quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Reação

Observa as flores humanas que assomam chorando nos torturados berços do
sofrimento.
Feridas congeniais lhes assinalam a contextura.
Despontam na árvore familiar, agitadas pela ventania de agitadas
flagelações, reclamando assistência e socorro, compaixão e entendimento.
Diante delas, muita vez, o filósofo invigilante recusa a fé no burilamento
final do gênero humano, e o religioso incompleto começa a indagar sem razão,
quanto à equidade na Justiça de Deus.
É que nessas criancinhas, sob o ferrete da expiação, voltam ao campo da
experiência terrestre quantos se fizeram no mundo instrumentos da crueldade
para os outros e para consigo mesmos.
Aqui é o juiz venal que regressa com cérebro embaciado, incapaz do
pensamento correto.
Ali, é o cirurgião que abusou dos próprios recursos, para estender
homicídios inconfessáveis, reaparecendo sem mãos para novas lutas na vida.
Acolá, encontraremos o esportista elegante que se valeu de dons respeitáveis
para furtar a felicidade dos outros, retomando o indumento carnal com as
doenças inquietantes a lhe curar os centros nervosos intoxicados por ele
mesmo e, mais adiante, surpreendemos a mulher vaidosa e insensata, que
aproveitou a própria beleza para destruir a paz de lares promissores,
ressurgindo no corpo retardado e disforme para rude estação na penúria e na
idiotia.
Diante do berço martirizado, lembremos as nossas próprias dívidas e
auxiliemos as avezinhas do infortúnio a refazerem as próprias asas, no visco
da provação a que se atiraram, desprevenidas, porque todos detemos
compromissos enormes na contabilidade Divina e todos, no tempo justo,
seremos inevitavelmente chamados ao justo acerto, necessitando igualmente da
dor mais alta, a fim de que sejamos conduzidos à harmonia maior.

(Obra: Plantão de Paz - Chico Xavier / Emmanuel)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A palavra da cruz


“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem, mas para
nós que somos salvos é o poder de Deus.” — I CORÍNTIOS 1:18


A mensagem da cruz é dolorosa em todos os tempos.
Do Calvário desceu para o mundo uma voz, a princípio desagradável e incompreensível.
No martirológio do Mestre situavam-se todos os argumentos de negação superficialmente absoluta.
O abandono completo dos mais amados.
A sede angustiosa.
Capitulação irremediável.
Perdão espontâneo que expressava humilhação plena.
Sarcasmo e ridículo entre ladrões.
Derrota sem defensiva.
Morte infamante.
Mas o Cristo usa o fracasso aparente para ensinar o caminho da Ressurreição Eterna, demonstrando que o “eu” nunca se dirigirá para Deus, sem o aprimoramento e sem a sublimação de si próprio.
Ainda hoje, a linguagem da cruz é loucura para os que permanecem interminavelmente no círculo de reencarnações de baixo teor espiritual; semelhantes criaturas não pretendem senão mancomunar-se com a morte, exterminando as mais belas florações do sentimento.
Dominam a muitos, incapazes do próprio domínio, ajuntam tesouros que a imprudência desfaz e tecem fios escuros de paixões obcecantes em que sucumbem, vezes sem conta, à maneira da aranha encarcerada nas próprias teias.
Repitamos a mensagem da cruz ao irmão que se afoga na carne e ele nos classificará à conta de loucos, mas todos nós, que temos sido salvos de maiores quedas pelos avisos da fé renovadora, estamos informados de que, nos supremos testemunhos, segue o discípulo para o Mestre, quanto o Mestre subiu para o Pai, na glória oculta da crucificação.

Emmanuel

Se tens fé


Em Doutrina Espírita, fé representa dever de raciocinar com responsabilidade de viver. Desse modo, não te restrinjas à confiança inerte, porque a existência em toda parte nos honra, a cada um, com a obrigação de servir.
Se tens fé, não permitirás que os eventos humanos te desmantelem a fortaleza do coração. Transitarás no mundo, sabendo que o Divino Equilíbrio permanece vigilante e, mesmo que os homens transformem o lar terrestre em campo de lodo e sangue, não ignoras que a Infinita Bondade converterá um e outro em solo adubado para que a vida refloresça e prossiga em triunfo.
Se tens fé não registrarás os golpes da incompreensão alheia, porquanto identificarás a ignorância por miséria extrema do espírito e educarás generosamente a boca que injuria e a mão que apedreja. Ainda que os mais amados te releguem à solidão, avançarás para a frente, entendendo e ajudando, na certeza de que o trabalho te envolverá o sentimento em nova luz de esperança e consolação.
Se tens fé, não te limitarás a dizê-la simplesmente, qual se a oração sem as boas obras te outorgasse direitos e privilégios inadmissíveis na Justiça de Deus, mas, sim, caminharás realizando a vontade do Criador, que é sempre o bem para todas as criaturas.
Se tens fé, sustentarás, sobretudo, o esforço diário do próprio burilamento, através das pequeninas e difíceis vitórias sobre a natureza inferior, como sendo o mais alto serviço que podes prestar aos outros, de vez que, aperfeiçoando a nós mesmos, estaremos habilitando a consciência para refletir, com segurança, o amor e a sabedoria da Lei.

Emmanuel
(De “O Espírito da Verdade”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira – Espíritos Diversos)

Função da dor

Aliando esforços e ajuntando trabalhos na dignidade do amor, as leis
te darão a paz. Compreendendo que a dor é o socorro da vida maior, busquemos
entendê-la na conjuntura da vida.
A dor incentiva-nos ao estudo. O estudo nos faz compreender. A
compreensão nos favorece a tranquilidade. A tranquilidade evidencia a
realidade da alma.
Estamos nos alinhavos da maturidade e, dessa forma, somos agredidos,
sobremaneira, em cada passo, a despertar em cada espírito, valores que nos
libertam das inferioridades, de maneira que algo de nossa intimidade se
mostra, se exterioriza, sem o gazofilácio da vaidade.
A função da dor é agir, nos princípios da alma, como o amor na
maturidade do espírito. A dor, nos princípios, é o despertar da vida. O amor
é o crescimento dela.
Nestes fins de tempos, companheiros, damo-nos as mãos computando
vidas, na grandiosidade da Vida Maior. Querer livrar-se da dor sem as
devidas alturas para o verdadeiro Amor, é correr o perigo de uso indevido do
tesouro a que chamamos de caridade.
Se não desejas sofrer mais, muda as tuas condições de vida. A saúde
depende da maturidade do ser. Crescer é o nosso destino e iluminar é o
roteiro traçado pelo Cristo, que mora nos nossos corações.


(De "Páginas Esparsas 5", de João Nunes Maia, pelo Espírito Miramez)

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

André Luiz



A viagem

Se a dor te visita o coração, improvisando tempestades de lagrimas em teu campo interior, não te confies ao incêndio do desespero, nem ao gelo da lamentação. Emmanuel

O aprendiz chegou ao recanto de antigo orientador da vida cristã e
perguntou, em seguida às saudações costumeiras:
- Instrutor, posso acaso receber as suas indicações quanto ao melhor caminho
para o encontro com Deus?
A resposta do mentor não se fez esperar:
- A viagem para o encontro com Deus é repleta de obstáculos por vencer...
Espinheiros, precipícios, charcos e pedreiras perigosas...
Silenciando o interpelado, o moço prosseguiu:
- Isso tudo conheço... Já visitei vários templos da Índia, quando estive por
vários dias na intimidade de faquires famosos, todos eles revestido de
faculdades supranormais; arrisquei-me a cair nos despenhadeiros do Tibet
para conviver com os monges santos; orei na grande Pirâmide do Egito;
demorei-me na Palestina, procurando registrar impressões da paisagem na qual
Jesus viveu, no entanto, estou saciado de excursões à procura da Divina
Presença...
O orientador escutou com humildade e esclareceu, em seguida:
- Sim, é verdade que todas essas peregrinações e práticas auxiliam na busca
do Supremo Senhor, mas, ao que me parece, há um engano de sua parte...
E arrematou:
- A viagem para o encontro com Deus é para dentro de nós.

