quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Escuta e age

Livra-te das amargas lembranças que te prendem aos escuros caminhos do passado.
Não te detenhas a examinar a própria aflição, imbuído de pessimismo e invalidade.
É inútil a água que repousa no lodo e ineficiente o trabalhador que não produz.
Vale-te do ensejo e tempo disponível para aprofundar considerações otimistas de renovação e atividade.
Não lamentes, afirmando: "Sou infeliz".
Não anules o apelo, dizendo: "Quem sou eu para ajudar".
Quem decreta a própria inutilidade se desconhece.
Estás no lugar certo, no momento exato e com os recursos exigíveis. Movimenta o interesse paralisado e experimenta começar.
Recupera a alegria e deixa que a esperança ilumine o céu sombrio de tua alma.
Ninguém atingirá as Alturas Espirituais sem a movimentação do sacrifício, nem se justificará no fracasso apresentando a desculpa: "Eu não pude".

.Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Franco

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Soneto - Pedro D´ Alcantara

No exílio é que a alma vive da lembrança,
Numa doce saudade enternecida,
Tendo chorosa a vista que se cansa
De procurar a pátria estremecida;

Com dolorosas lágrimas avança,
Do sonho que teceu e amou na vida,
Para a morte, onde tem sua esperança,
Na celeste ventura prometida.

E Deus, que os orbes cria, generoso,
Na vastidão dos céus iluminados,
Concede a paz ao triste e ao desditoso

Na clara luz dos mundos elevados,
Onde, do amor, reserva o eterno gozo
Para as almas dos pobres desterrados.

Pedro D´ Alcantara
Do livro Parnaso de Além-Túmulo.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.


Lesões Afetivas

Um tipo de conselho raramente lembrado: o respeito que devemos uns aos outros na vida particular.
Caro é o preço que pagamos pelas lesões afetivas que provocamos nos outros.
Nas ocorrências da Terra de hoje, quando se escreve e se fala tanto, em torno de amor livre e de sexo liberado, muitos poucos são os companheiros encarnados que meditam nas consequências amargas dos votos não cumpridos.
Se habitas um corpo masculino, conforme as tarefas que te foram assinaladas, se encontraste essa ou aquela irmã que se te afinou com o modo de ser, não lhe desarticules os sentimentos, a pretexto de amá-la, se não estás em condição de cumprir a própria palavra, no que tange a promessas de amor. E se moras presentemente num corpo feminino, para o desempenho de atividades determinadas, se surpreendeste esse ou aquele irmão que se harmonizou com as tuas preferências, não lhe perturbes a sensibilidade sob a desculpa de desejar-lhe a proteção, caso não estejas na posição de quem desfruta a possibilidade de honorificar os próprios compromissos.
Não comeces um romance de carinho a dois, quando não possas e nem queiras manter-lhe a continuidade.
O amor, sem dúvida, é lei da vida, mas não nos será lícito esquecer os suicídios e homocídios, os abortos e crimes na sombra, as retaliações e as injúrias que dilapidam ou arrasam a existência das vítimas, espoliadas do afeto que Ihes nutria as forças, cujas lágrimas e aflições clamam, perante a Divina Justiça, porque ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro e nem sabe a qualidade das reações que virão daqueles que enlouquecem, na dor da afeição compreendida, quando isso acontece por nossa causa.
Certamente que muitos desses delitos não estão catalogados nos estatutos da sociedade humana; entretanto, não passam despercebidos nas Leis de Deus que nos exigem, quando na condição de responsáveis, o resgate justo.
Tangendo este assunto, lembramo-nos automaticamente de Jesus, perante a Lesões Afetivas.
Um tipo de conselho raramente lembrado: o respeito que devemos uns aos outros na vida particular.
Caro é o preço que pagamos pelas lesões afetivas que provocamos nos outros.
Nas ocorrências da Terra de hoje, quando se escreve e se fala tanto, em torno de amor livre e de sexo liberado, muitos poucos são os companheiros encarnados que meditam nas consequências amargas dos votos não cumpridos.
Se habitas um corpo masculino, conforme as tarefas que te foram assinaladas, se encontraste essa ou aquela irmã que se te afinou com o modo de ser, não lhe desarticules os sentimentos, a pretexto de amá-la, se não estás em condição de cumprir a própria palavra, no que tange a promessas de amor. E se moras presentemente num corpo feminino, para o desempenho de atividades determinadas, se surpreendeste esse ou aquele irmão que se harmonizou com as tuas preferências, não lhe perturbes a sensibilidade sob a desculpa de desejar-lhe a proteção, caso não estejas na posição de quem desfruta a possibilidade de honorificar os próprios compromissos.
Não comeces um romance de carinho a dois, quando não possas e nem queiras manter-lhe a continuidade.
O amor, sem dúvida, é lei da vida, mas não nos será lícito esquecer os suicídios e homocídios, os abortos e crimes na sombra, as retaliações e as injúrias que dilapidam ou arrasam a existência das vítimas, espoliadas do afeto que Ihes nutria as forças, cujas lágrimas e aflições clamam, perante a Divina Justiça, porque ninguém no mundo pode medir a resistência de um coração quando abandonado por outro e nem sabe a qualidade das reações que virão daqueles que enlouquecem, na dor da afeição incompreendida, quando isso acontece por nossa causa.
Certamente que muitos desses delitos não estão catalogados nos estatutos da sociedade humana; entretanto, não passam despercebidos nas Leis de Deus que nos exigem, quando na condição de responsáveis, o resgate justo.
Tangendo este assunto, lembramo-nos automaticamente de Jesus, perante a multidão e a mulher sofredora, quanto afirmou, peremptório: "aquele que estiver isento de culpa, atire a primeira pedra".
Todos nós, os espíritos vinculados à evolução da Terra, estamos altamente compromissados em matéria de amor e sexo, e, em matéria de amor e sexo irresponsáveis, não podemos estranhar os estudos respeitáveis nesse sentido, porque, um dia, todos seremos chamados a examinar semelhantes realidades, especialmente as que se relacionem connosco, que podem efectivamente ser muito amargas, mas que devem ser ditas.

Livro: Momentos de Ouro
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Medicamentos Evangélicos

Ajude sempre.
Não tema.
Jamais desespere.
Aprenda incessantemente.
Pense muito.
Medite mais.
Fale pouco.
Retifique, amando.
Trabalhe feliz.
Dirija, equilibrado.
Obedeça, contente.
Não se queixe.
Siga adiante.
Repare além.
Veja longe.
Discuta serenamente.
Faça luz.
Semeie paz.
Espalhe bênçãos.
Lute, elevando.
Seja alegre.
Viva desassombrado.
Demonstre coragem.
Revele calma.
Respeite tudo.
Ore, confiante.
Vigie, benevolente.
Caminhe, melhorando.
Sirva hoje.
Espere o amanhã.

Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz.
Francisco Candido Xavier.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Terapia de amor

...Divino Médico de todos nós!...
Espíritos enfermos que reconhecemos ser, aqui nos encontramos buscando a terapia da Tua misericórdia, a fim de que nos libertemos das causas geradoras dos males que nos afetam.
Da mesma forma que disseste à mulher equivocada, que não voltasse a pecar, a fim de que não lhe acontecesse algo pior, ajuda-nos a agir corretamente, a fim de que não nos sucedam novas quedas, propiciadas pelo egoísmo e o orgulho que ainda nos conduzem as ações.
Somos herdeiros dos próprios atos e a dor tem-nos sido o legado de maior destaque, o que nos revela a condição de indigência em que nos encontramos.
Conhecedores da Tua palavra e dispostos à renovação, colocamo-nos ao Teu serviço conforme somos e com o pouco de que dispomos.
Favorece-nos com a medicação preventiva do amor ao próximo e auxilia-nos com a terapêutica do perdão das ofensas, a fim de curarmos as viroses d’alma que nos infetam o corpo, após contaminar-nos os sentimentos, as emoções.
Agora entendemos melhor os Teus desígnios e candidatamo-nos a ser discípulos atuantes no campo da caridade, do bem.
Não nos deixes recuar, nem estacionar, impelindo-nos ao avanço sempre, no rumo da Grande Luz, e ampara-nos, na fragilidade em que estagiamos, favorecendo-nos com a certeza plena da vitória sobre nós mesmos e a liberação consciente de nossas faltas.
Senhor! Conduze-nos, calvário acima, com os olhos postos na formosa madrugada da ressurreição vitoriosa, que a todos nos espera...

Arnaldo
(De “Nas fronteiras da loucura”, de Manoel Philomeno de Miranda)

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Desbravando mistérios

“Então Jesus disse estas palavras: Eu vos rendo glória, meu Pai, Senhor do Céu e da Terra, por haverdes ocultado essas coisas aos sábios e aos prudentes, e por as haver revelado aos simples e aos pequeninos.” (Mateus, 11:25)
(ESE - Capítulo 7, item 7.)


