terça-feira, 31 de março de 2015

Se - Marco prisco

Se alguém pretende magoá-lo, e você não aceita a ofensa, ele não o conseguirá, por mais o tente.
Se outrem enunciou cruel calúnia para desmoralizá-lo, e ele mente, como é óbvio, você prosseguirá como antes.
Se alguma pessoa de temperamento áspero não simpatiza com você, e a sua é uma atitude de compreensão, de forma alguma você será afetado pelas suas vibrações negativas.
Se um amigo de largo tempo desertou da sua companhia, acusando-o injustamente, e você se encontra com a consciência tranquila, não prosseguirá a sós.
Se você foi acusado por perversidade ou inveja de alguém, e se permanece consciente da sua honorabilidade, nada mudará em sua vida.
Se você se vê a braços com inimigos ferrenhos, mas não revida o mal que lhe desejam, conseguirá expressiva vitória na sua marcha ascensional.
Se apupado e desrespeitado, você percebe que o fazem por despeito e sentimentos inferiores, não se detendo na torpe situação, você é um vencedor.
Se algumas criaturas demonstram desagrado ante a sua presença, e você consegue desculpá-las, a sua é a postura adequada.
* * *
Nunca tome para você as agressões dos outros, mesmo quando citado nominalmente.
A grande maioria dos indivíduos vê o seu próximo mediante a projeção dos próprios conflitos, e nem sequer dão-se conta da insensatez que os domina.
É fácil identificar nos outros ou transferir as próprias torpezas e insânias, raramente os tesouros das virtudes que escasseiam.
Mantenha-se em paz, não se considerando tão importante, que seja sempre motivo da agressão e da maldade dos outros.
Sempre haverá opositores e vítimas na sociedade.
Que você seja a tranquilidade de consciência a serviço do Bem libertador.
Se você assim proceder, o mal dos outros nunca lhe fará mal, mas o seu bem a todos fará muito bem

Autor: Marco Prisco
Médium: Divaldo Pereira Franco

Emmanuel - Quando Orardes

“E, quando estiverdes orando, perdoai.” – Jesus. (Marcos, 11:25.)

A sincera atitude da alma na prece não obedece aos movimentos mecânicos vulgares. Nas operações da luta comum, a criatura atende, invariavelmente, aos automatismos da experiência material que se modifica de maneira imperceptível, nos círculos do tempo; todavia, quando se volta a alma aos santuários divinos do plano superior, através da oração, põe-se a consciência em contato com o sentido eterno e criador da vida infinita.
Examine cada aprendiz as sensações que experimenta em se colocando na posição de rogativa ao Alto, compreendendo que se lhe faz indispensável a manutenção da paz interna perante as criaturas e quadros circunstanciais do caminho.
A mente que ora permanece em movimentação na esfera invisível.
As inteligências encarnadas, ainda mesmo quando se não conheçam entre si, na pauta das convenções materiais, comunicam-se através dos tênues fios do desejo manifestado na oração. Em tais instantes, que devemos consagrar exclusivamente à zona mais alta de nossa individualidade, expedimos mensagens, apelos, intenções, projetos e ansiedades que procuram objetivo adequado.
É digno de lástima todo aquele que se utiliza da oportunidade para dilatar a corrente do mal, consciente ou inconscientemente. É por este motivo que Jesus, compreendendo a carência de homens e mulheres isentos de culpa, lançou este expressivo programa de amor, a benefício de cada discípulo do Evangelho: – “E, quando estiverdes orando, perdoai.”

Livro: Pão Nosso
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito
Emmanuel

segunda-feira, 30 de março de 2015

Como Perdoar

Na maioria dos casos, o impositivo do perdão surge entre nos e os
companheiros de nossa intimidade, quando o suco adocicado da confiança se nos azeda
no coração.
Isso acontece porque, geralmente, as magoas mais profundas repontam entre
os Espíritos vinculados uns aos outros na esteira da convivência.
Quando nossas relações adoeçam, no intercambio com determinados amigos
que, segundo a nossa opinião pessoal, se transfiguram em nossos opositores,
perguntemo-nos com sinceridade: “como perdoar, se perdoar não se resume a questão
de lábios e sim a problema que afeta os mais íntimos mecanismos do sentimento?”.
Feito isso, demo-nos pressa em reconhecer que as criaturas em desacerto
pertencem a Deus e não a nos; que também temos erros a corrigir e reajustes em
andamento; que não e justo retê-las em nossos pontos de vista, quando estão, qual nos
acontece, sob os desígnios da Divina Sabedoria que mais convém a cada um, nas trilhas
do burilamento e do progresso. Em seguida, recordemos as bênçãos de que semelhantes
criaturas nos terão enriquecido no passado e conservemo-las em nosso culto de gratidão,
conforme a vida nos preceitua.
Lembremo-nos também de que Deus já lhes terá concedido novas
oportunidades de ação e elevação em outros setores de serviço e que será desarrazoado
de nossa parte manter processos de queixa contra elas, no tribunal da vida, quando o
próprio Deus não lhes sonega Amor e Confiança.
Quando te entregares realmente a Deus, a Deus entregando os teus adversários
como autênticos irmãos teus, - tão necessitados do Amparo Divino quanto nos mesmos,
penetraras a verdadeira significação das palavras de Cristo: “Pai, perdoa as nossas
dividas, assim como perdoamos aos nossos devedores”, reconciliando-te com a vida e
com a tua própria alma.
Então, saberás oscular de novo a face de quem te ofendeu, e quem te ofendeu
encontrara Deus contigo e te dirá com a mais pura alegria no coração: “bendito sejas...”.

