domingo, 29 de novembro de 2015

Joanna de Ângelis - A Reforma Íntima!

Quanto puderes, posterga a prática do mal até o momento que possas vencer essa força doentia que te empurra para o abismo.
Provocado pela perversidade, que campeia a solta, age em silêncio, mediante a oração que te resguarda na tranquilidade.
Espicaçado pelos desejos inferiores, que grassam, estimulados pela onde crescente do erotismo e da vulgaridade, gasta as tuas energias excedentes na atividade fraternal.
Empurrado para o campeonato da competição, na área da violência, estuga o passo e reflexiona, assumindo a postura da resistência passiva.
Desconsiderado nos anseios nobres do teu sentimento, cultiva a paciência e aguarda a bênção do tempo que tudo vence.
Acoimado pela injustiça ou sitiado pela calúnia, prossegue no compromisso abraçado, sem desânimo, confiando no valor do bem.
Aturdido pela compulsão do desforço cruel, considera o teu agressor como infeliz amigo que se compraz na perturbação.
Desestimulado no lar, e sensibilizado por outros afetos, renova a paisagem familiar e tenta salvar a construção moral doméstica abalada.
É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores. Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, a requeimarem por dentro, passados os primeiros momentos.
Ninguém foge aos desafios da vida, que são técnicas de avaliação moral para os candidatos à felicidade.
O homem revela sabedoria e prudência, no momento do exame, quando está convidado à demonstração das conquistas realizadas.
Parentes difíceis, amigos ingratos, companheiros inescrupulosos, co-idealistas insensíveis, conhecidos descuidados, não são acontecimentos fortuitos, no teu episódio reencarnacionista.
Cada um se movimenta, no mundo, no campo onde as possibilidades melhores estão colocadas para o seu crescimento. Nem sempre se recebe o que se merece. Antes, são propiciados os recursos para mais amplas e graves conquistas, que darão resultados mais valiosos.
Assim, aprende a controlar as tuas más inclinações e adia o teu momento infeliz.
Lograrás vencer a violência interior que te propele para o mal, se perseverares na luta.
Sempre que surja oportunidade, faze o bem, por mais insignificante que te pareça. Gera o momento de ser útil e aproveita-o.
Não aguardes pelas realizações retumbantes, nem te detenhas esperando as horas de glorificação.
Para quem está honestamente interessado na reforma íntima, cada instante lhe faculta conquistas que investe no futuro, lapidando-se e melhorando-se sem cansaço.
Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício.
Toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.
Trabalha-te interiormente, vencendo limite e obstáculo, não considerando os terrenos vencidos, porém, fitando as paisagens ainda a percorrer.
A tua reforma íntima te concederá a paz por que anelas e a felicidade que desejas.


Da obra Vigilância- Joanna de Ângelis / Psicografia de Divaldo Pereira Franco

O Mestre Dialóga


As ansiedades permaneciam nos corações após os comentários do Mestre.
Um estudante da Verdade, ainda emocionado o inqueriu com respeito:
— Como poderei conceber a pureza de tal forma que reflita a luz divina em meu coração? Vivendo em um planeta sombrio e de dificuldades, onde predomina o mal com o seu séquito de misérias, isto será possível?
O Amigo relanceou o olhar em volta, e notando o desejo de aprender que a indagação despertara em todos, respondeu:
“— O carvão é negro e de aspecto desagradável. A luz solar que o fere, nele não se reflete, embora o penetre. Silenciosamente, no entanto, ele se vai transformando, mudando a constituição até que se converte em um diamante estelar que se deixa atravessar pelo raio luminoso em todas as direções e o devolve iridescente num incêndio fulgurante.
O homem é o Espírito que no seu corpo habita. Lentamente, etapa a etapa reencarnacionista, abandona o limo da terra e se purifica, logrando a transparência para a captação e irradiação do divino pensamento.”
— E a santificação — indagou outro aprendiz interessado — como consegui-la, se a cada instante se cai e o desânimo toma posse da intenção superior?
“— O santo — esclareceu o Sábio — é o combatente que cresceu no solo do erro, libertando-se da escravidão do vício, sem nunca permitir-se desanimar. Quem erra e cai, mas não se dá por vencido, avançando sempre, embora devagar, conquista-se e alcança a vitória total.
Toda marcha resulta dos incontáveis passos que são dados. Ninguém pretenda as alturas sem o esforço da ascensão paulatina.”
— E o paraíso — indagou, ansiosa, uma observadora — é um lugar especial ou não passa de quimera?
“— O paraíso — aclarou o Guru, sem enfado — começa na consciência tranquila, cujos atos estão de acordo com o pensamento reto. Ensejando paz interior irradia-se como bênção e conduz o triunfador a regiões espirituais, nas quais a felicidade é total, e a mente gera, para sua própria sublimação, tudo quanto deseja. Ali não há sombra, nem morte, nem sofrimento, nem ansiedade; só harmonia.”
— Como explicar — adiu, respeitável ancião — a vitória dos maus e o fracasso dos bons, as dores que sofrem os justos e os júbilos que fruem os impiedosos?
O Educador compreendeu a extensão da mágoa que feria o interrogante e explicou, bondosamente:
“Não há efeito sem causa. O homem, nobre e justo de hoje, é o criminoso arrependido de ontem que se recupera. Enquanto o frívolo e pervertido de agora, é o semeador do seu amanhã. A roda das encarnações sempre traz de volta o infrator ao campo da reabilitação, da mesma forma que o faz com o justo que se liberta das suas injunções.”
Um grande silêncio pairou em derredor e a noite desceu sem preâmbulos sobre a multidão.

De “A um passo da imortalidade”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Eros

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Emmanuel - Realidade e Suposição

Quando te sintas em dificuldade no relacionamento com os outros, observa que, muitas vezes, esses mesmos outros suportam problemas e percalços muito maiores do que os nossos.
Semelhante exercício te renovará os pensamentos e a compaixão te surgirá no íntimo, obstando-te a queda em pessimismo e revolta.
Se possuísses um engenho capaz de radiografar os sentimentos alheios, reconhecerias, de pronto, o contraste entre a suposição e a realidade.
Aquele chefe, supostamente arbitrário, guarda consigo a mente esfogueada de inquietações pelo próprio serviço de que recebes os recursos que se te fazem necessários à vida.
Provavelmente o amigo que não te notou a presença carrega as próprias ideias e emoções concentradas num filhinho doente.
A senhora que tantos julgavam excessivamente enfeitada, assim se preparou diversos dias a fim de solicitar emprego a determinadas autoridades para o esposo recém-demitido da organização em que trabalhava.
O rapaz que passou, conduzindo o carro em alta velocidade, é portador de um cérebro enfermiço.
O artista que se negou a colaborar contigo na realização das boas obras em que te empenhas, estará sob o peso de terrível estafa.
A ninguém julguemos precipitadamente.
Procuremos o melhor de cada situação e de cada criatura, de modo a seguirmos para diante com o melhor a fazer, esquecendo o desnecessário.
Em muitos lances de marcha na direção de Deus erramos, a fim de aprender com segurança, ou caímos, de modo a levantar-nos para conquistar o equilíbrio seguro.
Ninguém segue sem o apoio de alguém nos caminhos da vida.
Em vista disso, compadeçamo-nos dos outros para que os outros se compadeçam de nós.

De “O Essencial”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Fé Inoperante - Emmanuel

“Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.” – (Tiago, 2:17.)