Vale considerar que, quando Jesus afirmou que Deus havia ocultado os mistéiios aos sábios e aos prudentes e os tinha revelado aos simples e pequenos, em verdade observava que certos homens de cultura e intelectualidade achavam-se perfeitos eruditos, não precisando de mais nada além do seu cabedal de instrução.
Por sua vez, orgulhosos porque retinham vários títulos, acreditavam-se superiores e melhores que os outros, fechando assim as comportas da alma às fontes inspirativas e intuitivas do plano espiritual.
Porém, os “pequenos e simples”, aos quais se reportava o Mestre, são aqueles outros que, devido à posição flexível em face da vida, descortinam novas idéias e conceitos, absorvendo descobertas e pesquisas de todo teor, selecionando as produtivas, para o seu próprio mundo mental. Por não serem ortodoxos, ou seja, conservadores intransigentes, e sim afeiçoados à reflexão constante das leis eternas e ao exercício da fé raciocinada, reúnem melhores condições de observar a vida com os “olhos de ver”.
São conhecidos pela “maturidade evolutiva”, que é avaliada levando-se em conta seus comportamentos nos mais variados níveis de realização, entre diversos setores (físico, mental, emocional, social e espiritual) da existência humana.
Pelo modo como agem e como se comportam diante de problemas e dificuldades, “os pequenos e os simples” têm uma noção exata de sua própria maturidade espiritual. Além disso, sentem uma sensação enorme de serenidade e paz pela capacidade, pela eficiência e pelos atributos pessoais, e por se comportarem dentro do que esperavam de si mesmos.
Simples são os descomplicados, os que não se deixam envolver por métodos extravagantes, supostamente científicos, e por critérios de análise rígida. Simples são os que sempre usam a lógica e o bom senso, que nascem da voz do coração.
São aqueles que não entronizam sua personalidade megalomaníaca atrás de mesas douradas e que não penduram pergaminhos para a demonstração pública de exaltação do próprio ego.
Os “sábios” a quem o Senhor se referia eram os dominadores e controladores da mente humana, que desempenhavam papéis sociais, usando máscaras diversas segundo as situações convenientes. Estão a nossa volta: são criaturas sem originalidade e criatividade, porque não auscultam as vibrações uníssonas que descem do Mais Alto sobre as almas da Terra.
Não suportam a mais leve crítica - mesmo quando construtiva - de seus atos, feitos, raciocínios e ideais; por isso, deixam de analisá-la para comprovar ou não sua validade. Por se considerarem “donos da verdade”, reagem e se irritam, esquecendo-se de que esses comentários poderiam, em alguns casos, proporcionar-lhes melhores reflexões com ampliação da consciência.
Vale considerar que esses “sábios” não se lançam em novas amizades e afeições, pois conservam atitudes preconceituosas de classe social, de cor, de religião e de outras tantas, amarrando-se aos exclusivismos egoísticos.
Não obstante, o Mestre Jesus se reportava às luzes dos céus, que agilizariam os simples a pensar com mais lucidez, a se expressar com maior naturalidade, para que pudessem desbravar os mistérios do amor e das verdades espirituais, transformando-se no futuro nos reais missionários das leis eternas.
“Simples” são os espontâneos, porque abandonaram a hipocrisia e aprenderam a se desligar quando preciso do mundo externo, a fim de deixar fluir amplamente no seu mundo interior as correntezas da luz; são todos aqueles que prestam atenção no “Deus em si” e entram em contato com Ele e consigo mesmo; são, enfim, aqueles que já se permitem escutar sua fonte interior de inspiração e, ao mesmo tempo, confiar nela plenamente.


Renovando Atitudes
Francisco do Espírito Santo Neto
Ditado pelo espírito Hammed


Indagações a nós mesmos

Que seremos na casa de nossa fé, em companhia daqueles que comungam conosco o mesmo ideal e a mesma esperança?
Uma fonte cristalina ou um charco pestilento?
Um sorriso que ampara ou um soluço que desanima?
Uma abelha laboriosa ou um verme roedor?
Um raio de luz ou uma nuvem de preocupações?
Um ramo de flores ou um galho de espinhos?
Um manancial de bênçãos ou um poço de águas estagnadas?
Um amigo que compreende e perdoa ou um inquisidor que condena e destrói?
Um auxiliar devotado ou um expectador inoperante?
Um companheiro que estimula as particularidades elogiáveis do serviço ou um censor contumaz que somente repara imperfeições e defeitos?
Um pessimista inveterado ou um irmão da alegria?
Um cooperador sincero e abnegado ou um doente espiritual, entrevado no catre dos preconceitos humanos, que deva ser transportado em alheios ombros, à feição de problema insolúvel?
Indaguemos de nós mesmos, quanto à nossa atitude na comunidade a que nos ajustamos, e roguemos ao Senhor para que o vaso de nossa alma possa refletir-lhe a Divina Luz.


(Obra: Correio Fraterno - Francisco Cândido Xavier / André Luiz)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Ociosidade

Sorrateiramente se instala na casa mental, entorpecendo a vontade.
Disfarça-se de cansaço, sugerindo repouso.
Justifica-se como necessidade de refazimento de forças, exigindo, cada vez, maior soma de horas.
Apresenta-se como enfermidade, impondo abandono de tarefas.
Desculpa-se, em nome da exaustão das energias, que deseja recobrar.
Reage contra qualquer proposição de atividade que implique no inconveniente esforço.
A ociosidade é cruel inimigo da criatura humana e fator dissolvente que se insinua nas tarefas do bem, nas comunidades que laboram pelo progresso.
Após vencer aquele de quem se apossa, espalha o seu ar mefítico, contaminando quantos se acercam da sua vítima, que se transforma em elemento pernicioso, refugiando-se em mecanismos de evasão de responsabilidade sob a condição de abandonado pela fraternidade alheia.
* * *
O ocioso faz-se ególatra; termina impiedoso.
Solicita direitos, sem cumprir com os deveres que lhe dizem respeito.
Parasito social, é hábil na dissimulação dos propósitos infelizes que agasalha.
Dispõe de tempo para censurar os que trabalham e observa, nos outros refletidas, as imperfeições que de si transfere.
Sua palavra enreda os incautos, torpedeando os programas que exigem ação.
Quando não se demora anestesiado, mentalmente, pelos vapores tóxicos que emite e absorve, consegue exibir falsa compostura, atribuindo-se superioridade que está longe de possuir, no ambiente onde se encontra.
Escolhe serviços e especifica tarefas, que jamais cumpre integralmente, acusando os outros ou escusando-se por impedimentos que urde com habilidade.
É adorno de aparência agradável, que sugere valor ainda não conseguido.
Bom palestrante, conselheiral, cômodo, refugia-se na gentileza para atrair simpatias, desde que lhe não seja exigido esforço.
Sabe usar os recursos alheios e estimula as tendências negativas, insuflando, com referências encomiásticas, o orgulho, a vaidade, a insensatez.
Na enfermidade de que padece, não se dá conta da inutilidade que o caracteriza.
* * *
Teresa d'Ávila, atormentada por problemas artríticos e outros, na sua saúde delicada, exauria-se, silenciosa, nas tarefas mais cansativas do Monastério, embora portadora de excelentes dons espirituais.
Bernadette Soubirous, a célebre vidente de Lourdes, afadigava-se, enferma, nos trabalhos mais vigorosos, até a total impossibilidade de movimentos.
Allan Kardec, advertido pelo seu médico, Dr. Deméure, então desencarnado, para que poupasse as energias, prosseguiu ativo até o momento da súbita desencarnação.
E Jesus, que jamais se escusou ao trabalho, são lições que não podem nem devem ser ignoradas.
* * *
Se não gostas ou não queres trabalhar, sempre encontrarás justificativas para dissimular a ociosidade.
O progresso de que necessitas, porém, não te desculpará o tempo perdido ou mal empregado.
Volverás à liça, em condição menos afortunada, sendo-te indispensável o esforço para a sobrevivência.
Os membros, que se não movimentam na atividade edificante, atrofiam-se, perdem a finalidade, e apenas se recuperarão sob injunções mui dolorosas.
Oxalá te resguardes da ociosidade.
Melhor a exaustão decorrente do bem, vivenciado a cada instante, do que a agradável aparência, cuidada e rósea, mediante a exploração do esforço alheio e a nutrição da inutilidade ociosa.

(De “Otimismo”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)


Autodoação

Aprende a doar-te, se desejas atingir a prática legítima do Evangelho.
Pregador que se alça à tribuna dourada, derramando conceitos brilhantes, mas não se gasta nos labores que propõe é apenas máquina de falar, inconsciente e inconsequente. O verdadeiro aprendiz da Boa Nova está sempre a postos.
Se convidado a dar algo, abre a bolsa humilde e, recordando-se da parábola da viúva pobre, oferta o seu óbulo sem constrangimento. Se chamado a dar-se, empenha-se no trabalho, gastando-se em amor, consumindo as energias, recordando o Mestre na carpintaria nobre.
Há muita gente nas fileiras do Cristianismo que ensina com facilidade, utilizando linguagem escorreita, falando ou escrevendo, mas logo que é convocada a dar ou doar-se recua apressadamente ferida no amor próprio.
Prefere as posições superiores de mando, distante das honrosas situações do serviço. Pode ser comparada a parasitas em alta posição na árvore de que se nutrem, inúteis.
Em comezinhos exemplos, encontrarás, no quotidiano, o ajudar gastando-se.
A pedra que afia a lâmina consome-se no mister.
A grafite que escreve, desaparece enquanto registra.
O sabão que higieniza, dissolve-se, atendendo ao objetivo.
Em razão disso, não receies sofrer nas tarefas a que te propões.
São os maus que de ti necessitam, Os enfermos te aguardam e os infelizes confiam em ti.
Pede a ti mesmo algo por ele e, embora o teu verbo não tenha calor nem a tua pena seja portadora da fraseologia retumbante, haverá sempre muita beleza em teus atos e muita bondade em teus gestos quando dirigidos àqueles para quem, afinal, a Boa Nova está no mundo, recordando que Jesus, após cada pregação sublime, dava-se a si mesmo para a felicidade geral.
A estes oferecia a palavra de alento e paz.
Àqueles ministrava, compassivo, lições de vida e gestos de amor.
A uns abria os olhos fechados ou os ouvidos moucos.
A outros lavava as mazelas em forma de pústulas ou recuperava a paz, afastando os Espíritos infelizes.
E a todos se doava, sem cessar, cantando a Boa Nova e vivendo-a entre os sofredores até a Cruz, que transformou em ponto de luz na direção da Vida imperecível.

