quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

No Rumo do Amanhã - Emmanuel

"Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?" Jesus (Marcos, 8:36.)

Lembra-te de viver, conquistando a glória eterna do Espírito.
Diariamente retiram-se da Terra criaturas cujo passo se imobiliza nos angustiosos
tormentos da frustração...
Estendem os braços para o ouro que amontoaram, contudo... esse ouro apenas lhes
assegura o mausoléu em que se lhes guardam as cinzas.
Alongam a lembrança para o nome em que se ilustraram nos eventos humanos,
todavia... quase sempre a fulguração pessoal de que se viram objeto apenas lhes acorda
o coração para a dor do arrependimento tardio.
Contemplam o campo de luta em que desenvolveram transitório domínio, mas... não
enxergam senão a poeira da desilusão que lhes soterra os sonhos mortos.
Sim, em verdade, passaram no mundo em carros de triunfo na política, na fortuna,
na ciência, na religião, no poder...
No entanto, incapazes do verdadeiro serviço aos semelhantes, enganaram tão
somente a si próprios, no culto ao egoísmo e ao orgulho, à intemperança e à vaidade que
lhes devastaram a vida.
E despertaram, além da morte, sem recolher-lhe a renovadora luz.
Recorda os que padecem na derrota de si mesmos, depois de se acreditarem
vencedores, dos que choram as horas perdidas, e procura, enquanto é hoje, enriquecer o
próprio espírito para o amanhã que te aguarda, porque, consoante o ensino do Senhor,
nada vale reter por fora o esplendor de todos os impérios do mundo, conservando a treva
por dentro do coração.

De: Palavras de Vida Eterna - Francisco Cândido Xavier / Espírito Emmanuel

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A Vinha - Emmanuel

“E disse-lhes: Ide vós também para a vinha e dar-vos-ei o que for justo. E eles foram.” — (Mateus, Capítulo 20, Versículo 4.)

Ninguém poderá pensar numa Terra cheia de beleza e possibilidades, mas vogando ao léu na imensidade universal.
O Planeta não é um barco desgovernado. As coletividades humanas costumam caírem desordem, mas as leis que presidem aos destinos da Casa Terrestre se expressam com absoluta harmonia. Essa verificação nos ajuda a compreender que a Terra é a vinha de Jesus. Aí, vemo-lo trabalhando desde a aurora dos séculos e aí assistimos à transformação das criaturas, que, de experiência a experiência, se lhe integram no divino amor.
A formosa parábola dos servidores envolve conceitos profundos. Em essência, designa o local dos serviços humanos e refere-se ao volume de obrigações que os aprendizes receberam do Mestre Divino.
Por enquanto, os homens guardam a ilusão de que o orbe pode ser o tablado de hegemonias raciais ou políticas, mas perceberão em tempo o clamoroso engano, porque todos os filhos da razão, corporificados na Crosta da Terra, trazem consigo a tarefa de contribuir para que se efetue um padrão de vida mais elevado no recanto em que agem transitoríamente.
Onde quer que estejas, recorda que te encontras na Vinha do Cristo.
Vives sitiado pela dificuldade e pelo infortúnio?
Trabalha para o bem geral, mesmo assim, porque o Senhor concedeu a cada cooperador o material conveniente e justo.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel / Francisco cândido Xavier

Dons - Emmanuel

“Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do Alto.” — (Tiago, capítulo 1, versículo 17.)

Certificando-se o homem de que coisa alguma possui de bom, sem que Deus lho conceda, a vida na Terra ganhará novos rumos.
Diz a sabedoria, desde a antigüidade:
— Faze de tua parte e o Senhor te ajudará. Reconhecendo o elevado teor da exortação, somos compelidos a reconhecer que, na própria aquisição de títulos profissionais, o homem é o filho que se esforça, durante alguns anos, para que o Pai lhe confira um certificado de competência, através dos professores humanos.
Qual ocorre no patrimônio das realizações materiais, acontece no círculo das edificações do espírito.
Indiscutivelmente, toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm de Deus.
Entretanto, para recebermos o benefício, faz-se preciso “bater” à porta para que ela se nos abra, segundo a recomendação evangélica.
Queres o dom de curar? começa amando os doentes, interessando-te pela solução de suas necessidades.
Queres o dom de ensinar? faze-te amigo dos que ministram o conhecimento em nome do Senhor, através das obras e das palavras edificantes.
Esperas o dom da virtude? disciplina-te.
Pretendes falar com acerto? aprende a calar no momento oportuno.
Desejas acesso aos círculos sagrados do Cristo? aproxima-te dEle, não só pela conversação elevada, mas também por atitudes de sacrifício, como foram as de sua vida.
As qualidades excelentes são dons que procedem de Deus; entretanto, cada qual tem a porta respectiva e pede uma chave diferente.

Obra: Caminho Verdade e Vida
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

André Luiz

A vontade do Criador, na essência, é, para nós, a atitude mais elevada que somos capazes de assumir, onde estivermos, em favor de todas as criaturas.
Quem vem a ser, porém, essa atitude mais elevada que estamos chamados a abraçar, diante dos outros? Sem dúvida, é a execução do dever que as leis do Eterno Bem nos preceituam para a felicidade geral, conquanto o dever adquira especificações determinadas, na pauta das circunstâncias.
Vejamos alguns dos nomes que o definem, nos lugares e condições em que somos levados a cumpri-lo:
na conduta - sinceridade;
no sentimento - limpeza;
na ideia - elevação;
na atividade - serviço;
no repouso - dignidade;
na alegria - temperança;
na dor - paciência;
no lar - devotamento;
na rua - gentileza;
na profissão - diligência;
no estudo - aplicação;
no poder - liberalidade;
na afeição - equilíbrio;
na corrigenda - misericórdia;
na ofensa - perdão;
no direito - desprendimento;
na obrigação - resgate;
na posse - abnegação;
na carência - conformidade;
na tentação - resistência;
na conversa - proveito;
no ensino - demonstração;
no conselho - exemplo.
Em qualquer parte ou situação, não hesites quanto à atitude mais elevada a que nos achamos intimados pelos Propósitos Divinos, diante da consciência. Para encontrá-la, basta procures realizar o melhor de ti mesmo, a benefício dos outros, porquanto, onde e quando te esqueces de servir em auxílio ao próximo, aí surpreenderás a vontade de Deus que, sustentando o Bem de Todos, nos atende ao anseio de paz e felicidade, conforme a paz e a felicidade que ofereçamos a cada um.

De "Estude e Viva", de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz

Lágrimas - Hammed

“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os que sofrem perseguição pela justiça, porque o reino dos céus é para eles.” (Capítulo 5 item 1.)

Lágrimas são emoções materializadas que romperam as barreiras do corpo físico. Em realidade, representam os excessos de energia que necessitamos extravasar.
Nem sempre são as mesmas fontes que determinam as lágrimas, pois variadas são as nascentes geradoras que as expelem através dos olhos.
Lágrimas nascidas do amor materno são vistas quase que corriqueiramente nos olhos das mães apaixonadas pelos filhos.
Lágrimas de alegria marejam nos olhos dos enamorados, pelas emoções com que traçam planos de felicidade no amor.
Lágrimas geradas pela dor de quem vê o ente querido partir nos braços da morte física, entre as esperanças de reencontrá-lo logo mais, na vida eterna.
Lágrimas de amigos que apertam mãos nas realizações e uniões prósperas são sempre nascentes puras de emotividade sadia oriundas do coração.
Há, porém, lágrimas criadas pelos centros de desequilíbrio, que mais se assemelham a gotas de fel, pois, quando jorram, congestionam os olhos, tornando-os de aspecto agressivo, de cor carmim, entre energias danosas que embrutecem a vida.
Lágrimas de inveja e revolta que brotam nos olhares dos orgulhosos e despeitados, quando identificam criaturas que vencem obstáculos, alcançando metas e exaltando as realizações ditosas que se propuseram edificar.
Lágrimas de angústia e desconforto que umedecem as pálpebras dos inconformados e rebeldes, os quais, por não respeitarem a si mesmos e aos outros, sofrem como conseqüência todos os tipos de desencontros nos caminhos onde transitam desesperados.
Lágrimas de pavor e devassidão, em uma análise mais profunda, são tóxicos destilados pela fisionomia dos corruptos, que lesam velhos, crianças e famílias inteiras na busca desenfreada de ouro e poder.
Lágrimas dissimuladas que gotejam da face dos hipócritas e sedutores, os quais, por fraudarem emoções, acreditam sair ilesos perante as leis naturais da vida.
Conta-se que lágrimas espessas rolaram dos olhos dos ladrões crucificados entre o Senhor Jesus, no Gólgota.
As gotas de lágrima do mau ladrão fecundaram, no terreno dos sentimentos, as raízes da reflexão e do discernimento, que permitiram entender o porque dos corações rígidos e inflexíveis. A humanidade aprendeu que há hora de plantar e tempo de ceifar e que nem todos estão ainda aptos a compreender a essência espiritual, nascendo, portanto, dessa percepção o “perdão incondicional”.
Mas dos olhos do bom ladrão deslizaram as lágrimas dos que já admitiram seus próprios erros, vitalizando o solo abundantemente e fazendo germinar as sementes poderosas que permitem às consciências em culpa usar sempre “amor incondicional” para si mesmas e para os outros, como forma de restaurar sua vida para melhor.
Isso fez com que os seres humanos se aproximassem cada vez mais do patamar da reparação e do enorme poder de transformação que existem neles mesmos, reformulando e reorganizando gradativamente suas vidas. Estabeleceu-se assim, na Terra, o “arrependimento” - sentimento verdadeiro de remorso pelas faltas cometidas e que serve para renovação de conceitos e atitudes.
No teu mergulho interior, pondera tuas lágrimas, analisa-as e certifica-te dos sentimentos que lhes deram origem.
Que sejam sadias tuas fontes geradoras de emoções e que esse líquido cristalino que escorre sobre tuas faces te levem ao encontro da paz interior, entre alicerces de uma vida plena.

Livro: Renovando Atitudes
Francisco do Espirito Santo Neto / Hammed

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Em Preparação - Emmanuel

“Diz o Senhor: Porei as minhas leis no seu entendimento e em seu coração as escreverei; e eu lhes serei por Deus e eles me serão por povo.” — Paulo. (Hebreus, Capítulo 8, Versículo 10.)

Traduziremos o Evangelho
Em todas as línguas,
Em todas as culturas,
Exaltando-lhe a grandeza,
Destacando-lhe a sublimidade,
Semeando-lhe a poesia,
Comentando-lhe a verdade,
Interpretando-lhe as lições,
Impondo-nos ao raciocínio,
Aprimorando o coração
E reformando a inteligência,
Renovando leis,
Aperfeiçoando costumes
E aclarando caminhos…
Mas, virá o momento
Em que a Boa Nova deve ser impressa,
em nós mesmos,
Nos refolhos da mente,
Nos recessos do peito,
Através das palavras e das ações.
Dos princípios e ideais,
Das aspirações e das esperanças,
Dos gestos e pensamentos.
Porque, em verdade,
Se o Céu nos permite espalhar-lhe a Divina
Mensagem no mundo,
Um dia, exigirá nos convertamos
Em traduções vivas do Evangelho na Terra.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Firmeza e Constância - Emmanuel

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 15:58.)