A fé inoperante é problema credor da melhor atenção, em todos os tempos, a fim de que os discípulos do Evangelho compreendam, com clareza, que o ideal mais nobre, sem trabalho que o materialize, a benefício de todos, será sempre uma soberba paisagem improdutiva.
Que diremos de um motor precioso do qual ninguém se utiliza? de uma fonte que não se movimente para fertilizar o campo? de uma luz que não se irradie?
Confiaremos com segurança em determinada semente, todavia, se não a plantamos, em que redundará nossa expectativa, senão em simples inutilidade? Sustentaremos absoluta esperança nas obras que a tora de madeira nos fornecerá, mas se não nos dispomos a usar o serrote e a plaina, certo a matéria-prima repousará, indefinidamente, a caminho da desintegração.
A crença religiosa é o meio.
O apostolado é o fim.
A celeste confiança ilumina a inteligência para que a ação benéfica se estenda, improvisando, por toda parte, bênçãos de paz e alegria, engrandecimento e sublimação.
Quem puder receber uma gota de revelação espiritual, no imo do ser, demonstrando o amadurecimento preciso para a vida superior, procure, de imediato, o posto de serviço que lhe compete, em favor do progresso comum.
A fé, na essência, é aquele embrião de mostarda do ensinamento de Jesus que, em pleno crescimento, através da elevação pelo trabalho incessante, se converte no Reino Divino, onde a alma do crente passa a viver.
Guardar, pois, o êxtase religioso no coração! sem qualquer atividade nas obras de desenvolvimento da sabedoria e do amor, consubstanciados no serviço da caridade e da educação, será conservar na terra viva do sentimento um ídolo morto, sepultado entre as flores inúteis das promessas brilhantes.

Obra: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Joanna de Ângelis - Paradoxos

Anotas os avanços tecnológicos e as injustiças sociais em que se debate a sociedade.
Vês as relevantes aquisições da mente e a beligerância dos homens e das nações.
Falas sobre os paradoxos, os contrastes , e tens a impressão de que o bem não se implantará tão cedo nos corações.
Concluis que é mais fácil debandar do que servir, cair do que soerguer.
Não duvides da excelência da verdade nem do seu domínio no mundo do amanhã.
Um jato de luz absorve a treva...
Uma fagulha ateia um fogaréu...
Uma semente reverdesce o solo...
Um gesto de amor altera a agressividade...
O poder do bem produz um contágio superior, que consome as infecções problemáticas das injunções morais vis.
Quando, porém, a razão não lograr mudar a atitude do homem perante a vida, ou o amor não o sensibilizar, paradoxalmente, a dor irá detê-lo, chamá-lo à razão, despertar-lhe o amor, atraí-lo à paz.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Rumos Libertadores (extrato) - Ed. Alvorada

Desperdícios - Joanna de Ângelis

Há muito desperdício no mundo, fomentando larga faixa de miséria entre os homens.
O que abunda em tua mesa falta em muitos lares.
O excesso nas tuas mãos é escassez em inúmeras famílias.
O que te sobra e atiras fora, produz ausência em outros lugares.
O desperdício é fator expressivo de ruína na comunidade.
O homem, desejando fugir das realidades transcendentes da vida, afoga-se na fantasia, engendrando as “indústrias da inutilidade, abarrotando-se com os acúmulos, padecendo sob o peso constritor da irresponsabilidade, em que sucumbe por fim.
A vida é simples nas suas exigências quase ascetas.
Muitos cristãos distraídos, porém, ataviam-se, complicam os deveres, sobrecarregam-se do dispensável, desperdiçam valores, tempo e oportunidade edificante para o próprio burilamento.
*
Desperdiçam palavras, amontoando-as em verbalismo inútil a fim de esconderem as verdades;
desperdiçam tempo em repousos e férias demorados, que anestesiam os centros combativos da ação da alma encarnada;
desperdiçam alimentos em banquetes, recepções, festas extravagantes com que disputam vaidades;
desperdiçam medicamentos em prateleiras empoeiradas, aguardando, no lar, doenças que não chegarão, ou, em se apresentando, encontram-nos ultrapassados;
desperdiçam trajes e agasalhos em armários fechados, que não voltarão a usar;
desperdiçam moedas irrecuperáveis em jogos e abusos de todo gênero, sem qualquer recato ou zelo;
desperdiçam a saúde nas volúpias do desejo e nas inquietações da posse com sofreguidão;
desperdiçam a inteligência, a beleza, a cultura, a arte nos espetáculos do absurdo e da incoerência, a fim de fazerem a viagem da recuperação do que estragaram, em alucinada correria para lugar nenhum...
Não se recupera a malbaratada oportunidade.
Ninguém volta ao passado, na busca de refazê-lo, encaminhá-lo noutro rumo.
O desperdício alucina o extravagante e exaure o necessitado que se lhe faz vítima.
Há, sim, muito e incompreensível desperdício na Terra.
*
Reparte a tua fartura com a escassez do teu próximo.
Divide os teus recursos, tuas conquistas e vê-los-ás multiplicados em mil mãos que se erguerão louvando e abençoando as tuas generosas mãos.
Passarás pelo mundo queiras ou não. Os teus feitos ficarão aguardando o teu retorno.
Como semeares, assim recolherás.
O que desperdiçares hoje, faltar-te-á amanhã, não o duvides.
Sê pródigo sem ser perdulário, generoso sem ser desperdiçador e o que conseguires será crédito ou débito na contabilidade da tua vida perene.

De “Leis Morais da Vida”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Joanna de Ângelis - Considerando a Coragem

Dos escombros dos teus ideais arruinados, funde a couraça da coragem e veste-a, a fim de prosseguires na luta.
O cristão não deve desanimar jamais, buscando apoio na coragem, que não se pode confundir com impetuosidade nem presunção.
A calma diante do infortúnio, a resignação perante o insucesso, a confiança à hora do testemunho são expressões de coragem.
Coragem é o ânimo robusto que a certeza de êxito oferece à criatura em suas realizações.
Gandhi, na sua luta de amor pelos direitos de seus irmãos à liberdade, é exemplo de coragem.
Francisco de Assis, amando o Cristo, teve a coragem de renunciar às comodidades e legou-nos um dos mais notáveis exemplos de amor.
Abandonado e traído, negado e no desprezo de quase todos os amigos, Jesus teve a coragem de perdoar-nos e prosseguir amando-nos até hoje, sem cogitar de nossas imperfeições.
Tem coragem de reconhecer tua deficiência, levanta do erro e prossegue em tua tarefa, por menor que te pareça, e alcançarás a paz.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Otimismo - Ed. Leal

Sombra - Emmanuel


Não é o ouro que avilta.
É a sombra do egoísmo em forma de avareza.
Não é a propriedade que encarcera.
É a sombra do egoísmo em forma de ambição.
Não é o poder que perturba.
É a sombra do egoísmo em forma de tirania.
Não é a afeição que degrada.
É a sombra do egoísmo em forma de violência.
Não é a autoridade que envilece.
É a forma de egoísmo em forma de opressão.
Não é o ponto de vista que isola.
É a sombra do egoísmo em forma de intolerância.
Não é o descanso que prejudica.
É a sombra do egoísmo em forma de ociosidade.
Não é a despesa que arruína.
É a sombra do egoísmo em forma de excesso.
Lícita é a lei do uso, em todas as províncias da vida, mas,
em todas as províncias da vida, a lei do uso pede simplicidade e
ponderação.
A árvore que produz milhares de frutos absorve da gleba
tão-somente o indispensável à própria existência.
O rio, que fecunda o solo, transpondo léguas e léguas para
atingir o oceano, satisfaz-se com a faixa de terra em que se lhe
demarca o leito preciso.
Na sustentação da própria felicidade, aprendamos a tomar do
mundo apenas o necessário à paz da consciência tranquila, no
cumprimento exato o dever que as circunstâncias nos assinalam,
porque, se o amor desinteressado é a luz de Deus a envolver-nos,
em toda a parte, o egoísmo, seja onde for, é a sombra de nosso
espírito endividado, enquistando-nos alma e sonho na carapaça do “eu”.