Joanna de Ângelis / médium Divaldo Pereira Franco
Fonte: livro Espírito e Vida


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A Conquista

Quando Jesus enunciou que é necessário tomar a sua cruz e segui-lO, Ele propôs a conquista
da autoconsciência, a definição para assumir as próprias responsabilidades, ao invés de
permanecer-se divagando em torno de como encontrar o melhor processo para o equilíbrio,
que não se expressa em formas exteriores ou mediante as fugas de transferência de
responsabilidades, ou para os prazeres que se extinguem, por mais se prolonguem...
A psique necessita de apoio transcendente para proporcionar elementos dignificadores, por
intermédio da realidade em que todos se encontram mergulhados, elegendo aqueles que são
mais compatíveis com as aspirações e as possibilidades, de execução.
Todos dependem de Deus, porque, afinal, estamos mergulhados em Deus, sendo necessário
reconhecê-lO em nós, a fim de que O manifestemos por intermédio do comportamento
emocional e das ações sociais, familiares, espirituais...
Quando indagaram a Jung se ele acreditava em Deus, respondeu com humildade e sabedoria,
que não necessitava de crer, informando: - Eu sei, não preciso acreditar...

(Obra: Em Busca da Verdade - Divaldo Franco / Joanna de Ângelis)

Sobre o dinheiro

Certo aprendiz acercou-se do instrutor cristão e perguntou:
- Professor amigo, para a Sabedoria Divina o que vem a ser o dinheiro?
O interpelado considerou:
- O dinheiro é sempre um talento de Deus nas mãos do homem, e cada criatura responde por aquilo que faça de semelhante bênção.
- Mas professor - tornou o discípulo - por que existem tantos pregadores da verdade e do bem que amaldiçoam a fortuna? Por que tantas pessoas reprovam a moeda, asperamente?
O instrutor, no entanto, esclareceu:
- Filho, podes anotar: sempre que ouças alguém censurando a moeda, esse alguém estará condenando o dinheiro dos outros.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Recados do Além

Aprender e Retificar

Não há experiência sem preço.
Tudo na vida corresponde a certo resultado. Daí conhecermos os verbos aprender e retificar.
A escolha determina o trabalho.
O trabalho mede as qualidades do espírito.
Um homem busca um diploma universitário que lhe faculte o exercício de profissão liberal, mas não atingirá a meta à custa de expectação e votos ardentes, e sim por estudo e atividade, atenção e disciplina.
É isso verdadeiramente aprender.
Se, porém, abusa do título para ferir outros, é justo assuma compromissos perante a vida que somente o labor da expiação conseguirá redimir.
O reajuste, agindo, compele a retificação.
Ante o sofrimento, esqueçamos a antiga noção de crime e castigo, pois a evolução não é gratuita.
Refazimento é reequilíbrio. Toda educação pede renúncia e todo aprimoramento roga serviço.
A paz verdadeira não é prêmio à ociosidade.
Grandes realizações rogam por grandes lutas.
É preciso saibamos escolher, com firmeza, o caminho do esforço máximo na exaltação do bem.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Nascer e Renascer

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Quando a compreensão estiver conosco

Quando a compreensão estiver em nossos olhos, fixaremos na cicatriz do próximo a dificuldade respeitável de um irmão.
*
Quando a compreensão morar em nossos ouvidos, receberemos a injúria e a maldade, nelas sentindo o incêndio e o infortúnio que ainda lavram no espírito daqueles que nos observam, sem exato conhecimento.
*
Quando a compreensão se nos aninhar no próprio verbo, o falso julgamento surgirá, junto de nós, por enfermidade lamentável, de quem nos procura, e saberemos fazer o silêncio bendito com que se possa, tanto quanto possível, impedir a extensão do mal.
*
Quando a compreensão se nos associar ao raciocínio, identificaremos nos pensamentos infelizes a deplorável visitação da sombra, diante da qual acenderemos a luz da fé para a justa resistência.
*
Quando a compreensão clarear-nos o sentimento, a rigidez espiritual jamais encontrará guarida em nós outros, porque o calor da benevolência irradiar-se-nos-á do espírito, estimulando a alegria dos bons e reduzindo a infelicidade dos companheiros que ainda se confiam à ignorância.
*
Quando a compreensão brilhar em nossas mãos, a preguiça não nos congelará a boa vontade e aproveitaremos as mínimas oportunidades do caminho para as tarefas do amor que o Mestre nos legou.
*
“Bem-aventurados os limpos de coração!” — proclamou o Excelso Amigo.
Sim, bem-aventurados os que esposam o bem para sempre, porque semelhantes trabalhadores da luz sabem converter a treva em claridade, os espinhos em flores, as pedras em pães e a própria derrota em vitória, criando invariavelmente o Céu onde se encontram e apagando os variados infernos que a ignorância inflama na Terra para tormento da vida.

(De “Luz e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Nossos roteiros

O caminho a percorrer é longo, às vezes assinalado pela urze ou entulhado pelos calhaus.
Todavia, o roteiro é igual para todos, porque ninguém existe que seja considerado como exceção.
Aqueles que encontram menos dificuldades, fazem jus às circunstâncias, em razão do seu comportamento em reencarnações passadas.
Os mais atribulados, da mesma forma, procedem dos seus atos infelizes.
Desse modo, ganha a distância evolutiva, passo a passo, e alegra-te com o destino feliz que te aguarda e que alcançarás.

Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco


Encargos pequenos

Se não acreditas no valor dos instrumentos e encargos diminutos, pensa num carro sem rodas, num piano sem teclas, num grande sistema de serviço elétrico sem o fio de condução.
Não fossem as gotas d'água e a fonte não existiria.
Recusasse a semente a própria segregação no solo e a Terra se converteria em deserto.
Lembra-te da poção medicamentosa que te suprime a dor, do copo de água pura que dessedenta, do livro simples que baseia a cultura complexa e jamais te digas inútil.
Somente aquele que se dispõe a fazer as coisas pequeninas, que sabe e pode, virá, a saber, e a poder realizar grandes coisas.
Qualquer subida exige passos e degraus.
Assim também nas ascensões do Espírito.
Chegarás futuramente às culminâncias do serviço e da luz, na esfera de ação direta do Cristo, mas para isso é imprescindível que faças agora tão bem quanto possível todo o bem de que és capaz de fazer.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Aborrecimentos

Nada mais comum, nas atividades terrenas, do que o hábito enraizado das querelas, dos desentendimentos, das chateações.
Nada mais corriqueiro entre os indivíduos humanos.
Como um campo de meninos, em que cada gesto, cada nota, cada menção se torna um bom motivo para contendas e mal-entendidos, também na sociedade dos adultos o mesmo fenômeno ocorre.
Mais do que compreensível é que você, semelhante a um menino de pavio curto, libere adrenalina nos episódios cotidianos que desafiem a sua estabilidade emocional.
Compreensível que se agite, que se irrite, que alteie a voz, que afivele ao rosto expressões feias de diversos matizes.
Em virtude do nível do seu mundo íntimo, tudo isso é possível de acontecer.
Contudo, você não veio à Terra para fixar deficiências, mas para tratá-las, cultivando a saúde.
Você não se acha no mundo para submeter-se aos impulsos irracionais, mas para fazê-los amadurecer para os campos da razão lúcida.
Você não nasceu para se deixar levar pelo destempero, pela irritação que desarticula o equilíbrio, mas tem o dever de educar-se, porque tem na pauta da sua vida o compromisso de cooperar com Deus, à medida que cresça, que amadureça, que se enobreça.
Desse modo, os seus aborrecimentos diários, embora sejam admissíveis em almas infantis e destemperadas, já começam a provocar ruídos infelizes, desconcertantes e indesejáveis, nas almas que se encontram no mundo para dar conta de compromissos abençoados com Jesus Cristo e com Seus prepostos.
Assim, observe-se. Conheça-se no aprendizado do bem, um pouco mais. Esforce-se por melhorar-se.
Resista um pouco mais aos impulsos da fera que ainda ronda as suas experiências íntimas.
Aproxime-se um pouco mais dos Benfeitores Espirituais que o amparam.
Perante as perturbações alheias, aprenda a analisar e não repetir.
Diante da rebeldia de alguém, analise e retire a lição para que não faça o mesmo.
Notando a explosão violenta de alguém, reflita nas conseqüências danosas, a fim de não fazer o mesmo.
Cada esforço que você fizer por melhorar-se, por educar-se, será secundado pela ajuda de luminosos Imortais que estão, em todo tempo, investindo no seu progresso, para que, pouco a pouco, mas sempre, você cresça e se ilumine, fazendo-se vitorioso cooperador com Deus, tendo superado a si mesmo, transformando suas noites morais em radiosas manhãs de perene formosura.
* * *
Quando você for visitado por uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponha-se a ela.
E, quando houver conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, diga, de si para consigo, cheio de justa satisfação: Fui o mais forte.

Do livro Para uso diário, pelo Espírito Joanes, psicografia de Raul Teixeira.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Nas conexões

Conforto físico exagerado – amolecimento de caráter.
Hábito de mentira – disposição para calúnia.
Pensar no mal – tropeçar no crime.
Irresponsabilidade constante – caminho da insensatez.
Remorso tardio – tormento prolongado.
Renúncia ao prazer – fortalecimento espiritual.
União com a verdade – independência e vida.
Insistência no bem – realização de simpatia e elevação.
Exercício do dever – disciplina do viver.
Arrependimento com ação retificadora – vitória sobre o erro.
Todo exercício no sentido da vida superior representa manifestação de crescimento espiritual. Conexão entre pensamento e ação.
Mente na oração e mãos no trabalho geram alegria e renovação.
Mente – liberdade ou cárcere.
Ação – felicidade ou ruína.
Pensar no Bem e agir bem é programa-roteiro de iluminação e eternidade.

