terça-feira, 30 de junho de 2015

Angústia e Paz - Joanna de Ângelis


Previne-te contra a angústia.
Essa tristeza incômoda, insidiosa, contínua, arrasta-te a estado perturbador.
Essa insatisfação, injustificável, persistente, penosa, conduz-te a desequilíbrio imprevisível.
A mágoa que conservas, vitalizada pela revolta sem lógica, leva-te a desajuste insano.
Isso que te assoma em forma de melancolia, e que aceitas, empurra-te a abismo profundo.
O que remóis, propiciando-te dor e mal-estar, impele-te a estados infelizes, atormentadores.
A angústia entorpece os centros mentais do discernimento e desarticula os mecanismos nervosos, tornando-se fator de alienações.
Afeta o psiquismo, o corpo e a vida.
Emprega esforços por remover e vencer as impressões negativas e as compulsões.
Põe sol nas tuas sombras-problemas.
Exercita a mente nos pensamentos otimistas e cultiva a esperança.
Fomenta a paz, que é o antídoto da angústia.
A paz é fruto que surge no tempo próprio, após a germinação do bem no coração.


Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Alerta (extrato) - Ed. LEAL




Emmanuel - Quando o Tédio Apareça

Quando o desalento te ameace o caminho, pensa nos outros, naqueles que não dispõem de tempo para qualquer entrevista com o tédio.
Se te acreditar amargurando lições demasiado severas no educandário da vida, frequenta, de quando em quando, a escola das grandes provações, onde os aprendizes se acomodam na carteira das lágrimas. Muitos jazem na rua, estendendo mãos fatigadas aos que passam com pressa... Em maioria, são doentes que a onda renovadora do grupo social atirou à praia da assistência pública ou mães aflitas a quem as exigências de filhos pequeninos ainda não permitem a liberalidade de uma profissão...
Provavelmente, alguém dirá que entre eles se encontram oportunistas e malfeitores que se fantasiam de enfermos para te assaltarem a bolsa em nome da piedade. Compreendemos semelhante alegação e justificamo-la, porque o mal existe sempre onde lhe queiramos destacar a presença e, conquanto te roguemos o benefício da prece, em favor dos que agem assim, mais por ignorância que por maldade, apelamos para que consultes ainda aquelas outras salas de aula que se enfileiram no recinto dos hospitais e nos albergues esquecidos. Acompanha os estudos daqueles cujo corpo se carrega de feridas dolorosas para agradeceres a pele sadia que te veste a figura ou segue a cartilha de agoniadas emoções dos que se recolhem nos manicômios, sorvendo angústia e desespero nos resvaladouros da loucura ou da obsessão, a fim de valorizares o cérebro tranquilo que te coroa a existência... Visita os asilos que resguardam a sucata do sofrimento humano e observa as disciplinas dos que foram entregues às meditações da penúria, para quem um simples sanduíche é um brinde raro e partilha os exercícios de saudade e de dor dos que foram abandonados pelos entes que mais amam, a fim de abençoares o pão de tua casa e os afetos que te enriquecem os dias.
Quando o tédio te procure, vai à escola da caridade... Ela te acordará para as alegrias puras do bem e te fará luz no coração, livrando-te das trevas que costumam descer sobre as horas vazias

Obra: Coragem
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Emmanuel - Melhor Sofrer no Bem

“Porque melhor é que padeçais fazendo bem (se a vontade de Deus assim o quer), do que fazendo mal.” — Pedro. (1ª Epístola a Pedro, Capítulo 3, Versículo 17.)

Para amealhar recursos financeiros que será compelido a abandonar precipitadamente, o homem muitas vezes adquire deploráveis enfermidades, que lhe corroem os centros de força, trazendo a morte indesejável.
Comprando sensações efêmeras para o corpo de carne, comumente recebe perigosos males que o acompanham até aos últimos dias do veículo em que se movimenta na Terra.
Encolerizando-se por insignificantes lições do caminho, envenena órgãos vitais, criando fatais desequilíbrios à vida física.
Recheando o estômago, em certas ocasiões, estabelece a viciação de aparelhos importantes da instrumentalidade fisiológica, renunciando à perfeição do vaso carnal pelo simples prazer da gula.
Por que temer os percalços da senda clara do amor e da sabedoria, se o trilho escuro do ódio e da ignorância permanece repleto de forças vingadoras e perturbantes?
Como recear o cansaço e o esgotamento, as complicações e incompreensões, os conflitos e os desgostos decorrentes da abençoada luta pela suprema vitória do bem, se o combate pelo triunfo provisório do mal conduz os batalhadores a tributos aflitivos de sofrimento?
Gastemos nossas melhores possibilidades a serviço do Cristo, empenhando-lhe nossas vidas.
A arma criminosa que se quebra e a medida repugnante consumada provocam sempre maldição e sombra, mas para o servo dilacerado no dever e para a lâmpada que se apaga no serviço iluminativo reserva-se destino diferente.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Obra: Pão Nosso

Scheilla - Sem Perder Tempo

Não aceites o tóxico do ressentimento.
Ora, trabalha, serve e segue adiante.
Não te detenhas no charco do desânimo.
Ora, trabalha, serve e segue adiante.
Não te precipites na fogueira da revolta.
Ora, trabalha, serve e segue adiante.
A experiência física é demasiado rápida para perdermos tempo perante os obstáculos naturais do caminho.
Valorizemos a oração e o trabalho, servindo sempre, a fim de concluirmos a jornada vitoriosos perante a própria consciência.

De “Novas mensagens de Scheilla para você”, de Clayton B. Levy

domingo, 28 de junho de 2015

Joanna de Ângelis - A Tua Parte

Há quem diga que a Terra é uma "vale de lágrimas", numa atitude pessimista e recriminatória contra o Planeta que nos serve de colo materno, auxiliando-nos no processo evolutivo.
Algumas pessoas informam que detestavam a vida terrestre, somente enxergando, no mundo, aflição e dor, numa constante de ignóbeis tormentos.
Outras insistem em que a existência física não passa de um purgatório infeliz, onde a lágrima e a sombra se unem, compondo uma singular patética de desespero sem fim.
Os que têm, porém, conceitos de tal natureza, encontram-se com uma visão deficiente da realidade.
A Terra é o que dela temos feito, aguardando nosso contributo, a fim de ascender na escala dos mundos.
Escola de almas, é o educandário eficiente, no qual adquirimos sabedoria e experiência viva.
Hospital abençoado, enseja a recuperação da saúde do corpo e do espírito, mediante a terapia do amor e da beneficência.
Lar formoso, recebe os trânsfugas e auxilia-os ma fixação dos valores transcendentes indispensáveis à felicidade real.
Anota, no teu canhenho de compromissos habituais, o encontro com a dor do próximo, como exercício para a avaliação do sofrimento purificador.
Visita hospitais, de modo a confraternizar com os enfermos, que necessitam de uma palavra gentil, que lhes diminua a aflição, promovendo-os, na soledade em que se encontram.
Realiza uma excursão a um presídio, objetivando levar estímulo aos que ali estão, após o delito em que tombaram.
Experimenta conhecer a necessidade, num bairro pobre, conduzindo amizade e pão a alguém desfalecente nas garras da miséria.
Intenta doar um pouco do que te sobra.
Não incumbas a outrem fazê-lo por ti.
Propõe te realizá-lo e verás o quanto de bem te ensejará o tentame.
É muito melhor e mais ditoso do que receber.
Assim procedendo, modificarás a situação dos menos felizes, alterando a face sócio moral da Terra.
Facilmente se podem identificar problemas e desaires, diagnosticar males e misérias.
Importante, todavia, será sanar a face prejudicial das coisas, facultando o aparecimento dos valores positivos que se encontram em toda criatura como em todo lugar, embora ocultos.
O homem é divino investimento do Pai Criador com todas as potencialidades em gérmen.
Auxiliá-lo a desabrochar esses tesouros latentes é o objetivo da reencarnação.
Torna a Terra, pelo seu contributo de amor, o pórtico do reino de venturas, que logo mais se estabelecerá, não aderindo aos conceitos perniciosos e pessimistas em que muitos se estribam para negar-se operosidade e ação beneficente.
Ergue o caído, ajuda o aturdido, socorre o aflito, doa-te a vida e a vida te responderá em dádivas de esperança e progresso superior.
Esta será a tua parte na obra do Pai.

Divaldo Pereira Franco
Obra: Oferenda

Emmanuel - Pequeninos

No mundo, resguardamos zelosamente livros e pergaminhos, empilhando compêndios e
documentações, em largas bibliotecas, que são cofres fortes do pensamento.
Preservamos tesouros artísticos de outras eras, em museus que se fazem riquezas de
avaliação inapreciável.
Perfeitamente compreensível que assim seja.
A educação não prescinde da consulta ao passado.
***
Acautelamos a existência de rebanhos e plantações contra flagelos supervenientes,
despendendo milhões para sustar ou diminuir a força destrutiva das inundações e das secas.
Mobilizamos verbas astronômicas, no erguimento de recursos patrimoniais devidos ao
conforto da coletividade, tanto no sustento e defesa das instituições, quanto no equilíbrio e
aprimoramento das relações humanas.
Claramente normal que isso aconteça.
É indispensável prover as exigências do presente com todos os elementos necessários à
respeitabilidade da vida.
***
Urge, entretanto, assegurar o porvir, a esboçar-se impreciso, no mundo ingênuo da infância.
Abandonar pequeninos ao léu, na civilização magnificente da atualidade, é o mesmo que
levantar soberbo palácio, farto de viandas, abarrotado de excessos e faiscante de luzes,
relegando o futuro dono ao relaxamento e ao desespero, fora das portas.
A criança de agora erigir-se-nos-á fatalmente em biografia e retrato depois.
Além de tudo, é preciso observar que, segundo os princípios da reencarnação, os meninos
de hoje desempenharão, amanhã, junto de nós, a função de pais e conselheiros,
orientadores e chefes.
Não nos cansemos, pois, de repetir que todos os bens e todos os males que depositarmos
no espírito da criança ser-nos-ão devolvidos.

