sexta-feira, 31 de maio de 2013

Pensar

O pensamento é a nossa capacidade criativa em ação. Não nos esqueçamos disso.
A ideia forma a condição; a condição produz o efeito; o efeito cria o destino.
A sua vida será sempre o que você esteja mentalizando constantemente. Por isso, qualquer mudança real em seus caminhos virá tão-só da mudança de seus pensamentos.
Imagine sua existência como deseja deva ser e, trabalhando nessa linha de ideia, observará que o tempo lhe trará as realizações esperadas.
As leis do destino carrearão de volta a você tudo aquilo que você pense, refira-se ao bem ou ao mal.
Observe e verificará que você mesmo atraiu para seu campo de influência tudo o que você possui e faz parte do seu dia-a-dia.
Deus é Amor e não pune criatura alguma. A própria criatura é que se culpa e se corrige.
Em nosso íntimo a liberdade de escolher é absoluta. Mantendo-nos no bem a todos, a vida se nos converterá em fonte de bênçãos.

André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Respostas da Vida (extrato) - Ed. IDEAL

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Fragilidade Humana

"(...) Se, em algum momento, estiveres para desfalecer ante as difíceis conjunturas, as perseguições e a solidão, envolve-te nas dúlcidas vibrações da prece, recuperando as energias e o desejo de avançar sem detença.
Recorda-te, de imediato, de Jesus com o madeiro sem o ombro dilacerado, caindo várias vezes e levantando-se, sem os censurar, sem os procurar no meio da multidão que em uma semana antes O aplaudiu, quando da entrada de Jerusalém, e agora malsinava-O."

(Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco – livro, Libertação pelo Amor– editora LEAL)

Mensagem do dia:

Burt Bacharach & Luther Vandross

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Viver agora

Este é o teu momento de viver intensamente a realidade da vida.
Muito tempo se desperdiça em considerações do passado ou com ansiedades do futuro.
A vida é para ser vivida agora.
Adiar experiências significa prejuízo.
Antecipar ocorrências é precipitar fatos que, talvez, não sucederão.
As emoções canalizadas em relação ao passado ou ao futuro gastam a energia que deve ser utilizada na ação do momento.
Se vives recordando o passado ou ansiando pelo futuro, perdes a contribuição do presente.
O momento atual é a vida, que resulta das atividades pretéritas e elabora as do porvir.
Encoraja-te a viver hoje, sentindo e valorizando cada instante.
A vida é um sublime dom de Deus.
Se o instante é de aflição, resigna-te, agindo corretamente. Se de gozo, reparte a alegria e amplia o círculo de ventura.
Quem despertou para a superior finalidade da vida, vive-a, principalmente agora.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Alegria de Viver (extrato) - Ed. LEAL

terça-feira, 28 de maio de 2013

Tristeza pertubadora

Conquanto brilhe o sol da oportunidade feliz, abrindo campo para a ação e para a paz, a sombra teimosa da tristeza envolve-te em injustificável depressão.
Gostarias de arrancar das carnes da alma este espinho cravado que te faz sofrer, e, por não o conseguires, deixas-te abater.
Conjecturas a respeito da alegria, do corpo jovem, dos prazeres convidativos, e lamentas não poder fruir tudo quanto anelas.
A tristeza, porém, é doença que, agasalhada, piora o quadro de qualquer aflição.
A sua sombra densa altera o contorno dos fatos e das coisas, apresentando fantasmas onde existe vida e desencanto no lugar em que está a esperança.
Ela responde pela instalação de males sutis que terminam por desequilibrar o organismo físico e a maquinaria emocional.
Luta contra a tristeza, reeducando-te mentalmente.
Não dês guarida emocional às suas insinuações.
Ninguém é tão ditoso quanto supões ou te fazem crer.
A Terra é o planeta-escola de aprendizes incompletos, inseguros.
A cada um falta algo, que não conseguirá conquistar.
Resultado do próprio passado espiritual, o homem sente sempre a ausência do que malbaratou.
A escassez de agora é consequência do desperdício de outrora.
A aspiração tormentosa é prova a que todos estão submetidos, a fim de que valorizem melhor aquilo de que dispõem e a outros falta.
Lamentas não ter algo que vês noutrem, todavia, alguém ambiciona o que possuis e não dás valor.
Resigna-te, pois, e alegra-te com tudo quanto te enriquece a existência neste momento.
Aprende a ser grato à vida e àqueles que te envolvem em ternura, saindo da tristeza pertinaz para o portal de luz, avançando pelo rumo novo.
Jesus, que é o "Espírito mais perfeito" que veio à Terra, sem qualquer culpa, foi incompreendido, embora amando; traído, apesar de amar, e crucificado, não obstante amasse...
Desse modo, sorri e conquista o teu espaço, esquecendo o teu espinho e arrancando aquele que está ferindo o teu próximo.
Oportunamente, descobrirás que, enquanto te esqueceste da própria dor, lenindo a dos outros, superaste-a em ti, conseguindo a plenitude da felicidade, que agora te rareia.

Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco

Perdoe Sempre


Se alguém o prejudica, prontamente,
Procure perdoar aquela ofensa...
Fácil não é, porém, será imensa,
A paz no coração se for paciente.

Talvez seu agressor seja um doente,
Que, ao falar, no agir sequer não pensa...
Talvez em seu espírito a descrença,
Impere atroz, infrene, acerbamente...

