é medido pelo apoio e pelo carinho dedicados às suas crianças carentes, aos seus enfermos em desventura e aos velhinhos em desvalimento, que já não constituem o lixo social, mas sim os elementos de edificação espiritual, na qual se apóia a paz que comanda os destinos sob o alento do dever cumprido.
Longe, no entanto, estão ainda os dias da consciência social-cristã mediante a ação corretamente aplicada pelo Humanitarismo. [ ]


(De “Árdua ascensão”)
Divaldo Pereira Franco

sábado, 30 de janeiro de 2016

Purificação Íntima - Emmanuel

“Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.” — (Tiago, capítulo 4, versículo 8.)

Cada homem tem a vida exterior, conhecida e analisada pelos que o rodeiam, e a vida íntima da qual somente ele próprio poderá fornecer o testemunho.
O mundo interior é a fonte de todos os princípios bons ou maus e todas as expressões exteriores guardam aí os seus fundamentos.
Em regra geral, todos somos portadores de graves deficiências íntimas, necessitadas de retificação.
Mas o trabalho de purificar não é tão simples quanto parece.
Será muito fácil ao homem confessar a aceitação de verdades religiosas, operar a adesão verbal a ideologias edificantes… Outra coisa, porém, é realizar a obra da elevação de si mesmo, valendo-se da auto-disciplina, da compreensão fraternal e do espírito de sacrifício.
O apóstolo Tiago entendia perfeitamente a gravidade do assunto e aconselhava aos discípulos alimpassem as mãos, isto é, retificassem as atividades do plano exterior, renovassem suas ações ao olhar de todos, apelando para que se efetuasse, igualmente, a purificação do sentimento, no recinto sagrado da consciência, apenas conhecido pelo aprendiz, na soledade indevassável de seus pensamentos. O companheiro valoroso do Cristo, contudo, não se esqueceu de afirmar que isso é trabalho para os de duplo ânimo, porque semelhante renovação jamais se fará tão-somente à custa de palavras brilhantes.

Obra: Caminho, Verdade e Vida
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Joanna de Ângelis - Mansos

Aqui, a impiedade ao passar deixou profundos sulcos e o triunfo, agora, adorna a cabeça do déspota que vive indiferente à sorte do próximo.
Ali, o poder fez morada, no lar de verdugo cruel, acostumado a perseguir.
Adiante, os maus conseguem aplausos, recepcionados pela afabilidade geral entre sorrisos e festas.
Tens, assim, a impressão de que a Terra está convertida num covil de salteadores e que a honra, incompreendida, silenciou sua voz, sendo substituída pelo descalabro moral.
Diante das facilidades de que tantos se utilizam e que estão ao teu alcance, indagas: “Não será loucura permanecer no posto a que me atenho?”
E confrontas: alguém que te parecia a personificação do equilíbrio foi arrastado vilmente pela cobiça e o erro; outrem de valor aos teus olhos, revelou-se de inopino servo de interesses subalternos, mostrando-se vassalo de paixões animalizantes...
Nubla-se tua visão, afliges-te intimamente e concluis que o melhor a fazer é segui-los...
Refaze, porém, os painéis morais de tua mente.
Deixa-te afagar pela brandura e pacifica-te.
O macrocosmo é constituído de átomos que são, por sua vez, universos miniaturizados.
A floresta impenetrável é dependência do filete d’água que lhe alimenta as raízes, no imo da terra.
O Sol imponente gasta-se enquanto consome massa em energia.
A vida moral e espiritual na Terra, do mesmo modo, é serva das mil insignificâncias nobres de que o Senhor se serve para a construção do melhor.
É imperioso que permaneças no posto do bem servir.
Deus, é verdade, não tem pressa.
Apesar disso tens infinito caminho a percorrer na senda evolutiva.
Cuida, desde agora, de exercitar a mansuetude e a cordura.
Se o Orbe fosse o paraíso dos pacíficos, a mansuetude dos justos seria lugar comum.
Por isso se faz necessário que dilates os tesouros da benignidade e da paciência.
As transformações sócio-econômicas-morais que se prevêem, começarão dentro de cada espírito afervorado à causa da justiça.
A humanidade começa na célula-homem.
Dá começo ao programa do mundo feliz, hoje e agora, vivendo-o em ti mesmo.
Porque fosse difícil, no jogo falaz das ansiedades humanas, a permanência nos altos postulados da vida cristã é que o Mestre, com sabedoria e propriedade, considerando os obstáculos a transpor entre tantas tentações, nos animou com elevado prêmio, informando: “Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a Terra”.


(De: “Dimensões da Verdade”)
Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Conquistando Simpatia - André Luiz

Aprenda a sorrir para estender a
fraternidade.
Eleve o seu vocabulário para o
intercâmbio com os outros.
Carregue as suas frases com baterias
de compreensão e otimismo.
Eduque a voz para que ela seja a
moldura digna de sua imagem.
Converse motivando as pessoas para o
bem a fazer.
Não corte o assunto com anotações
diferentes daquilo que interessa ao
seu interlocutor.
Quem aprende a ouvir com respeito fala
sempre melhor.
Diante de problemas a solucionar,
esclareça com serenidade sem destacar
a perturbação.
Quanto possível, procure calar suas
mágoas, reservando-as para os seus
colóquios com Deus.
Recordemos: todos necessitamos uns dos
outros e a palavra simples e
espontânea é a chave da simpatia.

Autor: André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Busca e Acharás

Injustiças - Emmanuel

A fé que tens, tem-na em ti mesmo perante Deus. - Paulo. (Romanos, 14:22.)

Momentos existem nos quais surgimos diante de nós mesmos na condição de pessoas injustiçadas.
Isso não ocorre tão-somente quando somos focalizados na vida pública, em amplos movimentos de opinião. Pequeninos descontentamentos nos visitam com freqüência, no cotidiano, principalmente:
se somos preteridos no direito que acreditamos pertencer-nos;
se somos arredados de vantagens, ao mesmo tempo que somos forçados a prejuízos;
se alvejados por repreensões que não fizemos por merecer;
se espancados moralmente nas provas que no meamos como sendo ingratidões;
se ficamos deserdados da atenção daqueles que julgamos dever-nos apreço e carinho;
se contrariados nos desejos que consideramos oportunos e justos;
se somos incomodados em nossas realizações pela intromissão de criaturas que nos subestimam os interesses; se apontados pela crítica. . .
Nessas ocasiões achamo-nos habitualmente sob a influência de personalidades outras, sejam amigos ou adversários, que não podem ver de imediato as nossas necessidades e questões por nossos olhos e por nossas conveniências.
Quando isso aconteça, embora a frase de louvor e encorajamento partida de outros em nosso favor seja sempre uma bênção, saibamos perseverar em nosso trabalho com o bem e pelo bem de todos, reconhecendo que há muitas situações na vida em que nos cabe atender, com segurança, à exortação do apóstolo Paulo: A fé que tens, tem-na em ti mesmo perante Deus.

Livro "Bênção de Paz"
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Emmanuel - Dificuldades


É possível hajas despertado para a nova fé, sob enormes dificuldades.
Guardas, talvez, a impressão de quem se vê defrontado por asfixia num cipoal...
A primeira atitude, em favor da própria libertação — não te fixares nas crises e nos entraves e sim sair deles honrosamente pela aplicação ao trabalho nobilitante.
A Divina Sabedoria nos confere o benefício da prova, para que venhamos a superá-la e assimilá-la, em forma de experiência, nunca no objetivo de confundir-nos ou arrojar-nos ao desalento.
Se te encontras doente, reflete na lição que te é concedida, valendo-te dela para edificar espiritualmente nos irmãos que te assistem e, sob a desculpa de que sofres mais que os outros ou de que tens pouco tempo de vida, não te demandes em excessos ou irritações.
Se te observas em pauperismo, não incrimines a ninguém pela estado de carência que atravessas, nem te revoltes contra as vantagens que favorecem os outros, mas sim, ergue-te, em espírito, e, quanto possível, esforça-te para que a diligência no desempenho das próprias obrigações te faculte novas perspectivas de reabilitação e progresso.
Aceita o concurso alheio, que todos nós precisamos do entendimento e do amparo uns dos outros, no entanto, desenvolve os teus próprios recursos.
Não creia que possas desfrutar, em caráter permanente, de benefícios que não plantaste.
A luz de um amigo clarear-te-á o caminho, por algum tempo, entretanto, se queres sobrepor-te definitivamente ao domínio da sombra, é forçoso possuas a tua própria lâmpada.
Obstáculos são desafios renovadores.
Ouvi-los e aproveitá-los é obrigação que a vida nos atribui.

