terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Lugar deserto

“E ele lhes disse: Vinde vós aqui, à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco.” — (Marcos, Capítulo 6, Versículo 31.)

A exortação de Jesus aos companheiros reveste-se de singular importância para os discípulos do Evangelho em todos os tempos.
Indispensável se torna aprender o caminho do “lugar à parte” em que o Mestre aguarda os aprendizes para o repouso construtivo em seu amor.
No precioso símbolo, temos o santuário íntimo do coração sequioso de luz divina.
De modo algum se referia o Senhor tão-somente à soledade dos sítios que favorecem a meditação, onde sempre encontramos sugestões vivas da natureza humana.
Reportava-se à câmara silenciosa, situada dentro de nós mesmos.
Além disso, não podemos esquecer que o Espírito sedento de união divina, desde o momento em que se imerge nas correntes do idealismo superior, passa a sentir-se desajustado, em profundo insulamento no mundo, embora o servindo, diariamente, consoante os indefectíveis desígnios do Alto.
No templo secreto da alma, o Cristo espera por nós, a fim de revigorar-nos as forças exaustas.
Os homens iniciaram a procura do “lugar deserto”, recolhendo-se aos mosteiros ou às paisagens agrestes; todavia, o ensinamento do Salvador não se fixa no mundo externo.
Prepara-te para servir ao Reino Divino, na cidade ou no campo, em qualquer estação, e não procures descanso impensadamente, convicto de que, muita vez, a imobilidade do corpo é tortura da alma. Antes de tudo, busca descobrir, em ti mesmo, o “lugar aparte” onde repousarás em companhia do Mestre.

Obra: Pão Nosso
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Vós, portanto…

“Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados e descaiais da vossa firmeza.” – Pedro. (II Pedro, 3:17.)

O esclarecimento íntimo é inalienável tesouro dos discípulos sinceros do Cristo.
O mundo está cheio de enganos dos homens abomináveis que invadiram os domínios da política, da ciência, da religião e ergueram criações chocantes para os espíritos menos avisados; contam-se por milhões as almas com eles arrebatadas às surpresas da morte e absolutamente desequilibradas nos círculos da vida espiritual. Do cume falso de suas noções individualistas precipitam-se em despenhadeiros apavorantes, onde perdem a firmeza e a luz.
Grande número dos imprevidentes encontram socorro justo, porquanto desconheciam a verdadeira situação. Não se achavam devidamente informados. Os homens abomináveis ocultavam-lhes o sentido real da vida.
Semelhante benemerência, contudo, não poderá atingir os aprendizes que conhecem, de antemão, a verdade.
O aluno do Evangelho somente se alimentará de equívocos deploráveis, se quiser.
Rodopiará, por isso mesmo, no torvelinho das sombras se nele cair voluntariamente, no capítulo da preferência individual.
O ignorante alcançará justificativa.
A vítima será libertada.
O doente desprotegido receberá enfermagem e remédio.
Mas o discípulo de Jesus, bafejado pelos benefícios do Céu todos os dias, que se rodeia de esclarecimentos e consolações, luzes e bênçãos, esse deve saber, de antemão, quanto lhe compete realizar em serviço e vigilância e, caso aceite as ilusões dos homens abomináveis, agirá sob a responsabilidade que lhe é própria, entrando na partilha das aflitivas realidades que o aguardam nos planos inferiores.

Obra: Vinha de Luz
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Jesus conosco,
Continua com o coração a derramar o bálsamo fraterno.
– o –
Caminha encorajado pelas vibrações que descem dos Céus, até o teu espírito em romagem terrena.
– o –
Faz de tua vida uma vida de exemplo, de trabalho e de amor.
– o –
Prossegue na caminhada, Jesus nos ampara e consola em nossas noites de tormenta e angústia.
Continua crente de sua inolvidável presença, em todos os momentos de nossa vida.
– o –
Faz da estrada que irás palmilhar ramalhete perfumado de compreensão, paciência e alegria.
Permanece sempre unido ao bem; se porventura, em tortuosos caminhos seguires, volta atrás, e encontrarás sempre o Divino Amigo de braços abertos à espera do irmão combalido, para envolvê-lo no coração.
– o –
Nada temas, porém, prossegue sempre com a alma pronta a servir.
– o –
Faze de tua vida uma canção de amor, amando, auxiliando e servindo a todos, e sentirás cada vez mais, em teu coração, eclodir o grande vulcão que um dia unido ao clarão de outros vulcões, iluminarão a Terra sombria em plano de Eterna Luz.
– o –
Caminha e serve. É o dístico que deverás trazer gravado em tua alma.
Caminha e serve a todos com humildade e amor.
– o –
Paz seja em nossos espíritos.
Que o Mestre muito amado nos abençoes hoje, amanhã, agora e sempre.

Livro: Temas da Vida
Francisco Cândido Xavier / Espírito Maria do Rosário

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Visão Espírita do Natal

Alberto Almeida

Evocação do Natal


O maior de todos os conquistadores, na face da Terra, conhecia, de antemão, as
dificuldades do campo em que lhe cabia operar.
Estava certo de que entre as criaturas humanas não encontraria lugar para
nascer, à vista do egoísmo que lhes trancava os corações; no entanto, buscou-as,
espontâneo, asilando-se no casebre dos animais.
Sabia que os doutores da Lei ouvi-lo-iam indiferentes, com respeito aos
ensinamentos da vida eterna de que se fazia portador; contudo, entregou-lhes,
confiante, a Divina Palavra.
Não desconhecia que contava simplesmente com homens frágeis e iletrados
para a divulgação dos princípios redentores que lhe vibravam na plataforma sublime, a
abraçou-os tais quais eram.
Reconhecia que as tribunas da glória cultural de seu tempo se lhe mantinham
cerradas, mas transmitiu as boas novas do Reino da Luz à multidão dos necessitados,
inscrevendo-as na alma do povo.
Não ignorava que o mal lhe agrediria as mãos generosas pelo bem que
espalhava; entretanto, não deixou de suportar a ingratidão e a crueldade, com
brandura e entendimento.
Permanecia convicto de que as noções de verdade e amor que veiculava
levantariam contra ele as matilhas da perseguição e do ódio; todavia, não desertou do
apostolado, aceitando, sem queixa, o suplício da cruz com que lhe sufocavam a voz.
É por isso que o Natal não é apenas a promessa da fraternidade e da paz que se
renova alegremente, entre os homens, mas, acima de tudo, é a reiterada mensagem
do Cristo que nos induz a servir sempre, compreendendo que o mundo pode mostrar
deficiências e imperfeições, trevas e chagas, mas que é nosso dever amá-lo e ajuda-lo
mesmo assim.

Fonte: Livro Antilogia Mediúnica do Natal
Psicografia: Francisco Cândido Xavier.
Espírito: Emmanuel

domingo, 22 de dezembro de 2013

Sentimentos fraternos

“Quanto, porém, à caridade fraternal, não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros.” — Paulo. (1ª Epístola aos Tessalonicenses, Capítulo 4, Versículo 9)

Forte contra-senso que desorganiza a contribuição humana, no divino edifício do Cristianismo, é o impulso sectário que atormenta enormes fileiras de seus seguidores.
Mais reflexão, mais ouvidos ao ensinamento de Jesus e essas batalhas injustificáveis estariam para sempre apagadas.
Ainda hoje, com as manifestações do plano espiritual na renovação do mundo, a cada momento surgem grupos e personalidades, solicitando fórmulas do Além para que se integrem no campo da fraternidade pura.
Que esperam, entretanto, os companheiros esclarecidos para serem efetivamente irmãos uns dos outros?
Muita gente se esquece de que a solidariedade legítima escasseia nos ambientes onde é reduzido o espírito de serviço e onde sobra a preocupação de criticar. Instituições notáveis são conduzidas à perturbação e ao extermínio, em vista da ausência do auxílio mútuo, no terreno da compreensão, do trabalho e da boa-vontade.
Falta de assistência? Não.
Toda obra honesta e generosa repercute nos planos mais altos, conquistando cooperadores abnegados.
Quando se verifique a invasão da desarmonia nos institutos do bem, que os agentes humanos acusem a si mesmos pela defecção nos compromissos assumidos ou pela indiferença ao ato de servir. E que ninguém peça ao Céu determinadas receitas de fraternidade, porque a fórmula sagrada e imutável permanece conosco no “amai-vos uns aos outros”.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Obra: Pão Nosso

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O Divino Servidor

Quando Jesus nasceu, uma estrela mais brilhante que as outras luzia, a pleno céu, indicando a manjedoura. A princípio, pouca gente lhe conhecia a missão sublime.
Em verdade, porém, assumindo a forma duma criança, vinha Ele, da parte de Deus, nosso Pai Celestial, a fim de santificar os homens e iluminar os caminhos do mundo. O Supremo Senhor que no-lo enviou é o Deus de Todas as Coisas. Milhões de mundos estão governados por suas mãos. Seu poder tudo abrange, desde o Sol distante até o verme que se arrasta sob nossos pés; e Jesus, emissário d´Ele na Terra, modificou o mundo inteiro. Ensinando e amando, aproximou as criaturas entre si, espalhou as sementes da compaixão fraternal, dando ensejo à fundação de hospitais e escolas, templos e instituições, consagrados à elevação da Humanidade. Influenciou, com seus exemplos e lições, nos grandes impérios, obrigando príncipes e administradores, egoístas e maus, a modificarem programas de governo. Depois de sua vinda, as prisões infernais, a escravidão do homem pelo homem, a sentença de morte indiscriminada a quanto não pensassem de acordo com os mais poderosos, deram lugar à bondade salvadora, ao respeito pela dignidade humana e pela redenção da vida, pouco a pouco. Além dessas gigantescas obras, nos domínios da experiência material, Jesus, convertendo-se em Mestre Divino das almas, fez ainda muito mais. Provou ao homem a possibilidade de construir o Reino da Paz, dentro do próprio coração, abrindo a estrada celeste à felicidade de cada um de nós. Entretanto, o maior embaixador do Céu para a Terra foi igualmente criança. Viveu num lar humilde e pobre, tanto quanto ocorre a milhões de meninos, mas não passou a infância despreocupadamente. Possuiu companheiros carinhosos e brincou junto deles. No entanto, era visto diariamente a trabalhar numa carpintaria modesta. Viva com disciplina. Tinha deveres para com o serrote, o martelo e os livros. Por representar o Supremo Poder, na Terra, não se movia à vontade, sem ocupações definidas. Nunca se sentiu superior aos pequenos que o cercavam e jamais se dedicou à humilhação dos semelhantes. Eis porque o jovem mantido à solta, sem obrigações de servir, atender e respeitar, permanece em grande perigo. Filho de pais ricos ou pobres, o menino desocupado é invariavelmente um vagabundo. E o vagabundo aspira ao título de malfeitor, em todas as circunstâncias. Ainda que não possua orientadores esclarecidos no ambiente em que respira, o jovem deve procurar o trabalho edificante, em que possa ser útil ao bem geral, pois se o próprio Jesus, que não precisava de qualquer amparo humano, exemplificou o serviço ao próximo, desde os anos mais tenros, que não devemos fazer a fim de aproveitar o tempo que nos é concedido na Terra?

Fonte: Livro Antologia Mediúnica do
Francisco Cândido Xavier / Espírito Neio Lúcio

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Súplica de Natal


Senhor, tu que deixaste a rutilante esfera em que reina a beleza e em que fulgura a glória, acolhendo-te, humilde, à palha merencória do mundo estranho e hostil em que a sombra ainda impera!
Tu que por santo amor deixaste a primavera da luz que te consagra o poder e a vitória, enlaçando na Terra o inverno, a lama e a escória dos que gemem na dor implacável e austera...
Sustenta-me na volta à escura estrebaria da carne que me espera em noite rude e fria, para ensinar-me agora a senda do amor puro!...
E que eu possa em teu nome abraçar, renovada, a redentora cruz de minha nova estrada, alcançando contigo a ascensão do futuro.