Aprenda a desculpar para o seu bem...
Não traga mágoas nunca contra alguém.

Que, porventura, pise no seu calo,
Exercite com fé a tolerância.
E vencerá, por fim, na sua instância,
De entender seu algoz e, um dia, até amá-lo...


Celso Martins

O melhor esforço

Buscamos em nossa fé o dom de servir a Deus.
A cada passo, porém, ante a nossa bagagem de sombra, reconhecemos quão difícil se faz a realização de nossos desejos.
É que nossas possibilidades guardam somente valores fragmentários e virtudes inexpressivas.
São chamas frágeis que se apagam ao vento.
Nossa fé, quase sempre, não passa de vaga confiança, entre a firmeza e a indecisão.
Nossa paciência é carinho confinado ao círculo doméstico: tolera os mais caros e desmanda-se em rudeza aos que não vêm o mundo por nossos pontos de vista.
Nosso amor, habitualmente, é simples capricho sentimental, acomodando-se com os que são de nossa simpatia.
Nunca sabemos se nossa humildade vive emoldurada no orgulho. E ignoramos se nossa caridade caminha sem a trava do egoísmo.
Assim, integremo-nos na atividade incessante do bem, porque servindo e aprendendo sempre, não dispomos de tempo para o culto às nossas próprias fraquezas.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Indulgência

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Luz da vida

O homem terá efetivamente alcançado culminâncias.
*
Descobriu o vapor e seguiu para o automóvel, campeão de velocidades, mas não prescinde do concurso de quem lhe oriente o trânsito e lhe proteja os veículos.
Iniciou-se na ciência do vôo e partiu para a astronáutica, investigando o Reino Cósmico, no entanto, precisa do lar, na Crosta do Planeta, a fim de retemperar-se e viver no meio que lhe é próprio.
Ensaiou tateante cirurgia de guerra e conquistou a técnica operatória dos dias de hoje, na qual se surpreende com o prodígio dos transplantes, todavia não dispensam à enfermagem que lhe suprima as possíveis ocorrências infelizes.
Criou máquinas que lhe conferem mais tempo à imaginação; entretanto, necessita da proteção de quem se decida a educa-lo para a compreensão das finalidades de sua própria existência na Terra.
*
Em todos os recantos do Orbe, as realizações da inteligência permanecem brilhando, à maneira de píncaros luminosos, mas nos vales do mundo, o suicídio e a delinqüência, a obsessão e o ódio estão ainda muito longe de serem erradicados.
*
Eis porque, em qualquer parte, a caridade, expressando simbolicamente a presença de Deus, é a força do Bem nas deficiências que ainda nos assinalam a todos — os espíritos em evolução — ou mais propriamente a luz da vida, assegurando a paz e a esperança, o amor e o entendimento, em todos os nossos processos de relacionamento e solidariedade, sem a qual as mais nobres aquisições do homem mergulhariam nas trevas.

(De “Confia e segue”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

domingo, 26 de maio de 2013

Amor, Bálsamo Divino

Unamo-nos em paz. Que todos os nossos assuntos tendentes a descerrar brechas ao desânimo ou ao conflito, à tristeza ou à dificuldade sejam desterrados, para imperar tão somente sobre nós o otimismo e a confiança mútua. O amor é o bálsamo divino nas peças da equipe. Sigamos à frente, guardando por tesouro divino o amor que já conseguimos levantar e sustentar, uns pelos outros.
Somos uma família só — a Humanidade. E os companheiros da família mais necessitados de nós são aqueles irmãos sofredores e menos preparados para as lutas da vida, à maneira de parentes enfermos a dependerem dos mais robustos e habilitados à sustentação da segurança familiar.

(De “Mais Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito de Batuíra)

sábado, 25 de maio de 2013

Antes do berço

Antes do berço, na Espiritualidade, examinando suas próprias necessidades
de aperfeiçoamento terá você pedido:
A deficiência corpórea que induza à elevação de sentimentos;
A enfermidade de longa duração, capaz de educar-lhe os impulsos;
Essa ou aquela lesão física que favoreça os exercícios de disciplina;
Determinada mutilação que lhe iniba o arrastamento à agressividade
exagerada;
O complexo psicológico que lhe renove as ideia;
O lar amargo onde possa aprender quanto vale a afeição;
O traço de prova que lhe impõe obstáculos no grupo social, a fim de
esquecer inquietações de orgulho;
O reencontro com os adversários do passado, então na forma de parentes
difíceis, atendendo resgate de antigos débitos;
A impossibilidade temporária para a obtenção de um título acadêmico, de
modo a fremir-se contra desmandos intelectuais;
Internação passageira em ambiente de pauperismo, de maneira a
desenvolver a própria habilitação no trabalho pessoal.
Aceite as dificuldades e desafios da existência, porque, na maioria das
circunstâncias, são respostas da Providência Divina aos nossos anseios de
reajuste e sublimação.

