quinta-feira, 30 de abril de 2015

Emmanuel - Provas de Fogo

"E o fogo provará qual seja a obra de cada um”. – Paulo. (I Coríntios, 3:13).

A indústria mecanizada dos tempos modernos muito se refere às provas de fogo para positivar a resistência de suas obras e, ponderando o feito, recordemos que o Evangelho, igualmente, se reporta a essas provas, há quase vinte séculos, com respeito às aquisições espirituais.
Escrevendo aos coríntios, Paulo imagina os obreiros humanos construindo sobre o único fundamento, que é Jesus-Cristo, organizando cada qual as próprias realizações, de conformidade com os recursos evolutivos.
Cada discípulo, entretanto, deve edificar o trabalho que lhe é peculiar, convicto de que os tempos de luta o descobrirão aos olhos de todos, para que se efetue reto juízo acerca de sua qualidade.
O aperfeiçoamento do mundo, na feição material, pode fornecer a imagem do que seja a importância dessas aferições de grande vulto. A Terra permanece cheia de fortunas, posições, valores e inteligências que não suportam as provas de fogo; mal se aproximam os movimentos purificadores, descem, precipitadamente, os degraus da miséria, da ruína, da decadência. No serviço do Cristo, também é justo que o aprendiz aguarde o momento de verificação das próprias possibilidades. O caráter, o amor, a fé, a paciência, a esperança representam conquistas para a vida eterna, realizadas pela criatura, com o auxílio santo do Mestre, mas todos os discípulos devem contar com as experiências necessárias que, no instante oportuno, lhe provarão as qualidades espirituais.


Obra: Pão Nosso

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Parentela - Emmanuel

“E disse-lhe: Sai de tua terra e dentre a tua parentela e dirige-te à
terra que eu te mostrar.” — (Atos, capítulo 7, versículo 3.)


Nos círculos da fé, vários candidatos à posição de discípulos de Jesus
queixam-se da sistemática oposição dos parentes, com respeito aos princípios
que esposaram para as aquisições de ordem religiosa.
Nem sempre os laços de sangue reúnem as almas essencialmente afins.
Frequentemente, pelas imposições da consanguinidade, grandes inimigos são
obrigados ao abraço diuturno, sob o mesmo teto.
É razoável sugerir-se uma divisão entre os conceitos de “família” e
“parentela”. O primeiro constituiria o símbolo dos laços eternos do amor, o
segundo significaria o cadinho de lutas, por vezes acerbas, em que devemos
diluir as imperfeições dos sentimentos, fundindo-os na liga divina do amor para
a eternidade. A família não seria a parentela, mas a parentela converter-se-ia,
mais tarde, nas santas expressões da família.
Recordamos tais conceitos, a fim de acordar a vigilância dos companheiros
menos avisados.
A caminho de Jesus, será útil abandonar a esfera de maledicências e
incompreensões da parentela e pautar os atos na execução do dever mais
sublime, sem esmorecer na exemplificação, porquanto, assim, o aprendiz fiel
estará exortando-a, sem palavras, a participar dos direitos da família maior, que
é a de Jesus-Cristo.

De: “Caminho, Verdade e Vida – Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Energia e Brandura

Na marcha do dia-dia, urge harmonizar as manifestações de nossas
qualidades com o espírito de proporção e proveito, a fim de que o extremismo não nos
imponha acidentes, no trânsito de nossas tarefas e relações.
Energia na fé; não demais que tombe em fanatismo.
Brandura na humildade; não demais que entremostre relaxamento.
Energia na convicção; não demais que se transforme em teimosia.
Brandura na humildade; não demais que degenere em servilismo.
Energia na justiça; não demais que seja crueldade.
Brandura na gentileza; não demais que denuncie bajulação.
Energia na sinceridade; não demais que descambe no desrespeito.
Brandura na paz; não demais que se acomode em preguiça.
Energia na coragem; não demais que se faça temeridade.
Brandura na prudência; não demais que se recolha em comodismo.
No caminho da vida, há que aprender com a própria vida.
Vejamos o carro moderno nas viagens de hoje; nem passo a passo,
porque isso seria ignorar o progresso, diante do motor; nem velocidade além dos limites
justos, o que seria abusar do motor para descer ao desastre e à morte prematura.
Em tudo, equilíbrio, porque, se tivermos equilíbrio, asseguraremos, em
toda parte e em qualquer tempo, a presença de caridade e paciência, em nós mesmos,
as duas guardiãs capazes de garantir-nos trajeto seguro e chegada feliz.


Livro: Alma e Coração
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 28 de abril de 2015

Emmanuel - O Remédio Salutar

"Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros para que sareis." - (Tiago, 5:16.)

A doença sempre constitui fantasma temível no campo humano, qual se a Carne fosse tocada de maldição; entretanto, podemos afiançar que o número de enfermidades, essencialmente orgânicas, sem interferências psíquicas, é positivamente diminuto.
A maioria das moléstias procede da alma, das profundezas do ser. Não nos reportando à imensa caudal de provas expiatórias que invade inúmeras existências, em suas expressões fisiológicas, referimo-nos tão-somente às moléstias que surgem, de inesperado, com raízes no coração.
Quantas enfermidades pomposamente batizadas pela ciência médica não Passam de estados vibratórios da mente em desequilíbrio?
Qualquer desarmonia interior atacará naturalmente o organismo em sua Zona vulnerável. Um experimentar-lhe-á os efeitos no fígado, outro, nos rins e, ainda outro, no próprio sangue.
Em tese, todas as manifestações mórbidas se reduzem a desequilíbrio, desequilíbrio esse cuja causa repousa no mundo mental.
O grande apóstolo do Cristianismo nascente foi médico sábio, quando Aconselhou a aproximação recíproca e a assistência mútua como remédio salutares. O ofensor que revela as próprias culpas, ante o ofendido, lança fora detritos psíquicos, aliviando o plano interno; quando oramos uns pelos outros, nossas mentes se unem, no círculo da intercessão espiritual, e, embora não se verifique o registro imediato em nossa consciência comum, há conversações silenciosas pelo "sem fio" do pensamento.
A cura jamais chegará sem o reajustamento íntimo necessário, e quem Deseje melhoras positivas, na senda de elevação, aplique o conselho de Tiago; nele, possuímos remédio salutar para que saremos na qualidade de enfermos encarnados ou desencarnados.

De: Vinha de Luz
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel

Desce para Ajudar

Fácil é buscar os recursos da subida, embora muitos se desencantem ao primeiro contato com o pedregulho da montanha íngreme... É sempre doce planejar a ascensão e amealhar recursos para a acidentada viagem.
Promessas, abraços, carinhos são prazeres acessíveis a todos...
Entretanto, quão poucos se lembram de “descer para ajudar”! Quão raros os corações que aprendem a apagar temporariamente a colorida lanterna dos próprios sonhos, a fim de estenderem braços amigos aos que se debatem na sombra do vale ou no lodo escuro do pântano!
Todos sabem que há ignorância, dor e miséria, onde as trevas se aninham, mas dificilmente alguém se recorda de acender alguma claridade para os que, ainda, de muito longe, lhe seguem os passos.
– Não posso! – dizem uns.
– É pecado! – clamam outros.
– Não devo – respondem muitos.
No entanto, Jesus desceu e amparou-nos; renunciou à sublimidade dos anjos e conviveu com os homens; obscureceu a própria refulgência divina e abraçou os pecadores e os transviados na senda terrestre.
Caridade! Caridade! Não estarás ao pé das chagas que agonizam, dos trapos que choram, dos gemidos que não têm voz? Não viverás pelos braços dos justos, amenizando os padecimentos dos que se projetaram no desfiladeiro da expiação ou no berço dos que renascem sob o temporal das lágrimas no abandono e na indigência?
É por isso que o Mestre, em nos buscando na Terra, fez-se o servidor de todos...
Se tens, pois, na realidade, um coração corajoso, saberás descer com Ele, ajudando e ensinando, levantando e servindo, à maneira do lírio puro que desabrocha no charco sem contaminar-se, convertendo o inferno das criaturas em paraíso do bem para a glorificação do Supremo Senhor.