Fonte: Livro: Antologia Mediúnica do Natal.
Psicografia: Francisco Cândido Xavier / Espírito: Carmem Cinira.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Jesus

Divino Senhor – fez-se humilde servo da Humanidade. Pastor Supremo – nasceu na manjedoura singela. Ungido da Providência – preferiu chegar ao planeta, ao espesso manto da noite, para que o mundo lhe não visse a corte celestial. Orientador nas Esferas Resplandecentes – rejubilou-se na casinha rústica de Nazaré. Construtor do Orbe Terrestre – manejou serrotes anônimos de uma carpintaria desconhecida. Prometido dos Profetas – escolheu a simplicidade para instituir o Reino de Deus. Enviado às Nações – preferiu conversar com os doutores na condição de criança. Luzeiro das Almas – consagrou longos anos à preparação e à meditação, a fim de ensinar às criaturas o caminho da redenção. Verbo Sagrado do Princípio – submeteu-se à limitação da palavra humana para iluminar o mundo. Sábio dos sábios – valeu-se de pescadores pobres e simples para transmitir aos homens a divina mensagem. Mestre dos mestres – utilizou-se de cátedra da natureza, entre árvores acolhedoras e barcos rudes, disseminando as primeiras lições do Evangelho Renovador. Majestade Celeste – conviveu com infelizes e desalentados da sorte. Príncipe do Bem – não desdenhou as vítimas do mal, amparando mulheres desventuradas e sentando-se à mesa de pecadores envilecidos. Instrutor de Entidades Angélicas – andou com a multidão de leprosos, estropiados e cegos de todos os matizes. Administrador da Terra – ensinou o respeito a César, consagrando a ordem e santificação à hierarquia. Benfeitor das Criaturas – recebeu a calúnia, o ridículo, a ironia, o desprezo público, a prisão dolorosa e o inquérito descabido. Amigo Fiel – viu-se sozinho, no extremo testemunho. Juiz Incorruptível – não reclamou contra os falsos julgamentos de sua obra. Advogado do Mundo – acolheu a cruz injuriosa. Ministro Divino da Palavra – adotou o silêncio, ante a ignorância de seus perseguidores. Dono do Poder – rogou perdão para os próprios algozes. Médico Sublime – suportou chagas sanguinolentas. Jardineiro de Flores Eternas – foi coroado de espinhos cruéis. Companheiro Generoso – recebeu açoites e bofetadas. Condutor da Vida – aceitou o crucifixo entre ladrões. Emissário do Pai – manteve-se fiel a Deus até o fim. Mensageiro da Luz Imortal – escolheu o coração amoroso e renovado de Madalena para espalhar na Terra as primeiras alegrias da ressurreição. Mordomo dos Bens Eternos – em precisando de alguém para colaborar com os seus seguidores sinceros, busca Saulo e Tarso, o perseguidor, e transforma-o no amigo incondicional. Coordenador da Evolução Terrestre – necessitando de trabalhadores para as missões especializadas, procura os Ananias da fé, os Estevãos do trabalho e os Barnabés anônimos da cooperação.
Missionário Infatigável da Redenção Humana – foi sempre e ainda é o maior servidor dos homens de todos os tempos e civilizações da Terra.

*** Recordando o Mestre Divino, convertamo-nos ao seu Evangelho de Amor, para que a sua luz nasça na manjedoura de nossos corações pobres e humildes! E, edificados no seu exemplo, abracemos a cruz de nossos preciosos testemunhos, marchando ao encontro do Senhor, no iluminado País da Ressurreição Eterna!

Fonte: livro Antologia Mediúnica do Natal
Psicografia: Francisco Cândido Xavier / Espírito: André Luiz

Súplica do Natal

Na noite santificada,
Em maravilhas de luz,
Sobem preces, cantam vozes
Lembrando-Te, meu Jesus!

Entre as doces alegrias
De Teu Natal, meu Senhor,
Volve ao mundo escuro e triste
Os olhos cheios de amor.

Repara conosco a Terra,
Angustiada e ferida,
E perdoa, Mestre Amado,
Os erros de nossa vida.

Onde puseste a alegria
Da paz, da misericórdia,
Desabam tormentas rudes
De iniquidade e discórdia.

No lugar, onde plantaste
As árvores da união,
Vivem monstros implacáveis
De dor e separação.

Ao longo de Teus caminhos
Sublimes e abençoados,
Surgem trevas pavorosas
De abismos escancarados.

Ao invés de Teus ensinos
De caridade e perdão,
Predominam sobre os homens
A sombra, o crime, a opressão.

Perdoa, Mestre, aos que vivem
Erguendo-Te a nova cruz!
Dá-nos, ainda, a bonança
De Tua divina luz.

Desculpa mundo infeliz
Distante das leis do bem,
Releva as destruições
Da humana Jerusalém...

Se a inteligência dos homens
Claudicou a recaiu,
A Tua paz não mudou
E ao Teu amor não dormiu.

Por isso, ó Pastor Divino,
Nos júbilos do Natal,
Saudamos a Tua estrela
De vida excelsa e imortal.

Que o mundo Te guarde a lei
Pela fé que nos conduz
Das sombras de nossa vida
Ao reino de Tua luz!...

Fonte: Livro Antologia Mediúnica do Natal
Psicografada por Francisco Cândido Xavier
Espírito: Casimiro Cunha



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Natal do Cristo


Nas proximidades do dia 25 de dezembro crescem as expectativas de variada ordem para as confraternizações familiares e de amigos, adornos natalinos e um crescente e intenso comércio.
Embora o Grande Aniversariante nem sempre seja lembrado é o momento propício para se destacar a importância de Cristo para a Humanidade.
Na obra inaugural da Doutrina Espírita, o Codificador dedicou a 3ª. Parte ao desenvolvimento do tema “Das Leis Morais”. Entres essas questões, a de número 625 define Jesus como “o tipo mais perfeito que tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo”.1
Com o surgimento de O Evangelho segundo o Espiritismo, mais assentado em ilustrações de exemplos de vida e das parábolas de Jesus, Kardec define este último livro como: “[...] roteiro infalível para a felicidade vindoura, o levantamento de uma ponta do véu que nos oculta a vida futura. Essa parte é a que será objeto exclusivo desta obra”.2
Na obra de Allan Kardec e, no conjunto da obra de Francisco Cândido Xavier, principalmente dos espíritos Emmanuel e Humberto de Campos sente-se a significação do Cristo para nós e do marco que ele representa para a Humanidade.
No conjunto da literatura espírita sentimos o reforço para a esclarecedora comparação: “Jesus, a porta. Kardec, a chave”.3
O Natal é o momento para oportunas reflexões. Os espíritas enaltecem o Natal com confraternizações e propostas de ação. Há sempre expectativas de que o cintilar dos ornamentos luminosos típicos da época natalina possam também abrir espaço para as emissões da “luz do mundo” (João 8:12).
Referências:
1) KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 91e. 3ª. Parte. Trad. Guillon Ribeiro. FEB: Rio de Janeiro, questão 625.
2) KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 131e. Trad. Guillon Ribeiro. FEB: Rio de Janeiro Introdução. Item I.
3) XAVIER, Francisco Cândido. Opinião Espírita. 1e. Pelo Espírito Emmanuel, cap. 2, Uberaba: CEC. 1963. p.30-34.

Antonio Cesar Perri de Carvalho
O autor é presidente da Federação Espírita Brasileira.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Oferta de natal

Senhor! Enquanto as melodias do Natal nos enternecem, recordamos também, ante o céu iluminado, a estrela divina que te assinalou o berço na palha singela!...
De novo, alcançam-nos os ouvidos as vozes angélicas:
- Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!...
E lembramo-nos do tópico inesquecível da narrativa de Lucas (Evangelho de Lucas 2:8-11):
“Havia na região da manjedoura pastores que viviam nos campos e velavam pelos rebanhos durante a noite; e um anjo do Senhor desceu onde eles se achavam e a glória do Senhor brilhou ao redor deles, pelo que se fizeram tomados de assombro... O anjo, porém, lhes disse: não temais! Eis que vos trago boas novas de grande alegria, que serão para todo o povo... É que hoje vos nasceu, na cidade de David, o Salvador, que é o Cristo, o Senhor”.
*
Desde o momento em que os pastores maravilhados se movimentaram para ver- te, na hora da alva, começaste, por misericórdia tua, a receber os testemunhos de afeição dos filhos da Terra.
Todavia, muito antes que te homenageassem com o ouro, o incenso e a mirra, expressando a admiração e a reverência do mundo, o teu cetro invisível se dignou acolher, em primeiro lugar, as pequeninas dádivas dos últimos!
Só tu sabes, Senhor, os nome daqueles que algo te ofertaram, em nome do amor puro, nos instantes da estrebaria: A primeira frase de bênção... A luz da candeia que principiou a brilhar quando se apagaram as irradiações do firmamento... Os panos que te livraram do frio... A manta humilde que te garantiu o leito improvisado... Os primeiros braços que te enlaçaram ao colo para que José e Maria repousassem... A primeira tigela de leite... O socorro aos pais cansados... Os utensílios de empréstimo para que te não faltasse assistência... A bondade que manteve a ordem, ao redor a manjedoura, preservando-a de possíveis assaltos... O feno para o animal que devia transportar-te...
*
Hoje, Senhor, que quase vinte séculos transcorreram, sobre o teu nascimento, nós, os pequeninos obreiros desencarnados, com a honra de cooperar em teu Evangelho Redivivo, pedimos vênia para algo te ofertar... Nada possuindo de nós, trazemos-te as páginas simples que Tu mesmo nos inspiraste, os pensamentos de gratidão e de amor que nos saíram do coração, em forma de letras, em louvor de tua infinita bondade!
Recebe-os, ó Divino Benfeitor! Com a benevolência com que acolheste as primeiras palavras e respeito e os primeiros gestos de carinho com que as criaturas rudes e anônimas te afagaram na gloriosa descida à Terra!... E que nós – espíritos milenares fatigados do erro, mas renovados na esperança – possamos rever-te a figura sublime, nos recessos do coração, e repetir, como o velho Simeão, após acariciar-te na longa vigília do Templo:
- “Agora, Senhor, despede em paz os teus servos, segundo a tua palavra, porque os nossos olhos viram a salvação!...”.

Fonte: Livro Antologia Mediúnica do Natal
Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Espírito: Emmanuel

sábado, 14 de dezembro de 2013

Imperativo da paz

Ante ocorrências que te levem a reações negativas, medita no imperativo da paz, que te resguarda no entendimento, para que a cólera não te perturbe.
Se alguém te feriu, observa a condição enfermiça do agressor, que descarrega em ti parte da insatisfação e desespero que traz em si mesmo.
Se outros te prejudicam, segundo teu entender, medita e verás que eles arruínam a si mesmos, criando barreiras para as próprias atividades.
Ante familiares queridos que se desajustam, faze quanto puderes pela restauração da harmonia entre eles, mas respeita-os nas tomadas de posição, sem menosprezar-lhes o livre arbítrio.
Venham as crises e dificuldades que vierem, resguarda-te na tolerância, asserena-te e espera.
Permanece trabalhando e servindo, e a vida, em nome de Deus, te ofertará sempre o máximo de recursos pelo mínimo de teu concurso pessoal na solução dos problemas.
Age com paciência. Recorda que precipitação é queda no remorso, rebeldia é incêndio na alma, azedume é doença e cólera é uma devastação.


Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Pronto Socorro (extrato) - Ed. CEU

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Ante o mundo e Jesus

O mundo pede socorro a Jesus.
Ele atende, porém, espera por nós.
O mundo roga paz.
Jesus transmite tranquilidade, todavia, a todos estimula para que auxiliemos na fraternidade.
O mundo suplica apoio para livrar-se do ódio.
Jesus é recurso libertador que propõe a paciência e o trabalho solidário entre as criaturas.
O mundo promove desespero e algaravia.
Jesus doa silêncio e fé.
Compara as incertezas no mundo e a segurança com Jesus.
Considera os impositivos de fora, no mundo, e as forças interiores que se haurem em Jesus.
Vive no mundo; mas não te apartes de Jesus.
Tua vida física em dado momento cessará, enquanto a tua realidade espiritual com Jesus jamais terminará.
As vitórias externas esmaecem e passam, as íntimas se fortalecem e ficam.
Ninguém jamais fugirá da sua nascente divina.
No duelo – mundo e Jesus, a tua será a opção da permanente angústia ou da promissora ventura.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Do livro “Alerta” (extrato) – Ed. LEAL

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Entendimento

O cultivador do campo não prescinde do arado com que sulcará o corpo da gleba.
O estatuário recorrerá ao buril para afeiçoar o mármore à ideia criadora que lhe inflama a cabeça.
A criatura interessada na produção de reflexos mentais protetores de sua senda não dispensará o entendimento por alicerce do trabalho renovador. Entendimento que simbolize fraternidade operante.
Até o ingresso na Consciência Cósmica, todos os seres se distinguem pela face de luz com que se alteiam para os cimos da evolução e pela face de sombra pela qual ainda sofrem a influência da retaguarda.
Todos recolhemos do Pai Celeste os estímulos ao futuro e todos padecemos os reflexos do passado a se nos projetarem sobre a existência.
Só o culto do entendimento pode garantir-nos o equilíbrio indispensável no serviço edificante de auto burilamento.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Pensamento e Vida (extrato) - Ed. FEB

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

“Nada faças por contenda ou por vanglória, mas por humildade.” - Paulo. Filipenses, capítulo 2, versículo 3.

Examina-te

O serviço de Jesus é infinito. Na sua órbita, há lugar para todas as criaturas e para todas as idéias sadias em sua expressão substancial.
Se, na ordem divina, cada árvore produz segundo a sua espécie, no trabalho cristão, cada discípulo contribuirá conforme sua posição evolutiva.
A experiência humana não é uma estação de prazer. O homem permanece em função de aprendizado e, nessa tarefa, é razoável que saiba valorizar a oportunidade de aprender, facilitando o mesmo ensejo aos semelhantes.
O apóstolo Paulo compreendeu essa verdade, afirmando que nada deveremos fazer por espírito de contenda e vanglória, mas, sim, por ato de humildade.
Quando praticares alguma ação que ultrapasse o quadro das obrigações diárias, examina os móveis que a determinaram. Se resultou do desejo injusto de supremacia, se obedeceu somente à disputa desnecessária, cuida de teu coração para que o caminho te seja menos ingrato. Mas se atendeste ao dever, ainda que hajas sido interpretado como rigorista e exigente, incompreensivo e infiel, recebe as observações indébitas e passa adiante. Continua trabalhando em teu ministério, recordando que, por servir aos outros, com humildade, sem contendas e vanglórias, Jesus foi tido por imprudente e rebelde, traidor da lei e inimigo do povo, recebendo com a cruz a coroa gloriosa.

Caminho, Verdeade e Vida
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

Arai e semeai

Meus Filhos,
Que Jesus nos abençoe!
Antes que o Senhor ascendesse, estávamos reunidos com aqueles que leriam nas palavras de João, o futuro evangelista, a mensagem de libertação e de eternidade.
Naquele entardecer, rico de perfumes e de bênçãos, o Mestre inolvidável aparece e, distendendo os braços para afagar, aproxima aqueles quinhentos da Galileia, no seu afável e dúlcido coração e diz-lhes:
— Ide, como as ovelhas mansas no meio de lobos rapaces. Ide e pregai, pois que vos dou o poder de libertar as criaturas dos sofrimentos... Eu vos dou a força para pisar a serpente do mal, sem que ela vos possa picar. Eu vos ofereço o meu coração, para que o apresenteis ao mundo. Não temais a ninguém, especialmente aqueles que somente vencem o corpo e não vos podem atingir a alma.
..E quando ascendeu em uma nuvem luminosa, aqueles que ali estavam, homens e mulheres, criancinhas e venerandos anciãos, saíram para levar a sua mensagem de liberdade aos quatro pontos do mundo.
Ide, também vós outros, novos quinhentos da Galileia, que renasceis da memória dos tempos, depois de naufrágios dolorosos e de prejuízos incalculáveis para a economia das vossas almas. Ide, e semeai a Era do amor. Não vos perturbeis com o mundo, com as suas facécias, nem temais as suas tenazes vigorosas e ameaçadoras. Aquele amoroso e meigo Rabi prossegue convosco e conosco, conduzindo-nos ao porto de segurança para onde rumam.
É verdade que o corpo físico é um desafio, a própria luta ante os recentes progressos constituí um desafio impostergável.
Cantai, exultantes de alegria, porque fostes chamados e estais sendo selecionados para os misteres mais delicados e graves da construção do reino de Deus. Se, por acaso, aninhar-se a dor em vossos sentimentos, bendizei-a. E nesse colóquio entre a alma que chora e a dor que deve estar cravada, dizei: bendita sejas, por te apresentares como espinho nas carnes da minha alma, impedindo-lhe tropeços mais dolorosos e mais perturbadores.
Se a incompreensão testar as vossas resistências eis que soa a oportunidade da tolerância e o momento da paciência, a fim de ser conquistado o contendor. E, em qualquer circunstancia amai. O amor é a força ciclópica que modela o Universo exteriorizado pelo Pai Criador. Com os sentimentos de amor, de bondade, guiados pela lógica de bronze da Doutrina Espírita, podereis dirigir os passos no rumo do Bem, com segurança, quando tudo aparentemente estiver contra vós.
Não temos outra alternativa, nem conhecemos outra diretriz que não sejam aquelas que estão expressas na palavra do Senhor: "Fazei todo o bem que vos esteja ao alcance. Amai os vossos inimigos, aos vossos perseguidores, servindo sempre", porque as mãos que obram nas trilhas da imortalidade estão colocando os alicerces da era do amor universal em nosso planeta, que está transitando para mundo de regeneração. Nunca estareis a sós. Vossos Guias, protetores e os anjos tutelares da lide espírita, em nome do Espírito de reiVerdade, estarão sempre convosco.
Ide , filhos da alma, em paz, em retorno ao vosso campo de trabalho e arai, semeai, vigiai as plântulas, defendei-as até que possam, como árvores frondosas e frutíferas, albergar a sociedade cansada, desiludida e necessitada de paz, de pão e de amor.
Que o Senhor de bênçãos vos abençoe, meus filhos.
São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra
Psicofonia de Divaldo Pereira Franco

Indiferentes

A indiferença é morte da ação que induz a criatura ao progresso. É ausência de ideal vitalizador.
O indiferente padece de doença que o domina a pouco e pouco, ameaça-lhe o equilíbrio e anula as movimentações que o capacitam para a luta.
São pessoas que não ouvem nem querem ver. Não alcançaram metas e sentem-se burladas.
Refugiam-se na indiferença antes de tentarem mais uma vez. E, porque perderam a fé, negam-se a confiar em alguém.
Nas atividades espirituais, são em número surpreendente. Não reagem a favor nem contra.
Não te aflijas pela atitude delas. Reencontrarão, mais tarde, o caminho que devem percorrer.
Não deixes de produzir e com entusiasmo, no teu campo de ação, quando as defrontares.
Não foram apenas os que odiavam e temiam a soberana força do amor de Jesus que O levaram à morte. Foram também os indiferentes.
Apesar deles, o Senhor escreveu, com sacrifício pessoal, a página mais comovedora e estoica de todos os tempos e que até hoje atrai mentes e corações para Sua doutrina.


Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Oferenda (extrato) - Ed. LEAL

domingo, 8 de dezembro de 2013

Caridade, a meta

Guarda, na mente, que a caridade em teus atos deve ser a luz que vence a sombra.
Enquanto não compreendas que a caridade é sempre a bênção maior para quem a realiza, ligando o benfeitor ao necessitado, estarás na fase primária da virtude por excelência.
Poderás repartir moedas, a mãos-cheias; todavia, se não mantiveres o sentimento da amizade em relação ao carente, não terás logrado alcançar a essência da caridade.
Repartirás tecidos e agasalhos com os desnudos; no entanto, se lhes não ofertares compreensão e afabilidade, permanecerás na filantropia.
Atenderás aos enfermos com medicação valiosa; entretanto, se não adicionares ao gesto a gentileza fraternal, estarás apenas desincumbindo-se de um mister de pequena monta.
Ofertarás o pão aos esfaimados; contudo, se os não ergueres com palavras de bondade, não alcançaste o sentido real da caridade.
Distribuirás haveres e coisas com os desafortunados do caminho; não obstante, sem o calor do teu envolvimento emocional em relação a eles, não atingiste o fulcro da virtude superior.
A caridade é algo maior do que o simples ato de dar.
Certamente, a doação de qualquer natureza sempre beneficia aquele que lhe sofre a falta. Todavia, para que a caridade seja alcançada, é necessário que o amor se faça presente, qual combustível que permite o brilho da fé, na ação beneficente.
A caridade material preenche os espaços abertos pela miséria socioeconômica, visíveis em toda parte.
Além deles, há todo um universo de necessidades em outros indivíduos que renteiam contigo e esperam pela luz libertadora do teu gesto.
A indulgência, em relação aos ingratos e agressivos;
a compaixão, diante dos presunçosos e perversos;
a tolerância, em favor dos ofensores;
a humildade, quando desafiado ao duelo da insensatez;
a piedade, dirigida ao opressor e déspota;
a oração intercessora, pelo adversário;
a paciência enobrecida, face às provocações e à irritabilidade dos outros;
a educação, que rompe as algemas da estupidez e da maldade que se agasalham nas furnas da ignorância gerando a delinquência e a loucura...
A caridade moral é desafio para toda hora, no lar, na rua, no trabalho.
Exercendo-a, recorda também da caridade em relação a ti mesmo.
Jesus, convivendo com os homens, lecionou exemplificando todas as modalidades da caridade, permanecendo até hoje como o protótipo mais perfeito que se conhece, tornando-a a luz do gesto, que vence a sombra do mal, através da ação do amor.
Caridade, pois, eis a meta.
* * *

Divaldo Pereira Franco. Da obra: Vigilância.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
1a edição. Salvador, BA: LEAL, 1987.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Purificação íntima

Cada homem tem a vida exterior, conhecida e analisada pelos que o rodeiam, e a vida íntima da qual somente ele próprio poderá fornecer o testemunho. O mundo interior é a fonte de todos os princípios bons ou maus e todas as expressões exteriores guardam aí os seus fundamentos. Em regra geral, todos somos portadores de graves deficiências íntimas, necessitadas de retificação. Mas o trabalho de purificar não é tão simples quanto parece. Será muito fácil ao homem confessar a aceitação de verdades religiosas, operar a adesão verbal a ideologias edificantes... Outra coisa, porém, é realizar a obra da elevação de si mesmo, valendo-se da autodisciplina, da compreensão fraternal e do espírito de sacrifício. Isso é trabalho de duplo ânimo, porque semelhante renovação jamais se fará tão-somente à custa de palavras brilhantes.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Caminho, Verdade e Vida - Ed. FEB

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Firmeza e constância

“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 15:58.)