(Obra: Agora é o Tempo - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Nunca é demais

“Sede, na oração, perseverantes.”
(Paulo – Romanos – 12:12)


Diretamente convidado a uma decisão, no tumulto dos conflitos complexos, busque a inspiração superior através da prece.
Um momento de prece dirime problemas largamente cultivados.
*
Instado por dificuldade à rebeldia e ao desequilíbrio, faça uma pausa para a prece.
A prece não apenas aponta rumos quanto tranquiliza interiormente.
Açodado pelas paixões inferiores e vencido na psicosfera negativa do ambiente em que vive, erga-se à prece edificante.
A prece não somente sustenta o bom ânimo como também luariza os sentimentos.
Tombado por falta de apoio e aturdido nos melhores propósitos acalentados, tente o convívio da prece antes de desertar.
A prece não é só uma ponte que o leva a Deus, porém uma alavanca a impeli-lo para sair do desânimo que o prostra.
*
Atordoado por informações infelizes e vitupérios; apedrejado por incompreensões indevidas, mergulhe a mente na prece antes do revide.
A prece não constitui um paliativo exclusivo, sendo, também, inexaurível e abençoada fonte de renovação e entusiasmo.
*
Examinando o problema imenso que se avulta, aquietado pelas complexas engrenagens das decisões, estugue o passo, faça uma prece.
A prece tem o poder de clarificar os horizontes e içar o homem do abismo às cumeadas libertadoras.
Concluída a tarefa em que recolheu bênçãos e júbilos, não se esqueça da prece.
A prece não lhe constitua um instrumento de rogativa e solicitação incessantes, tornando-se, também, um telefônio para expressar o reconhecimento e a gratidão com que você exporá os sentimentos renovados ao Pai Celestial.
*
Não se trata de beatice, nem tampouco de pieguismo emocional.
Se lhe é justo permitir-se o pessimismo e o desaire, conservando a negação e o dissabor, a prece constituir-lhe-á bastão de apoio, medicamento reconfortante, pão nutriente porquanto cada um sintoniza com aquilo em que pensa e vibra.
Orando, você, naturalmente, haurirá nas fontes inesgotáveis da Divina Providência as energias necessárias para o êxito dos seus cometimentos.
Não se deixe vencer pelos que o abordam com ceticismo e preferem a manifestação cínica diante do seu estado de prece e de confiança.
Uma prece a mais nunca é demais.

(De “Momentos de Decisão”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Marco Prisco)

Todos ricos

Alcei ao Alto o olhar, um dia,
Como quem desejasse adivinhar
Que prodígio de sóis encontraria
No celeste esplendor do Eterno Lar…



Não digas, alma irmã, que nada tens
Ante a dificuldade em que te recriminas,
Na grandeza do mundo em que Deus nos resguarda,
Olha o valor das cousas pequeninas.

Reflete na semente diminuta
Na terra áspera e seca que se enfresta,
Apesar do deserto que a rodeia
Pode ser o princípio da floresta.

Pensa na gota medicamentosa
Na convulsiva dor de impacto violento,
Simples gota, lembrando pétala de orvalho,
Suprimindo o poder do sofrimento.

Fita a mansão moderna alçada ao brilho
Da Terra enobrecida e renovada,
Quanto é pobre de força e segurança
Sem a presença humilde da tomada.

Se, um dia, atravessaste a noite espessa,
Tateando sem rumo dentro dela,
Conheces quanto aflige a escuridão
E quanto vale a chama de uma vela.

Não digas, alma irmã, que te sentes inútil,
Não existem no amor donativos plebeus,
Tens contigo a riqueza da esperança,
O sorriso da paz e a proteção de Deus.

Maria Dolores
(De “Coração e Vida”, de Francisco Cândido Xavier)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Mensagem do dia:



Anjo da Guarda

Todos temos um desses gênios tutelares que nos inspira nas horas difíceis e
nos dirige pelo bom caminho.
Daí a poética tradição cristã do Anjo da Guarda.
Não há concepção mais grata e consoladora.
Saber que temos um amigo fiel e sempre disposto a nos socorrer, de perto
como de longe, nos influenciando a grandes distâncias ou se conservando
junto de nós nas provações; saber que ele nos aconselha por intuição e nos
aquece com seu amor, eis uma fonte inapreciável de força moral.
O pensamento de que testemunhas benévolas e invisíveis vêem todos os nossos
atos, regozijando-se ou entristecendo-se, deve inspirar-nos mais sabedoria e
circunspeção.
É por essa proteção oculta que se fortificam os laços de solidariedade que
ligam o mundo celeste à Terra, o Espírito livre ao homem, Espírito
prisioneiro da carne.
É por essa assistência contínua que se criam, de um a outro lado, as
simpatias profundas, as amizades duradouras e desinteressadas.
O amor que anima o espírito elevado vai pouco a pouco se estendendo a todos
os seres sem cessar, revertendo tudo para Deus, pais das almas, foco de todas as potências efetivas.

(Obra: Depois da Morte - Léon Denis)

Apoio fraternal

Não digas que esta ou aquela criatura não necessita de compaixão.
Não nos referimos à piedade negativa que, em se manifestando, deixa os infelizes mais infelizes. Reportamo-nos à compreensão que nos habilita a entender as necessidades da pessoa humana e a prestar-lhe o auxílio direto ou indireto que se nos faça possível, objetivando-se-lhe a sustentação do equilíbrio no grupo social que lhe seja próprio.
*
Encontrarás, talvez, um homem forte, em plenitude de robustez física e, provavelmente, acreditarás que ele não requisite qualquer forma de amparo. Entretanto, esse amigo, supostamente privilegiado pela natureza, pede simpatia que o mantenha na direção do bem.
A mulher ricamente adornada que supões venturosa, muitas vezes, transporta consigo pesadas desilusões, a rogar-te auxílio a fim de conseguir suportar a carga de sofrimentos a que se vincula.
Quem administra espera a cooperação de quantos lhe partilhem a tarefa para que essa tarefa se derrame em amparo generalizado, em favor de todas as criaturas para as quais é dirigida.
Quem obedece solicita o concurso possível dos outros para que as sugestões da indisciplina não lhe conturbem a vida.
*
Os bons exigem apoio das ideias e palavras edificantes para que não se desviem da rota que o mundo lhes assinala e os maus reclamam proteção específica, a fim de que se contenham e aprendam a se desvencilhar de qualquer conotação com as forças da crueldade.
*
Conciliemo-nos, buscando comunicar-nos através do lado melhor que possamos apresentar em esforço recíproco, para que a parte ainda rústica de que sejamos portadores, seja burilada menos dificilmente pelos instrumentos da vida.
*
Concluamos, assim, que seja qual seja o caminho em que estivermos, quantos nos cruzem os passos necessitam de paz e compreensão. E, dentro do assunto, observemos que, em nos referindo a semelhantes recursos, todos nós, em qualquer posição, precisamos e precisaremos deles também.

(De “Confia e segue”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Mensagem do dia:



O olhar de Jesus


Recordemos o olhar compreensivo e amoroso de Jesus, a fim de esquecermos a viciosa preocupação com o argueiro que, por vezes, aparece no campo visual dos nossos irmãos de experiência.
O Mestre Divino jamais se deteve na faixa escura dos companheiros de caminhada humana.
Em Bartimeu, o cego de Jericó, não encontra o homem inutilizado pelas trevas, mas sim o amigo que poderia tornar a ver, restituindo-lhe, desse modo, a visão que passa, de novo, a enriquecer-lhe a existência.
Em Maria de Magdala, não enxerga a mulher possuída pelos gênios da sombra, mas sim a irmã sofredora e, por esse motivo, restaura-lhe a dignidade própria, nela plasmando a beleza espiritual renovada que lhe transmitiria, mais tarde, a mensagem divina da ressurreição.
Em Zacheu, não identifica o expoente da usura ou da apropriação indébita, e sim o missionário do progresso enganado pelos desvarios da posse e, por essa razão, devolve-lhe o raciocínio à administração sábia e justa.
Em Simão Pedro, no dia da negação, não se refere ao cooperador enfraquecido, mas sim ao aprendiz invigilante, a exigir-lhe compreensão e carinho, e por isso transforma-o, com o tempo, no baluarte seguro do Evangelho nascente, operoso e fiel até o martírio e a crucificação.
Em Judas, não surpreende o discípulo ingrato, mas sim o colaborador traído pela própria ilusão e, embora sabendo-o fascinado pelas honrarias terrestres, sacrifica-se, até o fim, aceitando a flagelação e a morte para doar-lhe o amor e o perdão que se estenderiam pelos séculos, soerguendo os vencidos e amparando a justiça das nações.
Busquemos algo do olhar de Jesus para nossos olhos e a crítica será definitivamente banida do mundo de nossas consciências, porque, então, teremos atingido o Grande Entendimento que nos fará discernir em cada companheiro do caminho, ainda mesmo quando nos mais inquietantes espinheiros do mal, um irmão nosso, necessitado, antes de tudo, de nosso auxílio e de nossa compaixão.