Obra: Luz no Lar
Francisco Cândido Xavier

sábado, 27 de junho de 2015

Joanna de Ângelis - Se Perdoares...

Violentado pela desfaçatez do caluniador que levanta acusações infelizes contra o teu esforço de enobrecimento, pensas: “Deus me vingará!”
Aturdido em face da injustiça dos julgamentos apressados que ralam os teus mais elevados sentimentos, murmuras: “Terei minha vez, oportunamente, e saberei desforçar-me.”
Apontado pelo sarcasmo de adversários gratuitos, não obstante a cordialidade que esparzes pelo caminho, reages: “Ver-lhes-ei o fim. Saberei esperar.”
Traídos nos mais sublimes propósitos de fidelidade e amor, não suportas, e exclamas: “Alguém cobrará por mim”!
Ignorado propositadamente pela pessoa a quem te dedicas e que te retribui a afeição com o desprezo, exclamas: “Confio no amanhã, que me fará justiça!”
Acoimado pela suspeita da impiedade, azorragado pela maledicência e pelo remoque, proferes: “São uns miseráveis! Só a morte para tais.”
Em muitas situações, embora os conceitos de amor que lucilam no teu coração, não suportas as constrições e derrapas nas margens lodosas da vingança, que assoma em caráter de falso conforto.
Tisna-se, então, a lucidez, perturba-se a esperança e adentra-se no domicílio da tua mente o tóxico letal do ódio. Violentamente, às vezes, apossa-se da tua paisagem psíquica; sorrateiramente, outras, imiscui-se e insufla revolta, terminando por desarranjar a máquina harmoniosa do teu corpo e o programa da tua vida, infelicitando-te, posteriormente.
Não se turbe, todavia, a tua mente, nem se perturbem os teus sentimentos, ante as agressões dos frívolos, dos perversos e dos desalmados.
Não sabem o que fazem. São doentes em estágio de avançada enfermidade, estertorando lamentavelmente.
Não te contagies com eles.
Mantém-te em paz contigo mesmo e não te detenhas.
*
Guardando as mágoas — e na Terra são muitas as dificuldades que surgem produzindo mal-estares — padecerás sob imundícies e conduzirás fluídos deletérios.
Se perdoares, porém, prosseguirás em clima de renovação superior e em labor otimista.
O perdão é sempre mais útil a quem o concede.
Se perdoares o vizinho invigilante, ele se sentirá estimulado a não repetir a experiência perniciosa: poderá ajudar alguém; concederá ensejo de desculpa a outrem que o haja ofendido; sentir-se-á confiante para recomeçar tudo e volver atrás, anulando o erro cometido...
Se perdoares, auxiliarás a comunidade, medicando com amor o indivíduo que está enfermo a pesar na economia social.
Se perdoares, olvidando a ofensa e ajudado o malfeitor, terás logrado a comunhão com o Mestre Inexcedível que, embora incompreendido, traído, abandonado, martirizado e pregado a duas traves, que eram símbolos de infâmia justiçada, perdoou os que O esqueceram e prossegue até hoje amando-os, qual faz conosco próprios, que a cada instante estamos de mil formas, vigorosas ou sutis, traindo, deturpando, menosprezando, usando indevidamente as sublimes concessões que fruímos para a redenção espiritual, ainda sem o sucesso que já deveríamos ter alcançado.
Perdoa, portanto, a fim de seres perdoado.

De “Celeiro de Bênçãos”, de Divaldo Pereira Franco

Emmanuel - Fé e Obras

“A fé se não tiver obras, é morta em si mesma”. Tiago 2:l7

Imaginemos o mundo transformado num templo vasto, respeitável sem dúvida, mas
plenamente superlotado de criaturas em perene adoração ao Céu.
Por dentro, a fé reinando sublime: Orações primorosas...
Discursos admiráveis... Louvores e cânticos...
Mas, por fora, o trabalho esquecido: Campos ao desamparo...
Enxadas ao abandono... Lareiras em cinza...
De que teria valido a exaltação exclusiva da fé, senão para estender a morte no mundo
que o SENHOR nos confiou para a glória da vida?
Não te creias, desse modo, em comunhão com a Divina Majestade, simplesmente porque
te faças cuidadoso no culto externo da religião a que te afeiçoas.
Conhecimento nobre exige atividade nobre.
Elevação espiritual é também dever de servir ao Eterno Pai na pessoa dos semelhantes.
É por isso que fé e obras se completam no sistema de nossas relações com a vida
superior.
Prece e trabalho.
Santuário e oficina.
Cultura e caridade.
Ideal e realização.
Nesse sentido, Jesus é o nosso exemplo indiscutível.
Não se limitou o Senhor a simples glorificação de Deus nos Paços Divinos, quanto à
edificação dos homens. Por amor infinitamente a Deus, na Sublime Tarefa que lhe foi
cometida, desceu à esfera dos homens e entregou-se à obra do Amor infatigável,
levantando-nos da sombra terrestre para a Luz Espiritual.

Obra: Encontro Marcado
Francisco Cândido Xavier


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Emmanuel - E os fins?

“Mas nem todas as coisas edificam.” — Paulo. (1ª Epístola aos Corítios, Capítulo 10, Versiculo 23.)

Sempre existiram homens indefiníveis que, se não fizeram mal a ninguém, igualmente não beneficiaram a pessoa alguma.
Examinadas nesse mesmo prisma, as coisas do caminho precisam interpretação sensata, para que se não percam na inutilidade.
É lícito ao homem dedicar-se à literatura ou aos negócios honestos do mundo e ninguém poderá contestar o caráter louvável dos que escolhem conscientemente a linha de ação individual no serviço útil. Entretanto, será justo conhecer os fins daquele que escreve ou os propósitos de quem negocia. De que valerá ao primeiro a produção de longas obras, cheias de lavores verbais e de arroubos teóricos, se as suas palavras permanecem vazias de pensamento construtivo para o plano eterno da alma? em que aproveitará ao comerciante a fortuna imensa, conquistada através da operosidade e do cálculo, quando vive estagnada nos cofres, aguardando os desvarios dos descendentes? Em ambas as situações, não se poderia dizer que tais homens cogitavam de realizações ilícitas; todavia, perderam tempo precioso, esquecendo que as menores coisas trazem finalidade edificante.
O trabalhador cônscio das responsabilidades que lhe competem não se desvia dos caminhos retos.
Há muita aflição e amargura nas oficinas do aperfeiçoamento terrestre, porque os seus servidores cuidam, antes de tudo, dos ganhos de ordem material, olvidando os fins a que se destinam. Enquanto isso ocorre, intensificam-se projetos e experimentos, mas falta sempre a edificação justa e necessária.

Psicografia de Francisco cândido Xavier
Obra: Pão Nosso

Amália Rodrigues - Tempestades no Coração

“(...) Jesus tinha e tem poder sobre as tempestades da Natureza, muitas vezes provocadas por seres espirituais.
Também se preocupava com as tempestades do coração, esses tormentos que envilecem o ser humano e o levam a situações lamentáveis.
No lago ou mar da Galileia fora lhe fácil aplacar as fúrias, ordenando aos seus agentes que as fizessem cessar, o que logo aconteceu.
Para as tormentas do coração propôs inúmeras diretrizes de segurança moral capazes de superá-las. Nenhuma, porém, mais expressiva e difícil do que essa que se encontra na Lei de Amor, propondo o mergulho nas águas agitadas dos sentimentos primários para deles o indivíduo libertar se, adquirindo paz.
Ofereceu, igualmente, o equipamento apropriado para a imersão no abismo de si mesmo, que é o escafandro do esforço pessoal.
É muito fácil a vitória externa, aquela que diz respeito à relação com os outros, nada obstante o audacioso empenho para descobrir as imperfeições e trabalhas , eis o desafio que todos enfrentam.
O Seu propósito tem sido, desde aqueles já algo remotos tempos, a conquista da paz do coração.”

Livro Vivendo com Jesus
Divaldo Pereira Franco

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Joanna de Ângelis - Tua Contribuição

Permanece assim, exatamente como estás! Segue em direção ao calvário alegremente, porquanto necessitas de esquecer-te de ti mesmo, para pensar, divulgar e viver Jesus. Assim viverás em harmonia e cumprirás a tua tarefa de modo que, ao libertar-te do corpo, prossigas em paz e júbilo. Trabalha com afã, equilíbrio e sem aflição, mantendo-te no limite das tuas forças. Não esqueças, porém, da auto iluminação durante o esforço de auxiliar o próximo e de construir uma nova e feliz mentalidade entre as criaturas humanas.
É muito fácil abraçar-se uma causa meritória por breve período de tempo. Permanecer, no entanto, com fidelidade através dos anos até o fim da existência é bem mais difícil, constituindo um desafio ser o mesmo na invernia dos testemunhos, na primavera dos sorrisos, no verão das realizações, assim como no outono dos desencantos...
Se cada servidor do evangelho se preocupasse em fazer bem a parte que lhe cabe, mais facilmente seria instalado o reino dos céus na Terra sofrida.
Assim, o Senhor espera por ti...
Não te detenhas pelo caminho em autodefesas, em auto justificações nem em recriminações.
A tua contribuição é o amor incessante na seara em que mourejas.


Psicografia de Divaldo Pereira Franco.
Livro: Ilumina-te.


terça-feira, 23 de junho de 2015

Emmanuel - Crises

“Pai, salva-me desta hora; mas para isto vim a esta hora.” – Jesus. (João. 12:27.)