Muita gente acredita que abraçar a fé será confiar-se ao êxtase improdutivo. A pretexto de garantir a iluminação da alma, muitos corações fogem à luta, trancando-se entre as quatro paredes do santuário doméstico, entre vigílias de adoração e pensamentos profundos acerca dos mistérios divinos, esquecendo-se de que todo o conjunto da vida é Criação Universal de Deus.
Fé representa visão.
Visão é conhecimento e capacidade de auxiliar.
Quem penetrou a “terra espiritual da verdade”, encontrou o trabalho por graça maior.
O Senhor e os discípulos não viveram apenas na contemplação.
Oravam, sim, porque ninguém pode sustentar-se sem o banho interior de silêncio, restaurando as próprias forças nas correntes superiores de energia sublime que fluem dos Mananciais Celestes.
A prece e a reflexão constituem o lubrificante sutil em nossa máquina de experiências cotidianas.
Importa reconhecer, porém, que o Mestre e os aprendizes lutaram, serviram e sofreram na lavoura ativa do bem e que o Evangelho estabelece incessante trabalho para quantos lhe esposam os princípios salvadores.
Aceitar o Cristianismo é renovar-se para as Alturas e só o clima do serviço consegue reestruturar o espírito e santificar-lhe o destino.
Paulo de Tarso, invariavelmente peremptório nas advertências e avisos, escrevendo aos Coríntios, encareceu a necessidade de nossa firmeza e constância nas tarefas de elevação, para que sejamos abundantes em ações nobres com o Senhor.
Agir ajudando, criar alegria, concórdia e esperanças, abrir novos horizontes ao conhecimento superior e melhorar a vida, onde estivermos, é o apostolado de quantos se devotaram à Boa Nova.
Procuremos as águas vivas da prece para lenir o coração, mas não nos esqueçamos de acionar os nossos sentimentos, raciocínios e braços, no progresso e aperfeiçoamento de nós mesmos, de todos e de tudo, compreendendo que Jesus reclama obreiros diligentes para a edificação de seu Reino em toda a Terra.

Obra: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Sugestões no caminho

Lamentar-se por quê?... Aprender sempre, sim.
Cada criatura colherá da vida não só pelo que faz, mas também conforme esteja fazendo aquilo que faz.
Não se engane com falsas apreciações acerca de justiça, porque o tempo é o juiz de todos.
Recorde: tudo recebemos de Deus que nos transforma ou retira isso ou aquilo, segundo as nossas necessidades.
A humildade é um anjo mudo.
Tanto menos você necessite, mais terá.
Amanhã será, sem dúvida, um belo dia, mas para trabalhar e servir, renovar e aprender, hoje é melhor.
Não se iluda com a suposta felicidade daqueles que abandonam os próprios deveres, de vez que transitoriamente buscam fugir de si próprios como quem se embriaga para debalde esquecer.
O tempo é ouro mas o serviço é luz.
Só existe um mal a temer: aquele que ainda exista em nós.
Não parar na edificação do bem, nem para colher os louros do espetáculo, nem para contar as pedras do caminho.
A tarefa parece fracassar? Siga adiante, trabalhando, que, muita vez é necessário sofrer a fim de que Deus nos atenda à renovação.

De “Sinal Verde”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito André Luiz

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Plantas e almas


As almas, no fundo, são semelhantes às plantas no campo imenso da vida.
Reparo, desse modo, o que produzes.
Corações isolados na sensibilidade egoística, receando dissabores no relacionamento com o próximo, parecem cardos amargosos na terra seca.
Verbos maledicentes que encontram motivo para a crítica destruidora, nos menores acontecimentos de cada dia, simbolizam a urtiga brava, sempre disposta a ferir.
Inteligências ruidosas na reiterada exposição de nobres ideais que nunca realizam, lembram arbustos ricos de folhagem, que jamais se confiam à frutescência.
Companheiros ociosos e entediados da luta humana, em fuga das elevadas obrigações que o mundo lhes assinala oferecem pontos de contato com o cipó absorvente que, enlaçado a outras plantas, lhes suga a vitalidade e lhes furta a existência.
Almas em sofrimento constante que sabem cultivar a fé e a esperança, ofertando a quem passa os melhores testemunhos de amor e coragem são roseiras abençoadas, produzindo flores de paz e alegria, sobre os espinheiros terrestres.
Espíritos generosos e amigos, que buscam a intimidade com a luz da compreensão e do serviço, apresentam similaridade com as copas opulentas, sempre habilitadas a socorrer quem lhe procura o regaço acolhedor, com a sombra refrigerante ou com o fruto nutriente.
Irmãos prestimosos parecem valiosas plantas medicinais, cuja essência consegue curar inquietações e feridas.
Espíritos benevolentes e sábios, no apoio incessante à Humanidade, surgem por troncos veneráveis, de que o homem retira a madeira de lei, para o lar que lhe serve de berço e templo, escola e moradia.
Observa o que fazes.
Por tuas demonstrações e exemplos no recanto em que o Senhor te situou, o mundo conhecer-te-á, de perto, e abençoará ou corrigirá tua vida.

De “Indulgência”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Na intimidade doméstica

A história do bom samaritano, repetidamente estudada, oferece conclusões sempre novas.
O viajante compassivo encontra o ferido anônimo na estrada.
Não hesita em auxiliá-lo.
Estende-lhe as mãos.
Pensa-lhe as feridas.
Recolhe-o nos braços sem qualquer ideia de preconceito.
Condu-lo ao albergue mais próximo.
Garante-lhe a pousada.
Olvida conveniências e permanece junto dele, enquanto necessário.
Abstém-se de indagações.
Parte ao encontro do dever, assegurando-lhe a assistência com os recursos da própria bolsa, sem prescrever-lhe obrigações.
Jesus transmitiu-nos a parábola, ensinando-nos o exercício da caridade real, mas, até agora, transcorridos quase dois milênios, aplicamo-la, via de regra, às pessoas que não nos comungam o quadro particular.
Quase sempre, todavia, temos os caídos do reduto doméstico.
Não descem de Jerusalém para Jericó, mas tombam da fé para a desilusão e da alegria para a dor, espoliados nas melhores esperanças, em rudes experiências.
Quantas vezes surpreendemos as vítimas da obsessão e do erro, da tristeza e da provação, dentro de casa!
Julgamos, assim, que a parábola do bom samaritano produzirá também efeitos admiráveis, toda vez que nos decidirmos a usá-la, na vida íntima, compreendendo e auxiliando os vizinhos e companheiros, parentes e amigos, sem nada exigir e sem nada perguntar.

Emmanuel
(De “Luz no Lar”, de Francisco Cândido Xavier, por diversos Espíritos)

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Por que fazer de tudo um problema?

Convença-se ser mais forte que as circunstâncias porque tem
um reservatório de inteligência e poder, e siga sem medo.
Terá boa segurança, mas, se for temer, enervar, desesperar,
as forças do reservatório, que são positivas, e destinadas a
avançar e vencer, se enfraquecem e não podem dar vitória e paz.
Querer é poder.
Se você crer que pode, que resolve, que é capaz
de trabalhar e ser feliz, isso se efetivará naturalmente.
É pensando nas alturas que se sobe.

Lourival Lopes

Lucros

“E o que tens ajuntado para quem será?” — Jesus. (Lucas, capítulo 12, versículo 20.)

Em todos os agrupamentos humanos, palpita a preocupação de ganhar. O espírito de lucro alcança os setores mais singelos. Meninos, mal saídos da primeira infância, mostram-se interessados em amontoar egoisticamente alguma coisa. A atualidade conta com mães numerosas que abandonam seu lar a desconhecidos, durante muitas horas do dia, a fim de experimentarem a mina lucrativa. Nesse sentido, a maioria das criaturas converte a marcha evolutiva em corrida inquietante. Por trás do sepulcro, ponto de chegada de todos os que saíram do berço, a verdade aguarda o homem e interroga: — Que trouxeste? O infeliz responderá que reuniu vantagens materiais, que se esforçou por assegurar a posição tranquila de si mesmo e dos seus. Examinada, porém, a bagagem, verifica-se, quase sempre, que as vitórias são derrotas fragorosas. Não constituem valores da alma, nem trazem o selo dos bens eternos. Atingida semelhante equação, o viajor olha para trás e sente frio. Prende- se, de maneira inexplicável, aos resultados de tudo o que amontoou na Crosta da Terra. A consciência inquieta enche-se de nuvens e a voz do Evangelho soa-lhe aos ouvidos: Pobre de ti, porque teus lucros foram perdas desastrosas! “E o que tens ajuntado para quem será?”

Obra: Caminho, Verdade e Vida
Francisco Candido Xavier / Emmanuel

domingo, 1 de dezembro de 2013

Sinais

Na reunião íntima, o benfeitor espiritual Bittencourt Sampaio falava pelo médium, com propriedade e beleza.
Em certo ponto da preleção, dizia, veementemente:
- Revelamos os nossos sinais dominantes, nas manifestações pequeninas. Cada um tem reflexos diferentes. O heroísmo na praça pública pode ser mero fruto de circunstâncias especiais. É o cotidiano que nos revela o íntimo, nos gestos mais apagados, nas mínimas ações. A maldade aparece num ato de cólera. A calúnia por vezes se entremostra numa simples palavra. A leviandade vem à baila num vago sorriso. A avareza, em muitas ocasiões, surge num vintém...
Nisso, alguém bate á porta cerrada. E o silêncio cai, pesado, no ânimo dos ouvintes...
O visitante, não se vendo logo atendido, insiste com mais força. Pancadas violentas: duas, três, cinco vezes...
O instrutor desencarnado retoma a palavra e explica:
- Estudemos. A pessoa que nos procura talvez seja um modelo de cortesia na vida social; entretanto, pelo seu comportamento atrás da porta, anuncia claramente que um dos seus reflexos mais altos é a impaciência.

Livro: A vida escreve
Francisco Cândido Xavier / Espírito Hilário Silva

sábado, 30 de novembro de 2013

Tende calma

“E disse Jesus: Mandai assentar os homens.” — (João, capítulo 6, versículo 10.)

Esta passagem do Evangelho de João é das mais significativas. Verifica-se quando a multidão de quase cinco mil pessoas tem necessidade de pão, no isolamento da natureza.
Os discípulos estão preocupados.
Filipe afirma que duzentos dinheiros não bastarão para atender àdificuldade imprevista.
André conduz ao Mestre um jovem que trazia consigo cinco pães de cevada e dois peixes.
Todos discutem.
Jesus, entretanto, recebe a migalha sem descrer de sua preciosa significação e manda que todos se assentem, pede que haja ordem, que se faça harmonia. E distribuí o recurso com todos, maravilhosamente.
A grandeza da lição é profunda.
Os homens esfomeados de paz reclamam a assistência do Cristo. Falam nEle, suplicam-lhe socorro, aguardam-lhe as manifestações. Não conseguem,todavia, estabelecer a ordem em si mesmos, para a recepção dos recursos celestes. Misturam Jesus com as suas imprecações, suas ansiedades loucas e seus desejos criminosos. Naturalmente se desesperam, cada vez mais
desorientados, porqüanto não querem ouvir o convite à calma, não se assentam para que se faça a ordem, persistindo em manter o próprio desequilíbrio.

Obra: Caminho , Verdade e Vida

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

No justo momento

No justo momento em que:
O fracasso lhe atropele o carro da esperança;
O apoio habitual lhe falte à existência;
A ventania da advertência lhe açoite o espírito;
A aflição se lhe intrometa nos passos;
A tristeza lhe empane os horizontes;
A solidão lhe venha fazer companhia;
No momento justo, enfim, em que a crise ou a angústia, a sombra ou a tribulação se lhe façam mais difíceis de suportar, não chore e nem esmoreça.
A água pura a fim de manter-se pura é servida em taça vazia.
A treva da meia-noite é a ocasião em que o tempo dá sinal de partida para nova alvorada.
Por maior a dificuldade, jamais desanime.
O seu pior momento na vida é sempre o instante de melhorar.