De “No portal da Luz”
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Paz - Emmanuel


Se a provação te aflige,
Deus te conceda paz.
Se o cansaço te pesa,
Deus te sustente em paz.
Se te falta a esperança
Deus te acrescente a paz.
Se alguém te ofende ou fere,
Deus te renove em paz.
Sobre as trevas da noite,
O Céu fulgura em paz.
Ama, serve e confia.
Deus te mantém a paz.
Somente aquele que se dispõe a fazer as coisas pequeninas, que sabe e pode, virá a saber e a poder realizar grandes coisas.

Livro: “Centelhas”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Afirmação Esclarecedora - Emmanuel

“E não quereis vir a mim para terdes vida.” – Jesus. (João, 5:40.)

Quantos procuram a sublimação da individualidade precisam entender o valor supremo da vontade no aprimoramento próprio.
Os templos e as escolas do Cristianismo permanecem repletos de aprendizes que vislumbram os poderes divinos de Jesus e lhe reconhecem a magnanimidade, caminhando, porém, ao sabor de vacilações cruéis.
Crêem e descrêem, ajudam e desajudam, organizam e perturbam, iluminam-se na fé e ensombram-se na desconfiança…
É que esperam a proteção do Senhor para desfrutarem o contentamento imediato no corpo, mas não querem ir até ele para se apossarem da vida eterna.
Pedem o milagre das mãos do Cristo, mas não lhe aceitam as diretrizes.
Solicitam-lhe a presença consoladora, entretanto, não lhe acompanham os passos.
Pretendem ouvi-lo, à beira do lago sereno, em preleções de esperança e conforto, todavia, negam-se a partilhar com ele o serviço da estrada, através do sacrifício pela vitória do bem.
Cortejam-no em Jerusalém, adornada de flores, mas fogem aos testemunhos de entendimento e bondade, à frente da multidão
desvairada e enferma.
Suplicam-lhe as bênçãos da ressurreição, no entanto, odeiam a cruz de espinhos que regenera e santifica.
Podem ir na vanguarda edificante, mas não querem.
Clamam por luz divina, entretanto, receiam abandonar as sombras.
Suspiram pela melhoria das condições em que se agitam, todavia, detestam a própria renovação.
Vemos, pois, que é fácil comer o pão multiplicado pelo infinito amor do Mestre Divino ou regozijar-se alguém com a sua influência curativa, mas, para alcançar a Vida Abundante de que ele se fez o embaixador sublime, não basta a faculdade de poder e o ato de crer, mas também a vontade perseverante de quem aprendeu a trabalhar e servir, aperfeiçoar e querer.

Obra: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

A Segunda Milha - Emmanuel

“E se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas”. Jesus - Mateus, 5:41.

As milhas a que se reportam os ensinamentos do Mestre são aquelas de nossa jornada espiritual, no processo de elevação, cada dia.
Aprende a ceder para os outros, se desejas realmente ajudar.
Não regenerarás o criminoso atormentando-lhe o campo íntimo com chibatadas verbais, não corrigirás o transviado à força de imposições humilhantes e nem conquistarás a confiança curativa do enfermo, aprofundando-lhes as próprias chagas.
Em qualquer problema que alcance as raízes da alma, é imprescindível penetrar o núcleo vivo de elaboração do pensamento e aí depositar a bendita semente da simpatia, a favor da solução necessária.
Vencer sem convencer é consolidar a discórdia.
Indispensável marchar em companhia dos outros, onde os outros lutam e choram, a fim de que possamos ampará-los com eficiência.
Quem poderia entender o Cristo se o Mestre, longe de descer à Terra, usasse uma Tribuna de Luz, dirigindo-se do Céu distante aos homens?
Para a renovação de sentimentos alheios, única medida suscetível de estabelecer o progresso espiritual e fundamentar a paz, é imprescindível aprendamos a caminhar com os semelhantes no terreno das concepções que esposam para que a discussão esterilizante não elimine os embriões de fraternidade e confiança que prometem a vitória do amor e da luz.
Não basta, porém, concordar secamente, como quem se desvencilha de um fardo desagradável.
É preciso “Caminhar com o Próximo”, confraternizando.
Ainda mesmo quando estejamos em companhia de um delinquente, adotemos por guia a piedade edificante, que auxilia sem qualquer exteriorização de superioridade.
Deixa que teu irmão te confie os próprios amargores, sem mágoa, sem espanto e sem revolta.
Estende às mãos seguras e bondosas aos que tombaram.
Aprende a descer para ajudar.
E então a tua voz será convenientemente ouvida, porque terás caminhado, em benefício do companheiro ignorante, fraco, perturbado ou sofredor, aquela “Segunda Milha” das eternas Lições de Luz.


Livro: “Cartas do Coração” - Pelo Espírito Emmanuel / Psicografia de Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O Cego de Jericó - Emmanuel

“Dizendo: Que queres que te faça? E ele respondeu: — Senhor, que eu veja.” — (Lucas, capítulo 18, versículo 41.)

O cego de Jericó é das grandes figuras dos ensinamentos evangélicos.
Informa-nos a narrativa de Lucas que o infeliz andava pelo caminho, mendigando… Sentindo a aproximação do Mestre, põe-se a gritar, implorando misericórdia.
Irritam-se os populares, em face de tão insistentes rogativas. Tentam impedi-lo, recomendando-lhe calar as solicitações. Jesus, contudo, ouve-lhe a súplica, aproxima-se dele e interroga com amor:
— Que queres que te faça?
Á frente do magnânimo dispensador dos bens divinos, recebendo liberdade tão ampla, o pedinte sincero responde apenas isto:
— Senhor, que eu veja!
O propósito desse cego honesto e humilde deveria ser o nosso em todas as circunstâncias da vida.
Mergulhados na carne ou fora dela, somos, às vezes, esse mendigo de Jericó, esmolando às margens da estrada comum. Chama-nos a vida, o trabalho apela para nós, abençoa-nos a luz do conhecimento, mas permanecemos indecisos, sem coragem de marchar para a realização elevada que nos compete atingir. E, quando surge a oportunidade de nosso encontro espiritual com o Cristo, além de sentirmos que o mundo se volta contra nós, induzindo-nos àindiferença, é muito raro sabermos pedir sensatamente.
Por isso mesmo, é muito valiosa a recordação do pobrezinho mencionado no versículo de Lucas, porqüanto não é preciso compareçamos diante do Mestre com volumosa bagagem de rogativas. Basta lhe peçamos o dom de ver, com a exata compreensão das particularidades do caminho evolutivo. Que o Senhor, portanto, nos faça enxergar todos os fenómenos e situações, pessoas e coisas, com amor e justiça, e possuiremos o necessário à nossa alegria imortal.

Obra: Caminho, Verdade e Vida
Emmanuel / Francisco Cândido Xqavier

domingo, 24 de janeiro de 2016

Melhorar Sempre - Francisco Cândido Xavier

"Por isso também os que sofrem segundo a vontade de Deus
encomendem suas almas ao fiel Criador, na prática do bem"
— Pedro (I Pedro, 4:19.)


Justo lembrar que a Providência Divina nos endereça todos à paz e à felicidade, ao aperfeiçoamento e à vitória.
Entretanto, quantas vezes e quantos de nós, a meio caminho para o triunfo, nos motivamos para a frustração e marginalizamo- nos por tempo indeterminado em desânimo e pessimismo?
Prendemo-nos ao lado negativo de contratempos salvadores e costumamos dizer:
— Nada posso.
— Tudo é contra mim.
— Só vejo trevas.
— Sou um caso perdido.
— Moro no azar.
— Sou sempre infeliz.
— A vida é uma carga insuportável.
Na fieira de semelhantes condenações, esquecemo-nos de que cada qual de nós tem o seu mundo próprio, e, se induzimos o nosso próprio mundo ao fracasso, quem nos livrará do fracasso, se somos todos criaturas de Deus com a faculdade de criar os nossos próprios destinos?
Consideremos isso, selecionando expressões e afirmações compatíveis com a nossa condição de espíritos imortais, ante as Leis do Universo.
Uma frase estabelece determinada disposição.
Determinada disposição produz certa atividade específica.
Certa atividade específica gera circunstâncias.
E circunstâncias constroem a vida.
Em todos os lances da existência, procuremos palavras de esperança e fé, alegria e bênção para usá-las a benefício próprio, de vez que, ainda mesmo nos últimos degraus do sofrimento, dispomos nós todos, com o amparo de Deus, do privilégio de renovar e da felicidade de servir

(Do livro Fonte de Paz. Francisco Cândido Xavier)

