sexta-feira, 29 de abril de 2011

Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto


Aprendendo a perdoar

"Se perdoardes aos homens as faltas que eles fazem
contra vós, vosso Pai celestial vos perdoará também
vossos pecados, mas se não perdoardes aos homens quando
eles vos ofendem, vosso Pai, também, não vos perdoará os
pecados.". (Cap. X, item 2, ESE)

Nosso conceito de perdão tanto pode facilitar quanto limitar nossa capacidade de perdoar. Por possuirmos crenças negativas de que perdoar é "ser apático" com os erros alheios, ou mesmo, é aceitar de forma passiva tudo o que os outros nos fazem, é que supomos estar perdoando quando aceitamos agressões, abusos, manipulações e desrespeito aos nossos direitos e limites pessoais, como se nada tivesse acontecendo.
Perdoar não é apoiar comportamentos que nos tragam dores físicas ou morais, não é fingir que tudo corre muito bem quando sabemos que tudo em nossa volta está em ruínas. Perdoar não é "ser conivente" com as condutas inadequadas de parentes e amigos, mas ter compaixão, ou seja, entendimento maior através do amor incondicional. Portanto, é um "modo de viver".
O ser humano, muitas vezes, confunde o "ato de perdoar" com a negação dos próprios sentimentos, emoções e anseios, reprimindo mágoas e usando supostamente o "perdão" como desculpa para fugir da realidade que, se assumida, poderia como conseqüência alterar toda uma vida de relacionamento.
Uma das ferramentas básicas para alcançarmos o perdão real é manter-nos a uma certa "distância psíquica" da pessoa-problema, ou das discussões, bem como dos diálogos mentais que giram constantemente no nosso psiquismo, porque estamos engajados emocionalmente nesses envolvimentos neuróticos.
Ao desprendermo-nos mentalmente, passamos a usar de modo construtivo os poderes do nosso pensamento, evitando os "deveria ter falado ou agido" e eliminando de nossa produção imaginativa os acontecimentos infelizes e destrutivos que ocorreram conosco.
Em muitas ocasiões, elaboramos interpretações exageradas de suscetibilidade e caímos em impulsos estranhos e desequilibrados, que causam em nossa energia mental uma sobrecarga, fazendo com que o cansaço tome conta do cérebro. A exaustão íntima é profunda.
A mente recheada de idéias desconexas dificulta o perdão, e somente desligando-nos da agressão ou do desrespeito ocorrido é que o pensamento sintoniza com as faixas da clareza e da nitidez, no processo denominado "renovação da atmosfera mental".
É fator imprescindível, ao "separar-nos" emocionalmente de acontecimentos e de criaturas em desequilíbrio, a terapia da prece, como forma de resgatar a harmonização de nosso "halo mental". Método sempre eficaz, restaura-nos os sentimentos de paz e serenidade, propiciando-nos maior facilidade de harmonização interior.
A qualidade do pensamento determina a "ideação" construtiva ou negativa, isto é, somos arquitetos de verdadeiros "quadros mentais" que circulam sistematicamente em nossa própria órbita áurica. Por nossa capacidade de "gerar imagens" ser fenomenal, é que essas mesmas criações nos fazem ficar presos em "monoidéias". Desejaríamos tanto esquecer, mas somos forçados a lembrar, repetidas vetes, pelo fenômeno "produção/conseqüência".
Desligar-se ou desconectar-se não é um processo que nos torna insensíveis e frios como criaturas totalmente impermeáveis às ofensas e críticas e que vivem sempre numa atmosfera do tipo "ninguém mais vai me atingir ou machucar Desligar-se quer dizer deixar de alimentar se das emoções alheias desvinculando-se mentalmente dessas relações doentias de hipnoses magnéticas, de alucinações íntimas, de represálias, de desforras de qualquer matiz ou de problemas que não podemos solucionar no momento.
Ao soltarmo-nos vibracionalmente desses contextos complexos, ao desatar-nos desses fluidos que nos amarram a essas crises e conflitos existenciais, poderemos ter a grande chance de enxergar novas formas de resolver dificuldades com uma visão mais generalizada das coisas e de encontrar, cada vez mais, instrumentos adequados para desenvolvermos a nobre tarefa de nos compreender e de compreendermos os outros.
Quando acreditamos que cada ser humano é capaz de resolver seus dramas e é responsável pelos seus feitos na vida, aceitamos fazer esse "distanciamento" mais facilmente, permitindo que ele seja e se comporte como queira, dando-nos também essa mesma liberdade.
Viver impondo certa "distância psicológica" às pessoas e às coisas problemáticas, seja entes queridos difíceis seja companheiros complicados, não significa que deixaremos de nos importar com eles, ou de amá-los ou de perdoar-lhes, mas sim que viveremos sem enlouquecer pela ânsia de tudo compreender, padecer, suportar e admitir.
Além do que, desligamento nos motiva ao perdão com maior facilidade, pelo grau de libertação mental, que nos induz a viver sintonizados em nossa própria vida e na plena afirmação positiva de que "tudo deverá tornar o curso certo, se minha mente estiver em serenidade".
Compreendendo, por fim, que, ao promovermos "desconexão psicológica", teremos sempre mais habilidade e disponibilidade para perceber o processo que há por trás dos comportamentos agressivos, o que nos permitirá não reagir da maneira como o fazíamos, mas olhar "como é, e como está sendo feito" nosso modo de nos relacionar com os outros. Isso nos leva, conseqüentemente, entender a "dinâmica do perdão".
Uma das mais eficientes técnicas de perdoar é retomar o vital contato com nós mesmos, desligando-nos de toda e qualquer "intrusão mental", para logo em seguida buscar uma real empatia com as pessoas. Deixamos de ser vítimas de forças fora de nosso controle para transformarmo-nos em pessoas que criam sua própria realidade de vida, baseadas não nas críticas e ofensas do mundo, mas na sua percepção da verdade e na vontade própria.

André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Meu coração é uma estrela

"O lírio que floresce no lodo é uma estrela de Deus que brilhando no charco, jamais se contamina."

Meu coração é uma estrela, e eu fui criado para o bem e para a luz!...
Não fui criado para o mal, nem para a corrupção.
Não recebi uma alma para transfigurá-la em espectro do lodo.
Não fui feito para o vício e a degradação.
Meu corpo é santuário sagrado criado para a exteriorização do amor e da luz.
Meus sentimentos são pérolas que não devo dividir com a imundície.
Meu pensamento é matéria sutil que devo dirigir para as criações superiores.
Minha vontade é alavanca que deseja meu Deus me projete no rumo da paz e da glória.
Situou-me Ele no mundo para que eu me livre do animal que ainda sou e não que o perpetue em mim.
Preparou-me Ele o espírito para a perfeição da angelitude e não para a degradação infamante da forma.
Soprou-me na mente o progresso e não o gelo da estagnação.
Portanto, estou no mundo em aprendizado e não em escravidão; em busca da luz e não das trevas; forjando a sublimação e não o retrocesso.
Situa-me, Senhor, dentro desta verdade, e me ampara os caminhos para que eu não ceda às tentações do mundo.
Que eu sirva quanto esteja em mim servir; que eu ame quanto possa; que estenda as mãos e ampare sempre; que esteja próximo quando necessitado; que eu caminhe distribuindo o melhor de mim; que possam contar comigo todos os irmãos do mundo, mas te peço Pai: não permite que eu me iluda, me vicie e me perca nele, por ingenuidade ou invigilância, e assim, cego, equivocadamente substitua valores e me afaste de Ti, cada vez mais, para meu próprio prejuízo e infelicidade! ...