Marco Prisco / Médium Divaldo Pereira Franco

Migalhas

Não olvides nosso dever de cooperação com o Senhor!
Ninguém te pede o impossível, mas é justo nasçam em tuas mãos, cada dia, as migalhas de amor com que o mundo se elevará.
Lembra-te de viver a nobre prerrogativa de tua fé. Faze algo.
O Mestre não te reclama a cura de todos os enfermos da senda; solicita dês um caldo ao faminto ou uma palavra de bom ânimo ao agonizante desamparado.
Não te roga assistência para todos os escravos do sofrimento; aguarda de ti o consolo e esperança em favor do companheiro infortunado que precisa erguer-se e avançar.
Uma esmola de tolerância... Uma prece... Uma flor de carinho... Um sorriso...
Sonda a grandeza do porvir, mas não olvides o presente. Contempla as estrelas, porém não esqueças de acender a vela que dissipe as trevas em redor de ti mesmo.
O Mestre espera por nós no caminho comum de nossos próprios irmãos.

Bezerra de Menezes / Médium Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Dever

Dever é a série de lições, no livro da vida, a que fomos chamados pela Eterna Sabedoria.
Superficialmente, por vezes, é uma coleção de serviços menos agradáveis, que nos induzem a pequeninas renúncias.
Esses serviços, contudo, são vínculos espirituais que nos sustentam a ligação com a Paternidade de Deus, que no-los traça como providenciais a nosso próprio aperfeiçoamento.
Aqui, é o lar convertido em ninho de inquietação... Ali, é a casa de trabalho, com determinadas ordenações...
Além, é o esposo difícil ou a companheira incompreensiva...
Acolá, é o filho que frustra as melhores esperanças ou o amigo que nos complica o trabalho.
Mais além, é a humilhação a suportar ou a incompreensão alheia que nos cabe tolerar.
O cristão é uma consciência na luminosa cruz dos deveres de cada dia. Amemo-los, porque, por trás deles, vive a mão amorosa do Senhor a guiar-nos das sombras do mundo para os domínios da Luz Espiritual.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Chaves libertadoras

Desgosto. Qualquer contratempo aborrece.
No entanto, sem desgosto, a conquista de experiência é impraticável.
Obstáculo. Todo empeço atrapalha.
Sem obstáculo, porém, nenhum de nós consegue efetuar a superação das próprias deficiências.
Decepção. Qualquer desilusão incomoda.
Todavia, sem decepção, não chegaremos a discernir o certo do errado.
Tentação. Qualquer desafio conturba.
Sem tentação, porém, nunca se mede a própria resistência.
Prejuízo. Todo golpe fere.
Mas, sem prejuízo é quase impossível construir segurança nas relações mútuas.
Não podemos louvar as dificuldades que nos rodeiam, mas reconheçamos que, sem elas, eternizaríamos paixões, enganos, desequilíbrios e desacertos.
Será justo, portanto, interpretá-las por chaves libertadoras, que funcionam para que nosso espírito mude para o que deve ser.

André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Paz e Renovaç
ão

Faltas

O gesto impensado criou constrangimento.
O gracejo impróprio pareceu um golpe.
Não houve intenção de ferir, mas a desarmonia partiu de bagatela e agigantou-se.
De outras vezes, ofendemos realmente.
A cólera cega-nos e injuriamos.
Pretendemos aconselhar e ferimos o coração de quem nos ouve.
Criamos, assim, distância e aversão.
Se a consciência te acusa, repara a falta enquanto é cedo.
Chispa de fogo gera incêndio.
Leve alfinetada prepara a infecção.
Humildade é caminho.
Entendimento é remédio.
Perdão é profilaxia.
Muitas vezes, loucura e crime, dispersão e calamidade nascem de pequeninos desajustes acalentados.
Não hesites em rogar desculpas, a favor da concórdia. Na maioria dos casos de incompreensão, em que nos imaginamos vítimas, os reais culpados somos nós mesmos.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Justiça Divina


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Dois Caminhos

É fácil saber se uma pedra foi retirada de um rio ou se foi quebrada em uma pedreira. As de pedreira apresentam muitas quinas, são ásperas e irregulares, agressivas ao tato. As pedras de rio são lisas e roliças, já sofreram um polimento natural. Ao longo do tempo, a correnteza das águas vai se encarregando de atirá-las umas contra as outras, para arredondar lhes as arestas. Na medida em que vão se tornando polidas, vai sendo reduzido o atrito entre elas, já não se ferem, deslizam harmoniosamente umas entre as outras, como esferas lubrificadas de um rolimã.
O processo evolutivo espiritual das criaturas humanas pode ser comparado ao do burilamento das pedras de rio. O Espírito é criado puro e ignorante. Puro, porque não traz qualquer tendência para o mal. ignorante, porque não adquiriu ainda qualquer conhecimento. Ao longo das reencarnações sucessivas, a correnteza da vida também nos atira uns contra outros: somos levados a conviver entre semelhantes. Em nossa infância espiritual, ainda como pedras-brutas, essa convivência é marcada pelo atrito entre nossas arestas. A rusticidade do homem das cavernas nos mostra o que foram nossas primeiras encarnações; o instinto animal predominando sobre a razão e o sentimento, a matéria sobre o Espírito, o estado de guerra como condição permanente.
Passaram-se séculos e milênios, abandonamos as cavernas, participamos da construção, do apogeu e da queda de diferentes impérios, vivenciamos diversas culturas. Com as conquistas da ciência, domesticamos a natureza, transformamos a paisagem ao nosso redor, descobrimos como tornar a existência mais confortável. Observando, no entanto, nosso mundo interior, nos deparamos com a presença incômoda e persistente de imperfeições atávicas, paleolíticas. A História nos revela que, mesmo após deixar as cavernas, o homem conservou traços do troglodita em sua intimidade espiritual. Pois foi nossa ignorância rústica que, diante da vacilação de Pilatos, exigiu o martírio do doce Jesus. Foram nosso orgulho e nosso egoísmo que produziram as guerras, os massacres das Cruzadas, as fogueiras da Inquisição e os horrores da Escravatura. Ingênuos os que supõem que não estavam lá. Assim, ao longo desses séculos, avançamos muito mais no progresso material, exterior, do que a jornada ética, íntima, do Espírito.
"A evolução espiritual é contínua, não regride nunca, mas pode ser retardada em seu processamento se não se aproveitar bem a oportunidade que Deus concede ao Espírito reencarnante." (FEB, Currículo para as Escolas de Evangelização). Viver em sociedade é aspecto essencial desta oportunidade. Frequentemente nos sentimos inconformados por termos de conviver com pessoas que nos aborrecem, nos irritam, nos são antipáticas, mas essa convivência é um dos processos naturais de nosso burilamento. Tais pessoas são indispensáveis: elas nos incomodam exatamente em nossos pontos mais fracos, mais sensíveis, e nos apontam, portanto, quais são esses pontos, quais são nossas piores arestas: os que precisam de ajuda incomodam ao nosso egoísmo, os que julgamos melhores que nós nos ferem a vaidade e o orgulho, e assim por diante. Cada conflito é um alerta e um roçar polidor de arestas. Quanto mais ásperos somos, mais dolorosos são os atritos, pois a dor é consequência de nossos atos de desamor para com o próximo, nesta ou em outras existências.
Diferentemente das pedras, entretanto, a criatura humana, sendo dotada de inteligência, consciência e livre-arbítrio, pode escolher caminho evolutivo menos doloroso. Jesus nos aponta o rumo: amarmo-nos uns aos outros. Nenhum de nós Foi criado para sofrer e o amor pode livrar-nos da dor, pois ele nos "cobre a multidão dos pecados" (1 Pedro IV, 8).
A evolução é lei universal e irrevogável, mas dois caminhos nos são oferecidos para percorrê-la: dor ou amor. A prática do amor proporciona polimento indolor em nossas almas, suaviza-nos as arestas, desenvolve-nos o altruísmo, harmoniza nossa convivência com os semelhantes. A decisão é sempre nossa.

Maurício Roriz
Revista Espírita Allan Kardec, nº 39.

Jesus te escuta

Afirmas absoluta solidão...
Dizes não existir um só coração que te afague os sentimentos belos, que o alimentem de nobres sonhos...
Perguntas aos vãos da tua morada: com quem compartilhar os planos do amanhã e as realizações do agora?
Onde uma mão amiga a estender-se para pensar tuas enfermidades?
Adiantando o porvir, reclamas uma alma que te acompanhe as últimas horas na jornada física...
Dores do teu valoroso coração que se não perdem nos ventos da Terra...
Se crês no amor, acalma teus anseios e ausculta nas cortinas do teu próprio Ser, uma luz que vela tua caminhada, como serena chama em noite tempestuosa, a te falar blandícias e consolações, sem que atines na sua ação.
Tal Luz é o Cristo, que padecendo contigo as tuas provações, acompanha-te no teu calvário de iluminação, reservando-te o jugo da ínfima parte do teu madeiro redentor.