Emmanuel
De “Passos da Vida”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos

domingo, 22 de novembro de 2015

Antes, Porém...

Você pede melhoras de saúde.
Antes, porém, socorra o enfermo em condições mais graves.
Você pede em favor do seu filho.
Antes, porém, proteja a criança alheia em necessidade maior.
Você pede providência determinada.
Antes, porém, alivie a preocupação de outra pessoa, em prova mais contundente que a sua.
Você pede concurso fraterno contra a obsessão que o persegue.
Antes, porém, estenda as mãos ao obsidiado que sofre sem os recursos de que você já dispõe.
Você pede perdão pela falta cometida.
Antes, porém, desculpe incondicionalmente aqueles que lhe feriram o coração.
Você pede apoio à existência.
Antes, porém, seja consolo e refúgio para o irmão que chora em seu caminho.
Você pede felicidade.
Antes, porém, semeie nalgum gesto simples de amor a alegria do próximo.
Você pede solução a esse ou aquele problema.
Antes, porém, busque suprimir essa ou aquela pequenina dificuldade dos semelhantes.
Você pede cooperação.
Antes, porém, colabore a benefício dos que suam e gemem na retaguarda.
Você pede a assistência dos bons espíritos.
Antes, porém, seja você mesmo um espírito bom, ajudando aos outros.
Toda solicitação assemelha-se, de algum modo, à ordem de pagamento, que, para ser atendida, reclama crédito.
A casa não se equilibra sem alicerce.
Uma fonte ampara outra.
Se queremos auxílio, aprendamos a auxiliar.

André Luiz
De “Ideal Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

Joanna de Ângelis - Livre-Arbítrio e Caridade

Nunca será demasiado entretecer-se considerações sobre a caridade.
A caridade é sempre luz que abençoa aqueles que jornadeiam na aflição. Mesmo quando
não é vista, à semelhança dos raios solares, quando o Astro Rei está ausente, beneficia,
penetrando as vidas e renovando-as.
Assim, a caridade, seja no seu aspecto material ou moral, reflete o amor de Deus que alcança
as almas, socorrendo-as.
Quando a caridade material não se faz necessária, jamais será secundária aquela de natureza
moral, porquanto vital o ar, penetra e sustenta a vida.

São caridades morais:
O Sorriso de afabilidade ao atormentado que perdeu a esperança;
A palavra de estímulo quando todos os outros recursos ficaram baldos de resultados;
O gesto de simpatia ante a circunstância aziaga e infeliz;
A compreensão fraterna, face à ofensa e à maldade;
A oração intercessória, em favor do adversário em sofrimento;
O apoio emocional no momento áspero da desgraça.
O perdão da ofensa e a dedicação ao tombado;
A gentileza de um socorro espiritual...

Quem pode, por acaso, no transe da dor, dispensar qualquer uma destas concessões? Qual a pessoa que se sinta
tão completa que dispense um amigo ou uma palavra de reconforto?
A caridade é luz que deve ser considerada como benção de Deus nas estradas do mundo.
Praticá-la ou não é opção de cada indivíduo. Aquele que a utiliza, favorece o crescimento da luz que se esparze;
quem se nega a realizá-la, faculta a ampliação da sombra que predomina.
O livre-arbítrio e a caridade constituem alavancas para o progresso do homem na direção da sua meta
final, que é a felicidade.
Jesus, todo amor por excelência, em instante algum deixou de esparzi-la, iluminando as vidas que, desde então,
jamais perderam a diretriz.
Caridade, portanto, hoje e sempre.

Obra: No Rumo da Felicidade - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

sábado, 21 de novembro de 2015

Orientação e Vida - Emmanuel

Muitos companheiros solicitam orientação do Céu para a vitória nas lutas da Terra, mas, em verdade, não necessitamos tanto de novos roteiros esclarecedores e sim de ação mais intensiva na construção do bem.
*
O caminho é o mundo... Mundo-escola e mundo oficina, em que valiosas oportunidades felicitam a alma, interessada na própria sublimação.
Não nos detenhamos na expectativa dos que adoram o Senhor, sem qualquer esforço para servi-Lo. Ele próprio legou-nos com a Boa Nova, o mapa luminoso para a romagem da Terra.
*
Libertemos a claridade que jaz enclausurada em nossos corações e avancemos.
*
Há espinhos, reclamando o trabalho eficiente de extinção.
Feridas que pedem bálsamo.
Aflições que mendigam paz.
Pedras à espera de braços amigos que as removam.
*
Há mentes encarceradas na sombra, rogando o concurso iluminativo.
*
Há crianças abandonadas, implorando socorro para consolidar as bases em que recomeçam a vida.
*
Quem estiver procurando a inspiração dos Anjos, não se esqueça dos lugares de provação, onde os Anjos colaboram com o Céu, diminuindo o sofrimento e a ignorância na Terra.
*
Agir no bem é buscar a simpatia dos Espíritos Sábios e Benevolentes, encontrando-a.
*
Se Jesus não parou em contemplação inoperante, transitando no serviço ao próximo, da Manjedoura até a Cruz, ninguém aguarde a visitação dos Mensageiros Divinos, paralisando as mãos na esperança sem trabalho e na fé sem obras.
*
A espiritualização é problema de boa vontade e concurso fraterno, porque somente buscando trazer o Céu ao mundo, pela nossa aplicação justa ao bem, é que descobriremos a estrada verdadeira que nos conduzirá efetivamente ao Céu.
*
Em todos os episódios que te pareçam contrários, guarda serenidade e paciência, porquanto dia virá no qual reconhecerás que todos os obstáculos que te impediram o acesso ao que mais desejavas e não tiveste, foram bênçãos de Deus para que hoje usufruas as vantagens que tens.


De “Joia”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Emmanuel - O Meirinho Celeste

Reconcilia-te com o adversário, enquanto te encontras a caminho com ele, para que não aconteça venha a ser o seu caso entregue ao oficial de justiça.
A lição evangélica surge repleta de oportunidade para a nossa vida, em todo tempo e em toda parte.
Não olvides que o amor é a glória do Céu, brilhando, porém, sobre o pedestal da justiça na Terra.
Assim sendo, não te despreocupes da harmonia na própria consciência, se procuras realmente a verdadeira felicidade.
Recorda que todos somos usufrutuários da riqueza divina e que, no fundo, não possuímos senão a nossa própria alma, com a obrigação de engrandecê-la para o glorioso concerto da perfeição.
Em verdade, hoje, enquanto o Senhor te permite a graça da saúde física e do equilíbrio econômico no mundo, podes alardear a pretensa superioridade de quem se julga dono ou senhor, mas amanhã o meirinho do tribunal celeste pode convocar-te ao reajuste, constrangendo-te à necessária renovação.
Aqui, chama-se de Enfermidade; além, classifica-se por Desencanto...
Agora é a visitação do obstáculo, depois é a intromissão da Morte...
Além é o fel da Desilusão, mais além é o gelo da Velhice...
Não olvides que o Senhor pode reformar todos os aspectos de nossa vida dum momento para outro.
Aquilo que hoje o céu azul para os nossos olhos, provavelmente será escura tempestade na noite próxima...
Não te prendas à teia envenenada do ódio, da inveja, da revolta, da antipatia...
Todos somos indispensáveis uns aos outros e, por isso mesmo, a Lei do Infinito Amor é o clima que nos aguarda no imenso e santificado futuro.
Ajuda a quem te desajuda e ampara a quem te não compreende, porque, quando teimamos em fugir à fraternidade, a Dor, sob mil máscaras diferentes, é o Meirinho do Céu, obrigando-nos a renovar a visão e a sublimar o espírito para a elevação redentora que nos cabe atingir.


