terça-feira, 31 de julho de 2012

No roteiro da fé

"Se alguém quer vir após mim, negue a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me."
Jesus


O aviso do Senhor é insofismável.
"Siga-me" - diz o Mestre.
Entretanto, há muita gente a lamentar-se de fracassos e desilusões, em matéria de fé, nas escolas do Cristianismo, por não Lhe acatarem o conselho.
Buscam Jesus, fazendo a idolatria em derredor de seus intermediários humanos e, como toda criatura terrestre, os intermediários humanos do Evangelho não podem substituir o Cristo, junto à sede das almas.
Aqui, é o padre católico, caridoso e sincero, contudo, incapaz de oferecer a santidade perfeita.
Ali, é o pastor da Igreja Reformada, atento e nobre, mas inabilitado à demonstração de todas as virtudes.
Acolá, é o médium espírita, abnegado e diligente, todavia distante da própria sublimação.
Mais além, surgem doutrinadores e comentaristas, companheiros e parentes, afeiçoados ao estudo e excelentes amigos, mas ainda longe da integração com o Benfeitor Eterno.
E quase sempre aqueles que o acompanham, na suposição de buscarem o Cristo, ante os mínimos erros a que se arrojam, por força da invigilância ou inexperiência, retiram-se, apressados, do serviço espiritual, alegando desapontamento e amargura.
O convite do Senhor, no entanto, não deixa margem à dúvida.
Não desconhecia Jesus que todos nós, os Espíritos encarnados ou desencarnados que suspiramos pela comunhão com Ele, somos portadores de cicatrizes e aflições, dívidas e defeitos, muitas vezes escabrosos. Daí o recomendar-nos: - "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me".
Se te dispõe, desse modo, a encontrar o Senhor para a edificação da tua felicidade, renuncia com desassombro às bagatelas da estrada, suporta corajosamente as conseqüências dos teus atos de ontem e de hoje e procura Jesus por Divino Modelo.
Não olvides que há muita diferença entre seguir o Cristo e seguir os cristãos.

(De: "Palavras de Vida Eterna", de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Glória ao bem

“Glória, porém, e honra e paz a qualquer que obra o bem.” — Paulo (Romanos, capítulo 2, versículo 10.)

A malícia costuma conduzir o homem a falsas apreciações do bem, quando não parta da confissão religiosa a que se dedica, do ambiente de trabalho que lhe é próprio, da comunidade familiar em que se integra.
O egoísmo fá-lo crer que o bem completo só poderia nascer de suas mãos ou dos seus. Esse é dos característicos mais inferiores da personalidade.
O bem flui incessantemente de Deus e Deus é o Pai de todos os homens. E é através do homem bom que o Altíssimo trabalha contra o sectarismo que lhe transformou os filhos terrestres em combatentes contumazes, de ações estéreis e sanguinolentas.
Por mais que as lições espontâneas do Céu convoquem as criaturas ao reconhecimento dessa verdade, continuam os homens em atitudes de ofensiva, ameaça e destruição, uns para com os outros.
O Pai, no entanto, consagrará o bem, onde quer que o bem esteja.
É indispensável não atentarmos para os indivíduos, mas, sim, observar e compreender o bem que o Supremo Senhor nos envia por intermédio deles.
Que importa o aspecto exterior desse ou daquele homem? que interessam a sua nacionalidade, o seu nome, a sua cor? Anotemos a mensagem de que são portadores. Se permanecem consagrados ao mal, são dignos do bem que lhes possamos fazer, mas se são bons e sinceros, no setor de serviço em que se encontram, merecem a paz e a honra de Deus.

(Obra: Caminho Verdade e Vida - Francisco Cândido Xavier / Emmanuel)

domingo, 29 de julho de 2012

Um desafio

“E agora por que te deténs” — (Atos, 22:16)

Relatando à multidão sua inesquecível experiência às portas de Damasco, o Apóstolo dos gentios conta que, em face da perplexidade que o defrontara, perguntou-lhe Ananias, em advertência fraterna: “E agora, por que te deténs?”
A interrogação merece ser meditada por todos os que já receberam convites, apelos, dádivas ou socorros do plano espiritual.
Inumeráveis beneficiários do Evangelho prendem-se à obstáculos de toda sorte na província nebulosa da queixa.
Se felicitados pela luz da fé, lastimam não haver conhecido a verdade na juventude ou nos dias de abastança; contudo, na idade madura ou na dificuldade material, sustentam as mesmas tendências inferiores que lhes marcavam as atitudes nos círculos da ignorância.
Nas palavras, exteriorizam sempre grande boa-vontade; entretanto, quando chamados ao serviço ativo, queixam-se imediatamente da falta de dinheiro, de saúde, de tempo, de forças.
São operários contraditórios que, ao tempo do equilíbrio orgânico, exigem repouso e, na época de enfermidade corporal, alegam saudades do serviço.
É indispensável combater essas expressões destrutivas da personalidade.
Em qualquer posição e em qualquer tempo, estamos cercados pelas possibilidades de serviço com o Salvador. E, para todos nós, que recebemos as dádivas divinas, de mil modos diversos, foi pronunciado o sublime desafio: “E agora, por que te deténs”?

(De “Caminho, Verdade e Vida”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel).

sábado, 28 de julho de 2012

Rogativa de servidor

Senhor Jesus!

Não nos retires dos ombros o fardo das responsabilidades com
o qual nos ensina a praticar entendimento e cooperação, mas
auxilia-nos a transportá-lo, sob os teus desígnios.
Não nos afastes dos obstáculos com que nos impeles à aquisição
da confiança e não avalias as dimensões da fé, no entanto, ampara-nos
Senhor, para que possamos transpô-los.
Não nos desligues dos problemas com que nos impulsionas para o
caminho da elevação das nossas próprias experiências, contudo,
dá-nos a tua bênção, a fim de que venhamos a resolvê-los com
segurança.
Não nos deixes sem o convívio com os irmãos irritadiços ou infelizes,
que se nos fazem enigmas no cotidiano, junto dos quais nos convidas
ao aprendizado da serenidade e da paciência, mas protege-nos
os corações e ilumina-nos a estrada de modo a que nos transformemos
para todos eles em refúgio de apoio e socorro de amor.
Enfim, Senhor, dá-nos, a cada dia, o privilégio de servir, entretanto,
infunde em nossas almas o poder da compreensão e da tolerância, do
devotamento e da caridade para que possamos estar contigo, tanto
quanto permaneces conosco, hoje e sempre.

