domingo, 30 de outubro de 2011

A sociedade somos nós

É evidente que, se não fossem os preconceitos sociais, pelos quais se deixa o homem dominar, ele sempre acharia um trabalho qualquer, que lhe proporcionasse meio de viver, embora deslocando-se da sua posição. Mas, entre os que não têm preconceitos ou os põem de lado, não há pessoas que se veem na impossibilidade de prover às suas necessidades, em consequência de moléstias ou outras causas independentes da vontade delas?
Numa sociedade organizada segundo a Lei do Cristo, ninguém deve morrer de fome.
O Livro dos Espíritos – Questão nº 930

Há indivíduos indolentes e indisciplinados que vivem em situação difícil por sua própria culpa. Mas há, também, os que experimentam amargas privações decorrentes de circunstâncias alheias à sua vontade:
O doente sem recursos...
O velho sem abrigo...
A criança abandonada...
O operário desempregado...
Imagina-se que providências a respeito do assunto são de alçada exclusiva do Governo, chamado ao atendimento da população carente e à erradicação da miséria.
No entanto, a sociedade somos nós, cidadãos que a compomos.
O Governo é apenas uma representação. Não podemos, portanto, debitar-lhe inteiramente a solução desse problema, mesmo porque a cristianização da sociedade não depende de iniciativas dos poderes constituídos. Fraternidade, solidariedade, misericórdia, caridade, compaixão, não são passíveis de imposição por decretos.
A própria subordinação de movimentos religiosos ao Estado sempre conduz a perigosos desvios. Exemplo típico temos no famoso Édito de Milão, no Século IV, em que Constantino iniciou o processo que transformaria o Cristianismo em religião oficial do Império Romano.
Nem por isso instalou-se uma sociedade cristã. Ao contrário — o artificialismo, a hipocrisia, as exterioridades, males insistentemente combatidos por Jesus, tomaram de assalto o culto cristão, atrelado ao carro do poder temporal e sujeito, em decorrência, às influências daqueles que disputavam as glórias humanas.

(De “Um jeito de ser feliz”, de Richard Simonetti)

Semeadores

“Eis que o semeador saiu a semear." — Jesus. (MATEUS. 13:3.)

Todo ensinamento do Divino Mestre é profundo e sublime na menor expressão. Quando se dispõe a contar a parábola do semeador, começa com ensinamento de inestimável importância que vale relembrar.
Não nos fala que o semeador deva agir, através do contato com terceiras pessoas, e sim que ele mesmo saiu a semear.
Transferindo a imagem para o solo do espírito, em que tantos imperativos de renovação convidam os obreiros da boa-vontade à santificante lavoura da elevação, somos levados a reconhecer que o servidor do Evangelho é compelido a sair de si próprio, a fim de beneficiar corações alheios.
É necessário desintegrar o velho cárcere do "ponto de vista" para nos devotarmos ao serviço do próximo.
Aprendendo a ciência de nos retirarmos da escura cadeia do "eu", excursionaremos através do grande continente denominado "interesse geral". E, na infinita extensão dele, encontraremos a "terra das almas", sufocada de espinheiros, ralada de pobreza, revestida de pedras ou intoxicada de pântanos, oferecendo-nos a divina oportunidade de agir a benefício de todos.
Foi nesse roteiro que o Divino Semeador pautou o ministério da luz, iniciando a celeste missão do auxílio entre humildes tratadores de animais e continuando-a através dos amigos de Nazaré e dos doutores de Jerusalém, dos fariseus palavrosos e dos pescadores simples, dos justos e dos injustos, ricos e pobres, doentes do corpo e da alma, velhos e jovens, mulheres e crianças...
Segundo observamos, o semeador do Céu ausentou-se da grandeza a que se acolhe e veio até nós, espalhando as claridades da Revelação e aumentando-nos a visão e o discernimento. Humilhou-se para que nos exaltássemos e confundiu-se com a sombra a fim de que a nossa luz pudesse brilhar, embora lhe fosse fácil fazer-se substituído por milhões de mensageiros, se desejasse.
Afastemo-nos, pois, das nossas inibições e aprendamos com o Cristo a "sair para semear".

(De “Fonte Viva”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel).

sábado, 29 de outubro de 2011

Esclarecimentos do culpado

Se você soubesse como eu me encontrava, no momento da agressão, certamente que me não quereria mal, nem pensaria em revide.
O agressor, em verdade, é mais infeliz, porquanto transfere do seu mundo íntimo agitado toda a perturbação de que se sente possuído e não se pode conter.
Se você pudesse saber, realmente, como eu me sentia, vencido pela ira que se fez, a seu turno, meu demorado algoz, com segurança me daria um crédito de confiança, desculpando-me.
Se você pudesse imaginar como eu me encontro neste momento!...
Eu o agredi, é verdade, e reconheço meu erro.
Se você revida, mesmo que mentalmente, o mal que lhe fiz, apiado-me, porque você erra, também, infelicitando-se.
Considere que o cego, ignorando a luz, não pode avaliar o que perde. Todavia, transita magoado e infeliz quando não se clareia por dentro.
A minha situação é mais grave, porquanto, embora vendo, preferi não enxergar...
A vítima é sempre simpática; o agressor faz-se detestável.
O perseguido inspira simpatia; o algoz estimula a aversão.
Quem sofre, gera em torno de si, afetividade; ao passo que o promotor dos sofrimentos, faz-se odiado.
Jesus sensibilizou a História e a Humanidade, todavia, os Seus algozes, ainda hoje são o símbolo da hediondez e da malquerença.
Se você lograsse compreender as injunções negativas daquela momento, bendiria não haver sido o agressor, antes, porém, a vítima.
Ajude-me, na tarefa de soerguimento que ora empreendo, você que se encontra em melhores condições do que eu.
Se você puder, permaneça na posição pacífica, na de vítima, tudo envidando para jamais tornar-se algoz ou agressor de quem quer que seja.
Assim lhe digo, porque conheço o travo da amargura de sofrer e fingir que tendo razão no mal que lhe fiz, havê-lo feito muito bem...
Dê-me sua mão, e erga-me, amigo, necessitado como estou de seu auxílio.