Assim seja!

Tobias Barreto

Resposta

Céus, quem vos desdobrou no tempo sem memória?
Flâmeas constelações, quem vos lança e aglutina?
Astros, quem vos dirige a excelsa disciplina?
Luzes, quem vos acende a beleza incorpórea?

Terra, quem vos gerou? Mares, quem vos domina?
Flores, quem vos estende a gentileza e a glória?
Aves, quem vos inspira a marcha migratória?
Fontes, quem vos impele a cantar em surdina?

Desertos, quem vos fez na imensidão de areia?
Vales, quem vos mantém'? Rochas, quem vos alteia?
Vermes, quem vos criou no abismo estranho e mudo?!...

De esfera a esfera, ser a ser e vida em vida,
Surge por toda a parte a resposta incontida:
- "Deus! ... Tudo vem de Deus na grandeza de tudo! ..."


(Fonte: Do Livro “Seguindo Juntos”)

Michael Jackson - Stranger in Moscow

"Eu não vim por mim mesmo, mas aquele que me enviou é verdadeiro, embora não o conheçais"(Jo 7,28b)

Jesus andava pela Galileia e não queria andar na Judeia porque os judeus dali queriam matá-lo. Estava perto da Festa dos Tabernáculos e Jesus foi com seus irmãos, secretamente, para os festejos. Nisso, algumas pessoas de Jerusalém perguntaram: "Será Ele o Cristo?" "Não é este a quem procuram matá-lo?" Estava Jesus ensinando no Templo quando exclamou: "Vós me conheceis e sabeis donde eu sou. Não vim por mim mesmo, mas Aquele que me enviou é verdadeiro, embora não o conheceis" (Jo 7, 28).
A missão de Jesus, enviado por Deus, é testemunhar o Pai, é cumprir a promessa feita desde a criação do ser humano.
A fé a confiança daquilo que não vemos. Não conhecemos a Jesus, mas sabemos que Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Não foi fácil para Jesus convencer os judeus sobre a sua origem divina, pois alguns já sabiam que Ele era filho do carpinteiro José e de Maria. A sua obra maravilhosa de cura de coxos, cegos, doentes e ressurreição de pessoas, de sua fala eloquente, do seu imenso conhecimento das Escrituras, não foi suficiente para os judeus acreditarem nele; pelo contrário, estavam procurando motivos para matá-lo.
Para nós, cristãos, não tem sido fácil convencer algumas pessoas a acreditarem em Jesus como Filho de Deus e que sua missão maior foi morrer na cruz para nos salvar.
A nossa missão, como cristãos convictos, é de testemunhar a Cristo que foi rejeitado pelos judeus incrédulos. A nossa ferramenta é a fé sincera que nos fortalece na tarefa de pregar o Evangelho a toda a criatura e orar a Deus para que o Espírito Santo faça a sua parte.

Eu te agradeço, Senhor, por me escolher em primeiro lugar, por me amar primeiramente, apesar de meus erros. Eu creio em ti como o verdadeiro Filho de Deus. Amém.

(Da obra: Meditações para o Dia a Dia)

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Hoje

"Antes exortai-vos uns aos outros, todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje;
para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado."

- Paulo (Hebreus, 3:13.)

O conselho da exortação recíproca, diária, indicado pelos apóstolo requisita bastante reflexão para que se não estabeleça guarida a certas dúvidas.
Salientemos que Paulo imprime singular importância ao tempo que se chama Hoje, destacando a necessidade de valorização dos recursos em movimento pelas nossas possibilidades no dia que passa.
Acreditam muitos que para aconselharem os irmãos necessitam falar sempre, transformando-se em discutidores contumaz. Importa reconhecer, porém, que uma advertência, quando se constitua somente de palavras, deixa invariável vazio após sua passagem.
Qual ocorre no plano das organizações físicas,edificação espiritual alguma se levantará sem bases.
O "exortai-vos uns aos outros" representam apelo mais importante que o simples chamamento aos duelos verbais.
Convites e conselhos transparecem, com mais forças, do exemplo de cada um. Todo aquele que vive na prática real dos princípios nobres a que se devotou no mundo, que cumpre zelosamente os deveres contraídos e que demonstre o bem sinceramente, está exortando os irmãos em humanidade ao caminho de elevação. É para esse gênero de testemunho diário que o convertido de Damasco nos convoca. somente por intermédio desse constante exercício de melhoria própria, libertar-se-á o homem de enganos fatais.
Não te endureças, pois na estrada que o Senhor te levou a trilhar, em favor de teu resgate, aprimoramento e santificação. Recorda a importância do tempo que se chama Hoje.

(Pão Nosso) 

André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Em favor de você mesmo

Aprenda a ceder em favor de muitos, para que alguns intercedam em seu benefício nas situações desagradáveis.
*
Ajude sem exigência para que outro o auxilie, sem reclamações.
*
Não encarcere o vizinho no seu modo de pensar; dê ao companheiro oportunidade de conceber a vida tão livremente quanto você.
*
Guarde cuidado no modo de exprimir-se; em várias ocasiões, as maneiras dizem mais que as palavras.
*
Refira-se a você o menos possível; colabore fraternalmente nas alegrias do próximo.
*
Evite a verbosidade avassalante; quem conversa sem intermitências, cansa ao que ouve.
*
Deixe ao irmão a autoria das boas idéias e não se preocupe se for esquecido, convicto de que as iniciativas elevadas não pertencem efetivamente a você, de vez que todo bem procede originariamente de Deus.
*
Interprete o adversário como portador de equilíbrio; se precisamos de amigos que nos estimulem, necessitamos igualmente de alguém que indique os nossos erros.
*
Discuta com serenidade; o opositor tem direitos iguais aos seus.
*
Se você considerar excessivamente as críticas do inferior, suporte sem mágoa as injunções do plano a que se precipitou.
*
Seja útil em qualquer lugar, mas não guarde a pretensão de agradar a todos; não intente o que o próprio Cristo ainda não conseguiu.
*
Defrontado pelo erro, corrija-o primeiramente em você e, em seguida, nos outros, sem violência e sem ódio.
*
Se a perfídia cruzar seu caminho, recuse-lhe a honra da indignação examine-a, com um sorriso silencioso, estude-lhe o processo calmamente e, logo após, transforme-a em material digno da vida.
*
Ampare fraternalmente o invejoso; o despeito é indisfarçável homenagem ao mérito e, pagando semelhante tributo, o homem comum atormenta-se e sofre.
*
Habitue-se à serenidade e à fortaleza, nos círculos da luta humana; sem essas conquistas, dificilmente sairá você do vaivém das reencarnações inferiores.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sergito de Souza Cavalcanti

Em Busca da Felicidade


Diz a sabedoria popular que: "Os que amam vivem, os demais são mortos que caminham." Se nos sentimos abandonados, solitários e sem amor, experimentemos inverter as coisas e, invés de ficarmos tristes com a falta de amor em nossas vidas, experimentemos amar mais as pessoas que nos cercam.
O amor que podemos doar pode ser controlado por nossos atos e ações amorosas; já a recepção do amor é algo que me foge ao controle.
Comecemos treinando, enviando pensamentos de amor e sendo mais afetuosos com nosso próximo.
No doce sentimento do amor, renascerá sempre em nossos corações o sentimento de fraternidade, que nos faz ver em cada semelhante um irmão nosso.
Amemos cada vez mais, apesar de nossas dores, problemas e frustrações e iremos descobrir algo realmente transcendental: é muito mais importante amar do que ser amado. Quando amo, o amor é minha própria recompensa.