Muita gente acredita que abraçar a fé será confiar-se ao êxtase improdutivo. A pretexto de garantir a iluminação da alma, muitos corações fogem à luta, trancando-se entre as quatro paredes do santuário doméstico, entre vigílias de adoração e pensamentos profundos acerca dos mistérios divinos, esquecendo-se de que todo o conjunto da vida é Criação Universal de Deus.
Fé representa visão.
Visão é conhecimento e capacidade de auxiliar.
Quem penetrou a “terra espiritual da verdade”, encontrou o trabalho por graça maior.
O Senhor e os discípulos não viveram apenas na contemplação.
Oravam, sim, porque ninguém pode sustentar-se sem o banho interior de silêncio, restaurando as próprias forças nas correntes superiores de energia sublime que fluem dos Mananciais Celestes.
A prece e a reflexão constituem o lubrificante sutil em nossa máquina de experiências cotidianas.
Importa reconhecer, porém, que o Mestre e os aprendizes lutaram, serviram e sofreram na lavoura ativa do bem e que o Evangelho estabelece incessante trabalho para quantos lhe esposam os princípios salvadores.
Aceitar o Cristianismo é renovar-se para as Alturas e só o clima do serviço consegue reestruturar o espírito e santificar-lhe o destino.
Paulo de Tarso, invariavelmente peremptório nas advertências e avisos, escrevendo aos Coríntios, encareceu a necessidade de nossa firmeza e constância nas tarefas de elevação, para que sejamos abundantes em ações nobres com o Senhor.
Agir ajudando, criar alegria, concórdia e esperanças, abrir novos horizontes ao conhecimento superior e melhorar a vida, onde estivermos, é o apostolado de quantos se devotaram à Boa Nova.
Procuremos as águas vivas da prece para lenir o coração, mas não nos esqueçamos de acionar os nossos sentimentos, raciocínios e braços, no progresso e aperfeiçoamento de nós mesmos, de todos e de tudo, compreendendo que Jesus reclama obreiros diligentes para a edificação de seu Reino em toda a Terra.

Obra: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

domingo, 27 de dezembro de 2015

Hammed


Nasceste no lar de que precisavas.
Vestiste o corpo físico que merecias.
Moras no melhor lugar que Deus poderia te proporcionar, de
acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes com as tuas necessidades; nem mais nem menos, mas o justo para as tuas lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes e amigos são as almas que atraíste com tuas próprias afinidades.
Portanto, teu destino está constantemente sob teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais, buscas, expulsas, modificas tudo aquilo que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontades são a chave de teus atos e atitudes, são as fontes de atração e de repulsão na tua jornada vivencial.
Não reclames nem te faças de vítima. Antes de tudo, analisa e observa. A mudança está em tuas mãos.
Reprograma tua meta. Busca o bem e viverás melhor.

Páginas - Emmanuel

“Mas a sabedoria que vem do alto é primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.” —(Tiago, Capítulo 3, Versículo 17.)

Toda página escrita tem alma e o crente necessita auscultar-lhe a natureza. O exame sincero esclarecerá imediatamente a que esfera pertence, no círculo de atividade destruidora no mundo ou no centro dos esforços de edificação para a vida espiritual.
Primeiramente, o leitor amigo da verdade e do bem analisar-lhe-á as linhas, para ajuizar da pureza do seu conteúdo, compreendendo que, se as suas expressões foram nascidas de fontes superiores, aí encontrará os sinais inequívocos da paz, da moderação, da afabilidade fraternal, da compreensão amorosa e dos bons frutos, enfim.
Mas, se a página reflete os venenos sutis da parcialidade humana, semelhante mensagem do pensamento não procede das esferas mais nobres da vida. Ainda que se origine da ação dos Espíritos desencarnados, supostamente superiores, a folha que não faça benefício em harmonia e construção fraternal é, apenas, reflexo de condições inferiores.
Examina, pois, as páginas de teu contacto com o pensamento alheio, diariamente, e faze companhia àquelas que te desejam elevação. Não precisas das que se te figurem mais brilhantes, mas daquelas que te façam melhor.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Pão Nosso

sábado, 26 de dezembro de 2015

Lógica da Providência - Emmanuel

“Depois que fostes iluminados, suportastes grande combate de aflições.” — Paulo. (Hebreus, Capítulo 10, Versículo 32.)

Os cultivadores da fé sincera costumam ser indicados, no mundo, à conta de grandes sofredores.
Há mesmo quem afirme afastar-se deliberada-mente dos círculos religiosos, temendo o contágio de padecimentos espirituais.
Os ímpios, os ignorantes e os fúteis exibem-se, espetacularmente, na vida comum, através de traços bizarros da fantasia exterior; todavia, quando se abeiram das verdades celestes, antes de adquirirem acesso às alegrias permanentes da espiritualidade superior, atravessam grandes túneis de tristeza, abatimento e taciturnidade. O fenômeno, entretanto, é natural, porqüanto haverá sempre ponderação após a loucura e remorso depois do desregramento.
O problema, contudo, abrange mais vasto círculo de esclarecimentos.
A misericórdia que se manifesta na Justiça de Deus transcende à compreensão humana.
O Pai confere aos filhos ignorantes e transviados o direito às experiências mais fortes somente depois de serem iluminados. Só após aprenderem a ver com o espírito eterno é que a vida lhes oferece valores diferentes. Nascer-lhes-á nos corações, daí em diante, a força indispensável ao triunfo no grande combate das aflições.
Os frívolos e oportunistas, não obstante as aparências, são habitualmente almas frágeis, quais galhos secos que se quebram ao primeiro golpe da ventania. Os espíritos nobres, que suportam as tormentas do caminho terrestre, sabem disto.
Só a luz espiritual garante o êxito nas provações.
Ninguém concede a responsabilidade de um barco, cheio de preocupações e perigos,a simples crianças.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel / Francisco cândido Xavier

Vida e Posse - Emmanuel

"Não é a vida mais que o alimento?" – Jesus – (Mateus, 6:25.)

Aconselha-te com a prudência para que teu passo não ceda à loucura.
Há milhares de pessoas que efetuam a ramagem carnal, amontoando posses exteriores,
à gana de ilusória evidência.
Senhoreiam terras que não cultivam.
Acumulam ouro sem proveito.
Guardam larga cópia de vestimenta sem qualquer utilidade.
Retém grandes arcas de pão que os vermes devoram.
Disputam remunerações e vantagens de que não necessitam.
E imobilizam-se no medo ou no tédio, no capricho maligno ou nas doenças imaginárias,
até que a morte lhes reclama a devolução do próprio corpo.
Não olvides, assim, a tua condição de usufrutuário do mundo, e aprende a conservar no
próprio íntimo os valores da grande vida.
Vale-te dos bens passageiros para estender o bem eterno.
Aproveita os obstáculos para incorporar a riqueza da experiência
Não retenhas recursos externos de que não careças.
Não desprezes lição alguma.
Começa a luta de cada dia, com o deslumbramento de quem observa a beleza pela
primeira vez e agradece a paz da noite como quem se despede do mundo para transferir-se
de residência.
Ama pela glória de amar.
Serve sem prender-te.
Lembra-te de que amanhã restituirás à vida o que a vida te emprestou, em nome de
Deus, e que os tesouros de teu espírito serão apenas aqueles que houveres amealhado
em ti próprio, no campo da educação e das boas obras.

De: Palavras de Vida Eterno - Francisco Cândido Xavier / Espírito Emmanuel

sábado, 19 de dezembro de 2015

Endireitai os Caminhos - Emmanuel

“Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.” — João Batista. (João, capítulo 1, versículo 23.)

A exortação do Precursor permanece no ar, convocando os homens de boa-vontade à regeneração das estradas comuns.
Em todos os tempos, observamos criaturas que se candidatam à fé, que anseiam pelos benefícios do Cristo. Clamam pela sua paz, pela presença divina e, por vezes, após transformarem os melhores sentimentos em inquietação injusta, acabam desanimadas e vencidas.
Onde está Jesus que não lhes veio ao encontro dos rogos sucessivos? em que esfera longínqua permanecerá o Senhor, distante de suas amarguras?
Não compreendem que, através de mensageiros generosos do seu amor, o Cristo se encontra, em cada dia, ao lado de todos os discípulos sinceros.
Falta-lhes dedicação ao bem de si mesmos. Correm ao encalço do Mestre Divino, desatentos ao conselho de João: “endireitai os caminhos”.
Para que alguém sinta a influência santificadora do Cristo, é preciso retificar a estrada em que tem vivido. Muitos choram em veredas do crime, lamentam-se nos resvaladouros do erro sistemático, invocam o céu sem o desapego às paixões avassaladoras do campo material. Em tais condições, não é justo dirigir-se a alma ao Salvador, que aceitou a humilhação e a cruz sem queixas de qualquer natureza.
Se queres que Jesus venha santificar as tuas atividades, endireita os caminhos da existência, regenera os teus impulsos. Desfaze as sombras que te rodeiam e senti-Lo-ás, ao teu lado, com a sua bênção.

Obra: Caminho, Verdade e Vida
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Rogativa de Natal - Emmanuel

Senhor Jesus!

Quando chegaste à Terra, através dos panos da manjedoura, aguardava-te a
Escritura como sendo a luz para os que jazem assentados nas trevas!...
E, em verdade, Senhor, as sombras dominavam o mundo inteiro...
Sombras no trabalho, em forma de escravidão...
Sombras na justiça, em forma de crueldade...
Sombras no templo, em forma de fanatismo...
Sombras na governança, em forma de tirania...
Sombras na mente do povo, em forma de ignorância e de miséria...
Pouco a pouco, no entanto, ao clarão de tua infinita bondade, quebraram-se as
algemas da escravidão, transformou-se a crueldade em apreciáveis direitos humanos,
transmudou-se o fanatismo em fé raciocinada, converteu-se a tirania em
administração e, gradualmente, a ignorância e a miséria vão recebendo o socorro da
escola e da solidariedade.
Entretanto, Senhor, ainda sobram trevas no amor, em forma de egoísmo!
Egoísmo no lar...
Egoísmo no afeto...
Egoísmo na caridade...
Egoísmo na prestação de serviço...
Egoísmo na devoção...
Mestre, dissipa o nevoeiro que nos obscurece ainda os horizontes e ensina-nos
a amar como nos amaste, sem buscar vaidosamente naqueles que amamos o reflexo
de nós mesmos, porque, somente em nos sentindo verdadeiros irmãos uns dos outros,
é que atingiremos, com a pura fraternidade, a nossa ressurreição para sempre.

De: LIVRO Antologia Mediúnica Do Natal –Psicografia: Francisco Cândido Xavier/ Espírito: Emmanuel.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Evocação do Natal - Emmanuel

O maior de todos os conquistadores, na face da Terra, conhecia, de antemão, as
dificuldades do campo em que lhe cabia operar.
Estava certo de que entre as criaturas humanas não encontraria lugar para
nascer, à vista do egoísmo que lhes trancava os corações; no entanto, buscou-as,
espontâneo, asilando-se no casebre dos animais.
Sabia que os doutores da Lei ouvi-lo-iam indiferentes, com respeito aos
ensinamentos da vida eterna de que se fazia portador; contudo, entregou-lhes,
confiante, a Divina Palavra.
Não desconhecia que contava simplesmente com homens frágeis e iletrados
para a divulgação dos princípios redentores que lhe vibravam na plataforma sublime, a
abraçou-os tais quais eram.
Reconhecia que as tribunas da glória cultural de seu tempo se lhe mantinham
cerradas, mas transmitiu as boas novas do Reino da Luz à multidão dos necessitados,
inscrevendo-as na alma do povo.
Não ignorava que o mal lhe agrediria as mãos generosas pelo bem que
espalhava; entretanto, não deixou de suportar a ingratidão e a crueldade, com
brandura e entendimento.
Permanecia convicto de que as noções de verdade e amor que veiculava
levantariam contra ele as matilhas da perseguição e do ódio; todavia, não desertou do
apostolado, aceitando, sem queixa, o suplício da cruz com que lhe sufocavam a voz.
É por isso que o Natal não é apenas a promessa da fraternidade e da paz que se
renova alegremente, entre os homens, mas, acima de tudo, é a reiterada mensagem
do Cristo que nos induz a servir sempre, compreendendo que o mundo pode mostrar
deficiências e imperfeições, trevas e chagas, mas que é nosso dever amá-lo e ajuda-lo
mesmo assim.