Marcelo Ribeiro (De “Terapêutica de emergência”, de Divaldo P. Franco – Diversos Espíritos)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Cooperação


Para que alguém dirija com êxito e eficiência uma empresa importante, não lhe basta a nomeação para o encargo.
Exige-se-lhe um conjunto de qualidades superiores para que a obra se consolide e prospere. Não apenas autoridade, mas direção com discernimento. Não só teoria e cultura, mas virtude e juízo claro de proporções.
Dilatados recursos nas mãos, a serviço de uma cabeça sem rumo, constituem tesouros nos braços da insensatez, assim como a riqueza sem orientação é navio à ma troca.
Quem governa emitirá forças de justiça e bondade, trabalho e disciplina, para atingir os objetivos da tarefa em que foi situado.
Quando o poder é intemperante, sofre o povo a intranqüilidade e a mazorca, e, quando a inteligência não possui o timão do caráter sadio, espalha, em torno, a miséria e a crueldade.
Daí, conhecermos tantos tiranos nimbados de grandeza mental e tantos gênios de requintada sensibilidade, mas atolados no vício.
No mundo íntimo, a vontade é o capitão que não pode relaxar no mister que lhe é devido.
E assim como o administrador de um serviço reclama a ajuda de assessores corretos, a vontade não prescindirá da ponderação e da lógica, conselheiros respeitáveis na chefia das decisões.
No entanto, urge que o senso de cooperação seja chamado a sustentar-lhe os impulsos.
Nas linhas da atividade terrestre, quem orienta com segurança não ignora a hierarquia natural que vige na coexistência de todos os valores indispensáveis à vida.
Na confecção do agasalho comum, o fio contará com o apoio da máquina, a máquina esperará pela competência do operário, o operário edificar-se-á no técnico que lhe supervisiona o trabalho, o técnico arrimar-se-á na diretoria da fábrica e a diretoria da fábrica equilibrar-se-á no movimento da indústria, dele extraindo o combustível econômico necessário à alimentação do núcleo do serviço que lhe obedece aos ditames.
Observamos, assim, que no Estado Individual a vontade, para satisfazer à governança que lhe compete, sem colapsos de equilíbrio, precisa socorrer-se da colaboração a fim de que se lhe clareie a atividade.
A cooperação espontânea é o supremo ingrediente da ordem.
Da Glória Divina às balizas subatômicas, o Universo pode ser definido como sendo uma cadeia de vidas que se entrosam na Grande Vida.
Cooperação significa obediência construtiva aos impositivos da frente e socorro implícito às privações da retaguarda.
Quem ajuda é ajudado, encontrando, em silêncio, a mais segura fórmula de ajuste aos processos da evolução.

Francisco Cândido Xavier - Pensamento e Vida - pelo Espírito Emmanuel

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Fé em ti

Fanatismo é torpe descaracterização da fé, exteriorizando demência da faculdade de pensar.
A descrença sistemática é conflito emocional, de curso largo, a inquietar o equilíbrio da razão.
O homem crê por impositivo da evolução, por hereditariedade psicológica.
Nem toda crença é racional, passada pelo crivo do exame, mas também, automática, natural, em um número de pessoas, pela qual se expressa.
A fé, por isso mesmo, manifesta-se de maneira natural e racional.
A primeira encontra-se ínsita no homem, enquanto a outra é adquirida através do raciocínio e da lógica.
A fé religiosa, pois, surge espontaneamente ou resulta de uma elaboração mental que os fatos confirmam.
Virtude, portanto, conquista pessoal, descortina os horizontes amplos da vida, facultando paz e estimulando à luta.
Aquisição intelectual, transforma-se em uma luz sempre acesa a conceder claridade nas circunstâncias mais complexas da vida.
Seja, porém, qual for a forma em que se manifesta a tua fé, vitaliza-a com o amor, a fim de que ela se expanda na ação do bem.
A fé é parte ativa da natureza espiritual do homem, cujo combustível deve ser mantido através da oração, da meditação frequente e do esforço por preservá-la.
Não faças experiências-testes à tua fé. Ela estará presente nos momentos hábeis sem que se faça necessário submetê-la a avaliações.
Aprende a crer nos teus valores.
O homem crê por instinto, por assimilação, pela razão.
Põe a tua fé em Deus e absorve a ideia do bem, pois foste criado para uma vida feliz e saudável.
(De “Filho de Deus”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Vontade de Deus