A Mulher Ante o Cristo - Emmanuel


Toda vez que nos dispomos a considerar a mulher em plano inferior,lembremo-nos dela, ao tempo de Jesus.
Há vinte séculos, com exceção das patrícias do Império, quase todas as companheiras do povo, na maioria das circunstâncias, sofriam extrema abjeção, convertidas em alimárias de carga, quando não fossem vendidas em hasta pública.
Tocadas, porém, pelo verbo renovador do Divino Mestre, ninguém respondeu com tanta lealdade e veemência aos apelos celestiais.
Entre as que haviam descido aos vales da perturbação e da sombra, encontramos em Madalena o mais alto testemunho de soerguimento moral, das trevas para a luz; e entre as que se mantinham no monte do equilíbrio doméstico, surpreendemos em Joana de Cusa o mais nobre expoente de concurso e fidelidade.
Atraídas pelo amor puro, conduziam à presença do Senhor os aflitos e os mutilados, os doentes e as crianças.
E embora não lhe entregassem o círculo apostólico, foram elas – as representadas nas filhas anônimas de Jerusalém - as únicas demonstrações de solidariedade espontânea que o visitaram, desassombradamente, sob a cruz do martírio, quando os próprios discípulos debandavam.
Mais tarde, junto aos continuadores, da Boa Nova, sustentavam-se no mesmo nível de elevação e entendimento.
Dorcas, a costureira Jopense, depois de amparada por Simão Pedro, fez-se mais ativa colaboradora da assistência aos infortunados.
Febe é a mensageira da epístola de Paulo de Tarso aos romanos.
Lídia, em Filipos, é a primeira mulher com suficiente coragem para transformar a própria casa em santuário do Evangelho nascituro.
Lóide e Eunice, parentas de Timóteo, eram padrões morais da fé viva.
Entretanto, ainda que semelhantes heroínas não tivessem de fato existido, não podemos olvidar que, um dia, buscando alguém no mundo para exercer a necessária tutela sobre a vida preciosa do embaixador divino, o supremo poder do universo não hesitou em recorrer à abnegada mulher, escondida num lar apagado e simples...
Humilde, ocultava a experiência dos sábios; frágil como o lírio, trazia consigo a resistência do diamante; pobre entre os pobres, carreava na própria virtude os tesouros incorruptíveis do coração, e, desvalida entre os homens, era grande e prestigiosa perante Deus.
Eis o motivo pelo qual, sempre que o raciocínio nos induza a ponderar quanto à glória do Cristo - recordando, na terra, a grandeza de nossas próprias mães - nós nos inclinaremos, reconhecidos e reverentes, ante a luz imarcescível da Estrela de Nazaré.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Nas Horas Mais Difíceis - Irmão José

Ainda quando te encontres caído sob o peso de grandes provações, levanta-te e caminha para a frente, cumprindo os teus deveres com fidelidade.
Ainda mesmo te sintas sozinho nas lutas de cada dia, não desertes do campo de batalha em que a vida te situa, atendendo às tuas necessidades evolutivas.
Ainda quando te percebas à beira do fracasso, semelhante a abismo que se escancare aos teus pés, não te creias sem forças para continuar, porquanto a Misericórdia Divina a ninguém desampara.
Ainda mesmo te vejas mergulhado em tristeza, qual se a própria existência carecesse de sentido aos teus olhos, deixa que a esperança prossiga te embalando os sonhos de felicidade.
Ainda quando te observes incompreendido pelos afetos mais queridos da alma, silencia e espera, aprendendo a renunciar agora para conquistar depois.
Ainda mesmo te consideres perdido no estranho labirinto dos problemas engendrados pela tua invigilância, não te entregues ao desespero, pedindo aos Céus que te auxiliem a solucioná-los com dignidade.
Haja o que houver e estejas como estiveres, não te precipites em tuas decisões, de vez que é nas horas mais difíceis que tens oportunidade de provar a ti mesmo o valor da própria fé.

Irmão José, Francisco C. Xavier e Carlos A, Baccelli

sábado, 23 de janeiro de 2016

Campo de Sangue - Emmanuel


Desorientado, em vista das terríveis consequências de sua irreflexão, Judas procurou os sacerdotes e restituiu-lhes as trinta moedas, atirando-as, a esmo, no recinto do Templo.
Os mentores do judaísmo concluíram, então, que o dinheiro constituía preço de sangue e, buscando desfazer-se rapidamente de sua posse, adquiriram um campo destinado ao sepulcro dos estrangeiros, denominado, desde então, Campo de Sangue.
Profunda a expressão simbólica dessa recordação e, com a sua luz, cabe-nos reconhecer que a maioria dos homens continua a irrefletida ação de Judas, permutando o Mestre, inconscientemente, por esperanças injustas, por vantagens materiais, por privilégios passageiros. Quando podem examinar a extensão dos enganos a que se acolheram, procuram, desesperados, os comparsas de suas ilusões, tentando devolver-lhes quanto lhes coube nos criminosos movimentos em que se comprometeram na luta humana; todavia, com esses frutos amargos conseguem adquirir o campo de sangue das expiações dolorosas e ásperas, para sepulcro dos cadáveres de seus pesadelos delituosos, estranhos ao ideal divino da perfeição em Jesus-Cristo.
Irmão em humanidade, que ainda não pudeste sair do campo milenário das reencarnações, em luta por enterrar os pretéritos crimes que não se coadunam com a Lei Eterna, não troques o Cristo Imperecível por um punhado de cinzas missérrimas, porque do contrário, continuarás circunscrito à região escura da carne sangrenta.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Caminho, Verdade e Vida

Felicidade Possível - Joanna de Ângelis


Acreditavas que a felicidade seria semelhante a uma ilha fantástica de prazer constante e paz permanente. Um lugar onde não houvesse preocupação, nem se apresentasse a dor; no qual os sorrisos brilhassem nos lábios, e a beleza engrinaldasse de festa as criaturas.
Uma felicidade feita de fantasias parecia ser a tua busca.
Planejastes a vida, objetivando encontrar esse reino encantado, onde, por fim, descansasses da fadiga, da aflição e fruísses a harmonia.
Passam-se anos, e somas frustrações, anotando desencantos e amarguras, sem anelada conquista.
Lentamente, entregas-te ao desânimo, e sentes que estás discriminado no mundo, quando vês as propagandas apresentadas pela mídia, nas quais desfilam os jovens, belos e jubilosos, desperdiçando saúde, robustez, corpos venusinos e apolíneos, usando cigarros e bebidas famosas, brincando em iates de luxo, ou exibindo-se em desportos da moda, invejáveis, triunfantes...
Crês que eles são felizes...
*
Não sabes quanto custa, em sacrifício e dor, alcançar o topo da fama e permanecer lá.
Sob quase todos aqueles sorrisos, que são estudados, estão a face da amargura e as marcas do ressaibo, do arrependimento.
Alguns envenenaram a alma dos charcos por onde andaram, antes de serem conhecidos e disputados.
Muitos se entregaram a drogas perturbadoras, que lhes consomem a juventude, qual ocorreu com as multidões de outros, que os anteciparam e desapareceram.
Esquecidos e enfermos, aqueles que foram pessoas-objeto, amargam hoje a miséria a que se acolheram ou foram atirados.
*
Felicidade, porém, é conquista íntima.
Todos os que se encontram na Terra, nascidos em berços de ouro ou de palha, homenageados ou desprezados, belos ou feios, são feitos do mesmo barro frágil de carne, e experimentam, de uma ou de outra forma, vicissitudes, decepções, doenças e desconforto.
Ninguém, no mundo terreno, vive em regime especial. O que parece, não excede a imagem, a ilusão.
*
Se desejas ser feliz, vive, cada momento, de forma integral, reunindo as cotas de alegria, de esperança, de sonho, de bênção, num painel plenificador.
As ocorrências de dor são experiências para as de saúde e de paz.
A felicidade não são coisas: é um estado interno, uma emoção.
Abençoa os acidentes de percurso, que denominas como desdita, segue na direção das metas, e verás quantas concessões de felicidade pela frente, aguardando por ti.
Quem avança monte acima, pisa pedregulhos que ferem os pés, mas também flores miúdas e verdejante relva, que teimam em nascer ali colocando beleza no chão.
Reúne essas florezinhas em um ramalhete, toma das pedras pequeninas fazendo colares, e descobrirás que, para a criatura ser feliz, basta amar e saber discernir, nas coisas e nos sucessos da marcha, a vontade de Deus e as necessidades para a evolução.