(Obra: Respostas da Vida - Francisco Cândido Xavier / André Luiz)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Nossas mãos


Há milhares de mãos maravilhosamente limpas no jogo das aparências.
Mãos cobertas de jóias valiosas, mas que não se dispõem a partir um pão com o faminto.
Mãos que agitam, vivazes, na mímica dos discursos comoventes, mas não ministram uma gota de remédio ao enfermo.
Mãos que assinam decretos e portarias importantes, recomendando ordem e virtude, mas que não hesitam em desmantelar os bens públicos.
Mãos que escrevem páginas admiráveis e que jamais praticam o seu verbalismo brilhante.
Mãos que indicam roteiro da salvação, mas escolhem a senda escura da maldição para si.
Não te esqueças da higiene de tuas mãos, porém, guarda vigilância sobre aquilo que fazes.
Nossas mãos são antenas de amor que orientadas pelo Evangelho, podem converter a Terra em domínio da luz.
Deixa que teus braços se integrem no trabalho da fraternidade e serás, desse modo, um instrumento vivo da Vontade Divina em favor do reinado da paz e da alegria, para engrandecer o mundo.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Mãos Marcadas (extrato)

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Lições ocultas

Fruto podre.
Fora pomo disputado, mas estava podre agora.
Transeuntes, ao darem com ele, torciam o nariz.
Censurava-se, à meia voz, a quem havia deixado ali, na rua, semelhante imundície.
Fruto podre gera podridão — diziam homens prudentes.
Mulheres que passavam referiam-se a desleixo.
Crianças aproximavam-se e tocavam-no, de leve, para atirarem com ele, de novo, no chão, com desprezo evidente.
Nem os animais se sentiam tentados a inclui-lo na ração.
Mas veio o lavrador e tomou-o com bondade.
Cortou-lhe os envoltórios, dissecou-lhe os tecidos e apanhou-lhe as sementes, vivas e puras, internando-as no solo...
E, em pouco tempo, árvores vigorosas, nascidas do fruto menosprezado, erguiam-se da terra, carregadas de flores e frutos nutrientes...
*
Nossos erros são também como frutos podres.
Vezes e vezes, quem passa olha para eles com ar de repugnância.
Quem os analisa, quase sempre amaldiçoa ou reprova.
Mas, se lhes buscarmos as lições ocultas, que existem quais as sementes nos frutos deteriorados, com elas construiremos caminhos outros no rumo da perfeição.
Todos somos lavradores da terra de nós mesmos.
E a cultura perfeita de nossas experiências e destinos pede também que plantemos e replantemos.

(De “Bem-aventurados os simples”, de Waldo Vieira, pelo Espírito Valérium)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Amigos modificados

Surgem no cotidiano determinadas circunstâncias em que somos impelidos a reformular apreciações, em torno da conduta de muitos daqueles a quem mais amamos.
Associados de ideal abraçam hoje experiências para as quais até ontem não denotavam o menor interesse e companheiros de esperança se nos desgarram do passo, esposando trilhas outras.
Debalde procuramos neles antigas expressões de concordância e carinho, de vez que se nos patenteiam emocionalmente distantes.
Nesses dias, em que o rosto dos entes amados se revela diferente, é natural que apreensões e perguntas imanifestas nos povoem o espírito. Abstenhamo-nos, porém, tanto de feri-los, através do comentário desairoso, quanto de interpretar-lhes as diretrizes inesperadas à conta de ingratidão. É provável que as Leis Divinas estejam a chamá-los para a desincumbência de compromissos que, transitoriamente, não se afinam com os nossos. Entendamos também que o passado é um meirinho infalível convocando-nos à retificação das tarefas que deixamos imperfeitamente cumpridas para trás, no campo de outras existências, e tranquilizemos os amigos modificados com os nossos votos de êxito e segurança, na execução dos novos encargos para os quais se dirigem. Reflitamos que se a temporária falta deles nos trouxe sensações de pesar e carência afetiva, possivelmente o mesmo lhes acontece e, ao invés de reprovar-lhes as atitudes ¾ ainda mesmo afastados pela força das circunstâncias ¾ , procuremos envolvê-los em pensamentos de simpatia e confiança, a fim de que nos reencontremos, mais tarde, em mais altos níveis de trabalho e alegria.
À vista disso, pois, toda vez que corações queridos não mais nos comunguem sintonia e convivência, se alguma sugestão menos feliz nos visita a cabeça, entremos, de imediato, em oração, no ádito da alma, rogando ao Senhor nos ilumine o entendimento, a fim de que não falhemos para eles, no auxílio da fraternidade e no apoio da bênção.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
(De: “Estude e Viva”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos de Emmanuel e André Luiz).

terça-feira, 21 de maio de 2013

Procuremos mais luz

A casa não se levanta sem alicerces.
O rio não desliza sem leito.
O compositor não chegaria à obra-prima sem a iniciação do solfejo.
O médico não conseguiria curar sem apoiar-se no estudo e na experiência.
O milagre, em qualquer circunstância, não é mais que labor intenso de recapitulação, de sacrifício, de persistência no objetivo por atingir.
Nada existe sem preço.
A lei de retribuição funciona em todos os caminhos.
Sementeira e colheita. Ação e reação.
Temos o que buscamos.
Se desejais direitos no Céu, não olvides as obrigações na Terra.
Se vos esforçardes, desde agora, na sublimação da própria alma, mais depressa formais o alto patrimônio de luz do merecimento próprio e entrareis, de imediato, na posse dos tesouros inalienáveis da Vida Imperecível.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Tocando o Barco (extrato) - Ed. IDEAL