Psicografia: Francisco Cândido Xavier - Médium "Estradas e Destinos".

Paz e Luz

Nós e Jesus

Fazendo um balanço, através de reflexões, és impeli do a renovar conceitos, face
à necessidade de colocar o Senhor em muitas das posições que Lhe competem e que
Lhe tens negado.
Não poucas vezes, receoso e desiludido, interrogas, concluindo falsamente, qual
registrando resposta infeliz, decorrente da íntima secura que padeces.
Se ainda não te convenceste da necessidade de sintonizar com Ele, completa os
raciocínios, pondo-O presente e notarás diferenças.
Mencionas cansaço e desequilíbrio como carga que se sobrepõe, esmagadora, quase
te conduzindo ao fracasso. Todavia: "O fardo é leve!"
Referes que a amizade de amigos transitou da tua para províncias estranhas. Em
decorrência sofres o vazio que ficou na alma, graças à deserção deles. No
entanto: "Aquele que não tomar a sua cruz e seguir-me, não é digno de mim."
Esclareces que a monotonia das atividades a pouco e pouco mata o ardor do ideal
que antes te abrasava. Tens a sensação de que já não é a mesma a chama da fé,
que ardia em ti. Apesar disso: "O trabalhador da undécima hora faz jus ao salário
daquele da hora primeira."
Informas que desejarias novos sinais dos Céus, a fim de que se robustecessem as
convicções que parecem esvaziadas de conteúdo, na torpe sociedade de consumo.
Sem embargo, a lição é simples: " os que não viram e creram."
Minado por enfermidades insistentes que te roubam a vitalidade, inquires: "Onde
o auxílio divino, na direção das minhas necessidades?" Não obstante, a resposta
está enunciada há quase dois mil anos:
"Nem todos foram curados."
A ronda da fome aumenta cada vez mais, ampliando as dimensões dos seus domínios,
e a miséria, soberana, governa milhões de destinos. Marejam-se os teus olhos, em
justa compunção. No íntimo, indagas: "Por que o Senhor não solve a dificuldade?"
Entrementes, a elucidação já foi dada: "Nem só de pão vive o homem..."
Sim, são horas de balanço interior, momento de colher o resultado da semeadura.
Cada um respira emocionalmente o clima da província psíquica em que situa as
aspirações.
O homem alcança o destino que lhe compraz, e o ideal, nele, tem a vitalidade que
o suprimento de sacrifício lhe dá, através de quem o sustenta.
És parte da família que constitui o rebanho do Cristo. O Senhor prossegue o
mesmo. Faze um exame racional e honesto, a fim de verificares se a mudança,
por acaso, não terá sido de tua parte.
O rumo que Ele nos aponta continua indicando liberdade. As amarras foram
construídas por cada qual, para a própria escravidão espiritual.
Diante de tais considerações, no báratro dos tormentosos dias, convém consultar
Jesus, sem cessar, E, se tiveres ouvidos capazes de escutar discernindo,
percebê-lo-ás a repetir: "Eu sou o Caminho: Vinde a mim!"

Celeiro de Bênçãos
Psicografado por Divaldo Pereira Franco
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ergamo-nos

Levantar-me-ei e irei ter com meu pai... - (Lucas, 15:18.)

Quando o filho pródigo deliberou tornar aos braços paternos, resolveu
intimamente levantar-se.
Sair da cova escura da ociosidade para o campo da ação
regeneradora.
Erguer-se do chão frio da inércia para o calor do movimento reconstrutivo.
Elevar-se do vale da indecisão para a montanha do serviço edificante.
Fugir à treva e penetrar a luz.
Ausentar-se da posição negativa e absorver-se na reestruturação dos
próprios ideais.
Levantou-se e partiu no rumo do Lar Paterno.
Quantos de nós, porém, filhos pródigos da Vida, depois de
estragarmos as mais valiosas oportunidades, clamamos pela
assistência do Senhor, de acordo com os nossos desejos menos
dignos, para que sejamos satisfeitos? Quantos de nós descemos,
voluntariamente, ao abismo, e, lá dentro, atolados na sombria
corrente de nossas paixões, exigimos que o Todo-Misericordioso se
faça presente, ao nosso lado, através de seus divinos mensageiros, a
fim de que os nossos caprichos sejam atendidos?
Se é verdade, no entanto, que nos achamos empenhados em nosso
soerguimento, coloquemo-nos de pé e retiremo-nos da retaguarda
que desejamos abandonar.
Aperfeiçoamento pede esforço.
Panorama dos cimos pede ascensão.
Se aspiramos ao clima da Vida Superior, adiantemo-nos para a
frente, caminhando com os padrões de Jesus.
―Levantar-me-ei, disse o moço da parábola.
―Levantemo-nos, repitamos nós.

Livro: Fonte Viva
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier Xavier

Paz e Luz

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Quanto mais

Abençoai sempre as vossas dificuldades e não as lastimeis, considerando que Deus nos concede sempre o melhor e o melhor tendes obtido constantemente com a possibilidade de serdes mais úteis.
*
Quanto mais auxiliardes aos outros, mais amplo auxílio recebereis da Vida Mais Alta.
*
Quanto mais tolerardes os contratempos do mundo, mais amparados sereis nas emergências da vida, em que permaneceis buscando paz e progresso, elevação e luz.
*
Quanto mais liberdade concederdes aos vossos entes amados, permitindo que eles vivam a existência que escolheram, mais livres estareis para obedecer a Jesus, construindo a vossa própria felicidade.
*
Quanto mais compreenderdes os que vos partilham os caminhos humanos, mais respeitados vos encontrareis de vez que, quanto mais doardes do que sois em benefício alheio, mais ampla cobertura de amparo do Senhor assegurará a tranquilidade em vossos passos.
*
Continuemos buscando Jesus em todos os irmãos da Terra, mas especialmente naqueles que sofrem problemas e dificuldades maiores que os nossos obstáculos, socorrendo e servindo e sempre mais felizes nos encontraremos sob as bênçãos dele, nosso Mestre e Senhor.