(De “Viajor”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)



terça-feira, 20 de novembro de 2012

Convite à sementeira

“A seara, na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos.”
(Lucas: 10-2.)

Desdobra-se , imenso, o campo a semear...
A generosa gleba aguarda arroteamento e preparação.
As sementes são a palavra do Senhor, férteis e nobres, em seu potencial libertador.
Há, no entanto, outras sementes que têm recebido a preferência dos homens.
Todos somos semeadores.
Exemplos geram lições, palavras propõem conceitos, pensamentos elaboram ideias.
Estamos sempre diante de professores, cercados por aprendizes.
A vida social, desse modo, é decorrência dos impositivos geradores dos hábitos que se destacam. Assim, em qualquer circunstância o homem semeia.
Infelizmente, na gleba da atualidade as sementes utilizadas têm-se apresentado deficientes, propiciando valores degenerados.
Por isso, há poder e inquietação, facilidades e neuroses. O desespero segue cavalgando a anarquia e as distonias emocionais avançam comandando grupos humanos.
Mergulha a mente na reflexão e fita a paisagem colorida dos homens. Mesmo ao sol vê-los-ás tristes e quando sorrindo, ei-los assinalados por esgares...
Não adies a oportunidade, convidado como te encontras para o ministério de reverdecer a terra e tornar-te semeador de bênçãos e de paz, em nome do Excelso Semeador.

(De “Convites da vida”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"Jesus, o Médium de Deus"

Nas escrituras sagradas são vários os registros de fenômenos que, devido à diversidade das religiões e seus dogmas e mistificações, até os dias atuais, são considerados por muitos como feitos miraculosos. No século XIX, com advento do espiritismo, cumpriu-se uma das profecias evangélicas de Jesus, que na iminência de ser entregue aos judeus proferiu aos seus discípulos: "Se me amais, guardai os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que fique eternamente convosco, o Espírito da Verdade, a quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece. Mas vós o conhecereis, porque ele ficará convosco e estará em vós. - Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito". (João XIV: 15 a 17; 26) e através do surgimento dessa doutrina, com suas obras básicas trazidas pelos espíritos superiores, responsáveis junto a Allan Kardec pela codificação, pôde-se constatar que todas essas fenomenologias bíblicas encontram explicações com o estudo fundamentado na mediunidade.
Baseado nos aspectos científicos do espiritismo pode-se observar que desde Moisés, até João com o Livro das Revelações (Apocalipse), todos os profetas bíblicos foram médiuns apresentando suas faculdades mediúnicas, cada qual, cumprindo o seu papel em conformidade com o momento em que viveram e as necessidades sociais e educativas de suas respectivas épocas. Dentre esses médiuns, destacamos o papel de Jesus, considerado “O Médium de Deus”, que veio ao nosso planeta com a missão maior, trazendo uma consciência extremamente superior aos padrões da época, inclusive aos nossos padrões atuais, nos facultando o amor como única forma de salvação, e nos revelando que Deus é amor, e que para se conhecer esse amor era preciso que se conhecesse a Ele: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6), manifestando fenômenos como curas, ressuscitação de mortos, levitações, que Ele mesmo atribuía como sendo obras de Deus, que se revelava por Seu intermédio para que a humanidade encontrasse a fé e assim realizasse também as Suas obras: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai.” (João 14:12).
No livro A Gênese, Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo, uma das obras básicas da doutrina codificada por Allan Kardec, em seu capítulo XV, item 2, encontra-se relatado toda a natureza Espiritual e Humana do Cristo, a qual para nosso maior entendimento e apreciação, transcrevo aqui em sua íntegra:
2. – Sem nada prejulgar sobre a natureza do Cristo, que não entra no quadro desta obra examinar, não o considerando, por hipótese, senão como um Espírito superior, não se pode impedir de reconhecer nele um daqueles de ordem mais elevada e que está colocado, pelas suas virtudes, bem acima da Humanidade terrestre. Pelos imensos resultados que ele produziu, a sua encarnação neste mundo não poderia ser senão uma dessas missões que não são confiadas senão aos mensageiros diretos da Divindade para o cumprimento de seus desígnios. Supondo-se que ele não fosse o próprio Deus, mas um enviado de Deus para transmitir sua palavra, ele seria mais que um profeta, porque seria um Messias divino.
Como homem, tinha a organização dos seres carnais; mas, como Espírito puro, desligado da matéria, deveria viver a vida espiritual mais do que a vida corpórea, da qual não tinha as fraquezas. A superioridade de Jesus sobre os homens não se prendia às particulares de seu corpo, mas a de seu Espírito, que dominava a matéria de uma maneira absoluta, e a de seu perispírito, haurida na parte a mais quintessenciada dos fluidos terrestres (Cap. XIV, n° 9). Sua alma não devia prender-se ao corpo senão pelos laços estritamente indispensáveis; constantemente desligado, devia dar-lhe uma dupla vista não somente permanente, mas de uma penetração excepcional e bem de outro modo superior àquela que se vê entre os homens comuns. Devia ser do mesmo modo em todos os fenômenos que dependem dos fluidos perispirituais ou psíquicos. A qualidade desses fluidos lhe dava uma imensa força magnética, secundada pelo desejo incessante de fazer o bem.
Nas curas que ele operava, agia como médium? Pode-se considerá-lo como um poderoso médium curador? Não; porque o médium é um intermediário, um instrumento de que se servem os Espíritos desencarnados. Ora, Cristo não tinha necessidade de assistência; ele que assista os outros; ele agia por si mesmo, em virtude de seu poder pessoal, assim como podem fazê-lo os encarnados em certos casos e na medida de suas forças. Que Espírito, aliás, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarrega-los de transmiti-los? Se recebesse um influxo estranho, não poderia ser senão de Deus; segundo a definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus.

ADDE

Mensagem do dia:



domingo, 18 de novembro de 2012

Terapia da paciênca

A paciência é o passo inicial para o êxito da ação caridosa junto aos sofredores.
Socorros que se precipitam, sob imposições caprichosas, convertem-se em rebeldias e insensatezes naqueles a quem são dirigidos.
Esclarecimentos com imperativos apaixonados, e palavras carregadas de reproche, assemelham-se a ácido colocado em feridas abertas em chaga viva.
A paciência é a grande modeladora dos caracteres.
O vento e a chuva, incessantemente e através dos tempos, modificam a paisagem terrestre. Trabalham a rocha, modelam as formas variadas, e enquanto o rio silencioso corre abrindo vales e aprofundando o leito, o planeta se altera na sucessão dos milênios.
A paciência para com os irmãos irritados, vitimados pela perturbação e pela rebeldia, é indispensável para atingir-lhes o âmago da alma.
Ela constitui um trabalho transformador no terapeuta que se encarrega do esclarecimento, e medicamento abençoado no necessitado que teima por ignorá-la.
Na ação caridosa de despertamento dos irmãos sofridos do além-túmulo, não seja esquecida a paciência, que sabe trabalhar em favor dos resultados imediatos que sempre cabem a Deus.