De: Antologia Mediúnica do Natal - Emmanuel / Psicografia: Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O Discípulo Desperta - Eros


— Na minha infinita ignorância eu pensava que era um poderoso rei para quem o universo existia.
Céus e terras, estrelas e constelações mares e vergéis, pássaros e animais estavam todos a serviço da minha insignificância.
Cheguei mesmo a acreditar que os homens nasceram para me servir, e que, diferente de todos e de tudo, eu deveria fruir, seguir adiante, não olhar para trás, nem para baixo, somente para cima, para o futuro de gozo ilimitado.
Atrelado ao carro da ilusão, a infância correu célere demais, sem que me desse conta, fazendo-me contemplar o chão que eu pisava e despertando-me para breves reflexões, que não amadureci.
Logo depois, a fantasia da juventude foi-se rasgando e despindo-me. Mas, eu me neguei a ver-me igual aos demais indivíduos.
Quando bebi o licor da idade da razão embriaguei-me de orgulho, intoxicando o discernimento que me tentou apresentar os valores reais da vida.
O meu era todo o tempo da quimera.
Eu me encontrava, é certo, inebriado pelos vapores do triunfo que a saúde outorga e a presunção premia.
Tinha olhos e via; mas não enxergava.
Possuía ouvidos e escutava; porém não entendia.
Pensava; no entanto, não ia além dos limites estreitos do meu infeliz personalismo.
Quando na maturidade do tempo que dá perfume à flor, sabor ao fruto, faz o rio alcançar o mar e a chuva abençoar a terra cansada, comecei a vergar-me na direção do solo, descobrindo que o meu passo, diminuindo de vigor, projetava sombra onde reinava a claridade, então surpreendi-me com a rapidez dos dias e a brevidade dos anos, compreendendo a loucura em que me demorara e sentindo o travo amargo da frustração.
Todos os prazeres experimentados, que desfilaram pela minha mente, não me atenderam a fome das sensações, encontrando-me tão ansioso e vazio quanto antes.
O orgulho tombou-me a cabeça e a sua coroa de barro se esboroou no choque da realidade.
O trono em que me sentava, dourado, apenas por fora, estava devorado pelos cupins esfaimados, e derrubou-me.
Apagaram-se as luzes do palco de mentira onde eu parecia brilhar, e o espetáculo de fausto cedeu lugar à realidade inevitável, dorida.
Eu que me supunha rei, descobria, agora, que apenas fora vassalo infeliz; que buscara aproveitar e somente perdera; que ambicionara tudo e não possuía nada.
Hoje, porém, sei que Tu és o Rei Poderoso que, através do amor, governas os corações, e, por isto, despojado de tudo e de mim mesmo, ajoelho-me aos Teus pés para rogar-Te piedade e ensejo de seguir contigo.

De “A um passo da imortalidade”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Eros

Acima - Emmanuel

...“Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás, é apto para o Reino de Deus.”.Jesus (Lucas, 9:62).

A fim de que nos promovamos à condição de obreiros mais eficientes, na Seara do
Cristo, é forçoso observar a vida acima de nossas impressões superficiais.
Para isso, ser-nos-á necessário:
mais do que ver – refletir;
mais do que escutar – compreender;
mais do que estudar – aprender;
mais do que trabalhar – servir;
mais do que obedecer – cooperar espontaneamente em apoio aos semelhantes;
mais do que administrar – harmonizar;
mais do que crer – raciocinar;
mais do que esclarecer – discernir;
mais do que escrever – elevar;
mais do que falar – construir;
mais do que comentar – melhorar;
mais do que saber – transmitir para o bem;
mais do que informar – educar;
mais do que desculpar – esquecer o mal;
mais do que desincumbir-se – auxiliar para a felicidade geral.
Todos temos ideias e possibilidades, escolhas e relações, crenças e luzes. E se é
muito importante guardar equilíbrio para desfrutar semelhantes bênçãos, em nosso progresso
de espíritos imortais, ante as Leis de Causa e Efeito, é muito mais importante ainda saber o
que estamos fazendo por elas e com elas.

De: Aulas Da Vida - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Mediunidade - Emmanuel

“E nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu Espírito derramarei sobre toda carne; os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, vossos mancebos terão visões e os vossos velhos sonharão sonhos.” — (Atos, capítulo 2, versículo 17.)

No dia de Pentecostes, Jerusalém estava repleta de forasteiros. Filhos da Mesopotâmía, da Frígia, da Líbia, do Egito, cretenses, árabes, partos e romanos se aglomeravam na praça extensa, quando os discípulos humildes do Nazareno anunciaram a Boa Nova, atendendo a cada grupo da multidão em seu idioma particular.
Uma onda de surpresa e de alegria invadiu o espírito geral.
Não faltaram os cépticos, no divino concerto, atribuindo à loucura e à embriaguez a revelação observada. Simão Pedro destaca-se e esclarece que se trata da luz prometida pelos céus à escuridão da carne.
Desde esse dia, as claridades do Pentecostes jorraram sobre o mundo, incessantemente.
Até aí, os discípulos eram frágeis e indecisos, mas, dessa hora em diante, quebram as influências do meio, curam os doentes, levantam o espírito dos infortunados, falam aos reis da Terra em nome do Senhor.
O poder de Jesus se lhes comunicara às energias reduzidas.
Estabelecera-se a era da mediunidade, alicerce de todas as realizações do Cristianismo, através dos séculos.
Contra o seu influxo, trabalham, até hoje, os prejuízos morais que avassalam os caminhos do homem, mas é sobre a mediunidade, gloriosa luz dos céus oferecida às criaturas, no Pentecostes, que se edificam as construções espirituais de todas as comunidades sinceras da Doutrina do Cristo e é ainda ela que, dilatada dos apóstolos ao círculo de todos os homens, ressurge no Espiritismo cristão, como a alma imortal do Cristianismo redivivo.

Obra: Caminho, Verdade e Vida
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

domingo, 13 de dezembro de 2015

Recomecemos - Emmanuel

“Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho." - Jesus (Mateus, 9 : 16.)

Não conserves lembranças amargas.
Viste o sonho desfeito.
Escutaste a resposta de fel.
Suportaste a deserção dos que mais amas.
Fracassaste no empreendimento.
Colheste abandono.
Padeceste desilusão.

Entretanto, recomeçar é benção na Lei de Deus...

A possibilidade da espiga ressurge na sementeira.
A água, feita vapor, regressa da nuvem para a riqueza da fonte.
Torna o calor da primavera, na primavera seguinte.
Inflama-se o horizonte, cada manhã, com o fulgor do Sol, reformando o valor do dia.
Janeiro a Janeiro, renova-se o ano, oferecendo novo ciclo ao trabalho.
É como se tudo estivesse a dizer : "Se quiseres, podes recomeçar ".

Disse, porém , o Divino Amigo que ninguém aproveita remendo novo em pano velho.

Desse modo, desfaze-te do imprestável.
Desvencilha-te do inútil.
Esquece os enganos que te assaltaram.
Deita fora as aflições inúteis.

Recomecemos, pois, qualquer esforço com firmeza, lembrando-nos , todavia, de que tudo volta,
menos a oportunidade esquecida, que será sempre uma perda real...


Do livro "Palavras de Vida Eterna", Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

sábado, 12 de dezembro de 2015

Discípulos - Emmanuel

“E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.” – Jesus. (Lucas, 14:27.)

Os círculos cristãos de todos os matizes permanecem repletos de estudantes que se classificam no discipulado de Jesus, com inexcedível entusiasmo verbal, como se a ligação legítima com o Mestre estivesse circunscrita a problema de palavras.
Na realidade, porém, o Evangelho não deixa dúvidas a esse respeito.
A vida de cada criatura consciente é um conjunto de deveres para consigo mesmo, para com a família de corações que se agrupam em torno dos seus sentimentos e para com a Humanidade inteira.
E não é tão fácil desempenhar todas essas obrigações com aprovação plena das diretrizes evangélicas.
Imprescindível se faz eliminar as arestas do próprio temperamento, garantindo o equilíbrio que nos é particular, contribuir com eficiência em favor de quantos nos cercam o caminho, dando a cada um o que lhe pertence, e servir à comunidade, de cujo quadro fazemos parte.
Sem que nos retifiquemos, não corrigiremos o roteiro em que marchamos.
Árvores tortas não projetam imagens irrepreensíveis.
Se buscamos a sublimação com o Cristo, ouçamos os ensinamentos divinos. Para sermos discípulos dele é necessário nos disponhamos com firmeza a conduzir a cruz de nossos testemunhos de assimilação do bem, acompanhando-lhe os passos.
Aprendizes existem que levam consigo o madeiro das provas salvadoras, mas não seguem o Senhor por se confiarem à revolta através do endurecimento e da fuga.
Outros aparecem, seguindo o Mestre nas frases bem-feitas, mas não carregam a cruz que lhes toca, abandonando-a à porta de vizinhos e companheiros.
Dever e renovação.
Serviço e aprimoramento.
Ação e progresso.
Responsabilidade e crescimento espiritual.
Aceitação dos impositivos do bem e obediência aos padrões do Senhor.
Somente depois de semelhantes aquisições é que atingiremos a verdadeira comunhão com o Divino Mestre.

De Fonte Viva – Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

André Luiz - Em Seu Benefício

Não se agaste com o ignorante; certamente, não dispõe ele
das oportunidades que iluminaram seu caminho.

Evite aborrecimentos com as pessoas fanatizadas; permanecem
no cárcere do exclusivismo e merecem compaixão como
qualquer prisioneiro.

Não se perturbe com o malcriado; o irmão intratável tem, na
maioria das vezes, o fígado estragado e os nervos doentes.

Ampare o companheiro inseguro; talvez não possua o necessário,
quando você detém excessos.

Não se zangue com o ingrato; provavelmente, é desorientado
ou inexperiente.

Ajude ao que erra; seus pés pisam o mesmo chão e, se você
tem possibilidades de corrigir, não tem o direito de censurar.

Desculpe o desertor; ele é fraco e mais tarde voltará à lição.

Auxilie o doente; agradeça ao Divino poder o equilíbrio que
você está conservando.

Esqueça o acusador; ele não conhece o seu caso desde o princípio.

Perdoe ao mau; a vida se encarregará dele.

De: Agenda Cristã - Francisco Cândido Xavier - pelo Espírito André Luiz

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Ganhar - Emmanuel

“Pois que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma?” — Jesus. (Marcos, capítulo 8, versículo 36.)

As criaturas terrestres, de modo geral, ainda não aprenderam a ganhar.
Entretanto, o espírito humano permanece no Planeta em busca de alguma coisa. É indispensável alcançar valores de aperfeiçoamento para a vida eterna.
Recomendou Jesus aos seus tutelados procurassem, insistissem…
Significa isso que o homem se demora na Terra para ganhar na luta enobrecedora.
Toda perturbação, nesse sentido, provém da mente viciada das almas em desvio.
O homem está sempre decidido a conquistar o mundo, mas nunca disposto a conquistar-se para uma esfera mais elevada. Nesse falso conceito, subverte a ordem, nas oportunidades de cada dia. Se Deus lhe concede bastante saúde física, costuma usá-la na aquisição da doença destruidora; se consegue amealhar possibilidades financeiras, tenta açambarcar os interesses alheios.
O Mestre Divino não recomendou que a alma humana deva movimentar-se despida de objetivos e aspirações de ganho; salientou apenas que o homem necessita conhecer o que procura, que espécie de lucros almeja, a que fins se propõe em suas atividades terrestres.
Se teus desejos repousam nas aquisições facticias, relativamente a situações passageiras ou a patrimônios fadados ao apodrecimento, renova, enquanto é tempo, a visão espiritual, porque de nada vale ganhar o mundo que te não pertence e perderes a ti mesmo, indefinidamente, para a vida imortal.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Caminho, Verdade e Vida

Jesus Para o Homem

“E achado em forma como homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte de cruz”. - Paulo (Filipenses, 2:8).