Emmanuel
Livro: Alma e Coração
Francisco Cândido Xavier

sábado, 28 de março de 2015

União

Compadece-te e ajuda, a fim de que possas servir na união para o bem.
Não fosse a bondade do lavrador que ampara a semente seca, não receberias na mesa o conforto do pão.
Não fosse o trabalho do operário que assenta tijolo por tijolo, não disporias de segurança no alicerce do próprio lar.
Isso acontece nos elementos mais simples.
*
Repara, porém, a atitude da vida para que ninguém falte à comunhão do progresso.
Não condena ela o paralítico porque não ande.
Dá cadeira de rodas.
Não malsina os olhos enfermos.
Brune lentes protetoras.
Não relega os mutilados à própria sorte.
Faz recursos mecânicos.
Não se revolta contra os ignorantes que lhe torcem as diretrizes.
Acende a luz da escola.
Não aniquila os loucos que lhe injuriam as leis.
Acolhe-os generosamente no regaço do hospício.
*
Imitando o sentimento na vida, sejamos, uns para os outros, quando preciso, a muleta e o remédio.
Olvidemos os defeitos do próximo, na certeza de que todos nos encontramos sob o malho das horas, na bigorna da experiência.
Tolerância é o cimento da união ideal.
E só a união faz a força.
Entretanto, há força e força.
Reúnem-se os milhões de gotas e criam a fonte.
Congregam-se milhões de fagulhas e formam o incêndio.
Pensa um pouco e entenderás que é sempre muito fácil ajuntar os interesses da Terra e fazer a união para o bem da força,
mas apenas entesourando as qualidades do Cristo na própria alma é que nos será possível, em verdade, fazer a união para a força do bem.

De “Seara dos Médiuns”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Ingredientes do Êxito

... nas águas revoltas do mar tanta vez agressivo da atualidade, navegamos...
Dias calmos, dias tempestuosos.
O que importa é a rota segura.
E desta nos louvamos todos, à frente do Divino Timoneiro.
*
... capacitemo-nos, cada vez mais, de que a obra não nos pertence e sim ao Senhor que nos utiliza por instrumentos.
*
... à vista disso e firmados em semelhante convicção, compreendamos que a fidelidade é o ingrediente de base para o êxito.
Entender a todos e auxiliar a todos, abençoando e construindo sempre e guardar, sobretudo, a certeza de que o serviço e o amor devem constituir as margens de nosso caminho para frente.
*
... momentos aparecem nos quais os testemunhos de abnegação representam imperativos a que não nos é lícito fugir...
Notadamente, quando a perturbação e a calúnia nos ameaçam a estabilidade moral.
Ainda assim, aceitemos os desafios da sombra, na condição de aprendizes no educandário da luz.
*
... à frente de todas as dificuldades é imprescindível opor a bênção, como princípio de solução.
*
... é certo que o desdobramento da edificação em andamento vos exige quotas de sacrifício sempre mais altas.
Imperioso dar de nós para que a obra do Cristo se erga e se consolide no campo das necessidades humanas.
*
... esquecer-nos e trabalhar.
Trabalhar e servir sempre.
... na execução desse programa as lutas e problemas explodem, por vezes, de todos os flancos, a reclamar-nos fraternidade em suas mais altas demonstrações. Todavia, se atribuirmos a Jesus a importância do esforço e não a nós, sabendo receber para nós os obstáculos naturais da senda a percorrer, então, a carga ser-nos-á sempre qual estrela de amor que o Céu nos permite carregar em auxílio a nós mesmos!

Bezerra de Menezes
De mensagem recebida em 01.04.1969.
Do Livro “Bezerra, Chico e Você”: Psicografia: Francisco Cândido Xavier.

quarta-feira, 25 de março de 2015

O Mais Difícil


Diante das águas calmas, Jesus refletia.
Afastara-se da multidão, momentos antes.
Ouvira remoques e sarcasmos.
Vira chagas e aflições.
O Mestre pensava...
Tadeu e Tiago, o moço, João e Bartolomeu aproximaram-se. Não era aquele um
momento raro? E ensaiaram perguntas.
- Senhor – disse João - , qual é o mais importante aviso da Lei na vida dos homens?
E o Divino passou a responder:
- Amemos a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a nós mesmos.
- E qual a virtude mais preciosa? – indagou Tadeu.
- A humildade.
- Qual o talento mais nobre, Senhor? – falou Tiago.
- O trabalho.
- E a norma de triunfo mais elevada? – indagou Bartolomeu.
- A persistência no bem.
- Mestre, qual é, para nós todos, o mais alto dever? – aventurou Tadeu novamente.
- Amar a todos, a todos servindo sem distinção.
- Oh! Isso é quase impossível – gemeu o aprendiz.
- A maldade é atributo de todos – clamou Tiago - ; faço o bem quanto posso, mas
apenas recolho simples espinhos de ingratidão.
- Vejo homens bons sofrendo calúnias por toda parte – acentuou outro discípulo.
- Tenho encontrado mãos para auxiliar – disse outro.
E as mágoas desfilaram diante do Mestre silencioso.
João, contudo, voltou a interrogá-lo:
- Senhor, que é mais difícil? Qual a aquisição mais difícil?
Jesus sorriu e declarou:
- A resposta está aqui mesmo em vossas lamentações. O mais difícil é ajudar em
silêncio, amar sem crítica, dar sem pedir, entender sem reclamar... A aquisição mais difícil
para nós todos chama-se paciência

A Vida Escreve
Pelo Espírito Hilário Silva – Médium Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 24 de março de 2015

Pensamentos

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai.” – Paulo. (Filipenses, 4:8.)

Todas as obras humanas constituem a resultante do pensamento das criaturas. O mal e o bem, o feio e o belo viveram, antes de tudo, na fonte mental quê os produziu, nos movimentos incessantes da vida.
O Evangelho consubstancia o roteiro generoso para que a mente do homem se renove nos caminhos da espiritualidade superior, proclamando a necessidade de semelhante transformação, rumo aos planos mais altos. Não será tão-somente com os primores intelectuais da Filosofia que o discípulo iniciará seus esforços em realização desse teor. Renovar pensamentos não é tão fácil como parece à primeira vista. Demanda muita capacidade de renúncia e profunda dominação de si mesmo, qualidades que o homem não consegue alcançar sem trabalho e sacrifício do coração.
É por isso que muitos servidores modificam expressões verbais, julgando que refundiram pensamentos. Todavia, no instante de recapitular, pela repetição das circunstâncias, as experiências redentoras, encontram, de novo, análogas perturbações, porque os obstáculos e as sombras permanecem na mente, quais fantasmas ocultos.
Pensar é criar. A realidade dessa criação pode não exteriorizar-se, de súbito, no campo dos efeitos transitórios, mas o objeto formado pelo poder mental vive no mundo íntimo, exigindo cuidados especiais para o esforço de continuidade ou extinção.
O conselho de Paulo aos filipenses apresenta sublime conteúdo. Os discípulos que puderem compreender-lhe a essência profunda, buscando ver o lado verdadeiro, honesto, justo, puro e amável de todas as coisas, cultivando-o, em cada dia, terão encontrado a divina equação.