Irmão José & Carlos A. Baccelli

Criar Oportunidades

Esquematiza as tuas prioridades e não deixes para depois as coisas essenciais.
Não absorvas todo o tempo com questões sem relevância para a tua felicidade.
Coisas e objetos não são mais importantes que pessoas.
Problemas materiais que representam mais ou menos dinheiro para o teu bolso podem ser adiados.
Nada é mais importante que o investimento da paz.
Sacrifica os teus interesses imediatos ao que te proporcionara alegria duradoura.
Os que te amam carecem mais da tua presença do que do teu talão de cheques.
As tuas dádivas amoedadas nunca te substituirão no carinho que devem aos teus!
Aprende a criar oportunidades de estar com os que te alimentam o espírito e se constituem no teu ponto de referência moral na vida.

Reencarnação e Biologia

Dr. Décio Landoli Jr

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Vontade

Comparemos a mente humana – espelho vivo da consciência
lúcida – a um grande escritório, subdividido em diversas seções
de serviço.
Aí possuímos o Departamento do Desejo, em que operam os
propósitos e as aspirações, acalentando o estimulo ao trabalho; o
Departamento da Inteligência, dilatando os patrimônios da evolução
e da cultura; o Departamento da Imaginação, amealhando as
riquezas do ideal e da sensibilidade; o Departamento da Memória,
arquivando as súmulas da experiência, e outros, ainda, que definem
os investimentos da alma.
Acima de todos eles, porém, surge o Gabinete da Vontade.
A Vontade é a gerência esclarecida e vigilante, governando
todos os setores da ação mental.
A Divina Providência concedeu-a por auréola luminosa à razão,
depois da laboriosa e multimilenária viagem do ser pelas
províncias obscuras do instinto.
Para considerar-lhe a importância, basta lembrar que ela é o
leme de todos os tipos de força incorporados ao nosso conhecimento.
A eletricidade é energia dinâmica.
O magnetismo é energia estática.
O pensamento é força eletromagnética.
Pensamento, eletricidade e magnetismo conjugam-se em todas
as manifestações da Vida Universal, criando gravitação e
afinidade, assimilação e desassimilação, nos campos múltiplos da
forma que servem à romagem do espírito para as Metas Supremas,
traçadas pelo Plano Divino.
A Vontade, contudo, é o impacto determinante.
Nela dispomos do botão poderoso que decide o movimento
ou a inércia da máquina.
O cérebro é o dínamo que produz a energia mental, segundo a
capacidade de reflexão que lhe é própria; no entanto, na Vontade
temos o controle que a dirige nesse ou naquele rumo, estabelecendo
causas que comandam os problemas do destino.
Sem ela, o Desejo pode comprar ao engano aflitivos séculos
de reparação e sofrimento, a Inteligência pode aprisionar-se na
enxovia da criminalidade, a Imaginação pode gerar perigosos
monstros na sombra, e a memória, não obstante fiel à sua função
de registradora, conforme a destinação que a Natureza lhe assinala,
pode cair em deplorável relaxamento.
Só a Vontade é suficientemente forte para sustentar a harmonia
do espírito.
Em verdade, ela não consegue impedir a reflexão mental,
quando se trate da conexão entre os semelhantes, porque a sintonia
constitui lei inderrogável, mas pode impor o jugo da disciplina
sobre os elementos que administra, de modo a mantê-los coesos
na corrente do bem.

André Luiz & Francisco Cândido Xavier


Não Tema

“Não tema, creia somente” – diz o Senhor.
Creia na harmonia, na justiça, na verdade, no bem.
Somos livres, sob a proteção de leis vigilantes.
Deus não se ausenta.
Por isso, quanto nos aconteça é sempre o melhor do que nos mostremos capazes de receber.
Em muitas ocasiões a enfermidade inesperada no corpo é apoio antecipado às necessidades da alma; a afeição que nos deixa é amputação no mundo afetivo para que possamos sobreviver naquilo que estejamos fazendo de mais útil; o desejo contrariado é providência contra perigo invisível; a inibição orgânica é recurso para a condensação de nossas energias em auxílio à realização de tarefa determinada; o prejuízo é comunicado prévio para que não se caia em débitos insolvíveis; a penúria material é desafio a que nos levantemos para o trabalho.
Não desfaleça na prova que a vida lhe trouxe.
A Terra é um educandário em cujas lições somos todos alunos e examinadores uns dos outros.
Hoje é possível esteja sofrendo o cerco de numerosos problemas; entretanto, se você atende às instruções do amor, que nos traçam caminho certo entre as margens da humildade e do serviço, encontrará você o rumo exato de todas as soluções.
Para isso, porém, é necessário que você não permaneça no canto da inércia, colecionando pedras e espinhos que lhe pesem no coração ou lhe firam a alma.
Esqueça tudo o que foi tristeza ou desequilíbrio e entre no sistema da ação edificante que nos reforma o destino.
Todos os que lutaram e venceram, todos os que tombaram na sombra e se reergueram para a luz, sofrendo, lutando, construindo e renovando, nunca deixaram de trabalhar

domingo, 24 de abril de 2011

Emmanuel & Francisco C. Xavier

Merecimento

Por isso mesmo, vós, reunindo toda a vossa diligência, associai com
a vossa fé a virtude... - Pedro.
(II Pedro, 1 :5.)

Não há tanto mérito em que domines essa ou . aquela ciência e sim em que lhe utilizes os recursos a fim de ajudar os companheiros da Humanidade a se desvencilharem da insipiência e da ignorância.
Não há tanto mérito em tua pureza de coração, mas sim no esforço que desenvolvas em beneficio dos irmãos chafurdados no erro, de modo a soerguê-los para a restauração necessária.
Não há tanto mento em tua fé ardente e sim no trabalho a que te apliques com ela no apoio àqueles que ainda não lhe entesouraram a luz, para que não lhes falte à mesa o pão da esperança.
Não há tanto mérito na posse que detenhas, mas sim no emprego que lhe dês em socorro aos que te cercam ou no auxílio aos sofredores e menos felizes, dos quais te vês defrontado na experiência comum.
Não há tanto mérito em teu nome, por mais nobre seja ele, e sim no uso do prestígio que desfrutes amparando a jornada de quantos te compartilhem o esforço do dia-a-dia.
Virtude sem proveito é brilhante no deserto.
Inteligência sem boas obras é tesouro enterrado.
Fita o sol acalentando a lama da Terra e compreenderás o ensino claro da natureza que nos determina, sabiamente, entender e servir, abençoar e auxiliar.
Em qualquer parte a vida te conhece pelo que és, mas apenas te valoriza pelo que fazes de ti.