Da obra: Momentos Enriquecedores.
Divaldo Pereira Franco . Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Falsos Profetas - Emmanuel

Falso profeta não é somente aquele que perturba o serviço da fé religiosa.
Sempre que negamos a execução fiel dos nossos deveres, somos mistificadores, diante da Lei Divina, que nos emprestou os dons da Terra, em favor do aprimoramento de nós mesmos.
Na maledicência, somos falsos profetas da fraternidade.
Na discórdia, somos mistificadores da paz.
Na preguiça, somos charlatões do trabalho.
Na indiferença, somos inimigos do dever.
Toda vez que olvidamos as nossas obrigações de solidariedade para com os nossos semelhantes, que prejudicamos o serviço que nos cabe atender, que fugimos aos nossos testemunhos de humildade, que oprimimos as criaturas inferiores, somos Falsos Profetas do Ideal Superior que abraçamos com o Cristo.
A terra é a nossa escola.
O lar é o nosso templo.
O próximo é o nosso irmão.
A humanidade é a nossa família.
A luta é o nosso aprendizado.
A natureza é o livro sublime da vida.
Não nos esqueçamos, assim, de que, um dia, seremos chamados à prestação de contas dos talentos e dos favores que hoje desfrutamos, para resgatar o dia de ontem e santificar o dia de amanhã.

Livro: “Levantar e Seguir” - Pelo Espírito Emmanuel / Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Em Silêncio

"Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos do Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus." - Paulo. Efésios, 6:6.

Se sabes, atende ao que ignora, sem ofuscá-lo com a tua luz.
Se tens, ajuda ao necessitado, sem molestá-lo com tua posse.
Se amas, não firas o objeto amado com exigências.
Se pretendes curar, não humilhes o doente.
Se queres melhorar os outros, não maldigues ninguém.
Se ensinas a caridade, não te trajes de espinhos, para que teu contato não dilacere os que sofrem.
Tem cuidado na tarefa que o Senhor te confiou.
É muito fácil servir à vista. Todos querem fazê-lo, procurando o apreço dos homens.
Difícil, porém, é servir às ocultas, sem o ilusório manto da vaidade.
É por isto que, em todos os tempos, quase todo o trabalho das criaturas é dispersivo e enganoso. Em geral, cuida-se de obter a qualquer preço as gratificações e as honras humanas.
Tu, porém, meu amigo, aprende que o servidor sincero do Cristo fala pouco e constrói, cada vez mais, com o Senhor, no divino silêncio do espírito...
Vai e serve.
Não te deem cuidado as fantasias que confundem os olhos da carne e nem te consagres aos ruídos da boca.
Faze o bem, em silêncio.
Foge às referências pessoais e aprendamos a cumprir, de coração, a vontade de Deus.


Livro: Vinha de Luz - Pelo Espírito Emmanuel  /  Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Definir - Joanna de Ângelis

Jesus ensinou-nos que o reino dos céus está dentro de nós. Indispensável que
a reflexão e a alegria de viver nos facultem um estado de plenitude.
O Mestre, sendo um Espírito perfeito, não escolheu tarefa para executar, não
procurou destaque na sociedade, evitou receber quaisquer homenagens. E
mesmo quando, entrando em Jerusalém, foi saudado pelos ramos que celebravam
vitórias, manteve-se discretamente montado sobre um jumento que pisava os
tecidos que eram colocados no piso por onde Ele passava...
Convivendo com os mais pobres, fez-se simples e despojado, a fim de não os
humilhar, nem lhes provocar inveja.
Dialogando com os humildes de coração, falou-lhes uma linguagem desataviada,
utilizando-se de imagens populares, quais o grão de mostarda, a pérola, a palha
do campo, os talentos, as lâmpadas de azeite, as redes do mar, com elas tecendo
a mais bela página do pensamento filosófico de que se tem notícia.
Nunca selecionou serviço a fazer, havendo atendido enfermos do corpo, da emoção,
da mente, todos doentes da alma, para demonstrar a excelência da saúde interior e
da perfeita integração espírito-mente-corpo, sugerindo sempre a necessidade de
cada um evitar o erro, de não se comprometer negativamente com nada, de
auto-superar-se.
Encorajou o perdão e a pureza de coração, vivendo-os integralmente em todos os
momentos da Sua trajetória.
Todo o Seu ministério foi realizado em clima de naturalidade e despojamento de
aparências, por isso mesmo, insuperável.
Começando-o em modesta estrebaria, encerrou-o numa cruz, prosseguindo em
iridescente madrugada que prossegue até hoje derramando claridade nas noites
morais da humanidade e nas sombras densas dos corações medrosos.
Toma-O como exemplo.
Ele se entregou ao Pai em total confiança, e jamais foi desamparado.
Faze o mesmo.

Livro: Nascente de Bênçãos - Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Ante a Vida Mental - Emmanuel


Quando a criatura passa a interrogar o porquê do destino e da dor e encontra a luz dos princípios espiritistas a clarear-lhe os vastos corredores do santuário interno, deve consagrar-se à apreciação do pensamento, quanto lhe seja possível, a fim de iniciar-se na decifração dos segredos que, para nós todos, ainda velam o fulcro mental.
Se as incógnitas do corpo fazem no mundo a paixão da ciência, que designa exércitos numerosos de hábeis servidores para a solução dos problemas de saúde e genética, reconforto e eugenia, além túmulo a grandeza na mente desafia-nos todos os potenciais de inteligência, no trato metódico dos assuntos que lhe dizem respeito.
A psicologia e a psiquiatria, entre os homens da atualidade, conhecem tanto do espírito, quanto um botânico, restrito ao movimento em acanhado círculo de observação do solo, que tentasse julgar um continente vasto e inexplorado, por alguns talos de erva, crescidos ao alcance de suas mãos.
Libertos do veículo de carne, quando temos a felicidade de sobre pairar além das atrações de natureza inferior, que, por vezes, no imantam à crosta da Terra, indefinidamente, compreendemos que o poder mental reside na base de todos os fenômenos e circunstâncias de nossas experiências isoladas ou coletivas.
A mente é manancial vivo de energias criadoras.
O pensamento é substância, coisa mensurável.
Encarnados e desencarnados povoam o Planeta, na condição de habitantes dum imenso palácio de vários andares, em posições diversas, produzindo pensamentos múltiplos que se combinam, que se repelem ou que se neutralizam.
Correspondem-se as ideias, segundo o tipo em que se expressam, projetando raios de força que alimentam ou deprimem, sublimam ou arruínam, integram ou desintegram, arrojados sutilmente do campo das causas para a região dos efeitos.
A imaginação não é um país de névoa, de criações vagas e incertas. É fonte de vitalidade, energia, movimento...
O idealismo operante, a fé construtiva, o sonho que age, são os pilares de todas as realizações.
Quem mais pensa, dando corpo ao que idealiza, mais apto se faz à recepção das correntes mentais invisíveis, nas obras do bem ou do mal.
E, em razão dessa lei que preside à vida cósmica, quantos se adaptarem, ao reto pensamento e à ação enobrecedora, se fazem preciosos canais da energia divina, que, em efusão constante, banha a Humanidade em todos os ângulos do Globo, buscando as almas evoluídas e dedicadas ao serviço de santificação, convertendo-as em médiuns ou instrumentos vivos de sua exteriorização, para benefício das criaturas e erguimento da Terra ao concerto dos mundos de alegria celestial.

Livro: “Roteiro” – Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Educação - Emmanuel

Disse-nos o Cristo: “brilhe vossa luz ...“ (1)

E ele mesmo, o Mestre Divino, é a nossa divina luz na evolução
planetária.
Admitia-se antigamente que a recomendação do Senhor fosse mero
aviso de essência mística, conclamando profitentes do Culto externo da escola
religiosa a suposto relevo individual, depois da morte, na imaginária corte
celeste.
Hoje, no entanto, reconhecemos que a lição de Jesus deve ser aplicada
em todas as condições, todos os dias.
A própria ciência terrena atual reconhece a presença da luz em toda parte.
O corpo humano, devidamente estudado, revelou-se, não mais como
matéria coesa, senão espécie de veículo energético, estruturado em partículas
infinitesimais que se atraem e se repelem, reciprocamente, com o efeito de
microscópicas explosões de luz.
A Química, a Física e a Astronomia demonstram que o homem terrestre
mora num reino entrecortado de raios.
Na intimidade desse glorioso império da energia, temos os raios mentais
condicionando os elementos em que a vida se expressa.
O pensamento é força criativa, a exteriorizar-se, da criatura que o gera,
por intermédio de ondas sutis, em circuitos de ação e reação no tempo,
sendo tão mensurável como o fotônio que, arrojado pelo fulcro luminescente
que o produz, percorre o espaço com Velocidade determinada, sustentando o
hausto fulgurante da Criação.
A mente humana é um espelho de luz, emitindo raios e assimilando-os,
repetimos.
Esse espelho, entretanto, jaz mais ou menos prisioneiro nas sombras
espessas da ignorância, à maneira de pedra valiosa incrustada no cascalho da
furna ou nas anfractuosidades do precipício. Para que retrate a irradiação
celeste e lance de si mesmo o próprio brilho, é indispensável se desentrance
das trevas, à custa do esmeril do trabalho.
Reparamos, assim, a necessidade imprescritível da educação para todos
os seres.
Lembremo-nos de que o Eterno Benfeitor, em sua lição verbal, fixou na
forma imperativa a advertência a que nos referimos:
“Brilhe vossa luz.”
Isso quer dizer que o potencial de luz do nosso espírito deve fulgir em sua
grandeza plena.
E semelhante feito somente poderá ser atingido pela educação que nos
propicie o justo burilamento.
Mas a educação, com o cultivo da inteligência e com o aperfeiçoamento do
campo íntimo, em exaltação de conhecimento e bondade, saber e virtude, não
será conseguida tão-só à força de instrução, que se imponha de fora para
dentro, mas sim com a consciente adesão da vontade que, em se consagrando
ao bem por si própria, sem constrangimento de qualquer natureza, pode libertar
e polir o coração, nele plasmando a face cristalina da alma, capaz de refletir a
Vida Gloriosa e transformar, consequentemente, o cérebro em preciosa usina
de energia superior, projetando reflexos de beleza e sublimação.