Obra: Cartas do Coração
Francisco Cândido Xavier / Agar

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Ermance Dufaux - Felicidade e Merecimento

“(...) e o que semeia em abundância, em abundância também ceifará” – II Corintios, 9:6

Anote alguns caminhos para construir tua felicidade:
A superação das culpas.
O perdão incondicional.
O desapego de bens e afetos.
A consciência tranquila.
Amar o trabalho.
Descansar somente o necessário.
Interessar pelo esclarecimento.
Aprender a gostar de si.
Erguer a caridade em teus passos
O bem do próximo.
O conhecimento de si.
A fé no futuro.
A paciência com o progresso pessoal.
A instrução libertadora.
O gesto incomum pelo bem de alguém.
O esquecimento das quedas
A vitória sobre os impulsos.
A tolerância incondicional com todos.
A fraternidade nas relações.
O dever bem cumprido.
A ausência do desânimo.
O otimismo incansável.
Como vemos, felicidade não é acontecimento de sorte ou escolha do destino.
É uma conquista do esforço permanente pela melhoria de si mesmo perante o próximo, a vida e Deus.
Felicidade é a soma do bem que semeamos, portanto, uma questão de merecimento.

Ermance Dufaux


Joanna de Ângelis - Não Esqueça o Principal

"Aquele que não faz silêncio interior, que não consegue fazer o auto-encontro, que não possui serenidade para admirar uma paisagem, não sabe orar e, por conseguinte, não encontra Deus. Jesus estabeleceu: o Reino de Deus está dentro de vós (Lucas, 17: 21). Daí a necessidade urgente do indivíduo se concentrar, manter o foco, meditar e refletir. Contudo, enquanto se mantiver preso como um viciado à tecnologia necessitando fugir de si mesmo a cada segundo, sem conseguir sequer manter uma conversa pessoal sem recorrer a aparelhos eletrônicos a cada passo, não passará de simples esboço do Homem Integral a caminho da felicidade."

Psicografia de Divaldo Pereira Franco.
Livro: Ilumina-te.

domingo, 26 de abril de 2015

A Lei de Amor

O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra-amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.
Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. - Lázaro. (Paris, 1862.)
* * *

Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo.

sábado, 25 de abril de 2015

Irmão Saulo - A Desforra é Perdoar


Psicólogos modernos sustentam que o ódio é uma necessidade que tanto devemos amar como odiar. E alguns, mais ferozes na sua concepção da vida, chegam mesmo a afirmar que devemos odiar com o máximo de intensidade e externar o ódio para que ele não nos envenene. O conceito do homem que essa psicologia nos apresenta é em si mesmo um grave sintoma de enfermidade mental. A imagem desse homem animalesco decorre de uma visão mórbida da criatura humana esmagada pelos instintos animais. Não obstante, a própria psicanálise, imantada inicialmente ao conceito da libido, já desde Freud encontrou a válvula da sublimação. E seus avanços posteriores, ao lado de progressos notáveis da psiquiatria e das pesquisas psicológicas em vários campos, confirmaram a teoria espírita dos instintos espirituais que orientam a nossa formação humana.
Querer extinguir o ódio com a prática da odiosidade é o mesmo que pretender apagar o fogo com gasolina. Ódio gera ódio. Por isso, como Cornélio Pires ilustra nas suas quadras, o incêndio do ódio, que alimentarmos em nós e nos outros, terá de ser apagado pelos princípios da vida através da reencarnação. O Evangelho de Cristo substituiu a lei bíblica do olho por olho e dente por dente pela lei do amor ao próximo, incluindo no próximo os próprios inimigos. Onde não existir a luz do perdão as reencarnações dolorosas se processarão em círculo vicioso. Ficaremos presos à roda viva dos resgates penosos, por séculos e milênios, até aprendermos a amar os inimigos.
O ódio é destruidor, é o ácido corrosivo da inferioridade espiritual. O homem que odeia se animaliza, rebaixa-se ao nível das feras. O amor é a força criadora que distingue o homem do bicho. A desforra do homem inferior é a injúria, a agressão. a vingança, o assassinato. A desforra do homem superior é o perdão. Quando perdoamos, desarmamos o adversário, ajudamo-lo a fazer-se criatura humana, a ser gente. Toda cultura humana se assenta no amor. O ódio é a negação da cultura, o domínio da barbárie, como vemos diariamente no mundo do crime. Só os loucos defendem e pregam o ódio, porque a mente desequilibrada semeia o desequilíbrio.


Francisco Cândido Xavier, Herculano Pires

Ermance Dufaux - Perdas

“Mas ajuntai tesouros no céu...” - Mateus, 6:20

Mesmo guardando prudência e moderação, serás convocado ao aprendizado do desapego.
Na condição de usufrutuário passageiro das bênçãos que te felicitam, não obterás certidão de posse sobre tais recursos.
Não existem perdas reais no universo, porque nada pertence a ninguém.
Quando a vida te convidar às necessárias renovações, ainda que sofras a dolorosa cirurgia do desprendimento, mantém-te no controle de ti mesmo.
Hoje é o filho que muda, amanhã um vínculo que parte, depois é um bem surrupiado, mais além um emprego que é retirado.
Não são perdas, são mudanças.
Guarda calma e equilíbrio para que entendas o “recado” de Deus a ti endereçado nas alterações que a existência te conclama.
As dores das perdas são preciosos receituários contra as ilusões que carregamos.

Mensagem psicografada pelo médium Wanderley Soares de Oliveira

Francisco Cândido Xavier , Carlos Baccelli - Quem Ama

Quem Ama
Quem ama nada exige.
Perdoa sem traçar condições.
Sabe sacrificar-se pela felicidade alheia.
Renuncia com alegria ao que mais deseja.
Não espera reconhecimento.
Serve sem cansaço.
Apaga-se para que outros brilhem.
Silencia as aflições, ocultando as próprias lágrimas.
Retribui o mal com o bem.
É sempre o mesmo em qualquer situação.
Vive para ser útil aos semelhantes.
Agradece a cruz que leva sobre os ombros.
Fala esclarecendo e ouve compreendendo.
Crê na Verdade e procura ser justo.
Quem ama, qual o samaritano anônimo da parábola do Mestre, levanta os caídos da estrada, balsamiza-lhes as chagas, abraça-os fraternalmente e segue adiante...
* * *

Da obra: Brilhe Vossa Luz.
Ditado pelo Espírito Alexandre de Jesus.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Confia em Deus

Aflições e lágrimas são processos da vida, em que se te acrescentam as energias, a fim de que
sigas a frente, na quitação dos compromissos esposados, para que se te iluminem os olhos, no
preciso discernimento.
Aflições e lágrimas são processos da vida, em que se te acrescem as energias, a fim de que
sigas à frente, na quitação dos compromissos esposados, para que se te iluminem os olhos, no
preciso discernimento.
Nos dias difíceis de atravessar, levanta-se para a vida, ergue a fronte, abraça o dever que as
circunstâncias te deram e abençoa a existência em que a Providência Divina te situou.
Por maiores se façam a dor que te visite, o golpe que te fira, a tribulação que te busque ou o
sofrimento que te assalte, não esmoreças na fé e prossegue fiel às próprias obrigações, porque, se
todo o bem te parece perdido, na fase da tarefa em que te encontras, guarda a certeza de que
Deus está contigo, trabalhando no outro lado.

Autor: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Alma e Coração

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Lembranças

O mundo em que vivemos é propriedade de Deus.
Devemos agradecer as bênçãos de Nosso Pai Celestial, todos os dias.
O coração agradecido ao Senhor espalha a bondade e a alegria em seu nome.
Jesus rendia graças a Deus, auxiliando o próximo.
A Natureza diariamente glorifica a Divina Bondade, na luz do Sol, na suavidade do vento, no canto das aves e no perfume das flores.
Quem ajuda às plantas e aos animais revela respeito e carinho na Criação de Nosso Pai Celestial.
Devo ser bom para com todos, porque Deus tem sido infinitamente bom para comigo, em todas as ocasiões.
Quem trabalha com alegria mostra reconhecimento ao Céu.
Cooperando de boa-vontade com os outros, estaremos servindo a Deus.