Perseverança com Alegria

Não te detenhas nunca ante o desafio do bem.
Jamais percas a confiança em Deus.
Nunca te entristeçam as provações, nem te aturdam os testemunhos.
O filete de água que procede de uma fonte poderosa destina-se ao mar. Suplanta obstáculos, contorna acidentes geográficos, porém logra o seu fanal.
Vida física é oportunidade abençoada, instrumentalidade para o progresso. Também é masmorra transitória de que te libertarás um dia se te promoveres às alturas do bem.
Não examines as questiúnculas, nem os problemas do caminho, senão para os solucionar.
Quem se abate sob um céu nublado não merece a noite salpicada de estrelas.
Fadado ao infinito, o Espírito nasce e renasce no corpo para progredir, adquirindo experiências e modelando santificação.
*
Ouves a vozeria que fala de júbilos e te entristeces por não estares entre eles, os enganados algaraviantes.
Talvez, eles não estejam felizes, senão excitados.
Deténs-te a examinar os que exibem paz e te afliges, face aos conflitos que espocam no teu mundo íntimo.
Quiçá, não estejam em harmonia, senão anestesiados pelos vapores da ilusão, aqueles que se exibem.
Mantém a tua confiança no ideal que abraças e não meças as vitórias do teu espírito com a fita métrica dos triunfos terrestres transitórios.
O cristão verdadeiro, e o espírita, em particular, triunfam sobre si mesmos, vencem-se, interiormente, e galgam os degraus do êxito ao lobrigar as paisagens mergulhadas no sol da imortalidade em triunfo.
*
Jesus, na entrada triunfal em Jerusalém, não era um vencedor nem um vencido. Era alguém incompreendido pela massa.
Colocado, porém, na cruz, a massa creditava que Ele havia perdido a batalha, no entanto, era o vencedor em triunfo sobre os enganos que a massa lhe oferecera e Ele desdenhara.
Não te esqueças: dor e prova, renúncia e abnegação constituem as marcas do Cristo Jesus a se insculpirem na tua alma, quais estrelas luminescentes no velário da noite, falando ao sol e de belezas imortais.

(Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco)

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

O Primeiro Desafio

Disposto a esquecer o mal, dedicando-te ao bem, enfrentas o
primeiro desafio.
Incidente doméstico ocorre envolvendo-te emocionalmente.
Tens a impressão que todo o planejamento para o dia se desfaz.
Sentes os nervos abalados e estás a ponto de aceitar a pugna.
Silencia, porém, e age.
O hábito da discussão perniciosa se te instalou no comportamento
e crês que não possuis forças para superar o acontecimento
danoso.
Recorda que estás num clima de efeitos que vêm dos dias anteriores,
quando te engajavas nas provocações, reagindo no mesmo
tom.
Os familiares não sabem das tuas disposições novas e, porque
estão acostumados às querelas e agressões, preservam o ambiente
prejudicial.
Em teu procedimento de homem novo necessitas do autocontrole,
reconquistando os familiares, que se surpreenderão com a
tua nova filosofia de vida.
Contorna o primeiro desafio, dilui por antecipação e com sabedoria
o mal-estar que ele podia gerar.
Este é o passo inicial para o teu dia feliz.

(Livro: Episódios Diários)

Eurícledes Formiga

Ouve a Voz do Coração

Ante os problemas da vida,
Centraliza-te no bem.
Não questiones em excesso
E nem condenes ninguém.
O que existe sobre a Terra
O tempo consumirá...
Do que observas, apenas
O bem permanecerá.
O que sabes, pouco importa;
O que possuis, igualmente...
Somente o bem que praticas
É o que vale realmente.
Reflete nesta sentença
Que em toda parte perscruto:
Se a Verdade é relativa,
Todo Bem é absoluto.
Se busca, pois, pela fé,
Não desprezes a razão;
Mas, se queres encontrá-la,
Ouve a voz do coração!

(Do livro "Para Sempre", psicografado por Carlos A. Baccelli)

Irmão José & Carlos A. Baccelli

Perdão das Ofensas

Há muitas maneiras de pedir perdão.
Quem se aproxima de ti, sem coragem de nada dizer, está procurando reconciliação.
Não exijas dos outros um pedido formal de desculpas.
Não tripudies sobre a discreta atitude de humildade de quem reconhece o erro.
Para ser esquecida, a ofensa pede que não seja relembrada
Facilita as coisas para quem procura Olvidar o passado.
Não fiques rememorando as experiências amargas de quem faliu.
O perdão genuíno jamais espezinha.
Imagina-te escutando referências constantes sobre as tuas quedas.
Muda de assunto com um sorriso e perdoa com espontaneidade.
(Obra: Vigiai e Orai)

Credores Sempre

Pais e mães — dois vínculos de amor - na experiência terrestre que não se podem esquecer sem perpetrar ingratidão.
São eles que se esquecem para que os filhos — espíritos reencarnantes no mundo — deles faça berço e ninho, apoio e teto; que se arrancam das gratificações dos sentidos para sacrifício e abnegação, a fim de que os próprios rebentos não sofram carência de proteção notadamente no difícil período de adaptação, a que denominamos “infância”; que formam o lar e sustentam-no por base do aperfeiçoamento e do progresso; que garantem aos filhos a certidão de presença na Terra, doando-lhes o nome e a localização social de que necessitam.
*
Existem na Terra os que asseguram que a comunhão afetiva entre duas criaturas é incompatível com os serviços de fraternidade e elevação, sem se recordarem de que dispõem de um corpo em favor da própria evolução, à custa de pai e mãe que se puseram a servi-los, através da comunhão afetiva, cujo valor pretendem desconhecer.
Que se corrijam as manifestações poligâmicas, em nome do amor, é providência justa; entretanto, condenar a ligação afetiva, entre os seres que sabem honrar os compromissos que assumem e da qual se derivam todas as civilizações existentes no Planeta, seria renegar a fonte da própria vida, que nos empresta a vida na Terra, em nome de Deus.
**
Pais e mães, como forem e onde estiverem, são e serão sempre credores respeitáveis nos domínios da existência, principalmente para quantos se lhes erigem na condição de filhos e descendentes.
Decerto que os filhos nem sempre se harmonizam com os pais nos ideais que abraçam, como também nem sempre os pais se harmonizam com os filhos, nos propósitos a que se afeiçoam, — de vez que no campo da alma cada Espírito é um mundo por si —; no entanto, é tão significativa a função dos progenitores, nas lides terrenas, que a voz do Mundo Maior, ouvida por Moisés, no lançamento das Leis Divinas incluiu, entre os itens mais importantes para a felicidade do homem na Terra, a legenda inesquecível — “honrarás pai e mãe”.

(Emmanuel & Francisco C. Xavier - Obra: Rumo Certo)

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A Petição de Jesus

E Jesus, retido por deveres constrangedores, junto da multidão, em Cafarnaum, falou a Simão, num gesto de bênção:
Vai, Pedro! Peço-te!