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Anotações da esperança

Se caíste em algum obstáculo, ergue-te e anda.
Ninguém toma forma no corpo físico para estações de repouso.
Todos somos no mundo ou no Mais Além devidamente chamados a colaborar na vitória do Bem. E o Bem aos outros será sempre a garantia de nosso próprio Bem.
Se dificuldades repontam da estrada, não te omitas. Trabalha para extingui-las.
Segue adiante, reconhecendo que nos cabe a todos desenvolver o esforço máximo para que, junto de nós ou longe de nós se realize o melhor.
Não pares.
A estagnação é ponto obscuro em que os mais substanciosos valores se corrompem.
Não recorras à ideia de fatalidade para justificar o mal, porquanto o Bem de todos triunfará sempre.
Os únicos derrotados no movimento criativo da vida são aqueles que atravessam a existência, perguntando o porquê das ocorrências e das cousas sem se darem ao trabalho de conhecer-lhes a origem; aqueles que descreram de Deus e de si mesmos, apagando-se no vazio do “nada mais a fazer”; aqueles que choram inutilmente as provações necessárias; aqueles que fogem dos problemas da vida, temendo-lhes as complicações; aqueles que se acreditam incapazes de errar e aqueles outros que, em se observando caídos, nessa ou naquela falta, não sentem a precisa coragem do “começar de novo”.
Não estaciones.
Em favor de todas as criaturas, estejam como estejam, Deus criou o apoio do trabalho e a bênção da esperança.

(De “Alma e Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Temos o que damos

Podes guardar o pão para muitos dias, ainda que o excesso de tua casa signifique ausência de essencial entre os próprios vizinhos; todavia, quando puderes, alonga a migalha de alimento aos que fitam debalde o fogão sem lume.
Podes conservar armários repletos de veste inútil, ainda que a traça concorra contigo à posse do pano devido aos que se cobrem de andrajos; no entanto, sempre que possas, cede a migalha de roupa ao companheiro que sente frio.
Podes trazer bolsa farta, ainda que o dinheiro supérfluo te imponha problemas e inquietações; contudo quanto puderes, oferece a migalha de recurso aos irmãos em necessidade.
Podes alinhar perfumes e adornos para o uso à vontade, ainda que pagues caro a hora do abuso, mas, sempre que possas, estende a migalha de remédio aos doentes em abandono.
Um dia, que será noite em teus olhos, deixarás pratos cheios e móveis abarrotados, cofres e enfeites, para a travessia da grande sombra; entretanto, não viajarás de todo nas trevas, porque as migalhas de amor que tiveres distribuído estarão multiplicadas em tuas mãos como benção de luz.


(Obra: O Espírito da Verdade - Francisco Cândido Xavier / Meimei)

Nos momentos graves

Use calma. A vida pode ser um bom estado de luta, mas o estado de guerra nunca será uma vida boa.
Não delibere apressado. As circunstâncias, filhas dos Desígnios Superiores, modificam-nos a experiência, de minuto a minuto.
Evite lágrimas inoportunas. O pranto pode complicar os enigmas ao invés de solvê-los.
Se você errou, não desespere. Reerguer-se é a melhor medida para aquele que cai.
Tenha paciência. Se você não chega a dominar-se, debalde buscará o entendimento de quem não o compreende ainda.
Se a questão é muito complexa, espere mais um dia ou mais uma semana, a fim de resolvê-la. O tempo não passa em vão.
Em qualquer apreciação alusiva a terceiros, tenha cuidado. Em outras ocasiões, outros serão chamados a fim de se referirem a você.
Em hora alguma proclame seus méritos individuais. Lembre-se de que a virtude não é uma voz que fala, e sim um poder que irradia.

André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier

domingo, 19 de maio de 2013

Pontos vulneráveis

Nas tuas fraquezas estão os pontos vulneráveis, que deves revestir de forças.
Se te agradam as sensações mais fortes, sempre as defrontarás, atraentes, atormentando-te.
Se te excitam a ganância e a cobiça, respirarás no clima dos usurários.
Se te interessam a maledicência e a impiedade, sempre descobrirás vícios e deslizes alheios.
Se preferes o ócio e o comodismo, encontrarás escusas para a preguiça e o repouso exagerado.
A tua segurança interior depende da tua inclinação e preferência, cabendo-te a tarefa de renovar as forças e vigiar as fraquezas, que se transformam, com tempo, em equilíbrio e vigor.
No que cometeste falta grave, trazes dela a “marca” íntima.
De acordo com o erro, volves aos sítios familiares onde deves repará-lo.
Não te permitas concessões desconcertantes, nem prazeres que anestesiam a razão e perturbam o sentimento.
Conscientiza-te dos teus pontos vulneráveis e vencerás as tentações e as más inclinações.

Joanna de Ângelis / Médium DivaldoPereira Franco
Livro: Alerta (extrato) - Ed. LEAL

sábado, 18 de maio de 2013

Diante da tempestade

Diz-nos a mensagem de Allan Kardec que os espíritos são trabalhadores chamados à renovação da vida terrestre diante da tempestade...

Tempestade moral que, carreando as nuvens das revoluções libertárias do pensamento, no século que passou, hoje vertem sobre a nossa cabeça aflições e problemas que angustiam a existência da civilização e dos povos...
*
Em razão disso, a nossa orientação jaz definida, conclamando-nos ao trabalho, de vez que numa casa vergastada pela tormenta, não se improvisará discussão estéril, mas sim o verbo sadio que reconforte e restaure; não se erguerão martelos da destruição, mas sim os braços da fraternidade e do auxílio; não se derramará o veneno da crítica, mas sim o bálsamo da esperança; e, ao invés de fazer-se treva, com as sombras acumuladas da lamentação e da discórdia, inflamar-se-á sobre todos a luz da união e do entendimento para que se conjugue o verbo reconstruir.
*
Avancemos, pois, à frente, respeitando-nos uns aos outros, estendendo, onde formos, a claridade do bem, seja plantando sempre a palavra do amor e plasmando no exemplo a nossa própria fé, porque, em verdade, todos fomos assim, chamados para servir sem tréguas, na comunhão do Cristo, o Mestre da Verdade e Excelso Servidor.