Autor: Meimei
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Fé Inabalável

"Allan Kardec afirmou:
Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade.
Acreditar em Deus, na imortalidade do Espírito, na excelência dos postulados da reencarnação e permitir-se abater quando convidado á demonstração da capacidade de resistência, é lamentável queda na leviandade ou clara demonstração de que a fé não é real...
Permitir-se depressão porque aconteceram fenômenos desagradáveis e até mesmo desestruturadores do comportamento, significa não somente debilidade emocional que apenas tem fortaleza quando não há luta, mas também total falta de confiança em Deus.
Quando a fé é raciocinada, estribada nas reflexões profundas em torno dos significados existenciais, tem capacidade para enfrentar os problemas e solucioná-los sem amargura nem conflito, para atender as situações penosas com tranquilidade, porque identifica em todas essas situações as oportunidades de crescimento interior para o encontro com a Verdade.
O conhecimento do Espiritismo liberta a consciência da culpa, o indivíduo de qualquer temor, facultando-lhe uma existência risonha com esperança e realizações edificantes pelos atos. Não apenas enseja as perspectivas ditosas do porvir, mas sobretudo ajuda a trabalhar o momento em que se vive, preparando aquele que virá".


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco
Livro: Atitudes Renovadas

terça-feira, 21 de abril de 2015

Arai e Semeai

Meus Filhos,
Que Jesus nos abençoe!
Antes que o Senhor ascendesse, estávamos reunidos com aqueles que leriam nas palavras de João, o futuro evangelista, a mensagem de libertação e de eternidade.
Naquele entardecer, rico de perfumes e de bênçãos, o Mestre inolvidável aparece e, distendendo os braços para afagar, aproxima aqueles quinhentos da Galileia, no seu afável e dúlcido coração e diz-lhes:
— Ide, como as ovelhas mansas no meio de lobos rapaces. Ide e pregai, pois que vos dou o poder de libertar as criaturas dos sofrimentos... Eu vos dou a força para pisar a serpente do mal, sem que ela vos possa picar. Eu vos ofereço o meu coração, para que o apresenteis ao mundo. Não temais a ninguém, especialmente aqueles que somente vencem o corpo e não vos podem atingir a alma.
...E quando ascendeu em uma nuvem luminosa, aqueles que ali estavam, homens e mulheres, criancinhas e venerandos anciãos, saíram para levar a sua mensagem de liberdade aos quatro pontos do mundo.
Ide, também vós outros, novos quinhentos da Galileia, que renasceis da memória dos tempos, depois de naufrágios dolorosos e de prejuízos incalculáveis para a economia das vossas almas. Ide, e semeai a Era do amor. Não vos perturbeis com o mundo, com as suas facécias, nem temais as suas tenazes vigorosas e ameaçadoras. Aquele amoroso e meigo Rabi prossegue convosco e conosco, conduzindo-nos ao porto de segurança para onde rumam.
É verdade que o corpo físico é um desafio, a própria luta ante os recentes progressos constituí um desafio impostergável.
Cantai, exultantes de alegria, porque fostes chamados e estais sendo selecionados para os misteres mais delicados e graves da construção do reino de Deus. Se, por acaso, aninhar-se a dor em vossos sentimentos, bendizei-a. E nesse colóquio entre a alma que chora e a dor que deve estar cravada, dizei: bendita sejas, por te apresentares como espinho nas carnes da minha alma, impedindo-lhe tropeços mais dolorosos e mais perturbadores.
Se a incompreensão testar as vossas resistências eis que soa a oportunidade da tolerância e o momento da paciência, a fim de ser conquistado o contendor. E, em qualquer circunstancia amai. O amor é a força ciclópica que modela o Universo exteriorizado pelo Pai Criador. Com os sentimentos de amor, de bondade, guiados pela lógica de bronze da Doutrina Espírita, podereis dirigir os passos no rumo do Bem, com segurança, quando tudo aparentemente estiver contra vós.
Não temos outra alternativa, nem conhecemos outra diretriz que não sejam aquelas que estão expressas na palavra do Senhor: "Fazei todo o bem que vos esteja ao alcance. Amai os vossos inimigos, aos vossos perseguidores, servindo sempre", porque as mãos que obram nas trilhas da imortalidade estão colocando os alicerces da era do amor universal em nosso planeta, que está transitando para mundo de regeneração. Nunca estareis a sós. Vossos Guias, protetores e os anjos tutelares da lide espírita, em nome do Espírito de Verdade, estarão sempre convosco.
Ide , filhos da alma, em paz, em retorno ao vosso campo de trabalho e arai, semeai, vigiai as plântulas, defendei-as até que possam, como árvores frondosas e frutíferas, albergar a sociedade cansada, desiludida e necessitada de paz, de pão e de amor.
Que o Senhor de bênçãos vos abençoe, meus filhos.
São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre, Bezerra.


Psicofonia de Divaldo Pereira Franco
Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

O Caminho


Diante do turbilhão de problemas e conflitos, aturdido e receoso, a um passo do desequilíbrio, indagas, sem diretriz: - Onde a via a seguir? Qual a conduta a adotar?
Certamente, todo empreendimento deve ser precedido de planificação, de roteiro, de programa. Sem esses fatores, o comportamento faz-se anárquico, e o trabalho se dirige à desordem.
A experiência carnal é uma viagem que o espírito empreende com os objetivos definidos pela Divindade, que a todos reserva a perfeição.
Como alcançá-la, e em quanto tempo, depende de cada viajor.
Multiplicam-se os caminhos que terminarão por levar à meta.
Alguns conduzem a despenhadeiros, a desertos, a pantanais, a regiões perigosas.
Outros se desdobram convidativos e repletos de distrações, prazeres, comodidades, engodos, passadismos.
Poucos se caracterizam pelo esforço que deve ser envidado para conquistá-los, vencendo, etapa a etapa, as dificuldades e impedimentos.
Uns levam à ruína demorada, que envilece e infelicita.
Vários dão acesso à glória transitória, ao poder arbitrário, às regalias que o túmulo interrompe.
Jesus, porém, foi peremptório ao asseverar:
-Eu sou o caminho - informando ser a única opção para chegar-se a Deus.
Se te encontras a ponto de desistir na luta, intenta-o outra vez e busca Jesus.
Se te abateste e não tens ninguém ao lado para oferecer-te a mão, recorre a Jesus.
Se te sentes abandonado e vencido, após mil tentames malsucedidos no mundo, apela a Jesus.
Se te deparas perdido e sem rumo, apega-te a Jesus.
Se te defrontas com impedimentos que te parecem intransponíveis, procura Jesus.
Se nada mais esperas na jornada, recomeça com Jesus.
Se avanças com êxito, não te esqueças de Jesus.
Se estás cercado de carinho e amor, impregna-te de Jesus.
Se a jornada se te faz amena, agradece a Jesus.
Se encontras conforto e alegria no crescimento íntimo, não te separes de Jesus
Se acreditas na vitória, que antevês, apoia-te em Jesus.
Se te sentes inundado de paz e fé, Jesus está contigo.
Em qualquer trecho do caminho da tua evolução, Jesus deve ser o teu apoio, a tua direção, a tua meta, tendo em mente que através d’Ele e com Ele te plenificarás, alcançando Deus.
O mais, são ilusões e engodos. Não te equivoques, nem enganes a ninguém.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco.
Livro: Momentos Enriquecedores

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Nos Momentos Graves


Use calma. A vida pode ser um bom estado de luta, mas o estado de
guerra nunca uma vida boa.
Não delibere apressadamente. As circunstâncias, filhas dos Desígnios
Superiores, modificam-nos a experiência, de minuto a minuto.
Evite lágrimas inoportunas. O pranto pode complicar os enigmas ao invés de resolvê-los.
Se você errou desastradamente, não se precipite no desespero.
O reerguimento é a melhor medida para aquele que cai.
Tenha paciência. Se você não chega a dominar-se, debalde buscará o
entendimento de quem não o compreende ainda.
Se a questão é excessivamente complexa, espere mais um dia ou mais uma semana,
a fim de solucioná-la. O tempo não passa em vão.
A pretexto de defender alguém, não penetre o círculo barulhento.
Há pessoas que fazem muito ruído por simples questão de gosto.
Seja comedido nas resoluções e atitudes. Nos instantes graves,
nossa realidade espiritual é mais visível.
Em qualquer apreciação, alusiva a segundas e terceiras pessoas, tenha
cuidado. Em outras ocasiões, outras pessoas serão chamadas a fim de se
referirem a você.