Bezerra de Menezes
(De “Caridade”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos)

Paz e Luz

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Justiça e amor


Todos os valores da vida pedem extensão e rendimento para atenderem ao Eterno Equilíbrio nas bases do Universo.
*
Se o ouro reclama aplicação justa, também o conhecimento elevado exige substância e proveito.
Se o primeiro, acumulado inutilmente, gera a cobiça que detém a cabeça do avaro no desvario da posse efêmera, o segundo, guardado sem ação nas obras edificantes, cria a vaidade que mergulha o coração orgulhoso nas trevas de espírito.
*
Não basta compreendas o estatuto que nos rege os destinos para que te harmonizes contigo mesmo.
*
É necessário transfundas o próprio entendimento em serviço aos semelhantes, para que a flama do cérebro se te faça luz no caminho.
*
Não te demorarás, estudando a ficha do irmão que sofre, aferindo-lhe os méritos e deméritos para expressares depois a bondade que teorizas.
*
Antes de tudo recorda que, se o próximo experimenta provação e amargura por determinação da Excelsa Justiça, a tela de angústia em que o próximo se debate se te descerra aos olhos do mundo, por determinação do Divino Amor, a fim de que exercites a piedade e a cooperação, o socorro fraterno e a solidariedade espontânea.
*
Não olvides que alma alguma, enquanto na vestimenta da carne, poderá conhecer o integral conteúdo das próprias dívidas e auxilia aos outros quando puderes, embora saibas que o prodígio da redenção compulsória é plenamente impossível, de vez que amanhã chegará igualmente o teu dia de acerto maior na Contabilidade Divina.
*
Não desistas de amparar, através do bem, porquanto se o progresso e a felicidade na Terra solicitassem apenas a penetração no conhecimento da Lei e no simples entendimento de nossas culpas, decerto Jesus não se abalançaria a estender amorosas mãos entre os homens, suportando-nos a ignorância, os débitos e fraquezas, até o ponto de imolar-se na cruz, bastando para isso, nos enviasse as Boas Novas de Redenção, em cartazes de propaganda, dependurados no Céu.

(De “Confia e segue”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Paz e Luz

terça-feira, 24 de julho de 2012

O comportamento

Se estamos falando aos jovens, não devemos esquecer-nos de dizer alguma coisa sobre o seu comportamento mais diretamente, pois, a educação abre inúmeros caminhos, ampliando a compreensão e valorizando a conduta.
Esforça-te para não mentir, principalmente dentro do lar. A mentira tirar-te-á a confiança de teus pais, irmãos e parentes. O que vale um moço que não merece a confiança dos que o cercam?
Esmera-te no cumprimento dos teus deveres, em tua casa e na escola, pois, esses gestos conferir-te-ão uma amizade mais profunda dos teus parentes e de todos os que te observam.
Empenha-te em seres justo, porque a justiça, na vida de quem está iniciando nova carreira na Terra, é baliza de luz, a iluminar-te a vida.
Cuida-te em seres honesto, em todos os acontecimentos, nas palavras e nos atos. A honestidade é força poderosa para a formação do teu caráter, dignificando a tua vida. O valor de uma criatura começa na honestidade.
Robustece-te no trabalho. Todos temos deveres, ante o Criador, de realizar alguma coisa; não sejas dos que dormem. O labor foi o primeiro gesto de Deus, fazendo-se a luz.
Diante dessas coisas que mencionamos, as outras aparecerão, como por encanto, em tua cabeça, aflorando em tua vida, e aí é que o Amor se tornará uma flor, em teu coração, acostumado a proceder bem. Tornar-te-ás condicionado, na divina operação do Bem e da Caridade, em teu mundo interno, onde o sol nascerá, fazendo compreender que Cristo está em nós, pelo poder de Deus.
Comporta-te bem, meu filho, onde estiveres, e em quaisquer circunstâncias, que os frutos dessa vivência acompanhar-te-ão, para sempre, saciando-te a alma, com o clima de vida e de esperança.
Nós estamos te falando tudo isso, porque desejamos que compreendas a verdade das vidas sucessivas, coluna mestra que nos mostra a justiça de Deus. A Doutrina Espírita tem a função de fazer o inventário da morte, porque a morte já morreu, e transformou-se em vida. Os teus pertences são a vida.
Não esqueças a gentileza para com os professores que te cercam. Eles têm o gume cristão de ensinar, com amor, para que surja, em teu caminho o halo da vida, que floresce para a luz de Deus.
A boa conduta do homem torná-lo-á imune a muitas enfermidades. No futuro, a Ciência vai comprovar essa verdade, preocupando-se mais com as mudanças dos pensamentos das criaturas e com o comportamento de cada ser, do que, mesmo, com os remédios. Quando precisar de um medicamento, o homem usará, primeiramente, a palavra educada e instruída, predispondo o necessitado para a harmonia mental e o bem estar físico.
Começa a mudar, hoje. As transformações, aparentemente, geram guerras. Mas, se persistires, a Terra transmutar-se-á em Chão de Rosas, para a tua paz.

(De “Chão de Rosas”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Scheilla)

Paz e Luz

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O reino de Deus dentro do homem

“Mestre — perguntaram, um dia, os homens — onde está o reino de Deus?”
“O reino de Deus — respondeu o Nazareno — não vem com aparato exterior; nem se pode dizer: ei-lo aqui!, ei-lo acolá! O reino de Deus está dentro de vós”...
Entretanto, os homens, cegos para essa luz, continuam a procurar o reino de Deus fora de si mesmos, em vãs exterioridades...
O reino de Deus é o reino da verdade e do bem...
O reino da justiça e da paz...
O reino do amor e da caridade...
O reino da humanidade e da pureza...
Quando o homem tem dentro da alma estas coisas, está no meio do reino de Deus — porque dentro dele está o reino de Deus...
Ninguém pode entrar no reino de Deus — se nele não entrar o reino de Deus...
O homem que uma vez entrou no reino de Deus — encontra a Deus por toda a parte.
Encontra a Deus na grandeza do cosmos visível — e nos mistérios da alma invisível.
Vê a Deus no fulgor do relâmpago — e no matiz das flores do prado...
Ouve a Deus no bramir da procela — e no silêncio das noites estreladas...
Adivinha a Deus nos indefessos labores da abelha — e nos indolentes devaneios da borboleta...
Contempla a Deus nos etéreos primores do arco-íris — e nas pupilas de inocente criança...
Percebe a Deus no sorriso feliz duma noiva — e nas lágrimas acerbas do agonizante...
O homem que dentro de si descobriu a Deus — descobre-o por toda a parte fora de si...
Pois Deus é espírito onipresente — basta possuir a necessária vidência espiritual para encontrá-lo em cada uma das suas obras, espelhos e enigmas da Divindade.
É justo, ó homem, que tenhas lugares de cultos onde, com teus irmãos, cantes louvores a Deus — mas não restrinjas a esses momentos o culto divino.
Cultua a Divindade onipresente e onividente no santuário do Eu e do lar...
Glorifica o Eterno no amor à pátria e na história dos povos...
Adora o Altíssimo nas maravilhas da Natureza e nos prodígios da cultura...
Venera o eterno Anônimo até nos gemidos da dor e nos paradoxos do mal...
Se dentro de ti não encontraste o reino de Deus — em parte alguma o encontrarás...
Por toda a parte verás o reino de Satã — dentro e fora de ti...
Pois o homem não enxerga as coisas como elas são — mas, sim, como ele é...
Projeta ao mundo externo o colorido do seu mundo interno...
O homem sem Deus contempla sem Deus o mundo repleto de Deus...
O homem repleto de Deus encherá de Deus as almas sem Deus...
Proclama em tua alma, ó homem, o reino de Deus — e tua plenitude transbordará em outras almas...
Só pode fazer bons os homens quem é bom ele mesmo... Só pode encher de Deus quem está cheio de Deus... O homem divinizado diviniza os homens...