De “Intervalos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Renascer e Remorrer

Usufruímos na Espiritualidade o continente sem limites de onde viemos; no Universo Físico, o mar sem praias em que navegamos de quando em quando, e, na Vida Eterna, o abismo sem fundo em que desfrutamos as magnificências divinas.
No trajeto multimilenário de nossas experiências, aprendemos, entre sucessivos transes de nascimento e desencarnação, a alegria de viver, descobrindo e reconhecendo a necessidade e a compensação do sofrimento, sempre forjado por nossas próprias faltas.
Já renascemos e remorremos milhões de vezes, contraindo e saldando obrigações, assinalando a excelsitude da Providência e o valor inapreciável da humildade, para saber, enfim, que toda revolta humana é absurda e impotente.
Se as lutas do burilamento moral não têm unidade de medida, a ação do amor é infinita na solução de todos os problemas e na medicação de todas as dores.
Tolera com paciência as inevitáveis, mas breves provas de agora, para que te rejubiles depois.
Nos compromissos espirituais, todos encontramos solvibilidade através do esforço próprio. Aproveitemos a bênção da dor na amortização dos débitos seculares que nos ferreteiam as almas, perseverando resignadamente no posto de sentinelas do bem, até que o Senhor mande render-nos com a transformação pela morte.
Sempre trazemos dívidas de lágrimas uns para com os outros. Vive, assim, em paz com todos, principalmente junto aos irmãos com os quais a tua vida se intercomunica a cada instante, legando, por testamento e fortuna, atos de amor e exemplos de fé, no fortalecimento dos espíritos de amigos e descendentes.
Se há facilidade para remorrer, há dificuldades para renascer. As portas dos cemitérios jamais se fecham; contudo, as portas da reencarnação só se abrem com a senha do mérito haurido nas edificações incessantes da caridade.
As dores iguais criam os ideais semelhantes. Auxiliemo-nos mutuamente.
O Evangelho – o livro luz da evolução – é o nosso apoio. Busquemos a Jesus, lembrando-nos de que o lamento maior, o desesperado clamor dos clamores, que poderia ter partido de seus lábios, na potência de mil ecos dolorosos, jamais chegou a existir.

Do livro: O Espírito da Verdade, Médium: Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Lins de Vasconcellos

Emmanuel - Cada Existência

Estudos e dissertações em torno da substância religiosa de “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec — 1ª. Parte, Cap. V, Item 4.

É como se retivesses milenárias esperanças, procurando explodir, e, por essa razão, sofres a impossibilidade transitória de alcançar o ideal a que te propões.
Queres realizar os melhores sonhos, aspiras ao estudo edificante do Universo, anseias atingir as culminâncias da Ciência e da Arte, atormentas-te pela aquisição da felicidade e choras pela integração da própria alma no amor supremo...
Entretanto, quase sempre tens ainda o coração preso à dívida, à feição do diamante engastado ao seixo.
Há problemas que solicitam toda uma existência de renúncia constante, para que o fio do destino se alimpe e desembarace.
À vista isso, não desertes da prova que te segrega, temporariamente, na grande tribulação.
O lar pejado de sacrifícios, a família consanguínea a configurar-se por forja ardente, a viuvez expressando exílio, a obrigação qual golilha atada ao pescoço, o compromisso em forma de algema e a moléstia semelhando espinho na própria carne constituem liquidações de longo prazo ou ajuste de contas a prestações, para que a liberdade nos felicite.
Resgata, pois, sem revolta, o próprio caminho.
Enquanto há inquietação na consciência, há resto a pagar.
Agradece, assim, as dificuldades e as dores que te rodeiam.
Cada existência, no plano físico, pode ser um passo adiante, que te projete na vanguarda de luz.
Misericórdia na Justiça Divina, consolações inefáveis, braços amigos, diretrizes renovadoras e auxílio constante não te faltam, em tempo algum; contudo, está em ti mesmo aceitar, adiar, reduzir, facilitar ou agravar o preço da tua libertação.

De “Justiça Divina”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

terça-feira, 17 de novembro de 2015

André Luiz

Quando

Quando compreendermos que vingança, ódio, desespero, inveja ou ciúme são doenças claramente ajustáveis á patologia da mente, requisitando amor e não o revide...

Quando interpretarmos nossos irmãos delinquentes por enfermos da alma, solicitando segregação para tratamento e reeducação e não censura ou castigo...

Quando observarmos na caridade simples dever...

Quando nos aceitarmos na condição de espíritos em evolução, ainda portadores de múltiplas deficiências e que, por isso mesmo, o erro do próximo poderia ser debitado á conta de nossas próprias fraquezas...

Quando percebermos que os nossos problemas e as nossas dores não são maiores que os de nossos vizinhos...

Quando nos certificarmos de que a fogueira do mal deve ser extinta na fonte permanente do bem...

Quando nos capacitarmos de que a prática incessante do serviço aos outros é o dissolvente infalível de todas as nossas mágoas...

Quando nos submetermos à lei do trabalho, dando de nós sem pensar em nós, no que tange a facilidades imediatas...

Quando abraçarmos a tarefa da paz, buscando apagar o incêndio da irritação ou da cólera com a bênção do socorro fraternal e abstendo-nos de usar o querosene da discórdia...

Quando, enfim, nos enlaçarmos, na experiência comum, na posição de filhos de Deus e irmãos autênticos uns dos outros, esquecendo as nossas faltas recíprocas e cooperando na oficina do auxílio mútuo, sem reclamações e sem queixas, a reconhecer que o mais forte é o apoio do mais fraco e que o mais culto é o amparo do companheiro menos culto, então, o egoísmo terá desaparecido da Terra, para que o Reino do Amor se estabeleça definitivo, em nossos corações.