Vai à casa de Jeremias, o curtidor, para ajudar. Sara, a filha dele, prostrada no leito, tem a cabeça conturbada e o corpo abatido.
Vai sem delonga, ora ao lado dela, e o Pai, a quem rogamos apoio, socorrerá a doente por tuas mãos.
Na manhã ensolarada, pôs-se o discípulo em marcha, entusiasmado e sorridente com a perspectiva de servir.
À tarde, quando o sol cedia as últimas posições à sombra noturna, vinha de retorno enunciando inquietação e pesar no rosto áspero.
Ah! Senhor! - disse ao Mestre que lhe escutava os apontamentos - todo esforço baldado, tudo em vão! Como assim?
E o apóstolo explicou amargamente, qual se fora um odre de fel a derramar-se:
A casa de Jeremias é um antro de perdição .
Antes fosse um pasto selvagem.
O abastado curtidor é um homem que ajuntou dinheiro, a fim de corromper-se.
De entrada, dei com ele bebericando vinho num paiol, a cuja porta batí, na esperança de obter informações para demandar o recinto doméstico.
Não parecia um patriarca e sim um gozador desavergonhado.
Sentava-se na palha de trigo e, de momento a momento, colava os lábios ao gargalo de pesada botelha, desferindo gargalhadas, ao pé de serva bonita e jovem, que se refastelava no chão, positivamente embriagada .
Ao receber-me, começou perguntando quantos piolhos trago à cabeça e acabou mandando-me ao primogênito .
Saí à procura de Zoar, o filho mais idoso, e o achei, enfurecido, no jogo de dados em que perdia largas somas para conhecido traficante de Jope. Acolheu-me aos berros, explicando que a sorte da irmã não lhe despertava o menor interesse.
Por fim, expulsou-me aos coices, dando a idéia de uma besta-fera solta no campo . Afastava-me, apressado, quando esbarrei com a dona da casa.
Dei-lhe a razão de minha presença; contudo, antes de atender-me, passou a espancar esquelética menina, alegando que a criança lhe havia surrupiado um figo, enquanto a pequena chorosa tentava esclarecer que a fruta havia sido devorada por galos de estimação.
Somente após ensangüentar a vítima, resolveu a megera designar o aposento em que poderia avistar-me com a filha enferma.
Ante o olhar melancólico do ouvinte, o discípulo prosseguiu:
A dificuldade, porém, não ficou nisso . Visivelmente transtornada por bagatela, a velha sovina errou na indicação, pois entrei numa alcova estreita, onde fui defrontada por Josué, o filho mais moço do curtidor, que mergulhava a mão num cofre de jóias.
Desagradavelmente surpreendido, fêz-se amarelo de raiva, acreditando decerto que eu não passava de alguém a serviço da família, a fim de espionar-lhe os movimentos.
Quando ergueu o braço para esmurrar-me, supliquei-lhe considerasse a minha situação de visitante em missão de paz e socorro fraterno . Embora contrafeito, conduzindo-me ao quarto da irmã . Ah! Mestre, que tremenda desilusão!.
Não duvido de que se trata de uma doente, mas, logo me viu, a estranha criatura se tornou incoveniente, articulando gestos indecorosos e pronunciando frases indignas.
Não aguentei mais.
Fugí, horrorizado, e regressei pelo mesmo caminho.
Observando que o Amigo Sublime se resguardava, triste e silencioso, volveu Simão, após comprido intervalo:
Senhor, não fui, acaso, bastante claro? Porventura, não terei procurado cumprir-te honestamente os desejos?
Seria justo, Mestre, pronunciar o nome de Deus, alí, entre vícios e deboche, avareza e obscenidade?
Jesus, porém, depois de fitar longamente o céu, a inflamar-se de lumes distantes, fixou no companheiro o olhar profundamente lúcido e exclamou com serenidade:
Pedro, conheço Jeremias, a esposa e os filhos, há muito tempo!..
Quando te incumbi de ir ao encontro deles, apenas te pedí que auxiliasses! .

(Obra: Cartas e Crônicas - Irmão X & Chico Xavier)

Erros - André Luiz & Francisco C. Xavier

Se você fez um erro, admita-o claramente.
Não fuja aos resultados.
Suporte com humildade os remoques da crítica. Não acredite que você possa, de imediato, sanar a brecha em torno de seu nome.
Entretanto, não se ponha a chorar, inutilmente, porque esse não é o
seu primeiro erro e nem será o último.
Levante a cabeça e recomece.
Demonstre sinceridade no reajuste.
Inicie a tarefa das boas ações, na escala que lhe seja possível,
distribuindo parcelas de você, e de sua influência, a quantos você
possa ser útil, porque toda vibração de agradecimento funciona por
material de reparação.
Trabalhe, ajudando sempre, na certeza de que o trabalho honesto, com o tempo, dissolve toda mágoa e apaga toda censura.
Mas não torne a incidir no mesmo erro, porquanto quem sabe, de
antemão, a falta que comete, em verdade, não se encontra na armadilha
do erro e sim está manejando, conscientemente, a armadilha do mal.

(De “Ideal Espírita”)

Luz Redentora

Sobre a Terra de sombra e de amargura,
A treva espessa e triste se fizera...
A ciência e a fé, nas asas da quimera,
Mais se afundavam pela noite escura.

A alma humana de então se desespera.
E eis que das luzes místicas da altura
Desce outra luz, confortadora e pura
De que o mundo infeliz se achava à espera.

E Kardec recebe-a sobre o abismo,
Espalhando as lições do Espiritismo,
Em claridades de consolação.

Emissário da luz e da verdade,
Entrega ao coração da humanidade
A Doutrina de Amor e Redenção.

Casimiro Cunha
(De “Lira Imortal”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos)

Páscoa

Páscoa é tempo de amor, de familia e de Paz...
É tempo de agradecermos discretamente por tudo que temos e por tudo que teremos.
Páscoa é um sentimento nos nossos corações de esperança e fé e confiança.
É dia de milagres; é dia dos nossos sonhos parecerem está mais perto, tempo de
retrospecção por tudo que tem sido e uma antecipação de tudo que será.
É hora de lembrar com amor e apreciação as pessoas em nossas vidas que fazem a diferença...
Pessoas como você!

(Anna Marie Edwards)

André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Você e os outros
Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre de falsas situações, à frente do mundo.
A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos outros.
Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, erguendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.
Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.
Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem posta.
Não crie exceções na gentileza, para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.
Não deixe meses, sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, como quem lhe ignora os sofrimentos.
Não condiciones as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes, que possam mostrar.
Não se escravize a títulos convencionais nem amplie as exigências da sua posição em sociedade.
Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.
Trave conhecimento com os vizinhos, sem solenidade e sem propósito de superioridade.
Faça amizades desinteressadamente.
Aceite o favor espontâneo e preste serviço, também sem pensar em remuneração.
Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.
Saiba viver com todos, para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.
Quem se encastela na própria personalidade é assim como o poço de água parada, que envenena a si mesmo.
Seja comunicativo.
Sorria à criança.
Cumprimente o velhinho.
Converse com o doente.
Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas e a felicidade, que você fizer para os outros, será luz da felicidade sempre maior, brilhando em seu caminho.

Somente o amor

Cada criatura vive no centro de suas realizações dos seus próprios pensamentos, como a raiz da árvore, se mantém sob o tronco e sob a ramaria que nutriu e desenvolveu.
Todos estamos limitados, por isso, à extensão da onda mental que somos suscetíveis de criar e desenvolver.
Ninguém penetrará o domínio das forças que não compreende.
A percepção instintiva do irracional está longe de entender o palácio de princípios superiores que regem a vida dos homens, tanto quanto os homens se acham distantes do ingresso espiritual no santuário divino das leis que dirigem a vida dos anjos.
Quem se encarcera na escuridão, não segue além das trevas.
É por essa razão que Jesus nos descortinou os horizontes do amor, como as únicas sendas de alargar os limites de nossa comunhão com as fontes mais altas da vida.
Somente quem auxilia sempre adquire o tesouro de simpatia com que pagará, feliz, o tributo da ascensão.
Somente quem perdoa consegue libertar-se para as experiências de ordem superior.
Somente quem exerce o ministério da fraternidade real encontra na Terra o seu lar e na Humanidade a sua própria família.
Somente quem ama quebra os grilhões da sombra.
Ainda que com extrema dificuldade, ambientemos a plantação do amor, no solo de nossas almas.
Só o amor consegue romper as algemas de nossos compromissos com a animalidade e só o amor nos fará suficientemente fortes e valorosos, para os percalços e limitações do cubículo da carne, orientando-nos no caminho da sublimação imortal.