Albino Teixeira / Médium Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Compromisso com a consciência

Compromisso exige responsabilidade.
Responsabilidade solicita equilíbrio moral.
Equilíbrio moral decorre da disciplina.
Disciplina sugere autoconhecimento.
Autoconhecimento resulta de educação.
Educação recorda preparo para a vida.
Vida é patrimônio divino que ninguém pode malbaratar inconsequentemente.
A vida é ensejo abençoado para os labores da evolução, criados em nome do Amor.
Ações produzem reações e todo impulso gera respostas na ordem das coisas.
Por essa razão, o equilíbrio é conquista ideal em face das circunstâncias e realizações humanas.
Compromisso com a consciência - ordem na conduta.
Conduta cristã - conquista de paz.
Não adie de forma alguma os compromissos de enobrecimento. Cada minuto na vida tem valor expressivo, pois significa ensejo de ajudar e ascender com a consciência ilibada.


Marco Prisco / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Momentos de Decisão (extrato) - Ed. LEAL

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Por que desanimar?

Mesmo que esteja carregado de problemas,
não abandone o ânimo.
O desânimo só pode levar você a uma
decadência maior e a fazer a infelicidade dos outros.
Reaja.
Coloque no peito pelo menos um pouco
de ânimo, um pouco de fé e esperança
e terá logo bons resultados.
Lembre-se de que todos os problemas têm
solução e que é seu ânimo que a atrai.
Anime-se.
Existem muitas pessoas que
dariam tudo para estar no seu lugar.
Quem desanima prefere os vermes
da terra aos anjos do céu.

Lourival Lopes

Entendamos

O objetivo da sua vida na Terra não constitui a autoridade, a beleza ou o conforto efêmero.
- É o aperfeiçoamento espiritual.
A finalidade da educação não se resume no respeito cego a tradicionalismo e preconceito.
- É disciplina aos impulsos próprios.
A evangelização da infância não consiste em seu acondicionamento às nossas ideias.
-É processo da emancipação infantil para compreensão da justiça e do bem.
O exercício profissional não consubstancia concorrência desonesta em louvor da ambição.
- É ensejo de auxílio a todos.
A caridade não exprime virtude conforme a nossa inclinação afetiva.
- É solução a qualquer problema.
A fé não significa só ideal para o futuro.
- É força construtiva para hoje.
O seu estudo não é padronização à vida alheia.
- É arma viva para a reforma de você mesmo.
A melhoria moral transparece de título honroso alcançado entre os homens.
- É luz manifesta em seu bom exemplo.


André Luiz / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Ideal Espírita (extrato) - Ed. CEC

terça-feira, 26 de novembro de 2013

O ensino da luz


- Senhor - disse Tadeu a Jesus, após o dia de trabalho estafante -, qual é o nosso dever
maior, na execução do Evangelho para a redenção das criaturas?
O Mestre fitou o céu azul em que nuvens pequeninas semelhavam estrigas de linho alvo.
E falou em seguida:
- Em meio de grande tempestade, inúmeros viajantes se recolheram a enorme casarão que
se assemelhava a um labirinto. Porque sentissem medo uns dos outros, cada qual se
escondeu nos quartos mais internos e, vindo a noite, em vão procuraram o lugar de saída.
Começou, então, enorme conflito. Lamentos. Pragas. Assaltos. Correrias. Pancadas. Crimes
nas trevas. Um homem, que por ali passava, ouviu os rogos de socorro que partiam do
infortunado reduto e, longe de gritar ou discutir, acendeu a sua candeia e passou entre os
amotinados, em profundo silêncio. Bastou a luz dele para que todos percebessem os
disparates que vinham fazendo, ao mesmo tempo que encontravam, por si mesmos, a porta
libertadora.
O Mestre fez grande intervalo e voltou a dizer:
- Se a luz do bom exemplo estiver entre nós, os outros perceberão, com facilidade, o
caminho.
- E que fazer, Senhor, para semelhante conquista?
Jesus, continuando em sua contemplação do céu, como exilado buscando alguma visão da
pátria longínqua, aclarou docemente:
- Procuremos o Reino de Deus e a sua justiça, isto é, vivamos no amor puro e na
consciência tranquila...E tudo o mais ser-nos-á acrescentado.

Obra: A Vida Escreve - Francisco Cândido Xavier / Hilário Silva

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Compromisso com a fé

Qualquer compromisso que se assume impõe deveres que devem ser atendidos, a fim de conseguir-se a desincumbência feliz.
Se te comprometes com a área da cultura sob qualquer aspecto, enfrentas programas e horários, disciplina e atenção, para alcançares a meta pretendida.
Se buscas trabalho e desenvolvimento econômico, arrostas obrigações sucessivas, obediência, ação constante, e através dessa conduta chegarás aos objetivos que anelas.
Se te comprometes com a edificação da família, muitos imperativos se te fazem indispensáveis atender, de forma que o lar se transforme em realidade feliz.
Se aceitas o compromisso social, tens que te submeter a inúmeras condições inadiáveis, para atingires os efeitos ditosos.
Compromisso é vínculo de responsabilidade entre o indivíduo e o objetivo buscado.
Ninguém se pode evadir, sem tombar na irresponsabilidade.
Medem-se a maturidade e a responsabilidade moral do ser através da maneira como ele se desincumbe dos compromissos que assume.
O profissional liberal que enfrenta dificuldades, para o desempenho dos compromissos, luta e afadiga-se para bem os atender, mantendo-se consciente e tranquilo.
O operário que aceita o compromisso do trabalho, sejam quais forem as circunstâncias e os desafios, permanece na atividade abraçada até sua conclusão.
Compromisso é luta; é desempenho de dever.
O prazer sempre decorre da honorabilidade com que cada qual se desincumbe da ação.
*
Em relação à fé religiosa, a questão é semelhante.
Quem se apresenta no campo espiritual buscando a iluminação, não tem condição de impor requisitos, mas, aceitá-los conforme são e devem ser seguidos.
Não se trata de um mercado de valores comezinhos, que devem ser leiloados e postos para a disputa dos interesses subalternos.
O compromisso com a fé religiosa é de alta relevância, pois se trata de ensejar a libertação do indivíduo, dos vícios e delitos a que se condicionou, e que o atormentam.
São graves os quesitos da já religiosa.
Mesmo em se tratando de preservar a liberdade do candidato à fé, ela não modifica os programas que devem ser considerados e aplicados na transformação moral íntima.
Estabelecida a dieta moral, o necessitado de diretriz esforça-se para aplicar, incorporar as lições hauridas no seu cotidiano. Nenhuma modernidade altera as leis da vida, que são imutáveis.
Desse modo, o compromisso com a fé não permite ao indivíduo adaptar a linha direcional da doutrina que busca aos seus hábitos perniciosos e às suas debilidades morais.
*
O Espiritismo apoia-se moralmente nas lições de Jesus, sendo a sua, a mesma moral vivida e ensinada pelo Mestre.
Adaptar essa moral às licenças atuais, aos escapismos éticos em moda, às concessões sentimentais de cada um, constitui grave desconsideração ao excelente conteúdo que viceja no pensamento espírita.
Indispensável que o compromisso com a fé espírita mantenha-se inalterado, sem a incorporação dos modismos perniciosos e perturbadores do momento, assim ensejando a transformação moral para melhor de todos quantos o aceitem em caráter de elevação.
Somente assim, todo aquele que abrace a fé, que luz na Doutrina Espírita, terá condições para vencer estes difíceis dias em paz de consciência, mesmo que sob chuvas de incompreensões e desafios constantes do mal, dos vícios e dos perturbadores.

Divaldo Pereira Franco.
Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

Cartões de paz

Cada espírito é um canal de bênçãos, em se mantendo ligado às Leis do Criador.
Você pode espalhar compreensão e otimismo.
Não se detenha em pessimismo e azedume.
Qualquer tristeza manifestada impulsiona os tristes a ficarem mais tristes.
Encoraje o próximo, com o seu sorriso, entregando suas mágoas a Deus.
Não se sabe de benefício algum que o desânimo tenha realizado.
Siga em frente, criando simpatia e amizade, esperança e cooperação.
Felicidade é fruto da felicidade que se semeia.
Quando a provação lhe apareça, será o seu momento mais importante para comunicar fé e coragem aos companheiros.
Haja o que houver, distribua confiança e bom ânimo, porque a alegria é talvez a única dádiva que você é capaz de ofertar sem possuir.
Se você não acredita que Deus é plenitude de paz e amor, alegria e luz, pense que a Terra se envolve nas sombras da noite, mas há sempre no Céu a fatalidade do alvorecer.

André Luiz / Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Busca e Acharás (extrato) - Ed. IDEAL

sábado, 23 de novembro de 2013

Pensa em Deus

Muitas são as calamidades que assolam ainda o mundo.
Entretanto, pensa em Deus quando o pessimismo te fale em destruição.
O Criador deixa ao homem a liberdade de pensar com a obrigação de colhe os frutos das sementes que haja plantado em suas escolhas e, por isso mesmo, ante as provações coletivas que o Homem venha a suscitar, a própria Divina Providência o auxilia a atenuá-las ou suprimi-las, pouco a pouco.
Na vida individual, porém, a Presença Divina é mais perceptível ao coração acordado na fé.
Saibamos recordar.
É provável que problemas de intrincada complexidade, em vários passos da existência, te hajam repontado da estrada, subtraindo-te a segurança.
Mas Deus, sem que o soubesses, te induziu a soluções inesperadas, restituindo-te a paz de espírito.
Enfermidades estranhas combaliram-te as forças, entretanto, justamente quando te supunhas à frente da morte, Deus inspirou providências que te reequilibraram as energias, sem que te desses conta de semelhante favor.
Enganos lamentáveis, em certas ocasiões, talvez te houvessem marginalizado o entendimento, compelindo-te a desajustes começantes, mas Deus, em silêncio, usando meios que desconheces, te trouxe novamente à razão e à serenidade.
Afeições queridas, possivelmente, largaram-te o caminho, quando mais necessitavas de apoio e colaboração, nas tarefas em que te compromissaste, mas Deus, sem alarde, te curou as feridas da alma e te ofertou companhias outras mais nobres e mais úteis que te amparam no dever a cumprir.
Em todas as crises da experiência humana, nunca deixes de amar e compreender, desculpar e servir sempre.
Em qualquer circunstância, pensa em Deus.
Mesmo que hajas caído no mais profundo abismo, crê no bem e espera por Deus, porque Deus te levantará.

De “Urgência”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

A paz depende de educação na moral

Às vezes você está em folgadas condições para ferir,
criticar e impor a sua vontade, mas pense antes de agir.
Se você está em paz, não vá perdê-la com isso e, se não está em
paz, não aumente a insatisfação com as palavras duras que terá de
usar e que atingirão primeiramente a você antes de chegar ao alvo.
Não se deixe envolver por emoções do momento,
nem planeje ou faça algo que revolte os outros.
A sua paz depende da deles e se perder a calma,
perderá o dia e manchará o futuro.
Conserve a paz.
A paz depende de educação na moral.