Quando nos reportamos à Vontade de Deus, referimo-nos ao controle da Sabedoria Perfeita que nos rege os destinos. E, observando nossa condição de espíritos eternos, acalentados pelo Infinito Amor da Criação, ser-nos-á sempre fácil reconhecer as determinações de Deus a nosso respeito, em todos os eventos do caminho, já que a Divina Providência preceitua para cada um de nós:
- Saúde e não doença;
- Trabalho e não ócio;
- Cultura e não ignorância;
- Conciliação e não discórdia;
- Paz e não desequilíbrio;
- Tolerância e não intransigência;
- Alegria e não tristeza;
- Esperança e não desânimo;
- Conformidade e não desespero;
- Perdão e não ressentimento;
- Êxito e não fracasso;
- Prudência e não temeridade;
- Coragem e não fraqueza;
- Fé e não medo destrutivo;
- Humildade e não subserviência;
- Intercâmbio e não isolamento;
- Disciplina e não desordem;
- Progresso e não atraso;
- Amor e não indiferença;
- Vida e não morte.
Se dificuldades, sofrimentos, desacertos e atribulações nos agridem a estrada, são eles criações nossas, repercussões de nossos próprios atos de agora ou do passado, que precisamos desfazer ou vencer, a fim de nos ajustarmos à Vontade de Deus, que nos deseja unicamente o Bem, a Felicidade e a Elevação no Melhor que sejamos capazes de receber dos patrimônios da vida, segundo as leis que asseguram a Harmonia do Universo.
Eis porque Jesus, exaltando isso, nos ensinou a reafirmar em oração:
- "Pai nosso, que se faça a Tua Vontade, assim na Terra como nos Céus."

Livro: Mãos Unidas
Emmanuel - Médium Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Falatórios

Dentre os muitos males que o verbo infeliz pode produzir, o mexerico é, possivelmente, dos mais graves.
Semelhante a vaso pútrido, o falatório exala miasma pestilencial, que contamina os incautos, que dele se acercam.
Ali prolifera a maledicência insensata, o julgamento arbitrário, a acusação indébita, a suspeita inapelável, a infâmia disfarçada, quando não irrompe a calúnia maleável, capaz de engendrar a destruição dos mais nobres ideais e vidas respeitáveis.
Atira-se a brasa do falatório inconsciente e espera-se que o fogo da irresponsabilidade ameace devorador, a estrutura onde produz chamas.
Nasce na conversa simples, porém, perniciosa. Emana de uma observação candente e feita de impiedade, a qual se difunde facilmente por ausência de serviço edificante, em decorrência da hora vazia, pela dilatação das apreciações indébitas.
O falatório é, também, verdugo do falador, porquanto, aquele que se compraz em censurar, torna-se vítima da censura alheia.
Acautela-te dos que somente sabem colocar ácido e observações infelizes. Não estás indene à acusação deles.
Se te trazem informação inditosa, por mais amigo que te seja, de ti levará informação incorreta para outrem, a quem chama amigo, e que ignoras.
Não permitas que os teus ouvidos, voltados para a verdade, se convertam em caixa de acusações desditosas.
Ninguém te pede a santificação em um dia, nem espera a tua redenção numa hora.
Aliás, se isto se dera, o beneficiado seria tu próprio. Todavia, todos aguardam que não incidas, reincidas ou insistas no erro, promovendo a renovação dos teus propósitos cada dia, a toda hora, em cada instante...
O teu chamado ao Evangelho de Jesus significa compromisso novo para com a vida, e, se outrem erra, não te utilizes do erro dele, para que justifiques o teu erro.
Não prestarás satisfação da tua conduta ao teu próximo, mas Àquele que te enviou a servir.
Sempre que falares, faze o relatório do bem: desculpa, ajuda, perdoa e compreende.
O irmão caído não necessita de empurrão para mais baixo, entretanto, espera mão amiga para reerguer-se.
Quem erra, tem a ferida do engano; aquele que se equivoca, padece a ulceração do erro.
Disputa a honra de acertar, falando sobre o bem, em nome do Supremo Bem, para o teu próprio bem.

Celeiro de Bênçãos
Divaldo Pereira Franco
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis

domingo, 23 de outubro de 2011

Beneficiência

Todo pão que repartes
É valor que acumulas.
Agasalho que dês
Faz-se apoio a ti mesmo.
Coragem que transmitas
É uma luz que te segue.
Ofensa que perdoas
É paz que te acompanha.
Não esperes dos outros
Compensações quaisquer.
De todo o bem que faças
A resposta é de Deus.
 Emmanuel

Administração

"Dá conta de tua administração."
- Paulo. (EFÉSIOS, 5:8.)


Na essência, cada homem é servidor pelo trabalho que realiza na obra do Supremo Pai, e, simultaneamente, é administrador, portanto cada criatura humana detém possibilidades enormes no plano em que moureja.
Mordomo do mundo não é somente aquele que encanece os cabelos, à frente dos interesses coletivos, nas empresas públicas ou particulares, combatendo tricas mil, a fim de cumprir a missão a que se dedica.
Cada inteligência da Terra dará conta dos recursos que lhe foram confiados.
A fortuna e a autoridade não são valores únicos de que devemos dar conta hoje e amanhã.
O corpo é um templo sagrado.
A saúde física é um tesouro.
A oportunidade de trabalhar é uma bênção.
A possibilidade de servir é um obséquio divino.
O ensejo de aprender é uma porta libertadora.
O tempo é um patrimônio inestimável.
O lar é uma dádiva do Céu.
O amigo é um benfeitor.
A experiência benéfica é uma grande conquista.
A ocasião de viver em harmonia com o Senhor, com os semelhantes e com a Natureza é uma glória comum a todos.
A hora de ajudar os menos favorecidos de recursos ou entendimento é valiosa.
O chão para semear, a ignorância para ser instruída e a dor para ser consolada são apelos que o Céu envia sem palavras ao mundo inteiro.
Que fazes, portanto, dos talentos preciosos que repousam em teu coração, em tuas mãos e no teu caminho?
Vela por tua própria tarefa no bem, diante do Eterno, porque chegará o momento em que o Poder Divino te dirá:

- "Dá conta de tua administração."