(De “Luz e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Vaidade

Não te glorie na presença do rei, nem te ponhas no meio dos grandes. Pv. 25:6

Não te apegues à afetação, que as coisas falsas, embora brilhem mais que as verdadeiras, não permanecem clareando. A caridade verdadeira desconfia do alarde.
***
Não te exaltes na presença do bajulador, pois ele também vagueia no que fala, não tendo certeza do lugar que escolheu para ti. O lisonjeador pode ser um doente que espera o remédio do teu exemplo, de discrição e de renúncia cristã.
***
Não alimentes falsas alegrias no meio dos poderosos. Nada ali é teu, nem mesmo o orgulho e o egoísmo. E não te ponhas no meio dos grandes para seres mais respeitado, em muitos casos, ficando pior perante os teus iguais.
***
A ambição é companheira da prepotência e a modéstia está próxima da usura.
***
Quando encontres alguém convencido, se auto colocando e lugar que não se lhe pertence, não corrijas sua vaidade egoística com palavras ásperas. O silêncio e alguns gestos o farão meditar. Caso uses da conversa, não esqueças a temperança, com algumas doses de verdade.
***
O fantasioso enreda a si mesmo nas suas fantasias e acredita sobremodo nos sonhos inexistentes que formula.
***
O amor próprio cheira a solidão e o egoísmo isola os benefícios que a vida intenta te dar.
***
Não queiras mudar-te do lugar em que te situas com um salto mágico. A natureza não usa violências e, perder noites de sono, concentrando-se no irrealizável é falta de senso cristão. Esforça-te a cada dia, na proporção das tuas energias, que Deus fará o resto, se te convier.
***
Analisa o que escutas dos outros e passa tudo pelo crivo da humildade, para que não sejam empobrecidos os teus sentimentos de fraternidade e de simplicidade.
***
Quando alguém exaltar as tuas qualidades, pensa somente que é teu dever ser virtuoso. Os teus inimigos invisíveis têm muitos meios para te envolver e a vaidade é uma porta pela qual quem não ama transita com facilidade.

(Do livro “Gotas de Ouro”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Carlos)

Meimei

"Um dia, a Mulher solitária e atormentada chegou ao Céu e,
rojando-se, em lágrimas, diante do Eterno Pai, suplicou:
- Senhor, estou só! Compadece-te de mim.
Meu companheiro fatigado, cada dia, pede-me repouso e devo velar-lhe o sono!
Quando triunfa no trabalho, absorve-se na atividade mais intensa e, muita vez distraído,
afasta-se do lar, onde volta somente quando exausto, a fim de refazer-se.
Se sofre, vem a mim, abatido buscando restauração e conforto...
Tu, que deste flores ao arvoredo e que abriste as carícias da fonte, no seio escuro e
ressequido do solo, consagras-me, assim, ao isolamento?
Reservaste a Terra inteira ao serviço do homem que se agita, livre e dominador,
sobre montes e vales, e concedes a mim apenas o estreito recinto da casa,
entre quatro paredes, para meditar e afligir-me sem consolo?
Se sou a companhia do homem, que se vale de mim para lutar e viver,
quem me acompanhará na missão a que me destinas?
O Senhor sorriu, complacente, em seu trono de estrelas fulgurantes e,
afagando-lhe a cabeça curvada e trêmula, falou compadecido:
- Dei o mundo ao homem, mas confiarei a vida ao teu coração.
Em seguida colocou-lhe nos braços uma frágil criança.
Desde então, a Mulher fez-se Mãe
e passou a viver plenamente feliz."

Texto: "Mãe"
Do livro: "Antologia Mediúnica"
Psicografia Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Suicidas também

A ira cultivada perturba o equilíbrio da emoção.
A angústia vitalizada envenena os centros da harmonia psíquica e a insatisfação demorada desarticula o ritmo da máquina orgânica.
A rebeldia sistemática causa enfermidades complexas e a ociosidade responde por inúmeros distúrbios psíquicos.
A ansiedade contínua leva a alienações.
O ciúme envilece o caráter e desajusta a vida.
Quantos cultivam estes e outros semelhantes vírus perigosos adoecem, avançando insensatamente, para o suicídio total.
O suicídio choca e produz comoção geral.
O suicídio lento, fatal, passa despercebido.
Pululam as vítimas da auto-destruição por equívocos morais, excessos físicos e leviandades.
Fumantes inveterados, toxicômanos irresponsáveis, alcoólatras sistemáticos, sexólatras atônitos encontram-se na estrada trágica do suicídio.
Mas há tanta beleza e amor convidando à vida!
Acautela-te em comportamentos sadios. E, em qualquer situação, ora e medita, anulando as constrições negativas de que sejas objeto.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Alerta (extrato) - Ed. LEAL