A lição de Jesus, neste passo do Evangelho, é das mais expressivas.
La o Mestre provar o abandono dos entes amados, a ingratidão de beneficiários da véspera, a ironia da multidão, o apodo na via pública, o suplício e a cruz, mas sabia que ali se encontrava para isto, consoante os desígnios do Eterno.
Pede a proteção do Pai e submete-se na condição do filho fiel.
Examina a gravidade da hora em curso, todavia reconhece a necessidade do testemunho.
E todas as vidas na Terra experimentarão os mesmos trâmites na escala infinita das experiências necessárias.
Todos os seres e coisas se preparam, considerando as crises que virão. É a crise que decide o futuro.
A terra aguarda a charrua.
O minério será remetido ao cadinho.
A árvore sofrerá a poda.
O verme será submetido à luz solar.
A ave defrontará com a tormenta.
A ovelha esperará a tosquia.
O homem será conduzido à luta.
O cristão conhecerá testemunhos sucessivos.
É por isso que vemos, no serviço divino do Mestre, a crise da cruz que se fez acompanhar pela bênção eterna da Ressurreição.
Quando pois te encontrares em luta imensa, recorda que o Senhor te conduziu a semelhante posição de sacrifício, considerando a probabilidade de tua exaltação, e não te esqueças de que toda crise é fonte sublime de espírito renovador para os que sabem ter esperança.

Obra: Vinha de Luz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Scheilla - Imortalidade

A morte não é o fim.
Criado para a vida, o espírito transfere-se constantemente de um estado vibratório para outro, sem perder a imortalidade.
Repara nos exemplos da natureza.
A destruição da semente em contato com o solo não passa de transformação da vida gerando mais vida.
O sol, que se oculta com a chegada da noite, ressurge a cada amanhecer, sem mais deixar de brilhar.
Se te ressentes da ausência do afeto que a desencarnação transferiu para a vida no Além, não te revoltes nem te desesperes.
Corações amoráveis o acompanham, tanto quanto a ti, a fim de que a vida de cada um siga em paz na direção do progresso.
Confia no Pai e prossegue vivendo, fazendo o melhor ao teu alcance.
A felicidade de quem segue no Além, muitas vezes, depende do equilíbrio de quem permanece na Terra.
Entrega-te ao trabalho construtivo, orando e servindo, e contarás com os eflúvios de luz e paz que vertem do Alto, favorecendo-te na jornada redentora, até que te reencontres com os corações queridos, em comunhão de amor nos domínios da eternidade.

De “Novas Mensagens de Scheilla Para Você”
Clayton B. Levy

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Joanna de Ângelis - Respeito à Vida

O respeito à vida se fundamenta na lei natural, a lei de amor.
Em todo lugar onde vige a vida do homem, cumpre o dever de respeitá-la, preservando-a.
Não somente consideração pela sua existência, como esforço bem dirigido para sustentá-la.
Respeito à natureza, aos minerais, aos vegetais, aos animais...
*
A criança, que se acerca de ti, impõe-te o respeito que merece o futuro, nela em gérmen.
O azedume, a rispidez, a impiedade, a dureza com que a receberes dela farão o cidadão desventurado, que a intemperança moldou.
Ninguém tem o direito de espezinhar um ser em formação, sem incorrer no grave delito, que a Lei anota, de perturbar-lhe a marcha...
O jovem, que procura o teu apoio, é digno de respeito, porque em trânsito orgânico e psíquico, nele se insculpem os comportamentos que mais o atinjam.
As expressões da agressividade com que seja tratado despertarão nele o réprobo que dorme e poderia ser vencido, fossem outras as atitudes com que o recebessem...
O adulto necessita de respeito.
O hábito de pensar e falar mal do próximo facilita a deteriorização do conceito em torno das criaturas, facilitando o descrédito e a desconsideração pelos outros.
Ninguém tem o direito de medir o comportamento de outrem pelas suas reações, nem julgar com os dados que se atribui possuir.
Aquele que parece censurável está sob injunções que pedem ajuda e caridade, não reprimenda e desrespeito.
O respeito à pessoa humana é impositivo cristão, dever que toda criatura é convidada a sustentar no relacionamento social.
Alguém em ignorância espera a claridade do conhecimento; em doença, a dádiva do medicamento; em abandono, o contributo da solidariedade; em qualquer circunstância, a competente ajuda.
Ajuda sempre!
O ancião, em combalimento, tem necessidade do respeito pela existência vencida a penates e o apoio que as fracas forças esperam da juventude e da madureza dos homens...
Respeito sempre!
*
Coloca-te na situação do outro; procura pensar como o outro; compenetra-te da posição do outro e compreenderás a alta significação do que é o respeito que gostarias de receber, como desejarias ser tratado.
Faze, então, conforme pretendes que façam contigo.
Jesus atendeu a uma mulher aturdida, sem sindicar-lhe o passado, nem examinar lhe o presente; abençoou as criancinhas, sem selecioná-las por casta ou posição social; recebeu os enfermos do caminho sem inquiri-los quanto às causas das suas mazelas; ouviu o ladrão na cruz sem interroga-lo quanto aos motivos que o tornaram delinquente...
A todos ajudou amoroso, valorizando e socorrendo cada um com profundo respeito pela vida, respeito pela criatura.

Livro: Oferenda. Divaldo Pereira Franco

Emmanuel - Professores Diferentes

Entre familiares e amigos, encontras, na Terra, a oficina do teu burilamento.
Com raras exceções, todos apresentam problemas a resolver.
Problemas na emoção e no pensamento.
Problemas na palavra e na ação.
Problemas no lar e no trabalho.
Problemas no caminho e nas relações.
Prossegues, assim, junto deles, como quem respira ao pé de múltiplos instrutores num
instituto de ensino.
Muitos reclamam trabalho, lecionando-te paciência, enquanto outros te ferem a sensibilidade,
diplomando-te em sacrifício. Há os que te escandalizam incessantemente, adestrando-te em
piedade, e aqueles que te golpeiam a alma, com as lâminas invisíveis da ingratidão, para que
aprendas a perdoar.
E as lições vão surgindo, à maneira de testes inevitáveis.
Agora, é o esposo que deserta, dobrando-te a carga de obrigações, ou, noutras
circunstâncias, é a esposa que se rebela aos compromissos, agoniando-te as horas... Hoje,
ainda, são os pais que te contrariam as esperanças, os filhos que te aniquilam os sonhos ou
os amigos que se transformam em duros entraves no serviço a fazer.
Nenhum problema, entretanto, aparece ao acaso, e, por isso, é imperioso te armes de amor
para a, luta íntima.
Fugir da dificuldade é, muitas vezes, a ideia que te nasce como sendo o melhor remédio.
Semelhante atitude, porém, seria o mesmo que debandar, menosprezando as exigências da
educação.
Carrega, pois, com serenidade e valor o fardo de aflições que o pretérito te situa nos ombros,
convicto de que os associados complexos do destino são antigos parceiros de tuas
experiências, a repontarem do caminho, solicitando contas e acertos.
Seja qual for o ensinamento de que se façam interpretes, roga à Sabedoria Divina te inspire
a conduta, a fim de que não percas o merecimento da escola a que a vida te conduziu.
Ainda mesmo em lágrimas, lê, sem revolta, no livro do coração, as páginas de dor que te
imponham, ofertando-lhes por resposta as equações do amor puro, em forma de tolerância e
bondade, auxílio e compreensão.
Recorda que o próprio Cristo, sem débito algum, transitou, cada dia, na Terra, entre esses
professores diferentes do espírito. E, solucionando, na base da humildade, os problemas que
recebia na atitude e no comportamento de cada um, submeteu-se, a sós, à prova final da
suprema renúncia, à qual igualmente te submeterás, um dia, na conquista da própria
sublimação – o único meio de te elevares ao clima glorioso dos companheiros já redimidos
que te aguardam, vitoriosos, nas eminências da Espiritualidade.

Livro: Luz no Lar
Médium Francisco Cândido Xavier

domingo, 21 de junho de 2015

Joanna de Ângelis - Ante o Mundo e Jesus


O mundo pede socorro a Jesus.
Ele atende, porém, espera por nós.
O mundo roga paz.
Jesus transmite tranquilidade, todavia, a todos estimula para que auxiliemos na fraternidade.
O mundo suplica apoio para livrar-se do ódio.
Jesus é recurso libertador que propõe a paciência e o trabalho solidário entre as criaturas.
O mundo promove desespero e algaravia.
Jesus doa silêncio e fé.
Compara as incertezas no mundo e a segurança com Jesus.
Considera os impositivos de fora, no mundo, e as forças interiores que se haurem em Jesus.
Vive no mundo; mas não te apartes de Jesus.
Tua vida física em dado momento cessará, enquanto a tua realidade espiritual com Jesus jamais terminará.
As vitórias externas esmaecem e passam, as íntimas se fortalecem e ficam.
Ninguém jamais fugirá da sua nascente divina.
No duelo – mundo e Jesus, a tua será a opção da permanente angústia ou da promissora ventura.