(Obra: Fonte Viva - Chico Xavier/Emmanuel)

sábado, 22 de outubro de 2011

Om Namo Bhagavate ~ Deva Premal


Vídeo enviado pelo Paulo

Teu lugar na vida

“... Quando fordes convidados para bodas, não tomeis nelas o primeiro lugar, temendo que se encontre entre os convi¬dados uma pessoa mais considerada que vós, e que aquele que vos tiver convidado não venha vos dizer: Dai vosso lugar a este...”

“... todo aquele que se eleva será rebaixado, e todo aquele que se rebaixa será elevado.”

Querendo ilustrar suas prédicas, como sempre de modo claro e compreensível, Jesus de Nazaré considerava, certa oca¬sião, como os convidados de uma festividade se comportavam precipitadamente, na ânsia de tomar os lugares principais da mesa, com isso desrespeitando os princípios básicos do bom senso e da educação.
Qual o teu lugar à mesa? Qual a tua posição no universo de ti mesmo? Essa a grande proposta feita pelo Mestre nesta parábola.
Será que o lugar que ocupas hoje é teu mesmo? Ou influên¬cias externas te levam a direções antagônicas de acordo com o teu modo de pensar e agir?
Tens escutado a voz da alma, que é Deus em ti, ou escan¬carado teus ouvidos às opiniões e conceitos dos outros?
Nada pior do que te sentires deslocado na escola, profis¬são, circulo social ou mesmo entre familiares, porque deixas parentes, amigos, cônjuges e companheiros pensarem por ti, não permitindo que Deus fale contigo pelas vias inspirativas da alma.
Essa inadaptação que sentes é fruto de teu deslocamento íntimo por não acreditares em tuas potencialidades. Achas-te incapaz, não por seres realmente, mas porque te fazes surdo às tuas escolhas e preferências oriundas de tua própria essência.
Se permaneceres nesse comportamento volúvel, apontan¬do freqüentemente os outros como responsáveis pela tua inade¬quação e conflitos, porque não assumes que és uma folha ao vento entre as vontades alheias, te sentirás sempre um solitário, ainda que rodeado por uma multidão.
Porém, se não mais negares sistematicamente que tuas ações são, quase na totalidade, frutos do consenso que fizeste do somatório de conselhos e palpites vários, estarás sendo, a partir desse instante, convidado a sentar no teu real lugar, na mesa da existência.
Por fim, perceberás com maior nitidez quem é que está mo¬vimentando tuas decisões e o quanto de participação tens nas tuas opções vivenciais.
No exame da máxima “todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se rebaixa será elevado”, vale consi¬derar que não é a postura de se “dar ares” de humildade ou a de se rebaixar de forma exagerada e humilhante que te poderá levar àconscientização plena da tua localização dentro de ti mesmo. Sintonizando-te na verdadeira essência da humildade, que é conceituada como “olhar as coisas como elas são realmente”, e perce¬bendo que a tua existência é responsabilidade unicamente tua, é que tu serás tu mesmo.
Ser humilde é auscultar a origem real das coisas, não com os olhos da ilusão, mas com os da realidade, despojando-se da imaginação fantasiosa de uma ótica mental distorcida, nascida naqueles que sempre acham que merecem os “melhores lugares” em tudo.
Vale considerar que, por não estarmos realizando um constante exercício de auto-observação, quase sempre deduzimos ou captamos a realidade até certo ponto e depois concluímos o restante a nosso bel-prazer, criando assim ilusões e expectativas desgastantes que nos descentralizam de nossos objetivos.
Quem encontrou o seu lugar respeita invariavelmente o lugar dos outros, pois divisa a própria fronteira e, conseqüente¬mente, não ultrapassa o limite dos outros, colocando na prática o “amor ao próximo”.
Para que encontres o teu lugar, é necessário que tenhas uma “simplicidade lúcida”, e o despojar dos teus enganos e fanta¬sias fará com que encontres a autêntica humildade.
Para que não tenhas que ceder teu lugar a outro, é indis¬pensável que vejas as coisas como elas são realmente e que uses o bom senso como ponto de referência para o teu aprimoramento e para a tua percepção da verdade como um todo. Procura-te em ti mesmo: eis a possibilidade de sempre achares o lugar que te pertence perante a Vida Excelsa.

Hammed

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Mãos pequeninas


Quando afagues teu filhinho no aconchego doméstico, não te esqueças das mãozinhas anônimas, esquecidas no desamparo...
Flores rodopiando na ventania, assemelham-se a estrelas perdidas na tempestade.
É todo um mar de sofrimento e angústia que te rodeia...
Apura a visão para que o aflitivo painel te não passe despercebido.
Mãos pequeninas de várias cores a se debaterem nas sombras...
Chegaram à Terra como doces promessas de alegria e lutam por sobreviver à procura do bem.
Pelo amor à criancinha que te inspira a beleza do lar, acende o lume da bondade e não recuses socorro aos braços minúsculos que te acenam da onda revolta, suplicando piedade e carinho.
Auxilia esses lírios humanos a se desvencilharem do lodo das trevas para que se desenvolvam ao hálito da luz.
Dizes que a vida pede amor e esperas um mundo melhor...
Não negues, assim, a tua migalha de ternura aos anjos que choram no temporal.
Recolhe as mãozinhas enregeladas no frio do desencanto e, ao calor de tua abnegação, ajuda-as a renascer para a existência, afim de que possam esculturar o teu sonho de perfeição e grandeza, no esplendor do amanhã...
Descerra as portas do coração aos filhinhos do berço torturado e protege-os confiante.
Recorda que, um dia, duas mãos pequeninas, relegadas ao abandono numa estrebaria singela, eram as mãos de Jesus, o Rei Divino, que, ainda hoje, são o nosso refúgio de paz e a esperança do mundo inteiro...