Autor: André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Agenda Cristã

Em seu Benefício

Não se agaste com o ignorante;
certamente, não dispõe ele das oportunidades que iluminaram seu caminho.
Evite aborrecimentos com as pessoas fanatizadas; permanecem no cárcere do
exclusivismo e merecem compaixão como qualquer prisioneiro.
Não se perturbe com o malcriado; O irmão intratável tem, na maioria das vezes, o fígado estragado e os nervos doentes.
Ampare o companheiro inseguro; talvez não possua o necessário, quando você detém excessos.
Não se zangue com o ingrato;
provavelmente, é desorientado ou inexperiente.
Ajude ao que erra; seus pés pisam o mesmo chão, e, se você tem possibilidades de corrigir, não tem o direito de censurar.
Desculpe o desertor; ele é fraco e mais tarde voltará à lição.
Auxilie o doente; agradeça ao Divino Poder o equilíbrio que você está conservando.
Esqueça o acusador; ele não conhece o seu caso desde o princípio.
Perdoe ao mau; a vida se encarregará dele.

Autor: André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Livro: Agenda Cristã

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Entendamos

O objetivo da sua vida na Terra não constitui a autoridade, a beleza ou o conforto efêmero.
- É o aperfeiçoamento espiritual.
A finalidade da educação não se resume no respeito cego a tradicionalismo e preconceito.
- É disciplina aos impulsos próprios.
A evangelização da infância não consiste em seu acondicionamento às nossas ideias.
-É processo da emancipação infantil para compreensão da justiça e do bem.
O exercício profissional não consubstancia concorrência desonesta em louvor da ambição.
- É ensejo de auxílio a todos.
A caridade não exprime virtude conforme a nossa inclinação afetiva.
- É solução a qualquer problema.
A fé não significa só ideal para o futuro.
- É força construtiva para hoje.
O seu estudo não é padronização à vida alheia.
- É arma viva para a reforma de você mesmo.
A melhoria moral transparece de título honroso alcançado entre os homens.
- É luz manifesta em seu bom exemplo.

André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Ideal Espírita

Sabedoria

Sê sábio, investindo no futuro.
O que ora te acontece, resulta do passado que não podes remediar.
Mas, aquilo que irá suceder, depende do que realizes a partir de hoje.
Enquanto recolhes efeitos de ações passadas, estás atuando para consequências futuras.
Conforme semeares, assim colherás.
A tua fatalidade é o bem. Como atingi-lo, será opção tua, mediante ação rápida ou retardada e contramarchas.
Ninguém está fadado ao sofrimento.
Este é o resultado da escolha errada.
Investe no amanhã e serás feliz desde hoje.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Vida Feliz

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Tua Paz Interior


Evita o tumulto extravagante das novidades perturbadoras.
Harmoniza-te de forma que não sejas arrebatado pela ilusão de estar presente em todo lugar ao mesmo tempo, fruindo somente prazeres, possuindo os equipamentos mais recentes, que logo são ultrapassados por outros mais complexos, incapazes, porém, de proporcionar-te a harmonia interior.
Essa correria insensata para a aquisição de instrumentos de utilidade tecnológica e virtual esconde, no seu bojo, a fuga psicológica do indivíduo que não se encoraja a viajar para dentro, procurando descobrir as razões dos conflitos que o aturdem, escondendo-se sob a tirania das máquinas que lhe permitem comunicação com o mundo e todos quantos deseje, sem produzirem a autorrealização no seu possuidor.
Ninguém vive em paz interior sem a consciência do dever retamente cumprido. Após anestesiar-se a consciência por algum tempo, ei-la desperta, gerando culpa e necessidade de corrigenda. Daí o enfermo moral busca novamente a distração nos mecanismos de fuga e transferência.
O ser humano está destinado à glória imortal. A sua é a fatalidade das excelsas bênçãos que o aguardam. Dessa forma, a conquista da dignidade moral é um desafio que deve ser enfrentado e vivenciado desde as experiências mais simples, a fim de ser criado o condicionamento superior para que se transforme em aquisição valiosa. Eis por que o Espiritismo, na sua condição de filosofia exemplar, oferece o concurso da iluminação interior, explicando as razões da existência, sua finalidade, sua origem e sua culminância...

Livro: Ilumina-te
Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Como Perdoar


Na maioria dos casos, o impositivo do perdão surge entre nos e os
companheiros de nossa intimidade, quando o suco adocicado da confiança se nos azeda
no coração.
Isso acontece porque, geralmente, as magoas mais profundas repontam entre
os Espíritos vinculados uns aos outros na esteira da convivência.
Quando nossas relações adoeçam, no intercambio com determinados amigos
que, segundo a nossa opinião pessoal, se transfiguram em nossos opositores,
perguntemo-nos com sinceridade: “como perdoar, se perdoar não se resume a questão
de lábios e sim a problema que afeta os mais íntimos mecanismos do sentimento?”.
Feito isso, demo-nos pressa em reconhecer que as criaturas em desacerto
pertencem a Deus e não a nos; que também temos erros a corrigir e reajustes em
andamento; que não e justo retê-las em nossos pontos de vista, quando estão, qual nos
acontece, sob os desígnios da Divina Sabedoria que mais convém a cada um, nas trilhas
do burilamento e do progresso. Em seguida, recordemos as bênçãos de que semelhantes
criaturas nos terão enriquecido no passado e conservemo-las em nosso culto de gratidão,
conforme a vida nos preceitua.
Lembremo-nos também de que Deus já lhes terá concedido novas
oportunidades de ação e elevação em outros setores de serviço e que será desarrazoado
de nossa parte manter processos de queixa contra elas, no tribunal da vida, quando o
próprio Deus não lhes sonega Amor e Confiança.
Quando te entregares realmente a Deus, a Deus entregando os teus adversários
como autênticos irmãos teus, - tão necessitados do Amparo Divino quanto nos mesmos,
penetraras a verdadeira significação das palavras de Cristo: “Pai, perdoa as nossas
dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, reconciliando-te com a vida e
com a tua própria alma.
Então, saberás oscular de novo a face de quem te ofendeu, e quem te ofendeu
encontrara Deus contigo e te dirá com a mais pura alegria no coração: “bendito sejas...”.
Emmanuel
Livro: Alma e Coração
Francisco Cândido Xavier / Espírito Emmanuel

Amor Fraternal

“Permaneça o amor fraternal.” — Paulo. Hebreus, Capítulo 13, Versículo 1.