Lourival Lopes

Diante de tudo

Diante de tudo, estabelece Jesus para nós todos, uma conduta básica, de que todas as providências exatas se derivam para a solução dos problemas no caminho da vida.
Sombra - Caridade da luz.
Ignorância - Caridade do ensino.
Penúria - Caridade do socorro.
Doença - Caridade do remédio.
Injúria - Caridade do silêncio.
Tristeza - Caridade do consolo.
Azedume - Caridade do sorriso.
Cólera - Caridade da brandura.
Ofensa - Caridade da tolerância.
Insulto - Caridade da prece.
Desequilíbrio - Caridade do reajuste.
Ingratidão - Caridade do esquecimento.
Diante de cada criatura, exerçamos a caridade do serviço e da bênção.
Todos somos viajores na direção da Vida Maior.
Doemos amor a Deus, na pessoa do próximo, e Deus, através do próximo, dar-nos-á mais amor.

Pelo Espírito Bezerra de Menezes. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Caminho Espírita.

Seguindo adiante

A provação que se nos revela de impacto assemelha-se a golpe destruidor.
Quando isso, porventura, te aconteça é natural que sofras e chores,
entretanto, não te fixes em qualquer condição negativa.
Prossegue nas tarefas que a Sabedoria da Vida te confiou.
Recorda: quando uma bomba explode numa longa vereda talhada na pedra, quase
sempre surgem janelas abertas nas paredes da rocha, pelas quais é possível
descortinar amplos caminhos que mais facilmente trilharemos em busca de paz
e de elevação.

Francisco Cândido Xavier / Emmanuel - Mensagem recebida em 06/01/1980

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Jesus veio

“Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens.” Paulo - (Filipenses, 2:7.)

Muitos discípulos falam de extremas dificuldades por estabelecer boas obras nos serviços de confraternização evangélica, alegando o estado infeliz de ignorância em que se compraz imensa percentagem de criaturas da Terra.
Entretanto, tais reclamações não são justas.
Para executar sua divina missão de amor, Jesus não contou com a colaboração imediata de Espíritos aperfeiçoados e compreensivos e, sim, “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”.
Não podíamos ir ter com o Salvador, em sua posição sublime; todavia, o Mestre veio até nós, apagando temporariamente a sua auréola de luz, de maneira a beneficiar-nos sem traços de sensacionalismo.
O exemplo de Jesus, nesse particular, representa lição demasiado profunda.
Ninguém alegue conquistas intelectuais ou sentimentais como razão para desentendimento com os irmãos da Terra.
Homem algum dos que passaram pelo orbe alcançou as culminâncias do Cristo. No entanto, vemo-lo à mesa dos pecadores, dirigindo-se fraternalmente a meretrizes, ministrando seu derradeiro testemunho entre ladrões.
Se teu próximo não pode alçar-se ao plano espiritual em que te encontras, podes ir ao encontro dele, para o bom serviço da fraternidade e da iluminação, sem aparatos que lhe ofendam a inferioridade.
Recorda a demonstração do Mestre Divino.
Para vir a nós, aniquilou a si próprio, ingressando no mundo como filho sem berço e ausentando-se do trabalho glorioso, como servo crucificado.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito Emmanuel


domingo, 17 de novembro de 2013

Mais um pouco

Quando estiveres à beira da explosão na cólera, cala-te mais um pouco e o silêncio nos poupará enormes desgostos.
*
Quando fores tentado a examinar as consciências alheias, guarda os princípios do respeito e da fraternidade mais um pouco e a benevolência nos livrará de muitas complicações.
*
Quando o desânimo impuser a paralisação de tuas forças na tarefa a que foste chamado, prossegue agindo no dever que te cabe, exercitando a resistência mais um pouco e a obra realizada ser-nos-á bênção de luz.
*
Quando a revolta espicaçar-te o coração, usa a humildade e o entendimento mais um pouco e não sofreremos o remorso de haver ferido corações que devemos proteger e considerar.
*
Quando a lição oferecer dificuldades à tua mente, compelindo-te à desistência do progresso individual, aplica-te ao problema ou ao ensinamento mais um pouco e a solução será clara resposta à nossa expectativa.
*
Quando a ideia de repouso sugerir o adiamento da obra que te cabe fazer, persiste com a disciplina mais um pouco e o dever bem cumprido ser-nos-á alegria perene.
*
Quando o trabalho te parecer monótono e inexpressivo, guarda fidelidade aos compromissos assumidos mais um pouco e o estímulo voltará ao nosso campo de ação.
*
Quando a enfermidade do corpo trouxer pensamentos de inatividade, procurando imobilizar-te os braços e o coração, persevera com Jesus mais um pouco e prossegue auxiliando aos outros, agindo e servindo como puderes, porque o Divino Médico jamais nos recebe as rogativas em vão.
*
Em qualquer dificuldade ou impedimento, não te esqueças de usar um pouco mais de paciência, amor, renúncia e boa vontade, em favor de teu próprio bem-estar.
*
O segredo da vitória, em todos os setores da vida, permanece na arte do aprender, imaginar, esperar e fazer mais um pouco.
* * *

André Luiz/Francisco Cândido Xavier. Em: Apostilas da Vida.

Ante o além



A vida não termina
Onde a morte aparece.
Não transformes saudade
Em fel nos que se foram.

Eles seguem contigo,
Conquanto de outra forma.
Dá-lhes amor e paz,
Por muito que padeças.

Eles também te esperam
Procurando amparar-te.
Todos estamos juntos.
Na Presença de Deus.


Autor: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier

Páginas a juventude

O esforço precede a realização. O conhecimento é o primeiro degrau da sabedoria.
A aplicação assegura competência. O trabalho ensina a servir.
O estudo consolida a experiência. O cavalheirismo é a sementeira da caridade.
A gentileza é o princípio da renúncia. A confiança no bem adquire a fé viva.
O otimismo garante o êxito. O auxílio aos outros gera a paz.
A cordialidade é o início da fraternidade.
A disciplina produz a humildade.
Os preceitos humanos respeitáveis constituem a exteriorização das leis divinas.
A aquisição das mais elevadas qualidades terrenas é o legítimo acesso aos dons celestiais.
– Jovens irmãos, para vós outros surgem os horizontes do recomeço.
A luta pelo bem é nossa oportunidade sublime.
O obstáculo é a prova benéfica de superação das nossas próprias fraquezas.
Trabalhemos servindo. De Evangelho nos braços.
E com o Mestre Divino em pleno coração.
A terra é o meio, Jesus é o fim.

Livro: Cartas do Coração
Francisco Cândido Xavier / André Luiz

Desejo e prazer

O desejo, que leva ao prazer, pode surgir em forma de necessidade violenta quando na expressão primitiva da natureza humana.
Sem o controle da razão, desarticula a emoção e conduz ao desajuste comportamental.
É voraz e tormentoso, sobretudo na área genésica, revelando-se na busca sexual para o gozo.
Em esfera mais elevada, converte-se em sentimento graças à conquista de algum ideal e à propensão a realizações enobrecedoras.
Em qualquer caso, o desejo necessita ser bem administrado, a fim de tornar-se motivação de nosso crescimento psicológico e espiritual.
O prazer não é só expressão de lascívia, é, também, dos ideais alcançados, da beleza, das inefáveis alegrias do sentimento afetuoso, sem posse, sem exigência, sem dependência carnal.
Muitos temem o prazer, por associá-lo ao pecado, daí nascendo certa consciência de culpa. O prazer, porém, é força criadora, responsável pela personalidade e mesmo pela esperança.
Desejo e prazer tornam-se alavancas que promovem a pessoa ou abismo que a consomem.

Joanna de Ângelis / Médium Divaldo Pereira Franco
Livro: Amor, Imbatível Amor (extrato) - Ed. LEAL

sábado, 16 de novembro de 2013

Brilhe vossa luz

Corre, incessantemente, o caudaloso rio da vida...
Iniciam-se viagens longas, embarca-se e desembarca-se, entre esperanças renovadas e prantos de despedida.
Viajores partem, viajores tornam.
Como é difícil atingir o porto de renovação!
Quase sempre, a imprevidência e a inquietude precipitam-se nas profundezas sombrias!... Para vencer a jornada laboriosa, é preciso aprender com Alguém que foi o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ele não era conquistador e fundou o maior de todos os domínios, não era geógrafo e descortinou os sublimes continentes da imortalidade, não era legislador e iluminou os códigos do mundo, não era filósofo e resolveu os enigmas da alma, não era juiz e ensinou a justiça com misericórdia, não era teólogo e revelou a fé viva, não era sacerdote e fez o sermão inesquecível, não era diplomata e trouxe a fórmula da paz, não era médico e limpou leprosos, restaurou a visão dos cegos e levantou paralíticos do corpo e do espírito, não era cirurgião e extirpou a chaga da animalidade primitiva, não era sociólogo e estabeleceu a solidariedade humana, não era cientista e foi o sábio dos sábios, não era escritor e deixou ao Planeta o maior dos Livros, não era advogado e defendeu a causa da Humanidade inteira, não era engenheiro e traçou caminhos imperecíveis, não era economista e ensinou a distribuição dos bens da vida a cada um por suas obras, não era guerreiro e continua conquistando as almas há quase vinte séculos, não era químico e transformou a lama das paixões em ouro da espiritualidade superior, não era físico e edificou o equilíbrio da Terra, não era astrônomo e desvendou os mundos novos da imensidade, enriquecendo de luz o porvir humano, não era escultor e modelou corações, convertendo-os em poemas vivos de bondade e esperança.
Ele foi o Mestre, o Salvador, o Companheiro, o Amigo Certo, humilde na manjedoura, devotado no amor aos infelizes, sublime em todas as lições, forte, otimista e fiel ao Supremo Senhor até a cruz.
Bem aventurados os seus discípulos sinceros, que se transformam em servidores do mundo por amor ao seu amor!
Valiosa é a experiência do homem, bela é a ciência da Terra, nobre é a filosofia religiosa que ilumina os conhecimentos terrestres, admiráveis é a indústria das nações, vigorosa é a inteligência das criaturas; maravilhosos são os sistemas políticos dos povos mais cultos, entretanto, sem Cristo, a grandeza humana pode não passar de relâmpago dentro da noite espessa. “Brilhe a vossa luz”, disse o Mestre Inesquecível.
Acenda cada aprendiz do Evangelho a lâmpada do coração. Não importa seja essa lâmpada pequenina. A humilde chama da vela distante é irmã da claridade radiosa da estrela. É indispensável, porém, que toda a luz do Senhor permaneça brilhando em nossa jornada sobre abismos, até a vitória final no porto da grande libertação.