Espírito: Meimei
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: “Deus Aguarda” -Edição GEEM

Súplica da criança ao homem

Amigo!
Auxilia-me agora, para que eu te auxilie depois.
Não me relegues ao esquecimento, nem me condenes à ignorância ou à crueldade.
Venho ao encontro de tuas nobres aspirações, de teu convívio, de tua obra...
Em tua companhia estou na condição da argila nas mãos do oleiro.
Hoje sou sementeira, fragilidade, promessa...
Amanhã, porém, serei tua própria realização.
Corrige-me, com amor, quando a sombra do erro envolver-me o caminho, para que a confiança não me abandone.
Protege-me contra o mal!...
Ensina-me a descobrir o bem, onde estiver.
Não me afastes de Deus e auxilia-me a conservar o amor e o respeito que devo às pessoas, aos animais e às coisas que me cercam.
Não me negue tua boa vontade, teu carinho, tua paciência...
Tenho tanta necessidade do teu coração, quanto à plantinha tenra precisa da água para prosperar e viver.
Dá-me tua bondade e dar-te-ei cooperação.
De ti depende que eu seja pior, ou melhor, amanhã.

(De “Nós”, de Francisco Cândido Xavier, pelo espírito Emmanuel)

Momentos de Luz

Se você está feliz, ore sempre, rogando ao Senhor para que o equilíbrio
esteja em seus passos...
Se você sofre, ore para que não lhe falte compreensão e paciência...
Se você está no caminho certo, ore para que não se desvie...
Se você está de espírito marginalizado, sob o risco de queda em
despenhadeiros ou perigosos declives, ore para que o seu raciocínio retome a
senda justa...
Se você está doente, ore a fim de que a saúde possível lhe seja
restituída...
Se você tem o corpo robusto, ore para que as suas forças não se percam...
Se você está trabalhando, ore pedindo a Deus lhe conserve a existência no
privilégio de servir...
Se você permanece ausente da atividade, ore, solicitando aos Mensageiros do
Senhor lhe auxiliem a encontrar ou reencontrar a felicidade da ação para o
bem...
Se você já aprendeu a perdoar as ofensas, ore para que prossiga cultivando
semelhante atitude...
Se você reprova ou condena alguém, ore rogando à Divina Providência lhe
ajude a entender o que faríamos nós se estivéssemos no lugar de quem caiu ou
de quem errou, de modo a aprendermos discernimento e tolerância...
Se você possui conhecimentos superiores, ore para que não lhe falte a
disposição de trabalhar, a fim de transmiti-los a outrem, sem qualquer idéia
de superioridade, reconhecendo que a luz de sua inteligência vem de Deus que
no-la concede para que venhamos a fazer o melhor de nosso tempo e de nossa
vida, entregando-nos, porém, à responsabilidade de nossos próprios atos...
Se você ainda ignora as verdades da vida, ore para que o seu espírito
consiga assimilar as lições que o Mais Alto lhe envia...

Ore sempre!
A oração é o momento de luz, nas obscuridades e provas do caminho de
aperfeiçoamento em que ainda nos achamos, para o nosso encontro íntimo com o
amparo de Deus...



(Obra: Tempo de Luz - Chico Xavier/André Luiz)

Freddie Mercury & Montserrat Caballe - How can I go on

How can I go on

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Se quiseres servir


A lei de causa e efeito terá ajustado aos teus momentos de agora problemas difíceis de resolver, incluindo provações que te acabrunham a alma, no entanto, se quiseres servir a benefício dos outros, a Misericórdia Divina interferirá no campo da Divina Justiça, em teu favor, e conseguirás sem dificuldade renovar o próprio caminho. Por injunções da tarefa que desempenhas, adversários gratuitos te impõem duros reveses, promovendo discórdia e incompreensão em torno das responsabilidades que te marcam as horas, mas, se quiseres servir, a breve tempo transformarás aversão em simpatia, angariando novos amigos para a esfera de tua causa. Estorvos à realização de teus ideais te afligirão a senda, contudo, se quiseres servir, atrairás braços inúmeros que estarão contigo, sintonizados no esforço das obras. Sofres a influência obsessiva da parte de inimigos desencarnados a te inibirem os movimentos, como se grilhões invisíveis te barrassem os passos, todavia, se quiseres servir, nisso empenhando vontade e decisão, para logo, terás o convertido desafeto em cooperação, criando atmosfera de paz e amor, ao redor de teus dias. O quadro de tuas obrigações te parece duvidoso, com vistas a possível execução dos deveres que a vida te designa no erguimento do bem, fornecendo a impressão de iminente insucesso, entretanto, se quiseres servir, colherás novos contingentes de auxílio e verás frutecer em triunfo as flores que te pendem dos projetos edificantes. Jamais desanimes. Obstáculo é agente renovador, acumulando a riqueza da experiência. Trabalho digno, é cimento espiritual na construção da felicidade. O que hoje é sombra e perturbação, amanhã pode ser luz e esclarecimento, segurança e harmonia. Mas para que isso aconteça por demonstração da Força Divina em nossa fraqueza humana, é necessário olvidar a nós mesmos, procurando servir. Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: “Hoje” - Edição C. E. U