(Emmanuel & Francisco Cândido Xavier- Livro "Urgência")

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Simply Red - Say you love me

A amizade

A amizade é o sentimento que imanta as almas unas às outras, gerando alegria e bem-estar.
A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.
Inspiradora de coragem e de abnegação. a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.
Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!
O egoísmo afasta as pessoas e as isola.
A amizade as aproxima e irmana.
O medo agride as almas e infelicita.
A amizade apazigua e alegra os indivíduos.
A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.
Na área dos amores de profundidade, a presença da amizade é fundamental.
Ela nasce de uma expressão de simpatia, e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma.
Quando outras emoções se estiolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam.
Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.
Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.
Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.
Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.
A amizade é fácil de ser vitalizada.
Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra êxito, se avança com aridez na alam ou indiferente ao elevo da sua fluidez.
Quando os impulsos sexuais do amor, nos nubentes, passam, a amizade fica.
Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união.
A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.

(Do livro “Momentos de Esperança”, de Divaldo Pereira Franco – Joanna de Ângelis)

Guardemos Esperanças

Jesus não nos desampara.
Haverá para nós suprimento do Céu, de acordo com as nossas necessidades.
Deus nos conhece as lutas e problemas e, por intermédio de toda uma infinita falange de abnegados servidores, nos atende e protege nos mais escuros caminhos do mundo.
O tempo correrá.
Transformam- se os dias rapidamente.
As flores da manhã são resíduos do jardim, ao entardecer.
Folhagens robustas, em algumas horas, se convertem no adubo que tornará ao seio do solo para fecundá-la.
A dor de hoje pode ser a bênção de amanhã.
Que as lágrimas nos visitem os olhos mas que a amargura não nos vença.
Aguardemos o bem, preparando o vaso do coração na oficina do trabalho e do amor, para recebê-lo.
Quem acompanha Jesus, jamais perde a esperança.


(Obra: Cartas do Coração - André Luiz & Chico Xavier)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Irmão José & Carlos A. Baccelli

Em Paz

Se guardas em paz a consciência, o mal não te atinge.
Por menor que seja a luz, a treva se dissolve onde ela se acenda.
A voz da maledicência não tem força para ecoar.
A crítica cuja intenção seja danosa destaca os méritos de quem pretende arrasar.
Faze o bem e não te preocupes em advogar em causa própria.
Na maioria das vezes, quem te persegue é doente e requisita compaixão.
Não concedas mais que dois minutos para escutar quem te traga notícias infelizes a teu respeito.
E nem por um minuto escutes quem te procure para denegrir os outros.
Se queres viver em paz, não assimiles o golpe da perturbação.

(Obra: Vigiai e Orai)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Doações
"... O cumprimento da lei é o amor." - Paulo. (Romanos, 13:10).

Milhares de dádivas transitam na Terra diariamente.
Vemos aquelas que se constituem do dinheiro generoso que alimenta as boas obras; as que se definem por glórias da arte enriquecendo a mente popular; as que se erigem sobre os louros da palavra traçando caminhos para o encontro fraternal entre as criaturas; e aquelas outras, inumeráveis, que consubstanciam a amizade de quem as oferece ou recolhe. Todas elas, demonstrações da bondade humana, são abençoadas na Vida Superior. Entretanto, uma existe, inconfundível entre todas, da qual nós, os seres em evolução no Orbe Terrestre, não conseguimos prescindir...
Ao alcance de todos ela se expressa por exigência inarredável do caminho de cada um. Desejamos referir-nos ao amor, sem o qual ninguém logra subsistir.
Além disso, o amor é a força que valoriza qualquer dádiva, tanto quanto a maneira de dar.
Muitos de nossos irmãos necessitados, junto de quem praticamos o ideal da beneficência, decerto agradecem o concurso materializado que lhes possamos ofertar, mas quantas vezes estimariam, acima de tudo, receber uma bênção de solidariedade e otimismo que lhes restaure a alegria de viver e o conforto de trabalhar!
Reflitamos de igual modo nos companheiros temporariamente apresados no cárcere das paixões e reconheceremos que o mundo tem tanta necessidade de amor quanto de luz.
Meditemos nisso, e, diante da parte de trabalho que nos compete, na construção do Reino de Deus entre os homens, seja à frente dos felizes ou dos imperfeitamente felizes, dos justos ou dos menos justos, comecemos por estender com as dádivas de nossas mãos aquelas outras que nos é lícito nomear como sendo o favor do sorriso fraterno, o benefício da boa palavra, o empréstimo da esperança e o donativo do entendimento.

Sergito de Souza Cavalcanti

Em Busca da Felicidade

Nunca desanimemos de caminhar rumo a nossa evolução, rumo ao nosso aprimoramento espiritual. Todos nós podemos, vez por outra, desviar de nossa caminhada seguindo trilhas erradas, mas com confiança em Deus e orações, mais cedo do que imaginamos, encontraremos o caminho de volta. Não se perturbe com dificuldades, espinhos e tempestades que, por ventura, encontraremos no caminho, pois essas dificuldades serão provas que, se enfrentadas com fé, ajudarão à nossa evolução, Podemos, às vezes, ter a impressão que estamos dando dois passos à frente e um para trás, mas é assim mesmo. É isso que acontece quando estamos encarnados e com a forma humana. Nossa iluminação é processo lento e árduo, que requer disciplina, perseverança e força de vontade. É mais do que natural que, algumas vezes., queiramos parar e desanimar. Isso não significa regressão. Estamos descansando, tomando novas forças para prosseguirmos.
Nosso progresso não é linear. Às vezes, sentimos que progredimos muito em alguns aspectos e ainda somos fracos e insipientes em outros. É importante não nos exigirmos demais. Evolução não dá saltos.
Cofiemos que Jesus vai à nossa frente, torcendo por nossa vitória e sempre nos esperando de braços abertos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

O Amor é a Resposta

England Dan & John Ford Coley


Dê o seu preço
Um bilhete para o paraíso
Eu não posso ficar aqui mais
E eu olhei de alto a baixo
Eu fui de costa a costa a costa
Se houver um corte curto, eu o encontrei
Mas não há nenhuma maneira fácil em torno disso

Luz do mundo, brilhe em mim
O amor é a resposta
Brilhe em todos nós
Nos liberte
O amor é a resposta

Quem sabe por que
Algum dia todos nós devemos morrer
Somos todos meninos e meninas de rua
E nós nunca somos ouvidos
É um mundo solitário
Pessoas viram a cabeça
E seguem em frente
Diga-me que vale a pena apenas uma outra tentativa

Estamos vivos
Ou apenas um planeta moribundo?
Quais são as chances
Pergunte ao homem em seu coração para as respostas
E quando você sente medo

Amar um ao outro
Quando você perdeu o seu caminho
Amar um ao outro
E quando você está sozinho
Amar um ao outro
E quando você estiver longe de casa
Amar um ao outro
E quando você está triste e para fora
Amar um ao outro
E quando suas esperanças esgotaram
Amar um ao outro
E quando você precisar de um amigo
Amar um ao outro
E quando você está perto do fim
Amor
Temos de amar
Temos que amar uns aos outros

Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto

Os Opostos

“... Como continuassem a interrogá-lo, ele se ergueu e lhes disse: Aquele dentre vós que estiver sem pecado, lhe atire a primeira pedra. Depois, abaixando-se de novo, continuou a escrever sobre a terra...”