(De “Alma para Alma”, de Huberto Rohden)

Paz e Luz

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Na viagem da Terra


O Plano Físico é comparável a um mar de inquietações e problemas, coalhado de embarcações, conduzindo passageiros diversos.
Do transatlântico de alto nível à piroga mais simples, quase todos eles enfrentam um oceano repleto de perigos; rochedos de incompreensão exigem cautela e entendimento; icebergs de indiferença provocam o naufrágio de muitos; ondas avassaladoras de ódio espalham desequilíbrio em múltiplas direções; a ventania da discórdia assopra a delinqüência, conturbando-lhes o clima espiritual; de quando a quando, surgem irmãos que enlouqueceram, transformando-se em piratas da violência e seres ocultos, nas profundezas das águas, rondam as naves no cotidiano, aguardando presas fáceis.
Se consegues mentalizar o quadro que apresentamos, sabes igualmente que a sinalização de Jesus continua funcionando corretamente, na garantia de todos os viajadores que lhe buscam as instruções na laboriosa travessia.
É por isso, coração fraterno, que te pedimos, por amor ao Celeste Amigo: onde estiveres e como estejas, como penses e como creias nos poderes do bem, auxilia aos companheiros do mundo e sê para eles uma benção de paz nas ilhas da esperança.

(0bra: Sinais de Rumo - Francisco Cândido Xavier / Meimei)

Participação na felicidade

Quando alguém chora acoimado por este ou aquele problema, fácil é participares do seu drama, dilatando esforços para diminuir-lhe o padecimento.
Ante a fome ou a enfermidade experimentas o apelo aos elevados sentimentos que te concitam à ajuda automática e rápida.
Sem dúvida todo socorro que se oferta a alguém que sofre é de relevante significação.
Caridade, sim, a dádiva material e o gesto moral de solidariedade.
Indispensável, porém, não te deteres na superfície da realização.
Há os que são solidários na dor, assumindo a posição de benfeitores, em lugar de realce com o que se realizam interiormente.
Todavia, quando defrontam amigos em prosperidade, companheiros em evidência, conhecidos em situação de relevo, deixam-se ralar por mágoa injustificável, transformando-se em fiscais impenitentes e acusadores severos que não perdoam a ascensão do próximo.
Ressentimentos se acumulam nas paisagens íntimas, e, azedos, referem-se ao êxito alheio, vencido por torpe inveja.
Não sabem o preço do triunfo de qualquer procedência, quando na Terra.
Ignoram os contributos que deve doar todo aquele que se alça a situação de destaque.
Farpas de maledicência e doestos do ciúme, perseguição sistemática disfarçada de sorrisos, ausência de amigos legítimos tornam as ilusórias horas douradas do homem de relevo em momentos difíceis de ser vencidos.
Assume posição diferente.
Sem que te faças interessado no que ele tem ou é, rejubila-te com o progresso de quem segue contigo.
Quando alguém se eleva, com ele se ergue toda a Humanidade. Quando cai é prejuízo na economia moral do planeta.
Solidário na dificuldade do teu irmão, participa dos júbilos do teu próximo para que a ingestão do veneno do despeito e do tóxico da animosidade não te destrua a alegria de viver.
Ser feliz com a felicidade alheia é também forma de caridade cristã.

(De “Leis Morais da Vida”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Não reclames!


Agradece a Deus a oportunidade de seres aquele que exemplifica entre lágrimas o
que os outros fruem, por enquanto, entre sorrisos.
O dia de todos sempre chega, convidando, uma a uma, as criaturas, à reflexão e ao
fenômeno de amadurecimento.
E a morte, que a ninguém poupa, chamar-te-á e a todos os homens ao despertamento,
para aferição de valores diante da consciência, sob a vigilância do amor de Deus.
Nunca te queixes nem relaciones ingratidões.
O ingrato sabe que o é. Amargurado, autopune-se. Infeliz, aflige-se.
Quanto a ti, segue adiante.
Jesus, que é Perfeito, experimentou entre os homens o sarcasmo, a desolação,
a negativa e a traição, ensinando-nos que o Amor, para ser verdadeiro, é paciente,
tolerante, compreensivo, jamais reclamando, pois que Ele sabia que a Terra é
ainda escola de redenção, e os homens que a habitam encontram-se em processo
de aprendizagem e complementação espiritual.
Não reclames, pois, nunca mais!

(Obra: Desperte e Seja Feliz - Divaldo P. Franco / Joanna de Ângelis)

terça-feira, 17 de julho de 2012

Ação – Bondade

A cobrança da gratidão diminui o valor da dádiva.
O bem não tem preço, pois que, à semelhança do amor, igualmente não tem limite.
Quando se faz algo meritório em favor do próximo aguardando recompensa, eis que se apaga a qualidade da ação, em favor do interesse pessoal grandemente pernicioso.
O Sol aquece e mantém o planeta sem qualquer exigência.
A chuva abençoa o solo e o preserva rico, em nome do Criador, sustentando os seres e se repete em períodos ritmados, não pedindo nada.
O ar, que é a razão da vida, existe em tão harmonioso equilíbrio e discrição, que raramente as criaturas se dão conta da sua imprescindibilidade.
*
Faze o bem com alegria e, no ato de realizá-lo, fruirás a sua recompensa.
Ajuda a todos com naturalidade, como dever que te impões, a favor de ti mesmo, e te aureolarás de paz.
Se estabeleces qualquer condição para ajudar, desmereces a tua ação, empalidecendo-lhe o valor.
Une-te ao exército anônimo dos heróis e apóstolos da bondade.
Ninguém te saberá o nome, no entanto o pensamento dos beneficiados sintonizará com a tua generosidade estabelecendo elos de ligação e segurança para a harmonia no mundo.
Os que se destacam na ação comunitária e são aplaudidos, homenageados, sabem que, sem as mãos desconhecidas que os ajudam, coisa alguma poderiam produzir.
Assim, os benfeitores verdadeiros são os da retaguarda e não os que brilham nos veículos da Comunicação.
Aproveita o teu dia e vai semeando auxílios, esparzindo bondade de que esteja rica a tua vida, e provarás o licor da alegria na taça da felicidade de servir.

