domingo, 8 de abril de 2012

Mensagem aos homens de boa vontade


Do alto da Cruz vos contemplo homens de boa vontade, de todas as raças e crenças. Estas vos dividem; a minha palavra vos unifica.
Não falo somente aos Cristãos, porém a todos os meus filhos, que são os justos da Terra, qualquer que seja sua raça ou fé. Falo a todos, não considerando vossas diferenciações humanas. Minha palavra é universal como a luz do sol. A Divindade não se pode isolar numa igreja particular. Eu vos digo o que é verdadeiro e justo, e o que vos falo perdura a quem quer que seja dito. A mentira que me desfigura passa: eu permaneço. Não importa que a bondade seja explorada pelos maldosos; o Bem acaba triunfando. Eu amo a todos.
Vós, homens, buscais bandeiras limpas para transformá-las em mantos brilhantes. E quem pode impedir que, em vosso mundo de hipocrisias, os maus se escondam á sombra das coisas puras e que os falsos se acobertem sob os luzentes mantos de que se apossam? Então, as crenças e as religiões deixam de ser uma idéia , um princípio para se tornarem um aglomerado de interesses, uma organização de castas.
Assim, formastes hierarquias, seitas, ordens e grandezas que não tem correspondência no céu. Vossas classificações são absolutamente humanas, fictícias, de acordo com as aparências da Terra e não com os valores intrínsecos do espírito. Por isso, ficarão aí em vosso mundo e nunca se elevarão além da Terra.
Minha discriminação é diferente. Os escolhidos são aqueles que seguem meu caminho de dor e de renúncia, de humildade e de amor. Vinde a mim, vós que sofreis. Sois os grandes, os eleitos do Céu. Esta é a minha diferenciação. As que são feitas pelos homens não têm valor. Não importa o manto, mas o homem que a veste. Somente no caminho da dor e do amor encontrareis os que são grandes no meu Reino. Eis onde, na luta absurda entre tantas vozes e organismos contrários, achareis o bem, a justiça e a verdade.
Em toda parte, nos vossos agrupamentos, se encontram os bons e os maus; estes últimos, quase sempre, preocupados em tornar objeto de discussão uma verdade que não possuem. A verdade está no coração e nos atos e não nas formas e nas posições humanas.
Procurai o bem; procurai, onde quer que esteja o homem, nunca o estandarte. Fazei questão do homem, da nua e intrínseca realidade de seus valores íntimos, e não dos sinais que o marquem exteriormente. Estes se podem falsificar, não o homem. A bandeira pode reduzir-se a um índice de interesses coletivos; o homem, porém, segue sozinho pelo caminho de seu destino.
Justos e injustos se encontram sobre a Terra, uns ao lado dos outros, para provações recíprocas; achá-los-ei juntos, usando todos os mesmo nomes da verdade. Somente eu, que leio nos corações, os diferencio como também pode fazê-lo a voz da vossa consciência, em que penetro e falo.
Os meus filhos estão, por isso, em toda a parte, contudo, não os sabeis enxergar. Só eu os vejo. A dor e a morte, que matam os outros, os elevam. A minha maneira de diferenciar está acima de todas as categorias humanas.
O meu Reino não é da Terra. O seu Reino não tem corpo físico. Os seus grandes nada possuem no mundo, mas sofrem e amam.
Minha religião mais profunda não tem forma terrena, não possui nunhuma dessas exterioridades, próprias da matéria e da imperfeição humana, e que sempre foram a base de todos os abusos.
O meu altar é a dor, a minha oração é o amor, a minha religião é a união com Deus no pensamento e nos atos.
Acima de todas as formas que vos dividem, ó homens da Terra eu sou o princípio que vos une ao meu amor.

Pietro Ubaldi

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