(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier / Espírito Meimei)

sábado, 9 de fevereiro de 2013

As forças do amanhã

"Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?" - Paulo (I Coríntios, 5:6)

Ninguém vive só.
Nossa alma é sempre núcleo de influência para os demais.
Nossos atos possuem linguagem positiva.
Nossas palavras atuam à distância.
Achamo-nos magneticamente associados uns aos outros.
Ações e reações caracterizam-nos a marcha.
É preciso saber, portanto, que espécie de forças projetamos naqueles que nos cercam.
Nossa conduta é um livro aberto. Quantos de nossos gestos insignificantes alcançam o próximo, gerando inesperadas resoluções.
Quantas frases, aparentemente inexpressivas, arrojadas de nossa boca estabelecem grandes acontecimentos.
Cada dia emitimos sugestões para o bem ou para o mal.
Dirigentes arrastam dirigidos.
Servos inspiram administradores.
Qual é o caminho que a nossa atitude está indicando?
Um pouco de fermento leveda a massa toda. Não dispomos de recursos para analisar a extensão de nossa influência, mas podemos examinar-lhe a qualidade essencial.
Acautele-te, pois, com o alimento invisível que forneces às vidas que te rodeiam.
Desdobra-se-nos o destino em correntes de fluxo e refluxo. As forças que hoje se exteriorizam de nossa atividade voltarão ao centro de nossa atividade, amanhã.

(De “Segue-me!...”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Esferas

Ninguém precisa ausentar-se da Terra para entrar em relações com esferas diferentes.
A diversidade de nossas moradias começa neste mundo mesmo.
Cada mente vive na onda dos desejos que lhe são próprios.
Cada coração palpita nos sentimentos que esposa.
Residimos no lugar em que situamos a própria alma.
Há quem se detenha fisicamente num palácio, sentindo-se no purgatório do desespero, e existe quem se demore num casebre guardando as alegrias de um paraíso interior.
Há quem penetre no inferno da angústia, usando a chave da fortuna, e há quem alcance o Céu, manobrando uma enxada.
Cada espírito permanece na posição que lhe agrada.
Por isso mesmo Jesus, em nos socorrendo na Terra, buscou ampliar-nos a visão e aperfeiçoar-nos o espírito para que se nos engrandeça a esfera individual e coletiva de ideal e realização, de trabalho e de luta.
Cada dia com o Evangelho no coração e nas palavras, nas atitudes e nas mãos é mais um passo para as eminências da vida.
De modo a elevar-se de condição, ninguém reclame contra o cativeiro das circunstâncias.
Se os sentimentos frágeis e enfermiços são produtos do ambiente em que respiram, os sentimentos nobres e robustos são organizadores do ambiente em que atuam, na sustentação de si mesmos e a benefício dos outros.
Jesus, até hoje, convida-nos, através da Boa Nova, a construir a esfera mais elevada em que nos cabe marchar para Deus.
Se nos propormos a atingir as Moradas do Amor e da Sabedoria, na Luz Imperecível, aprendamos a renunciar a nós mesmos, avançando, corajosamente, sob a cruz dos deveres de cada dia, a fim de encontrarmos o Cristo em nossa desejada renovação.

(De “Abrigo”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Humanidade Real

“... Eis o Homem!”- Pilatos. (João, 19:5.)

Apresentando o Cristo à multidão, Pilatos não designava um triunfador terrestre...
Nem banquete, nem púrpura.
Nem aplauso, nem flores.
Jesus achava-se diante da morte.
Terminava uma semana de terríveis flagelações.
Traído, não se rebelara.
Preso, exercera a paciência.
Humilhado, não se entregou a revides.
Esquecido, não se confiou à revolta.
Escarnecido, desculpara.
Açoitado, olvidou a ofensa.
Injustiçado, não se defendeu.
Sentenciado ao martírio soube perdoar.
Crucificado, voltaria à convivência dos mesmos discípulos e beneficiários que o haviam abandonado, para soerguer-lhes a esperança.
Mas, exibindo-o, diante do povo Pilatos não afirma: - Eis o condenado, eis a vítima!
Diz simplesmente: - “Eis o Homem!”
Aparentemente vencido, o Mestre surgia em plena grandeza espiritual, revelando o mais alto padrão de dignidade humana.
Rememorando, pois, semelhante passagem, recordemos que somente nas linhas morais do Cristo é que atingiremos a Humanidade Real.

(De “Fonte Viva”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Emmanuel



"Pensa em Deus, refugia-te em Deus, espera por Deus e confia em Deus, porquanto, ainda mesmo quando te suponhas a sós, em meio de tribulações incontáveis, Deus está conosco e com Deus venceremos."

“Muitas vezes perder algo de valor em mudanças impostas pelo sofrimento, é o jeito de encontrar algo de
mais precioso no caminho.”

"Se quiser realmente ver o teu maior inimigo, pára por alguns instantes à frente de um espelho."

"O que somos é um presente de Deus, e o que nos tornamos é o nosso presente para ele."

“Há necessidade de iniciar-se o esforço de regeneração em cada indivíduo, dentro do Evangelho, com a tarefa nem sempre amena da auto-educação. Evangelizando o indivíduo, evangeliza-se a família; regenerada esta, a sociedade estará a caminho de sua purificação, reabilitando-se simultaneamente a vida do mundo.”

"Cada encarnação é como se fosse um atalho nas estradas da ascensão. Por este motivo o ser humano deve amar a sua existência de lutas e de amarguras temporárias, porquanto ela significa uma benção divina, quase um perdão de Deus”.

“Dificuldades que te surpreendam são os testes aconselháveis em que te cabe encontrar aproveitamento.”

Emmanuel

Barry Manilow

Ships

Perante os fatos do momento

"Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, segui sempre o bem, tanto uns para com outros,
como para com todos".
Paulo (I Tessalonicenses, 5:15)


Em tempo algum empolgar-se por emoções desordenadas ante ocorrências que apaixonem a opinião pública, como, por exemplo, delitos, catástrofes, epidemias, fenômenos geológicos e outros quaisquer.
Acalmar-se é acalmar os outros.
*
Nas conversações e nos comentários acerca de notícias terrificantes, abster-se de sensacionalismo.
A caridade emudece o verbo em desvario.
*
Guardar atitude ponderada, à face de acontecimentos considerados escandalosos, justapondo a influência do bem ao assédio do mal.
A palavra cruel aumenta a força do crime.
*
Resguardar-se no abrigo da prece em todos os transes aflitivos da existência.
As provações gravitam na esfera da Justiça Divina.
*
Aceitar nas maiores como nas menores decepções da vida humana, por mais estranhas ou desconcertantes que sejam, a manifestação dos Desígnios Superiores atuando em favor do aprimoramento espiritual.
Deus não erra.
*
Ainda mesmo com sacrifício, entre acidentes inesperados que lhe firam as esperanças, jamais desistir na construção do bem que lhe cumpre realizar.
Cada Espírito possui conta própria na Justiça Perfeita.
* * *

Waldo Vieira. Da obra: Conduta Espírita.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
FEB.

Não te Canses

"Não nos desanimemos de
fazer o bem, pois, a seu
tempo ceifaremos, se não
desfalecermos."
Paulo (Gálatas, 6:9)


Quando o buril começou a ferir o bloco de mármore embrutecido, a pedra, em desespero, clamou contra o próprio destino, mas depois, ao se perceber admirada, encarnando uma das mais belas concepções artísticas do mundo, louvou o cinzel que a dilacerara.
A lagarta arrastava-se com extrema dificuldade, e, vendo as flores tocadas de beleza e perfume, revoltava-se contra o corpo disforme; contudo, um dia, a massa viscosa em que se amargurava converteu-se nas asas de graciosa e ágil borboleta e, então, enalteceu o feio corpo com que a Natureza lhe preparara o vôo feliz.
O ferro rubro, colocado na bigorna, espantou-se e sofreu, inconformado; todavia, quando se viu desempenhando importantes funções nas máquinas do progresso, sorriu reconhecidamente para o fogo que o purificara e engrandecera.
A semente lançada à cova escura chorou, atormentada, e indagou por que motivo era confiada, assim, ao extremo abandono; entretanto, em se vendo transformada em arbusto, avançou para o Sol e fez-se árvore respeitada e generosa, abençoando a terra que a isolara no seu seio.
Não te canses de fazer o bem.
Quem hoje te não compreende a boa-vontade, amanhã te louvará o devotamento e o esforço.
Jamais te desesperes, e auxilia sempre.
A perseverança é a base da vitória.
Não olvidas que ceifarás, mais tarde, em tua lavoura de amor e luz, mas só alcançarás a divina colheita se caminhares para diante, entre o suor e a confiança, sem nunca desfaleceres.
* * *

Francisco Candido Xavier. Da obra: Fonte Viva.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
21a edição. Lição 124. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1997.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Ação - Bondade

A cobrança da gratidão diminui o valor da dádiva.
O bem não tem preço, pois que, à semelhança do amor, igualmente não tem limite.
Quando se faz algo meritório em favor do próximo, aguardando recompensa, eis que se apaga a qualidade da ação, em favor do interesse pessoal grandemente pernicioso.
O Sol aquece e mantém o planeta sem qualquer exigência.
A chuva abençoa o solo e o preserva rico, em nome do Criador, sustentando os seres, e se repete em períodos ritmados, não pedindo nada.
O ar, que é a razão da vida, existe em tão harmonioso equilíbrio e discrição, que raramente as criaturas se dão conta da sua imprescindibilidade.
-o-
Faze o bem com alegria e, no ato de realizá-lo, fruirás a sua recompensa.
Ajuda a todos com naturalidade, como dever que te impões, a favor de ti mesmo, e te aureolarás de paz.
Se estabeleces qualquer condição para ajudar, desmereces a tua ação, empalidecendo-lhe o valor.
Une-te ao exército anônimo dos heróis e apóstolos da bondade. Ninguém te saberá o nome, no entanto, o pensamento dos beneficiados sintonizará com a tua generosidade, estabelecendo elos de ligação e segurança para a harmonia do mundo.
Os que se destacam na ação comunitária e são aplaudidos, homenageados, sabem que, sem as mãos desconhecidas que os ajudam, coisa alguma poderiam produzir.
Assim, os benfeitores verdadeiros são os da retaguarda e não os que brilham nos veículos da Comunicação.
Aproveita o teu dia e vai semeando auxílios, esparzindo bondade de que esteja rica a tua vida, e provarás o licor da alegria na taça da felicidade de servir.