As afeições familiares, os laços consanguíneos, as simpatias naturais podem ser manifestações muito santas da alma, quando a criatura as eleva no altar do sentimento superior, contudo, é razoável que o espírito não venha a cair sob o peso das inclinações próprias.
O equilíbrio é a posição ideal.
Por demasia de cuidado, inúmeros pais prejudicam os filhos.
Por excesso de preocupações, muitos cônjuges descem às cavernas do desespero, defrontados pelos insaciáveis monstros do ciúme que lhes aniquilam a felicidade.
Em razão da invigilância, belas amizades terminam em abismo de sombra.
O apelo evangélico, por isto mesmo, reveste-se de imensa importância.
A fraternidade pura é o mais sublime dos sistemas de relações entre as almas.
O homem que se sente filho de Deus e sincero irmão das criaturas não é vitima dos fantasmas do despeito, da inveja, da ambição, da desconfiança. Os que se amam fraternalmente alegram-se com o júbilo dos companheiros; sentem-se felizes com a ventura que lhes visita os semelhantes.
As afeições violentas, comumente conhecidas na Terra, passam vulcânicas e inúteis.
Na teia das reencarnações, os títulos afetivos modificam-se constantemente. É que o amor fraternal, sublime e puro, representando o objetivo supremo do esforço de compreensão, é a luz imperecível que sobreviverá no caminho eterno.

De: Pão Nosso. Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Imperativo Maior

... confiemo-nos a Jesus, agindo e abençoando constantemente, porque encontramos, no Mais Além, o princípio da caridade por norma de ação.
Se quisermos a própria melhoria e progresso, empenhemo-nos hoje a transmitir aos que nos rodeiam, semelhante chave de luz, a única que se nos mostra capaz de abrir as portas da Senda para o Mais Alto.
É por isso que vos reafirmamos na condição habitual de companheiro e servidor:
-Filhos, amar sempre, com esquecimento de nós mesmos é o caminho e a luz para o caminho.
Ainda assim, devotados à concretização desse programa de origem divina, acrescentemos que perseverar no bem, amando e servindo, a despeito de todas as lutas e de todas as provações da jornada, é o imperativo dos imperativos do amor que não podemos e nem devemos esquecer.

Bezerra de Menezes
Do Livro “Bezerra, Chico e Você”
Psicografia: Francisco Cândido Xavier.

sábado, 11 de abril de 2015

O Reverso da Liberdade

"Os bons Espíritos jamais ordenam: não se impõem, aconselham, e, se não são escutados, se retiram. Os maus são imperiosos; dão ordens, querem ser obedecidos e permanecem mesmo assim. Todo Espírito que se impõe trai sua origem. São exclusivos e absolutos em suas opiniões, e pretendem ter, só eles, o privilégio da verdade (...)"
(Livro dos Médiuns - 2ª Parte - cap. XXIV, item 267-1 02.)


"Controladores" são indivíduos que possuem um estilo de comportamento que constrange, domina e impõe. Por meio de uma simulação consciente, ou não, tentam forçar os eventos da vida a acontecer quando e como querem. O maior desatino dos "controladores" é que para dominar precisam, antes de tudo, viver distanciados de seus próprios sentimentos, que, acreditam, poderiam deixá-los vulneráveis diante dos outros. Não se arriscam a mostrar como se sentem realmente. Em outras palavras, por medo de serem usados, maltratados ou desmascarados, escondem seus sentimentos mais profundos para assegurarem- se de que não existe possibilidade de qualquer pessoa ter poder sobre eles. Têm uma enorme necessidade de ordenar e passam anos a fio dizendo a si mesmos que a maneira certa de agir é ter as rédeas de tudo em suas mãos. Os "controladores" fazem o trabalho em segredo, usando técnicas de comando
indiretas, passivas. Agem de maneira tão sutil, dócil e educada, que não são identificados como tais. Podem ter consciência ou não do hábito de controlar, mas uma coisa é certa: esse comportamento faz-lhes muito mal,
pelo desgaste energético em que vivem — impacientes, incapazes de relaxar e ficar sem fazer nada. Procuram exaltar sua importância pessoal,tomando nomes e sobrenomes imponentes para se impor perante os mais desavisados e crédulos. Alguns se utilizam de argumentos capciosos e aparentemente lógicos, que tornam suas idéias difíceis de ser questionadas. Muitos controlam, expondo fraqueza e dependência; lamentam e choram, afirmando ser indefesos e vítimas. Às vezes, a "máscara da fragilidade" é um recurso utilizado pelos mais poderosos "controladores" . Usam qualquer tática, desde que funcione; mas, independente dos planos ou meios, os objetivos são os mesmos: obrigar outrem a fazer o que eles querem que seja feito. São mais doentes, ou mais ignorantes de si mesmos, do que propriamente maus. Quase sempre "exigem uma crença cega e não apelam à razão, porque sabem que a razão os desmascararia" . Os "controladores", além de guardarem uma convicção inabalável de que o comando de tudo e de todos é essencial, ainda são motivados por recompensas ou estímulos inconscientes que os ajudam a perpetuar o jogo da manipulação.
Aqui estão algumas das atitudes mentais que integram o sistema de sobrevivência psicológica dos indivíduos imponentes:
— satisfazem suas necessidades de poder ou domínio por sentirem enorme vazio interior; — confirmam uma auto-imagem deficiente que idealizaram como maravilhosa;— fazem com que se sintam respeitados, para se protegerem de uma possível humilhação;
— fortalecem seu desejo de impressionar terceiros, pois se consideram socialmente inadequados;— têm medo de ser rejeitados, ridicularizados e magoados.
Encontramos os "controladores" não somente no mundo espiritual,mas também usando a vestimenta carnal de pais, filhos, cônjuges, namorados, parentes e amigos. São tipos autoritários, considerados "egomaníacos com baixa auto-estima" , que empregam o controle para suprir uma vida interior deficitária. Inseguros, receiam ser manipulados, obrigados a fazer o que não desejam ou ficar sobrecarregados com enormes responsabilidades. Convictos de que a melhor defesa é um bom ataque, tentam impor-se aos outros antes que estes os controlem. Reagem ao medo e à insegurança, recorrendo ao domínio sobre o próximo e sobre as circunstâncias. Isso lhes parece amenizar ou resolver seus conflitos íntimos. "Os bons Espíritos jamais ordenam: não se impõem, aconselham, e,se não são escutados, se retiram."
Nossa mais devastadora ilusão é pensar que podemos controlar a vida dos outros.
Imposição é o oposto da liberdade e extermina tanto a autonomia do que domina como a do dominado.
Apenas escolhendo o autocontrole é que atingiremos a verdadeira libertação.
Não conseguiremos evoluir emocional, intelectual e espiritualmente se estivermos desgastando nossas energias para comandar a vida dos outros.
"...e onde se acha o Espírito do Senhor aí está a liberdade."
Os bons Espíritos são livres porque dão liberdade a todos que os cercam.
Reconheceram a importância de se desvencilharem das afeições possessivas, pois respeitam integralmente a condição natural de todos — seres livres, filhos de Deus.
A Espiritualidade Superior nos ensina que somos convocados a compartilhar com os outros a afetividade e a mútua proteção, mas isso se torna um desequilíbrio quando exigimos apropriação do ser amado. Que deveríamos nos sentir recompensados, e não intimidados, quando constatamos que os que amamos têm interesses independentes, confiança em si mesmos e auto-suficiência.
Quando delegamos o controle de nós mesmos a uma outra criatura, seja ela quem for, talvez estejamos renunciando ao nosso mais importante direito inato: a liberdade. Ela pressupõe senso de dignidade, escolha e auto-respeito.
Sem senso de valorização próprio, nos julgaremos uma nulidade e sentiremos um grande vazio na alma, isto é, uma sensação de "não ser".
A propósito, recordemos Victor Marie Hugo, o mais ilustre poeta e escritor francês do século XIX, quando escreveu:
"O pior uso que se pode fazer da liberdade é abdicar dela".