Divaldo Pereira Franco - Episódios Diários - Pelo Espírito Joanna de Ângelis

Paz e Luz

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Evitando inquietações


Considerando que a inquietação em nós gera inquietação naqueles que nos rodeiam, revisemos, pelo menos de quando em quando, as induções que nos possam impelir à intranqüilidade.
***
Recorda que todos nós, os espíritos encarnados ou desencarnados, em evolução na Terra, ainda estamos longe da condição de espíritos perfeitos.
***
Quase impossível seguir sem erros na jornada, mas é preciso reconhecer que a Divina Providência jamais nos sonega recursos para corrigi-los.
***
Aceita-te como és e onde estás, a fim de que consigas caminhar com segurança para o que deves ser e para a melhor condição que te cabe alcançar.
***
Consulta o passado, por arquivo de informações que te facilite os movimentos em rumo certo, mas não te prendas à lembrança de caráter negativo, porque hoje é o dia de construir o amanhã com o material selecionado de que disponhas no campo da experiência.
***
Libera a capacidade de compreender e perdoar com que o Criador nos dotou a cada um, para que o ressentimento, ante os conflitos de ação e de opinião, nas áreas de trabalho em que te vês, não te causem desequilíbrios.
***
Não acredites tanto em doença e cansaço que te impeçam de servir ao próximo, trabalhando um tanto mais.
***
Auxiliar desinteressadamente aos semelhantes será sempre a base de qualquer melhoria.
***
Cultivemos o respeito a nós mesmos, sem o qual não se sabe de que modo angariar o respeito dos outros.
***
Confiemos em Deus, acima de tudo, sem nos esquecermos, porém, de que Deus igualmente confia em cada um de nós.

Livro: Calma
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier Xavier

domingo, 15 de julho de 2012

Doadores de Paz

"Não penseis que vim trazer paz à Terra;
não vim trazer paz, mas espada". - Jesus.
(Mateus, 10:34.)


Os obreiros da paz são sempre esteios benditos, na formação da felicidade humana.
Os que falam na concórdia . . .
Os que escrevem, concitando a serenidade . . .
Os que pregam a necessidade de entendimento . . .
Os que exortam à harmonia . . .
Os que trabalham pelo equilíbrio . . .
Os verdadeiros pacificadores, no entanto, compreendem que a paz se levanta por dentro da luta e, por isso mesmo, não ignoram que ela é construída -laboriosamente construída -por aqueles que se dedicam à edificação do Reino do Amor, entre as criaturas, tais quais sejam:
os que carregam os fardos dos companheiros, diminuindo-lhes as preocupações;
os que agüentam, sozinhos, pesados sacrifícios para que os entes queridos não se curvem, sob o pêso da angústia; os que procuram esquecer-se para que outros se façam favorecidos ou destacados; os que abraçam responsabilidades e compromissos de que já se sentem dispensados, para que haja mais amplas facilidades no caminho dos semelhantes.
Em certa ocasião, disse-nos Jesus: -«Eu não vim trazer paz à Terra e sim a divisão»; entretanto, em outro lance dos seus ensinamentos, afirmou-nos, convincente: -A minha paz vos dou, mas não vo-la dou como o mundo a dá». O Divino Mestre deu-nos claramente a perceber que, para sermos construtores da paz, é preciso saber doar-lhe o bálsamo vivificante, em favor dos outros, conservando, bastas vezes, o fogo da luta pelo próprio burilamento, no fechado recinto
do coração.

Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Pensa um pouco

“As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.” — Jesus.
 (João, Capítulo 10, Versículo 25.)


É vulgar a preocupação do homem comum, relativamente às tradições familiares e aos
institutos terrestres a que se prende, nominalmente, exaltando-se nos títulos
convencionais que lhe identificam a personalidade.
Entretanto, na vida verdadeira, criatura alguma é conhecida por semelhantes
processos. Cada Espírito traz consigo a história viva dos próprios feitos e somente as
obras efetuadas dão a conhecer o valor ou o demérito de cada um.
Com o enunciado, não desejamos afirmar que a palavra esteja desprovida de suas
vantagens indiscutíveis; todavia, é necessário compreender-se que o verbo é também
profundo potencial recebido da Infinita Bondade, como recurso divino, tornando-se
indispensável saber o que estamos realizando com esse dom do Senhor Eterno.
A afirmativa de Jesus, nesse particular, reveste-se de imperecível beleza.
Que diríamos de um Salvador que estatuísse regras para a Humanidade, sem partilhar-lhe
as dificuldades e impedimentos?
O Cristo iniciou a missão divina entre homens do campo, viveu entre doutores irritados
e pecadores rebeldes, uniu-se a doentes e aflitos, comeu o duro pão dos pescadores
humildes e terminou a tarefa santa entre dois ladrões.
Que mais desejas? Se aguardas vida fácil e situações de evidência no mundo, lembra-te
do Mestre e pensa um pouco.