(De “Episódios Diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

Ideias para hoje

Ninguém foge aos princípios de causa e efeito, mas ninguém está privado da liberdade de renovar o próprio caminho, renovando a si mesmo.
-o-
Cada um de nós, onde se encontre agora, permanece em meio da colheita daquilo que plantou, com a possibilidade de efetuar novas sementeiras.
-o-
Em nossas próprias tendências de hoje será possível entrar no conhecimento do que fazíamos ontem.
-o-
Achamo-nos todos presentemente no lugar certo, com as criaturas certas e com as obrigações exatas, a fim de realizarmos o melhor ao nosso alcance.

(De “Endereços da Paz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz)


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Vinte serviços que o espiritismo faz por você

01- Integra você no conhecimento de sua posição e criatura eterna e responsável, diante da vida.

02- Expõe o sentido real das lições do Cristo e de todos os outros mentores espirituais da Humanidade, nas diversas regiões do Planeta.

03- Suprime-lhe as preocupações originárias do medo da morte provando que ela não existe.

04- Revela-lhe o princípio da reencarnação, determinando o porquê da dor e das aparentes desigualdades sociais.

05- Confere-lhe forças para suportar as maiores vicissitudes do corpo, mostrando a você que no instrumento físico nos reflete as condições ou necessidades do espírito.

06- Tranqüiliza você com respeito aos desajustes da parentela, esclarecendo que o lar recebe não somente os afetos, mas também os desafetos de existências passadas, para a necessária regeneração.

07- Demonstra-lhe que o seu principal templo para o culto da Presença Divina é a consciência.

08- Liberta-lhe a mente de todos os tabus em matéria de crença religiosa.

09- Elimina a maior parte das suas preocupações acerca do futuro além da morte.

10- Dá-lhe o conforto do intercâmbio com os entes queridos, depois de desencarnados.

11- Entrega-lhe o conhecimento da mediunidade.

12- Traça-lhe providências para o combate ou para a cura da obsessão.

13- Concede-lhe o direito à fé raciocinada.

14- Destaca-lhe o imperativo da caridade por dever.

15- Auxilia você a revisar e revalorizar os conceitos de trabalho e tempo.

16- Concede-lhe a certeza natural de que, se beneficiamos ou prejudicamos alguém, estamos beneficiando ou prejudicando a nós próprios.

17- Garante-lhe serenidade e paz diante da calúnia ou da crítica.

18- Ensina você a considerar adversários por instrutores.

19- Explica-lhe que, por maiores sejam as suas dificuldades exteriores, intimamente você é livre para melhorar ou agravar a própria situação.

20- Patenteia-lhe que a fé ilumina o caminho, mas ninguém fugirá da lei que manda atribuir a cada qual segundo as obras pessoais.


Essas são vinte das muitas bênçãos que o Espiritismo realiza em nosso favor. Será curioso que cada de nós pergunte a si mesmo o que estamos nós a fazer por ele.



Autor: André Luiz
Psicografia de Waldo Vieira

Tristeza Perturbadora

Conquanto brilhe o sol da oportunidade feliz, abrindo campo para a ação e para a paz, a sombra teimosa da tristeza envolve-te em injustificável depressão.

Gostarias de arrancar das carnes da alma este espinho cravado que te faz sofrer, e, por não o conseguires, deixas-te abater.

Conjecturas a respeito da alegria, do corpo jovem, dos prazeres convidativos, e lamentas não poder fruir tudo quanto anelas.

A tristeza, porém, é doença que, agasalhada, piora o quadro de qualquer aflição.

A sua sombra densa altera o contorno dos fatos e das coisas, apresentando fantasmas onde existe vida e desencanto no lugar em que está a esperança.

Ela responde pela instalação de males sutis que terminam por desequilibrar o organismo físico e a maquinaria emocional.

Luta contra a tristeza, reeducando-te mentalmente.

Não dês guarida emocional às suas insinuações.

Ninguém é tão ditoso quanto supões ou te fazem crer.

A Terra é o planeta-escola de aprendizes incompletos, inseguros.

A cada um falta algo, que não conseguirá conquistar.

Resultado do próprio passado espiritual, o homem sente sempre a ausência do que malbaratou.

A escassez de agora é conseqüência do desperdício de outrora.

A aspiração tormentosa é prova a que todos estão submetidos, a fim de que valorizem melhor aquilo de que dispõem e a outros falta.

Lamentas não ter algo que vês noutrem, todavia, alguém ambiciona o que possuis e não dás valor.

Resigna-te, pois, e alegra-te com tudo quanto te enriquece a existência neste momento.

Aprende a ser grato à vida e àqueles que te envolvem em ternura, saindo da tristeza pertinaz para o portal de luz, avançando pelo rumo novo.

Jesus, que é o "Espírito mais perfeito" que veio à Terra, sem qualquer culpa, foi incompreendido, embora amando; traído, apesar de amar, e crucificado, não obstante amasse...

Desse modo, sorri e conquista o teu espaço, esquecendo o teu espinho e arrancando aquele que está ferindo o teu próximo.

Oportunamente, descobrirás que, enquanto te esqueceste da própria dor, lenindo a dos outros, superaste-a em ti, conseguindo a plenitude da felicidade, que agora te rareia.


Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco.

Perante os caídos

Tão fácil relegar ao infortúnio os nossos irmãos caídos!... Muitos passam por
aqueles que foram acidentados em terríveis enganos e nada encontram a fim de
oferecer-lhes, senão frases como estas: "eu bem disse", "avisei muito"...
No entanto, por trás da queda de nosso amigo menos feliz estão as lutas da
resistência, que só a Justiça Divina pode medir.
Este foi impelido a delinquência e faz-se conhecido agora por uma ficha no
cadastro policial; mas, até que se lhe consumasse a ruína, quanto abandono e quanta
penúria terá arrastado na existência, talvez desde os mais recuados dias da infância!...
Aquele se arrojou aos precipícios da revolta e do desanimo, abraçando o delírio da
embriaguez; contudo, até que tombasse no descrédito de si mesmo, quantos dias e
quantas noites de aflição terá atravessado, a estorcegar-se sob o guante da tentação
para não cair!... Aquela entrou pelas vias da insensatez e acomodou-se no poço da
infelicidade que cavou para si própria; todavia, em quantos espinheiros de necessidade e
perturbação ter-se-a ferido, ate que a loucura se lhe instalasse no cérebro
atormentado!... Aquele outro desertou de tarefas e compromissos em cuja execução
empenhara a vitoria da própria alma e resvalou para experiências menos dignas,
comprometendo os fundamentos da própria vida; no entanto, quantas lágrimas vertido,
até que a razão se lhe entenebrecesse, abrindo caminho a irresponsabilidade e a
demência!...
Diante dos companheiros apontados a censura, jamais condenes! Pensa nas
trilhas de provação e tristeza que haverão perlustrado até que os pés se lhes
esmorecessem, vacilantes, na jornada difícil! Reflete nas correntes de fogo invisível que
lhes terão requeimado a mente, ate que cedessem as compulsões terríveis das trevas!...
Então, e só então, sentiras a necessidade de pensar no bem, falar no bem,
procurar o bem e realizar unicamente o bem, compreendendo, por fim, a amorosa
afirmação de Jesus: "Eu não vim a Terra para curar os sãos".

(Obra: Alma e Coração – Francisco Cândido Xavier / Emmanuel)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Problemas e Jesus

“Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre.”
(Paulo — Hebreus — 13:8)


A irritação constante mina qualquer organização física e psíquica, gerando desequilíbrio e alucinação.
Terapia salutar — a paciência.
*
A negligência contumaz é fator propiciatório para a permissividade moral e o aturdimento.
Antídoto eficaz — a ação nos deveres sociais e espirituais.
*
A queixa proporciona viciação mental de largo porte que neurotiza e dementa.
Atitude libertadora — o esforço no silêncio e autocrítica honesta.
*
A agressividade que se cultiva sob eufemismo de nevrose e de sofrimento conduz à loucura e ao crime.
Tratamento liberativo — exercícios de humildade com insistência na oração.
*
O inconformismo, traduzindo injustificável rebeldia, é técnica de autodestruição a prazo fixo.
Solução — coragem na luta de todo dia.
*
O desassisamento sempre antecede desastres que conduzem de roldão aqueles que vivem estúrdios e frívolos.
Comportamento salvador — meditação e esforço íntimo no exame e aferição dos valores da vida.
Problemas existem em todas as criaturas, em todo lugar.
Viver é um impositivo biológico.
Viver, porém, com elevação, na busca de equilíbrio é um desafio.
Ninguém espere, portanto, facilidade para o triunfo.
A glória fácil é efêmera e deixa funda amargura quando passa.
O próprio mecanismo da vida no corpo impõe limite, sacrifício, esforço. No que tange às aquisições morais — finalidade superior da vida — mais grave e mais complexo é o desafio.
Não espere felicidade a “golpe de sorte” ou por herança familial.
O trabalho é patrimônio para a evolução de todos — meio e meta da vida.
Você dispõe de inteligência para finalidade superior. Conforme a aplique assim viverá.
Para cada problema há uma regra própria para alcançar-se a solução.
Diante dos problemas humanos, porém, Jesus é a resposta de segurança, única, aliás, mediante a qual você conseguirá vitória legítima.