De: Paz e Renovação - Francisco Cândido Xavier / André Luiz

Olhai os Lírios

“...Considerai como crescem os lírios do campo...” - Jesus (Mateus, 6:28)

“Olhai os lírios do campo...” — exortou-nos Jesus.
A lição nos adverte contra as inquietações improdutivas, sem compelir-nos à ociosidade.
-o-
Os lírios para se evidenciarem quais se revelam não se afligem e nem ceifam; no entanto, esforçam-se com paciência, desde a germinação, no próprio desenvolvimento, abstendo-se de agitações pela conquista de reservas desnecessárias com receio do futuro, por acreditarem instintivamente nos suprimentos da vida.
-o-
Não fiam nem tecem para se mostrarem na formosura que os caracteriza; todavia, não desdenham fazer o que podem, a fim de cooperar no enriquecimento do esforço humano.
-o-
Não se preocupam em ser gerânios ou cravos e sim aceitam-se na configuração e na essência de que se viram formados, segundo os princípios da espécie.
-o-
Não cogitam de criticar as outras plantas que lhes ocupam a vizinhança, deixando a cada uma o direito de serem elas mesmas, nas atividades que lhes dizem respeito à própria destinação.
-o-
Admitem calor e frio, vento e chuva, deles aproveitando aquilo que lhes possam doar de útil, sem se queixarem dos supostos excessos em que se exprimam.
-o-
Não indagam quanto à condição ou à posição daqueles a quem consigam prestar serviço, seja acrescentando beleza e perfume à Terra ou ornamentando festas e colaborando no interesse das criaturas em valor de mercado.
-o-
E, sobretudo, desabrocham e servem, no lugar em que foram situados pela Sabedoria Divina, através das forças da natureza, ainda mesmo quando tragam as raízes mergulhadas no pântano.
-o-

Evidentemente, nós, os espíritos humanos, não somos elementos do reino vegetal, mas podemos aprender com os lírios, serenidade e aceitação, paz e trabalho, com as responsabilidades e privilégios do discernimento e da razão que uma simples flor ainda não tem.

Emmanuel
De “Aulas da Vida”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Rosângela - O Renascer


Normalmente discutimos as questões referentes ao renascimento corporal, entrelaçando
esse ou aquele argumento, perpassando impressões e casos vários, probatórios, do
nosso conhecimento.
O renascimento do corpo, todavia, reclama o nosso esforço, no sentido de refazer a
própria romagem, utilizando-nos das felizes lições que a Doutrina do Consolador vem-nos
apresentando, há tanto tempo.
Renascer em nova indumentária fisiológica é reencarnar. Muito embora o peso que o termo
deixa transparecer para alguns, não resta dúvida de que, sendo lei divina, todos nela estamos
incursos. Os que creem na ação dessa lei quanto os que não a admitem, todos estamos
sujeitos ao seu comando.
O ressurgimento no corpo, concitando-nos à mudança de posicionamento ético em fase das
vivências que empreendemos, torna necessária a observação das recomendações ou dos
lembretes que nos chegam por meio da amostragem dos que estão lacrimosos, sofridos e
marcados por rudes expiações no mundo, junto a tantos que remoem amarguras de
aparência interminável.
Mas, ao lado disso, verificamos os que se gloriam no trabalho são e afanoso, contínuo e feliz,
na expansão das alegrias e da esperança, do amor e do bem, na trajetória dos seus dias.
Acompanhemos esses quadros, a fim de fazermos nossa própria escolha, uma vez que sabemos
que a colheita que se faz agora não passa do resultado da sementeira efetuada por nós mesmos,
em outra ocasião...
Ante a benção do renascimento em que você está matriculado, não desdenhe as experiências
que o alcançam, convocando-lhe ao serviço para o encontro com Jesus, nosso Senhor.
Trabalhe e aprimore-se. Aprimore-se e sirva. Sirva e passe, fazendo luz a sua volta, clareando a
sua reencarnação, renascendo também em espírito, assemelhando-se ao Criador pelo amor
que espalhe.

Obra: Rosângela - Raul Teixeira / Rosângela

Inconstantes

“Porque aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada
pelo vento e lançada de uma para outra parte.” (Tiago, 1:6)


Inegavelmente existe uma dúvida científica e filosófica no mundo que,
alojada em corações leais, constitui precioso estímulo à posse de grandes e elevadas
convicções; entretanto, Tiago refere-se aqui à inconstância do homem que,
procurando receber os benefícios divinos, na esfera das vantagens particularistas,
costuma perseguir variadas situações no terreno da pesquisa intelectual sem
qualquer propósito de confiar nos valores substanciais da vida.
Quem se preocupa em transpor diversas portas, em movimento simultâneo,
acaba sem atravessar porta alguma.
A leviandade prejudica as criaturas em todos os caminhos, mormente nas
posições de trabalho, nas enfermidades do corpo e nas relações afetivas.
Para que alguém ajuíze com acerto, com respeito a determinada
experiência, precisa enumerar quantos anos gastou dentro dela, vivendo-lhe
as características.
Necessitamos, acima de tudo, confiar sinceramente na Sabedoria e na
Bondade do Altíssimo, compreendendo que é indispensável perseverar com alguém
ou com alguma causa que nos ajude e edifique.
Os inconstantes permanecem figurados na onda do mar, absorvida pelo
vento e atirada de uma para outra parte.
Quando servires ou quando aguardares as bênçãos do Alto, não te deixes
conduzir pela inquietude doentia. O Pai dispõe de inumeráveis instrumentos para
administrar o bem e é sempre o mesmo Senhor Paternal, através de todos eles. A
dádiva chegará, mas depende de ti, da maneira de procederes na luta construtiva,
persistindo ou não na confiança, sem a qual o Divino Poder encontra obstáculos
naturais para exprimir-se em teu caminho.

De “Pão Nosso” - Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

domingo, 15 de novembro de 2015

Emmanuel - Infância


Muitos psicólogos modernos acreditam que as crianças devem ser entregues à inclinação espontânea, cabendo aos adultos o dever de auscultar-lhes a vocação, a fim de auxiliá-las a exprimir os próprios desejos.
Esquecem-se, no entanto, de que o trabalho e a reflexão vibram na base de todas as ações alusivas ao aprimoramento da natureza.
Se o cultivador aguarda valioso rendimento da planta, há que propiciar-lhe adubo e carinho.
Se o estatuário concebe a formação da obra prima, não prescinde do amor no trato da pedra.
Se o oleiro aspira a plasmar uma ideia no corpo da argila, necessita condicioná-la em fôrma conveniente.
Se o construtor espera segurança e beleza no edifício que lhe atende à supervisão, não pode afastar-se da disciplina, ante o plano traçado.
Toda obra revela a fisionomia espiritual de quem a executa.
Além disso, treinam-se potros para corridas, instruem-se muares para tração, exercitam-se pombos para correio e amestram-se cães para tarefas salvacionistas.
Como relegar a criança à vala da indiferença?
Do berço humano surgem muitos santos e heróis, para tarefas sublimes, no entanto, em maior proporção, aí respiram, na moldura de temporária inocência, almas comuns que suspiram por libertar-se da ignorância e da delinquência.
Instinto à solta na infância é passaporte para o desequilíbrio.
Menino em desgoverno — celerado em preparação.
Hoje, criança livre — amanhã problema laborioso.
Pequeninos refletem grandes.
Filhos imitam pais.
Os hábitos da madureza criam a moda espiritual para a juventude.
Esclareçamos nossos filhos no livro do exemplo nobre.
Nem freio que o mantenha na servidão, nem licença para que os arremesse ao charco da libertinagem.
Em verdade, a criança é o futuro.
Mas ninguém colherá futuro melhor, sem frutos de educação.