O Mestre desceu para servir.
Do esplendor à escuridão...
Da alvorada eterna à noite plena...
Das estrelas à manjedoura...
Do infinito à limitação...
Da glória à carpintaria...
Da grandeza à abnegação...
Da divindade dos anjos à miséria dos homens...
Da companhia de gênios sublimes à convivência dos pecadores...
De governador do mundo a servo de todos...
De credor magnânimo a escravo...
De benfeitor a perseguido...
De salvador a desamparado...
De emissário do amor à vítima do ódio...
De redentor dos séculos a prisioneiro das sombras...
De celeste pastor à ovelha oprimida...
De poderoso trono à cruz do martírio...
Do verbo santificante ao angustiado silêncio...
De advogado das criaturas a réu sem defesa...
Dos braços dos amigos ao contato de ladrões...
De doador da vida eterna a sentenciado no vale da morte...
Humilhou-se e apagou-se para que o homem se eleve e brilhe para sempre!
Oh! Senhor, que não fizeste por nós, a fim de aprendermos o caminho da Gloriosa
Ressurreição no Reino?

De: “Livro Antologia Mediúnica do Natal”
Psicografia: Francisco Cândido Xavier / Espírito Emmanuel

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Perigos Sutis - Emmanuel

“Não vos façais, pois, idólatras.” — Paulo. (1ª Epístola Aos Coríntios, Capítulo 10, Versículo 7.)

A recomendação de Paulo aos coríntios deve ser lembrada e aplicada em qualquer tempo, nos serviços de ascensão religiosa do mundo.
É indispensável evitar a idolatria em todas as circunstâncias. Suas manifestações sempre representaram sérios perigos para a vida espiritual.
As crenças antigas permanecem repletas de cultos exteriores e de ídolos mortos.
O Consolador, enviado ao mundo, na venerável missão espiritista, vigiará contra esse venenoso processo de paralisia da alma.
Aqui e acolá, surgem pruridos de adoração que se faz imprescindível combater. Não mais imagens dos círculos humanos, nem instrumentos físicos supostamente santificados para cerimônias convencionais, mas entidades amigas e médiuns terrenos que a inconsciência alheia vai entronizando, inadvertida-mente, no altar frágil de honrarias fantasiosas. É necessário reconhecer que aí temos um perigo sutil, através do qual inúmeros trabalhadores têm resvalado para o despenhadeiro da inutilidade.
As homenagens inoportunas costumam perverter os médiuns dedicados e inexperientes, além de criarem certa atmosfera de incompreensão que impede a exteriorização espontânea dos verdadeiros amigos do bem, no plano espiritual.
Ninguém se esqueça da condição de aperfeiçoamento relativo dos mensageiros desencarnados que se comunicam e do quadro de necessidades imediatas da vida dos medianeiros humanos.
Combatamos os ídolos falsos que ameaçam o Espiritismo cristão. Utilize cada discípulo os amplos recursos da lei de cooperação, atire-se ao esforço próprio com sincero devotamento à tarefa e lembremo-nos todos de que, no apostolado do Mestre Divino, o amor e a fidelidade a Deus constituíram o tema central.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Joanna de Ângelis - Com Simplicidade e Afeição

Diante das pessoas muito feridas por graves dores morais, mantém-te comedido.
Não será o excesso verbal que suavizará a dor.
Procura sentir a origem da aflição, afim de auxiliares com proveito.
Em certas ocasiões, o silêncio e a afeição pelo aflito realizam milagres de renovação. Em outras, a palavra gentil e esclarecedora produz resultado.
Nem a mudez incômoda, nem o expressar de opiniões complexas e de difícil assimilação.
Para cada caso, um comportamento próprio.
Não intentes resolver, num momento, problemas que se vem agravando há muito tempo, nem subestimes o estado angustiante do teu próximo.
As dores nem sempre são o que representam, mas o que lhes atribuem aqueles que as sofrem.
Cada um vê um problema pela ótica pessoal.
O que te é insignificante, para outrem é grave. Muitas outras coisas que te parecem importantes, para outras pessoas nada valem.
A vida são as experiências de cada criatura, segundo seu grau de evolução e seus interesses.
Portanto, age com simplicidade e afeição.

De Roteiro de Libertação
Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Fran
co

André Luiz - Citações de Tratamento

Evite menosprezar-se.
Você é uma criação de Deus.
Terá deficiências, é claro, mas é justo observar que todos nos achamos no cadinho do progresso.
Dificuldade é medida de avaliação dos nossos recursos.
Dor é sublimação.
Erro é experiência.
Recorde a sua originalidade.
Ninguém possui ideias totalmente iguais às suas.
Sua voz e suas mãos são únicas e as marcas de sua presença destacam-se inconfundíveis.
Aceite-se tal qual é, procurando melhorar-se.
Trabalhe, quanto se lhe faça possível, no bem geral, reconhecendo que se os outros precisam de você, também você necessita dos outros.
Guarde a consciência tranquila, vivendo a existência que Deus lhe concedeu.
E lembre-se: cada qual de nós até que se integre na Grandeza Suprema, é uma obra-prima de inteligência em processo de habilitação na oficina da vida, a caminho da Perfeição.

André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Busca e Acharás (extrato) - Ed. IDEAL

Examinando a Riqueza

Valores corretamente distribuídos definem o bem comum.
Recursos aplicados com amor exprimem solidariedade e beneficência.
Suor entesourado no templo doméstico, a expressar-se em forma de higiene e sobriedade, elevação e conforto constitui aquela dignidade de viver, acessível a todos os corações que se levantam na consciência reta para o culto do bem a cada dia.
Para semelhantes misteres confia o Senhor aos homens variadas tarefas, nos setores da administração e da responsabilidade, seja nos fastos da vida pública ou na comunhão doce do lar.
Entretanto, se a propriedade a título precário, segundo as Leis Divinas, que outorgam ao espírito encarnado a condição de usofrutuário dos bens do mundo, é sempre respeitável, tornar-se imperioso considerar que toda a acumulação inútil dos recursos da Terra, sem proveito para as criaturas irmãs, demonstra avareza, a exprimir-se por perigosa enfermidade da alma.
Todo valor da vida é precioso, quando em circulação a benefício da própria vida, verdade cristalina que vemos na água pura a converter-se em corrente enfermiça, quando no cárcere do poço, sem utilidade para ninguém, e no sangue robusto que, na parada súbita, determina o desastre orgânico.
Façamos do serviço incessante o nosso maior tesouro, de vez que as calamidades da sovinice são toleradas no mundo para corrigir com amargas desilusões aqueles que a cultivam, de vez que os ricos ociosos e avarentos e os pobres inertes e revoltados, perante a Lei, acusam peso análogo na balança da evolução.
Só o trabalho é fonte de riqueza imperecível e somente a educação é luz a nortear-lhe os movimentos para mais altos destinos.
Aprendamos a servir, aperfeiçoando-nos, e traremos conosco, no coração, e no cérebro, a paz e o amor que representam, em nossas almas, o incorruptível patrimônio de Deus.

De ”Nós”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Faça Seu Tempo Feliz

Se você caminha pelas estradas terrenas, cotidianamente, percebe o quanto costumam ser negativas, pessimistas ou depressivas as expressões da vida de cada um.
As falas diversas dos seus interlocutores, se é que você mesmo não se enquadra nesse rol de negativas e de negatividades.
Jamais, ou poucas vezes, acha-se alguém com entusiasmo pela existência, expressando tal entusiasmo.
Poucos bendizem as horas no corpo físico, com todos os seus acontecimentos a facultar crescimento amplo ou diminuto.
Abrem-se os comentários da vida, habitualmente, pelas afirmativas de que as coisas em torno estão muito ruins, quando menos, diz-se que as coisas estão mais ou menos.
É de costume a pessoa lamentar-se pelos familiares que não são carinhosos, que não são atenciosos, que não são dedicados.
De outro modo, fala-se que estão doentes, que são doentes, que são maus.
Vêem-se as conjunturas políticas e sociais do mundo com tamanho pessimismo, que costuma-se asseverar que “não há mais jeito”; “que tudo vai de mal a pior”; “nesse campo ninguém presta”.
Os amigos são para esses negativos, verdadeiros traidores, que não merecem a sua amizade; comenta-se que, em toda parte, o mal vai tomando dianteira.
Se o assunto é vício, drogas etc. Ouvem-se falas como “ninguém escapa”; “todo mundo usa”; “é uma calamidade”.
O trabalho profissional é chato, cansativo, expiatório, e, então, para que trabalhar?
Todavia, vale a pena meditar um pouco sobre tudo isso.
Pare um pouco e pense sobre a sua vida, seus objetivos.
Melhore o nível psíquico do seu dia-a-dia. Você não precisa ser deficiente intelectual diante dos fatos do mundo.
Porém, mesmo sabendo das coisas equivocadas que se passam no mundo a sua volta, procure extrair o melhor de cada dia.
Tente observar as coisas boas, bonitas, formosas que estão acontecendo ao seu derredor.
Você pode atrair bênção ou tormentos, luz ou sombra, tristeza ou alegria. Só depende da sua própria disposição.
Aprenda a extrair o que há de melhor na terra, ao redor dos seus passos.
Busque fazer o seu dia brilhante, feliz, inaugurando, onde se move, o regime de otimismo, de alegrias.
Trabalhe de tal maneira que a sua sensibilidade seja passada a todas as pessoas que estão ao seu redor.
Entusiasme-se com a sua saúde e a dos seus.
Sorria, a cada manhã, com o passeio do sol nas avenidas azuis do céu...
Agradeça ao Senhor supremo pela família, pela saúde, pelas chances de estudar, de trabalhar, sem maiores problemas.
Erga a sua oração ao Criador e, sintonizando nas faixas felizes do bem, transforme a sua existência no mundo físico num campo de muito boas realizações.
Faça do seu dia um dia venturoso, realizando a sua parte para que todo o mundo melhore, se aprimore, com um pouco do seu esforço.
Pense nisso!


Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Joanes, psicografada pelo médium J. Raul Teixeira

Irmão X - A Receita Oportuna

Anacleto, o alegre orientador de uma reunião evangélica, recebeu a visita da Dona Clotilde Serra, que se banhava nas irradiações da fé, plenamente rejuvenescida em seus ideais novos e, ouvindo-lhe a palavra amiga, quanto à provável admissão dela nos serviços do bem, aconselhou, bondoso:
- Irmã Clotilde, comece a tarefa nas obras simples da oração. Encontrará precioso acesso à luz espiritual. Abrindo nossas almas às correntes sublimes que dimanam da prece, surgem para nós oportunidades mil de alegria e paz, sob a inspiração do Cristo.
A companheira reconhecida agradeceu e partiu, entusiasta; mas, depois de um mês, informava ao amigo invisível:
- Infelizmente, não pude atender à sugestão. Iniciando o trabalho, fui ferida pelo sarcasmo de muitos. Fui severamente criticada e muita gente considerou-me hipócrita...
- Minha amiga - obtemperou o benfeitor paciente - por que não ensaia a visitação dos enfermos? Há grande vantagem na sementeira de amizade e simpatia.
A consulente ausentou-se conformada, entretanto, alegava, depois de alguns dias:
- Irmão Anacleto, não consegui obedecer-lhe a orientação. Junto aos doentes, recolhi chagas sem número. Não faltou quem me interpretasse por bajuladora na pista de legados e remunerações...
- Não esmoreça! - observou o instrutor - o trabalho útil é o nosso caminho para a luz. Auxilie as crianças! Há tanta promessa desamparada no reino infantil!... Jesus lhe abençoará o devotamento.
Dona Clotilde saiu encorajada, contudo, quando correram dois meses sobre a nova experiência, regressou clamando desalentada:
- Irmão, não me foi possível seguir adiante... Tentando socorrer os meninos abandonados, não faltou quem me designasse por sanguessuga da caridade e alguns vizinhos chegaram a caluniar-me, afirmando, de público, que meu apego às criancinhas significava a reparação de crimes que não cometi...
Anotando as grossas lágrimas que lhe rolavam das faces, Anacleto afagou-a e ponderou, calmo:
- Não se entristeça! Volte-se para as nossas irmãs desventuradas. Ampare, sem alarde, as mulheres infelizes que a necessidade arrastou aos despenhadeiros de ilusão!... Quem sabe? Talvez encontre uma lavoura preciosa de amor.
A sensível senhora ausentou-se, consolada, mas quando duas semanas se escoaram sobre o novo trabalho, tornou à reunião, choramingando:
- Anacleto, não posso! Não posso!... a maldade, desta vez, foi excessivamente rude comigo... Imagine que, em me derramando no socorro fraternal, fui nomeada por mulher indigna do nome que me gabo de sustentar!... Doem-me fundamente semelhantes insultos!...
Registrando-lhe os soluços convulsivos, o prestimoso orientador sugeriu, compadecidamente:
- Clotilde, tente a mediunidade no auxílio ao próximo. A enfermidade e a ignorância campeiam em quase todos os setores da luta humana. Faça alguma coisa. A grande questão é começar. Não dê entrada ao desânimo! Sigamos na vanguarda luminosa do bem! Mais vale uma candeia brilhante palidamente sobre o óleo da boa vontade que um milhão de comovedores discursos contra domínio das trevas!...
Retirou-se a irmã tranquilizada e confiante, mas, após o transcurso de algumas semanas, voltou a grupo e reclamou:
- Ah! Que tarefa ingrata nos impõe o ministério mediúnico! O médium é um joguete desventurado entre a curiosidade e a suspeição! Por mais se esforce não encontra a segurança do apoio e da fé naqueles que o rodeiam, e acaba sempre qual me sinto, sucumbindo de dor entre a desconfiança e a malícia de quase todos os companheiros... Anacleto, Anacleto! Que será de mim?
Desta vez, porém, o mentor recolheu-se ao silêncio com visível tristeza e porque tardasse a resposta à servidora complicada inquiriu ansiosa:
- Que fazer, meu amigo? Como proceder? Auxilia-me com uma receita oportuna!...
Anacleto, contudo, razoavelmente desencantado, mas, ainda otimista, respondeu sereno:
- Irmã Clotilde, compreendo agora o seu caso com mais clareza! O seu problema, por enquanto, é de medicina. Procure um especialista em moléstias de pele, com a presteza possível, e provavelmente, muito em breve poderá recomeçar...

De: “Histórias e Anotações” Espírito Irmão X / Psicografia de Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Oração da Serenidade

"Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras".

Emmanuel - Obrigado Senhor!


Há um século, convidaste Allan Kardec, o apóstolo de teus princípios, à revisão dos ensinamentos e das promessas que dirigiste ao povo, no Sermão da Montanha, e deste-nos “0 Evangelho segundo o Espiritismo’ Desejavas que o teu verbo, como outrora, se convertesse em pão de alegria para os filhos da Terra e chamaste-nos à caridade e à fé, para que se nos purificassem as esperanças nas fontes vivas do sentimento.
Mensagens de paz e renovação clarearam o mundo! Diante das tuas verdades que se desentranharam da letra, abandonamos os redutos de sombra a que nos recolhíamos, magnetizados por nossas próprias ilusões, e ouvimos-te, de novo, a palavra solar da vida eterna! Agradecemos-te esse livro, em que nos induzes à fraternidade e ao trabalho, à compreensão e à tolerância, arrebatando-nos à influência das trevas, pela certeza de tuas perenes consolações.
Obrigado, Senhor, não somente por nós, que devemos a essas páginas as mais belas aspirações, nas tarefas do Cristianismo Redivivo, mas também por aqueles que as transfigurariam em bússola salvadora, nos labirintos da obsessão e da delinquência; pelos que as abraçaram, quais âncoras de apoio, em caliginosas noites de tentação e desespero; por aqueles que , as consultaram, nos dias de aflição e desalento aceitando-lhes as, diretrizes seguras nas veredas da provação regenerativa; pelos que as transformaram, em bálsamo de conforto e paciência, nos momentos de angústia; pelos que ouviram, junto delas, o teu pedido de oração e de amor a bem dos inimigos, esquecendo as afrontas que lhes retalharam os corações; pelos que as apertaram de encontro ao peito, para não tombarem asfixiados pelo pranto da saudade e da desolação à frente da morte; e por todos aqueles outros que aprenderam com elas a viver e confiar servir e desencarnar, bendizendo-te o nome!
Oh! Jesus!
No luminoso centenário de “0 Evangelho segundo o Espiritismo, em vão tentamos articular, diante de ti, a nossa gratidão jubilosa!...
Permite, pois, agradeçamos em prece a tua abnegação tutelar e, enlevados ante o Livro Sublime, que te revive a presença entre nós, deixa que te possamos repetir, humildes e reverentes: Obrigado, Senhor!.

De: “Livro da Esperança” - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Joanna de Ângelis - Desconfiança


Certamente, um coração que pulsa com equilíbrio é resultado de uma consciência pacificada.
Para que tal ocorra, é indispensável que o homem adquira a sabedoria da confiança.
Graças a ela, goza de tranquilidade íntima, agindo com inteireza moral e sem qualquer prevenção.
A confiança deflui de uma atitude sempre positiva em relação à vida, à criatura em si mesma e ao próximo.
Educando-se a vontade e corrigindo-se a óptica para melhor observar os acontecimentos, logra-se adquirir a confiança pessoal que é uma forma de segurança de conduta, elegendo o que fazer, como realizá-lo e para que executá-lo.
*
A desconfiança grassa entre os homens com ou sem motivo que a justifique.
Gera desconforto e mal-estar; armando indivíduos uns contra os outros, dando margem a suspeitas infundadas e a ódios que se instalam, prejudiciais.
Quem padece o mal da desconfiança, apresenta-se instável, arredio, caindo em alienações que estiolam a alegria de viver.
*
Se alguém age mal em relação a ti, ele é quem deve estar inquieto.
Se outrem te prejudica, propositadamente, o drama deve ser dele.
Em qualquer situação, espanta a desconfiança da tua agenda de atividade, permanecendo tranquilo e feliz.

De “Episódios diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

A Senda Estreita - Emmanuel

“Porfiai por entrar pela porta estreita...” — Jesus. (Lucas, 13:24)

Não te aconselhes com a facilidade humana para a solução dos problemas que te inquietam a alma.
Realização pede trabalho.
Vitória exige luta.
Muitos jornadeiam no mundo na larga avenida dos prazeres efêmeros e esbarram no cipoal do tédio ou da intemperança, quando não sucumbem sob as farpas do crime.
Muitos preferem a estrada agradável dos caprichos pessoais atendidos e caem, desavisados, nos fojos de tenebrosos enganos, quando não se despenham nos precipícios de tardio arrependimento.
Seja qual for a experiência em que te situas, na
Terra, lembra-te de que ninguém recebe um berço entre os homens para acomodar-se com a inércia, no desprezo deliberado às leis que regem a vida.
Nosso dever é a nossa escola.
Por isso mesmo, a senda estreita a que se refere Jesus é a fidelidade que nos cabe manter limpa e constante, no culto às obrigações assumidas diante do Bem Eterno.
Para sustentá-la, é imprescindível sacrificar no santuário do coração tudo aquilo que constitua bagagem de sombra no campo de nossas aspirações e desejos.
Adaptarmo-nos à disciplina do próprio espírito na garantia da felicidade geral é estabelecer em nós próprios o caminho para o Céu que almejamos.
Não te detenhas no círculo das vantagens que se apagam em fulguração passageira, de vez que a ociosidade compra, em desfavor de si mesma, as chagas da penúria e as trevas da ignorância.
Porfia na renúncia que eleva e edifica, enobrece e ilumina.
Não desdenhes a provação e o trabalho, a abnegação e o suor.
E, em todas as circunstâncias, recorda sempre que a “porta larga” é a paixão desregrada do “eu” e a “porta estreita” é sempre o amor intraduzível e incomensurável de Deus.

De “Ceifa de Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel
Paz e Luz

domingo, 29 de novembro de 2015

Joanna de Ângelis - A Reforma Íntima!

Quanto puderes, posterga a prática do mal até o momento que possas vencer essa força doentia que te empurra para o abismo.
Provocado pela perversidade, que campeia a solta, age em silêncio, mediante a oração que te resguarda na tranquilidade.
Espicaçado pelos desejos inferiores, que grassam, estimulados pela onde crescente do erotismo e da vulgaridade, gasta as tuas energias excedentes na atividade fraternal.
Empurrado para o campeonato da competição, na área da violência, estuga o passo e reflexiona, assumindo a postura da resistência passiva.
Desconsiderado nos anseios nobres do teu sentimento, cultiva a paciência e aguarda a bênção do tempo que tudo vence.
Acoimado pela injustiça ou sitiado pela calúnia, prossegue no compromisso abraçado, sem desânimo, confiando no valor do bem.
Aturdido pela compulsão do desforço cruel, considera o teu agressor como infeliz amigo que se compraz na perturbação.
Desestimulado no lar, e sensibilizado por outros afetos, renova a paisagem familiar e tenta salvar a construção moral doméstica abalada.
É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores. Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, a requeimarem por dentro, passados os primeiros momentos.
Ninguém foge aos desafios da vida, que são técnicas de avaliação moral para os candidatos à felicidade.
O homem revela sabedoria e prudência, no momento do exame, quando está convidado à demonstração das conquistas realizadas.
Parentes difíceis, amigos ingratos, companheiros inescrupulosos, co-idealistas insensíveis, conhecidos descuidados, não são acontecimentos fortuitos, no teu episódio reencarnacionista.
Cada um se movimenta, no mundo, no campo onde as possibilidades melhores estão colocadas para o seu crescimento. Nem sempre se recebe o que se merece. Antes, são propiciados os recursos para mais amplas e graves conquistas, que darão resultados mais valiosos.
Assim, aprende a controlar as tuas más inclinações e adia o teu momento infeliz.
Lograrás vencer a violência interior que te propele para o mal, se perseverares na luta.
Sempre que surja oportunidade, faze o bem, por mais insignificante que te pareça. Gera o momento de ser útil e aproveita-o.
Não aguardes pelas realizações retumbantes, nem te detenhas esperando as horas de glorificação.
Para quem está honestamente interessado na reforma íntima, cada instante lhe faculta conquistas que investe no futuro, lapidando-se e melhorando-se sem cansaço.
Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício.
Toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.
Trabalha-te interiormente, vencendo limite e obstáculo, não considerando os terrenos vencidos, porém, fitando as paisagens ainda a percorrer.
A tua reforma íntima te concederá a paz por que anelas e a felicidade que desejas.