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Andre Rieu & Sirtaki Zorba Dance in Royal Albert Hall

Mensagem

Meus Filhos:
Existem duas forças em luta na Terra, onde Jesus está construindo o Reino de Deus.
Essas forças são a do bem e a do mal que se manifestam por nossas mãos.
Temos, assim, por onde passamos no mundo, as mãos iluminadas que estendem o amor e a paz, o trabalho e a alegria...
E conhecemos as mãos espinhosas que fazem o ódio e o desespero, a preguiça e o sofrimento.
Há mãos que sustentam a lavoura e o jardim, produzindo pão e felicidade.
E vemos aquelas que se entregam à miséria e ao vício.
Mãos que honram a indústria e o progresso.
Mãos que arrancam lágrimas e multiplicam o infortúnio.
Vemos braços que acariciam... Braços de mãezinhas abençoadas, de pais amigos, de obreiros da paz e da evolução, de enfermeiras abnegadas e de crianças generosas que asseguram na Terra o Serviço da Luz.
E encontramos braços que ferem e amaldiçoam, que se entregam ao crime, que humilham os pobres e os pequeninos, que exercem a crueldade, e que violentam a Natureza, aniquilando as plantas e os animais prestimosos.
Reparamos mãos preciosas que usam a enxada e a pena, auxiliando o celeiro e a educação.
E surpreendemos mãos infelizes que roubam e matam, estendendo a perturbação e a morte.
Mãos que levantam templos e lavres, escolas e hospitais.
Mãos que destroem e dilaceram, enganam e apedrejam.
Jesus veio ao mundo para que nossas mãos aprendam a servir à Luz do Bem, edificando a nossa própria felicidade.
Com as d’Ele, curou os doentes, socorreu os fracos, amparou os tristes, limpou os leprosos, restituiu a visão aos cegos...
Levantou os paralíticos, afagou os velhos e os deserdados, e abençoou as criancinhas...
Filhos meus, não permitam que as garras da sombra lhes dominem as mãos na vida...
Sigamos pelos caminhos da Luz, procurando a intimidade com os servidores do bem!
Observem o brilhante lapidado e o diamante bruto. Ambos são filhos da terra. Um deles, porém, refulge, divino, retratando a beleza do céu, mas o outro jaz encarcerado nas trevas do cascalho contundente.
Jesus é o lapidário do céu, a quem Deus, Nosso Pai, nos confiou os corações.
Obedeçamos a Ele, nosso Divino Mestre, buscando-lhe as lições e seguindo-lhe os exemplos, e o Cristo nos farão construtores do Reino de Deus no mundo, conduzindo-nos para a Glória Celestial.

(Obra: Cartilha do Bem - Chico Xavier / Meimei)

domingo, 9 de outubro de 2011

O Cansaço

Quando te sintas sitiado pelo desfalecimento de forças ou o cansaço se te insinue em forma de desânimo, pára um pouco e refaze-te.
O cansaço é mau conselheiro.
Produz irritação ou indiferença, tomando as energias e exaurindo-as.
Renova a paisagem mental, buscando motivação que te predisponha ao prosseguimento da tarefa.
Por um momento, repousa, a fim de conseguires o vigor e o entusiasmo para a continuidade da ação.
Noutra circunstância, muda de atividade, evitando a monotonia que intoxica os centros da atenção e entorpece as forças.
Não te concedas o luxo do repouso exagerado, evitando tombar na negligência do dever.
Com método e ritmo, conseguirás o equilíbrio psicológico de que necessitas, para não te renderes à exaustão.
Jesus informou com muita propriedade, numa lição insuperável, que “o Pai até hoje trabalha e eu também trabalho”, sem cansaço nem enfado.
A mente renovada pela prece e o corpo estimulado pela consciência do dever não desfalecem sob os fardos, às vezes, quase inevitáveis do cansaço.
Age sempre com alegria e produze sem a perturbação que o cansaço proporciona.

Divaldo Pereira Franco
Episódios Diários
Pelo Espírito Joanna de Ângelis

sábado, 8 de outubro de 2011

The Ten Tenors

Bohemian Rhapsody

Aviso calmante

O trabalho eficiente deve ser planejado, mas não olvide que as circunstâncias procedem da vida superior.
O tempo é um rio de surpresas.
Use o apoio da bondade e a bateia da tolerância para colher o ouro da Providência Divina no cascalho dos fatos desagradáveis.
A conversa fastidiosa talvez seja o veiculo da valiosa indicação.
A visita que não se espera provavelmente traga uma bênção.
O obstáculo com que não se contava, em muitas ocasiões, traduz o amparo da Espiritualidade Maior, antes que certa dificuldade apareça.
O aborrecimento de um minuto pode ser a pausa de aviso salvador
A enfermidade súbita, quase sempre, é o processo de que se utiliza o Plano Superior para se impedir uma queda espetacular.
Atenda ao seu programa de ação, conforme os seus encargos, mas não se esqueça da paciência na trilha das suas horas.
Cada um de nós é chamado para a execução de tarefa determinada, mas a habilitação para isso vem de Deus.

Espírito: André Luiz
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: " Buscas e Acharás" -Edição Ideal

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Pensaste Nisso?