Emmanuel
De “Família”, de Francisco Cândido Xavier — Espíritos Diversos

Joanes - Sua Pequena Dádiva

Meu amigo, experimente acender uma lâmpada, por mais singela que seja, onde vija a escuridade e verá que, repentinamente, o ambiente se converterá num dia de claridade.
Quando puder, ponha sob a terra passiva uma semente de flor e, onde a devastação tomara conta, você formará jardins e pomares.
Busque colocar uma gota d’água onde impere a aridez e verá a terra revolvida, trabalhada, transformada, produzindo vida pela força da vitalidade saída de sua mão.
Quando estiver diante de algum coração sofredor, aquele que padece a decepção, a enfermidade, a perseguição, a orfandade, o abandono de qualquer teor, destile-lhe, no imo do ser, a sua mensagem fraterna, fale-lhe que a vida é um estuário de oportunidades belas que não se deve releixar. Insufle-lhe todas as lições que já aprendeu ao longo da sua trajetória, de um para outro momento, mas fale-lhe de Deus, do amor, da vida abençoada.
Acenda alegria nos corações lúgubres, desenvolva sensibilidade nas almas semi-endurecidas; afabilidade e atenção nas criaturas ásperas; as letras e a meditação na cabeça vazia e ponha a enxada nas mãos ociosas, e você verá, meu irmão, que dentro de muito pouco tempo, a Terra se converterá numa fulgurante Oficina do Bem, e o trabalho se transfará na ensancha de crescimento e de libertação para todos, a partir do gesto simples e da providência humilde que partiram de você.

Joanes
De “Nossas Riquezas Maiores”, de J. Raul Teixeira, diversos Espíritos

sábado, 14 de novembro de 2015

No Roteiro da Fé - Emmanuel

"Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome cada
dia a sua cruz e siga-me." Jesus - Lucas 9:23


O aviso do Senhor é insofismável.
"Siga-me" - diz o Mestre.
Entretanto, há muita gente a lamentar-se de fracassos e desilusões, em matéria de
fé, nas escolas do Cristianismo, por não Lhe acatarem o conselho.
Buscam Jesus, fazendo a idolatria em derredor de seus intermediários humanos e,
como toda criatura terrestre, os intermediários humanos do Evangelho não podem
substituir o Cristo, junto à sede das almas.
Aqui, é o padre católico, caridoso e sincero, contudo, incapaz de oferecer a
santidade perfeita.
Ali, é o pastor da Igreja Reformada, atento e nobre, mas inabilitado à demonstração
de todas as virtudes.
Acolá, é o médium espírita, abnegado e diligente, todavia distante da própria
sublimação.
Mais além, surgem doutrinadores e comentaristas, companheiros e parentes,
afeiçoados ao estudo e excelentes amigos, mas ainda longe da integração com o
Benfeitor Eterno.
E quase sempre aqueles que o acompanham, na suposição de buscarem o Cristo,
ante os mínimos erros a que se arrojam, por força da invigilância ou inexperiência,
retiram-se, apressados, do serviço espiritual, alegando desapontamento e amargura.
O convite do Senhor, no entanto, não deixa margem à dúvida.
Não desconhecia Jesus que todos nós, os Espíritos encarnados ou desencarnados
que suspiramos pela comunhão com Ele, somos portadores de cicatrizes e aflições,
dívidas e defeitos, muitas vezes escabrosos. Daí o recomendar-nos: - "Se alguém quer vir
após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me".
Se te dispõe, desse modo, a encontrar o Senhor para a edificação da tua felicidade,
renuncia com desassombro às bagatelas da estrada, suporta corajosamente as
consequências dos teus atos de ontem e de hoje e procura Jesus por Divino Modelo.
Não olvides que há muita diferença entre seguir o Cristo e seguir os cristãos.

De: Palavras de Vida Eterna
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

André Luiz, Emmanuel - Tarefas Mútuas


Porque se rogue na Terra auxílio aos Amigos Espirituais, não admitam estejam eles sem necessidade do teu concurso.
Os corações se entrelaçam e as vidas se tocam, à feição das estradas e das fontes que se identificam nos mesmos objetivos.
-o-
Aqui, alguém esmorece na provação abeirando-se do suicídio.
Nesse mesmo lugar, sentinelas invisíveis de abnegação te aguardam a presença e o apoio, para que inicies a obra socorrista com a frase humanitária e encorajadora que essas mesmas sentinelas saberão suplementar.
-o-
Ali, esse ou aquele obreiro da beneficência está prestes a cair em desânimo...
Benfeitores do Mais Além te esperam junto de semelhante trabalhador, de modo a que promovas ligeiro gesto de auxílio, capaz de transferi-lo das cinzas da tristeza para as fontes da esperança.
-o-
Mães agoniadas estão desfalecentes entre o desalento e a penúria...
Emissários do Bem contam contigo para alguma demonstração de fraternidade, junto delas, incumbindo-se de te manipular a colaboração em recursos providenciais para socorrê-las.
-o-
Crianças infelizes se aproximam da delinquência...
Mensageiro da Vida Superior, em derredor, te pedem amparo que transformarão em reconforto e assistência, em benefício dos pequeninos.
-o-
Amigos da Caridade, renteando com irmãos enfermos e necessitados em lares e hospitais, recintos de tratamento e instituições outras, te solicitam o socorro possível que se encarregam de converter em colaboração eficiente, no apoio a eles, qualquer que seja a migalha de proteção que lhes possa oferecer.
-o-
Amor é solidariedade.
Progresso é intercâmbio.
Auxilia e auxiliar-se-te-á.
Ilumina a estrada de alguém e estarás iluminando a ti mesmo.
Abençoa o próximo e teus caminhos se farão abençoados.
Ajuda-te sempre, especialmente ajudando aos outros, e o Céu te ajudará.

Emmanuel (Francisco Cândido Xavier)

De “Busca e Acharás”, de Francisco Cândido Xavier, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Emmanuel - Um Dia


Um dia, verás a ti mesmo em plano diferente.
Parecer-te-á, então, haver acordado de um sono profundo e, por isso mesmo, tudo te surpreenderá. Amigos que não vias, há muito tempo, se aproximarão de ti, estendendo-te as mãos. Perguntarás a vários deles: onde estavas que não mais te encontrei? Por que te distanciaste de mim? Todos te abraçarão, com a alegria a lhes fulgurar nos olhos, Fitarás as árvores carinhosamente podadas, formando corações que palpitarão de vida, plantas outras, mostrando as frondes entrelaçadas, lembrando mãos que se tocam afetuosamente. Respirarás profundamente, reconhecendo, assim, as qualidades nutrientes do no ambiente em que te virás...
Naquela festa de almas, porém, um homem de olhar manso desce de um torreão brilhante e caminha na direção dele.
Em vão, o recém-chegado tenta retirar dele os olhos magnetizados pelo amor que o desconhecido irradia. Ele caminha serenamente a fixá-lo com bondade, com a familiaridade de quem o conhecia.

- “Ah! – pensou o recém-vindo decerto que este amigo me conhece, de longo tempo”.

A custo, venceu a própria indecisão, e indagou do companheiro mais próximo:

- “Quem é este homem que está chegando até nós”?.

- “É o Mensageiro da Vida”.

Não houve tempo para outras inquirições.
Efetivamente, aquela simpática e estranha personagem lhe endereçou saudações fraternas e segurando-lhe a destra, qual se nela conseguisse ler todas as minudências da sua vida, não lhe perguntou pelo próprio nome, nada arguiu quanto à família a que pertencera ou à posição que exercera... Apenas pousou nele demoradamente os olhos azuis e perguntou-lhe:

-“Amigo, o que fizeste?”

De “A Semente de Mostarda” – Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

Questão de Consciência - Emmanuel

Guardemos a consciência tranquila.
A prática do bem ser-nos-á garantia de paz e a paz em nós se nos
fará fonte de permanente alegria.
A criatura de consciência culpada é semelhante à pessoa que
carrega uma carga superior às próprias forças, parecendo arrastar-se
entre o cansaço e a irritação.