terça-feira, 14 de maio de 2013

Deus Sempre

Por mais terrível se te apresente a situação, segue adiante, sem desfalecimento.
O desânimo é inimigo sutil que inutiliza os mais belos empreendimentos da vida.
Se os amigos te abandonaram ante os insucessos econômicos ou afetivos que te chegaram; se os parentes e afetos resolveram afastar-se por motivos que desconheces; se tudo te empurra ao limite estreito da solidão, recompõe-te intimamente e espera.
É provável que te sintas a sós, e que, aparentemente, estejas sem companhia. Isto, porém, não é uma realidade espiritual, mas o reflexo do momentâneo estado de alma que te assalta.
Nunca estás sozinho. Fazendo parte integrante da Criação, ela está em ti, quando nela te encontras.
No lugar onde estejas, Deus está contigo: no lar, no trabalho, no espairecimento, no repouso, na doença, na saúde, n’Ele haurindo consolo e forças para prosseguires nos misteres a que te vinculas.
Somente te sentirás a sós, se deixares de preservar o vínculo consciente com o Seu amor. Mesmo assim, Ele permanecerá contigo.
Estás unido a toda a Humanidade. Vão-se umas pessoas. Outras chegam. Não te amargures com as que partem. Não te entusiasmes com as que chegam.
As criaturas passam como veículos vivos: têm um destino e não as podes deter.
Compreendendo esse impositivo, faze-te o amigo e irmão de quem encontres no caminho, não o retendo ao teu lado, nem te fixando no dele. Ajuda-o e segue.
Só Deus, porém, é sempre o constante companheiro. Por isso, nunca te permitas sentir solidão.


(Obra:Filho de Deus - Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Espiritismo e Religião

Muito se tem comentado a respeito de ser ou não ser o Espiritismo uma religião. Contribuindo para iluminar um pouquinho mais as sendas do estudo doutrinário, eis um trecho bibliográfico, a respeito do assunto:
"A prova das razões por que Kardec evitou a palavra religião, para definir o Espiritismo, nos é dada pela sua própria confissão, no discurso que pronunciou na Sociedade Espírita de Paris, a primeiro de novembro de 1868: Por que então declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Porque só temos uma palavra para exprimir duas ideias diferentes, e porque, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da palavra culto: revela exclusivamente uma idéia de forma, e o Espiritismo não é isso. Se o Espiritismo se dissesse uma religião, o público só veria nele uma nova edição, uma variante, se assim nos quisermos expressar, dos princípios absolutos em matéria de fé, uma classe sacerdotal com seu cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; o público não o separaria das ideias de misticismo e dos abusos contra os quais sua opinião se tem levantado tantas vezes.
Essas palavras de Kardec, ao mesmo tempo afirmam a natureza religiosa do Espiritismo, já implícita na própria Codificação, e negam a possibilidade de sua transformação em seita formalista.... daí a afirmação de Kardec, feita em O LIVRO DOS ESPÍRITOS e repetida em outras obras, particularmente em O QUE É O ESPIRITISMO, de que este, na verdade, é o maior auxiliar das religiões... sua finalidade não é combater, contrariar, negar ou destruir as religiões, mas auxiliá-las....justamente por isso, o Espiritismo se apresenta, aos espíritos formalistas e sectários, como um adversário perigoso, que parece querer infiltrar-se nas estruturas religiosas e miná-las, para destruí-las. Era o que parecia o Cristianismo primitivo para os judeus, gregos e romanos..."

(De “O Espírito e o Tempo”, de J. Herculano Pires)

Os desígnios de Deus

Em momento algum deixa de confiar nos desígnios de Deus.
Não te encontras à deriva, apesar de supores que o rumo para a felicidade perdeu-se em definitivo.
A ausência aparente de respostas diretas aos teus apelos e necessidades faz parte de uma programática para o teu bem.
Sem que o percebas, chegam-te os socorros imprescindíveis para o equilíbrio e êxito, sem os quais, certamente, não suportarás as provas a que te propuseste por impositivo da próprio evolução.
*
Muitas pessoas resvalam na loucura, porque deixaram de preservar os contatos com Deus.
Criaturas sem conta arrojaram-se ao suicídio ou foram a ele atiradas, por perderem a confiança em Deus.
Expressivo número de homens rebolca-se nas paixões inferiores, por duvidar do auxílio de Deus.
Parasitos emocionais, perturbados espirituais iníquos e perversos, são pessoas que se negaram à vinculação com Deus, deixando-se tresvariar nos abismos em que se comprazem, por estarem em rebelião também contra eles mesmos.
Deus nunca abandona!
O homem, porém, a si mesmo se abandona, vitimado pelo egoísmo e os seus sequazes que, nutridos pela invigilância de cada um, terminam por dominá-lo.
*
Interrogas-te, em silêncio, como determinadas pessoas suportam vicissitudes e abandonos, ruínas econômicas e aflições morais, ingratidões e violências como se nada lhes estivesse, aparentemente, acontecendo.
Não fosse uma observação mais acurada, não lhes descobririas os infortúnios ocultos.
Sucede, porém, que esses corações crucificados nos impositivos da redenção, ao invés de reagirem pela agressividade inútil, confiam e esperam em Deus com alegria e superação das dificuldades, a fim de se libertarem do mal e alcançarem a plenitude que Deus concede a todos aqueles que se Lhe entregam aos desígnios superiores.

(De “Otimismo’, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Ser Feliz

“... Assim, pois, aqueles que pregam ser a Terra a única morada do homem, e que só nela, e numa só existência, lhe é permitido atingir o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os escutam...”
(Capítulo 5, item 20.)