Livro: Pão Nosso
Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

domingo, 22 de março de 2015

Dias Difíceis

Há dias que parecem não ter sido feitos para ti.
Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que chegas a pensar que conduzes o globo do mundo sobre os ombros dilacerados.
Desde cedo, ao te ergueres do leito, pela manhã, encontras a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que te arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite.
Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.
Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.
Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma.
Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.
São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.
Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de auto piedade.
No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.
São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.
Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.
Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...
Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranquilidade, passando o momento difícil.
Há de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.
Nos dias difíceis da tua existências, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.
Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.
Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a terra se encontra engolfada.
Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.

(Mensagem Psicografada em 30.12.2002 - Raul Teixeira / Camilo)

Burilamento

Meu Pai Trabalha Até Agora e eu Trabalho Também. – Jesus.(João, 5:17)

Muitas vezes entregas-te a melancólicas reflexões em torno de transformações
espirituais que inutilmente intentaste.
Deste o máximo de abnegação ao filho estremecido para quem planejaste luminoso
futuro, sem conseguir talvez arrancá-lo à rebeldia em que persiste; ofertaste a própria
existência aos pais queridos, ornamentando-lhes o caminho de auxílio e ternura, e,
provavelmente, nem de leve pudeste arreda-los da discórdia a que jazem atrelados por
longo tempo; situaste todo o coração no carinho por este ou aquele companheiro,
aguardando-lhes em vão qualquer concurso nas tarefas edificantes que te felicitam a
alma; empenhaste os mais nobres sentimentos na melhoria deste ou daquele grupo de
entes amados, seja no lar ou na organização de serviço a que te afeiçoas, e, por maior o
esforço despendido, nada colheste até agora, senão amargura e negação.
Em meio do trabalho absorvente costumas interromper as próprias atividades,
indagando de ti mesmo se vale a pena continuar no esforço renovador...Semelhante
introdução ao desespero comumente aparece porque, em muitas ocasiões, experimentas
o desencanto de quem cava num monte de pedras procurando debalde o fio d’água que
lhe foge à sede, ou a fadiga de quem cruza o deserto, em todas as direções, sem achar
caminho para a vanguarda libertadora...Ainda assim, persevera nos bons propósitos e
colabora, quanto possível, pela consecução dos objetivos de fraternidade e
aprimoramento a que devemos todos visar.
Uma pergunta só dar-nos-á reconforto: se Jesus, há milênios, trabalha por nós, para
que tenhamos o pequenino clarão de conhecimento com que hoje tentamos dissipar as
sombras que ainda trazemos, por que desanimar na obra de amparo aos que amamos, se
apenas agora começamos a servir no terreno da luz?

Benção da Paz
Francisco Cândido Xavier, Ditado pelo Espírito Emmanuel

sexta-feira, 20 de março de 2015

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier - Diante do Universo


Povoa-se o Universo por verdadeira multidão de galáxias.
Cada galáxia permanece constituída por milhares de constelações.
Cada constelação, quase sempre, é um ninho de sóis.
Cada sol congrega diversos mundos.
Cada mundo, amadurecido para a inteligência e para a razão, guarda consigo a bênção da Humanidade.
Cada Humanidade se compõe de várias raças.
Cada raça engloba muitos povos e milhões de almas que evoluem, nos degraus que lhes correspondem.
Lembremo-nos, pois, de que no concerto admirável da Criação, somente será possível regenerar e burilar a nós mesmos para que a vida imperecível em nós se retrate vitoriosa, mas não nos esqueçamos de que, apesar da grandeza cósmica, nosso desequilíbrio no mal pode comprometer todo o sistema em que as Leis Divinas se expressam, através do trono sublime da natureza, qual acontece ao micróbio letal que, não obstante imperceptível ao olho nu, pode carrear a enfermidade ou a morte para o corpo físico mais notavelmente bem posto.
Consagremo-nos à estruturação do Bem no campo de nós mesmos, de conformidade com os princípios inelutáveis de harmonia e justiça que nos regem a ascensão, sem o doentio propósito de reajustar os outros, antes da recuperação espiritual de nós próprios, de vez que todo o deslize nosso, à frente do Senhor, repercute nas faixas totais da Vida Una, compelindo-nos à posição de angústia e sofrimento, a única suscetível de ratificar em nosso espírito e em nossa existência a ruptura do equilíbrio divino do amor que operamos desavisados, diante da Eterna Lei.

Livro: Inspiração - Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

No Intercâmbio

... agradeçamos, antes de tudo, a bênção do intercâmbio entre nós outros e o ensinamento evangélico que nos é administrado pela Doutrina Espírita sob nova luz.
Indubitavelmente, trazeis convosco as lides e dificuldades, as indagações e lutas que vos falam de perto a cada um.
Aspirais a colher soluções às provas que vos visitam e muitos, naturalmente, aguardais uma palavra individual do Mais Além, que vos acode o espírito em mais alto nível de entendimento, Ainda assim, somos nós os companheiros humildes do limiar quem vos encontra no pórtico da comunicação entre os dois planos de vida, não apenas saudando-vos a fé e a bondade, mas igualmente para dizer-vos que, por enquanto, somos problemas que se unem na mesma expectativa a superar as sombras que ainda nos assaltam os caminhos.
... perseveremos na tarefa de estudar, clareando a estrada que se nos desdobra à frente e de servir-nos uns aos outros para aquisição da luz que nos propomos fixar em nós.
Muitos são os amigos espirituais presentes às nossas orações e por nós – através de nossa palavra singela – vos desejam paz e alegria, segurança e êxito na execução dos compromissos que assumimos.
Embora o nosso anseio de responder-vos individualmente, no intercâmbio, somos forçados, muitas vezes, pelas circunstâncias a
restringir-nos à prece em comum- em cujo clima – surpreenderemos sempre as sugestões do Mais Alto, acendendo novas flamas de amor que nos orientam para diante.
*
... aguardemos o melhor, trabalhando e amando.