(De “Suave Luz nas Sombras”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito João Cléofas)

Vem, hoje

O convite do Senhor é claro e vazado em termos de síntese:
"Vem hoje trabalhar na minha Vinha!"
Hoje, na Vinha do Senhor, é o imperativo para que produzamos no bem,
a fim de que, no futuro, possamos recolher na messe da luz a contribuição
da claridade que esparzimos.
Nesse sentido, o apelo do Mestre determina, também, o campo de trabalho.
Nem a esfera da divagação filosófica nem o campo da investigação científica
incessante, nem a contemplação religiosa fantasista da oração inoperante.
A Sua Vinha são as dores do mundo, os tormentos e percalços, os mananciais
de lágrimas e os rios de sofrimento...
Refletir filosofando, perquirir examinando, para crer ajudando.
"Vem hoje trabalhar na minha Vinha", ainda é apelo para nós, dos mais
veementes e concisos.
Eis um ângulo da Vinha do Senhor no qual somente os afervorados discípulos
se dispõem a trabalhar: o inadiável socorro aos irmãos desencarnados em
aflição pelo contributo do intercâmbio mediúnico. Ante eles, nem o azedume
do fastio emocional, nem a prepotência da vaidade humana, tão-pouco a
imposição do desequilíbrio.
A palavra de ordem, o roteiro de fé e a compreensão fraterna do trabalhador
que na Vinha do Senhor não tem outra meta senão ajudar a fim de ajudar-se,
eficazmente, porquanto amanhã estará, também, transitando pelos mesmos
caminhos.

(Obra: Depoimentos Vivos - Divaldo P.Franco/João Cleofas)

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Mensagem do dia:



Ser feliz

“... Assim, pois, aqueles que pregam ser a Terra a única morada do homem, e que só nela, e numa só existência, lhe é permitido atingir o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os escutam...”

As estradas que nos levam à felicidade fazem parte de um método gradual de crescimento íntimo cuja prática só pode ser exercitada pausadamente, pois a verdadeira fórmula da felicidade é a realização de um constante trabalho interior.
Ser feliz não é uma questão de circunstância, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, porém de uma atitude comportamental em face das tarefas que viemos desempenhar na Terra.
Nosso principal objetivo é progredir espiritualmente e, ao mesmo tempo, tomar consciência de que os momentos felizes ou infelizes de nossa vida são o resultado direto de atitudes distorcidas ou não, vivenciadas ao longo do nosso caminho.
No entanto, por acreditarmos que cabe unicamente a nós a responsabilidade pela felicidade dos outros, acabamos nos esquecendo de nós mesmos. Como conseqüência, não administramos, não dirigimos e não conduzimos nossos próprios passos. Tomamos como jugo deveres que não são nossos e assumimos compromissos que pertencem ao livre-arbítrio dos outros. O nosso erro começa quando zelamos pelas outras pessoas e as protegemos, deixando de segurar as rédeas de nossas decisões e de nossos caminhos.
Construímos castelos no ar, sonhamos e sonhamos irrealidades, convertemos em mito a verdade e, por entre ilusões românticas, investimos toda a nossa felicidade em relacionamentos cheios de expectativas coloridas, condenando-nos sempre a decepções crônicas.
Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.
A destinação do ser humano é ser feliz, pois todos fomos criados para desfrutar a felicidade como efetivo patrimônio e direito natural.
O ser psicológico está fadado a uma realização de plena alegria, mas por enquanto a completa satisfação é de poucos, ou seja, somente daqueles que já descobriram que não é necessário compreender como os outros percebem a vida, mas sim como nós a percebemos, conscientizando-nos de que cada criatura tem uma maneira única de ser feliz. Para sentir as primeiras ondas do gosto de viver, basta aceitar que cada ser humano tem um ponto de vista que é válido, conforme sua idade espiritual.
Para ser feliz, basta entender que a felicidade dos outros é também a nossa felicidade, porque todos somos filhos de Deus, estamos todos sob a Proteção Divina e formamos um único rebanho, do qual, conforme as afirmações evangélicas, nenhuma ovelha se perderá.
É sempre fácil demais culparmos um cônjuge, um amigo ou uma situação pela insatisfação de nossa alma, porque pensamos que, se os outros se comportassem de acordo com nossos planos e objetivos, tudo seria invariavelmente perfeito. Esquecemos, porém, que o controle absoluto sobre as criaturas não nos é vantajoso e nem mesmo possível. A felicidade dispensa rótulos, e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta.
Nossa felicidade baseia-se numa adaptação satisfatória à nossa vida social, familiar, psíquica e espiritual, bem como numa capacidade de ajustamento às diversas situações vivenciais.
Felicidade não é simplesmente a realização de todos os nossos desejos; é antes a noção de que podemos nos satisfazer com nossas reais possibilidades.
Em face de todas essas conjunturas e de outras tantas que não se fizeram objeto de nossas presentes reflexões, consideramos que o trabalho interior que produz felicidade não é, obviamente, meta de uma curta etapa, mas um longo processo que levará muitas existências, através da Eternidade, nas muitas moradas da Casa do Pai.

Renovando Atitudes
Francisco do Espírito Santo Neto / Espírito Hammed

Agradecimento

Na vida terrestre, bem podemos entender que toda a relação entre os seres e
o Criador da Vida é demarcada pelo fenômeno do agradecimento.
A natureza sabe ser grata pelas ofertas do Criador, dando aos humanos
sublimados exemplos nesse sentido.
O solo costuma agradecer ao Pai do Céu pela confiança do lavrador, quando
guarda em seu seio as sementes prenhes dos recursos potencializados do
futuro vegetal. O agradecimento do solo, assim, é a promoção da germinação
da semente aninhada sob sua calidez.
O vegetal agradece a Deus enfeitando-se de flores, muitas vezes detentoras
de raros perfumes e de cores exóticas. As flores, por sua vez, agradecem a
ramagem que as sustenta, homenageando a vida com a oferta de seus frutos.
A brisa rende graças ao Senhor por poder movimentar-se, celeremente, em todo
lugar, e, por isso beija as florações, refrescando-as, carinhosamente. As
florações são agradecidas à brisa refrescante embalsamando-a com seu
perfume.
A corrente fluvial agradece pelo leito em que se estira, no seu rumo para o
mar, fertilizando as suas margens, que se tornam áreas abençoadas pela
fertilidade.
As aves são gratas à vida e, por isso, emitem seu mavioso canto, enchendo de
sonora harmonia seus espaços.
O Sol é reconhecido ao Criador por sua natureza estelar, e, por esse motivo,
além de projetar seu brilho sobre o corpo lunar, opaco, tornando-o
formidável lâmpada que derrama prata sobre a imensidão, esparge sementes de
vida por todos os planetas que se lhe tornaram satélites.
A lua se mostra agradecida ao Supremo Pai e coopera grandemente para os
movimentos das marés, que, agitando a enorme massa líquida, contribui para o
equilíbrio planetário.
Como bem podemos ver, é verdade que tudo se une em agradecimento ao nosso
Pai Maior. Cada coisa ou cada ser, a seu modo, sabe ser penhorado.
Pense, então, a respeito das suas relações com a vida e sobre o modo como
tem se mostrado grato a Deus. Importante é que, muito embora possamos orar a
DEUS, com entusiasmo ou com tristeza n'alma, no cerne da nossa oração possamos não apenas pedir, mas, também, louvar e agradecer ao Dispensador Absoluto, através de uma existência rica de belezas, plena de construções nobilitantes, para que se estabeleça em cada um de nós a sonhada ventura, patrimônio inalienável de quem aprende a
agradecer pelas bênçãos que recebe a cada momento, contribuindo com os
projetos do Pai pelos caminhos do mundo.

(Raul Teixeira / Rosângela)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Necessário acordar

"Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e o Cristo te esclarecerá."
- Paulo Efésios 5:14


Grande número de adventícios ou não aos círculos do Cristianismo acusa fortes dificuldades na compreensão e aplicação dos ensinamentos de Jesus. Alguns encontram obscuridade nos textos, outros protestam e rejeitam o pão divino pelo envoltório humano de que necessitou para preservar-se na Terra.
Esses amigos, entretanto, não percebem que isto ocorre, porque permanecem dormindo, vítimas de paralisia das faculdades superiores.
Na maioria das ocasiões, os convites divinos passam por eles, sugestivos e santificantes; todavia, os companheiros distraídos interpretam-nos por cenas sagradas, dignas de louvor, mas depressa relegadas ao esquecimento. O coração não adere, dormitando amortecido, incapaz de analisar e compreender.
A criatura necessita indagar de si mesma o que faz, o que deseja, a que propósitos atende e a que finalidades se destina. Faz-se indispensável examinar-se, emergir da animalidade e erguer-se para senhorear o próprio caminho.
Grandes massas, supostamente religiosas, vão sendo conduzidas, através das circunstâncias de cada dia, quais fileiras de sonâmbulos inconscientes. Fala-se em Deus, em fé e em espiritualidade, qual se respirassem na estranha atmosfera de escuro pesadelo. Sacudidas pela corrente incessante do rio da vida, rolam no turbilhão dos acontecimentos, enceguecidas, dormentes e semimortas até que despertem e se levantem, através do esforço pessoal, a fim de que o Cristo as esclareça.