Da obra Vigilância- Joanna de Ângelis / Psicografia de Divaldo Pereira Franco

O Mestre Dialóga


As ansiedades permaneciam nos corações após os comentários do Mestre.
Um estudante da Verdade, ainda emocionado o inqueriu com respeito:
— Como poderei conceber a pureza de tal forma que reflita a luz divina em meu coração? Vivendo em um planeta sombrio e de dificuldades, onde predomina o mal com o seu séquito de misérias, isto será possível?
O Amigo relanceou o olhar em volta, e notando o desejo de aprender que a indagação despertara em todos, respondeu:
“— O carvão é negro e de aspecto desagradável. A luz solar que o fere, nele não se reflete, embora o penetre. Silenciosamente, no entanto, ele se vai transformando, mudando a constituição até que se converte em um diamante estelar que se deixa atravessar pelo raio luminoso em todas as direções e o devolve iridescente num incêndio fulgurante.
O homem é o Espírito que no seu corpo habita. Lentamente, etapa a etapa reencarnacionista, abandona o limo da terra e se purifica, logrando a transparência para a captação e irradiação do divino pensamento.”
— E a santificação — indagou outro aprendiz interessado — como consegui-la, se a cada instante se cai e o desânimo toma posse da intenção superior?
“— O santo — esclareceu o Sábio — é o combatente que cresceu no solo do erro, libertando-se da escravidão do vício, sem nunca permitir-se desanimar. Quem erra e cai, mas não se dá por vencido, avançando sempre, embora devagar, conquista-se e alcança a vitória total.
Toda marcha resulta dos incontáveis passos que são dados. Ninguém pretenda as alturas sem o esforço da ascensão paulatina.”
— E o paraíso — indagou, ansiosa, uma observadora — é um lugar especial ou não passa de quimera?
“— O paraíso — aclarou o Guru, sem enfado — começa na consciência tranquila, cujos atos estão de acordo com o pensamento reto. Ensejando paz interior irradia-se como bênção e conduz o triunfador a regiões espirituais, nas quais a felicidade é total, e a mente gera, para sua própria sublimação, tudo quanto deseja. Ali não há sombra, nem morte, nem sofrimento, nem ansiedade; só harmonia.”
— Como explicar — adiu, respeitável ancião — a vitória dos maus e o fracasso dos bons, as dores que sofrem os justos e os júbilos que fruem os impiedosos?
O Educador compreendeu a extensão da mágoa que feria o interrogante e explicou, bondosamente:
“Não há efeito sem causa. O homem, nobre e justo de hoje, é o criminoso arrependido de ontem que se recupera. Enquanto o frívolo e pervertido de agora, é o semeador do seu amanhã. A roda das encarnações sempre traz de volta o infrator ao campo da reabilitação, da mesma forma que o faz com o justo que se liberta das suas injunções.”
Um grande silêncio pairou em derredor e a noite desceu sem preâmbulos sobre a multidão.

De “A um passo da imortalidade”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Eros

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Emmanuel - Realidade e Suposição

Quando te sintas em dificuldade no relacionamento com os outros, observa que, muitas vezes, esses mesmos outros suportam problemas e percalços muito maiores do que os nossos.
Semelhante exercício te renovará os pensamentos e a compaixão te surgirá no íntimo, obstando-te a queda em pessimismo e revolta.
Se possuísses um engenho capaz de radiografar os sentimentos alheios, reconhecerias, de pronto, o contraste entre a suposição e a realidade.
Aquele chefe, supostamente arbitrário, guarda consigo a mente esfogueada de inquietações pelo próprio serviço de que recebes os recursos que se te fazem necessários à vida.
Provavelmente o amigo que não te notou a presença carrega as próprias ideias e emoções concentradas num filhinho doente.
A senhora que tantos julgavam excessivamente enfeitada, assim se preparou diversos dias a fim de solicitar emprego a determinadas autoridades para o esposo recém-demitido da organização em que trabalhava.
O rapaz que passou, conduzindo o carro em alta velocidade, é portador de um cérebro enfermiço.
O artista que se negou a colaborar contigo na realização das boas obras em que te empenhas, estará sob o peso de terrível estafa.
A ninguém julguemos precipitadamente.
Procuremos o melhor de cada situação e de cada criatura, de modo a seguirmos para diante com o melhor a fazer, esquecendo o desnecessário.
Em muitos lances de marcha na direção de Deus erramos, a fim de aprender com segurança, ou caímos, de modo a levantar-nos para conquistar o equilíbrio seguro.
Ninguém segue sem o apoio de alguém nos caminhos da vida.
Em vista disso, compadeçamo-nos dos outros para que os outros se compadeçam de nós.

De “O Essencial”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Fé Inoperante - Emmanuel

“Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.” – (Tiago, 2:17.)

A fé inoperante é problema credor da melhor atenção, em todos os tempos, a fim de que os discípulos do Evangelho compreendam, com clareza, que o ideal mais nobre, sem trabalho que o materialize, a benefício de todos, será sempre uma soberba paisagem improdutiva.
Que diremos de um motor precioso do qual ninguém se utiliza? de uma fonte que não se movimente para fertilizar o campo? de uma luz que não se irradie?
Confiaremos com segurança em determinada semente, todavia, se não a plantamos, em que redundará nossa expectativa, senão em simples inutilidade? Sustentaremos absoluta esperança nas obras que a tora de madeira nos fornecerá, mas se não nos dispomos a usar o serrote e a plaina, certo a matéria-prima repousará, indefinidamente, a caminho da desintegração.
A crença religiosa é o meio.
O apostolado é o fim.
A celeste confiança ilumina a inteligência para que a ação benéfica se estenda, improvisando, por toda parte, bênçãos de paz e alegria, engrandecimento e sublimação.
Quem puder receber uma gota de revelação espiritual, no imo do ser, demonstrando o amadurecimento preciso para a vida superior, procure, de imediato, o posto de serviço que lhe compete, em favor do progresso comum.
A fé, na essência, é aquele embrião de mostarda do ensinamento de Jesus que, em pleno crescimento, através da elevação pelo trabalho incessante, se converte no Reino Divino, onde a alma do crente passa a viver.
Guardar, pois, o êxtase religioso no coração! sem qualquer atividade nas obras de desenvolvimento da sabedoria e do amor, consubstanciados no serviço da caridade e da educação, será conservar na terra viva do sentimento um ídolo morto, sepultado entre as flores inúteis das promessas brilhantes.

Obra: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Joanna de Ângelis - Paradoxos

Anotas os avanços tecnológicos e as injustiças sociais em que se debate a sociedade.
Vês as relevantes aquisições da mente e a beligerância dos homens e das nações.
Falas sobre os paradoxos, os contrastes , e tens a impressão de que o bem não se implantará tão cedo nos corações.
Concluis que é mais fácil debandar do que servir, cair do que soerguer.
Não duvides da excelência da verdade nem do seu domínio no mundo do amanhã.
Um jato de luz absorve a treva...
Uma fagulha ateia um fogaréu...
Uma semente reverdesce o solo...
Um gesto de amor altera a agressividade...
O poder do bem produz um contágio superior, que consome as infecções problemáticas das injunções morais vis.
Quando, porém, a razão não lograr mudar a atitude do homem perante a vida, ou o amor não o sensibilizar, paradoxalmente, a dor irá detê-lo, chamá-lo à razão, despertar-lhe o amor, atraí-lo à paz.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Rumos Libertadores (extrato) - Ed. Alvorada

Desperdícios - Joanna de Ângelis

Há muito desperdício no mundo, fomentando larga faixa de miséria entre os homens.
O que abunda em tua mesa falta em muitos lares.
O excesso nas tuas mãos é escassez em inúmeras famílias.
O que te sobra e atiras fora, produz ausência em outros lugares.
O desperdício é fator expressivo de ruína na comunidade.
O homem, desejando fugir das realidades transcendentes da vida, afoga-se na fantasia, engendrando as “indústrias da inutilidade, abarrotando-se com os acúmulos, padecendo sob o peso constritor da irresponsabilidade, em que sucumbe por fim.
A vida é simples nas suas exigências quase ascetas.
Muitos cristãos distraídos, porém, ataviam-se, complicam os deveres, sobrecarregam-se do dispensável, desperdiçam valores, tempo e oportunidade edificante para o próprio burilamento.
*
Desperdiçam palavras, amontoando-as em verbalismo inútil a fim de esconderem as verdades;
desperdiçam tempo em repousos e férias demorados, que anestesiam os centros combativos da ação da alma encarnada;
desperdiçam alimentos em banquetes, recepções, festas extravagantes com que disputam vaidades;
desperdiçam medicamentos em prateleiras empoeiradas, aguardando, no lar, doenças que não chegarão, ou, em se apresentando, encontram-nos ultrapassados;
desperdiçam trajes e agasalhos em armários fechados, que não voltarão a usar;
desperdiçam moedas irrecuperáveis em jogos e abusos de todo gênero, sem qualquer recato ou zelo;
desperdiçam a saúde nas volúpias do desejo e nas inquietações da posse com sofreguidão;
desperdiçam a inteligência, a beleza, a cultura, a arte nos espetáculos do absurdo e da incoerência, a fim de fazerem a viagem da recuperação do que estragaram, em alucinada correria para lugar nenhum...
Não se recupera a malbaratada oportunidade.
Ninguém volta ao passado, na busca de refazê-lo, encaminhá-lo noutro rumo.
O desperdício alucina o extravagante e exaure o necessitado que se lhe faz vítima.
Há, sim, muito e incompreensível desperdício na Terra.
*
Reparte a tua fartura com a escassez do teu próximo.
Divide os teus recursos, tuas conquistas e vê-los-ás multiplicados em mil mãos que se erguerão louvando e abençoando as tuas generosas mãos.
Passarás pelo mundo queiras ou não. Os teus feitos ficarão aguardando o teu retorno.
Como semeares, assim recolherás.
O que desperdiçares hoje, faltar-te-á amanhã, não o duvides.
Sê pródigo sem ser perdulário, generoso sem ser desperdiçador e o que conseguires será crédito ou débito na contabilidade da tua vida perene.

De “Leis Morais da Vida”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Joanna de Ângelis - Considerando a Coragem

Dos escombros dos teus ideais arruinados, funde a couraça da coragem e veste-a, a fim de prosseguires na luta.
O cristão não deve desanimar jamais, buscando apoio na coragem, que não se pode confundir com impetuosidade nem presunção.
A calma diante do infortúnio, a resignação perante o insucesso, a confiança à hora do testemunho são expressões de coragem.
Coragem é o ânimo robusto que a certeza de êxito oferece à criatura em suas realizações.
Gandhi, na sua luta de amor pelos direitos de seus irmãos à liberdade, é exemplo de coragem.
Francisco de Assis, amando o Cristo, teve a coragem de renunciar às comodidades e legou-nos um dos mais notáveis exemplos de amor.
Abandonado e traído, negado e no desprezo de quase todos os amigos, Jesus teve a coragem de perdoar-nos e prosseguir amando-nos até hoje, sem cogitar de nossas imperfeições.
Tem coragem de reconhecer tua deficiência, levanta do erro e prossegue em tua tarefa, por menor que te pareça, e alcançarás a paz.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Otimismo - Ed. Leal

Sombra - Emmanuel


Não é o ouro que avilta.
É a sombra do egoísmo em forma de avareza.
Não é a propriedade que encarcera.
É a sombra do egoísmo em forma de ambição.
Não é o poder que perturba.
É a sombra do egoísmo em forma de tirania.
Não é a afeição que degrada.
É a sombra do egoísmo em forma de violência.
Não é a autoridade que envilece.
É a forma de egoísmo em forma de opressão.
Não é o ponto de vista que isola.
É a sombra do egoísmo em forma de intolerância.
Não é o descanso que prejudica.
É a sombra do egoísmo em forma de ociosidade.
Não é a despesa que arruína.
É a sombra do egoísmo em forma de excesso.
Lícita é a lei do uso, em todas as províncias da vida, mas,
em todas as províncias da vida, a lei do uso pede simplicidade e
ponderação.
A árvore que produz milhares de frutos absorve da gleba
tão-somente o indispensável à própria existência.
O rio, que fecunda o solo, transpondo léguas e léguas para
atingir o oceano, satisfaz-se com a faixa de terra em que se lhe
demarca o leito preciso.
Na sustentação da própria felicidade, aprendamos a tomar do
mundo apenas o necessário à paz da consciência tranquila, no
cumprimento exato o dever que as circunstâncias nos assinalam,
porque, se o amor desinteressado é a luz de Deus a envolver-nos,
em toda a parte, o egoísmo, seja onde for, é a sombra de nosso
espírito endividado, enquistando-nos alma e sonho na carapaça do “eu”.