Bezerra de Menezes
Do Livro "Bezerra, Chico e Você": Psicografia: Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 19 de março de 2015

Nas Leis do Destino

Não digas que Deus sentencia alguém a torturas eternas. Tanto quanto podemos perceber o Pensamento Divino, imanente em todos os seres e em todas as coisas, o Criador se manifesta a nós outros – criaturas conscientes, mas imperfeitas – através de leis que Lhe expressam os objetivos no rumo do Bem Supremo.
Essas leis, na feição primitiva, podem ser abordadas nos processos rudimentares do campo físico.
O fogo é agente precioso da evolução, nos limites em que deve ser conservado; entretanto, se colas a mão no braseiro, é natural incorras, de imediato, nas consequências.
A máquina é apêndice do progresso; contudo, se não lhe atendes as necessidades, sofrerás, para logo, os resultados desastrosos da negligência ou da indisciplina.
Ocorre o mesmo, nos planos da consciência.
Na matemática do Universo, o destino dar-nos-á sempre daquilo que lhe dermos.
É inútil que dignitários desse ou daquele princípio religioso te pintem o Todo-Perfeito por soberano purpurado, suscetível de encolerizar-se por falta de vassalagem ou envaidecer-se à vista de adulações.
Os que procedem assim podem estar movidos de santos propósitos ou piamente magnetizados por lendas e tradições respeitáveis que o tempo mumificou, mas se esquecem de que, mesmo ante as leis dos homens, pessoa alguma consegue furtar, moralmente, o merecimento ou a culpa de outra.
Deus é amor; amor que se expande do átomo aos astros. Mas é justiça também. Justiça que atribui a cada espírito segundo a própria escolha.
Sendo amor, concede à consciência transviada tantas experiências quantas deseje a fim de retificar-se.
Sendo justiça, ignora quaisquer privilégios que lhe queiram impor.
Não afirmes, desse modo, que Deus bajula ou condena. Recorda que não podes raciocinar através do cérebro alheio e nem comer pela boca do próximo. O Criador criou todas as criaturas para que todas as criaturas se engrandeçam. Para isso, sendo amor, repletou-lhes o caminho de bênçãos e luzes, e, sendo justiça, determinou possuísse cada um de nós vontade e razão. A vida, assim, aqui ou além, será sempre o que nós quisermos. E não sofismemos a palavra de Jesus, quando prometeu ao companheiro de sofrimento, no Calvário, que estaria com ele no paraíso, como poderia estar em qualquer instituto de educação, no mundo espiritual, porque foi o próprio Cristo quem nos informou, de maneira incisiva, que o Reino de Deus está dentro de nós.

Reunião pública de 18-8-61 1ª Parte, capítulo. VI, item 15
Livro: Justiça Divina – Francisco Cândido Xavier/ Emmanuel -Capítulo. 51

segunda-feira, 16 de março de 2015

A Lição do Esquecimento


Não fosse o olvido temporário que assegura o refazimento da alma, na reencarnação, segundo a misericórdia do Senhor que lhe orienta a reta justiça, decerto teríamos no mundo, ao invés da escola redentora, a jaula escura e extensa, onde os homens se converteriam em feras a se degladiarem indefinidamente.
Não fosse o dom do esquecimento que envolve o berço terrestre e o ódio viveria eternizado, transformando a Terra em purgatório angustioso e terrível, onde nada mais faríamos que chorar e lamentar, acusar e gemer.
A Divina Bondade, contudo, em cada romagem do espírito no campo do mundo, confere-lhe no corpo físico o arado novo, suscetível de
valorizar-lhe a replantação do destino, no rumo do porvir.
De existência a existência, o Senhor vela-nos caridosamente a memória, a fim deque saibamos metamorfosear espinhos em flores e aversões em laços divinos.
O Pai, no entanto, com semelhante medida, não somente nos ampara com a providencial anestesia das chagas interiores, em favor do nosso êxito em novos compromissos.
Com essa dádiva, Ele que nos reforma o empréstimo do ensejo de trabalho, de experiência a experiência, nos induz à verdadeira fraternidade, para o esquecimento de nossas faltas recíprocas, dia a dia.
Aprendamos a olvidar as úlceras e as cicatrizes, as deformidades e os defeitos do irmão de jornada, se nos propomos efetivamente a avançar para diante, em busca de renovadores caminhos.
Cada dia é como que a “reencarnação da oportunidade”, em que nos cabe aprender com o bem, redimindo o passado e elevando o presente, para que o nosso futuro não mais se obscureça.
Nas tarefas de redenção, mais vale esquecer que lembrar, a fim de que saibamos mentalizar com segurança e eficiência a sublimação pessoal que nos cabe atingir.
O Senhor nos avaliza os débitos, para que possamos adquirir os recursos destinados ao nosso próprio reajustamento à frente da Lei.
Recordemos o exemplo do Céu, destruindo os resíduos de sombra que, em forma de lamentação e de queixa, emergem ainda à tona de nossa personalidade, derramando-se em angústia e doença, através do pensamento e da palavra, da voz e da atitude.
Exaltemos o bem, dilatemo-lo e consagremo-lo nos menores gestos e em nossas mínimas tarefas, a cada instante da vida, e, somente assim, aprenderemos com o Senhor a olvidar a noite do pretérito, no rumo da alvorada que nos espera no fulgor do amanhã.

Emmanuel
Livro: “Família”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos)


domingo, 15 de março de 2015

A Mensagem Cristã

Não se reveste o ensinamento de Jesus de quaisquer fórmulas complicadas.
Guardando embora o devido respeito a todas as escolas de revelação da fé com os seus
colégios iniciáticos, notamos que o Senhor desce da Altura, a fim de libertar o templo do
coração humano para a sublimidade do amor e da luz, através da fraternidade, do amor e
do conhecimento.
Para isso, o Mestre não exige que os homens se façam heróis ou santos de um dia para
outro. Não pede que os seguidores pratiquem milagres, nem lhes reclama o impossível.
Dirige-se a palavra d’Ele à vida comum, aos campos mais simples do sentimento, à luta
vulgar e às experiências de cada dia.
Contrariamente a todos os mentores da Humanidade, que viviam, até então, entre
mistérios religiosos e dominações políticas, convive com a massa popular, convidando as
criaturas a levantarem o santuário do Senhor nos próprios corações.
Ama a Deus, Nosso Pai - ensinava Ele -, com toda a tua alma, com todo o teu coração e
com todo o teu entendimento.
Ama o próximo como a ti mesmo.
Perdoa ao companheiro quantas vezes se fizerem necessárias.
Empresta sem aguardar retribuição.
Ora pelos que te perseguem e caluniam.
Ajuda aos adversários.
Não condenes para que não sejas condenado.
A quem te pedir a capa cede igualmente a túnica.
Se alguém te solicita a jornada de mil passos, segue com ele dois mil.
Não procures o primeiro lugar nas assembleias, para que a vaidade te não tente o
coração.
Quem se humilha será exaltado.
Ao que te bater numa face, oferece também a outra.
Bendize aquele que te amaldiçoa.
Liberta e serás libertado.