(1) Mateus, 5:16 — Nota do autor espiritual.

Livro: Pensamento e Vida – Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

domingo, 17 de janeiro de 2016

Mar Alto - Emmanuel

“E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar.” — (Lucas, Capítulo 5, Versículo 4.)

Este versículo nos leva a meditar nos companheiros de luta que se sentem abandonados na experiência humana.
Inquietante sensação de soledade lhes corta o coração.
Choram de saudade, de dor, renovando as amarguras próprias.
Acreditam que o destino lhes reservou a taça da infinita amargura.
Rememoram, compungidos, os dias da infância, da juventude, das esperanças crestadas nos conflitos do mundo.
No íntimo, experimentam, a cada instante, o vago tropel das reminiscências que lhes dilatam as impressões de vazio.
Entretanto, essas horas amargas pertencem a todas as criaturas mortais.
Se alguém as não viveu em determinada região do caminho, espere a sua oportunidade, porqüanto, de modo geral, quase todo Espírito se retira da carne, quando os frios sinais de inverno se multiplicam em torno.
Em surgindo, pois, a tua época de dificuldade, convence-te de que chegaram para tua alma os dias de serviço em “mar alto”, o tempo de procurar os valores justos, sem o incentivo de certas ilusões da experiência material. Se te encontras sozinho, se te sentes ao abandono, lembra-te de que, além do túmulo, há companheiros que te assistem e esperam carinhosamente.
O Pai nunca deixa os filhos desamparados, assim, se te vês presentemente sem laços domésticos, sem amigos certos na paisagem transitória do Planeta, é que Jesus te enviou a pleno mar da experiência, a fim de provares tuas conquistas em supremas lições.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Pão Nosso

Indicação de Pedro - Emmanuel

"Aparte-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-a." - Pedro. (I Pedro, 3:11.)

A indicação do grande apóstolo, para que tenhamos dias felizes, parece
extremamente simples pelo reduzido número de palavras, mas revela um
campo imenso de obrigações.
Não é fácil apartar-se do mal, consubstanciado nos desvios inúmeros de
Nossa alma através de consecutivas reencarnações, e é muito difícil praticar o bem,
dentro das nocivas paixões pessoais que nos empolgam a personalidade, cabendo-nos
ainda reconhecer que, se nos conservarmos envolvidos na túnica pesada de
nossos velhos caprichos, é impossível buscar a paz e segui-la.
Cegaram-nos males numerosos, aos quais nos inclinamos nas sendas evolutivas,
e acostumados ao exclusivismo e ao atrito inútil, no desperdício de energias
sagradas, ignoramos como procurar a tranquilidade consoladora. Esta é a situação real
da maioria dos encarnados e de grande parte dos desencarnados que se acomodam
aos círculos do homem, porque a morte física não soluciona problemas que condizem com o
foro íntimo de cada um.
A palavra de Pedro, desse modo, vale por desafio generoso.
Nosso esforço deve convergir para a grande realização.
Dilacerasse-nos o ideal ou fira-nos a alma, apartemo-nos do mal e pratiquemos
o bem possível, identifiquemos a verdadeira paz e sigamo-la. E tão logo alcancemos as
primeiras expressões do sublime serviço, referente à própria edificação, lembremo-nos de
que não basta evitar o mal e sim nos afastarmos dele, semeando sempre o bem, e que não
vale tão-somente desejar a paz, mas buscá-la e segui-la com toda a persistência de nossa fé.

De: Vinha de Luz - Francisco Cândido Xavier - Ditado Pelo Espírito Emmanuel

Imunização Espiritual - Emmanuel


Se te decides, de fato, a resguardar o coração das influências do mal, convence-te:
Que todo minuto é chamamento de Deus à nossa melhoria e renovação;
Que toda pessoa se reveste de importância particular em nosso caminho;
Que o melhor processo de receber auxílio é auxiliar em favor de alguém;
Que a paciência é o principal ingrediente na solução de qualquer problema;
Que sem amor não há base firme nas construções espirituais;
Que o tempo gasto em queixa é furtado ao trabalho;
Que desprezar a simpatia dos outros é pretender semear um campo sem lavrá-lo;
Que a mágoa é sempre foco de moléstia;
Que ninguém sabe sem aprender e ninguém aprende sem estudar;
E que, afinal, não basta pedir aos Céus, pela oração, para que baixem à Terra,
mas também cooperar, pelo serviço ao próximo, para que a Terra se eleve aos Céus.

Emmanuel / Médium Francisco CÂndido Xavier
Livro: Paz e Renovação

sábado, 16 de janeiro de 2016

Realidade e Suposição - Emmanuel

Quando te sintas em dificuldade no relacionamento com os outros, observa que, muitas vezes, esses mesmos outros suportam problemas e percalços muito maiores do que os nossos.
Semelhante exercício te renovará os pensamentos e a compaixão te surgirá no íntimo, obstando-te a queda em pessimismo e revolta.
Se possuísses um engenho capaz de radiografar os sentimentos alheios, reconhecerias, de pronto, o contraste entre a suposição e a realidade.
Aquele chefe, supostamente arbitrário, guarda consigo a mente esfogueada de inquietações pelo próprio serviço de que recebes os recursos que se te fazem necessários à vida.
Provavelmente o amigo que não te notou a presença carrega as próprias ideias e emoções concentradas num filhinho doente.
A senhora que tantos julgavam excessivamente enfeitada, assim se preparou diversos dias a fim de solicitar emprego a determinadas autoridades para o esposo recém-demitido da organização em que trabalhava.
O rapaz que passou, conduzindo o carro em alta velocidade, é portador de um cérebro enfermiço.
O artista que se negou a colaborar contigo na realização das boas obras em que te empenhas, estará sob o peso de terrível estafa.
A ninguém julguemos precipitadamente.
Procuremos o melhor de cada situação e de cada criatura, de modo a seguirmos para diante com o melhor a fazer, esquecendo o desnecessário.
Em muitos lances de marcha na direção de Deus erramos, a fim de aprender com segurança, ou caímos, de modo a levantar-nos para conquistar o equilíbrio seguro.
Ninguém segue sem o apoio de alguém nos caminhos da vida.
Em vista disso, compadeçamo-nos dos outros para que os outros se compadeçam de nós.

De “O Essencial”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Perante os Caídos - Emmanuel


Tão fácil relegar ao infortúnio os nossos irmãos caídos!...
Muitos passam por aqueles que foram acidentados em terríveis enganos e nada encontram a fim de oferecer-lhes, senão frases como estas: "eu bem disse", "avisei muito"...
No entanto, por trás da queda de nosso amigo menos feliz estão as lutas da resistência, que só a Justiça Divina pode medir.
Este foi impelido à delinquência e faz-se conhecido agora por uma ficha no cadastro policial; mas, até que se lhe consumasse a ruína, quanto abandono e quanta penúria terá arrastado na existência, talvez desde os mais recuados dias da infância!...
Aquele se arrojou aos precipícios da revolta e do desânimo, abraçando o delírio da embriaguez; contudo, até que tombasse no descrédito de si mesmo, quantos dias e quantas noites de aflição terá atravessado, a estorcegar-se sob o guante da tentação para não cair!..
Aquela entrou pelas vias da insensatez e acomodou-se no poço da infelicidade que cavou para si própria; todavia, em quantos espinheiros de necessidade e perturbação ter-se-á ferido, até que a loucura se lhe instalasse no cérebro atormentado!...
Aquele outro desertou de tarefas e compromissos em cuja execução empenhara a vitória da própria alma e resvalou para experiências menos dignas, comprometendo os fundamentos da própria vida; no entanto, quantas tribulações terá aguentado e quantas lágrimas vertido, até que a razão se lhe entenebrecesse, abrindo caminho à irresponsabilidade e à demência!...
Diante dos companheiros apontados à censura, jamais condenes!
Pensa nas trilhas de provação e tristeza que perlustraram até que os pés se lhes esmorecessem, vacilantes, na jornada difícil!
Reflete nas correntes de fogo invisível que lhes terão requeimado a mente, até que cedessem às compulsões terríveis das trevas!...
Então, e só então, sentirás a necessidade de pensar no bem, falar no bem, procurar o bem e realizar unicamente o bem, compreendendo, por fim, a amorosa afirmação de Jesus: - "Eu não vim à Terra para curar os sãos".