(De “Pão Nosso”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Sorriso

Onde estiveres seja onde for não olvides estender o sorriso, por oferta sublime da própria alma.
Ele é o agente que neutraliza o poder do mal e a oração inarticulada, que inibe a extensão das trevas.
Com ele, apagarás o fogo da cólera, cerrando a porta ao incêndio da crueldade.
Por ele, estenderás a plantação da esperança, soerguendo almas caídas na sombra, para que retornem à luz.
Em casa, é a benção da paz, na lareira da confiança.
No trabalho, é música silenciosa incentivando a cooperação.
No mundo, é chamamento de simpatia.
Sorri para a dificuldade e a dificuldade transformar-se-á em socorro de tua vida.
Sorri para a nuvem, e ainda mesmo que a nuvem se desfaça em chuva de lágrimas nos teus olhos, o pranto será conforto do Céu, a fecundar-te os campos do coração.
Não te roga o desesperado solução do enigma de sofrimento que lhe persegue o destino. Implora-te um sorriso de amor, que renove as forças, para que prossiga em seu atormentado caminho.
E, em verdade, se os famintos e os nus te pedem pão e agasalho, esperam de ti, acima de tudo, o sorriso de ternura e compreensão que lhes acalme chagas ocultas.
Não condenes as criaturas que se arrogaram aos precipícios da violência e do crime. Oferece-lhes o sorriso generoso da fraternidade, que ajuda incessantemente, e voltar-se-ão, renovadas, para o roteiro do bem.
Sorri, trabalhando e aprendendo, auxiliando e amando sempre.
Lembra-te de que o sorriso é o orvalho da caridade e que em cada manhã, o dia renascente no Céu é um sorriso de Deus.

Meimei / Psicografia de Francisco Cândido Xavier

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Autodesobsessão

Se você já pode dominar a intemperança mental...
Se esquece os próprios constrangimentos, a fim de cultivar o prazer de servir...
Se sabe cultivar o comentário infeliz, sem passá-lo adiante...
Se vence a indisposição contra o estudo e continua, tanto quanto possível, em contato com a leitura construtiva...
Se olvida mágoas sinceramente, mantendo um espírito compreensivo e cordial, à frente dos ofensores...
Se você se aceita como é, com as dificuldades e conflitos que tem, trabalhando com tudo aquilo que não pode modificar...
Se persevera na execução dos seus propósitos enobrecedores, apesar de tudo que se faça ou fale contra você...
Se compreende que os outros têm o direito de experimentar o tipo de felicidade a que se inclinem, como nos acontece...
Se crê e pratica o princípio de que somente auxiliando o próximo, é que seremos auxiliados...
Se é capaz de sofrer e lutar na seara do bem, sem trazer o coração amargoso e intolerante...
Então, você estará dando passos largos para libertar-se da sombra, entrando, em definitivo, no trabalho da autodesobsessão.

Autor: André Luiz

Solidariedade

"Auxilia e perdoa sem falar disso a ninguém" (Meimei)

O que é solidariedade? Para os egoístas a palavra reverbera perturbadora. Incomoda porque o seu verdadeiro significado impõe mobilização de recursos em favor do próximo. Fundamenta-se em valores que não conseguimos quantificar. Mas, o que é ser solidário? É sentir a necessidade íntima de partilhar, é querer ir mais além, é perceber que a alegria de dar é indiscutivelmente superior à de receber; é estender a mão ao próximo sem olhar sua raça, condição gênero, conta bancária. A internalização do sentimento solidário torna-nos efetivamente pessoas melhores. A solidarização é o “sentimento de identificação com os problemas de outrem, o que leva as pessoas a se ajudarem mutuamente”(1). É uma maneira de assistência moral e espiritual que se concede a alguém, seja por simpatia, piedade ou senso de justiça. No sentido de laço de união fraternal que une as pessoas, pelo fato de serem semelhantes, chamamos de solidariedade humana. É compromisso pelo qual nos sentimos em obrigação umas em relação às outras, ou seja, é a interdependência e a reciprocidade.
Infelizmente vivemos num ambiente social de quimeras postergadas, de sonhos frustrados, de mentes cansadas, numa sociedade de nódoas morais, de “mentes vazias” e atoladas nas futilidades hodiernas, isoladas no cipoal do “ego” enregelado. Vivemos completamente mergulhados na vida egocêntrica, que nos remete irreversivelmente à solidão. O Espírito Emmanuel ressalta que “a técnica avançou da produção econômica em todos os setores, selecionando o algodão e o trigo por intensificar lhes as colheitas, mas, para os olhos que contemplam a paisagem mundial, jamais se verificou entre os encarnados tamanha escassez de pão e vestuário. Aprimoraram-se as teorias sociais de solidariedade e nunca houve tanta discórdia”(2).
Os males que afligem a Humanidade são resultantes exclusivamente do egoísmo (ausência de solidariedade). A eterna preocupação com o próprio bem-estar é a grande fonte geradora de desatinos e paixões desajustantes. A máxima "Fora da Caridade não há Salvação"(3) é a bandeira da Doutrina Espírita na luta contra o egoísmo. A solidariedade é a caridade em ação, a caridade consciente, responsável, atuante, empreendedora. Os preceitos espíritas contribuem para o progresso social, deteriora o materialismo, faz com que os homens compreendam onde está seu verdadeiro interesse. O Espiritismo destrói os preconceitos “de seitas, de castas e de raças, ensina aos homens a grande solidariedade que deve uni-los como irmãos”(4). Destarte, segundo os Benfeitores espirituais, “quando o homem praticar a lei de Deus, terá uma ordem social fundada na justiça e na solidariedade”(5).
A recomendação do Cristo “que vos ameis uns aos outros como eu vos amei”(6) assegura-nos o regime da verdadeira solidariedade e garante a confiança e o entendimento recíproco entre os homens. A solidariedade na vida social é como o ar para o avião.
O avião, apesar de toda tecnologia, se não tiver ar ele não voa. A prática desse sentimento vivifica e fecunda os germens que nele existem, em estado latente, nos corações humanos. A Terra, local de provação e de exílio, será pacificada por esse fogo sagrado e verá exercido na sua superfície a caridade, a humildade, a paciência, o devotamento, a abnegação, a resignação e o sacrifício, virtudes todas filhas do amor e da solidariedade.
É imprescindível darmo-nos, através do suor da colaboração e do esforço espontâneo na solidariedade, para atender, substancialmente, as nossas obrigações primárias, à frente do Cristo(7).
Ante as responsabilidades resultantes da consciência doutrinária, que nos impõe a superar a temática de vulgaridade e imediatismo ante o comportamento humano, em larga maioria, a máxima da solidariedade apresenta-se como roteiro abençoado de uma ação espírita consciente, capaz de esclarecer e edificar os corações, com a força irresistível do exemplo.


Jorge Hessen
Publicado na Revista Espírita de Campos

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Mensagem do dia:



Comércio e Intercâmbio

O Comércio é também uma escola de fraternidade.
Realmente, carecemos da atenção do vendedor, mas o vendedor espera de nós a mesma atitude.
Diante de balconistas fatigados ou irritadiços, reflitamos nas provações que, indubitavelmente, os constrange nas retaguardas da família ou do lar, sem negar-lhes consideração e carinho.
A pessoa que se revela mal-humorada, em seus contatos públicos, provavelmente carrega um fardo pesado de inquietação e doença.
Abrir caminho, à força de encontrões, não é só deselegância, mas igualmente lastimável descortesia.
Dar passagem aos outros, em primeiro lugar, seja no elevador ou no coletivo, é uma forma de expressar entendimento e bondade humana.
Aprender a pedir um favor aos que trabalham em repartições, armazéns, lojas ou bares, é obrigação.
Evitar anedotário chulo ou depreciativo, reconhecendo- se que as palavras criam imagens e as imagens patrocinam ações.
Zombaria ou irritação complicam situações sem resolver os problemas.
Quando se sinta no dever de reclamar, não faça de seu verbo instrumento de agressão.
O erro ou o engano dos outros talvez fossem nossos se estivéssemos nas circunstâncias dos outros.
Afabilidade é caridade no trato pessoal.
* * *
Francisco Cândido Xavier. Da obra: Sinal Verde.
Ditado pelo Espírito André Luiz.