Apostilas da Vida
André Luiz / Francisco Cândido Xavier

A caridade desconhecida


A conversação em casa de Pedro versava, nessa noite, sobre a prática do bem, com a viva colaboração verbal de todos. Como expressar a compaixão, sem dinheiro? Por que meios incentivar a beneficência, sem recursos monetários? Com essas interrogativas, grandes nomes da fortuna material eram invocados e a maioria inclinava-se a admitir que somente os poderosos da Terra se encontravam à altura de estimular a piedade ativa, quando o Mestre interferiu, opinando, bondoso: — Um sincero devoto da Lei foi exortado por determinações do Céu ao exercício da beneficência; entretanto, vivia em pobreza extrema e não podia, de modo algum, retirar a mínima parcela de seu salário para o socorro aos semelhantes. Em verdade, dava de si mesmo, quanto possível, em boas palavras e gestos pessoais de conforto e estímulo a quantos se achavam em sofrimento e dificuldade; porém, magoava-lhe o coração a impossibilidade de distribuir agasalho e pão com os andrajosos e famintos à margem de sua estrada. Rodeado de filhinhos pequeninos, era escravo do lar que lhe absorvia o suor. Reconheceu, todavia, que, se lhe era vedado o esforço na caridade pública, podia perfeitamente guerrear o mal, em todas as circunstâncias de sua marcha pela Terra. Assim é que passou a extinguir, com incessante atenção, todos os pensamentos inferiores que lhe eram sugeridos; quando em contato com pessoas interessadas na maledicência, retraia-se, cortês, e, em respondendo a alguma interpelação direta, recordava essa ou aquela pequena virtude da vítima ausente; se alguém, diante dele, dava pasto à cólera fácil, considerava a ira como enfermidade digna de tratamento e recolhia-se à quietude; insultos alheios batiam-lhe no espírito à maneira de calhaus em barril de mel, porquanto, além de não reagir, prosseguia tratando o ofensor com a fraternidade habitual; a calúnia não encontrava acesso em sua alma, de vez que toda denúncia torpe se perdia, inútil, em seu grande silêncio; reparando ameaças sobre a tranquilidade de alguém, tentava desfazer as nuvens da incompreensão, sem alarde, antes que assumissem feição tempestuosa; se alguma sentença condenatória bailava em torno do próximo, mobilizava espontâneo, todas as possibilidades ao seu alcance na defesa delicada e imperceptível; seu zelo contra a incursão e a extensão do mal era tão fortemente minucioso que chegava a retirar detritos e pedras da via pública, para que não oferecessem perigo aos transeuntes. Adotando essas diretrizes, chegou ao termo da jornada humana, incapaz de atender às sugestões da beneficência que o mundo conhece. Jamais pudera estender uma tigela de sopa ou ofertar uma pele de carneiro aos irmãos necessitados. Nessa posição, a morte buscou-o ao tribunal divino, onde o servidor humilde compareceu receoso e desalentado. Temia o julgamento das autoridades celestes, quando, de improviso, foi aureolado por brilhante diadema, e, porque indagasse, em lágrimas, a razão do inesperado prêmio, foi informado de que a sublime recompensa se referia à sua triunfante posição na guerra contra o mal, em que se fizera valoroso empreiteiro.
Fixou o Mestre nos aprendizes o olhar percuciente e calmo e concluiu, em tom amigo: — Distribuamos o pão e a cobertura, acendamos luz para a ignorância e intensifiquemos a fraternidade aniquilando a discórdia, mas não nos esqueçamos do combate metódico e sereno contra o mal, em esforço diário, convictos de que, nessa batalha santificante, conquistaremos a divina coroa da caridade desconhecida.

Livro: Jesus no Lar
Francisco Cândido Xavier/Espírito Neio Lúcio

Sentenças da vida

Cumpra os deveres desagradáveis. – Buscar apenas o nosso deleite é comodismo crônico.
Vitalize os negócios com a fraternidade pura. – O comércio não foge a ação da Providência Divina.
Coloque o bem de todos acima do interesse partidário. – A senda cristã nas atividades da vida será sempre caridade.
Esqueça as narrativas que exaltem indiretamente o erro. – A moral da história mal contada é sempre a invigilância.
Liberte-se das frases de efeito. – A palavra postiça sufoca o pensamento.
Evite o divertimento nocivo ou claramente desnecessário. – Os pés incautos encontram a queda imprevista.
Resista à desonestidade. – O critério do amor não se modifica.
Valorize os empréstimos de Deus. – Dar não significa abandonar.
Prestigie a sabedoria da Lei, obedecendo-a. – O auxilio espiritual não surge sem preço.


André Luiz / Médium Waldo Vieira
Livro: Estude e Viva (extrato) - Ed. FEB

Deus te guarde

Deus te guarde alma querida e boa,
Pela dor que não dizes,
Quando a injúria te induz a suportar
Os problemas e os atos infelizes.
Deus te compense a tolerância
Quando olvidas o mal, Interpretando aquele que te agride
Por doente mental.
Deus te ilumine a frase de humildade
Ante o verbo agressor,
Quando te apagas para garantir
A presença do amor.
Deus te engrandeça o gesto de renúncia,
Onde a ambição, às tontas, se compraz,
Quando saber perder conforto e benefício
Em proveito da paz.
Deus proteja o silêncio em que te esforças
Na compreensão que te sustém,
Quando toleras golpe ou desafio
Sem ferir a ninguém.
Por tudo o que há de bom que nos ofertas
Na jornada de luz que te bendiz,
Pelo perdão constante em que te nutres,
Deus te guarde alma irmã,
Deus te faça feliz

Maria Dolores / Francisco Cândido Xavier
Livro: A vida Conta

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A regra áurea

“Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” — Jesus. (Mateus, capítulo 22, versículo 39.)

Incontestavelmente, muitos séculos antes da vinda do Cristo já era ensinada no mundo a Regra Áurea, trazida por embaixadores de sua sabedoria e misericórdia. Importa esclarecer, todavia, que semelhante princípio era transmitido com maior ou menor exemplificação de seus expositores.
Diziam os gregos: “Não façais ao próximo o que não desejais receber dele.”
Afirmavam os persas: “Fazei como quereis que se vos faça.”
Declaravam os chineses: “O que não desejais para vós, não façais a outrem.”
Recomendavam os egípcios: “Deixai passar aquele que fez aos outros o que desejava para si.”
Doutrinavam os hebreus: “O que não quiserdes para vós, não desejeis para o próximo.”
Insistiam os romanos: “A lei gravada nos corações humanos é amar os membros da sociedade como a si mesmo.”
Na antigüidade, todos os povos receberam a lei de ouro da magnanimidade do Cristo.
Profetas, administradores, juizes e filósofos, porém, procederam como instrumentos mais ou menos identificados com a inspiração dos planos mais altos da vida. Suas figuras apagaram-se no recinto dos templos iniciáticos ou confundiram-se na tela do tempo em vista de seus testemunhos fragmentários.
Com o Mestre, todavia, a Regra Áurea é a novidade divina, porque Jesus a ensinou e exemplificou, não com virtudes parciais, mas em plenitude de trabalho, abnegação e amor, à claridade das praças públicas, revelando-se aos olhos da Humanidade inteira.

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
Caminho, Verdade e Vida

Antes de agir

Há cinco atitudes capazes de nos trazerem felicidade:
Perdoar sempre.
Fazer todo o Bem possível.
Ser fiel à verdade.
Cultivar a prece.
Caminhar servindo sempre.
E há cinco comportamentos que levam ao sofrimento:
Alimentar a mágoa.
Fomentar a agressividade.
Acreditar na impiedade.
Fugir da prece.
Vingar-se.
É possível que, inda hoje, te encontres perante uma destas situações
Antes de agir, lembra que felicidade ou sofrimento resultarão da tua livre opção.

De “Novas Mensagens de Scheilla para você”, de Clayton B. Levy

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Mecanismo da evolução

As conjunturas difíceis que vives fazem parte do processo evolutivo de todas as criaturas. Enfermidades,
incompreensões, problemas do lar, limites orgânicos, dificuldades econômicas são os mecanismos de que
se utilizam as Leis soberanas para estimular-te ao avanço, à conquista de mais elevados pisos.
Mesmo os triunfos aparentes, a fama transitória, a saúde, a tranquilidade doméstica tornam-se, as vezes,
motivo de aflição.
Milton, o grande poeta inglês, afirmava que a Fama é a espora que eleva o espírito iluminado, a fim de que
ele mais se desdobre e mais trabalhe, e quando, finalmente, pense em gozá-la, as Fúrias cindem o seu êxito
e a vida fragilmente tecida.
O brilho da fama é visitado constantemente pela treva da inveja, que a tenta empanar ou mesmo apagá-la,
levando a calúnia a tiracolo para o empreendimento nefasto.
As pessoas que aparentam felicidade e transitam no carro do triunfo, também experimentam dores e
sofrem ansiedades, depressões.
Não te iludas com a vã esperança de lograres felicidade sem esforço e paz sem lágrimas.
A terra é a Escola dos aprendizes em fase de imperfeição e ignorância.
Alguns, bem intencionados, esforçando-se; outros, preguiçosos, criando embaraços para o próximo e para
eles mesmos; diversos, distraídos e atrasados; raros, com aproveitamento louvável, mesmo assim vivendo as
condições e peripécias da sua humanidade.
Também és estudante algo negligente, equivocando-te, envolvendo-te em pugnas mesquinhas, gerando
animosidade, perdendo tempo útil.
Ghandhi afirmava que se me não matarem, terei fracassado na campanha da não-violência.
Raros os apóstolos do bem que não sofreram a perseguição dos próprios correligionários, transformados
em competidores e difamadores cruéis.
Muitas vezes, o amigo solidário de agora se transmuda em adversário de mais tarde.
Não foram os inimigos que atraiçoaram e negaram Jesus; mas, Seus amigos invigilantes.
A ti cabe a honrosa tarefa de enfrentar os problemas e solucioná-los; de trabalhar a enfermidade e
recuperar a saúde; de lutar e adquirir a paz íntima em qualquer situação a que te vejas conduzido.
No desequilíbrio que predomina em toda parte, sê tu quem permanece com serenidade.
No vozerio das acusações, seja o teu silêncio a forma de defesa.
Na urdidura de qualquer mal, a tua se torne a presença do bem.
Nunca abandones a trilha da fé, nem te apartes dos deveres sacrificiais, porque sofres ou defrontas
dificuldades.
Facilidade, improvisação, sorte são expressões que não existem no dicionário dos códigos Divinos. Tudo
são conquistas arduamente conseguidas.
Fiel ao ideal que abraças e à vida que te exorna a marcha, não temas, não recues e não te desesperes
nunca.
A felicidade virá e permanecerá contigo a partir do momento próprio.

Obra: Desperte e Seja Feliz - Divaldo Pereira Franco / Joanna de Ângelis

Que buscas?


A inteligência nos faz crer que somente buscamos o bem, pois todos se agradam das coisas boas. No entanto, para buscar o bem é óbvio que os nossos sentimentos nunca fujam da sintonia do amor.
Se queremos o bem para nós e fazemos o mal para os outros, falhamos na escolha, porque somente a força interna corresponde ao que desejamos. A intimidade é a vida da alma. Quando desarmonizamos a cidadela interna e externamente desejamos equilíbrio; isso é ilusório. A perfeição deve partir de dentro, para corresponder à lei de harmonia e atrair o que buscas.
A Doutrina Espírita vem ensinando como buscar a luz do entendimento, buscar a vida, força de Deus que age em toda a criação.
Se queres buscar a paz, não faças guerra.
Se queres a luz, não andes em trevas.
Se queres o perdão, não firas teu semelhante.
Se queres alegria, não cries problemas aos teus companheiros!
Recebemos o que damos. Ninguém engana às leis, que tanto vibram no macrocosmo como no microcosmo. Os olhos de Deus veem e registram todos os acontecimentos.
Se queres ser feliz, trabalha para a felicidade dos teus semelhantes.
Se queres ser sábio, ajuda ao ignorante a sair da ânsia de entendimento!
Somos todos filhos de Deus e o Senhor nos mandou Jesus como Pastor para o rebanho, de modo a nos ensinar a buscar a paz e o amor pelos esforços de luz, em todos os gestos de caridade.

De “Páginas Esparsas 5”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Miramez

domingo, 10 de novembro de 2013

Inquietação


Vez que outra, apresenta-se, inesperadamente, e toma corpo, terminando por gerar desconforto e depressão.
Aparece como dúvida ou suspeita, e ganha forma, passando por diferentes fases, até controlar a emotividade que se transtorna, levando a estados graves.
Aqui, se apresenta na condição de medo em relação ao futuro.
Ali, se expressa em forma de frustração, diante do que não foi logrado.
Acolá, se manifesta como um dissabor qualquer, muito natural, aliás, em todas as vidas.
Há momentos em que se estabelece como conflito, inspirando rebeldia e agressividade.
Noutras ocasiões, ei-la em forma de desconforto íntimo e necessidade de tudo abandonar...
-x-
No turbilhão da vida hodierna, em face do intercâmbio psíquico nas faixas da psicosfera doentia que grassa, é muito difícil a manutenção de um estado de equilíbrio uniforme.
A inquietação, porém, constante, deve merecer mais acurada atenção, a fim de ser debelada.
Não lhe dês guarida, dialogando com as insinuações de que se faz objeto.
Evita as digressões mentais pessimistas, e não te detenhas nas conjecturas maliciosas.
Ninguém a salvo desses momentos difíceis. Todavia, todos têm o dever de superá-los e avançar confiantes nos resultados opimos das ações encetadas.
Assim, age sempre com correção e não serás vítima de inquietações desgastantes.