“Aquele dentre vós que estiver sem pecado, lhe atire a primeira pedra”, assim enunciou Jesus Cristo diante da mulher surpreendida em adultério.
Ele conhecia a intimidade das criaturas humanas e as via como um livro completamente aberto.
Sabia de suas carências e necessidades condizentes com seu grau evolutivo, bem como conhecia todo o mecanismo proveniente de sua “sombra”, quer dizer, a soma de tudo aquilo que elas não desejam ter e ver em si mesmas.
O termo “sombra” foi desenvolvido por Carl Gustav Jung, eminente psiquiatra e psicólogo suíço, para conceituar o somatório dos lados rejeitados da realidade humana, que permanecem inconscientes por não querermos vê-los.
Jesus sabia que todos ali presentes fariam daquela mulher um “bode expiatório” para aliviar suas consciências de culpa, projetando sobre ela seus sentimentos e emoções não aceitos e apedrejando-a sumariamente, conforme as leis da época.
Em conseqüência, todos ali reunidos sentiriam momenta¬neamente um alívio ao executá-la, ou mesmo, “livres dos pecados”, pois nela seriam projetados os chamados defeitos repugnantes e desprezíveis, como se dissessem para si mesmos: “não temos nada com isso”.
O Mestre, porém, induziu-os a fazer uma “introspecção”, impulsionando-os para uma viagem interior, indagando: “quem de vós não tem pecados?”
Somos, a todo instante, tentados a encobrir nossas vulnerabilidades ou “pontos fracos” por não aceitarmos ser natural que parte de nós é segura e generosa, enquanto outra duvida e egoísta.
Faz-se necessário admitirmos nossos “pecados” porque somente dessa forma iremos confrontar-nos com nossos “sótãos fechados” e promover nosso amadurecimento espiritual.
Admitindo nossos lados positivo e negativo, em outras palavras, nossa “polaridade”, passaremos a observar nossa ambivalência, rejeitando assim as barreiras que nos impedem de ser autênticos. Urge que reconheçamos nossa condição humana de pessoas em processo de desenvolvimento evolucional.
Ao assumirmos, porém, nossos “opostos” como elementos naturais da estrutura humana (egoísmo-desinteresse, dominação-submissão, adulação-aversão, ciúme-indiferença, malícia ingenuidade, vaidade-desmazelo, apego-apatia), aprendemos a não nos comportar como o pêndulo - ora num extremo, ora no outro.
A balança volta sempre ao ponto de equilíbrio, e é justamente essa a nossa meta de aprendizagem na Terra. Nem avareza, nem esbanjamento, nem preguiça, nem super. entusiasmo, nem tanto lá, nem tanto cá, tudo com “equanimidade”, isto é, dando igual importância aos lados, a fim de acharmos o meio-termo.
As polaridades unidas formam a totalidade, ou a unidade, mesmo porque nossa visão depende de ambas as partes unidas, para que nossas observações e estruturas não sejam claudicantes. Em suma, unir as polaridades em nossa consciência nos torna unos ou seres totais.
Com essa determinação, vamos adquirir um bom nível de permeabilidade e conseguir transcender os limites e interligar nossos opostos, atingindo um estado de consciência elevada, o que permitirá que nosso consciente e nosso inconsciente se fundam numa “unidade total”.
As pesquisas da atualidade analisaram as metades do cérebro e chegaram à conclusão de que cada uma tem funções, capacidades e suas respectivas áreas, onde atuam as diferentes responsabilidades da psique humana.
O lado esquerdo cuida da lógica, da linguagem, da leitura, da escrita, dos cálculos, do tempo, do pensamento digital e linear e do lado direito do corpo, entre outras coisas, enquanto que o direito se prende às percepções da forma, da sensação do espaço, da intuição, do simbolismo, da atemporidade, da música, do olfato e do lado esquerdo do corpo, entre outras funções.
Usar a totalidade cerebral é ter uma visão real da vida que nos cerca; portanto, com apenas metade do cérebro, teremos a bipartição da verdade, ou melhor, a não-conexão dos opostos.
O Mestre afirmou-nos: “Eu e meu Pai somos um”, (1) querendo dizer que Ele era pleno, pois enxergava tudo no Universo como um “todo”, através de sua consciência iluminada e integralizada.
Jesus não agia dividido em “pares opostos “Não pensava e não sentia como homem ou mulher, mas como espírito eterno; não visualizava o interior e exterior, antes observava o Universo e a nós por inteiro, “dentro e fora”, argumentando que o “Reino de Deus” e “as muitas moradas da Casa do Pai” estavam no exterior e, ao mesmo tempo, no interior.
Por isso, não há nada a corrigir ou a consertar em nós, a não ser melhorar a nossa própria forma de ver as coisas, aprendendo a conhecer amplamente as interligações dos opostos, a fim de atingirmos o equilíbrio perfeito.
“Pecado”, em síntese, são as extremidades de nossa polaridade existencial. Daí decorre a afirmação de Jesus de Nazaré aos homens que somente olhavam um dos lados do fato naquele julgamento e que, ao mesmo tempo, escondiam sentimentos e emoções que gostariam que não existissem.
Em suma, a ferramenta vital para interligar os opostos chama-se amor, porque amar é buscar a unificação das pessoas e das coisas, pois ele quer fundir e não dividir, O amor tem que ser absolutamente incondicional porque, enquanto for seletivo e preferencial, não será amor real. Quem ama realmente constitui um “nós”, isto é, “une”, sem anular o próprio eu.
O sol emite raios para todas as criaturas e não distribui sua luminosidade segundo o merecimento de cada um. Assim também é o amor do Mestre: não diferencia bons e maus, certos e errados, poderosos e simples, não separa, nem divide, simplesmente ama a todos, pelo próprio prazer de amar.

(1) João 10:30.

(Renovando Atitudes)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mestre Jesus Cristo




"Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, que Sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o Meu jugo é suave e o Meu fardo é leve."

"Em verdade vos digo, aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. O que nasceu da carne, é carne e o que nasceu do espírito é o espírito."

"Amarás a Deus e ao teu próximo, assim como amas a ti mesmo."

"O que queres que os homens façam por ti, faça igualmente por eles."

"Se alguém quiser vir após Mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me."

"E eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre. O Espírito da Verdade, O Qual o mundo não pode conter... Ele os instruirá de toda a verdade."

"Conheça a verdade e ela te libertará."

"Eu estarei com vocês até o fim dos tempos."

"De que vale ao homem conquistar todos os tesouros da terra e perder sua alma?"

"Nisto todos conhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes uns aos outros."

"Buscai primeiro o reino dos céus e a sua justiça e todas estas coisas serão acrescidas."

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Pertubações
Apesar de tuas boas disposições, surgem momentos em que estranhos estados da alma assomam, perturbando-te a lucidez e o entusiasmo.
Esses constituem desafios graves, que podem levar a imprevisíveis resultados negativos.
Surgem como depressão ou desinteresse, que deflui de uma observação infeliz, ou de uma palavra azeda, ou de uma discussão desgastante...
Há ocasiões em que se manifestam como nuvem obnubiladora do discernimento, insistente, que termina por gerar indisposição íntima, quando não leva a distonias e agressividade mais contundente.
Além dos fatores normais sociopsicológicos do relacionamento ou da emoção, originam-se na interferência psíquica de desencarnados que se comprazem em inquietar, inspirando desespero e conduzindo a estágios afligentes...
Vivemos em quase permanente intercâmbio psíquico uns com os outros, no corpo físico e fora dele.
Mentes disparam dardos contra outras, atingindo o alvo com pontaria segura e estabelecendo telefone de comunicação perturbadora.
Interrompe as telepatias deprimentes, sobrepondo a tua vontade e corrigindo a sintonia psíquica.
Sai um pouco e respira ar puro.
Recorda os planos ideais que acalentas.
Dialoga um pouco com alguém que te inspira simpatia.
Ora, por alguns instantes.
Estes expedientes expulsarão a onda de perturbação que te envolve, e tornarás ao estado de tranqüilidade.