Conquistas

O Homem comum satisfaz-se com os fenômenos fisiológicos e os prazeres que exaurem os sentidos, sem qualquer benefício para a emoção.Todos os seus planos e aspirações giram em torno de lucros que lhe propiciem as metas imediatas do gozo, da sensualidade. Gozo alimentar e posse sensual; gozo no sono e sensualidade na ambição; gozo na comodidade e sensualismo na mente.O seu intelecto se volta para o utilitarismo e o seu sentimento para a sensação. O crescimento que anela é horizontal, de superfície, encontrando dificuldade para a verticalização da vida, a ascese.
*
O homem que desperta para as experiências libertárias, emerge dos sentidos opressores e ala-se. O conhecimento torna-se-lhe uma bússola e um roteiro, enquanto o sentimento o propele à conquista das distâncias. O prazer instala-se-lhe nas áreas profundas do ser através das sucessivas aquisições da renúncia, da abnegação, da identificação dos valores reais, em detrimento das inquietações provenientes dos desejos insatisfeitos.Verticaliza a conduta e comanda o pensamento, sem vazios, físicos ou mentais, para os conflitos que envilecem, atormentando o coração.Os seus, são os triunfos sobre os próprios limites.
*
O homem comum vê, ouve e vive conforme se apraz. Os acontecimentos são enfocados de acordo com as lentes dos seus interesses pessoais.Tudo faz para fruir sempre, desfrutando do maior quinhão. O seu humor é instável, porque governado pela força da paixão egoísta. A sua fé é acomodada, por supor que ganhará a Vida utilizando os métodos escusos em que tem posto a existência.
*
O homem lúcido entende a finalidade para a qual foi criado por Deus e vê, ouve e vive obedecendo aos padrões exarados pelas Leis que regem a Vida. Proporciona os meios para que os fenômenos aconteçam — efeitos naturais das suas ações postas a serviço dos programas divinos. É estável, porque sabe que somente lhe acontece o que se lhe torna de melhor, daí retirando a boa parte, aquela que o ajuda em qualquer ocorrência. Crê e ama sem receio, porque a sua é uma vida fecunda. O homem comum vive embriagado ou aturdido, ansioso ou desiludido. O homem consciente movimenta-se em paz. Pilatos, na horizontal do poder, lavou as mãos quanto ao destino do Justo. Jesus, na vertical da verdade, sem nenhuma queixa submeteu-se. Erguendo-se na cruz, permanece como exemplo fecundo de união com Deus, na conquista total da Vida.

Divaldo Pereira Franco / Joanna de Angellis

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Meus filhos:

O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo.
(Meimei)


Existem duas forças em luta na Terra, onde Jesus está construindo o Reino de Deus.
Essas forças são a do bem e a do mal que se manifestam por nossas mãos.
Temos, assim, por onde passamos no mundo, as mãos iluminadas que estendem o amor e a paz, o trabalho e a alegria...
E conhecemos as mãos espinhosas que fazem o ódio e o desespero, a preguiça e o sofrimento.
Há mãos que sustentam a lavoura e o jardim, produzindo pão e felicidade.
E vemos aquelas que se entregam à miséria e ao vício.
Mãos que honram a indústria e o progresso.
Mãos que arrancam lágrimas e multiplicam o infortúnio.
Vemos braços que acariciam... Braços de mãezinhas abençoadas, de pais amigos, de obreiros da paz e da evolução, de enfermeiras abnegadas e de crianças generosas que asseguram na Terra o Serviço da Luz.
E encontramos braços que ferem e amaldiçoam, que se entregam ao crime, que humilham os pobres e os pequeninos, que exercem a crueldade, e que violentam a Natureza, aniquilando as plantas e os animais prestimosos.
Reparamos mãos preciosas que usam a enxada e a pena, auxiliando o celeiro e a educação.
E surpreendemos mãos infelizes que roubam e matam, estendendo a perturbação e a morte.
Mãos que levantam templos e lavres, escolas e hospitais.
Mãos que destroem e dilaceram, enganam e apedrejam.
Jesus veio ao mundo para que nossas mãos aprendam a servir à Luz do Bem, edificando a nossa própria felicidade.
Com as d’Ele, curou os doentes, socorreu os fracos, amparou os tristes, limpou os leprosos, restituiu a visão aos cegos...
Levantou os paralíticos, afagou os velhos e os deserdados, e abençoou as criancinhas...
Filhos meus, não permitam que as garras da sombra lhes dominem as mãos na vida...
Sigamos pelos caminhos da Luz, procurando a intimidade com os servidores do bem!
Observem o brilhante lapidado e o diamante bruto. Ambos são filhos da terra. Um deles, porém, refulge, divino, retratando a beleza do céu, mas o outro jaz encarcerado nas trevas do cascalho contundente.
Jesus é o lapidário do céu, a quem Deus, Nosso Pai, nos confiou os corações.
Obedeçamos a Ele, nosso Divino Mestre, buscando-lhe as lições e seguindo-lhe os exemplos, e o Cristo nos farão construtores do Reino de Deus no mundo, conduzindo-nos para a Glória Celestial.


(Obra: Cartilha do Bem - Francisco Cândido Xavier / Meimei)

Vencerás as lágrimas

Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Jesus (Mateus, 11:28)

Ninguém como Cristo espalhou na Terra tanta alegria e fortaleza de ânimo. Reconhecendo isso, muitos discípulos amontoam argumentos contra a lágrima e abominam as expressões de sofrimento.
O Paraíso já estaria na Terra se ninguém tivesse razões para chorar. Considerando assim, Jesus, que era o Mestre da confiança e do otimismo, chamava ao seu coração todos os que estivessem cansados e oprimidos sob o peso dos desenganos terrestres.
Não amaldiçoou os tristes: convocou-os à consolação.
Muita gente acredita na lágrima sintoma de fraqueza espiritual. No entanto, Maria soluçou no Calvário; Pedro lastimou-se, depois da negação; Paulo mergulhou-se em pranto às Portas de Damasco; os primeiros cristãos choraram nos circos de martírio... mas, nenhum deles derramou lágrimas sem esperança. Prantearam e seguiram o caminho do Senhor, sofreram e anunciaram a Boa Nova da Redenção; padeceram e morreram leais na confiança suprema.
O cansaço experimentado por amor ao Cristo converte-se em fortaleza, as cadeias levadas ao seu olhar magnânimo transformam-se em laços divinos de salvação.
Caracterizam-se as lágrimas através de origens específicas. Quando nascem da dor sincera e construtiva, são filtros de redenção e vida; no entanto, se procedem do desespero, são venenos mortais.