Livro: Roteiro. Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Um só Problema

Quando a ilusão nos colhe o espírito, impelindo-nos para amargosos desenganos, evidentemente não nos é lícito lançar a responsabilidade integral do fracasso de nossa expectativa sobre os outros, já que, no fundo, somos nós mesmos que nos deixamos embair pela nossa própria superestimação acerca de criaturas e circunstâncias.
-x-
Se a tentação nos apanha desprevenido, sacudindo-nos em rajadas de aflição, depois de atirar-nos a despenhadeiros de remorso, não nos será possível atribuir a outrem culpa dos pesares que nos desajustam as províncias da alma e sim a nós, que não vigiamos suficientemente a tranquilidade de consciência.
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Por trás do sofrimento a se nos originar do orgulho ferido, está simplesmente a paixão pelas aparências a que ainda se nos afeiçoa o sentimento de superioridade ilusória.
-x-
Ante as nossas queixas, em torno da ingratidão, na essência existe apenas a incompreensão que, por enquanto, nos assinala o modo de ser, a exigir dos companheiros da experiência devoções e atitudes para as quais não se mostram ainda amadurecidos ou indicados.
-x-
Empenhados ao azedume da crítica, debitamos semelhante perturbação tão-somente a nós pela nossa incapacidade de avaliação do esforço alheio.
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E sempre que tenhamos de alegrar, enquanto na Terra, provas e inibições, obstáculos e lutas que por vezes começam para nós do berço físico, o montante desses impedimentos é a carga de sombra que trazemos em nós, por injunções da Contabilidade Divina, transportada de existência para existência, assim como determinada conta é transferida de livro para livro, na Contabilidade do Mundo, conforme os débitos eu assumimos.
-x-
À vista disso, encontramos conosco um só problema fundamental — nós em nós mesmos.
Aprendamos a conhecer-nos e conheceremos os outros.
Retifiquemos a nossa vida por dentro de nós e a vida por fora se nos revelará sempre por maravilha de Deus.

Livro: “Rumo Certo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

sexta-feira, 13 de março de 2015

Irmão José & Carlos Baccelli

A Escola Terra
Terra é abençoada escola para o espírito em evolução.
Cada existência no corpo é um estágio imprescindível ao seu aprendizado.
As dificuldades são lições valiosas.
As provações são testes necessários.
A dor é a educadora por excelência.
Os obstáculos são convites à superação.
O aproveitamento curricular depende do esforço individual.
Não há privilégios e favorecimentos ilícitos.
Toda promoção se baseia nos méritos pessoais.
O próximo é a cartilha viva.
Jesus é o Mestre.

Ludwig van Beethoven - Moonlight Sonata

Nas Conexões

Conforto físico exagerado – amolecimento de caráter.
Hábito de mentira – disposição para calúnia.
Pensar no mal – tropeçar no crime.
Irresponsabilidade constante – caminho da insensatez.
Remorso tardio – tormento prolongado.
Renúncia ao prazer – fortalecimento espiritual.
União com a verdade – independência e vida.
Insistência no bem – realização de simpatia e elevação.
Exercício do dever – disciplina do viver.
Arrependimento com ação retificadora – vitória sobre o erro.
Todo exercício no sentido da vida superior representa manifestação de crescimento espiritual.
Conexão entre pensamento e ação.
Mente na oração e mãos no trabalho geram alegria e renovação.
Mente – liberdade ou cárcere.
Ação – felicidade ou ruína.
Pensar no Bem e agir bem é programa-roteiro de iluminação e eternidade.

Marco Prisco / Médium Divaldo pereira Franco

O Bem é Incansável

“E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.” – Paulo. (2ª Epístola aos Tessalonicenses, 3:13.)

É muito comum encontrarmos pessoas que se declaram cansadas de praticar o bem. Estejamos, contudo, convictos de que semelhantes alegações não procedem de fonte pura.
Somente aqueles que visam determinadas vantagens aos interesses particularistas, na zona do imediatismo, adquirem o tédio vizinho da desesperação, quando não podem atender a propósitos egoísticos.
É indispensável muita prudência quando essa ou aquela circunstância nos induz a refletir nos males que nos assaltam, depois do bem que julgamos haver semeado ou nutrido.
O aprendiz sincero não ignora que Jesus exerce o seu ministério de amor sem exaurir-se, desde o princípio da organização planetária. Relativamente aos nossos casos pessoais, muita vez terá o Mestre sentido o espinho de nossa ingratidão, identificando-nos o recuo aos trabalhos da nossa própria iluminação; todavia, nem mesmo verificando-nos os desvios voluntários e criminosos, jamais se esgotou a paciência do Cristo que nos corrige, amando, e tolera, edificando, abrindo-nos misericordiosos braços para a atividade renovadora.
Se Ele nos tem suportado e esperado através de tantos séculos, por que não poderemos experimentar de ânimo firme algumas pequenas decepções durante alguns dias?
A observação de Paulo aos tessalonicenses, portanto, é muito justa. Se nos entediarmos na prática do bem, semelhante desastre expressará em verdade que ainda nos não foi possível a emersão do mal de nós mesmos.