Pão Nosso – Emmanuel / Chico Xavier

Vida em Família

Os filhos não são cópias xerox dos pais, que apenas produzem o corpo, graças aos mecanismos do atavismo biológico.
As heranças e parecenças físicas são decorrências dos gametas, no entanto, o caráter, a inteligência e o sentimento procedem do Espírito que se corporifica pela reencarnação, sem maior dependência dos vínculos genéticos com os progenitores.
Atados por compromissos anteriores, retornam, ao lar, não somente aqueles seres a quem se ama, senão aqueloutros a quem se deve ou que estão com dívidas....
Cobradores empedernidos surgem na forma fisiológica, renteando com o devedor, utilizando-se do processo superior das Leis de Deus para o reajuste de contas, no qual, não poucas vezes, se complicam as situações, por indisposições dos consortes...
Adversários reaparecem como membros da família para receber amor, no entanto, na batalha das afinidades padecem campanhas de perseguição inconsciente, experimentando o pesado ônus da antipatia e da animosidade.
A família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura.
Nem é o grupo da bênção, nem o élan da desdita.
Antes é a escola de aprendizagem e redenção futura.
Irmãos que se amam, ou se detestam, pais que se digladiam no proscênio doméstico, genitores que destacam uns filhos em detrimento dos outros, ou filhos que agridem ou amparam pais, são Espíritos em processo de evolução, retornando ao palco da vida física para a encenação da peça em que fracassaram, no passado.
A vida é incessante, e a família carnal são experiências transitórias em programação que objetiva a família universal.
Abençoa, desse modo, com a paciência e o perdão, o filho ingrato e calceta.
Compreende com ternura o genitor atormentado que te não corresponde às aspirações.
Desculpa o esposo irresponsável ou a companheira leviana, perseverando ao seu lado, mesmo que o ser a quem te vinculas queira ir-se adiante.
Não o retenhas com amarras de ódio ou de ressentimento. Irá além, sim, no entanto, prossegue tu, fiel, no posto, e amando...
Não te creias responsável direto na provação que te abate ante o filho limitado, física ou mentalmente.
Tu e ele sois comprometidos perante os códigos Divinos pelo pretérito espiritual.
O teu corpo lhe ofereceu os elementos com que se apresenta, porém, foi ele, o ser espiritual, quem modelou a roupagem na qual comparece para o compromisso libertador.
Ante o filhinho deficiente não te inculpes. Ama-o mais e completa-lhe as limitações com os teus recursos, preenchendo os vazios que ele experimenta.
Suas carências são abençoados mecanismos de crescimento eterno.
Faze por ele, hoje, o que descuidaste antes.
A vida em família é oportunidade sublime que não deve ser descuidada ou malbaratada.
Com muita propriedade e irretorquível sabedoria, afirmou Jesus, ao doutor da Lei:
“Ninguém entrará no reino dos céus, se não nascer de novo...
E a Doutrina Espírita estabelece com segurança:
“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre — é a lei. Fora da caridade não há salvação.”

Joanna de Ângelis / Divaldo Pereira Franco

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Pensa um pouco

“As obras que eu faço em nome de meu Pai, essas testificam de mim.” — Jesus.
(João, Capítulo 10, Versículo 25.)


É vulgar a preocupação do homem comum, relativamente às tradições familiares e aos
institutos terrestres a que se prende, nominalmente, exaltando-se nos títulos
convencionais que lhe identificam a personalidade.
Entretanto, na vida verdadeira, criatura alguma é conhecida por semelhantes
processos. Cada Espírito traz consigo a história viva dos próprios feitos e somente as
obras efetuadas dão a conhecer o valor ou o demérito de cada um.
Com o enunciado, não desejamos afirmar que a palavra esteja desprovida de suas
vantagens indiscutíveis; todavia, é necessário compreender-se que o verbo é também
profundo potencial recebido da Infinita Bondade, como recurso divino, tornando-se
indispensável saber o que estamos realizando com esse dom do Senhor Eterno.
A afirmativa de Jesus, nesse particular, reveste-se de imperecível beleza.
Que diríamos de um Salvador que estatuísse regras para a Humanidade, sem partilhar-lhe
as dificuldades e impedimentos?
O Cristo iniciou a missão divina entre homens do campo, viveu entre doutores irritados
e pecadores rebeldes, uniu-se a doentes e aflitos, comeu o duro pão dos pescadores
humildes e terminou a tarefa santa entre dois ladrões.
Que mais desejas? Se aguardas vida fácil e situações de evidência no mundo, lembra-te
do Mestre e pensa um pouco.

Obra: Pão Nosso – Emmanuel/ Francisco Cândido Xavier

Paz e Luz

terça-feira, 10 de julho de 2012

Mergulho na Eternidade

Durante o sono, a alma repousa como o corpo?
Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entre em relação mais direta com os outros Espíritos. Questão Nr. 401 – “O Livro dos Espíritos”.

Quer lembremos ou não da vivência espiritual durante o sono, podemos perfeitamente definir a natureza de nossas experiências e contatos com o simples cuidado de analisar nosso estado de ânimo ao retomar o corpo.
Como despertamos?
Em paz, alegres, saudáveis, descansados, harmonizados? — Ótimo! Estivemos em boa companhia.
Acordamos “brigados com a Humanidade”, “chutando latas”, nervosos, agressivos, infelizes, deprimidos, angustiados? Cuidado! Estamos sendo mal influenciados.
***
Dizia o Padre Antônio Vieira:
“O sono é a imagem da morte, os sonhos são a imagem da vida. Cada um sonha como vive. Os sonhos são uma pintura muda, em que a imaginação, a portas fechadas e às escuras, retrata a vida e a alma de cada um, com as cores de sua ação, dos seus propósitos e dos seus desejos.”
Vieira viveu dois séculos antes da codificação do Espiritismo. Não tinha conhecimento das atividades do Espírito durante o sono físico, atribuindo suas reminiscências à imaginação.
Mas, intuitivamente, exprimiu uma realidade. Nossos sonhos refletem uma maneira de ser, interesses e ideais que nos marcam a existência, na medida em que nossas experiências extrafísicas durante o sono relacionam-se intimamente com nossas cogitações na vigília.
Por isso, se queremos bons sonhos e um despertar feliz, é imperioso que cultivemos os valores do bem e da verdade. Assim, enquanto o corpo repousar estaremos convivendo com amigos e mentores, aprendendo e servindo, como um ensaio feliz para a transferência definitiva, quando a morte nos convocar.

(Referência: “Viver em plenitudes”, de Richard Simonetti – Capítulo “Mergulho na Eternidade”)

Paz e Luz

Com amor

"E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vinculo da perfeição." - Paulo. (COLOSSENSES, 3:14.)