Livro: Instrumentos do Tempo - Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Casa Espiritual - Emmanuel

“Vós, também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual.” – Pedro. (I Pedro, 2:5.)

Cada homem é uma casa espiritual que deve estar, por deliberação e esforço do morador, em contínua modificação para melhor.
Valendo-nos do símbolo, recordamos que existem casas ao abandono, caminhando para a ruína, e outras que se revelam sufocadas pela hera entrelaçada ou transformadas em redutos de seres traiçoeiros e venenosos da sombra; aparecem, de quando em quando, edificações relaxadas, cujos inquilinos jamais se animam a remover o lixo desprezível e observam-se as moradias fantasiosas, que ostentam fachada soberba com indisfarçável desorganização interior, tanto quanto as que se encontram penhoradas por hipotecas de grande vulto, sendo justo acrescentar que são raras as residências completamente livres, em constante renovação para melhor.
O aprendiz do Evangelho precisa, pois, refletir nas palavras de Simão Pedro, porque a lição de Jesus não deve ser tomada apenas como carícia embaladora e, sim, por material de construção e reconstrução da reforma integral da casa íntima.
Muita vez, é imprescindível que os alicerces de nosso santuário interior sejam abalados e renovados.
Cristo não é somente uma figuração filosófica ou religiosa nos altiplanos do pensamento universal. É também o restaurador da casa espiritual dos homens.
O cristão sem reforma interna dispõe apenas das plantas do serviço. O discípulo sincero, porém, é o trabalhador devotado que atinge a luz do Senhor, não em benefício de Jesus, mas, sobretudo, em favor de si mesmo.

Livro: Vinha de Luz. Francisco Cândido Xavier. Pelo Espírito Emmanuel.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Não Basta Ver - Emmanuel

"E logo viu, e o foi seguindo, glorificando a Deus. E todo o povo, vendo isto, dava louvores a Deus." - (Lucas, 18:43.)

A atitude do cego de Jericó representa padrão elevado a todo discípulo
sincero do Evangelho.
O enfermo de boa-vontade procura primeiramente o Mestre, diante da
multidão. Em seguida à cura, acompanha Jesus, glorificando a Deus. E todo o povo,
observando o benefício, a gratidão e a fidelidade reunidos, volta-se para a confiança no
Divino Poder.
A maioria dos necessitados, porém, assume posição muito diversa. Quase
Todos os doentes reclamam a atuação do Cristo, exigindo que a dádiva desça aos
Caprichos perniciosos que lhes são peculiares, sem qualquer esforço pela elevação de
si mesmos à bênção do Mestre.
Raros procuram o Cristo à luz meridiana; e, de quantos lhe recebem os
dons, raríssimos são os que lhe seguem os passos no mundo.
Daí procede a ausência da legítima glorificação a Deus e a cura incompleta
Da cegueira que os obscurecia, antes do primeiro contato com a fé.
Em razão disso, a Terra está repleta dos que creem e descreem, estudam e
Não aprendem, esperam e desesperam, ensinam e não sabem, confiam e
duvidam.
Aquele que recebe dádivas pode ser somente beneficiário.
O que, porém, recebe o favor e agradece-o, vendo a luz e seguindo-a, será
redimido.
É óbvio que o mundo inteiro reclama visão com o Cristo, mas não basta ver
simplesmente; os que se circunscrevem ao ato de enxergar podem ser bons
narradores, excelentes estatísticos, entretanto, para ver e glorificar o Senhor é
indispensável marchar nas pegadas do Cristo, escalando, com Ele, a montanha do trabalho e do
testemunho.

De Vinha de Luz – Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Mau Humor - Emmanuel

Se o mau humor te envolve à maneira de sombra sufocante, procura examinar-lhe as origens, a fim de que possas identificá-lo, tão imediatamente quanto possível.

Caso alguma dívida te preocupe, não será com aspereza que conseguirás os recursos preciosos, de modo a resgatá-la.

Doença quando aparece, solicita remédio e não intolerância para curar-se.

Necessitando da cooperação de alguém para determinado empreendimento, a carranca não te angariará simpatia.

Contratempos em família não se desfazem com frases vinagrosas.

Se pretendes adquirir companheiros e colaboradores, a irritação é um antigo processo de perder amizades.

Lembra-te de que ninguém consegue algo realizar sem os outros e de que os outros não são culpados por nossas indisposições e insucessos.

Ninguém sabe até hoje onde termina o mau humor e começa a enfermidade.

Não se sabe de ninguém até agora que o azedume tenha auxiliado.

Se você deseja livrar-se dessa máscara destruidora, cultiva a paciência e aprenda a sorrir.


Livro: “Calma”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Culpa e Reencarnação - Emmanuel

Espíritos culpados!
Somos quase todos.
Julgávamos que o poder transitório entre os homens nos fosse conferido como sendo privilégio e imaginário merecimento, e usamo-lo por espada destruidora, aniquilando a alegria dos semelhantes...
Contudo, renascemos nos últimos degraus da subalternidade, aprendendo quanto dói o cativeiro da humilhação.
Acreditávamos que a moeda farta nos situasse a cavaleiro dos desmandos de consciência...
Entretanto, voltamos à arena terrestre, em doloroso pauperismo, experimentando a miséria que infligimos aos outros.
Admitíamos que as vítimas de nossos erros deliberados se distanciassem, para sempre de nós, depois da morte...
Mas tornamos a encontrá-las no lar, usando nomes familiares, no seio da parentela, onde nos cobram, às vezes com juros de mora, as dívidas de outro tempo, em suor do rosto, no sacrifício constante, ou em sangue do coração, na forma de lágrimas.
Supúnhamos que os abusos do sexo nos constituíssem a razão de viver e corrompemos o coração das almas sensíveis e nobres com as quais nos harmonizávamos, vampirizando-lhes a existência...
No entanto, regressamos ao mundo em corpos dilacerados ou deprimidos, exibindo as estranhas enfermidades ou as gravosas obsessões que criamos para nós mesmos, a estampar na apresentação pessoal a soma deplorável de nossos desequilíbrios.
Espíritos culpados!
Somos quase todos.
A Perfeita Justiça, porém, nunca se expressa sem a Perfeita Misericórdia, e abre-nos a todos, sem exceção, o serviço do bem, que podemos abraçar na altura e na quantidade que desejarmos, como recurso infalível de resgate e reajuste, burilamento e ascensão.
Atendamos às boas obras quanto nos seja possível.
Cada migalha de bem que faças é luz contigo, clareando os que amas.
E assim é porque, de conformidade com as Leis Divinas, o aperfeiçoamento em nós mesmos depende de nós.

Livro: “Justiça Divina”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Vem , Hoje - João Cleofas

O convite do Senhor é claro e vazado em termos de síntese:
"Vem hoje trabalhar na minha Vinha!"
Hoje, na Vinha do Senhor, é o imperativo para que produzamos no bem,
a fim de que, no futuro, possamos recolher na messe da luz a contribuição
da claridade que esparzimos.
Nesse sentido, o apelo do Mestre determina, também, o campo de trabalho.
Nem a esfera da divagação filosófica nem o campo da investigação científica
incessante, nem a contemplação religiosa fantasista da oração inoperante.
A Sua Vinha são as dores do mundo, os tormentos e percalços, os mananciais
de lágrimas e os rios de sofrimento...
Refletir filosofando, perquirir examinando, para crer ajudando.
"Vem hoje trabalhar na minha Vinha", ainda é apelo para nós, dos mais
veementes e concisos.
Eis um ângulo da Vinha do Senhor no qual somente os afervorados discípulos
se dispõem a trabalhar: o inadiável socorro aos irmãos desencarnados em
aflição pelo contributo do intercâmbio mediúnico. Ante eles, nem o azedume
do fastio emocional, nem a prepotência da vaidade humana, tão pouco a
imposição do desequilíbrio.
A palavra de ordem, o roteiro de fé e a compreensão fraterna do trabalhador
que na Vinha do Senhor não tem outra meta senão ajudar a fim de ajudar-se,
eficazmente, porquanto amanhã estará, também, transitando pelos mesmos
caminhos.