Pão Nosso
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel

quinta-feira, 12 de março de 2015

Air - Johann Sebastian Bach

Ambientes

Importante pensar que não apenas termos o que damos, mas igualmente
viveremos naquilo que proporcionamos aos outros.
Daí o impositivo de doarmos tão somente o bem, integralmente o bem.
Se em determinada faixa de tempo criamos a alegria para os nossos
semelhantes e criamos para eles o sofrimento em outra faixa, nossa existência estará
dividida entre felicidade e desventura, porque teremos trazido uma e outra ao nosso
convívio, arruinando valiosas oportunidades de serviço e elevação.
Se oferecemos azedume, é óbvio que avinagraremos o sentimento de quem nos
acolhe, reavendo, em câmbio inevitável, o mesmo clima vibratório, como quem recolhe
água inconveniente para a própria sede, após agitar o fundo do poço, de cuja
colaboração necessite.
Se atiramos crítica e ironia à face do próximo, de outro ambiente não
disporemos para viver senão aquele que se desmanda em sarcasmo e censura.
Certifiquemo-nos de que não somente as pessoas, mas os ambientes também
respondem. Queiramos ou não, somos constrangidos a viver no clima espiritual que nós
mesmos formamos.
Pacifiquemos e seremos pacificados.
Auxilia e colherás auxílio.
Tudo que espiritualmente verte de nós, regressa a nós, “Dá e dar-se-te-á”, ―
asseverou Jesus. O ensinamento não prevalece tão só nos domínios da dádiva material
propriamente considerada. Do que dermos aos outros, a vida fatalmente nos dá.

Livro “Alma e Coração” - Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 11 de março de 2015

O Bem e o Mal

A experiência ensina a conquistar os valores legítimos, aqueles que propiciam a evolução.
Na sua origem, o ser não possui a consciência do bem nem do mal. Conduz-se pelo instinto.
A seleção do que deve e do que não deve realizar dá-se pela sensação da dor física, depois emocional e, mais tarde, de caráter moral.
Percebe que nem tudo quanto lhe é lícito executar, pode fazê-lo, por ferir direitos alheios.
Essa percepção torna-se a presença da capacidade de escolher o bem, cujo fundamento está inscrito na consciência de todas as pessoas.
O mal remanesce dos instintos agressivos e predomina enquanto a razão deles não se liberta.
O Bem pode ser personificado no amor, enquanto o mal pode representar-lhe a ausência.
Tudo o que promove e eleva o ser humano, harmonizando-o com a vida, prolongando-a e tornando-a edificante – é expressão do Bem.
Já o mal conspira contra a sua elevação e os valores éticos alcançados pela Humanidade.
Eis porque o ser tem a tendência inevitável de buscar o amor, de entregar-se-lhe, de fruí-lo.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Amor, Imbatível Amor (extrato) – LEAL

terça-feira, 10 de março de 2015

Em Busca da Felicidade

Prossiga lutando por tudo aquilo que considere honesto, justo e verdadeiro e confie que as tormentas passarão.
Jamais recue diante das dificuldades, pois elas são colocadas em nosso caminho para testar nossa capacidade de superação. Se o momento nos exige paciência, lembre-se de que Deus é paciência infinita. Quando menos esperar, as dores e dificuldades haverão passado.
Por maiores que forem suas dificuldades e provações mantenha-se calmo e sereno. Confie em Deus que não desampara nenhum de seus filhos. O estado de rebeldia e contrariedade em relação ao sofrimento agrava nossas dores. Aceite tudo o que lhe acontecer como vindo em seu benefício e entenda que ninguém sofre sem motivo.
André Luiz nos alerta dizendo: "A paciência em verdade, é perseverar na edificação do bem a despeito das arremetidas do mal e prosseguir, corajosamente, cooperando com ela, junto dela, quando nos seja mais fácil desistir".

Sergito S. Cavalcanti

O Fardo

“Cada qual levará a sua própria carga”. Paulo. (Gálatas, 6:5).

Quando a ilusão te fizer sentir o peso do próprio sofrimento, como sendo excessivo e injusto, recorde que não segues sozinho no grande roteiro.
Cada qual tolera a carga que lhe é própria.
Fardos existem de todos os tamanhos e de todos os feitios:
A responsabilidade do legislador.
A tortura do sacerdote.
A expectativa do coração materno.
A indigência do enfermo desamparado.
O pavor da criança sem ninguém.
As chagas do corpo abatido.
Aprenda a entender o serviço e a luta dos semelhantes para que não te suponhas vítima ou herói num campo onde todos somos irmãos uns dos outros, mutuamente identificados pelas mesmas dificuldades, pelas mesmas dores e pelos mesmos sonhos.
Suporta o fardo de tuas obrigações valorosamente e caminha.
Do acervo de pedra bruta nasce o ouro puro.
Do cascalho pesado emerge o diamante.
Do fardo que transportamos de boa vontade procedem as lições de que necessitamos para a vida maior.
Dirás, talvez impulsivamente: “É o ímpio vitorioso, o mau coroado de respeito, e o gozador indiferente? Carregarão, por ventura, alguma carga nos ombros?”.
Responderemos, no entanto, que provavelmente, viverão sob encargos mais pesados que os nossos, de vez que a impunidade não existe.
Se o suor te alaga a fronte e se a lágrima te visita o coração, é que a tua carga já se faz menos densa, convertendo-se, gradativamente, em luz para a sua ascensão.
Ainda que não possas marchar livremente com o teu fardo, avança com ele para a frente, mesmo que seja um milímetro por dia…
Lembra-te do madeiro afrontoso que dobrou os ombros doridos do Mestre.
Sob os braços duros do lenho infamante, jaziam ocultas asas divinas da ressurreição para a divina imortalidade.

Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro “Cartas do Coração”. Primeira Parte. Doutrina Cristã em Prosa. Página 52.