Médium Divaldo Pereira Franco
Do Livro “Alerta” (extrato) – Ed. LEAL

sábado, 20 de junho de 2015

Emmanuel - Fé

Para encontrar o bem e assimilar-lhe a luz, não basta admitir-lhe a
existência. É indispensável buscá-lo com perseverança e fervor.
Ninguém pode duvidar da eletricidade, mas para que a lâmpada nos
ilumine o aposento recorremos a fios Condutores que lhe transportem a força,
desde a aparelhagem da usina distante até o recesso de nossa casa.
A fotografia é hoje fenômeno corriqueiro; contudo, para que a imagem se
fixe, na execução do retrato, é preciso que a emulsão gelatinosa sensibilize a
placa que a recebe.
A voz humana, através da radiofonia, é transmitida de um continente a
outro, com absoluta fidelidade; todavia, não prescinde do remoinho eletrônico
que, devidamente disciplinado, lhe transporta as ondulações.
Não podemos, desse modo, plasmar realização alguma sem atitude
positiva de confiança.
Entretanto, como exprimir a fé? — indaga-se muitas vezes.
A fé não encontra definição no vocabulário vulgar.
É força que nasce com a própria alma, certeza instintiva na Sabedoria de
Deus que é a sabedoria da própria vida. Palpita em todos os seres, vibra em
todas as coisas. Mostra-se no cristal fraturado que se recompõe, humilde, e
revela-se na árvore decepada que se refaz, gradativamente, entregando-se às
leis de renovação que abarcam a Natureza.
Todas as operações da existência se desenvolvem, de algum modo, sob a
energia da fé.
Confia o campo no vigor da primavera e cobre-se de flores.
Fia-se o rio na realidade da fonte, e dela não prescinde para a sua caudal
larga e profunda.
A simples refeição é, para o homem, espontâneo ato de fé. Alimentando-se,
confia ele nas vísceras abdominais que não vê.
Todo o êxito da experiência social resulta da fé que a comunidade
empenhe no respeito às determinações de ordem legal que lhe regem a vida.
Utilizando-nos conscientemente de semelhante energia, é-nos possível
suprimir longas curvas em nosso caminho de evolução.
Para isso, seja qual for a nossa interpretação religiosa da ideia de Deus, é
imprescindível acentuar em nós a confiança no bem para refletir-lhe a
grandeza.
Recordemos a lente e o Sol. O astro do dia distribui equitativamente os
recursos de que dispõe. Convergindo-lhe porém, os raios com a lente comum,
dele auferimos poder mais amplo.
O Bem Eterno é a mesma luz para todos, mas concentrando-lhe a força
em nós, por intermédio de positiva segurança íntima, decerto com mais
eficiência lhe retrataremos a glória.
Busquemo-lo, pois, infatigavelmente, sem nos determos no mal.
O tronco podado oferece frutos iguais àqueles que produzia antes do golpe
que o mutilou.
A fonte alcança o rio, desfazendo no próprio seio a lama que lhe atiram.
Sustentemos o coração nas águas vivas do bem inexaurível.
Procuremos a boa parte das criaturas, das coisas e dos sucessos que nos
cruzem a lide cotidiana. Teremos, assim, o espelho de nossa mente voltado
para o bem, incorporando-lhe os tesouros eternos, e a felicidade que nasce da
fé, generosa e operante, libertar-nos-á dos grilhões de todo o mal, de vez que o
bem, constante e puro, terá encontrado em nós seguro refletor.

Obra: Pensamento e Vida
Francisco Cândido Xavier

Emmanuel - Medo

“E, tendo medo, escondi na terra o teu talento.”
- (Mateus, Capítulo 25, Versículo. 25)


Na parábola dos talentos, o servo negligente atribui ao medo a causa do insucesso em que se infelicita.
Recebera mais reduzidas possibilidades de ganho.
Contara apenas com um talento e temera lutar para valorizá-lo.
Quanto aconteceu ao servidor invigilante da narrativa evangélica, há muitas pessoas que se acusam pobres de recursos para transitar no mundo como desejariam.
E recolhem-se à ociosidade, alegando o medo da ação.
Medo de trabalhar.
Medo de servir.
Medo de fazer amigos.
Medo de desapontar.
Medo de sofrer.
Medo da incompreensão.
Medo da alegria.
Medo da dor.
E alcançam o fim do corpo, como sensitivas humanas, sem o mínimo esforço para enriquecer a existência.
Na vida, agarram-se ao medo da morte.
Na morte, confessam o medo da vida.
E, a pretexto de serem menos favorecidos pelo destino, transformam-se, gradativamente, em campeões da inutilidade e da preguiça.
Se recebeste, pois, mais rude tarefa no mundo, não te atemorizes à frente dos outros e faze dela o teu caminho de progresso e renovação. Por mais sombria seja a estrada a que foste conduzido pelas circunstâncias, enriquece-a com a luz do teu esforço no bem, porque o medo não serviu como justificativa aceitável no acerto de contas entre o servo e o Senhor.


Obra: Fonte Viva
Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Emmanuel - Estações Necessárias

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.” — (Atos, Capítulo 3, Versiculo 19.)

Os crentes inquietos quase sempre admitem que o trabalho de redenção se processa em algumas providências convencionais e que apenas com certa atividade externa já se encontram de posse dos títulos mais elevados, junto aos Mensageiros Divinos.
A maioria dos católicos romanos pretende a isenção das dificuldades com as cerimônias exteriores; muitos protestantes acreditam na plena identificação com o céu tão-só pela enunciação de alguns hinos, enquanto enorme percentagem de espiritistas se crê na intimidade de supremas revelações apenas pelo fato de haver freqüentado algumas sessões.
Tudo isto constitui preparação valiosa, mas não é tudo.
Há um esforço iluminativo para o interior, sem o qual homem algum penetrará o santuário da Verdade Divina.
A palavra de Pedro à massa popular contém a síntese do vasto programa de transformação essencial a que toda criatura se submeterá para a felicidade da união com o Cristo. Há estações indispensáveis para a realização, porqüanto ninguém atingirá de vez a eterna claridade da culminância.
Antes de tudo, é imprescindível que o culpado se arrependa, reconhecendo a extensão e o volume das próprias faltas e que se converta, a fim de alcançar a época de refrigério pela presença do Senhor nele próprio. Aí chegado, habilitar-se-á para a construção do Reino Divino em si mesmo.
Se, realmente, Já compreendes a missão do Evangelho, identificarás a estação em que te encontras e estarás informado quanto aos serviços que deves levar a efeito para demandar a seguinte.

Obra: Pão Nosso
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Emmanuel - Aflição Vazia

Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio
aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos.
Desejamos referir-nos, sobretudo, ao sofrimento inútil da tensão mental que
nos inclina à enfermidade e nos aniquila valiosas oportunidades de serviço.
No passado e no presente, instrutores do espírito e médicos do corpo combatem
a ansiedade como sendo um dos piores corrosivos da alma. De nossa parte, é justo
colaboremos com eles, a benefício próprio, imunizando-nos contra essa nuvem da
imaginação que nos atormenta sem proveito, ameaçando-nos a organização emotiva.
Aceitemos a hora difícil com a paz do aluno honesto, que deu o melhor de si, no
estudo da lição, de modo a comparecer diante da prova, evidenciando consciência
tranquila.
Se o nosso caminho tem as marcas do dever cumprido, a inquietação nos visita
a casa íntima na condição do malfeitor decidido a subvertê-la ou dilapidá-la; e assim
como é forçoso defender a atmosfera do lar contra a invasão de agentes destrutivos, é
indispensável policiar o âmbito de nossos pensamentos, assegurando-lhes a serenidade
necessária...
Tensão à face de possíveis acontecimentos lamentáveis é facilitar-lhes a
eclosão, de vez que a ideia voltada para o mal é contribuição para que o mal aconteça; e
tensão à frente de sucessos menos felizes é dificultar a ação regenerativa do bem,
necessário ao reajuste das energias que desastres ou erros hajam desperdiçado.
Analisemos desapaixonadamente os prejuízos que as nossas preocupações
injustificáveis causam aos outros e a nós mesmos, e evitemos semelhante desgaste
empregando em trabalho nobilitante os minutos ou as horas que, muita vez,
inadvertidamente, reservamos à aflição vazia.
Lembremo-nos de que as Leis Divinas, através dos processos de ação visível e
invisível da natureza, a todos nos tratam em bases de equilíbrio, entregando-nos a elas,
entre as necessidade do aperfeiçoamento e os desafios do progresso, com a lógica de
quem sabe que tensão não substitui esforço construtivo, ante os problemas naturais do
caminho. E façamos isso, não apenas por amor aos que nos cercam, mas também a fim
de proteger-nos contra a hora da ansiedade que nasce e cresce de nossa invigilância
para asfixiar-nos a alma ou arrasar-nos o tempo sem qualquer razão de ser.

Livro: Encontro Marcado
Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Emmanuel - Esmagamento do Mal

“E o Deus de paz esmagará em breve a Satanás debaixo dos vossos pés.” — Paulo. (Romanos, Capítulo 16, Versículo 20.)

Em toda parte do Planeta se poderá reconhecer a luta sem tréguas, entre o bem e o mal.
Manifesta-se o grande conflito, sob as mais diversas formas, e, no turbilhão de seus movimentos, muitas almas sensíveis, de modo invariável, conservam-se na atitude de invocação aos gênios tutelares para que estes venham à arena combater os inimigos que as atordoam, prostrando-os de vez.
Solicitar auxílio ou recorrer à lei da cooperação representam atos louváveis do Espírito que identifica a própria fraqueza, contudo, insistir para que outrem nos substitua no esforço, que somente a nós outros cabe despender, demonstra falsa posição, suscetível de acentuar-nos as necessidades.
Satanás, representando o poder do mal, na vida humana, será esmagado por Deus; todavia, Paulo de Tarso define, com bastante clareza, o local da vitória divina. O triunfo supremo verificar-se-á sob os pés do homem.
Quando a criatura, pela própria dedicação ao trabalho iluminativo, se entregar ao Pai, sem reservas, efetuando-lhe a vontade sacrossanta, com esquecimento do velho egoísmo animal, apreendendo a grandeza de sua posição de espírito eterno, atingirá a vitória sublime.
O Senhor Todo-Paternal já se entregou aos filhos terrestres, mas raros filhos se entregaram a Ele. Indispensável, pois, não esquecer que o mal não será eliminado, a esmo, e sim debaixo dos pés de cada um de nós.