(De “Momentos de Decisão”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Marco Prisco)

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Higiene Espiritual

Ante os detritos da maledicência, usemos a vassoura das boas palavras.
Ante o lixo do sarcasmo, cavemos a fossa do silêncio.
Ante os vermes da crueldade, mobilizemos os anticépticos do socorro cristão.
Ante o vírus da cólera ou da irritação que nos defrontam nas frases ou nas atitudes alheias, pratiquemos a profilaxia da prece.
Ante os tóxicos do pessimismo negrejante, acendamos a claridade do bom ânimo.
Ante o veneno da ociosidade, mobilizemos os nossos recursos de serviço.
Ante as serpes da incompreensão, realizemos mais vasto plantio de caridade.
Ante os micróbios da desconfiança, incentivemos a nossa sementeira de boa-vontade e fé.
Ante a erva sufocante dos conflitos de opinião, refugiemo-nos na boa vontade para com todos, que procura garantir o bem, acima
de tudo.
Ante as perigosas moléstias do amor próprio ferido, a expressar-se no corpo e na alma, através de mil modos, pratiquemos o perdão
incondicional e incessante.
Jesus não é somente o nosso Divino Orientador.
É também o Divino Médico de nossa vida.
Procuremos, pois, no Evangelho, as justas instruções para a nossa higiene espiritual e alcançaremos a harmonia para sempre.

André Luiz
(Fonte: “Relicários de Luz”, de Francisco Cândido Xavier – Autores Diversos).

Socorro oportuno

Sensibiliza-te diante do irmão positivamente obsidiado e esmera-te em ofertar-lhe o
esclarecimento salvador com que a Doutrina Espírita te favorece.
Bendito seja o impulso que te leva a socorrer semelhante doente da alma; entretanto,
reflete nos outros, os que se encontram nas últimas trincheiras da resistência ao
desequilíbrio espiritual.
Por um alienado que se candidata às terapias do manicômio, centenas de fronteiriços da
obsessão renteiam contigo na experiência cotidiana. Desambientados num mundo que
ainda não dispõe de recursos que lhes aliviem o íntimo atormentado, esperam por algo
que lhes pacifiquem as energias, à maneira de viajores tresmalhados nas trevas,
suspirando por um raio de luz. . . Marchavam resguardados na honestidade e viram-se
lesados a golpes de crueldade, mascarada de inteligência; abraçaram tarefas edificantes
e foram espancados pela injúria, acusados de faltas que jamais seriam capazes de
cometer; entregaram-se, tranqüilos, a compromissos que supuseram inconspurcáveis e
acabaram espezinhados nos sonhos mais puros; edificaram o lar, como sendo um
caminho de elevação, e reconheceram-se, dentro dele, à feição de prisioneiros sem
esperança; criaram filhos, investindo em casa toda a sua riqueza de ideal e ternura, na
expectativa de encontrarem companheiros abençoados para a velhice, e acharam-se
relegados a extremo abandono; saíram da juventude, plenos de aspirações renovadoras
etoparam enfermidades que lhes atenazam a vida. . . E, com eles, os que se acusam
desajustados, temos ainda os que vieram do berço em aflição e penúria, os que se
emaranharam em labirintos de tédio, por demasia de conforto, os que esmorecem nas
responsabilidades que esposaram e os que carregam no corpo dolorosas inibições. . .
Lembra-te deles, os quase loucos de sofrimento, e trabalha para que a Doutrina Espírita
lhes estenda socorro oportuno. Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da
mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra,
recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a
caridade da sua própria divulgação.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Insegurança e Medo

O homem é as suas memórias, o somatório das experiências que se lhe armazenam no inconsciente, estabelecendo as linhas do seu comportamento moral, social, educacional.
Essas memórias constituem-lhe o que convém e o que não é lícito realizar.
Concorrem para a libertação ou a submissão aos códigos estabelecidos, que propõem o correto e o errado, o moral, o legal, o conveniente e o prejudicial.
Face a tais impositivos desencadeiam-se, no seu comportamento, as fobias, as ansiedades, as satisfações, o bem ou o mal-estar.
Neste momento social, o medo assume avantajadas proporções, perturbando a liberdade pessoal e comunitária do indivíduo terrestre.
Procurando liberar-se desse terrível algoz, as suas vítimas intentam descobrir-lhe as causas, as raízes que alimentam a sua proliferação. Todavia, estas são facilmente detectáveis. Estão constituídas pela insegurança gerada pela violência; pelo desequilíbrio social vigente; pela fragilidade da vida física - saúde em deterioramento, equilíbrio em dissolução, afetividade sob ameaça; receio de serem desvelados ao público os engodos e erros praticados às escondidas; e, por fim, a presença invisível da morte...
Mais importante do que pensar e repensar as causas do medo é a atitude saudável, ante uma conduta existencial tranqüila, pelo fruir cada momento em plenitude, sem memória do passado - evitando o padrão atemorizante - nem preocupação com o futuro.
A existência humana deve transcorrer dentro de um esquema atemporal, sem passado, sem futuro, num interminável presente.
*
Não transfiras para depois a execução de tarefas ou decisões nenhumas.
Toma a atitude natural do momento e age conforme as circunstâncias, as possibilidades.
Cada instante, vive-o, totalmente sem aguardar o que virá ou lamentar o que se foi.
Descobrirás que assim agindo, sem constrições, nem pressas ou postergações, te sentirás interiormente livre, pois que somente em liberdade o medo desaparece.
Não aguardes, nem busques a liberdade. Realiza-a na consciência plena que age de forma responsável e tranqüiliza os sentimentos.
*
O medo desfigura e entorpece a realidade. Agiganta e avoluma insignificâncias, produzindo fantasmas onde apenas suspeitas se apresentam.
É responsável pela ansiedade - medo de perder isto ou aquilo - sem dar-se conta que somente se perde o que se não tem, portanto, o que não faz falta.
A ação consciente, prolongando-se pelo fio das horas, anula o medo, por não facultar a medida do comportamento nas memórias pessoais ou sociais.
*
Simão Pedro, por medo dos poderosos do seu tempo, negou o Amigo que o amava e a Quem amava.
Judas, por medo que Ele não levasse a cabo os compromissos assumidos, vendeu o Benfeitor.
Os beneficiários das mãos misericordiosas de Jesus, por medo se omitiram, quando Ele foi levado ao sublime holocausto.
Pilatos, por medo, indeciso e pusilânime, lavou as mãos quanto à vida do Justo.
...E Anás, Caifás, a turbamulta, com medo do Homem Livre, resolveram crucificá-lO, através do hediondo e covarde conciliábulo da própria miséria moral, que os caracterizava.
Ele porém, não teve medo. Pensa e busca-O, libertando-te do medo e seguindo-O, em consciência tranqüila, mediante cujo comportamento te sentirás pleno, em harmonia.
* * *

Divaldo Pereira Franco. Da obra: Momentos de Felicidade.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.


Desbravando mistérios

“E não Jesus disse estas palavras: Eu vos rendo glória, meu Pai, Senhor do Céu e da Terra, por haverdes ocultado essas coisas aos sábios e aos prudentes, e por as haver revelado aos simples e aos pequenos.”
(ESE - Capítulo 7, item 7.)


Vale considerar que, quando Jesus afirmou que Deus havia ocultado os mistérios aos sábios e aos prudentes e os tinha revelado aos simples e pequenos, em verdade observava que certos homens de cultura e intelectualidade achavam-se perfeitos eruditos, não precisando de mais nada além do seu cabedal de instrução.
Por sua vez, orgulhosos porque retinham vários títulos, acreditavam-se superiores e melhores que os outros, fechando assim as comportas da alma às fontes inspirativas e intuitivas do plano espiritual.
Porém, os “pequenos e simples”, aos quais se reportava o Mestre, são aqueles outros que, devido à posição flexível em face da vida, descortinam novas idéias e conceitos, absorvendo descobertas e pesquisas de todo teor, selecionando as produtivas, para o seu próprio mundo mental. Por não serem ortodoxos, ou seja, conservadores intransigentes, e sim afeiçoados à reflexão constante das leis eternas e ao exercício da fé raciocinada, reúnem melhores condições de observar a vida com os “olhos de ver”.
São conhecidos pela “maturidade evolutiva”, que é avaliada levando-se em conta seus comportamentos nos mais variados níveis de realização, entre diversos setores (físico, mental, emocional, social e espiritual) da existência humana.
Pelo modo como agem e como se comportam diante de problemas e dificuldades, “os pequenos e os simples” têm uma noção exata de sua própria maturidade espiritual. Além disso, sentem uma sensação enorme de serenidade e paz pela capacidade, pela eficiência e pelos atributos pessoais, e por se comportarem dentro do que esperavam de si mesmos.
Simples são os descomplicados, os que não se deixam envolver por métodos extravagantes, supostamente científicos, e por critérios de análise rígida. Simples são os que sempre usam a lógica e o bom senso, que nascem da voz do coração.
São aqueles que não entronizam sua personalidade megalomaníaca atrás de mesas douradas e que não penduram pergaminhos para a demonstração pública de exaltação do próprio ego.
Os “sábios” a quem o Senhor se referia eram os dominadores e controladores da mente humana, que desempenhavam papéis sociais, usando máscaras diversas segundo as situações convenientes. Estão a nossa volta: são criaturas sem originalidade e criatividade, porque não auscultam as vibrações uníssonas que descem do Mais Alto sobre as almas da Terra.
Não suportam a mais leve crítica - mesmo quando construtiva - de seus atos, feitos, raciocínios e ideais; por isso, deixam de analisá-la para comprovar ou não sua validade. Por se considerarem “donos da verdade”, reagem e se irritam, esquecendo-se de que esses comentários poderiam, em alguns casos, proporcionar-lhes melhores reflexões com ampliação da consciência.
Vale considerar que esses “sábios” não se lançam em novas amizades e afeições, pois conservam atitudes preconceituosas de classe social, de cor, de religião e de outras tantas, amarrando-se aos exclusivismos egoísticos.
Não obstante, o Mestre Jesus se reportava às luzes dos céus, que agilizariam os simples a pensar com mais lucidez, a se expressar com maior naturalidade, para que pudessem desbravar os mistérios do amor e das verdades espirituais, transformando-se no futuro nos reais missionários das leis eternas.
“Simples” são os espontâneos, porque abandonaram a hipocrisia e aprenderam a se desligar quando preciso do mundo externo, a fim de deixar fluir amplamente no seu mundo interior as correntezas da luz; são todos aqueles que prestam atenção no “Deus em si” e entram em contato com Ele e consigo mesmo; são, enfim, aqueles que já se permitem escutar sua fonte interior de inspiração e, ao mesmo tempo, confiar nela plenamente.