Apelo de Sempre

Nas horas de aguaceiro, reflete na colheita que virá.
Nos instantes difíceis, age pensando na soma de alegrias que nascerão do dever cumprido.
Não te detenhas em recordações amargas do pretérito.
A derrota sofrida terá sido preciosa lição para melhor aproveitamento das horas de hoje;
A lágrima vertida foi talvez o colírio da verdade, ensinando-te o caminho da paciência;
As afeições que desertaram se te erguem presentemente na memória por instruções da vida, impulsionando-te à descoberta do genuíno amor.
Para frente - é o apelo de mais alto.
O passado é capaz de auxiliar, mas tão-só por recurso de informação.
Necessitas permanecer de atenção concentrada no caminho à frente, como quem se vê inevitavelmente chamado para o futuro.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Ceifa de Luz (extrato) - Ed. FEB

segunda-feira, 9 de março de 2015

Caminhando

... a experiência na Terra, em muitas ocasiões,
pode ser comparada à viagem de um homem, através de
selva incomensurável.
É preciso compreender a necessidade de vigilância para que os perigos se não convertem
em desastres e para que a expectativa não se transforme em angústia.
Acendamos a lâmpada vida da prece e caminhemos, adiante, à procura do Cristo e em serviço d’Ele,
nosso Divino Mestre, ao pé dos semelhantes.
... esqueçamos a agressividade do solo inculto e a sombra do matagal para nos lembrarmos constantemente
de que é preciso varar os obstáculos ao encontro do Mestre, o Sol Claro de nossas almas.

Bezerra de Menezes

Do Livro “Bezerra, Chico E Você”
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

domingo, 8 de março de 2015

Joanna de Ângelis

Desenovela-te do amor-próprio quanto antes.
Ele é causa de muitos e afligentes problemas.
Encarcera na vaidade, disfarça-se com desculpas e acusações absurdas e cria animosidade.
Ferido, ocasiona contendas violentas; vingativo, provoca agressões infelicitadoras.
Ante uma recusa à ação do bem, defrontarás o amor-próprio insensível, e pela boca da maledicência ouvirás o leviano ou magoado.
Um crime, uma ação perniciosa, um conflito entre pessoas, a falsa humildade e o abandono de tarefas são efeitos do amor-próprio despeitado.
O amor-próprio só realiza obra meritória para colher, de imediato, os louros e reconhecimento. Após a realização, faz-se exigente, cobra o preço.
Por qualquer motivo, ou sem motivo, afasta-se atirando petardos de ira e censuras insensatas.
Vigie esse perverso companheiro e exercita o amor fraternal, doando-te quanto possas.
Livrando-te dele, experimentarás otimismo, paz interior e alegria na vida, porque verás corretamente o mundo sem as lentes escuras que ele antepõe aos olhos da tua observação.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Alerta

sábado, 7 de março de 2015

Em Paz de Consciência

Alguns instantes de reconsideração e perceberemos que, em muitas ocasiões,
nós mesmos sobrecarregamos a mente de inquietações, com as quais, em verdade, nada
temos que ver.
Nesse aspecto de nossas dificuldades espirituais, assemelhamo-nos a criaturas
invigilantes que arrematassem os débitos desnecessários dos outros, permitindo-nos cair
sob a hipnose de forças destrutivas a que se afazem alguns dos nossos parceiros de
experiência.
Justo compartir as provações se lhe vinculem ao aprimoramento, mas, porque
arrecadar os disparates estabelecidos voluntariamente por aqueles que patrocinam o
nascedouro?
Comumente, estragamos grande parte do dia entregando-nos a aflições inúteis,
com as quais em nada melhoramos a condição daqueles que lhes deram origem; muito
ao contrário, em lhes hipotecando apreço, ei-las que se ampliam, transformando-se,
vezes e vezes, em instrumentos de obsessão ou desarmonia, enfermidades ou
delinquência.
Imunizemo-nos contra a absorção de venenos mentais, em cuja formação
não tivemos o menor interesse.
Se um companheiro infringiu as disposições da lei, convencidos quanto
estamos de que todo reajuste surgirá pelo sofrimento, para que agravar a situação com
apontamentos cruéis?
Alguém ter-nos-á caluniado ou insultado, fermentando difamação ou
veiculando boatos, sem lograr abrir a mínima brecha na fortaleza tranquila de nosso
mundo interior... Porque perder tempo ou conturbar o coração, se o problema pertence
ao maldizente ou ao caluniador, que responderão, sem dúvida, pelos males que causem?
Tenhamos as nossas oportunidades de serviço, alegrias da vida íntima,
afeições verdadeiras e tarefas construtivas em mais alto conceito, recebendo-as por
bênção de Deus, que nos cabe valorizar e enriquecer com reconhecimento, trabalho,
amor e lealdade aos próprios deveres.
Se erramos, retifiquemos nós mesmos, reparando, com sinceridade, as
consequências de nossas faltas; no entanto, se a obrigação cumprida nos garante a consciência
tranquila, quando a provação das trevas nos desafie tenhamos a coragem de não conferir ao
mal atenção alguma, abstendo-nos de passar recibo em qualquer conta perturbadora que a
injúria ou a maledicência nos queiram apresentar.

Livro: Encontro Marcado
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 6 de março de 2015

Ansiedade

A ansiedade é uma das características habituais da conduta humana contemporânea.
Algumas de suas causas são a ambição, a competição pela sobrevivência e as constrições da sociedade egoísta.
A ansiedade tem manifestações e limites naturais perfeitamente aceitáveis.
Em certas circunstâncias, é compreensível uma atitude de equilibrada expectativa.
Ao exceder para os distúrbios respiratórios, a sudorese, a perturbação gástrica e a insônia, o clima de ansiedade torna-se um estado patológico com riscos de dano para a vida.
O desafio do homem é autodescobrir-se.
Melhor conhecendo sua realidade espiritual, percebe novos significados para a sua luta, os quais contribuem para sua tranquilidade e autoconfiança.
São válidas para os momentos de ansiedade as lições de Cristo sobre o amor ao próximo, a compaixão e a solidariedade fraternal, ao lado da oração, que gera energias de otimismo e fé, propiciando equilíbrio e paz.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: O Homem Integral

quinta-feira, 5 de março de 2015

Diante das Horas


O homem pode acumular o ouro para negociá-lo quando oportuno, dispõe de meios, a fim de reter as safras de cereais, na expectativa de preços que lhe satisfaçam as conveniências.
Entretanto, das riquezas que a Divina Providência lhe empresta, uma existe que ele não consegue armazenar: é o tesouro dos dias.
Toda criatura é obrigada a gastar as próprias horas, trocando-as por algo.
Há quem as troque por trabalho e cultura, serviço ao próximo e dever cumprido, ociosidade e queixume, irritação e rebeldia.
Ao termo de cada existência no Plano Físico, os Administradores das Horas te perguntarão:
- “Que fizeste do tempo que o Senhor te confiou?”.
Então, compreenderás, por fim, que o tempo é vida.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Agora é Tempo