De: “A Imensidão dos Sentidos”, de Francisco do Espírito Santo Neto, pelo espírito Hammed

Petição e Resposta

Quanto te dirijas à Divina Providência rogando algo, não te permitas o mergulho na aflição improdutiva, capaz de conturbar-te o ambiente, retardando a concessão que desejas.
*
Entenderás isso facilmente, nas lições mais simples da vida prática.
Se requisitas do carro uma velocidade mais ampla em face daquela que o trânsito recomenda, sob o pretexto de pressa, inclinas-te, indiscutivelmente, para o desastre..
Na hipótese de exigires da ponte o transporte de carga determinada com o peso muito superior à capacidade de resistência em que se estrutura, com a desculpa de urgência, é provável que a desmanteles.
Quando espancas um vegetal, impiedosamente, a fim de senhorear-lhe algum fruto, sob o pretexto da fome, estarás reduzindo muitas das futuras possibilidade da árvore em teu prejuízo próprio.
Em te debruçando num poço, agitando-lhe o fundo, com a desculpa da sede, unicamente lhe turvas o líquido, tornando-o inadequado à própria saúde.
*
Em teus requerimentos à Vida Maior, formula-os com cuidado e continua no trabalho que o mundo te conferiu, esperando pela manifestação do Poder Divino, através das circunstâncias do caminho em que te encontras.
*
Inquietação desnecessária atrasa o socorro previsto.
*
Seja quais forem os obstáculos que te surjam à frente, na expectativa do apoio que solicitas dos Céus, não desesperes, nem esmoreças.
Se a resposta do Mais Alto aos pedidos que fizeste parece demorar excessivamente, é que a tua rogativa decerto reclama análises mais profundas, a fim de que, futuramente, não te voltes contra as leis da vida, alegando haver caído na imprevidência que terá nascido de ti mesmo e não do Senhor que, sabiamente, nos reserva sempre o melhor.


Livro: “Calma”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

A Reforma Íntima!

Quanto puderes, posterga a prática do mal até o momento que possas vencer essa força doentia que te empurra para o abismo.
Provocado pela perversidade, que campeia a solta, age em silêncio, mediante a oração que te resguarda na tranquilidade.
Espicaçado pelos desejos inferiores, que grassam, estimulados pela onde crescente do erotismo e da vulgaridade, gasta as tuas energias excedentes na atividade fraternal.
Empurrado para o campeonato da competição, na área da violência, estuga o passo e reflexiona, assumindo a postura da resistência passiva.
Desconsiderado nos anseios nobres do teu sentimento, cultiva a paciência e aguarda a bênção do tempo que tudo vence.
Acoimado pela injustiça ou sitiado pela calúnia, prossegue no compromisso abraçado, sem desânimo, confiando no valor do bem.
Aturdido pela compulsão do desforço cruel, considera o teu agressor como infeliz amigo que se compraz na perturbação.
Desestimulado no lar, e sensibilizado por outros afetos, renova a paisagem familiar e tenta salvar a construção moral doméstica abalada.
É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores. Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, a requeimarem por dentro, passados os primeiros momentos.
Ninguém foge aos desafios da vida, que são técnicas de avaliação moral para os candidatos à felicidade.
O homem revela sabedoria e prudência, no momento do exame, quando está convidado à demonstração das conquistas realizadas.
Parentes difíceis, amigos ingratos, companheiros inescrupulosos, co-idealistas insensíveis, conhecidos descuidados, não são acontecimentos fortuitos, no teu episódio reencarnacionista.
Cada um se movimenta, no mundo, no campo onde as possibilidades melhores estão colocadas para o seu crescimento. Nem sempre se recebe o que se merece. Antes, são propiciados os recursos para mais amplas e graves conquistas, que darão resultados mais valiosos.
Assim, aprende a controlar as tuas más inclinações e adia o teu momento infeliz.
Lograrás vencer a violência interior que te propele para o mal, se perseverares na luta.
Sempre que surja oportunidade, faze o bem, por mais insignificante que te pareça. Gera o momento de ser útil e aproveita-o.
Não aguardes pelas realizações retumbantes, nem te detenhas esperando as horas de glorificação.
Para quem está honestamente interessado na reforma íntima, cada instante lhe faculta conquistas que investe no futuro, lapidando-se e melhorando-se sem cansaço.
Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício.
Toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.
Trabalha-te interiormente, vencendo limite e obstáculo, não considerando os terrenos vencidos, porém, fitando as paisagens ainda a percorrer.
A tua reforma íntima te concederá a paz por que anelas e a felicidade que desejas.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Da obra Vigilância

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O Amigo Infalível

Viste calamidades
Que jamais esperaste.
Cultivaste afeições
Que te armaram ciladas.
Carinho que plantaste
Produziu menosprezo.
Não permitas, porém,
Que a tristeza te arrase.
Trabalha, espera e serve.
Não desistas do bem.
Tens um amigo infalível.
Conta com Ele. É Deus.

De “O Essencial”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Grandes Verdades

Berço e túmulo são simples marcos de uma condição para outra. (Roteiro).
*
Ninguém se engane, julgando mistificar a Natureza. (Roteiro)
*
A psicologia e a psiquiatria, entre os homens da atualidade, conhecem tanto do espírito, quanto um botânico, restrito ao movimento em acanhado círculo de observações do solo, que tentasse julgar um continente vasto e inexplorado, por alguns talos de erva, crescidos ao alcance de suas mãos. (Roteiro)
*
Todas as teorias evolucionistas no orbe terrestre caminham para a aproximação com as verdades do Espiritismo, no abraço final com a Verdade suprema. (Consolador)
*
No dia em que a evolução dispensar o concurso religioso para a solução dos grandes problemas educativos da alma do homem, a Humanidade inteira estará integrada na religião, que é a própria verdade, encontrando-se unida a Deus, pela Fé e pela Ciência então irmanadas. (Emmanuel)
*
Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o Sol nos visite. (Fonte Viva)
*
Ninguém acredite que o mundo se redima sem almas redimidas. (Fonte Viva)
*
A apreciação unilateral é sempre ruinosa. (Fonte Viva)

Obra: Palavras de Emmanuel
De: Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

O Justo Remédio

"Quanto, porém, à caridade fraternal, não necessitais que vos escreva, porque já vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros." - Paulo. I Tessalonicenses, 4:9.

Em sua missão de Consolador, recebe o Espiritismo milhares de consultas partidas de almas ansiosas, que imploram socorro e solução para diversos problemas.
Aqui, é um pai que não compreende e confia-se a sistemas cruéis de educação.
Ali, é um filho rebelde e ingrato, que foge à beleza do entendimento.
Acolá, é um amigo fascinado pelas aparências do mundo, e que abandona os compromissos com o ideal superior.
Além, é um irmão que se nega ao concurso fraterno.
Noutra parte, é o cônjuge que deserta do lar.
Mais adiante, é o chefe de serviço, insensível e contundente.
Contudo, o remédio para a extinção desses velhos enigmas das relações humanas está indicado, há séculos, nos ensinamentos da Boa Nova.
A caridade fraternal é a chave de todas as portas para a boa compreensão.
O discípulo do Evangelho é alguém que foi admitido à presença do Divino Mestre para servir.
A recompensa de semelhante trabalhador, efetivamente, não pode ser aguardada no imediatismo da Terra.
Como colocar o fruto na fronde verde da plantinha nascente?
Como arrancar a obra-prima do mármore com o primeiro golpe do cinzel?
Quem realmente ama, em nome de Jesus, está semeando para a colheita na Eternidade.
Não procuremos orientação com os outros para assuntos claramente solucionáveis por nosso esforço.
Sabemos que não adianta desesperar ou amaldiçoar...
Cada espírito possui o roteiro que lhe é próprio.
Saibamos caminhar, portanto, na senda que a vida nos oferece, sob a luz da caridade fraternal, hoje e sempre.