“Sabendo que brevemente hei de deixar este meu tabernáculo, segundo o que também nosso Senhor Jesus - Cristo já mo tem revelado”. – (II Pedro, 1:14)

Se muitas vezes grandes vozes do Cristianismo se referiram a supostos crimes da carne, é necessário mencionar as fraquezas do “eu”, as inferioridades do próprio espírito, sem concentrar falsas acusações ao corpo, como se este representasse o papel de verdugo implacável, separado da alma, que lhe seria, então, prisioneira e vítima.
Reparamos que Pedro denominava o organismo, como sendo o seu tabernáculo.
O corpo humano é um conjunto de células aglutinadas ou de fluídos terrestres que se reúnem, sob as leis planetárias, oferecendo ao Espírito a santa oportunidade de aprender, valorizar, reformar e engrandecer a vida.
Freqüentemente o homem, qual operário ocioso ou perverso, imputa ao instrumento útil as más qualidades de que se acha acometido. O corpo é concessão de Misericórdia Divina para que a alma se prepare ante o glorioso porvir.
Longe da indébita acusação à carne, reflitamos nos milênios despendidos na formação desse tabernáculo sagrado no campo evolutivo.
Já pensaste que és um Espírito imortal, dispondo, na Terra, por algum tempo, de valiosas potências concedidas por Deus às tuas exigências de trabalho?
Tais potências formam-te o corpo.
Que fazes de teus pés, de tuas mãos, de teus olhos, de teu cérebro? Sabes que esses poderes te foram confiados para honrar o Senhor iluminando a ti mesmo? Medita nestas interrogações e santifica teu corpo, nele encontrando o templo divino.

(De “Pão Nosso”, de Francisco Cândido Xavier/ Emmanuel)

Minutos de sabedoria

Se você quiser encontrar paz e alegria neste mundo, espalhe em torno de si otimismo e bondade.
Não se deixe ficar inativo na comodidade que nada produz.
É pelo trabalho em beneficio do próximo que armazenamos energias, a fim de vencer os embates da vida.
Não pare jamais, não perca as oportunidades que se apresentam diariamente de fazer o bem, para que o bem venha abundante sobre você.

(Enviado pelo Paulo)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Dar razão

Contraditórios muitas vezes, estamos teimosos contra nós mesmos, quando incapazes de ceder a benefício real dos outros.
Capitulamos diante de sacrifícios e despesas que sobrecarregam de inquietações o tempo e a vida, unicamente para desfrutar atenções louvaminheiras e dificilmente nos rendemos em mesquinhas questões do ponto de vista, apenas para que não sintamos diminuída a nossa reputação num milímetro só.
Raramente importam os prejuízos advindos da negligência ou da ostentação que adotemos, desde que a vaidade se nos hipertrofie no coração, propiciando-nos sensações de falso conforto e quase nunca nos dignamos examinar as consequências infelizes da resistência ou da rebeldia que esposamos arruinando ou comprometendo realizações da comunidade cuja tranquilidade ou rendimento esperam por nós.
Decidamo-nos a perder nos prélios da opinião, desde que a lógica e o interesse geral nos peçam isso, tanto quanto é preciso assegurar firmeza de atitude na preservação dos valores essenciais das causas e das cousas.
Sobretudo, mantenhamos serenidade e desprendimento em todos os sucessos, nos quais a nossa pessoa se encontre em cheque de maneira exclusiva.
Desculpemos as injúrias de natureza individual, sem a menor indagação, do mesmo modo que é necessário garantir integridade de ação na defesa do bem de todos.
Abracemos de bom-humor as observações alheias que nos auxiliem a tomar rumo certo. Enderecemos um sorriso de paz aos que enunciem raciocínios mais claros que os nossos.
Condescendência para as medidas e palavras que nos ajudem a manter a felicidade comum é qualidade que nos torna mais dóceis e mais valiosos nas mãos de Cristo para a edificação do Mundo Melhor.
Nós que nos interessamos em adestrar os braços na repartição do alimento e do agasalho, do remédio e do socorro, aos que necessitam deles, aprendamos também a ciência de gastar a nós mesmos — a ciência de dar razão.

(De “Sol nas Almas”, de Waldo Vieira, pelo Espírito de André Luiz).

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Oração nossa

Senhor, ensina-nos:
A orar sem esquecer o trabalho;
A dar sem olhar a quem;
A servir sem perguntar até quando;
A sofrer sem magoar seja a quem for;
A progredir sem perder a simplicidade;
A semear o bem sem pensar nos resultados;
A desculpar sem condições;
A marchar para a frente sem contar os obstáculos;
A ver sem malícia;
A escutar sem corromper os assuntos;
A falar sem ferir;
A compreender o próximo sem exigir entendimento;
A respeitar os semelhantes sem reclamar consideração;
A dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxas de reconhecimento;
Senhor fortalece em nós a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros para com as nossas dificuldades;
Ajuda-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será invariavelmente, aquela de cumprir-Te os desígnios onde a como queiras, hoje, agora e sempre.

Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier

Aparências



“A árvore que produz maus frutos não é boa, e a árvore que produz bons frutos não é má; porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto. Não se colhem figos dos espinheiros e não se cortam cachos de uva de sobre as sarças...”