Todo discípulo do Evangelho precisará coragem para atacar os serviços da redenção de si mesmo.
Nenhum dispensará as armaduras da fé, a fim de marchar com desassombro sob tempestades.
O caminho de resgate e elevação permanece cheio de espinhos.
O trabalho constituir-se-á de lutas, de sofrimentos, de sacrifícios, de suor, de testemunhos.
Toda a preparação é necessária, no capitulo da resistência; entretanto, sobre tudo isto é indispensável revestir-se nossa alma de caridade, que é amor sublime.
A nobreza de caráter, a confiança, a benevolência, a fé, a ciência, a penetração, os dons e as possibilidades são fios preciosos, mas o amor é o tear divino que os entrelaçará, tecendo a túnica da perfeição espiritual.
A disciplina e a educação, a escola e a cultura, o esforço e a obra, são flores e frutos na árvore da vida, todavia, o amor é a raiz eterna.
Mas, como amaremos no serviço diário?
Renovemo-nos no espírito do Senhor e compreendamos os nossos semelhantes.
Auxiliemos em silêncio, entendendo a situação de cada um, temperando a bondade com a energia, e a fraternidade com a justiça.
Ouçamos a sugestão do amor, a cada passo, na senda evolutiva.
Quem ama, compreende; e quem compreende, trabalha pelo mundo

Obra: Vinha de Luz
Emmanuel / Francisco Cândido Xavier

domingo, 8 de julho de 2012

Apredamos a agradecer

"Em tudo dai graças." - Paulo (I Tessalonicenses, 5:18.)

Saibamos agradecer as dádivas que o Senhor nos concede cada dia:
a largueza da vida;
o ar abundante;
a graça da locomoção;
a faculdade do raciocínio;
a fulguração da idéia;
a alegria de ver;
o prazer de ouvir;
o tesouro da palavra;
o privilégio do trabalho;
o dom de aprender;
a mesa que nos serve;
o pão que nos alimenta;
o pano que nos veste;
as mãos desconhecidas que se entrelaçam no esforço de suprir-nos a refeição e o agasalho;
os benfeitores anônimos que nos transmitem a riqueza do conhecimento;
a conversação do amigo;
o aconchego do lar;
o doce dever da família;
o contentamento de construir para o futuro;
a renovação das próprias forças...
Muita gente está esperando lances espetaculares da "boa sorte mundana", a fim de exprimir gratidão ao Céu.
O cristão, contudo, sabe que as bênçãos da Providência Divina nos enriquecem os ângulos mais simples de cada hora, no espaço de nossas experiências.
Nada existe insignificante na estrada que percorremos.
Todas as concessões do Pai Celeste são preciosas no campo de nossa vida.
Utilizando, pois, o patrimônio que o Senhor nos empresta, no serviço incessante ao bem, aprendamos a agradecer.
(De: “ Fonte Viva “, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel).

Paz e Luz

sábado, 7 de julho de 2012

Apoio fraternal

Não digas que esta ou aquela criatura não necessita de compaixão.
Não nos referimos à piedade negativa que, em se manifestando, deixa os infelizes mais infelizes. Reportamo-nos à compreensão que nos habilita a entender as necessidades da pessoa humana e a prestar-lhe o auxílio direto ou indireto que se nos faça possível, objetivando-se-lhe a sustentação do equilíbrio no grupo social que lhe seja próprio.
-0-
Encontrarás, talvez, um homem forte, em plenitude de robustez física e, provavelmente, acreditarás que ele não requisite qualquer forma de amparo. Entretanto, esse amigo, supostamente privilegiado pela natureza, pede simpatia que o mantenha na direção do bem.
A mulher ricamente adornada que supões venturosa, muitas vezes, transporta consigo pesadas desilusões, a rogar-te auxílio a fim de conseguir suportar a carga de sofrimentos a que se vincula.
Quem administra espera a cooperação de quantos lhe partilhem a tarefa para que essa tarefa se derrame em amparo generalizado, em favor de todas as criaturas para as quais é dirigida.
Quem obedece solicita o concurso possível dos outros para que as sugestões da indisciplina não lhe conturbem a vida.
-o-
Os bons exigem apoio das ideias e palavras edificantes para que não se desviem da rota que o mundo lhes assinala e os maus reclamam proteção específica, a fim de que se contenham e aprendam a se desvencilhar de qualquer conotação com as forças da crueldade.
-o-
Conciliemo-nos, buscando comunicar-nos através do lado melhor que possamos apresentar em esforço recíproco, para que a parte ainda rústica de que sejamos portadores, seja burilada menos dificilmente pelos instrumentos da vida.
-o-
Concluamos, assim, que seja qual seja o caminho em que estivermos, quantos nos cruzem os passos necessitam de paz e compreensão. E, dentro do assunto, observemos que, em nos referindo a semelhantes recursos, todos nós, em qualquer posição, precisamos e precisaremos deles também.

(De “Confia e segue”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Vida e morte

A teimosa insistência negativa dos conceitos humanos, em torno das legítimas realidades da vida, faz que se conserve o verbete “morte” como sendo a expressão capaz de traduzir o aniquilamento do ser, no estágio posterior ao da decomposição orgânica.
Em verdade, porém, a desencarnação de forma alguma pode ser conceituada como o fim da vida.
Do lado de cá pululam seres que se localizam felizes ou inditosos em regiões compatíveis com o seu estado mental, em que a vida se lhes manifesta conforme o que trazem da jornada fisiológica, na qual edificaram propósitos e realizações, fixando ideais, plasmando objetivos, que defrontam depois do traspasse orgânico.
A perda do envoltório carnal não os santificou, não os desgraçou, não os extinguiu. Situou-os na dimensão em que cada um preferiu, mantendo os hábitos de prazer ou de renúncia com que se agraciaram, mediante as realizações contínuas que vitalizaram pelo pensamento.
Multiplicam-se, povoadas de dores, as paisagens de sombras e as províncias de angústias, como se sucedem os panoramas de bênçãos e os painéis de luz, sustentados pelos valores pessoais intransferíveis, que identificam os viandantes recém-chegados da Terra...
Há, todavia, se assim desejarmos, um estágio espiritual que pode ser tido, transitoriamente, como um estado de morte: é o da consciência obliterada para a verdade, anatematizada pelos remorsos infelizes e pelos arrependimentos tardios; o da razão vencida pela revolta contumaz e pela toxicidade do ódio demoradamente conservado; o da inteligência gasta na inutilidade e no comércio do prazer fugaz...
Para tais Espíritos há um demorado estado de morte, porque a perda do roteiro interior atira-os num Dédalo onde não defrontam a luz nem encontram a esperança, terminando por anestesiarem os centros do discernimento longamente.
E não é por outra razão, conforme se refere o Mestre, que Deus não é o Senhor dos mortos, mas, sim, dos vivos.
Libertemo-nos das vendas que impedem a visão espiritual e dos vapores dos vícios que anestesiam, a fim de que a consciência livre nos enseje vida e sempre vida abundante.