Obra: Pão Nosso
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Marco Prisco - Cultive a Prudência

Não diga: “Desta água não beberei!”
- O amanhã é incerto.
Não afirme: “Tudo fiz e nada consegui!”
- Tente de novo; há sempre um recurso que não foi usado.
Não informe: “Não posso mais; desistirei!”
- Você ignora seus recursos; sempre há possibilidades latentes, esperando movimentação.
Não imponha: ”Eu quero!”
- Nem tudo que você quer pode ser como você quer e, mesmo que seja possível, nem sempre deve ser como você deseja.
Não fale: “Ingrato! Abandonou-me.”
- Sua aparente solidão é ensejo evolutivo para a sua alma; o amor de nosso Pai não esquece ninguém.
Estenda o amor a todos, cultivando paciência.
Recorde Jesus: era Rei e fez-se vassalo.
Morrendo por amor a todas as criaturas, ainda as chama e as espera.
Não diga, pois: “Não posso mais!”
Jesus é o caminho... Siga-o e atingirá, ao fim de todas as lutas, o porto feliz de sua destinação.

Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Glossário Espírita Cristão

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Emmanuel - A Luz Segue Sempre

“E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram.” – (Lucas, 24:11.)

A perplexidade surgida no dia da Ressurreição do Senhor ainda é a mesmanos tempos que passam, sempre que a natureza divina e invisível ao olhar comum dos homens manifesta suas gloriosas mensagens.
As mulheres devotadas, que se foram em romaria de amor ao túmulo do Mestre, sempre encontraram sucessores. Todavia, são muito raros os Pedros que se dispõem a levantar para a averiguação da verdade.
Em todos os tempos, os transmissores de notícias de além-túmulo peregrinaram na terra, quanto hoje.
As escolas religiosas deturpadas, porém, somente em raras ocasiões aceitaram o valioso concurso que se lhes oferecia.
Nas épocas passadas, todos os instrumentos da revelação espiritual, com raras exceções, foram categoriz ados como bruxos, queimados na praça pública, e, ainda hoje, são tidos por dementes, visionários e feiticeiros. É que a maioria dos companheiros de jornada humana vivem agarrados aos inferiores interesses de alguns momentos e as palavras da verdade imortalista sempre lhes pareceram consumado desvario. Entregues ao efêmero, não crêem na expansão da vida, dentro do infinito e da eternidade, mas a luz da Ressurreição prossegue sempre, inspirando seus missionários ainda incompreendidos.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Obra: Vinha de Luz

André Luiz - Você e os Outros

Amigo, atendamos ao apelo da fraternidade.
Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre de falsas situações, à frente do mundo.
A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos outros.
Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, erguendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.
Evite a circunspeção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.
Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem posta.
Não crie exceções na gentileza, para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.
Não deixe meses, sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, como quem lhes ignora os sofrimentos.
Não condiciones as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas e aos sapatos brilhantes, que possam mostrar.
Não se escravize a títulos convencionais nem amplie as exigências da sua posição em sociedade.
Dê atenção a quem lhe peça, sem criar empecilhos.
Trave conhecimento com os vizinhos, sem solenidade e sem propósitos de superioridade.
Faça amizades desinteressadamente.
Aceite o favor espontâneo e preste serviço, também sem pensar em remuneração.
Saiba viver com todos, para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.
Quem se encastela na própria personalidade é assim como o poço de água parada, que envenena a si mesmo.
Seja comunicativo.
Sorria à criança.
Cumprimente o velhinho.
Converse com o doente.
Liberte o próprio coração, destruído as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas e a felicidade, que você fizer para os outros, será luz da felicidade sempre maior, brilhando em seu caminho.

Livro: Apostilas da Vida
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Mensagem do Dia

Emmanuel - Vontade

Comparemos a mente humana – espelho vivo da consciência
lúcida – a um grande escritório, subdividido em diversas seções
de serviço.
Aí possuímos o Departamento do Desejo, em que operam os
propósitos e as aspirações, acalentando o estimulo ao trabalho; o
Departamento da Inteligência, dilatando os patrimônios da evolução
e da cultura; o Departamento da Imaginação, amealhando as
riquezas do ideal e da sensibilidade; o Departamento da Memória,
arquivando as súmulas da experiência, e outros, ainda, que definem
os investimentos da alma.
Acima de todos eles, porém, surge o Gabinete da Vontade.
A Vontade é a gerência esclarecida e vigilante, governando
todos os setores da ação mental.
A Divina Providência concedeu-a por auréola luminosa à razão,
depois da laboriosa e multimilenária viagem do ser pelas
províncias obscuras do instinto.
Para considerar-lhe a importância, basta lembrar que ela é o
leme de todos os tipos de força incorporados ao nosso conhecimento.
A eletricidade é energia dinâmica.
O magnetismo é energia estática.
O pensamento é força eletromagnética.
Pensamento, eletricidade e magnetismo conjugam-se em todas
as manifestações da Vida Universal, criando gravitação e
afinidade, assimilação e desassimilação, nos campos múltiplos da
forma que servem à romagem do espírito para as Metas Supremas,
traçadas pelo Plano Divino.
A Vontade, contudo, é o impacto determinante.
Nela dispomos do botão poderoso que decide o movimento
ou a inércia da máquina.
O cérebro é o dínamo que produz a energia mental, segundo a
capacidade de reflexão que lhe é própria; no entanto, na Vontade
temos o controle que a dirige nesse ou naquele rumo, estabelecendo
causas que comandam os problemas do destino.
Sem ela, o Desejo pode comprar ao engano aflitivos séculos
de reparação e sofrimento, a Inteligência pode aprisionar-se na
enxovia da criminalidade, a Imaginação pode gerar perigosos
monstros na sombra, e a memória, não obstante fiel à sua função
de registradora, conforme a destinação que a Natureza lhe assinala,
pode cair em deplorável relaxamento.
Só a Vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia
do espírito.
Em verdade, ela não consegue impedir a reflexão mental,
quando se trate da conexão entre os semelhantes, porque a sintonia
constitui lei inderrogável, mas pode impor o jugo da disciplina
sobre os elementos que administra, de modo a mantê-los coesos
na corrente do bem.

Livro: - Pensamento e Vida
Francisco Cândido Xavier


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Emmanuel - Pensa um Pouco

“As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.” Jesus (João, 10:25)

É vulgar a preocupação do homem comum, relativamente às tradições
familiares e aos institutos terrestres a que se prende, nominalmente, exaltando-se nos
títulos convencionais que lhe identificam a personalidade. Entretanto, na vida verdadeira, criatura alguma é conhecida por
semelhantes processos. Cada Espírito traz consigo a história viva dos próprios feitos
e somente as obras efetuadas dão a conhecer o valor ou o demérito de cada um. Com o enunciado, não desejamos afirmar que a palavra esteja desprovida
de suas vantagens indiscutíveis; todavia, é necessário compreender-se que o verbo é
também profundo potencial recebido da Infinita Bondade, como recurso divino,
tornando-se indispensável saber o que estamos realizando com esse dom do Senhor
Eterno. A afirmativa de Jesus, nesse particular, reveste-se de imperecível beleza. Que diríamos de um Salvador que estatuísse regras para a Humanidade, sem partilhar-lhe as dificuldades e impedimentos?
O Cristo iniciou a missão divina entre homens do campo, viveu entre doutores irritados e pecadores rebeldes, uniu-se a doentes e aflitos, comeu o duro pão dos pescadores humildes e terminou a tarefa santa entre dois ladrões. Que mais desejas? Se aguardas vida fácil e situações de evidência no mundo, lembra-te do Mestre e pensa um pouco

Livro: Pão Nosso
Francisco Cândido Xavier

domingo, 14 de junho de 2015

Emmanuel - Afinidade


O homem permanece envolto em largo oceano de pensamentos, nutrindo-se de substância mental, em grande proporção. Toda criatura absorve, sem perceber, a influência alheia nos recursos imponderáveis que lhe equilibram a existência.
Em forma de impulsos e estímulos, a alma recolhe, nos pensamentos que atrai, as forças de sustentação que lhe garantem as tarefas no lugar em que se coloca.
O homem poderá estender muito longe o raio de suas próprias realizações, na ordem material do mundo, mas, sem a energia mental na base de suas manifestações, efetivamente nada conseguirá. Sem os raios vivos e diferenciados dessa força, os valores evolutivos dormiriam latentes, em todas as direções.
A mente, em qualquer plano, emite e recebe, dá e recolhe, renovando-se constantemente para o alto destino que lhe compete atingir. Estamos assimilando correntes mentais, de maneira permanente.
De modo imperceptível, “ingerimos pensamentos”, a cada instante, projetando, em torno de nossa individualidade, as forças que acalentamos em nós mesmos.
Por isso, quem não se habilite a conhecimentos mais altos, quem não exercite a vontade para sobrepor-se às circunstâncias de ordem inferior, padecerá, invariavelmente, a imposição do meio em que se localiza.
Somos afetados pelas vibrações de paisagens, pessoas e coisas que nos cercam.
Se nos confiamos às impressões alheias de enfermidade e amargura, apressadamente se nos altera o “tônus mental”, inclinando-nos à franca receptividade de moléstias indefiníveis. Se nos devotamos ao convívio com pessoas operosas e dinâmicas, encontramos valioso sustentáculo aos nossos propósitos de trabalho e realização.
Princípios idênticos regem as nossas relações uns com os outros, encarnados e desencarnados.
Conversações alimentam conversações.
Pensamentos ampliam pensamentos.
Demoramo-nos com que se afina conosco.
Falamos sempre ou sempre agimos pelo grupo de espíritos a que nos ligamos.
Nossa inspiração está filiada ao conjunto dos que sentem como nós, tanto quanto a fonte está comandada pela nascente.
Somos obsidiados por amigos desencarnados ou não e auxiliados por benfeitores, em qualquer plano da vida, de conformidade com a nossa condição mental.
Daí, o imperativo de nossa constante renovação para o bem infinito.
Trabalhar incessantemente é dever.
Servir é elevar-se.
Aprender é conquistar novos horizontes.
Amar é engrandecer-se.
Trabalhando e servindo, aprendendo e amando, a nossa vida íntima se ilumina e se aperfeiçoa, entrando gradativamente em contato com os grandes gênios da imortalidade gloriosa.