Fugimos constantemente de nossos sentimentos interiores por não confiarmos em nosso poder pessoal de transformação e, dessa forma, forjamos um “disfarce” para sermos apresentados perante os outros.
“Anulamos qualquer emoção que julgamos ser inconveniente dizendo para nós mesmos: ‘‘eu nunca sinto raiva”, “nunca guardo mágoa de ninguém”, vestindo assim uma aparência de falsa humildade e compreensão.
Máscaras fazem parte de nossa existência, porque todos nós não somos totalmente bons ou totalmente maus e não podemos fugir de nossas lutas internas. Temos que confrontá-las, porque somente assim é que desbloquearemos nossos conflitos, que são as causas que nos mantêm prisioneiros diante da vida.
Devemos nos analisar como realmente somos.
Nossos problemas íntimos, se resolvidos com maturidade, responsabilidade e aceitação, são ferramentas facilitadoras para construirmos alicerces mais vigorosos e adquirirmos um maior nível de lucidez e crescimento.
Não devemos nunca mantê-los escondidos de nós próprios, como se fossem coisas hediondas, e sim aceitar essas emoções que emergem do nosso lado escuro, para que possamos nos ver como somos realmente.
Por não admitirmos que evoluir é experimentar choques existenciais e promover um constante estado de transformação interior é que, às vezes, deixamos que os outros decidam quem realmente somos nós, colocando-nos, então, num estado de enorme impotência perante nossas vidas.
A maneira de como os outros nos percebem tem grande influência sobre nós. Amigos opressores, religiosos fanáticos, pais dominadores e cônjuges inflexíveis podem ter exercido muita influência sobre nossas aptidões e até sobre nossa personalidade.
Portanto, não nos façamos de superiores, aparentando comportamentos de “perfeição apressada”; isso não nos fará bem psiquicamente nem ao menos nos dará a oportunidade de fazer autoburilamento.
Deixemos de falsas aparências e analisemos nossas emoções e sentimentos, aprimorando-os. Canalizadas nossas energias, faremos delas uma catarse dos fluxos negativos, transmutando-as a fim de integrá-las adequadamente.
Aceitar nossa porção amarga é o primeiro passo para a transformação, sem fugirmos para novo local, emprego ou novos afetos, porque isso não nos curará do sabor indesejável, mas somente nos transportará a um novo quadro exterior. Os nossos conflitos não conhecem as divisas da geografia e, se não encarados e resolvidos, eles permanecerão conosco onde quer que estejamos na Terra.
Para que possamos fazer alquimia das correntes energéticas que circulam em nossa alma, procedamos à auto-observação e à auto-análise de nossa vida interior, sem jamais negar a nós mesmos o produto delas.
Lembremo-nos de que, por mais que se esforcem as más árvores para parecer boas, mesmo assim elas não produzirão bons frutos. Também os homens serão reconhecidos, não pelos aparentes “frutos”, não por manifestarem atos e atitudes mascarados de virtudes, mas por serem criaturas resolvidas interiormente e conscientes de como funciona seu mundo emocional.
Somente pessoas com esse comportamento estarão aptas a serem árvores produtoras de frutos realmente bons.

Obra:Renovando Atitudes
Francisco do Espírito santo Ditado pelo Espírito Hammed

domingo, 2 de outubro de 2011

Em paz com todos

Muitas vezes, na trilha evangélica, fica o vazio deixado pelas afeições que nos exoneram do carinho maior, fica o travo da desilusão à frente dos que jornadeavam conosco ainda ontem e hoje se retiram, desorientados, da estrada que partilhávamos em serviço comum... Entretanto, isso é natural e fatal. Peçamos a Deus por eles. Nem mesmo nós que os amamos e que pela solidão passageira somos induzidos à capacidade de maiores reflexões, conseguimos saber quantas dores e quantas provas carregam !...
Sigamos, pois, à frente, abençoando a todos.
Que a luz do Senhor a todos alcance e proteja sempre.

Espírito: Batuíra
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Mais Luz" -Edição - GEEM

sábado, 1 de outubro de 2011

Prudência

Recorre à prudência sempre que a dificuldade te aponte os tormentosos roteiros.
Dificuldade não é apenas obstáculo à frente, impedindo o avanço.
Há muito problema difícil que se manifesta como ambição portadora de loucura, ou desejo de triunfo intermediário do desregramento.
Encontrarás homens em problemas, movimentando largas disponibilidades bancárias, como aqueles em tormento voluntário, por escassearem os recursos para a subsistência.
A prudência te dirá que todos os que retêm, sucumbem dominados pelos valores parados e mortos, a que se escravizaram infelizes e te lembrarás que muitos crimes são filhos da agressão desalmada e da insânia mental, porque supunham estar no dinheiro a solução dos problemas.
Resguarda-te, pois, na verdadeira posição de quem deseja acertar nas decisões.
Não amado, ama pelo prazer de amar.
Impossibilitado de atender aos anseios íntimos, contenta-te como estás.
Não te chegando auxílio dos outros, auxilia como possas.
Aproveita todas as lições com que a vida honra as tuas horas.
Atirar-se à primeira ideia, seguindo-a inquietado, seria como colocar espinhos na própria senda, por onde passarás.
Resolver o problema ao impacto da emoção desvairada, é comparável a derramar ácido de efeito demorado sobre a ferida aberta em chaga.
Aconselha-te com prudência, antes que teu passo te leve à delinquência.
Amanhã devolverás à vida os empréstimos com que a vida te brindou, em forma de recursos passageiros ou provações retificadoras em nome do Nosso Pai, porquanto os únicos valores contábeis, após a morte, a seguirem conosco, são as ações que nos identificarão no grande amanhecer, após o demorado sono.

(De “Messe de Amor”, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)
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