De: Fonte Viva – Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 7 de abril de 2015

Francisco Cândido Xavier / Irmão X

Nos Limites do Céu

No extremo limite da Terra com o Céu, aportou um peregrino envolto em nevado manto.
Irradiava pureza e brandura. A fronte denunciava-lhe a nobreza pelos raios diamantinos
que emitia em todas as direções. Extenso halo de luz assinalava-lhe a presença.
Recebido pela entidade angélica, que presidia à importante passagem, apresentou sua
aspiração máxima: ingressar definitivamente no paraíso, gozar-lhe o descanso beatífico.
O divino funcionário, embora admirado e reverente perante espírito tão puro, esboçou o
gesto de quem notava alguma falha menos visível ao olhar inexperiente e considerou:
– Meu irmão, rendo homenagem à alvura de tuas vestes, entretanto, vejamos se já
adquiriste a virtude perfeita.
Sorridente, feliz, o viajor vitorioso pôs-se à escuta.
– Conseguiste entesourar o amor sublime." perguntou o anjo, respeitoso.
– Graças a Deus! – informou o interpelado.
– Edificaste a humildade?
– Sim.
– Guardaste a esperança fiel?
– Todos os dias.
– Seguiste o bem?
– Invariavelmente.
– Cultivaste e pureza?
– Com zelo extremado.
– Exemplificaste o trabalho construtivo?
– Diariamente.
– Sustentaste e fé?
– Confiei no Divino Poder, acima de tudo.
– Ensinaste a verdade e testemunhaste-a?
– Com todas as minhas forças.
– Conservaste a paciência?
– Sem perdê-la jamais.
– Combateste os vícios em ti mesmo, tais como a vaidade e o orgulho, o egoísmo e o
ciúme, a teimosia e a discórdia?
– Esmeradamente.
– Guerreaste os males que assolam a vida, como sejam o ódio e a perversidade, a
insensatez e a ignorância, a brutalidade e a estupidez?
– Sempre.
O anjo interrompeu-se, refletiu longos minutos, como se estivesse em face de grave
enigma, e indagou:
– Meu amigo, já trabalhaste no inferno?
– Ah! isto não! – respondeu o peregrino, escandalizado. – Como haveria de ser?
O fiscal da celeste alfândega sorriu, a seu turno, e observou:
– Falta-te semelhante realização para subir mais alto.
– Oh! que contrassenso! – aventurou o interessado – como servir entre gênios satânicos,
de olhos conturbados pela permanente malícia, de ouvidos atormentado pela gritaria, de
mãos atadas pelos impedimentos do mal soberano, de pés cambaleantes sabre o terreno
inseguro, com todas as potências da alma perturbadas pelas tentações?
– Sim – meu amigo – acentuou o preposto divino – o bem é para salvar o mal, o amor foi
criado para que amemos, a sabedoria se destina em primeiro lugar, ao ignorante. A maior
missão da virtude é eliminar o vício e amparar o viciado.
E, perante o assombro do ouvinte, rematou:
– Torne à Terra, desce ao inferno que o homem criou e serve ao Senhor Supremo,
voltando depois... Então, cogitaremos da travessia. Lembra-te de que o Sol, situado cerca
de cento e cinquenta milhões de quilômetros além do teu mundo, larga raios luminosos e
salvadores ao mais profundo abismo planetário...
Em seguida, o controlador da Porta Celestial cerrou a passagem ligeiramente entreaberta
e o peregrino, de capa lirial, espantadiço e desapontado, sentou-se um pouco, a fim de
meditar sobre as conquistas que havia feito.

De: Luz a cima
Francisco Cândido Xavier / Irmão X

domingo, 5 de abril de 2015

Ante o Sublime

“Não faças tu comum o que Deus purificou.” – (Atos, 10:15.)

Existem expressões no Evangelho que, à maneira de flores a se salientarem num ramo divino, devem ser retiradas do conjunto para que nos deslumbremos ante o seu brilho e perfume peculiares.
A voz celeste, que se dirige a Simão Pedro, nos Atos, abrange horizontes muito mais vastos que o problema individual do apóstolo.
O homem comum está rodeado de glórias na Terra, entretanto, considera-se num campo de vulgaridades, incapaz de valorizar as riquezas que o cercam.
Cego diante do espetáculo soberbo da vida que lhe emoldura o desenvolvimento, tripudia sobre as preciosidades do mundo, sem meditar no paciente esforço dos séculos que a Sabedoria Infinita utilizou no aperfeiçoamento e na seleção dos valores que o rodeiam.
Quantos milênios terá exigido a formação da rocha?
Quantos ingredientes se harmonizam na elaboração de um simples raio de sol?
Quantos óbices foram vencidos para que a flor se materializasse?
Quanto esforço custou a domesticação das árvores e dos animais?
Quantos séculos terá empregado a Paciência do Céu na estruturação complexa da máquina orgânica em que o Espírito encarnado se manifesta?
A razão é luz gradativa, diante do sublime.
Não te esqueças, meu irmão, de que o Senhor te situou a experiência terrestre num verdadeiro paraíso, onde a semente minúscula retribui na média do infinito por um e onde águas e flores, solo e atmosfera te convidam a produzir, em favor da multiplicação dos Tesouros Eternos.
Cada dia, louva o Senhor que te agraciou com as oportunidades valiosas e com os dons divinos.
Pensa, estuda, trabalha e serve.
Não suponhas comum o que Deus purificou e engrandeceu.