(De “Intercâmbio Mediúnico”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito João Cléofas)

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Tens orado?


Sem qualquer margem de dúvida, a oração representa formosa ponte
levadiça que o espírito humano distende dos continentes da Terra aos campos
de harmonia da Superior Imortalidade.
A oração é a chave que destrava as portas dos Céus, permitindo o
acesso imprescindível às arcas de bênçãos do Senhor.
Através da oração é que o coração terreno, assinalado por angústias,
por frustrações e dores, logra contato com o Coração dos Céus, saciando as
próprias necessidades.
Tens orado, realmente, ou tens ajuntado palavras ou entoado
louvaminhas dirigidas ao Mundo Maior?
Tens orado ou tens-te limitado a encenações teatrais que, se
sensibilizam os que te ouvem, não conseguem repercutir nas telas do
Invisível?
Muitas vezes deparamos situações em que os humanos asseveram estar
orando e nada conseguindo com suas preces. Vale a pena uma pausa avaliadora,
a fim de verificares se o que vai chamado de oração não passa de compulsão
verbal, sem reflexão, sem suavidade, sem que esteja confirmada pela prece da
vivência digna e fiel às eternas Leis de Deus.
Se tens orado, de fato, nada lamentes. Aguarda o tempo, enquanto
realizas o melhor em tua trajetória.
Se tens orado, verdadeiramente, encontras-te em profunda comunhão
com as Fontes do Grande Bem que, sob o impulso do Criador, far-te-ão fruir
lucidez e alegria, saúde e novas energias, a fim de que cumpras os teus
deveres e te alcandores para os estuários da paz e do amor.

(Revelação da Luz - Raul Teixeira / Camilo)


Paz e Luz

Fonte oculta

Na atualidade do mundo, existem medicamentos que alienam as forças da mente, impelindo-as à prostração, mas não à tranquilidade real.
*
Os homens de hoje dispõem de máquinas que os auxiliam a ganhar tempo, mas não a calma, diante das provações que se lhes fazem necessárias.
*
Por outro lado, a fortuna amoedada, quando não dirigida para o trabalho edificante e para as realizações do bem ao próximo, é suscetível de estabelecer inquietações permanentes.
*
Na mesma ordem de pensamento, a força do poder, apesar das vantagens que é capaz de criar na vida comunitária, quase sempre, é um celeiro de ansiedades e incompreensões.
*
A paz, por isso, tão ardentemente anelada, é comparável a uma cobertura, entretecida com fragmentos de alegria, como sejam:
o retorno de uma pessoa querida, ausente desde muito;
o reajuste do equilíbrio orgânico;
o satisfação das dívidas pagas;
o abraço de um amigo;
uma carta, mensageira de reconforto;
alguns momentos de convívio com a Natureza;
a visão do azul no firmamento;
a presença de uma criança;
o sorriso de alguém;
o carinho de um animal que nos partilhe o ambiente;
os momentos de oração.
*
A paz que jamais se compra é uma luz anterior que nos clareia o caminho para o encontro do melhor que Deus nos reserva; entretanto, estejamos convencidos de que nas bases da consciência, em que a paz encontra nascedouro, jaz a fonte oculta da paciência.

(De “Confia e segue”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)


Paz e Luz

Fazer luz



"Acolhei o que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões". - Paulo (Romanos, 14:1)


Indubitavelmente, nem sempre a fé acompanha a expansão da cultura, tanto quanto nem sempre a cultura consegue altear-se ao nível da fé.
Um cérebro vigoroso pode elevar-se a prodígios de cálculo ou destacar-se nos mais entranhados campos da emoção, portas a dentro dos valores artísticos, sem entender bagatela de resistência moral diante da tentação ou do sofrimento. De análogo modo, um coração fervoroso é suscetível das mais nobres demonstrações de heroísmo perante a dor ou da mais alta reação contra o mal, patenteando manifesta incapacidade para aceitar os imperativos da perquirição ou dos requisitos do progresso.
A Ciência investiga.
A Religião crê.
Se não é justo que a Ciência imponha diretrizes à Religião, incompatíveis com as suas necessidades do sentimento, não é razoável que a Religião obrigue a Ciência à adoção de normas inconciliáveis com as suas exigências do raciocínio.
Equilíbrio ser-nos-á o clima de entendimento em todos os assuntos que se relacionem à Fé e à Cultura, ou estaremos sempre ameaçados pelo deserto da descrença ou pelo charco do fanatismo.
Auxiliemo-nos mutuamente.
Na sementeira da fé, aprendamos a ouvir com serenidade para falar com acerto.
Diz o Apóstolo Paulo: "Acolhei o que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões". É que para chegar à cultura, filha do trabalho e da verdade, o homem é naturalmente compelido a indagar, examinar, experimentar, e teorizar, mas, para atingir a fé viva, filha da compreensão e do amor, é forçoso servir. E servir é fazer luz.

(De “Segue-me!...”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Fonte oculta

Na atualidade do mundo, existem medicamentos que alienam as forças da mente, impelindo-as à prostração, mas não à tranquilidade real.
Os homens de hoje dispõem de máquinas que os auxiliam a ganhar tempo, mas não a calma, diante das provações que se lhes fazem necessárias.
Por outro lado, a fortuna amoedada, quando não dirigida para o trabalho edificante e para as realizações do bem ao próximo, é suscetível de estabelecer inquietações permanentes.
Na mesma ordem de pensamento, a força do poder, apesar das vantagens que é capaz de criar na vida comunitária, quase sempre, é um celeiro de ansiedades e incompreensões.
A paz, por isso, tão ardentemente anelada, é comparável a uma cobertura, entretecida com fragmentos de alegria, como sejam:
o retorno de uma pessoa querida, ausente desde muito;
o reajuste do equilíbrio orgânico;
o satisfação das dívidas pagas;
o abraço de um amigo;
uma carta, mensageira de reconforto;
alguns momentos de convívio com a Natureza;
a visão do azul no firmamento;
a presença de uma criança;
o sorriso de alguém;
o carinho de um animal que nos partilhe o ambiente;
os momentos de oração.
A paz que jamais se compra é uma luz anterior que nos clareia o caminho para o encontro do melhor que Deus nos reserva; entretanto, estejamos convencidos de que nas bases da consciência, em que a paz encontra nascedouro, jaz a fonte oculta da paciência.

(De “Confia e segue”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)
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