Livro: Depoimentos Vivos - Divaldo Pereira Franco / João Cleofas

domingo, 10 de janeiro de 2016

Tudo Passará... - Emmanuel


Todas as coisas, na Terra, passam...Os dias de dificuldades, passarão...
Passarão também os dias de amargura e solidão...
As dores e as lágrimas passarão.
As frustrações que nos fazem chorar...um dia passarão.
A saudade do ser querido que está longe, passará.
Dias de tristeza... Dias de felicidade...
São lições necessárias que, na Terra, passam,
deixando no espírito imortal as experiências acumuladas.
Se hoje, para nós, é um desses dias repletos de amargura,
paremos um instante.
Elevemos o pensamento ao Alto, e busquemos a voz suave
da Mãe amorosa a nos dizer carinhosamente:
Isso também passará...
E guardemos a certeza, pelas próprias dificuldades já superadas,
que não há mal que dure para sempre.
O planeta Terra, semelhante a enorme embarcação,
às vezes parece que vai soçobrar diante das turbulências
de gigantescas ondas.
Mas isso também passará, porque Jesus está no leme dessa Nau,
segue com o olhar sereno de quem guarda a certeza de que a agitação
faz parte do roteiro evolutivo da humanidade,e que um dia também passará...
Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro, porque essa é a sua destinação.
Assim, façamos a nossa parte o melhor que pudermos,
sem esmorecimento, e confiemos em Deus,
aproveitando cada segundo, cada minuto que, por certo...Também passarão..."
" Tudo passa...exceto Deus!"

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Verniz Social - Hammed

“... A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que lhe são a manifestação. Entretanto, não é preciso fiar-se sempre nas aparências; a educação e o hábito do mundo podem dar o verniz dessas qualidades...” (ESE - Capítulo 9, item 6.)

Nem sempre conseguimos mascarar por muito tempo nossas verdadeiras intenções e planos matreiros. Não dá para enganar as pessoas por tempo indeterminado. Após vestirmos as roupagens da afabilidade e doçura para encobrir rudeza e desrespeito, vem a realidade dura e cruel que desnuda aqueles lobos que vestiram a “pele de ovelha”.
Realmente, é no lar que descortinamos quem somos. É no lar que escorre o verniz da bonança e da caridade que passamos sobre a face e que nos revela tal como somos aos nossos familiares.
Trazemos gestos meigos e voz doce para desempenhar tarefas na vida pública, no contato com chefes de serviço e amigos, com companheiros de ideal e recém-conhecidos, mas também trazemos “pedras nas mãos” ou punhos cerrados no trato com aqueles com quem desfrutamos familiaridade.
Por querer aparentar alguém que não somos, ou impressionar criaturas a fim de conquistá-las por interesses imediatistas, é que incorporamos personagens de ficção no palco da vida. Ou seja, é como se cumpríssemos um “script” numa representação teatral. Nada mais do que isso.
Em várias ocasiões, integramos em nós mesmos não só a sociedade visivelmente “externa”, com suas construções, praças, casas e cidades, mas também a sociedade em seu contexto “invisível”, que, na realidade, se compõe de regras e ordens sociais, bem como dos modelos de instituições criadas arbitrariamente. Captamos, através de nossos sentidos espirituais, todos os tipos de energia oriunda da população. Através de nossos radares sensíveis e intuitivos, passamos a representar de forma inconsciente e automática um procedimento dissimulado sob a ação dessas forças poderosas.
Maquilagens impecáveis, jóias reluzentes, perfumes caros, roupas da moda e óculos charmosos fazem parte do nosso arsenal de guerra para ludibriar e corromper, para avançar sinais e para comprar consciências. Não nos referimos aqui à alegria de estar bem-trajado e asseado, mas à maquiavélica intenção dos “túmulos caiados”.
Por não nos conhecermos em profundidade é que temos medo de nos mostrar como realmente somos.
Num fenômeno psicológico interessante, denominado “introjeção”, que é um mecanismo de defesa por meio do qual atribuímos a nós as qualidades dos outros, fazemos o papel do artista famoso, dos modelos de beleza, das personagens políticas e religiosas, das figuras em destaque, dos parentes importantes e indivíduos de sucesso, e por muito tempo alimentamos a ilusão de que somos eles, vivenciando tudo isso num processo inconsciente.
Desse modo, nós nos portamos, vestimos, gesticulamos, escrevemos e damos nossa opinião como se fôssemos eles realmente, representando, porém, uma farsa psicológica.
Ter duas ou mais faces resulta gradativamente em uma psicose da vida mental, porque, de tanto representar, um dia perdemos a consciência de quem somos e do que queremos na vida.
Quanto mais notarmos os estímulos externos, influências culturais, físicas, espirituais e sociais em nós mesmos, nossas possibilidades de relacionamento com outras pessoas serão cada vez mais autênticas e sinceras. A comunicação efetiva de criatura para criatura acontecerá se não levarmos em consideração sexo, idade e nível socioeconômico. Ela se efetivará ainda mais seguramente sempre que abandonarmos por completo toda e qualquer obediência neurótica aos modelos aprendidos e preestabelecidos.
Abandonemos o “verniz social” que nos impusemos no transcorrer da vida. Sejamos, pois, autênticos. Descubramos nossas reais potencialidades interiores, que herdamos da Divina Paternidade. Desenvolvendo-as, agiremos com maior naturalidade e, conseqüentemente, estaremos em paz conosco e com o mundo.

Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto
Obra: Renovando Atitudes

sábado, 9 de janeiro de 2016

Temos o que Damos - Meimei

Capítulo XIII — Item 20 de “O Evangelho segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, por vários Espíritos.

Podes guardar o pão para muitos dias, ainda que o excesso de tua casa signifique ausência do essencial entre os próprios vizinhos; todavia, quanto puderes, alonga a migalha de alimento aos que fitam debalde o fogão sem lume.
Podes conservar armários repletos de veste inútil, ainda que a traça concorra contigo à posse do pano devido aos que se cobrem de andrajos; no entanto, sempre que possas, cede a migalha de roupa ao companheiro que sente frio.
Podes trazer bolsa farta, ainda que o dinheiro supérfluo te imponha problemas e inquietações; contudo, quanto puderes, oferece a migalha de recurso aos irmãos em necessidade.
Podes alinhar perfumes e adornos para uso à vontade, ainda que pagues caro a hora do abuso, mas, sempre que possas, estende a migalha de remédio aos doentes em abandono.
Um dia, que será noite em teus olhos, deixarás pratos cheios e móveis abarrotados, cofres e enfeites, para a travessia da grande sombra; entretanto, não viajarás de todo nas trevas, porque as migalhas de amor que tiveres distribuído estarão multiplicadas em tuas mãos como bênçãos de luz.

De “O Espírito da Verdade”, - Francisco Cândido Xavier – Meimei

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Intercâmbio - Emmanuel

Toda vez que um agrupamento de preces se reúne, observamos sempre rogativas e pensamentos elevados à Esfera Superior, na expectativa com que se congregam os companheiros encarna¬dos, na procura de reconforto.
E respondendo, movimentam-se falanges de servidores, fraternos e amigos, estimulando as obras do bem para a alegria de todos.
São ensinamentos novos que se derramam.
Informações iluminativas que descerram sendas edificantes.
Bálsamos para chagas abertas.
Remédios para enfermidades diversas.
Auxílios que se estendem à vida mental coletiva.
Bênçãos de consolação que refazem a esperança.
Socorro espiritual às dores comuns. Amparo indistinto por resposta abençoada do Céu às perguntas aflitivas da Terra.
Não nos esqueçamos, porém, de que o movimento é de intercâmbio. Se o homem recebe o concurso dos Espíritos Benfeitores, é natural que os Espíritos Benfeitores algo esperem igualmente do homem.
Nada existe sem permuta ou sem resultado.
O lavrador planta as sementes e re¬colherá os frutos.
O lapidário auxilia a pedra, que lhe retribui, mais tarde, com a sua beleza e. brilho.
O idealista sofre a tortura do sonho, para contemplar, algum dia, o prêmio da realização.
E nós, que tanto temos recebido de Jesus, que oferecemos em troca?
Que cedemos de nós mesmos, em honra do amor, pelos benefícios com que o Senhor nos ampara e levanta?
Não alimentemos qualquer dúvida.
A mensagem divina pede a resposta humana.
O anjo cede.
O homem pode contribuir.
No grande campo da sementeira evangélica que a Doutrina Espírita nos descortina, há muitos recursos do Alto, disseminando consolações e conhecimentos no mundo. Todavia, não olvidemos que há muito trabalho à nossa espera.
Não nos esqueçamos.
O apostolado da redenção é da Espiritualidade Superior; mas é também formado de serviço, fraternidade e colaboração na Terra.
O progresso universal, em todos os tempos, é obra de intercâmbio.


Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Varonilmente - Emmanuel

“Vigiai, estai firmes na fé, portai-vos varonilmente, sede fortes.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 16:13.)

Vigiai na luta comum.
Permanecei firmes na fé, ante a tempestade.
Portai-vos varonilmente em todos os lances difíceis.
Sede fortes na dor, para guardar-lhe a lição de luz.
Reveste-se o conselho de Paulo aos Coríntios, ainda hoje, de surpreendente oportunidade.
Para conquistarmos os valores substanciais da redenção, é imprescindível conservar a fortaleza de ânimo de quem confia no Senhor e em si mesmo.
Não vale a chuva de lágrimas despropositadas, ante a falta cometida.
Arrependermo-nos de qualquer gesto maligno é dever, mas pranteá-lo indefinidamente é roubar tempo ao serviço de retificação.
Certo, o mal deliberado é um crime, todavia, o erro impensado é ensinamento valioso, sempre que o homem se inclina aos desígnios do Senhor.
Sem resistência moral, no turbilhão de conflitos purificadores, o coração mais nobre se despedaça.
Não nos cabe, portanto, repousar no serviço de elevação.
É natural que venhamos a tropeçar muitas vezes.
É compreensível que nos firamos freqüentemente nos espinhos da senda.
Lastimável, contudo, será a nossa situação toda vez que exigirmos rede macia de consolações indébitas, interrompendo a marcha para o Alto.
O cristão não é aprendiz de repouso falso. Discípulo de um Mestre que serviu sem acepção de pessoas até à cruz, compete-lhe trabalhar na sementeira e na seara do Infinito Bem, vigiando, ajudando e agindo varonilmente.

Obra: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Você Pode e Deve - Marco Prisco

“... Tudo é possível ao que crê.” (Marcos – 9:23)

Você desejaria ser um pomar. Ante a dificuldade de consegui-lo, torne-se uma árvore frondosa e acolhedora, florida e frutescente.
*
Você gostaria de ser uma fonte refrescante. Não o logrando, transforme-se num vaso de água fria e aplaque sede de alguém.
*
Você anelaria ser a montanha altaneira a apresentar horizontes infinitos ao homem que a conquistasse. Diante da impossibilidade, seja um degrau humilde para a ascensão de quem ambiciona a glória estelar.
*
Você pretendia possuir um Sol emboscado no coração, a fim de clarear os viandantes da noite. Em face do impedimento, acenda uma lâmpada de esperança no caminho de um desalentado.
*
Você programa um jardim de bênçãos para o enriquecimento da paisagem dos homens. Não o conseguindo, converta-se numa flor abençoando, erecta e perfumosa, o chavascal dos desesperados.
*
Você ambicionava as gemas preciosas da madre da Terra, a fim de diminuir a dor e a miséria dos caminhos da aflição. Não as possuindo, distenda a palavra de renovação como pérola de inimaginável valor, soerguendo quem se recusa a levantar para prosseguir na luta.
*
Você pensava em escrever poemas de engrandecimento à vida, enriquecendo as mentes e os corações com painéis de luz e sabedoria. Impedido de fazê-lo por lhe faltarem os requisitos essenciais, redija uma carta singela com expressões de amor, a quem se encontra na curva da queda e perdeu a confiança na afeição dos outros.
*
Você esperava a melhoria das criaturas e do mundo. Decepcionado por não haver lobrigado alcançar essa difícil meta, erija no altar dos sentimentos um santuário à fraternidade e ao dever superior.
*
Não desista do bem, não desfaleça no bem, não duvide da vitória do bem.
Insculpa-o no imo da vida e seja uma expressão do bem em triunfo, convertido, embora, num “grão de mostarda” que, todavia, produzirá estímulos vigorosos para o bem de todos.

De “Momentos de Decisão”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Marco Prisco

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Joanna de Ângelis - Aceitar as Pessoas

Aceita as pessoas, conforme estas se te apresentam.

Este homem prepotente que te desagrada, está enfermo, e talvez não o saiba.

Esse companheiro recalcitrante é infeliz em si mesmo.

Aquele conhecido exigente sofre dos nervos Uns, que parecem orgulhosos, são apenas portadores de conflitos que procuram ocultar.

Outros, que se apresentam indiferentes, experimentam medos terríveis.

A Terra é um grande hospital de almas.

Quem te veja, apenas, superficialmente, não te verá, como analisaste, com acerto.

Concede a liberdade para que cada um seja conforme é e não como pretendes que sejam.

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco
Livro: Vida Feliz

Oração por Auxílio - Emmanuel

Auxilia-nos para o bem que nos destinas, mas também para extinguir o mal que ainda carregamos.

Auxilia-nos não só a crer, mas também a realizarmos o melhor.

Auxilia-nos a praticar aceitação, mas também a exercermos o discernimento.

Auxilia-nos a usar a paciência, mas também a livrar-nos da inércia.

Auxilia-nos a trabalhar, mas também a servirmos sem reclamação.

Auxilia-nos a estender o amor que nos ensinaste, mas também a cultivar o amor, sem criarmos problemas para ninguém.

De “Joia”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Consegues Ir?

Vinde a mim… - Jesus. (Mateus, 11 :28.)

O crente escuta o apelo do Mestre, anotando abençoadas consolações. O doutrinador repete-o para comunicar vibrações de conforto espiritual aos ouvintes.
Todos ouvem as palavras do Cristo, as quais insistem para que a mente inquieta e o coração atormentado lhe procurem o regaço refrigerante…
Contudo, se é fácil ouvir e repetir o “vinde a mim” do Senhor, quão difícil é “ir para Ele!”
Aqui, as palavras do Mestre se derramam por vitalizante bálsamo, entretanto, os laços da conveniência imediatista são demasiado fortes; além, assinala-se o convite divino, entre promessas de renovação para a jornada redentora, todavia, o cárcere do desânimo isola o espírito, através de grades resistentes; acolá, o chamamento do Alto ameniza as penas da alma desiludida, mas é quase impraticável a libertação dos impedimentos constituídos por pessoas e coisas, situações e interesses individuais, aparentemente inadiáveis.
Jesus, o nosso Salvador, estende-nos os braços amoráveis e compassivos. Com ele, a vida enriquecer-se-á de valores imperecíveis e à sombra dos seus ensinamentos celestes seguiremos, pelo trabalho santificante, na direção da Pátria Universal…
Todos os crentes registram-lhe o apelo consolador, mas raros se revelam suficientemente valorosos na fé para lhe buscarem a companhia. Em suma, é muito doce escutar o “vinde a mim”…
Entretanto, para falar com verdade, já consegues ir?

Obra: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Entra e Coopera - Emmanuel

“E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? Respondeu-lhe o Senhor: — Levanta-te e entra na cidade e lá te será dito o que te convém fazer.” — (Atos, capítulo 9, versículo 6.)

Esta particularidade dos Atos dos Apóstolos reveste-se de grande beleza para os que desejam compreensão do serviço com o Cristo.
Se o Mestre aparecera ao rabino apaixonado de Jerusalém, no esplendor da luz divina e imortal, se lhe dirigira palavras diretas e inolvidáveis ao coração, por que não terminou o esclarecimento, recomendando-lhe, ao invés disso, entrar em Damasco, a fim de ouvir o que lhe convinha saber? É que a lei da cooperação entre os homens é o grande e generoso princípio, através do qual Jesus segue, de perto, a Humanidade inteira, pelos canais da inspiração.
O Mestre ensina os discípulos e consola-os através deles próprios. Quanto mais o aprendiz lhe alcança a esfera de influenciação, mais habilitado estará para constituir-se em seu instrumento fiel e justo.
Paulo de Tarso contemplou o Cristo ressuscitado, em sua grandeza imperecível, mas foi obrigado a socorrer-se de Ananias para iniciar a tarefa redentora que lhe cabia junto dos homens.
Essa lição deveria ser bem aproveitada pelos companheiros que esperam ansiosamente a morte do corpo, suplicando transferência para os mundos superiores, tão-somente por haverem ouvido maravilhosas descrições dos mensageiros divinos. Meditando o ensinamento, perguntem a si próprios o que fariam nas esferas mais altas, se ainda não se apropriaram dos valores educativos que a Terra lhes pode oferecer. Mais razoável, pois, se levantem do passado e penetrem a luta edificante de cada dia, na Terra, porquanto, no trabalho sincero da cooperação fraternal, receberão de Jesus o esclarecimento acerca do que lhes convém fazer.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Caminho, Verdade e Vida
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