Livro: Fonte Viva
Francisco Cândido Xavier / Ditado pelo Espírito Emmanuel


sexta-feira, 3 de abril de 2015

Haroldo Dutra Dias - Especial de Páscoa

Eurípedes Barsanulfo - Uma Mensagem de Esperança para os dias de Hoje

“Pátria bem amada ouvi o meu canto de gratidão! Teus ubérrimos campos sustentam a vida. Tuas planícies ubertosas festejam a natureza em corolas perfumadas e multicoloridas. Teus flumes da cor da prata, da ocra, do âmbar e do cristal, serpenteiam caudalosos e fartos.
Teus mares de safira e esmeralda escondem ricos tesouros. Tuas verdosas florestas acolhem a flora e a fauna exuberantes que, em tudo, revelam o Criador. Em teus céus, coalhados de rútilas estrelas, lucila o cruzeiro como sinal astronômico para a redenção. Mas se os teus recursos naturais enchem-nos de admiração, é o povo, especialmente, que desejamos exaltar.
Brasileiros, filhos desta nobre nação, ante as lutas da vida apresentai-vos intrépidos. Desde que Cabral, capitaneando as naus do descobrimento, ostentando a cruz e o ideal dos templários, rompeu o Atlântico, a terra de Pindorama fez raiar o sol do Novo Mundo. A parte as críticas pertinentes à História, o Brasil tem por função a espiritualização dos homens.
Então, brasileiros, ouvi, levantai-vos, pois vossa missão é a fraternidade universal. Entre os astros de primeira grandeza, incrustados no panteão de nossas conquistas, há um povo cuja tarefa não pode mais tardar! Um país continental, de programação, de espírito e verdade, carece de braços e heróis. Não nas ideologias dominantes, em que a propagação do “heroísmo” interesseiro entorpece as massas, refiro-me ao heroísmo pessoal em benefício da construção de uma nação verdadeira. Mas, no panorama político, alguém recorda:
– A corrupção nos açoita como látego cruel a fazer correr o sangue das multidões!
– A tortura dos tiranos modernos, nas manobras da economia, parece-nos esfacelar o corpo e traspassar a alma com a lâmina da beligerância. Tratai de acalmar-vos! Uma pátria verdadeira não se constrói sem suor e lágrimas. Um Brasil, legitimamente nacional, é construção de todos nós! Um estado que sirva à humanidade, e dela recolha representantes da honestidade e do patriotismo real, é sonho que se sonha na coletividade. Por isso, longe de atacarmos, ferirmos, revolucionarmos com armas, convém contribuir, democraticamente,usando a educação intelecto moral por instrumento de renovação social.
Espíritas brasileiros, oferecei vossa contribuição ao Brasil:
– Trabalho honesto;
– Vivência dos valores cristãos no lar;
– Respeito às diferenças;
– Misericórdia para os falidos;
– Educação, cortesia, gentileza;
– Amizade, fé racional;
– Entendimento correto do Espiritismo;
– Pureza doutrinária.
Isso, está ao nosso alcance! Um Brasil melhor começa com nosso compromisso de bem viver. A violência assusta e enche-nos de indignação! Os hospitais públicos fazem pensar, aos desavisados, que Deus esqueceu-se dos pobres e desesperançados!
As escolas, em território nacional, abandonadas muitas, miseráveis outras, fazem crer, aos olhos meramente materialistas, que o povo está desamparado. Se a caixa de Pandora está aberta, convidando os homens à auto superação, lembrai-vos da esperança! Dia virá em que a nossa terra despertará!
Ainda vivemos o pesadelo dos exploradores, mas a nação, composta por almas devotadas, sonhará com a liberdade das amarras do poder e a responsabilidade fará surgir um novo Grito, em cada um de nós, e o clamor dessa nova Independência, num Ipiranga de confiança, nos conduzirá na construção de um Brasil mais justo e nobre! O brado novel, porém, diferente do de outrora, retumbará mais forte: Brasil Pátria do Evangelho! Brasileiros, irmãos, bendizei esta terra, amai-a!
Entidades maiores clamam a Deus pelo renascimento e rogam o Brasil por honra de trabalho. Muitos colonizadores retornarão das campas, para devolver ao povo o que ao povo pertence por direito. Mas trabalhai, colaborai, vossa bandeira tem de ser o labor!
Vossos filhos ganharão letras, honrarão a ciência, permanecerão em solo nacional e a nossa gente contribuirá para uma grande renovação social. Vede, espíritas, quanto bem feito no mundo! Se as trevas nos espreitam, nos estertores de um tempo que se esgota, a luz surge triunfante! Em toda parte há obras de benemerência, muitas outras virão! A aristocracia intelecto moral, promulgada por Kardec, haverá de ser uma realidade. A ética será uma necessidade entre as nações e a economia, necessariamente, trará a fraternidade. Por uma questão de sobrevivência, os povos aprenderão a respeitar-se, reciprocamente!
Brasileiros, nada de abandonar a nossa terra, nada de desertar da batalha! Sois soldados do Cristo, apresentai-vos:
– Vossa arma? A inteligência;
– Vosso escudo? A fé;
– Vosso elmo? A oração;
– Vossa lança? O trabalho;
– Vossa luta? A renovação moral;
– Vosso comandante? Jesus;
– Vossa musa? A Verdade!
Avante, irmãos! Nenhum brasileiro renasceu por acidente! Todos temos uma programação! Ouvi o Hino Nacional, irmãos, e vede que Manuel da Silva e Duque Estrada foram guiados por seres invisíveis a grafar, em acordes de luz com letra de estupenda beleza, o destino da nação. Fazei deste poema cantante, clarim da verdade, vossa prece diária. E quando orardes assim, cheios de certeza, sabei que os ministros do Senhor conhecem o Brasil!
Estudantes, acadêmicos, professores, médicos, cientistas, advogados, políticos, legisladores, religiosos, trabalhadores, gente do povo, irmãos, levantai! Carregai n’alma o nosso pendão! A flâmula verde-louro, representa o ideal que todos devemos perseguir: Ordem e Progresso! Que as vinte e seis unidades federativas e o Distrito Federal, estrelas fulgentes de um céu anilado, representem e exaltem, com honestidade soberana, a nação!
E nós, o povo, encarnado e desencarnado, laboremos com afinco, mantendo-nos honestos e fraternos onde a vida nos colocou.
Irmãos, há uma infinidade de espíritos que se sentem brasileiros (pelo amor que devotam a esta pátria) envolvendo-vos! Aos espíritas deste solo, e aos que aqui vieram ter, coragem, avante! A doutrina nos ilumina, façamos, portanto, luz!
O Espiritismo nos esclarece, comportemo-nos, então, com equilíbrio! O Consolador nos estimula, marchemos, assim, impávidos! Mas, o Mestre vos conclama e a todos auxilia, convicto da transformação! Enchamo-nos de ânimo, pois que o Brasil necessita de sua brava gente, plena de fé, esperança e caridade. Quando em vossas reflexões mais profundas sobre a pátria que vos acolhe, olhai para o alto e sabei: de paramos de glória, o Cristo, contando convosco, guia o Brasil!”

Eurípedes Barsanulfo
Mensagem psicografada pelo médium Emanuel Cristiano

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Autolibertação - Emmanuel


Uma coincidência de notar entre os quase náufragos da aflição e do
afogamento:
Os que se debatem nas águas temendo a morte rogam o socorro de quem lhes
estenda as mãos;
Os que se encarceram no desânimo, receando o desequilíbrio, para se livrarem
dele precisam estender as mãos aos outros.
*
Geralmente quando nos confessamos abatidos, muitas vezes queixando-nos
contra tudo e contra todos, achamo-nos simplesmente encerrados na masmorra do
“eu”, que transportamos conosco, à maneira de fardo muito difícil de carregar.
Este é, contudo, o momento para sair de nós, alongando os braços na direção
dos outros, para que os outros nos arrebatem ao poço da angústia.
Abrir o coração ao encontro de alguém a fim de que alguém nos alivie.
Auxiliar para sermos auxiliados.
*
Se te encontras numa ocasião dessas, de espírito ilhado na solidão, recorda que
as portas da alma unicamente se abrem de dentro para fora e busca a liberação de si
mesmo.
*
Desnecessário será dizer que a gentileza para com os vizinhos à vista ao
doente, o socorro ao necessitado, o serviço-extra, a carta que se dirige ao amigo
distante, o amparo à natureza e todas as formas outras de atividade em que se nos
expresse a doação de calor humano são veículos ideais para sairmos de nós à procura
da própria renovação.
*
Se te encontras assim, no dia cinzento de mal-estar, não é necessário adotes a
transposição do desalento à custa de tranquilizantes inadequados ou ao preço de
aventuras que talvez te marginalizassem nos espinheiros da culpa.
Todos possuímos conosco a clinica espiritual de auto-tratamento com as
faculdades da ação e da criatividade ao nosso dispor.
*
Quando estejas desse modo no recanto da angústia, se experimentas a fadiga
sem causa, trabalha mais e, se trabalhando mais sentires a presença do cansaço
compreensível e justo, procura o repouso indispensável ao preciso refazimento e
recobrarás as próprias forças a fim de trabalhar e servir mais ainda.

Emmanuel
Livro “Doutrina e Aplicação” – Espíritos Diversos
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Em Equipe

Se todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo? – Paulo. (I Coríntios, 12:19)

Na edificação espírita-cristã auxiliemos cada companheiro a perceber o valor do esforço
que se lhe atribui.
Nunca será demais repetir que todos, encarnados e desencarnados, atendendo aos
interesses da própria evolução, na obra da Doutrina Espírita, funcionamos em equipe,
visando a um fim – a consolidação do bem geral.
* * *
Cada tarefeiro é situado no lugar certo, para a cooperação exata.
Este retém a palavra vibrante, aquele conserva com mais segurança o senso da direção,
outro escreve de modo convincente, outro ainda, com mais propriedade, fornece a
energia curadora... Há quem se responsabilize pela escola, pelo conforto moral, pela
assistência aos necessitados, pela enfermagem da alma...
Todo trabalho a fazer, quanto ocorre a cada peça de determinado engenho, é de suma
importância. Em razão disso, não existem privilégios ou distinções na construção da
Espiritualidade Superior.
* * *
O colaborador requestado à produção de fenômenos espetaculares ou aos efeitos
brilhantes da inteligência, não é maior que o obreiro encarregado de lenir feridas ou
suprimir aflições na retaguarda.
* * *
O apóstolo Paulo, em se reportando ao assunto, articulou esta feliz expressão: “Se
todos, porém, fossem um só membro, onde estaria o corpo?”
Os olhos não substituem os ouvidos e nem as mãos tomam para si os deveres dos pés;
contudo, trabalham todos, interligados, em proveito da personalidade real.
Aprendamos com a natureza e, sustentando-nos na posição que nos é própria,
aprimoremos, quanto possível, a nossa capacidade de servir, reconhecendo sempre que
a seara do bem pertence ao Senhor.

Livro: Benção da Paz
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel

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