Livro: Roteiro.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Meimei - Assuntos

É verdade.
Por mais que silencies e por mais que a prudência te assinale as manifestações, a vida te exige relacionamento.
E o relacionamento te pede falar.
Surgem aqueles que se referem ao tempo e às dificuldades do mundo.
Outros se reportam aos fatos da época em que vives, comentando ocorrências que a imprensa divulga.
E, em muitas ocasiões, anotas a inconveniência e a infelicidade dos apontamentos expostos.
Quando isso acontecer, respeita as qualidades e os créditos daqueles que comandam as notas que o boato acalenta e modifica a situação.
Todo diálogo assemelha-se à estrada de que se pode retirar esse ou aquele ramal para determinados fins.
À vista disso, quando a conversação ambiente se te mostre indesejável,usa tato e caridade e improvisa um ramal para o trânsito de novas idéias.
Feito isso, tanto quanto possível e se possível, auxilia aos circunstantes, falando de Jesus.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier

sábado, 13 de junho de 2015

Emmanuel - Vós Portanto...

“Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados e descaiais da vossa firmeza.” – Pedro. (II PEDRO, 3:17.)

O esclarecimento íntimo é inalienável tesouro dos discípulos sinceros do Cristo.
O mundo está cheio de enganos dos homens abomináveis que invadiram os domínios da política, da ciência, da religião e ergueram criações chocantes para os espíritos menos avisados; contam-se por milhões as almas com eles arrebatadas às surpresas da morte e absolutamente desequilibradas nos círculos da vida espiritual. Do cume falso de suas noções individualistas precipitam-se em despenhadeiros apavorantes, onde perdem a firmeza e a luz.
Grande número dos imprevidentes encontram socorro justo, porquanto desconheciam a verdadeira situação. Não se achavam devidamente informados. Os homens abomináveis ocultavam-lhes o sentido real da vida.
Semelhante benemerência, contudo, não poderá atingir os aprendizes que conhecem, de antemão, a verdade.
O aluno do Evangelho somente se alimentará de equívocos deploráveis, se quiser.
Rodopiará, por isso mesmo, no torvelinho das sombras se nele cair voluntariamente, no capítulo da preferência individual.
O ignorante alcançará justificativa.
A vítima será libertada.
O doente desprotegido receberá enfermagem e remédio.
Mas o discípulo de Jesus, bafejado pelos benefícios do Céu todos os dias, que se rodeia de esclarecimentos e consolações, luzes e bênçãos, esse deve saber, de antemão, quanto lhe compete realizar em serviço e vigilância e, caso aceite as ilusões dos homens abomináveis, agirá sob a responsabilidade que lhe é própria, entrando na partilha das aflitivas realidades que o aguardam nos planos inferiores.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Obra: Vinha de Luz.

André Luiz - Respeite Tudo

Do cultivo da crença raciocinada, no santuário da Inteligência, nascem os frutos substanciosos da certeza no porvir.
Da vontade de realizar o bem, surgem todos os empreendimentos duradouros no mundo.
Do esforço disciplinado e incessante, nenhuma construção pode prescindir para permanecer equiparada na sua atividade específica.
Dos sinais vivos e puros da fraternidade no próprio semblante ninguém pode fugir, se deseja alcançar a alegria real.
Da busca criteriosa do conhecimento promana a atualização e a competência do trabalhador.
Da utilização da hora presente, em movimento digno, decorrem a segurança e a tranquilidade merecida nas horas próximas.
Da hierarquia de valores, sustentada pelas Leis Eternas, alma alguma conseguirá esquivar-se.
Da fixação do mal no leito da estrada derivam-se todas as frustrações e todas as dores que perturbam a marcha do caminheiro.
*
A vida constitui encadeamento lógico de manifestações, e encontramos em toda
parte a sucessão contínua de suas atividades, com influenciação recíproca entre todos os
seres, salientando-se que cada coisa e cada criatura procede e depende de outras coisas
e de outras criaturas.
Assim, respeite tudo, ame a todos e confie sempre na vitória do bem, para que você
possa manter os padrões da verdadeira felicidade no campo íntimo, dentro do Campo
Ilimitado da Evolução.

Livro : Estude e Viva
Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Meimei - Pensamentos

Deus é nosso Pai.
Somos irmãos uns dos outros.
Jesus é o Divino Mestre que Deus nos enviou.
A oração é o meio imediato de nossa comunhão com o Pai Celestial.
Nossos melhores pensamentos procedem da inspiração do Alto.
A presença de Deus pode ser facilmente observada na bondade permanente e na
inteligência silenciosa da Natureza que nos cerca.
Devemos amar-nos uns aos outros.
A voz divina pode ser reconhecida nos bons conselhos.
Sempre que ajudarmos, seremos ajudados.
Em nossa terna Mãezinha,
Cheia de santa afeição,
Sentimos que Deus nos fala
No fundo do coração.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Do livro Pai Nosso

Bezerra de Menezes - Caminhando


... a experiência na Terra, em muitas ocasiões, pode ser comparada à viagem de um homem, através de selva incomensurável. É preciso compreender a necessidade de vigilância para que os perigos se não convertem em desastres e para que a expectativa não se transforme em angústia.
Acendamos a lâmpada vida da prece e caminhemos, adiante, à procura do Cristo e em serviço d’Ele, nosso Divino Mestre, ao pé dos semelhantes.
... esqueçamos a agressividade do solo inculto e a sombra do matagal para nos lembrarmos constantemente de que é preciso varar os obstáculos ao encontro do Mestre, o Sol Claro de nossas almas.

De mensagem recebida em 26.04.1958.
Do Livro “Bezerra, Chico e Você”
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Emmanuel - Pai Nosso

“Pai nosso…” – Jesus. (Mateus, 6:9.)

A grandeza da prece dominical nunca será devidamente compreendida por nós que lhe recebemos as lições divinas.
Cada palavra, dentro dela, tem a fulguração de sublime luz.
De início, o Mestre Divino lança-lhe os fundamentos em Deus, ensinando que o Supremo Doador da Vida deve constituir, para nós todos, o princípio e a finalidade de nossas tarefas.
É necessário começar e continuar em Deus, associando nossos impulsos ao plano divino, a fim de que nosso trabalho não se perca no movimento ruinoso ou inútil.
O Espírito Universal do Pai há de presidir-nos o mais humilde esforço, na ação de pensar e falar, ensinar e fazer.
Em seguida, com um simples pronome possessivo, o Mestre exalta a comunidade.
Depois de Deus, a Humanidade será o tema fundamental de nossas vidas.
Compreenderemos as necessidades e as aflições, os males e as lutas de todos os que nos cercam ou estaremos segregados no egoísmo primitivista.
Todos os triunfos e fracassos que iluminam e obscurecem a Terra pertencem-nos, de algum modo.
Os soluços de um hemisfério repercutem no outro.
A dor do vizinho é uma advertência para a nossa casa.
O erro de um irmão, examinado nos fundamentos, é igualmente nosso, porque somos componentes imperfeitos de uma sociedade menos perfeita, gerando causas perigosas e, por isso, tragédias e falhas dos outros afetam-nos por dentro.
Quando entendemos semelhante realidade, o império do eu” passa a incorporar-se por célula bendita à vida santificante.
Sem amor a Deus e à Humanidade, não estamos suficientemente seguros na oração.
Pai nosso… – disse Jesus para começar. Pai do Universo…
Nosso mundo…
Sem nos associarmos aos propósitos do Pai, na pequenina tarefa que nos foi permitido executar, nossa prece será, muitas vezes, simples repetição do “eu quero”, invariavelmente cheio de desejos, mas quase sempre vazio de sensatez e de amor.

Obra: Fonte Viva
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Emmanuel - Nuvens

“E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, a ele ouvi.” — (Lucas, capítulo 9, versículo 35.)

O homem, quase sempre, tem a mente absorvida na contemplação das nuvens que lhe surgem no horizonte. São nuvens de contrariedades, de projetos frustrados, de esperanças desfeitas.
Por vezes, desespera-se envenenando as fontes da própria vida.
Desejaria, invariavelmente, um céu azul a distância, um Sol brilhante no dia e luminosas estrelas que lhe embelezassem a noite.
No entanto, aparece a nuvem e a perplexidade o toma, de súbito.
Conta-nos o Evangelho a formosa história de uma nuvem.
Encontravam-se os discípulos deslumbrados com a visão de Jesus transfigurado, tendo junto de si Moisés e Elias, aureolados de intensa luz.
Eis, porém, que uma grande sombra comparece. Não mais distinguem o maravilhoso quadro.
Todavia, do manto de névoa espessa, clama a voz poderosa da revelação divina: “Este é o meu amado Filho, a ele ouvi!” Manifestava-se a palavra do Céu, na sombra temporária.
A existência terrestre, efetivamente, impõe angústias inquietantes e aflições amargosas. É conveniente, contudo, que as criaturas guardem serenidade e confiança, nos momentos difíceis.
As penas e os dissabores da luta planetária contêm esclarecimentos profundos, lições ocultas, apelos grandiosos. A voz sábia e amorosa de Deus fala sempre através deles.

Psicografia de: Francisco Cândido Xavier
Obra: Caminho, Verdade e Vida

Joanna de Ângelis - Ante o Mundo e Jesus

O mundo pede socorro a Jesus.
Ele atende, porém, espera por nós.
O mundo roga paz.
Jesus transmite tranquilidade, todavia, a todos estimula para que auxiliemos na fraternidade.
O mundo suplica apoio para livrar-se do ódio.
Jesus é recurso libertador que propõe a paciência e o trabalho solidário entre as criaturas.
O mundo promove desespero e algaravia.
Jesus doa silêncio e fé.
Compara as incertezas no mundo e a segurança com Jesus.
Considera os impositivos de fora, no mundo, e as forças interiores que se haurem em Jesus.
Vive no mundo; mas não te apartes de Jesus.
Tua vida física em dado momento cessará, enquanto a tua realidade espiritual com Jesus jamais terminará.
As vitórias externas esmaecem e passam, as íntimas se fortalecem e ficam.
Ninguém jamais fugirá da sua nascente divina.
No duelo – mundo e Jesus, a tua será a opção da permanente angústia ou da promissora ventura.