(Obra: Caminho, Verdade e Vida - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Obstáculos iniciais

Toda caminhada é constituída de obstáculos.
Ninguém vive sem enfrentar desafios.
A pessoa que nos pareça mais bem aquinhoada tem a sua cota de provação, pois, se assim não fosse, qual seria o seu estímulo para crescer?!
A função da dor, em essência, é a de incomodar os espíritos, concitando-os a avançar na senda do progresso.
A mediunidade, como instrumento de evolução do ser, também não foge à regra. Ela é, por assim dizer, um vastíssimo campo de lições, onde o espírito amadurece na sua lida.
Quando a mediunidade se manifesta em alguém, o Mundo Espiritual começa a descortina-se para ele. Apesar de todo conhecimento teórico que posa ter, a prática lhe conferirá uma experiência intransferível.
Relacionando-se com espíritos de diferentes categorias, o médium perceberá por si mesmo a abrangência da vida no Mundo Espiritual.
A pouco e pouco, o medianeiro principiante compreenderá que lidar com os espíritos não é muito diferente de lidar com os homens, pois nas regiões superposta do Invisível pululam espíritos de diversas condições evolutivas, qual acontece com os encarnados, nas várias camadas sociais a que pertencem.
Um jovem inexperiente que se inicia nos negócios do mundo facilmente será ludibriado pelos espertalhões inconsequentes. A tendência natural do homem é confiar, até que o germe da desconfiança lhe seja plantado na alma.
Somente depois de algumas decepções é que este jovem aprende que carece defender-se das armadilhas da maledicência e, melancolicamente, acaba por constatar que entre os homens ainda prevalece a lei da selva.
Feliz daquele que experimenta a ação do mal e não endurece o seu coração!
Em sua oração pelos discípulos, Jesus roga a Deus: “Não peço que os tire do mundo, mas que os livres do mal”. (João, cap. 17, v. 15).
Segundo Kardec, um médium iniciante deve considerar-se feliz por manter o intercâmbio com espíritos considerados inferiores, e não com os levianos. E isto, porque os espíritos de pequena evolução podem igualmente ensinar-lhe muito, porque sempre são sinceros em suas palavras, ao passo que os levianos são calculistas e enganadores.
Lembremos que a Codificação não foi compilada somente com os depoimentos dos Espíritos Superiores; eles próprios encaminhavam à Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas os espíritos sofredores que narravam suas valiosas experiências de além-túmulo.
Que os médiuns se acautelem, portanto, mas não desanimem porque estejam obtendo comunicados de espíritos inferiores em seus exercícios iniciais. Se meditados – repetimos -, esses comunicados muito elucidarão acerca das diversas situações dos espíritos no Mundo Espiritual, mostrando uma realidade que só se conhecia através da teoria.
Um especialista em Sociologia não tem a experiência de quem vive socialmente marginalizado.
O sofrimento é uma experiência individual, porque não há duas pessoas que sofram exatamente da mesma forma a ação da mesma dor.
Diante do exposto, convenhamos que o maior escolho do médium no exercício da mediunidade será o da sua própria imperfeição moral, porque, se ele tiver determinação em prosseguir, todos os obstáculos lhe serão causa de enriquecimento e motivação na tarefa.
Mas porque nos referimos aos obstáculos iniciais, não imaginem os médiuns que algum dia se verão livres dos empecilhos naturais da marcha. Superando um obstáculo, eis que logo adiante outro se lhes apresentará.
Devem os medianeiros, principiantes ou experientes, considera-se felizes quando os obstáculos enfrentados por ele sejam de ordem exterior, quais a intolerância deste ou daquele companheiro, a crítica de um familiar, a implacável perseguição de um obsessor, a falta de apoio do grupo a que pertençam… Esses obstáculos exteriores, embora desagradáveis, são facilmente arredados, quando se persevera em silêncio no cumprimento do dever.
O difícil é quando o médium apresenta-se, ele mesmo, como o maior obstáculo, ao deslanchar de sua mediunidade; difícil e triste, porque, então, os Espíritos Amigos haverão de sentir-se frustrados e lamentarão que, não raro, tão precioso talento esteja em mãos de quem não saiba valorizá-lo.

Pelo Espírito de: Odilon Fernandes
Psicografado pelo Médium: Carlos A. Baccelli
Livro: Somos Todos Médiuns

Fantasy

Earth, Wind & Fire

A cura própria

"Pregando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades"
Mateus, 9:35.



Cura a catarata e a conjuntivite, mas corrige a visão espiritual de teus olhos.
Defende-te contra a surdez; entretanto retifica o teu modo de registrar as vozes e
solicitações variadas que te procuram.
Medica a arritmia e a dispnéia; contudo não entregues o coração á impulsividade
arrasadora.
Combate a neurastenia e o esgotamento; no entanto cuida de reajustar as emoções
e tendências.
Persegue a gastralgia, mas educa teus apetites á mesa.
Melhora as condições do sangue; todavia não o sobrecarregues com os resíduos de
prazeres inferiores.
Guerreia a hepatite; entretanto livra o fígado dos excessos em que te comprazes,
Remove os perigos da uremia; contudo não sufoques os rins com venenos de taças
brilhantes.
Desloca o reumatismo dos membros, reparando, porém, o que fazes com teus pés,
braços e mãos.
Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam; todavia aprende a guardar a mente
no idealismo superior e nos atos nobres.
Consagra-te á própria cura, mas não esqueças a pregação do reino divino aos teus
órgãos, eles são vivos e educáveis.
Sem que teu pensamento se purifique e sem que a tua vontade comande o barco do
organismo para o bem, a intervenção dos remédios humanos não passará de medida em
trânsito para a inutilidade.

Livro: Segue-me – Francisco Cândido Xavier / Espírito Emmanuel

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Aguardemos

"A caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade para que a Terra se realize na condição do esperado Reino de Deus".
Emmanuel


Em qualquer circunstância, espera com paciência.
Se alguém te ofendeu, espera.
Não tomes desforço a quem já carrega a infelicidade
em si mesmo.
Se alguém te prejudicou, espera.
Não precisas vingar-te de quem já se encontra assinalado
pela justiça.
Se sofres, espera.
A dor é sempre aviso santificante.
Se o obstáculo te visita, espera.
O embaraço de hoje, muita vez, é benefício amanhã.
A fonte,ajudando onde passa,espera pelo rio e atinge o oceano vasto.
A árvore, prestando incessante auxílio, espera pela flor e ganha a benção do fruto.
Todavia, a enxada que espera imóvel, adquire a ferrugem que a desgasta.
O poço que espera, guardando águas paradas, converte a si próprio em vaso de
podridão.
Sejam, pois, quais forem as tuas dificuldades,espera,fazendo em favor dos outros
o melhor que puderes, a fim de que a tua esperança se erga sublime, em luminosa realização.

Francisco Cândido Xavier & Emmanuel - Obra: Palavras de Vida Eterna

Tranquilidade confiante

"Sê tu o amigo gentil, mesmo que, por enquanto, experimentes incompreensão e dificuldades.” Joanna de Ângelis

Deixa-te arrastar pelas águas vivas da tranquilidade, certo de que atingirás o abençoado porto da sublime destinação.
Vence, assim, os calhaus flutuantes em forma de malogro e solicitação inferior, presos aos juncos das enfermidades deprimentes que, muitas vezes, te enleiam a meio da jornada.
Quanto mais cuidas do mal, mais ele se acentuará.
A lama valorizada no fundo do poço envilece a água pura que se demora repudiada.
Da mesma forma, o charco que agasalha doenças e febres, quando drenado, ressurge como terra acolhedora e produtiva a benefício da coletividade.
Se te deténs a examinar o adubo serás acometido de náuseas ante o fruto que procede dele, através da árvore.
Observando as dificuldades a transpor, se te atemorizas com elas, não avançarás.
É indispensável valorizar apenas o bem que esposas, preservando o santuário íntimo contra todas as formas de revolta a desdobrar-se em malquerença com os sequazes que a cercam.
Amparado pelo comando da fé tranquila, operarás em todo lugar sob modalidade diversa do comum, nas experiências terrenas.
Sabes por experiência que onde te situavas ontem não impera o crime nem o vício, mas a ignorância e a enfermidade, no jogo das aflições desnecessárias. Divisarás, assim, oportunidades de serviço onde antes vias motivo de nojo e afastamento, cientificado de que, na faixa estreita da observação meramente intelectual, tua apreciação resulta da pretensiosa exigência da maneira de ver.
Sem te despires da crítica mordaz, improdutiva nos seus resultados, todos os esforços redundarão inúteis nos empreendimentos cristãos.
Atrela os sentimentos às rédeas dos labores e, conduzido pelo amor, na sua feição pura e simples, recorda Jesus, aprendendo com Ele a realizar incansavelmente, retirando a cegueira dos olhos e extirpando o infortúnio do coração, aprimorando-te e santificando-te, de vez que, não estando asserenadas as ânsias do Espírito, não estarás capacitado para a experiência da tranquilidade sob o comando da confiança plena.