De “Episódios diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

Um momento

Antes de negar-se aos apelos da caridade, medite um momento nas aflições dos outros.
Imagine você no lugar de quem sofre.
Observe os irmãos relegados aos padecimentos da rua e suponha-se constrangido a semelhante situação.
Repare o doente desamparado e considere que amanhã provavelmente seremos nós candidatos ao socorro na via pública.
Examine o ancião fatigado e reflita que, se a desencarnação não chegar em breve, não escapará você da velhice.
Contemple as crianças necessitadas, lembrando os próprios filhos.
Quando a ambulância deslize rente ao seu passo, conduzindo o enfermo anônimo, pondere que, talvez um parente nosso extremamente querido, se encontre a gemer dentro dela.
Escute pacientemente os companheiros entregues à sombra do grande infortúnio e recorde que em futuro próximo, é possível estejamos na travessia das mesmas dificuldades.
Fite a multidão dos ignorantes e fracos, cansados e infelizes, julgando-se entre eles e mentalize a gratidão que você sentiria perante a migalha de amor que alguém lhe ofertasse.
Pense um momento em tudo isso e você reconhecerá que a caridade para nós todos é simples obrigação.

Obra: Mãos Marcadas – Francisco Cândido Xavier / André Luiz

Insegurança

Há momentos em que se imiscuem, no sentimento do combatente, emoções desconcertantes.
Ressaibo do atavismo ancestral, que remanesce em contínuas investidas, logra vencer quantos lhe dão guarida, estimulados pela auto piedade e pela presunção.
Porque se espalha a agressividade, tens a impressão de que lhe serás a próxima vítima.
Diante das incertezas que decorrem da beligerância generalizada, absorves o vapor deletério que se expressa em forma de insegurança.
Tem cuidado com esse tipo de fobia em relação ao presente, ao futuro, e aos que te cercam.

Há os que se armam, pensando em reagir, quando agredidos.
Outros se condicionam para a agressão em primeiro passo, como mecanismo de defesa.
Diversos revestem-se de falsa condição de superioridade, evitando os contatos humanos que lhes parecem desagradar.
Desarma-te desses vãos atavios.
Ergue-te em pensamento a Deus e n’Ele confia.
Somente acontece o que é necessário para o progresso do homem, exceto quando ele, irresponsavelmente, provoca situações e acontecimentos prejudiciais, por imprevidência e precipitação.
Cultivando o otimismo e a paz, avançarás no teu dia-a-dia, vencendo o tempo e poupando-te aos estados de insegurança íntima, porque estás sob o comando de Deus.

De “Episódios diários”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Temas de esperança

Com a lamentação é possível deprimir os que mais nos ajudam.
Se pretenderes auxiliar a alguém, começa mostrando alegria.
Se tiveres de chorar por algum motivo que consideres justo, chora trabalhando, para o bem, para que as lágrimas não se te façam inúteis.
Guarda a lição do passado, mas não percas tempo lastimando aquilo que o tempo não pode restituir.
Deus permitiu a existência das quedas d´água para aprendermos quanta força de trabalho e renovação podemos extrair de nossas próprias quedas.
Se procurares a paz, não critiques e sim ajuda sempre.
Deixe um traço de alegria onde passes e a tua alegria será sempre acrescentada mais à frente.
O sorriso é sempre uma luz em tua porta.

Emmanuel / Médium Francisco Cândido Xavier
Livro: Companheiro (extrato) - Ed. IDE

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Os olhos do amor

Capítulo 15, item 6 (ESE)

“Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens, e mesmo a língua dos anjos, se não tivesse caridade não seria senão como um bronze sonante...”... A caridade é paciente; é doce e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária e precipitada; não se enche de orgulho; não é desdenhosa; não procura seus próprios interesses; não se melindra e não se irrita com nada... ”(Capítulo 15, item 6.)


Quando Paulo de Tarso definiu a verdadeira caridade, deixando implícito ser a “reunião de todas as qualidades do coração”, isto é, o “amor”, diferenciou-a completamente da prestação de serviços aos outros, da distribuição de esmolas, da assistência social, da ajuda patológica aos dependentes afetivos, de compensações de baixa estima, ou de tudo que se referia a atitudes exteriores, sem qualquer envolvimento do amor verdadeiro. Reforçou seu conceito acrescentando que: “E quando tivesse distribuído meus bens para alimentar os pobres, e tivesse entregue meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso não me serviria de nada”.
Muitas vezes, “doamos coisas” ou “favorecemos pessoas”, a fim de proporcionar a nós mesmos, temporariamente, uma sensação de bem-estar, de poder íntimo ou de vaidade pessoal, como que compensamos nossos desajustes emocionais e complexos de inferioridade.
São sentimentos transitórios e artificiais que persistem entre as criaturas, que, por não se encontrarem satisfeitas consigo mesmas, trazem profunda desconsideração e desgosto, e super
valorizou-se fazendo “algo para o próximo”, para provar aos outros que são boas, importantes e merecedoras de atenção. Na realidade, caridade é amor, e amor é a divina presença de
Deus em nós. Raio com que Ele modela tudo, o amor é considerado a real estrutura da vida e a base de toda a Lei Universal.
É imprescindível esclarecermos que há inúmeras formas de focalizar a caridade, e nós nos reportaremos a ela como o “amor-essência” - energias que emergem de nossa natureza mais profunda: a Onipresença Divina que habita em tudo. Minerais, vegetais, animais e seres humanos, ao mesmo tempo que vibram também recebem essa “vitalidade amorosa”, num fenômeno de trocas incessantes. Um mineral de rocha permanecera como tal, enquanto a “atração” e a “tendência” de seus átomos e moléculas se mantiverem atraídos e integrados uns aos outros. Tais “atrações” constituem os primeiros estágios dessa energia do amor nos seres primitivos. Semelhante “poder atrativo” prospera e se movimenta em cada fase da vida, de conformidade com o grau evolutivo em que se encontram os elementos e as criaturas em ascensão. Observemos a Natureza: propensões, gostos e identificações com as quais se particularizam cada ser do Universo, inclusive a própria criatura humana, são movimentações dessa “força de predileção”, nomeada comumente por “aspiração amorosa”. Segundo o apóstolo João, “Deus é Amor: aquele que permanece no amor permanece em Deus e Deus permanece nele”. (1) Consequentemente, nós, herdeiros e filhos Dele, somos Amor, criados por esse plasma divino; portanto, somos oriundos do “Amor Incomensurável”, que sustenta e dirige suas criaturas e criações universais.
Todos nós estamos nos descobrindo no processo dinâmico da evolução, que se assemelha a um gradativo despetalar de camadas e mais camadas; inicia-se pelas mais densificadas até atingir “o cerne” - nosso âmago amoroso. “Deus fez os homens à sua imagem e semelhança” (2) e, dessa forma, somente conheceremos o verdadeiro sentido da caridade como amor criativo, integrador e generoso, quando tivermos uma clara consciência de nós mesmos.
No momento em que passamos a identificar nos outros a mesma essência de amor da qual eles e nós somos feitos, seremos capazes de discernir o que é o sentimento de caridade. Seja jovens, velhos, crianças, sadios ou doentes, seja homens ou mulheres, se passarmos a amá-los incondicionalmente, como nos exemplificou Jesus, Nosso Mestre e Senhor, aí estaremos completamente integrados na caridade.
Caridade não consiste em assumir e comandar sentimentos, decisões, bem-estar, problemas, evolução e destino das pessoas, aquilo, enfim, que elas podem e devem fazer por si mesmas, porque quando tentamos reduzir as dificuldades delas, responsabilizando-nos por seus atos, estamos também impedindo seu real crescimento e amadurecimento, somente alcançados através das experiências que precisam enfrentar. Assim, distorcemos a genuína mensagem da caridade, do amor ou da doação verdadeira.
Encontramos ainda na1a Epístola de João: “Não escrevo um novo mandamento, mas sim aquele que tivemos desde o princípio: que amemos uns aos outros”. (3) Quanto mais limitada e particularizada for a maneira de viver o amor, menor será nossa consciência de que todos os seres humanos têm uma capacidade ilimitada de amar ao mesmo tempo muitas pessoas. Quanto mais o amor for compartilhado com os outros, mais nos desenvolveremos e nos plenificaremos na vida.
Olhar os outros com os olhos do amor é a grande proposta da caridade. O verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus, era: “Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas”. (4) Caridade é amor, e não há amor onde não houver “profundo respeito” aos seres humanos. Se substituirmos na conceituação de perdão” por Jesus as palavras “benevolência”, “indulgência e “amor-respeito”, compreenderemos realmente esse sentimento incondicional do Mestre por todas as criaturas.
“Amor-respeito para com todos”, “Amor-respeito para com as imperfeições alheias”, “Amor-respeito aos ofensores”: aqui estão as regras básicas da conduta do Cristo. Não olvidemos, porém, que respeitar os outros não quer dizer “ser conivente” ou “manter cumplicidade”.
Concluímos ajustando o texto de Paulo ao nosso melhor entendimento: “Ainda que eu falasse a língua dos homens e também a dos anjos; ainda que eu tivesse o dom da profecia e penetrasse todos os mistérios; ainda que eu dominasse a ciência e tivesse uma fé tão grande que e movesse montanhas, tudo isso não me serviria de nada se não tivesse amor-respeito aos seres humanos”.
(1) 1º João 4:16.
(2) Gênesis 1:26.
(3) 1º João 3:11.
(4) Questão 886, O Livro dos Espíritos.

Renovando Atitudes (Francisco Do Espírito Santo – Espírito Hammed)

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Reuniões cristãs

“Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas da casa onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus e pôs-se no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco.” (João, capítulo 20, versículo 19.)

Desde o dia da ressurreição gloriosa do Cristo, a Humanidade terrena foi considerada digna das relações com a espiritualidade.
O Deuteronômio proibira terminantemente o intercâmbio com os que houvessem partido pelas portas da sepultura, em vista da necessidade de afastar a mente humana de cogitações prematuras. Entretanto, Jesus, assim como suavizara a antiga lei da justiça inflexível com o perdão de um amor sem limites, aliviou as determinações de Moisés, vindo ao encontro dos discípulos saudosos.
Cerradas as portas, para que as vibrações tumultuosas dos adversários gratuitos não perturbassem o coração dos que anelavam o convívio divino, eis que surge o Mestre muito amado, dilatando as esperanças de todos na vida eterna. Desde essa hora inolvidável, estava instituído o movimento de troca, entre o mundo visível e o invisível. A família cristã, em seus vários departamentos, jamais passaria sem o doce alimento de suas reuniões carinhosas e íntimas. Desde então, os discípulos se reuniriam, tanto nos cenáculos de Jerusalém, como nas catacumbas de Roma. E, nos tempos modernos, a essência mais profunda dessas assembléias é sempre a mesma, seja nas igrejas católicas, nos templos protestantes ou nos centros espíritas.
O objetivo é um só: procurar a influenciação dos planos superiores, com a diferença de que, nos ambientes espiritistas, a alma pode saciar-se, com mais abundância, em vôos mais altos, por se conservar afastada de certos prejuízos do dogmatismo e do sacerdócio organizado.

Obra: Caminho, Verdade e Vida
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier
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