Emmanuel
De “Passos da Vida”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos

domingo, 22 de novembro de 2015

Antes, Porém...

Você pede melhoras de saúde.
Antes, porém, socorra o enfermo em condições mais graves.
Você pede em favor do seu filho.
Antes, porém, proteja a criança alheia em necessidade maior.
Você pede providência determinada.
Antes, porém, alivie a preocupação de outra pessoa, em prova mais contundente que a sua.
Você pede concurso fraterno contra a obsessão que o persegue.
Antes, porém, estenda as mãos ao obsidiado que sofre sem os recursos de que você já dispõe.
Você pede perdão pela falta cometida.
Antes, porém, desculpe incondicionalmente aqueles que lhe feriram o coração.
Você pede apoio à existência.
Antes, porém, seja consolo e refúgio para o irmão que chora em seu caminho.
Você pede felicidade.
Antes, porém, semeie nalgum gesto simples de amor a alegria do próximo.
Você pede solução a esse ou aquele problema.
Antes, porém, busque suprimir essa ou aquela pequenina dificuldade dos semelhantes.
Você pede cooperação.
Antes, porém, colabore a benefício dos que suam e gemem na retaguarda.
Você pede a assistência dos bons espíritos.
Antes, porém, seja você mesmo um espírito bom, ajudando aos outros.
Toda solicitação assemelha-se, de algum modo, à ordem de pagamento, que, para ser atendida, reclama crédito.
A casa não se equilibra sem alicerce.
Uma fonte ampara outra.
Se queremos auxílio, aprendamos a auxiliar.

André Luiz
De “Ideal Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

Joanna de Ângelis - Livre-Arbítrio e Caridade

Nunca será demasiado entretecer-se considerações sobre a caridade.
A caridade é sempre luz que abençoa aqueles que jornadeiam na aflição. Mesmo quando
não é vista, à semelhança dos raios solares, quando o Astro Rei está ausente, beneficia,
penetrando as vidas e renovando-as.
Assim, a caridade, seja no seu aspecto material ou moral, reflete o amor de Deus que alcança
as almas, socorrendo-as.
Quando a caridade material não se faz necessária, jamais será secundária aquela de natureza
moral, porquanto vital o ar, penetra e sustenta a vida.

São caridades morais:
O Sorriso de afabilidade ao atormentado que perdeu a esperança;
A palavra de estímulo quando todos os outros recursos ficaram baldos de resultados;
O gesto de simpatia ante a circunstância aziaga e infeliz;
A compreensão fraterna, face à ofensa e à maldade;
A oração intercessória, em favor do adversário em sofrimento;
O apoio emocional no momento áspero da desgraça.
O perdão da ofensa e a dedicação ao tombado;
A gentileza de um socorro espiritual...

Quem pode, por acaso, no transe da dor, dispensar qualquer uma destas concessões? Qual a pessoa que se sinta
tão completa que dispense um amigo ou uma palavra de reconforto?
A caridade é luz que deve ser considerada como benção de Deus nas estradas do mundo.
Praticá-la ou não é opção de cada indivíduo. Aquele que a utiliza, favorece o crescimento da luz que se esparze;
quem se nega a realizá-la, faculta a ampliação da sombra que predomina.
O livre-arbítrio e a caridade constituem alavancas para o progresso do homem na direção da sua meta
final, que é a felicidade.
Jesus, todo amor por excelência, em instante algum deixou de esparzi-la, iluminando as vidas que, desde então,
jamais perderam a diretriz.
Caridade, portanto, hoje e sempre.

Obra: No Rumo da Felicidade - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

sábado, 21 de novembro de 2015

Orientação e Vida - Emmanuel

Muitos companheiros solicitam orientação do Céu para a vitória nas lutas da Terra, mas, em verdade, não necessitamos tanto de novos roteiros esclarecedores e sim de ação mais intensiva na construção do bem.
*
O caminho é o mundo... Mundo-escola e mundo oficina, em que valiosas oportunidades felicitam a alma, interessada na própria sublimação.
Não nos detenhamos na expectativa dos que adoram o Senhor, sem qualquer esforço para servi-Lo. Ele próprio legou-nos com a Boa Nova, o mapa luminoso para a romagem da Terra.
*
Libertemos a claridade que jaz enclausurada em nossos corações e avancemos.
*
Há espinhos, reclamando o trabalho eficiente de extinção.
Feridas que pedem bálsamo.
Aflições que mendigam paz.
Pedras à espera de braços amigos que as removam.
*
Há mentes encarceradas na sombra, rogando o concurso iluminativo.
*
Há crianças abandonadas, implorando socorro para consolidar as bases em que recomeçam a vida.
*
Quem estiver procurando a inspiração dos Anjos, não se esqueça dos lugares de provação, onde os Anjos colaboram com o Céu, diminuindo o sofrimento e a ignorância na Terra.
*
Agir no bem é buscar a simpatia dos Espíritos Sábios e Benevolentes, encontrando-a.
*
Se Jesus não parou em contemplação inoperante, transitando no serviço ao próximo, da Manjedoura até a Cruz, ninguém aguarde a visitação dos Mensageiros Divinos, paralisando as mãos na esperança sem trabalho e na fé sem obras.
*
A espiritualização é problema de boa vontade e concurso fraterno, porque somente buscando trazer o Céu ao mundo, pela nossa aplicação justa ao bem, é que descobriremos a estrada verdadeira que nos conduzirá efetivamente ao Céu.
*
Em todos os episódios que te pareçam contrários, guarda serenidade e paciência, porquanto dia virá no qual reconhecerás que todos os obstáculos que te impediram o acesso ao que mais desejavas e não tiveste, foram bênçãos de Deus para que hoje usufruas as vantagens que tens.


De “Joia”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Emmanuel - O Meirinho Celeste

Reconcilia-te com o adversário, enquanto te encontras a caminho com ele, para que não aconteça venha a ser o seu caso entregue ao oficial de justiça.
A lição evangélica surge repleta de oportunidade para a nossa vida, em todo tempo e em toda parte.
Não olvides que o amor é a glória do Céu, brilhando, porém, sobre o pedestal da justiça na Terra.
Assim sendo, não te despreocupes da harmonia na própria consciência, se procuras realmente a verdadeira felicidade.
Recorda que todos somos usufrutuários da riqueza divina e que, no fundo, não possuímos senão a nossa própria alma, com a obrigação de engrandecê-la para o glorioso concerto da perfeição.
Em verdade, hoje, enquanto o Senhor te permite a graça da saúde física e do equilíbrio econômico no mundo, podes alardear a pretensa superioridade de quem se julga dono ou senhor, mas amanhã o meirinho do tribunal celeste pode convocar-te ao reajuste, constrangendo-te à necessária renovação.
Aqui, chama-se de Enfermidade; além, classifica-se por Desencanto...
Agora é a visitação do obstáculo, depois é a intromissão da Morte...
Além é o fel da Desilusão, mais além é o gelo da Velhice...
Não olvides que o Senhor pode reformar todos os aspectos de nossa vida dum momento para outro.
Aquilo que hoje o céu azul para os nossos olhos, provavelmente será escura tempestade na noite próxima...
Não te prendas à teia envenenada do ódio, da inveja, da revolta, da antipatia...
Todos somos indispensáveis uns aos outros e, por isso mesmo, a Lei do Infinito Amor é o clima que nos aguarda no imenso e santificado futuro.
Ajuda a quem te desajuda e ampara a quem te não compreende, porque, quando teimamos em fugir à fraternidade, a Dor, sob mil máscaras diferentes, é o Meirinho do Céu, obrigando-nos a renovar a visão e a sublimar o espírito para a elevação redentora que nos cabe atingir.


De “Intervalos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Renascer e Remorrer

Usufruímos na Espiritualidade o continente sem limites de onde viemos; no Universo Físico, o mar sem praias em que navegamos de quando em quando, e, na Vida Eterna, o abismo sem fundo em que desfrutamos as magnificências divinas.
No trajeto multimilenário de nossas experiências, aprendemos, entre sucessivos transes de nascimento e desencarnação, a alegria de viver, descobrindo e reconhecendo a necessidade e a compensação do sofrimento, sempre forjado por nossas próprias faltas.
Já renascemos e remorremos milhões de vezes, contraindo e saldando obrigações, assinalando a excelsitude da Providência e o valor inapreciável da humildade, para saber, enfim, que toda revolta humana é absurda e impotente.
Se as lutas do burilamento moral não têm unidade de medida, a ação do amor é infinita na solução de todos os problemas e na medicação de todas as dores.
Tolera com paciência as inevitáveis, mas breves provas de agora, para que te rejubiles depois.
Nos compromissos espirituais, todos encontramos solvibilidade através do esforço próprio. Aproveitemos a bênção da dor na amortização dos débitos seculares que nos ferreteiam as almas, perseverando resignadamente no posto de sentinelas do bem, até que o Senhor mande render-nos com a transformação pela morte.
Sempre trazemos dívidas de lágrimas uns para com os outros. Vive, assim, em paz com todos, principalmente junto aos irmãos com os quais a tua vida se intercomunica a cada instante, legando, por testamento e fortuna, atos de amor e exemplos de fé, no fortalecimento dos espíritos de amigos e descendentes.
Se há facilidade para remorrer, há dificuldades para renascer. As portas dos cemitérios jamais se fecham; contudo, as portas da reencarnação só se abrem com a senha do mérito haurido nas edificações incessantes da caridade.
As dores iguais criam os ideais semelhantes. Auxiliemo-nos mutuamente.
O Evangelho – o livro luz da evolução – é o nosso apoio. Busquemos a Jesus, lembrando-nos de que o lamento maior, o desesperado clamor dos clamores, que poderia ter partido de seus lábios, na potência de mil ecos dolorosos, jamais chegou a existir.

Do livro: O Espírito da Verdade, Médium: Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Lins de Vasconcellos

Emmanuel - Cada Existência

Estudos e dissertações em torno da substância religiosa de “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec — 1ª. Parte, Cap. V, Item 4.

É como se retivesses milenárias esperanças, procurando explodir, e, por essa razão, sofres a impossibilidade transitória de alcançar o ideal a que te propões.
Queres realizar os melhores sonhos, aspiras ao estudo edificante do Universo, anseias atingir as culminâncias da Ciência e da Arte, atormentas-te pela aquisição da felicidade e choras pela integração da própria alma no amor supremo...
Entretanto, quase sempre tens ainda o coração preso à dívida, à feição do diamante engastado ao seixo.
Há problemas que solicitam toda uma existência de renúncia constante, para que o fio do destino se alimpe e desembarace.
À vista isso, não desertes da prova que te segrega, temporariamente, na grande tribulação.
O lar pejado de sacrifícios, a família consanguínea a configurar-se por forja ardente, a viuvez expressando exílio, a obrigação qual golilha atada ao pescoço, o compromisso em forma de algema e a moléstia semelhando espinho na própria carne constituem liquidações de longo prazo ou ajuste de contas a prestações, para que a liberdade nos felicite.
Resgata, pois, sem revolta, o próprio caminho.
Enquanto há inquietação na consciência, há resto a pagar.
Agradece, assim, as dificuldades e as dores que te rodeiam.
Cada existência, no plano físico, pode ser um passo adiante, que te projete na vanguarda de luz.
Misericórdia na Justiça Divina, consolações inefáveis, braços amigos, diretrizes renovadoras e auxílio constante não te faltam, em tempo algum; contudo, está em ti mesmo aceitar, adiar, reduzir, facilitar ou agravar o preço da tua libertação.