Renovando Atitudes
Francisco do Espírito Santo Neto
Ditado pelo Espírito Hammed

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Possibilidades mediúnicas

As faculdades mediúnicas encontram-se programadas no Espírito, e o corpo, quando no processo da reencarnação física, envolve-as em células, que lhe permitem a exteriorização.
Normalmente, os fenômenos mediúnicos ocorrem no período infantil, em face do mecanismo reencarnatório que faculta maior contato do Espírito encarnado com os desencarnados.
É semelhante ao que ocorre com a inteligência, que desabrocha de acordo com as potencialidades inerentes a cada qual.
Quando essas possibilidades são ostensivas, as ocorrências são muito significativas, não deixando margem à certeza da interferência dos desencarnados durante o desenvolvimento do médium.
Quase sempre, porém, essa intercorrência tem um caráter perturbador, como efeito natural dos compromissos negativos trazidos do passado.
Essa injunção, mais ou menos aflitiva, favorece, ao mesmo tempo, com aprimoramento das faculdades latentes, propiciando ao seu portador as condições adequadas para os futuros cometimentos.
Por ignorância do mecanismo em que se expressam os fenômenos, o intermediário angustia-se, sem entender exatamente o que se passa, ao lado das desagradáveis sensações que experimenta como decorrência dos fluidos doentios que o intoxicam.
Naturalmente, os Guias espirituais do médium permanecem vigilantes, diminuindo, quanto possível, a injunção aflitiva, inspirando condutas hábeis para diminuir os padecimentos, orientando a melhor, a mais compatível com a responsabilidade.
Não impedem, porém, as interferências infelizes, porque são necessárias ao crescimento moral e espiritual do seu protegido.
Quando se tratam de possibilidades naturais, os fenômenos são sutis, manifestando-se em forma inspirativa, nos estados de lucidez ou oníricos, que podem ser educados, ampliando-se-Ihe a capacidade de registro e de desempenho.
Todos os seres humanos são possuidores de pródromos de mediunidade, porquanto, sendo uma conquista do Espírito, um dia constituirá um sentido objetivo a mais, proporcionador de inestimáveis recursos para a existência terrestre.
De maneira idêntica ao que ocorre nas áreas da inteligência, da memória, das aptidões artísticas e culturais de todas as pessoas, existe uma graduação significativa que as diferencia como resultado de conquistas anteriores, desse modo, equivalentes às possibilidades mediúnicas em geral.
Quando, no entanto, o Espírito está comprometido com tarefas relevantes ou missões especiais, na Terra, as suas possibilidades são ostensivas e ricas de fenômenos que se transformam em valiosa documentação probante da imortalidade.
* * *
A educação das possibilidades mediúnicas e a sua aplicação devem objetivar os fins nobres a serem alcançados.
A utilização dessas forças que enriquecem a existência humana necessita ser orientada para atividades dignificantes, que se destinem ao serviço de amor ao próximo, transformando-se em caridade de alta significação.
Conforme a destinação que se lhes dê, os Espíritos acercam-se e procuram comunicar-se, por descobrir esse abençoado recurso que os ajuda a realizar os propósitos que ficaram interrompidos com a morte, ou a iniciarem atividades novas que os auxiliarão no crescimento para o Bem.
Nada obstante, se o medianeiro não corresponde em conduta moral e emocional, aos anseios dos Espíritos trabalhadores da Verdade, torna-se campo de abusos e de perturbações por parte daqueles ociosos, perseguidores, obsessores.
É uma grave responsabilidade a posse de recursos mediúnicos, em face das graves conseqüências de que se revestem.
À semelhança de uma enxada ou de outro equipamento qualquer, elaborados para fim específico, quando deixados ao abandono, são vitimados pela ferrugem ou pelos agentes agressivos e aniquiladores.
O bom médium, portanto, é aquele que se faz simpático aos Bons Espíritos que dele se utilizam amiúde, muitas vezes, sem que o mesmo se dê conta, num intercâmbio cuja programação foi elaborada antes da sua reencarnação.
Muitos escolhos encontram-se diante dos médiuns, iniciando-se pela luta que deve ser travada contra as más inclinações, as tendências antigas que os levaram a compromissos negativos, de que ora se devem libertar, aos enfrentamentos com os inimigos espirituais do progresso, que o agredirão, criando situações muito embaraçosas, quando não, ingratas.
Por isso mesmo, cabe-Ihes uma existência de disciplina, de renúncia e de abnegação, mediante cujo comportamento atrai as benesses divinas, tornando-se credor de assistência espiritual elevada.
Não se lhes exige uma vida de fuga da realidade, de isolamento, artificial, que não suportariam, mas a vivência de conduta compatível com o ministério que abraçam, sendo instrumentos afinados em relação ao pensamento edificante, de forma a serem sensíveis ao ritmo do dever.
Em face da delicadeza do compromisso, é-lhes solicitado o hábito saudável de pensar e meditar, comungando pela prece com o mundo espiritual que os circunda, fazendo sempre silêncio interior, de modo a ouvirem a musicalidade transcendental.
É-lhes lícita uma convivência alegre e jovial com todos, vivendo no mundo conforme os seus padrões, sem escravizar-se-lhes às injunções perniciosas.
Saberem eleger o melhor caminho a trilhar, constitui-lhes um dever, que se torna fácil de conseguir, caso se consagrem ao estudo de O Livro dos médiuns, de Allan Kardec, que é um repositório de sabedoria, para bem equipar e conduzir todos quantos se disponham ao exercício da mediunidade com respeito e consideração.
As possibilidades mediúnicas, portanto, que são inerentes a todos indivíduos, devem ser trabalhadas com empenho, dando-Ihes orientação e finalidade edificante.
* * *
Médiuns, sempre os houve e os haverá, portadores de excelentes faculdades, que produzirão fenômenos cativantes, deslumbradores, quando no uso das suas possibilidades ostensivas.
Quase todos, porém, têm-se comprometido com os interesses transitórios e perversos das ambições terrenas e das terrenas paixões.
Jesus, no entanto, aguarda trabalhadores dispostos a servir na Sua seara, não importando se são da primeira ou da última hora, mas que produzam cento por um e sem cessar, mantendo a alegria de haverem sido chamados, com expectativas de serem escolhidos.

Joanna de Ângelis
Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã de 24 de julho de 2006, em Chicago, USA.

Enquanto brilha o agora

Atendei, enquanto é hoje, aos enigmas que vos torturam a mente.
Enquanto a Lei vos faculta a bênção do agora, extirpai do campo de vossa vida os vermes da inimizade, os pântanos da preguiça, os espinheiros do ódio, a venenosa erva do egoísmo e o pedregulho da indiferença, cultivando, com a segurança possível, a lavoura da educação, as árvores do serviço, as flores da simpatia e os frutos da caridade.
Enquanto os talentos do mundo vos favorecem, fazei o melhor que puderdes, porque, provavelmente, amanhã... Quem sabe?
Amanhã, talvez, os problemas aparecerão mais aflitivos.
Os dias modificados...
As oportunidades perdidas...
As provas imprevistas...
Os ouvidos inertes...
Os olhos em plena sombra...
A língua muda...
As mãos mirradas...
Os pés sem movimento...
A cabeça incapaz...
A carência de tempo...
A visita da enfermidade...
A mensagem da morte...
Despertai as energias mais profundas, enquanto permaneceis nas linhas da experiência física, entesourando o conhecimento e o mérito através do estudo e da ação que vos nobilitem as horas, porque, possivelmente, amanhã, as questões surgirão mais complexas.
Não nos esqueçamos de que os princípios de correspondência funcionam exatos.
Sementeira do bem — colheita de felicidade.
Dever irrepreensivelmente cumprido — ascensão aberta.
Trabalho ativo — progresso seguro.
Cooperação espontânea — auxílio pronto.
Busquemos o melhor para que o melhor nos procure.
Tendes convosco o solo precioso fecundado pela chuva de bênçãos. Utilizemo-lo, assim, na preparação do grande futuro, recordando a advertência do nosso Divino Mestre: — “Avançai, valorosos, enquanto tendes luz.”

Emmanuel
(De “Vozes do Grande Além”, de Francisco Cândido Xavier – Diversos Espíritos)

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