Médium Divaldo Pereira Franco
Do livro “Alerta” (extrato) – Ed. LEAL

terça-feira, 9 de junho de 2015

Meimei - Pensamentos

Deus é nosso Pai.
Somos irmãos uns dos outros.
Jesus é o Divino Mestre que Deus nos enviou.
A oração é o meio imediato de nossa comunhão com o Pai Celestial.
Nossos melhores pensamentos procedem da inspiração do Alto.
A presença de Deus pode ser facilmente observada na bondade permanente e na
inteligência silenciosa da Natureza que nos cerca.
Devemos amar-nos uns aos outros.
A voz divina pode ser reconhecida nos bons conselhos.
Sempre que ajudarmos, seremos ajudados.
Em nossa terna Mãezinha,
Cheia de santa afeição,
Sentimos que Deus nos fala
No fundo do coração.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Do livro Pai Nosso

Joanna de Ângelis - Diante do Destino


Equivocado o ensino de que a "sorte é responsável pelo destino de cada homem".
Absurda a teoria em torno dos que devem irremissivelmente "sofrer desgraças".
O destino individual resulta dos atos de cada criatura. Por isso mesmo, a todo instante, sofre ela injunções positivas e negativas que lhe alteram a planificação.
Querer ou não querer, esforçar-se ou não pelo triunfo pessoal, depende de cada aprendiz da vida.
Não transfiras culpas, escudando-te no destino, ou no propelimento da natureza íntima, ou nos fatores circunstanciais...
Acumpliciamento com o mal é afinidade para com ele. Sintonia com o bem é sede de amor e ânsia de felicidade.
Lição é prêmio da vida, como a experiência representa aquisição preciosa do esforço pessoal, intransferível.
De forma alguma desistas de lutar, de tentar em esforço de reabilitação, de repetir a tarefa até lograr a vitória.


Médium: Divaldo Pereira Franco
Livro: Leis Morais da Vida (extrato) - Ed. LEAL

domingo, 7 de junho de 2015

Emmanuel - Apóstolos

“Porque tenho para mim que Deus a nós, apóstolos, nos pôs por últimos, como condenados à morte; pois somos feitos espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 4:9.)

O apóstolo é o educador por excelência. Nele residem a improvisação de trabalho e o sacrifício de si mesmo para que a mente dos discípulos se transforme e se ilumine, rumo à esfera superior.
O legislador formula decretos que determinam o equilíbrio e a justiça na zona externa do campo social.
O administrador dispõe dos recursos materiais e humanos, acionando a máquina dos serviços terrestres.
O sacerdote ensina ao povo as maneiras da fé, em manifestações primárias.
O artista embeleza o caminho da inteligência, acordando o coração para as mensagens edificantes que o mundo encerra em seu conteúdo de espiritualidade.
O cientista surpreende as realidades da Sabedoria Divina criadas para a evolução da criatura e revela-lhes a expressão visível
ou perceptível ao conhecimento popular.
O pensador interroga, sondando os fenômenos passageiros.
O médico socorre a carne enfermiça.
O guerreiro disciplina a multidão e estabelece a ordem.
O operário é o ativo menestrel das formas, aperfeiçoando os vasos destinados à preservação da vida.
Os apóstolos, porém, são os condutores do espírito.
Em todas as grandes causas da Humanidade, são instituições vivas do exemplo revelador, respirando no mundo
das causas e dos efeitos, oferecendo em si mesmos a essência do que ensinam, a verdade que demonstram e a claridade que acendem ao redor dos outros.
Interferem na elaboração dos pensamentos dos sábios e dos ignorantes, dos ricos e dos pobres, dos grandes e dos humildes, renovando-lhes o modo de crer e de ser, a fim de que o mundo se engrandeça e se santifique. Neles surge a equação dos fatos e das idéias, de que se constituem pioneiros ou defensores, através da doação total de si próprios a benefício de todos. Por isso, passam na Terra, trabalhando e lutando, sofrendo e crescendo sem descanso, com etapas numerosas pelas cruzes da incompreensão e da dor. Representando, em si, o fermento espiritual que leveda a massa do progresso e do aprimoramento, transitam no mundo, conforme a definição de Paulo de Tarso, como se estivessem colocados pela Providência Divina nos últimos lugares da experiência humana, à maneira de condenados a incessante sofrimento, pois neles estão condensadas a demonstração positiva do bem para o mundo, a possibilidade de atuação para os Espíritos Superiores e a fonte de benefícios imperecíveis para a Humanidade inteira.

Obra: Fonte Viva
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Allan Kardec

Emmanuel - Apascenta

“Apascenta as minhas ovelhas.” – Jesus. (João, 21:17.)

Significativo é o apelo do Divino Pastor ao coração amoroso de Simão Pedro para que lhe continuasse o apostolado.
Observando na Humanidade o seu imenso rebanho, Jesus não recomenda medidas drásticas em favor da disciplina compulsória.
Nem gritos, nem xingamentos.
Nem cadeia, nem forca.
Nem chicote, nem vara.
Nem castigo, nem imposição.
Nem abandono aos infelizes, nem flagelação aos transviados.
Nem lamentação, nem desespero. “Pedro, apascenta as minhas ovelhas!” Isso equivale a dizer:
– Irmão, sustenta os companheiros mais necessitados que tu mesmo.
Não te desanimes perante a rebeldia, nem condenes o erro, do qual a lição benéfica surgirá depois.
Ajuda ao próximo, ao invés de vergastá-lo.
Educa sempre.
Revela-te por trabalhador fiel.
Sê exigente para contigo mesmo e ampara os corações enfermiços e frágeis que te acompanham os passos.
Se plantares o bem, o tempo se incumbirá da germinação, do desenvolvimento, da florescência e da frutificação, no instante oportuno.
Não analises, destruindo.
O inexperiente de hoje pode ser o mentor de amanhã.
Alimenta a “boa parte” do teu irmão e segue para diante. A vida converterá o mal em detritos e o Senhor fará o resto.

Obra: Fonte Viva
Francisco Cândido Xavier

Emmanuel - Pessoalmente

Estudos e dissertações de “O céu e o inferno”, 1ª Parte, Capítulo VII, Parágrafo 13, de Allan Kardec, pelo Espírito Emmanuel.

Toda produção tem alicerces na unidade.
As máquinas que se padronizam para esse ou aquele gênero de trabalho, mesmo que se pareçam entre si, são aparelhos que se individuam distintamente.
As árvores, embora revelem as características da espécie a que se filiam, possuem existência própria.
Os alunos de um estabelecimento de ensino partilham lições iguais, na classe a que se ajustam; no entanto, reagem de modo particular, diante do estudo, e classificam-se com notas diferentes.
Catalogam-se enfermos num hospital, segundo os sintomas que apresentam; contudo, cada um exige ficha determinada e tem o seu problema resolvido no momento exato.
Surgem máquinas e constrói-se a oficina.
Repontam árvores e alteia-se a floresta.
Congregam aprendizes e levanta-se a escola.
Alinham-se doentes e a casa de saúde aparece.
Recorremos, porém, a semelhantes imagens para destacar que o inferno, considerado por localidade inferior ou estância de suplício, depois da morte, começa de cada um e comunica-se, pessoalmente, de espírito desvairado a espírito desvairado.
Não haveria penitenciária se não houvesse delinquente.
Notemos, ainda, que se a ciência médica no mundo ergue caridosamente o manicômio, para socorrer a loucura, a Providência Divina permite a colonização dos seres bestializados, além do túmulo, em regiões específicas do Espaço, para limitação e tratamento das calamidades mentais em que se projetaram ou que fizeram por merecer.
Desse modo, que nenhum de nós se esqueça da lei de ação e reação.
Isso porque a falta, que depende de nós, chega antes, e o sanatório que a corrige chega depois.

De “Justiça Divina”, de Francisco Cândido Xavier

sábado, 6 de junho de 2015

Emmanuel - Estás Doente?

“E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará.” – (Tiago, 5:15.)

Todas as criaturas humanas adoecem, todavia, são raros aqueles que cogitam de cura real.
Se te encontras enfermo, não acredites que a ação medicamentosa, através da boca ou dos poros, te possa restaurar integralmente.
O comprimido ajuda, a injeção melhora, entretanto, nunca te esqueças de que os verdadeiros males procedem do coração.
A mente é criadora. A vida, pouco a pouco, plasma em torno de teus passos aquilo que desejas.
De que vale a medicação exterior, se prossegues triste, acabrunhado ou insubmisso?
De outras vezes, pedes o socorro de médicos humanos ou de benfeitores espirituais, mas, ao surgirem as primeiras melhoras, abandonas o remédio ou o conselho salutar e voltas aos mesmos abusos que te conduziram à enfermidade.
Como regenerar a saúde, se perdes longas horas na posição da cólera ou do desânimo? A indignação rara, quando justa e construtiva no interesse geral, é sempre um bem, quando sabemos orientá-la em serviços de elevação; contudo, a indignação diária, a propósito de tudo, de todos e de nós mesmos, é um hábito pernicioso, de conseqüências imprevisíveis.
O desalento, por sua vez, é clima anestesiante, que entorpece e destrói.
E que falar da maledicência ou da inutilidade, com as quais despendes tempo valioso e longo em conversação infrutífera, extinguindo as tuas forças?
Que gênio milagroso te doará o equilíbrio orgânico, se não sabes calar, nem desculpar, se não ajudas, nem compreendes, se não te humilhas para os desígnios superiores, nem procuras harmonia com os homens?
Por mais se apressem socorristas da Terra e do Plano Espiritual, em teu favor, devoras as próprias energias, vítima imprevidente do suicídio indireto.
Se estás doente, meu amigo, acima de qualquer medicação, aprende a orar e a entender, a auxiliar e a preparar o coração para a Grande Mudança.
Desapega-te de bens transitórios que te foram emprestados pelo Poder Divino, de acordo com a Lei do Uso, e lembra-te de que serás, agora ou depois, reconduzido à Vida Maior, onde encontramos sempre a própria consciência.
Foge à brutalidade.
Enriquece os teus fatores de simpatia pessoal, pela prática do amor fraterno.
Busca a intimidade com a sabedoria, pelo estudo e pela meditação.
Não manches teu caminho.
Serve sempre.
Trabalha na extensão do bem.
Guarda lealdade ao ideal superior que te ilumina o coração e permanece convicto de que se cultivas a oração da fé viva, em todos os teus passos, aqui ou além, o Senhor te levantará.