As estradas que nos levam à felicidade fazem parte de um método gradual de crescimento íntimo cuja prática só pode ser exercitada pausadamente, pois a verdadeira fórmula da felicidade é a realização de um constante trabalho interior.
Ser feliz não é uma questão de circunstância, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, porém de uma atitude comportamental em face das tarefas que viemos desempenhar na Terra.
Nosso principal objetivo é progredir espiritualmente e, ao mesmo tempo, tomar consciência de que os momentos felizes ou infelizes de nossa vida são o resultado direto de atitudes distorcidas ou não, vivenciadas ao longo do nosso caminho.
No entanto, por acreditarmos que cabe unicamente a nós a responsabilidade pela felicidade dos outros, acabamos nos esquecendo de nós mesmos. Como conseqüência, não administramos, não dirigimos e não conduzimos nossos próprios passos. Tomamos como jugo deveres que não são nossos e assumimos compromissos que pertencem ao livre-arbítrio dos outros. O nosso erro começa quando zelamos pelas outras pessoas e as protegemos, deixando de segurar as rédeas de nossas decisões e de nossos caminhos.
Construímos castelos no ar, sonhamos e sonhamos irrealidades, convertemos em mito a verdade e, por entre ilusões românticas, investimos toda a nossa felicidade em relacionamentos cheios de expectativas coloridas, condenando-nos sempre a decepções crônicas.
Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.
A destinação do ser humano é ser feliz, pois todos fomos criados para desfrutar a felicidade como efetivo patrimônio e direito natural.
O ser psicológico está fadado a uma realização de plena alegria, mas por enquanto a completa satisfação é de poucos, ou seja, somente daqueles que já descobriram que não é necessário compreender como os outros percebem a vida, mas sim como nós a percebemos, conscientizando-nos de que cada criatura tem uma maneira única de ser feliz. Para sentir as primeiras ondas do gosto de viver, basta aceitar que cada ser humano tem um ponto de vista que é válido, conforme sua idade espiritual.
Para ser feliz, basta entender que a felicidade dos outros é também a nossa felicidade, porque todos somos filhos de Deus, estamos todos sob a Proteção Divina e formamos um único rebanho, do qual, conforme as afirmações evangélicas, nenhuma ovelha se perderá.
É sempre fácil demais culparmos um cônjuge, um amigo ou uma situação pela insatisfação de nossa alma, porque pensamos que, se os outros se comportassem de acordo com nossos planos e objetivos, tudo seria invariavelmente perfeito. Esquecemos, porém, que o controle absoluto sobre as criaturas não nos é vantajoso e nem mesmo possível. A felicidade dispensa rótulos, e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta.
Nossa felicidade baseia-se numa adaptação satisfatória ànossa vida social, familiar, psíquica e espiritual, bem como numa capacidade de ajustamento às diversas situações vivenciais.
Felicidade não é simplesmente a realização de todos os nossos desejos; é antes a noção de que podemos nos satisfazer com nossas reais possibilidades.
Em face de todas essas conjunturas e de outras tantas que não se fizeram objeto de nossas presentes reflexões, consideramos que o trabalho interior que produz felicidade não é, obviamente, meta de uma curta etapa, mas um longo processo que levará muitas existências, através da Eternidade, nas muitas moradas da Casa do Pai.

(Capítulo 5, item 20 do ESE)
Livro: Renovando Atitudes
Francisco do Espirito Santo Neto / Espírito Hammed

domingo, 5 de maio de 2013

Viver em paz


Ante a onda avassaladora do materialismo, não se rebele; demonstre a sua convicção cristã, de modo a sensibilizar os que não têm fé.
Não censure a indiferença alheia; aqueça o próximo com o ardor da sua crença.
Considerando o desequilíbrio que assoma em toda parte, não se revolte; aja com serenidade, facultando que outros o acompanhem.
Vitimado pela insensatez dos atormentados, não reaja; conserve a calma e atue com acerto.
Desprezado pela astúcia dos que são prepotentes, não revide com azedume; dê ensejo aos outros para que o conheçam melhor.
Apoiado ao ideal e combatido, não magoe ninguém; quem sabe, melhor compreende.
Não recebendo apoio na exposição do seu pensamento, insista com bondade; a perseverança atesta a virtude do comportamento idealista.
Confrontado com hábeis negadores do bem, não assuma postura negativa; seja paciente e permaneça fiel aos seus propósitos.
Os atos dizem do valor da filosofia de cada um.
Preconize paz e viva em paz com você e todos.

Marco Prisco / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Luz Viva - Ed. LEAL

Abnegação

Estudo da Questão 912 de “O Livro dos Espíritos”