(De “Messe de Amor”, de Divaldo Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

Lembrança de amigo

“... O teu trabalho é a oficina
Em que podes forjar a tua própria luz."
Emmanuel


Não acredites em facilidades.
Muitas aflições nos fustigam o espírito, diante de nossos próprios caprichos desatendidos.
Não aguardes dinheiro farto ou mesmo excessivo para que te sintas feliz.
Agradece aos Céus a possibilidade de trabalhar, porquanto o trabalho te garantirá a subsistência e a subsistência daqueles corações que se te fazem queridos.
Não esperes a felicidade para que possas realizar os próprios desejos.
A saciedade talvez seja a véspera da penúria, a cujas provações possivelmente não conseguirás resistir.
Não creias que uma personalidade humana, colocada nos píncaros do poder, disponha de recursos para solucionar todos os problemas que te enxameiam a existência.
É provável que essa pessoa, merecidamente importante, esteja carregando um fardo de tribulações mais pesado do que o teu.
Se pretendes viver fora das inquietações do cotidiano, não exijas dos outros aquilo que os outros ainda não possuem para dar.
Se queres viver nas alegrias da consciência tranqüila, auxilia ao próximo o quanto puderes, trabalha sempre e confia em Deus.

Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Saudade

Ante aos mortos queridos,
Faze o silêncio e ora
Ninguém pode apagar
A chama da saudade.
Entretanto se choras,
Chora fazendo o bem.
A morte para a vida
É apenas mudança
A semente no solo
Mostra a ressurreição.
Todos estamos vivos
Na presença de Deus...

Emmanuel / Francisco Cândido Xavier -
Livro: Fonte de Paz

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Espera e confia

O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo.

Eis a dupla singular
— Escora que nos descansa :
Sentir sem desanimar,
Nunca perder a esperança.
Se sofres, serve e confia,
Não te queixes, nem te irrites.
Espera. A bênção de Deus
É proteção sem limites.

De “Brilhe vossa luz”, Meimei (Chico Xavier)

Ninguém morre

Não existem garantias. Sob a perspectiva do medo, nada é suficientemente seguro. Sob a perspectiva do amor, nada é necessário.

Não reclames da Terra
Os seres que partiram...
Olha a planta que volta
Na semente a morrer.
Chora, de vez que o pranto
Purifica a visão.
No entanto, continua
Agindo para o bem.
Lágrima sem revolta
É orvalho da esperança.
A morte é a própria vida
Numa nova edição.

Emmanuel/Francisco Cândido Xavier
Livro: Tempo e Nós

Companheiros e amigos

Desgosto está para o coração, como a poda para a árvore... Se dissabores nos visitam, recordemos que a vida está cortando o prejudicial e o supérfluo, em nossas plantas de ideal e realização, a fim de possamos nos renovar, e melhor produzir.

Quando te dispuseres a reclamar contra certos traços psicológicos daqueles que o Senhor te confiou ao ministério familiar, medita na diversidade das criações que compõem a Natureza.
Cada estrela se destaca por determinada expressão.
Cada planta mostra finalidade particular.
A rosa e a violeta são diferentes, conquanto ambas sejam flores.
Os caminhos do mundo guardam linhas diversas entre si.
Também nós, as criaturas de Deus, somos seres que se identificam pela semelhança, mas não somos rigorosamente iguais.
*
Conforme os princípios de causa e efeito, que nos traçam a lei da reencarnação, cada qual de nós traz consigo a soma de tudo o que já fez de si, com a obrigação de extrair os males que tenhamos colecionado até a completa extinção, multiplicando os bens que já possuamos, para dividi-lo com os outros, na construção da felicidade geral.
*
Não queira transformar os entes queridos sob o martelo da força.
Ninguém precisa apagar a luz do vizinho, para iluminar a própria casa.
Uma vela acende outra sem alterar-se.
*
Ama os teus, aqueles com quem Deus te permite compartilhar a existência, entretanto, respeita o caminho de realização a que se ajustem.
Esse escolheu a senda do burilamento próprio; aquele procurou a via do trabalho constante; outro escolheu a trilha de responsabilidades intransferíveis a fim de produzir o melhor; e outro, ainda, indicou a si mesmo, para elevar-se, a vereda espinhosa das provações e das lágrimas.
Auxilia a cada um, como puderes, entretanto, não busques transfigurar-lhes o espírito, de repente, reconhecendo que também nós não aceitaríamos a nossa própria renovação em bases de violência.
*
Ama os entes queridos, tais quais são e quando nas provas a que sejam chamados para efeito de promoção na Espiritualidade Maior, se não consegues descobrir o melhor processo de auxiliá-los, acalma-te e ora pelo fortalecimento e paz deles todos, na certeza de que Deus está velando por nós e de que nós todos somos filhos de Deus.

(De “Companheiro”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Lugar deserto

“E ele lhes disse: Vinde vós aqui, à parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco.” — (Marcos, Capítulo 6 , Versículo 31.)
A exortação de Jesus aos companheiros reveste-se de singular importância para os discípulos do Evangelho em todos os tempos.
Indispensável se torna aprender o caminho do “lugar à parte” em que o Mestre aguarda os aprendizes para o repouso construtivo em seu amor.
No precioso símbolo, temos o santuário íntimo do coração sequioso de luz divina.
De modo algum se referia o Senhor tão-somente à soledade dos sítios que favorecem a meditação, onde sempre encontramos sugestões vivas da natureza humana.
Reportava-se à câmara silenciosa, situada dentro de nós mesmos.
Além disso, não podemos esquecer que o Espírito sedento de união divina, desde o momento em que se imerge nas correntes do idealismo superior, passa a sentir-se desajustado, em profundo insulamento no mundo, embora servindo-o, diariamente, consoante os indefectíveis desígnios do Alto.
No templo secreto da alma, o Cristo espera por nós, a fim de revigorar-nos as forças exaustas.
Os homens iniciaram a procura do “lugar deserto”, recolhendo-se aos mosteiros ou às paisagens agrestes; todavia, o ensinamento do Salvador não se fixa no mundo externo.
Prepara-te para servir ao Reino Divino, na cidade ou no campo, em qualquer estação, e não procures descanso impensadamente, convicto de que, muita vez, a imobilidade do corpo é tortura da alma. Antes de tudo, busca descobrir, em ti mesmo, o “lugar à parte” onde repousarás em companhia do Mestre.

Livro: Pão Nosso – Francisco Cândido Xavier / Emmanuel

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Tranquilidade confiante

A vida são as incessantes oportunidades que surgem pela frente, jamais os insucessos que ocorreram no passado.
Joanna De Ângelis


Deixa-te arrastar pelas águas vivas da tranquilidade, certo de que atingirás o abençoado porto da sublime destinação.
Vence, assim, os calhaus flutuantes em forma de malogro e solicitação inferior, presos aos juncos das enfermidades deprimentes que, muitas vezes, te enleiam a meio da jornada.
Quanto mais cuidas do mal, mais ele se acentuará.
A lama valorizada no fundo do poço envilece a água pura que se demora repudiada.
Da mesma forma, o charco que agasalha doenças e febres, quando drenado, ressurge como terra acolhedora e produtiva a benefício da coletividade.
Se te deténs a examinar o adubo serás acometido de náuseas ante o fruto que procede dele, através da árvore.
Observando as dificuldades a transpor, se te atemorizas com elas, não avançarás.
É indispensável valorizar apenas o bem que esposas, preservando o santuário íntimo contra todas as formas de revolta a desdobrar-se em malquerença com os sequazes que a cercam.
Amparado pelo comando da fé tranquila, operarás em todo lugar sob modalidade diversa do comum, nas experiências terrenas.
Sabes por experiência que onde te situavas ontem não impera o crime nem o vício, mas a ignorância e a enfermidade, no jogo das aflições desnecessárias. Divisarás, assim, oportunidades de serviço onde antes vias motivo de nojo e afastamento, cientificado de que, na faixa estreita da observação meramente intelectual, tua apreciação resulta da pretensiosa exigência da maneira de ver.
Sem te despires da crítica mordaz, improdutiva nos seus resultados, todos os esforços redundarão inúteis nos empreendimentos cristãos.
Atrela os sentimentos às rédeas dos labores e, conduzido pelo amor, na sua feição pura e simples, recorda Jesus, aprendendo com Ele a realizar incansavelmente, retirando a cegueira dos olhos e extirpando o infortúnio do coração, aprimorando-te e santificando-te, de vez que, não estando asserenadas as ânsias do Espírito, não estarás capacitado para a experiência da tranquilidade sob o comando da confiança plena.

(De “Messe de Amor”, de Divaldo Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

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