Obra: Fonte Viva
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

Joanna de Ângelis - Tolerância

Sejamos indulgentes em relação às opiniões, comportamento e direito de crença de outrem, desde que não firam os sentimentos alheios, nem atentem contra as regras da dignidade humana ou a lei.
A tolerância revela elevada cultura e sentimentos superiores.
Floresce no estoico e frutesce no santo.
Adversária da prepotência, é confundida com a indiferença ou a cobardia moral.
Jamais é conivente. Mas contempla os que a exercitam com altos critérios de renovação íntima, paciência, humildade e coragem.
Não se impondo, expõe com perseverança e conquista pela lógica da razão, auxiliando o amadurecimento dos demais, sem azedume ou precipitação.
Pela argumentação em que se firma, convence quanto à necessidade de respeitar-se e amar-se, concedendo ao próximo o direito de experimentar o que deseje para si próprio.
Tolerância sempre. Com sua prática, a fraternidade distende braços e enlaça cordialmente toda a família humana.

Médium: Divaldo Pereira Franco
Livro: Estudos Espíritas (extrato) - Ed. LEAL

sexta-feira, 5 de junho de 2015

André Luiz - Valores da Vida


Todo intercâmbio entre as almas estás em constante processo de renovação no sustento da marcha evolutiva de todos.
Nenhum coração pode viver normalmente sem companhia.
Olhar, gesto e palavra, ocorrências naturais em qualquer recanto da vida terrestre, têm significações profundas para garantia da felicidade.
O olhar exprime os mais diversos sentimentos na mímica da face.
O gesto pode ser movimento inicial de grandes ações.
A palavra constrói ou destrói facilmente e, em segundos, estabelece, por vezes, resultados vitais para muitos anos.
Toda criação da consciência reveste-se de importância particular.
Desde o pensamento isolado a germinar da forja do cérebro à plasmagem respectiva, tudo se afirma com valor específico, registrado, medido julgado por Leis Interrogáveis.
Modificam-se os Valores da vida externa, segundo os valores do entendimento.
Examinemos semelhante realidade.
O arco e a flecha, preciosos para o selvagem, carecem de proveito nas mãos de homem relativamente instruído.
Uma enciclopédia mostra expressão diferente aos olhos do professor e aos olhos do analfabeto.
As notas musicais são melodias para o músico e vibrações sonoras para o físico.
O desespero desconhece a paz que mora invariável no centro da vida.
A teimosia apenas aprova o que lhe convém às cristalizações.
O egoísmo vê concorrentes em todas as criaturas.
A fraternidade encontra irmãos em todos os companheiros.
A avaliação do bem e do belo varia, portanto, de espírito a espírito, de acordo com o burilamento intimo de cada um.
Levantemos o pensamento para Jesus.
O Evangelho reúne os valores indestrutíveis.
Aproveita o mínimo ensejo de auxiliar aos semelhantes.
Observa o lado nobre das ocorrências.
Ajusta o colorido do otimismo nas telas do cotidiano.
Confia e espera com paciência.
O objetivo maior da Criação é a felicidade real para todos.
Estuda ao redor de teus passos se os seres e as cousas, os fatos e as vidas permanecem estacionários ou progressistas, na procura de valores eternos e, buscando a tua própria integração com o melhor, caminharás firmemente no rumo da Perfeição.

Obra: Sol nas Almas - Waldo Vieira

Joanna de Ângelis - Ansiedade


A ansiedade é uma das características habituais da conduta humana contemporânea.
Algumas de suas causas são a ambição, a competição pela sobrevivência e as constrições da sociedade egoísta.
A ansiedade tem manifestações e limites naturais perfeitamente aceitáveis.
Em certas circunstâncias, é compreensível uma atitude de equilibrada expectativa.
Ao exceder para os distúrbios respiratórios, a sudorese, a perturbação gástrica e a insônia, o clima de ansiedade torna-se um estado patológico com riscos de dano para a vida.
O desafio do homem é autodescobrir-se.
Melhor conhecendo sua realidade espiritual, percebe novos significados para a sua luta, os quais contribuem para sua tranquilidade e autoconfiança.
São válidas para os momentos de ansiedade as lições de Cristo sobre o amor ao próximo, a compaixão e a solidariedade fraternal, ao lado da oração, que gera energias de otimismo e fé, propiciando equilíbrio e paz.

Médium: Divaldo Pereira Franco
Livro: O Homem Integral (extrato) - Ed. ALVORADA

Pacificação - Joanna de Ângelis

Torna-te pacificador.
Onde te encontres, estimula a paz e vive em paz.
Os tumultos que aturdem os homens e as lutas que se travam em toda parte poderiam ser evitados,
ou pelo menos contornados, se os homens mantivessem o espírito de boa vontade, uns para com os outros.
Uma ofensa silenciada, uma agressão desculpada, um golpe desviado, evitam conflitos
que ardem em chamas de ódio.
Confia na força da não-violência e a paz enflorescerá o teu e o coração de quantos se
acerquem de ti.


Psicografia de Divaldo Franco.
Livro: Vida Feliz.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Marco Prisco - Quem Sabe...

Não se atribua a posse exclusiva da verdade.
- Quem sabe discernir descobre fragmentos e expressões da verdade em toda parte.
Poupe-se de parecer mais do que é.
- Quem sabe conhecer-se está informado de que há pessoas mais e menos dotadas, portanto, melhores e piores do que ele próprio.
Nunca se suponha indispensável.
- Quem sabe servir não ignora que está produzindo sempre a benefício de si mesmo.
Elabore seus programas com antecipação.
- Quem sabe ser prudente está preparado tanto para o êxito como para o insucesso, mantendo-se tranquilo em qualquer circunstância.
Não sucedendo o seu trabalho conforme você esperava, conserve a serenidade.
- Quem sabe manter-se calmo ante o imprevisto supera o problema e domina a situação.
Você abraça uma filosofia existencial que afirma a sobrevivência após a morte.
- Quem sabe disso deve estar preparado a todo o momento, porquanto, vivendo hoje com elevação, amanhã prosseguirá com felicidade.

Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Sementes de Vida Eterna (extrato) - Ed. LEAL

Emmanuel - Sabemos

Em matéria de educação a nós mesmos, existe, comumente, um adversativo, em nossas melhores definições.
Via de regra, afirmamos, a cada trecho de nossa marcha espiritual:
Sei que a morte é apenas mudança e devo corrigir-me para a Vida Maior, entretanto, estou sob o cativeiro de inúmeras imperfeições, à maneira de árvore asfixiada pela erva-de-passarinho, e não consigo renovar-me;
sei que é necessário praticar o bem para que o mal não me ensombre as horas, todavia, por mais me esforce, não chego a vencer a preguiça que me entorpece;
sei que é urgente estudar, melhorando conhecimentos, a fim de entender os desafios do mundo e solucioná-los com segurança, contudo, não tenho tempo;
sei que é minha obrigação abraçar as boas obras, que as circunstâncias me indicam, em proveito de minha felicidade, mas receio entrar em choque com as alheias opiniões.
Sei que é preciso... — é a nossa frase trivial, diante do serviço que nos compete, no entanto, habitualmente falha o motor da vontade, no momento da ação.
Quase sempre, perdemos tempo precioso, empenhando-nos em saber o que ainda estamos muito longe de aprender; numa atitude, aliás muito compreensível, porquanto, desejando saber dignamente, a curiosidade respeitável alenta o progresso; mas, se fizéssemos o melhor do que já conhecemos, transferindo ideais e planos superiores das linhas teóricas para o terreno a realização e da prática, desde muito, estaríamos guindados à posição de nomes apostolares das doutrinas redentoras que apregoamos, adiantando o relógio da evolução terrestre.
Como é fácil de notar, nós todos, coletivamente examinados, criamos muitas dificuldades na Terra, pela ânsia de fazer sem saber, mas agravamos, consideravelmente, essas mesmas dificuldades pelo atraso de saber e não fazer.

De “Intervalos”, de Francisco Cândido Xavier.

Emmanuel - Tuas Dificuldades

Imagina como seria difícil de suportar um educandário em que os alunos tão-somente soubessem chorar na hora do ensino.
Consideremos, pois, a Terra nossa escola multimilenária, cumprindo-nos receber-lhe as dificuldades por lições úteis e objetivas.
Diante dos obstáculos, ninguém precisa fixar-se no lado escuro que apresentem.
Um náufrago, ao sabor das ondas, não se lembrará de examinar o lodo no fundo das águas, mas refletirá no melhor meio de alcançar a terra firme.
Minuto de queixa é minuto perdido, arruinando talentos preciosos para a solução dos problemas.
Toda prova aparece para elastecer-nos a força e aperfeiçoar-nos a experiência.
Quase toda dificuldade implica sofrimento e sofrimento, mormente os que não criamos, redunda em renovação e auxílio para nós mesmos.
Encaremos os obstáculos da vida sem receio. Cada qual deles nos traz mensagem determinada: um desafia a paciência; outro pede amor...
Compreende e suporta, constrói e beneficia.
Tuas dificuldades – tuas bênçãos.

Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Coragem (extrato) Ed. CEC

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