De “Centelhas”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Emmanuel - Fé, Trabalho e Merecimento

A fé vitoriosa é aquela que procura no trabalho o merecimento indispensável à realização que pretende atingir.
Esperança ociosa é simples divagação.
Vejamos o ensinamento expressivo da Natureza, a fim de que não nos demoremos sob a neblina das fantasias e dos sonhos, retardando o próprio passo, indefinidamente, no vale escuro da indecisão.
A semente decerto guarda consigo o plano precioso da árvore veneranda que será um dia, mas, para isso, aceita a humilhação de si mesma na intimidade do solo, e, desde a própria germinação, não perde tempo em digressões descabidas, de vez que aproveita o sol e a chuva, o orvalho e o vento para crescer, florir e frutificar, sem repouso.
A fonte, sem dúvida, conserva em seu nascedouro projeto sublime de arrojar-se à excelcitude do oceano, entretanto, para equacionar semelhante problema, não se imobiliza no viciado espelho do charco. Avança, humilde e resignada, beneficiando montes e planícies, plantas e animais, aderindo aos ribeiros e aos rios,, em cujo seio abençoado e fecundo atinge a serenidade gloriosa do mar imenso.
Tudo, na vida universal, é harmonia que decorre do trabalho vivido, em sua mais elevada expressão.
Todos os seres irmanam-se, uns aos outros, no plano gigantesco a perfeição que nos escapa, por agora, em sua visão magnificente de conjunto, e, para escalarmos os domínios da felicidade e da luz, é imprescindível atender à função que nos compete, no mecanismo da existência.
Se procuras, assim, entesourar a fé, não acredites possas fazê-lo, namorando altares de pedra ou cultivando exclusivismo que será sempre adoração a nós mesmos nas linhas congeladas do menor esforço.
Busquemos o lugar de serviço que o mundo nos reserva.
Esqueçamos conveniências pessoais e apelos inferiores que nos competem a viver entre os tóxicos letais do tempo perdido.
Lembremo-nos de que a vela acesa dentro da noite é infinitamente mais valiosa que o lustre de ouro e diamantes, lamentavelmente apagado.
Trabalhemos hoje para merecer amanhã.
E, nesse programa de crescimento espiritual para a eternidade, a fé viva será luz do Senhor brilhando no templo de nossa alma, valendo-se do divino combustível de nosso próprio coração.

De “Intervalos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Emmanuel - Pelo Lado Melhor

Para que a paz te abençoe a vida, abre as portas íntimas do entendimento a fim de que a misericórdia se te instale no coração.
***
Ninguém nega o mérito da crítica construtiva, nascida nos mananciais da Justiça, contudo, quanto puderes, deixa que a compreensão nascida do Amor te presida as manifestações.
***
Conquanto estejamos todos submetidos aos princípios de causa e efeito, não olvidemos que Deus é Amor, concedendo-nos os recursos de que careçamos para a integração com as Leis Universais que nos farão felizes para sempre.
***
Para que a misericórdia te ilumine os sentimentos, considera os nossos irmãos, em Humanidade, pelo lado melhor em que estimariam estar agindo.
***
Esse companheiro abandonou as tarefas que lhe competiam na seara do bem, no entanto, provavelmente, adotou essa medida, não por espírito de infidelidade aos compromissos assumidos e sim por lhe ter faltado a precisa resistência.
***
Outro que entrou na sombra da delinquência, não terá falhado porque a crueldade lhe dominasse o espírito, mas por não haver conseguido ainda senhorear a própria natureza, suscetível de queda, nas tramas da obsessão.
***
Aquele outro que desertou das obrigações domésticas, não haverá fugido aos próprios deveres por falta de amor aos familiares e sim por lhe esmorecerem as forças, no trato com as responsabilidades da vida.
***
Outro ainda deslanchou para esse ou aquele hábito infeliz, não porque assim o desejasse, mas temendo resvalar na criminalidade a que se sentia impelido pela insistência de longas tentações.
***
Deixa que a misericórdia te auxilie em todas as ocorrências, a fim de que possas tudo interpretar pelo lado melhor das pessoas e situações do caminho, de modo a que o lado melhor de teus problemas próprios sejam também visto.
***
Lembremo-nos de que Deus nos governa a cada um pelas forças da Justiça, mas nos compreende e espera a todos com o Infinito Amor; de nossa parte, uns diante dos outros, saibamos igualmente compreender e esperar.

De “Calma”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Pacificação - Emmanuel


— “Bem-aventurados os pacificadores, porque, serão chamados filhos de Deus.” Jesus – Mateus, 5:9.
— “Mas que queria Jesus dizer por estas palavras: “Bem-aventurados os que são brandos porque possuirão a Terra” tendo recomendado aos homens que renunciassem aos bens deste mundo e havendo-lhes prometido os do Céu?
Enquanto aguarda os bens do Céu, tem o homem necessidade dos da Terra para viver. Apenas, o que Ele lhe recomenda é que não ligue a estes últimos mais importância que nos primeiros. ” — Cap. IX, 5 de O Evangelho Segundo o Espiritismo.


Escutaste interrogações condenatórias, em torno do amigo ausente.
Informaste algo, com discrição e bondade, salientando a parte boa que o distingue, e, sem colocar o assunto no prato da intriga, edificaste em silêncio, a harmonia possível.
*
Surpreendeste pequeninos deveres a cumprir, na esfera de obrigações que te não competem.
Sem qualquer impulso de reprimenda, atendeste a semelhantes tarefas, por ti mesmo, na certeza de que todos temos distrações lamentáveis.
*
Anotaste a falta do companheiro.
Esqueceste toda preocupação de censura, diligenciando substitui-lo em serviço, sem alardear superioridade.
Assinalaste o erro do vizinho.
Foges de divulgar-lhe a infelicidade e dispões-te a auxiliá-lo no momento preciso, sem exibição de virtude.
*
Recebeste queixas amargas a te ferirem injustamente.
Sabes ouvi-las com paciência, abstendo-te de impelir os irmãos do caminho às telas da sombra, trabalhando sinceramente por desfazê-las.
*
Caluniaram-te abertamente, incendiando-te vida.
Toleras serenamente todos os golpes, sem animosidade ou revide e, respondendo com mais ampla abnegação, no exercício das boas obras, dissipas a conceituação infeliz dos teus detratores.
*
Descobriste a existência de companheiros iludidos ou obsidiados que se fazem motivos de perturbação ou de escândalo, no plantio do bem ou na seara da luz.
Decerto não lhe aplaudes a inconsciência, mas não lhe agravas o desequilíbrio, através do sarcasmo, e oras por eles, amparando-lhes o reajuste, pelo pensamento renovador.
*
Se assim procedes, classificas-te, em verdade, entre os pacificadores abençoados pelo Divino Mestre, compreendendo, afinal, que a criatura humana, isoladamente, não consegue garantir a paz do mundo, no entanto, cada um de nós pode e deve manter a paz dentro de si.