quarta-feira, 4 de março de 2015

Não há Morte


Depois que partiram do círculo carnal aqueles a quem amas, tens a impressão de que a vida perdeu a sua finalidade.
As horas ficam vazias, enquanto uma angústia que te dilacera e uma surda desesperação que te mina as energias se fazem a constante dos teus momentos de demorada agonia.
Estiveram ao teu lado como bênçãos de Deus, clareando o teu mundo de venturas com o lume da tua presença e não pensaste, não te permitiste acreditar na possibilidade de que eles te pudessem preceder na viagem de retorno.
Cessados os primeiros instantes do impacto que a realidade te impôs, recapitulas as horas de júbilo enquanto o pranto verte incessante, sem conforta-te, como se as lágrimas carregassem ácido que te requeima desde a fonte do sentimento à comporta dos olhos, não diminuindo a ardência da saudade. . .
Antes da situação, o futuro se te desdobra sombrio, ameaçador, e interrogas como será possível prosseguir sem eles.
O teu coração pulsa destroçado e a tua dor moral se transforma em punhalada física, a revolver a lâmina que te macera em largo prazo.
Temes não suportar tão cruel sentimento. Conseguirás porém superá-lo. Muito justas, sim, tuas saudades e sofrimentos.
Não, porém, a ponto de levar-te ao desequilíbrio, à morte da esperança, à revolta. . .
Os seres a quem amas e que morreram, não se consumiram na voragem do aniquilamento. Eles sobreviveram.
A vida seria um engodo, se se destruísse ante o sopro desagregador da morte que passa.
A vida se manifesta, se desenvolve em infinitos matizes e incontáveis expressões. A forma se modifica e se estrutura, se agrega e se decompõe passando de uma para outra expressão vibratória sem que a energia que a vitaliza dependa das circunstâncias transitórias em que se exterioriza.
Não estão portanto, mortos, no sentido de destruídos, os que transitaram ao teu lado e se transferiram de domicílio.
Prosseguem vivendo aqueles a quem amas.
Aguarda um pouco, enquanto, orando, a prece te luarize a alma e os envolvas no rumo por onde seguem.
Não te imponhas mentalmente com altas doses de mágoas, com interrogações pressionantes, arrojando na direção deles os petardos vigorosos da tua incontida aflição.
Esforça-te por encontrar a resignação.
O amor vence, quando verdadeiro, qualquer distância e é ponte entre abismos, encurtando caminhos.
Da mesma forma que anelas por volver a senti-los, a falar-lhes, a ouvir-lhes, eles também o desejam.
Necessitam, porém, evoluir, quanto tu próprio.
Se te prendes a eles demoradamente ou os encarcera no egoísmo, desejando continuar uma etapa que hora se encerrou, não os fruirás, porque estarão na retaguarda.
Libertando-os, eles prosseguirão contigo, preparar-te-ão o reencontro, aguarda-te-ão...
Faze-te, a teu turno, digno deles, da sua confiança, e unge-te de amor com que enriqueças outras vidas em memórias deles, por afeição a eles.
Não penseis mais em termos de “adeus” e, sim, em expressões de “até logo mais”.

***

Todos os homens na terra são chamados a esse testemunho, o da temporária despedida. Considera, portanto, a imperiosa necessidade de pensar nessa injunção e deixa que a reflexão sobre a morte faça parte do teu programa de assuntos mentais, com que te armarás, desde já para o retorno, ou para enfrentar em paz a partida dos teus amores. . .
Quanto àqueles que viste partir, de quem sofres saudades infinitas e impreenchíveis vazios no sentimento, entrega-os a Deus, confiando-os e confiando-te ao Pai, na certeza de que, se souberes abrir a alma à esperança e a fé, conseguirás senti-los, ouvi-los, deles haurindo a confortadora energia com que te fortalecerás até o instante da união sem dor, sem sombra, sem separação pelos caminhos do tempo sem fim, no amanhã ditoso.

Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

domingo, 1 de março de 2015

O Espelho da Vida

A mente é o espelho da vida em toda parte.
Ergue-se na Terra para Deus, sob a égide do Cristo, à feição do diamante bruto, que, arrancado ao ventre obscuro do solo, avança, com a orientação do
lapidário, para a magnificência da luz.
Nos seres primitivos, aparece sob a ganga do instinto, nas almas humanas surge entre as ilusões que salteiam a inteligência, e revela-se nos Espíritos
Aperfeiçoados por brilhante precioso a retratar a Glória Divina.
Estudando-a de nossa posição espiritual, confinados que nos achamos entre a animalidade e a angelitude, somos impelidos a interpretá-la como
sendo o campo de nossa consciência desperta, na faixa evolutiva em que o conhecimento adquirido nos permite operar.
Definindo-a por espelho da vida, reconhecemos que o coração lhe é a face e que o cérebro é o centro de suas ondulações, gerando a força do
pensamento que tudo move, criando e transformando, destruindo e refazendo para acrisolar e sublimar.
Em todos os domínios do Universo vibra, pois, a influência recíproca.
Tudo se desloca e renova sob os princípios de interdependência e repercussão.
O reflexo esboça a emotividade.
A emotividade plasma a ideia.
A ideia determina a atitude e a palavra que comandam as ações.
Em semelhantes manifestações alongam-se os fios geradores das causas de que nascem as circunstâncias, válvulas obliterativas ou alavancas
libertadoras da existência.
Ninguém pode ultrapassar de improviso os recursos da própria mente, muito além do círculo de trabalho em que estagia; contudo, assinalamos, todos
nós, os reflexos uns dos outros, dentro da nossa relativa capacidade de assimilação.
Ninguém permanece fora do movimento de permuta incessante.
Respiramos no mundo das imagens que projetamos e recebemos. Por elas, estacionamos sob a fascinação dos elementos que provisoriamente nos
escravizam e, através delas, incorporamos o influxo renovador dos poderes que nos induzem à purificação e ao progresso.
O reflexo mental mora no alicerce da vida.
Refletem-se as criaturas, reciprocamente, na Criação que reflete os objetivos do Criador.

Livro: Pensamento e Vida
Francisco cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel
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