No estudo da abnegação, fitemos em Cristo o exemplo máximo.
Emissário de Deus entre os homens, podia exigir um palácio para nascer, mas preferiu asilar-se no abrigo dos animais.
Podia frequentar, na meninice, os mais altos grêmios filosóficos e religiosos da nação que o contava entre os seus; todavia, preferiu as rudes experiências da carpintaria de Nazaré.
Podia aderir aos programas de dominação dos maiorais em Jerusalém, impondo-lhes as sua própria condição de missionário excepcional; entretanto, preferiu incorporar-se ao trabalho de pescadores humildes, revelando-se a eles sem violência.
Podia escolher as damas ilustres para entreter-se, com elas, acerca do Reino de Deus, através de tertúlias afetivas no terraço de casas nobres; contudo, preferiu entender-se com as mulheres simples do povo, sem esquecer a filha de Magdala, submetida aos flagelos da humilhação.
Podia insinuar-se no ambiente mais íntimo de Caifás ou Pilatos e agradar-lhes a parentela para ganhar influência; no entanto, preferiu aproximar-se dos enfermos esquecidos na via pública.
Podia acumular ouro e prata, mobilizando os poderes de que dispunha, mas preferiu viver entre os desfavorecidos do mundo, sem reter uma pedra onde repousar a cabeça.
Podia afastar Iscariotes do círculo doméstico, depois de perceber-lhe os primeiros sinais de deserção; todavia, preferiu conservá-lo entre os aprendizes, para não lhe frustrar as oportunidades de reajuste.
Podia agitar a multidão contra os detratores de sua causa; entretanto, preferiu que os detratores a comandassem.
Podia recorrer à Justiça de modo a defender-se contra a perseguição sem motivo; no entanto, preferiu morrer perdoando aos algozes, alinhando-se entre os condenados à morte sem culpa.
Não te despreocupes, assim, da abnegação dentro da própria vida, a fim de que possas auxiliar as vidas que te rodeiam.
Supérfluo que nos enfeita é carência que aflige os outros.
O grande egoísmo da Humanidade é a soma dos pequenos egoísmos de cada um de nós..
Sofrer por obrigação é resgate humano, mas sofrer para que outros não sofram é renúncia divina.
Ninguém sabe se existe virtude nos prisioneiros da expiação; entretanto, a virtude mostra-se viva em todo aquele que, podendo acolher-se ao bem próprio, procura, acima de tudo, o bem para todos.
Se podes exigir e não exiges, se podes pedir e não pedes, se podes complicar e não complicas, se podes parar de servir e prossegues servindo, estarás conquistando o justo merecimento.
Não vale, pois, reclamar a abnegação dos outros para a melhoria do mundo, porque o próprio Cristo nos ensinou, à força de exemplos, que a melhoria do mundo começa de nós.

(De: “Religião dos Espíritos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel).

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Nos compromissos de trabalho

Nunca se envergonhe, nem se lamente de servir.
Enriquecer o trabalho profissional, adquirindo conhecimentos novos, é simples dever.
Colabore com as chefias através da obrigação retamente cumprida, sem mobilizar expedientes de adulação.
Em hipótese alguma diminuir ou desvalorizar o esforço dos colegas.
Jamais fingir enfermidades ou acidentes, principalmente no intuito de se beneficiar das leis de proteção ou do amparo das instituições securitárias, porque a vida costuma a cobrar caro semelhantes mentiras.
Nunca atribua unicamente a você o sucesso dessa ou daquela tarefa, compreendendo que em todo trabalho há que considerar o espírito de equipe.
Sabotar o trabalho será sempre deteriorar o nosso próprio interesse.
Aceitar a desordem ou estimulá-la, é patrocinar o próprio desequilíbrio.
Você possui inúmeros recursos de promover-se ou de melhorar a própria área de ação, sem recorrer a desrespeito, perturbação, azedume ou rebeldia.
Em matéria de remuneração, recorde: quem trabalha deve receber, mas igualmente quem recebe deve trabalhar.
* * *

Francisco Cândido Xavier.
Da obra: Sinal Verde.
Ditado pelo Espírito André Luiz.


Desalento

Quando floresce o ideal, tudo se colore e o entusiasmo planeja realizações edificantes.
Pela imaginação transitam esperanças em programação feliz e os sentimentos se rejubilam.
Esforço, sacrifício, renúncia transformam-se em combustível e claridade para o labor.
Os equívocos são tolerados e todos parecem aureolados por valores morais e títulos de vitória.
Passado algum tempo, todos ambientados, os de temperamento ardente debandam, queixosos, magoados, dizendo-se decepcionados.
Outros reagem em oscilações complexas.
Um número expressivo persevera, mas padece de sutil e grave interferência: o desalento!
Aqui é um cansaço que disfarça desinteresse.
Ali são aparentes necessidades de ocupações remuneradas, objetivando provisões domésticas.
Acolá são insatisfações com pessoas e ideais.
Quando passes a perceber as limitações alheias, a censurar, a pensar em fuga, reconsidera a tua posição e persiste.
O homem se faz pelo que produz, não pelo em que crê nem pelo que admira.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Rumos Libertadores (Extrato) - Ed. LEAL

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Nos momentos graves

Use calma. A vida pode ser um bom estado de luta, mas o estado de guerra nunca será uma vida boa.
Não delibere apressado. As circunstâncias, filhas dos Desígnios Superiores, modificam-nos a experiência, de minuto a minuto.
Evite lágrimas inoportunas. O pranto pode complicar os enigmas ao invés de solvê-los.
Se você errou, não desespere. Reerguer-se é a melhor medida para aquele que cai.
Tenha paciência. Se você não chega a dominar-se, debalde buscará o entendimento de quem não o compreende ainda.
Se a questão é muito complexa, espere mais um dia ou mais uma semana, a fim de resolvê-la. O tempo não passa em vão.
Em qualquer apreciação alusiva a terceiros, tenha cuidado. Em outras ocasiões, outros serão chamados a fim de se referirem a você.
Em hora alguma proclame seus méritos individuais. Lembre-se de que a virtude não é uma voz que fala, e sim um poder que irradia.

André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Agenda Cristã - Ed. FEB



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