De “Livro da Esperança”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

domingo, 8 de novembro de 2015

Jesus e Pilatos

A passagem do preposto de Cezar na Judeia pela vida do meigo Jesus, está assinalada por triste marca de cobardia, que, lamentavelmente, ainda vem sendo encontrada nos caracteres humanos.
Inumeráveis são os indivíduos que:
não se importam com as lições do bem, se isso não lhes traz prestígio qualquer;
não valorizam os amigos, senão quando deles dependem para algum benefício receber;
não se envolvem nas dificuldades atravessadas pelos seres queridos, para não terem que sair da própria comodidade;
não opinam a favor de alguém, quando sabem que poderão ser malvistos ou reprochados;
não destacam a grandeza das pessoas, se isso puder repercutir, apagando ou pondo em nível secundário a si mesmos.
São muitos os que encontram sempre razões para fugir, lavando as mãos perante as situações mais diversas da existência, se não podem tirar algum lucro, de qualquer modo.
Diante do bem, do amor e do iluminamento, que o Celeste Benfeitor nos sugeriu, para o encontro com a felicidade, ainda são muitos os que preferem não ver, não ouvir, não saber, repetindo o gesto tristemente histórico de Pôncio Pilatos, mergulhando a consciência em profundo fosso de remorsos sem termo, requerendo boa vontade e disposição para retomar o nobre caminho, nas faixas de atrozes expiações, que deverão libertá-los da cobardia e da execrável omissão perante o bem.

De “Vida e Mensagem”, de J. Raul Teixeira, pelo espírito de Francisco de Paula Vítor

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Afirmação Esclarecedora

“E não quereis vir a mim para terdes vida.” – Jesus. (João, 5:40.)

Quantos procuram a sublimação da individualidade precisam entender o valor supremo da vontade no aprimoramento próprio.
Os templos e as escolas do Cristianismo permanecem repletos de aprendizes que vislumbram os poderes divinos de Jesus e lhe reconhecem a magnanimidade, caminhando, porém, ao sabor de vacilações cruéis.
Creem e descreem, ajudam e desajudam, organizam e perturbam, iluminam-se na fé e ensombram-se na desconfiança…
É que esperam a proteção do Senhor para desfrutarem o contentamento imediato no corpo, mas não querem ir até ele para se apossarem da vida eterna.
Pedem o milagre das mãos do Cristo, mas não lhe aceitam as diretrizes.
Solicitam-lhe a presença consoladora, entretanto, não lhe acompanham os passos.
Pretendem ouvi-lo, à beira do lago sereno, em preleções de esperança e conforto, todavia, negam-se a partilhar com ele o serviço da estrada, através do sacrifício pela vitória do bem.
Cortejam-no em Jerusalém, adornada de flores, mas fogem aos testemunhos de entendimento e bondade, à frente da multidão
desvairada e enferma.
Suplicam-lhe as bênçãos da ressurreição, no entanto, odeiam a cruz de espinhos que regenera e santifica.
Podem ir na vanguarda edificante, mas não querem.
Clamam por luz divina, entretanto, receiam abandonar as sombras.
Suspiram pela melhoria das condições em que se agitam, todavia, detestam a própria renovação.
Vemos, pois, que é fácil comer o pão multiplicado pelo infinito amor do Mestre Divino ou regozijar-se alguém com a sua influência curativa, mas, para alcançar a Vida Abundante de que ele se fez o embaixador sublime, não basta a faculdade de poder e o ato de crer, mas também a vontade perseverante de quem aprendeu a trabalhar e servir, aperfeiçoar e querer.

De Fonte Viva – de Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

Emmanuel - A Prova Última

E porque o aprendiz indagasse sobre o currículo dos exames a respeito do aperfeiçoamento da alma, o mentor esclareceu, paciente:
- Na Espiritualidade Superior, as avaliações de aproveitamento são muitas. Temos as de paciência, de disciplina, de espírito de serviço e de auxílio aos semelhantes, no entanto, ao que me parece, a última é a mais difícil de todas.
E qual é a última?
- Indagou o discípulo atento.
O mentor respondeu, em tom decisivo:
- A última prova, no aperfeiçoamento de cada um de nós é a humildade.

Obra: Agora é o Tempo.
Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Emmanuel - A Marcha

“Importa, porém, caminhar hoje, amanhã e no dia seguinte.” — Jesus.
(Lucas, Capítulo 13, Versículo 33.)


Importa seguir sempre, em busca da edificação espiritual definitiva. Indispensável
caminhar, vencendo obstáculos e sombras, transformando todas as dores e
dificuldades em degraus de ascensão.
Traçando o seu programa, referia-se Jesus à marcha na direção de Jerusalém, onde o
esperava a derradeira glorificação pelo martírio. Podemos aplicar, porém, o
ensinamento às nossas experiências incessantes no roteiro da Jerusalém de nossos
testemunhos redentores.
É imprescindível, todavia, esclarecer a característica dessa jornada para a aquisição
dos bens eternos.
Acreditam muitos que caminhar é invadir as situações de evidência no mundo,
conquistando posições de destaque transitório ou trazendo as mais vastas expressões
financeiras ao circulo pessoal.
Entretanto, não é isso.
Nesse particular, os chamados “homens de rotina” talvez detenham maiores
probabilidades a seu favor.
A personalidade dominante, em situações efêmeras, tem a marcha inçada de perigos,
de responsabilidades complexas, de ameaças atrozes. A sensação de altura aumenta
a sensação de queda.
É preciso caminhar sempre, mas a jornada compete ao Espírito eterno, no terreno das
conquistas Interiores.
Muitas vezes, certas criaturas que se presumem nos mais altos pontos da viagem, para
a Sabedoria Divina se encontram apenas paralisadas na contemplação de fogos fátuos.
Que ninguém se engane nas estações de falso repouso.
Importa trabalhar, conhecer-se, iluminar-se e atender ao Cristo, diariamente. Para
fixarmos semelhante lição em nós, temos nascido na Terra, partilhando-lhe as lutas,
gastando-lhe os corpos e nela tornaremos a renascer.

De: Pão Nosso -Francisco C. Xavier – pelo Espírito Emmanuel

Meimei - Mensagem do Homem Triste

Passaste por mim com simpatia, mas quando me viste os olhos parados, indagaste em silêncio por que vagueio na rua.
Talvez por isso estugaste o passo e, embora te quisesse chamar, a palavra esmoreceu-me na boca.
É possível tenhas suposto que desisti do trabalho, no entanto, ainda hoje, bati, em vão, de oficina a oficina... Muitos disseram que ultrapassei a idade para ganhar dignamente o meu pão, como se a madureza do corpo fosse condenação à inutilidade, e outros, desconhecendo que vendi minha roupa melhor para aliviar a esposa doente, despediram-me apressados, acreditando-me vagabundo sem profissão.
Não sei se notaste quando o guarda me arrancou à contemplação da vitrina, a gritar-me palavras duras, qual se eu fosse vulgar malfeitor. Crê, porém, que nem de leve me passou pela mente a ideia de furto: apenas admirava os bolos expostos, recordando os filhinhos a me abraçarem com fome, quando retorno à casa.
Ignoro se observaste as pessoas que me endereçavam gracejos, imaginando-me embriagado, porque eu tremesse, encostado ao poste: afastaram-se todas, com manifesto desprezo, contudo não tive coragem de explicar-lhes que não tomo qualquer alimento, há três dias...
A ti, porém, que me fitaste sem medo, ouso rogar apoio e cooperação. Agradeço a dádiva que me estendas, no entanto, acima de tudo, em nome do Cristo que dizemos amar, peço que me restituas a esperança, a fim de que eu possa honrar, com alegria, o dom de viver. Para isso, basta que te aproximes de mim, sem asco, para que eu saiba, apesar de todo o meu infortúnio, que ainda sou teu irmão.

De “Ideal Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

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