De “Justiça Divina”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

terça-feira, 17 de novembro de 2015

André Luiz

Quando

Quando compreendermos que vingança, ódio, desespero, inveja ou ciúme são doenças claramente ajustáveis á patologia da mente, requisitando amor e não o revide...

Quando interpretarmos nossos irmãos delinquentes por enfermos da alma, solicitando segregação para tratamento e reeducação e não censura ou castigo...

Quando observarmos na caridade simples dever...

Quando nos aceitarmos na condição de espíritos em evolução, ainda portadores de múltiplas deficiências e que, por isso mesmo, o erro do próximo poderia ser debitado á conta de nossas próprias fraquezas...

Quando percebermos que os nossos problemas e as nossas dores não são maiores que os de nossos vizinhos...

Quando nos certificarmos de que a fogueira do mal deve ser extinta na fonte permanente do bem...

Quando nos capacitarmos de que a prática incessante do serviço aos outros é o dissolvente infalível de todas as nossas mágoas...

Quando nos submetermos à lei do trabalho, dando de nós sem pensar em nós, no que tange a facilidades imediatas...

Quando abraçarmos a tarefa da paz, buscando apagar o incêndio da irritação ou da cólera com a bênção do socorro fraternal e abstendo-nos de usar o querosene da discórdia...

Quando, enfim, nos enlaçarmos, na experiência comum, na posição de filhos de Deus e irmãos autênticos uns dos outros, esquecendo as nossas faltas recíprocas e cooperando na oficina do auxílio mútuo, sem reclamações e sem queixas, a reconhecer que o mais forte é o apoio do mais fraco e que o mais culto é o amparo do companheiro menos culto, então, o egoísmo terá desaparecido da Terra, para que o Reino do Amor se estabeleça definitivo, em nossos corações.

De: Paz e Renovação - Francisco Cândido Xavier / André Luiz

Olhai os Lírios

“...Considerai como crescem os lírios do campo...” - Jesus (Mateus, 6:28)

“Olhai os lírios do campo...” — exortou-nos Jesus.
A lição nos adverte contra as inquietações improdutivas, sem compelir-nos à ociosidade.
-o-
Os lírios para se evidenciarem quais se revelam não se afligem e nem ceifam; no entanto, esforçam-se com paciência, desde a germinação, no próprio desenvolvimento, abstendo-se de agitações pela conquista de reservas desnecessárias com receio do futuro, por acreditarem instintivamente nos suprimentos da vida.
-o-
Não fiam nem tecem para se mostrarem na formosura que os caracteriza; todavia, não desdenham fazer o que podem, a fim de cooperar no enriquecimento do esforço humano.
-o-
Não se preocupam em ser gerânios ou cravos e sim aceitam-se na configuração e na essência de que se viram formados, segundo os princípios da espécie.
-o-
Não cogitam de criticar as outras plantas que lhes ocupam a vizinhança, deixando a cada uma o direito de serem elas mesmas, nas atividades que lhes dizem respeito à própria destinação.
-o-
Admitem calor e frio, vento e chuva, deles aproveitando aquilo que lhes possam doar de útil, sem se queixarem dos supostos excessos em que se exprimam.
-o-
Não indagam quanto à condição ou à posição daqueles a quem consigam prestar serviço, seja acrescentando beleza e perfume à Terra ou ornamentando festas e colaborando no interesse das criaturas em valor de mercado.
-o-
E, sobretudo, desabrocham e servem, no lugar em que foram situados pela Sabedoria Divina, através das forças da natureza, ainda mesmo quando tragam as raízes mergulhadas no pântano.
-o-

Evidentemente, nós, os espíritos humanos, não somos elementos do reino vegetal, mas podemos aprender com os lírios, serenidade e aceitação, paz e trabalho, com as responsabilidades e privilégios do discernimento e da razão que uma simples flor ainda não tem.

Emmanuel
De “Aulas da Vida”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Rosângela - O Renascer


Normalmente discutimos as questões referentes ao renascimento corporal, entrelaçando
esse ou aquele argumento, perpassando impressões e casos vários, probatórios, do
nosso conhecimento.
O renascimento do corpo, todavia, reclama o nosso esforço, no sentido de refazer a
própria romagem, utilizando-nos das felizes lições que a Doutrina do Consolador vem-nos
apresentando, há tanto tempo.
Renascer em nova indumentária fisiológica é reencarnar. Muito embora o peso que o termo
deixa transparecer para alguns, não resta dúvida de que, sendo lei divina, todos nela estamos
incursos. Os que creem na ação dessa lei quanto os que não a admitem, todos estamos
sujeitos ao seu comando.
O ressurgimento no corpo, concitando-nos à mudança de posicionamento ético em fase das
vivências que empreendemos, torna necessária a observação das recomendações ou dos
lembretes que nos chegam por meio da amostragem dos que estão lacrimosos, sofridos e
marcados por rudes expiações no mundo, junto a tantos que remoem amarguras de
aparência interminável.
Mas, ao lado disso, verificamos os que se gloriam no trabalho são e afanoso, contínuo e feliz,
na expansão das alegrias e da esperança, do amor e do bem, na trajetória dos seus dias.
Acompanhemos esses quadros, a fim de fazermos nossa própria escolha, uma vez que sabemos
que a colheita que se faz agora não passa do resultado da sementeira efetuada por nós mesmos,
em outra ocasião...
Ante a benção do renascimento em que você está matriculado, não desdenhe as experiências
que o alcançam, convocando-lhe ao serviço para o encontro com Jesus, nosso Senhor.
Trabalhe e aprimore-se. Aprimore-se e sirva. Sirva e passe, fazendo luz a sua volta, clareando a
sua reencarnação, renascendo também em espírito, assemelhando-se ao Criador pelo amor
que espalhe.

Obra: Rosângela - Raul Teixeira / Rosângela

Inconstantes

“Porque aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada
pelo vento e lançada de uma para outra parte.” (Tiago, 1:6)


Inegavelmente existe uma dúvida científica e filosófica no mundo que,
alojada em corações leais, constitui precioso estímulo à posse de grandes e elevadas
convicções; entretanto, Tiago refere-se aqui à inconstância do homem que,
procurando receber os benefícios divinos, na esfera das vantagens particularistas,
costuma perseguir variadas situações no terreno da pesquisa intelectual sem
qualquer propósito de confiar nos valores substanciais da vida.
Quem se preocupa em transpor diversas portas, em movimento simultâneo,
acaba sem atravessar porta alguma.
A leviandade prejudica as criaturas em todos os caminhos, mormente nas
posições de trabalho, nas enfermidades do corpo e nas relações afetivas.
Para que alguém ajuíze com acerto, com respeito a determinada
experiência, precisa enumerar quantos anos gastou dentro dela, vivendo-lhe
as características.
Necessitamos, acima de tudo, confiar sinceramente na Sabedoria e na
Bondade do Altíssimo, compreendendo que é indispensável perseverar com alguém
ou com alguma causa que nos ajude e edifique.
Os inconstantes permanecem figurados na onda do mar, absorvida pelo
vento e atirada de uma para outra parte.
Quando servires ou quando aguardares as bênçãos do Alto, não te deixes
conduzir pela inquietude doentia. O Pai dispõe de inumeráveis instrumentos para
administrar o bem e é sempre o mesmo Senhor Paternal, através de todos eles. A
dádiva chegará, mas depende de ti, da maneira de procederes na luta construtiva,
persistindo ou não na confiança, sem a qual o Divino Poder encontra obstáculos
naturais para exprimir-se em teu caminho.

De “Pão Nosso” - Francisco Cândido Xavier pelo Espírito Emmanuel

domingo, 15 de novembro de 2015

Emmanuel - Infância


Muitos psicólogos modernos acreditam que as crianças devem ser entregues à inclinação espontânea, cabendo aos adultos o dever de auscultar-lhes a vocação, a fim de auxiliá-las a exprimir os próprios desejos.
Esquecem-se, no entanto, de que o trabalho e a reflexão vibram na base de todas as ações alusivas ao aprimoramento da natureza.
Se o cultivador aguarda valioso rendimento da planta, há que propiciar-lhe adubo e carinho.
Se o estatuário concebe a formação da obra prima, não prescinde do amor no trato da pedra.
Se o oleiro aspira a plasmar uma ideia no corpo da argila, necessita condicioná-la em fôrma conveniente.
Se o construtor espera segurança e beleza no edifício que lhe atende à supervisão, não pode afastar-se da disciplina, ante o plano traçado.
Toda obra revela a fisionomia espiritual de quem a executa.
Além disso, treinam-se potros para corridas, instruem-se muares para tração, exercitam-se pombos para correio e amestram-se cães para tarefas salvacionistas.
Como relegar a criança à vala da indiferença?
Do berço humano surgem muitos santos e heróis, para tarefas sublimes, no entanto, em maior proporção, aí respiram, na moldura de temporária inocência, almas comuns que suspiram por libertar-se da ignorância e da delinquência.
Instinto à solta na infância é passaporte para o desequilíbrio.
Menino em desgoverno — celerado em preparação.
Hoje, criança livre — amanhã problema laborioso.
Pequeninos refletem grandes.
Filhos imitam pais.
Os hábitos da madureza criam a moda espiritual para a juventude.
Esclareçamos nossos filhos no livro do exemplo nobre.
Nem freio que o mantenha na servidão, nem licença para que os arremesse ao charco da libertinagem.
Em verdade, a criança é o futuro.
Mas ninguém colherá futuro melhor, sem frutos de educação.


Emmanuel
De “Família”, de Francisco Cândido Xavier — Espíritos Diversos

Joanes - Sua Pequena Dádiva

Meu amigo, experimente acender uma lâmpada, por mais singela que seja, onde vija a escuridade e verá que, repentinamente, o ambiente se converterá num dia de claridade.
Quando puder, ponha sob a terra passiva uma semente de flor e, onde a devastação tomara conta, você formará jardins e pomares.
Busque colocar uma gota d’água onde impere a aridez e verá a terra revolvida, trabalhada, transformada, produzindo vida pela força da vitalidade saída de sua mão.
Quando estiver diante de algum coração sofredor, aquele que padece a decepção, a enfermidade, a perseguição, a orfandade, o abandono de qualquer teor, destile-lhe, no imo do ser, a sua mensagem fraterna, fale-lhe que a vida é um estuário de oportunidades belas que não se deve releixar. Insufle-lhe todas as lições que já aprendeu ao longo da sua trajetória, de um para outro momento, mas fale-lhe de Deus, do amor, da vida abençoada.
Acenda alegria nos corações lúgubres, desenvolva sensibilidade nas almas semi-endurecidas; afabilidade e atenção nas criaturas ásperas; as letras e a meditação na cabeça vazia e ponha a enxada nas mãos ociosas, e você verá, meu irmão, que dentro de muito pouco tempo, a Terra se converterá numa fulgurante Oficina do Bem, e o trabalho se transfará na ensancha de crescimento e de libertação para todos, a partir do gesto simples e da providência humilde que partiram de você.

Joanes
De “Nossas Riquezas Maiores”, de J. Raul Teixeira, diversos Espíritos

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