(De “Episódios diários”)

O Pensamento

Para você que sabe que o pensamento é energia a plasmar a vida, surge o imperativo de bem cuidar das suas fontes, para melhorar o padrão das vibrações que partem do imo da alma.
O pensamento de desânimo desorganiza as baterias das resoluções nobres, por representar o amolentamento da vontade que decide.
O pensamento lascivo e perturbador é a porta de tremendas agonias da alma, pelo fato de corromper os sentimentos que sustentam a pessoa no clima de paz íntima.
O pensamento de indiferença materializa as ondas de frieza, capazes de amortecer os impulsos do afeto espontâneo que engrandece a relação humana.
O pensamento de descrença persistente e impertinente, ateísta, é forja do desespero, por fazer com que a criatura se sinta desprovida de apoio ou amparo, sujeita aos caprichos do acaso, nos lances vários da sua jornada terrena.
Entretanto, o pensamento de harmonia, em que a alma se afina com as Leis Eternas, é como verdadeiro oásis, quando o coração caminha pelas ressequidas experiências do sofrimento ou da amargura, sabendo que deverá desincumbir-se das suas lutas com galhardia e confiança.
O pensamento de amor tem o poder de trazer ao íntimo a figura de Jesus, por resumir em si freqüências espirituais que muitas pessoas não conseguem alcançar, pelo desprezo que devotam à atuação do bem, que alimenta o amor e dele recebe reforço ao mesmo tempo.
Pensar é construir...
Pensar é semear...
Pensar é produzir...
Veja bem o que semeia o que produz, nas construções de sua vida, com as suas ondas mentais.
Seu pensamento, inestancável, é você a projetar-se...
Pense melhor. Pensamento é vida!

Livro: Rosângela
Rosângela / J. Raul Teixeira

Lições do momento

Deus é amor invariável e o amor desafivela os grilhões do espírito.
Se há repouso na consciência, a evolução da alma ergue-se, desenvolta, dos alicerces insubstituíveis do sacrifício.
Quem não se bate pelo bem, desce imperceptivelmente para as fileiras do mal.
Junto à correção sempre existe o desacerto, exaltando o mérito do dever na conduta digna.
Identifique, na dificuldade, o favor da Providência Divina para dilatar-lhe a paz, sentindo, no imprevisto da experiência mais grave, o fulcro de incitamento à perseverança na boa intenção e vendo, na tibiez de quantos imergiram na invigilância, o exemplo indelével daquilo que não deve ser feito.
Quanto maior a sombra em torno, mais valiosa a fonte de luz.
Desse modo, a alegria pura viceja entre a dor e o obstáculo; a resignação santificante nasce em meio às provas difíceis; a renúncia intrépida irrompe no seio da injustiça das emulações acirradas, e a pureza construtiva surge, não raro, em ambiente de viciação mais ampla.
Eis por que, em seu círculo pessoal, se entrecruzam mensagens importantes e diversas a lhe doarem o estímulo e a consolação, o entendimento e a claridade de que você carece para ajustar-se espiritualmente, através das lides variadas de cada instante.
O chefe irritadiço é instrumento providencial da corrigenda.
O companheiro problemático deixa-nos livre caminho à sementeira da fraternidade sem mescla.
O engano é precioso contraste a ressaltar as linhas configurativas da atitude melhor.
A tortuosidade do caminho demonstra a excelência da estrada reta.
Faça, pois, do momento que transcorre, a lição recolhida para o momento a transcorrer, verificando quantas vezes, em vinte e quatro horas, você é requisitado a auxiliar os semelhantes, e não regateie cooperação.
Na oficina de trabalho, buscam-lhe a gentileza no amparo de muitos corações que se sentem ao desabrigo.
Na via pública, esbarram-lhe o passo companheiros que vão e vêm buscando encontrar o sorriso que você pode ofertar-lhes como incentivo à esperança.
No recesso do lar, o alvorecer encontra-lhe a presença, em novas ossibilidades de exaltar a confiança nos Desígnios da Altura.
Na conversação comum, requisições ostensivas auscultam-lhe a disposição de estender conhecimento e virtude, na enfermagem das chagas morais, entrevistas na modulação das vozes e nos traços dos semblantes, afora variegados ensejos de assistir o próximo, a lhe desafiarem a eficiência e a vigilância, tais como a necessidade interior estampada no silêncio do visitante, o azedume do colega menos feliz, o doente a buscar-lhe os préstimos, o sofredor a rogarlhe compreensão, a abordagem da criancinha desvalida, a surpresa menos agradável, a correspondência a exigir-lhe a atenção ou o noticiário intranqüilo que a imprensa propala.
Pureza inoperante é utopia igual a qualquer outra e, em razão disso, ignorar a poça infecta é manter-lhe a inconveniência.
Não menospreze, assim, a lição do momento, na certeza de que renovamos idéias, experiências e destinos, cada dia, segundo as particularidades das manifestações de nosso livre-arbítrio.

Obra - O Espírito da Verdade -
- Espíritos Diversos-
Chico Xavier e Waldo Vieira

domingo, 17 de abril de 2011

Sinceramente

Se você efetivamente deseja cooperar com Jesus, nada conseguirá arredá-lo do propósito de servir.
Mesmo sob circunstâncias adversas, saberá encontrar recursos para que o bem se manifeste através de suas mãos.
Ao invés de inspirarem-lhe desânimo, os percalços naturais do caminho ser-lhe-ão apelos à perseverança e convites ao devotamento.
Não perderá tempo reclamando situações de privilégio ou esperando condições mais favoráveis ao cumprimento do dever.
Por mais insignificante que considere a sua tarefa, procurará desempenhá-la com a responsabilidade daqueles aos quais a vida já confiou encargos maiores.
Se acontecimentos inesperados lhe impuserem limitações ao campo de ação pessoal, não se acanhará de tornar às suas próprias origens no serviço de natureza espiritual com a alegria e com a esperança que lhe assinalaram os primeiros passos na senda do aperfeiçoamento.
Compreenderá que todo sofrimento é lição, agradecendo à dor a experiência adquirida na cartilha da provação.
Preferirá ser desagradado pelos que ainda não conseguem aceitá-lo como é, do que desagradar a consciência que lhe ensina a ser melhor a cada dia que passa.
Na companhia de amigos, ou solitário, seguirá adiante sem se deixar absorver exclusivamente pelos compromissos de ordem material, lutando, a todo custo, pela emancipação íntima, reconhecendo que toda construção sólida no reino do espírito se alicerça no sacrifício.
Se você sinceramente deseja acompanhar o Mestre na jornada de volta para Deus, tome a sua cruz sobre os ombros e não O perca de vista, em meio às surpresas e desafios da estrada.

André Luiz

Josh Groban - Remember When It Rained

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Mágoa

Síndrome alarmante, de desequilibro, a presença da mágoa faculta a fixação de graves enfermidades físicas e psíquicas no organismo de quem a agasalha.
A mágoa pode ser comparada à ferrugem perniciosa que destrói o metal em que se origina.
Normalmente se instala nos redutos do amor-próprio ferido e paulatinamente se desdobra em seguro processo enfermiço, que termina por vitimar o hospedeiro.
De fácil combate, no início, pode ser expulsa mediante a oração singela e nobre, possuindo, todavia, o recurso de, em habitando os tecidos delicados do sentimento, desdobrar-se em modalidades várias, para sorrateiramente apossar-se de todos os departamentos da emotividade, engedrando cânceres morais irreversíveis. Ao seu lado, instala-se, quase sempre, a aversão, que estimulam o ódio, etapa grave do processo destrutivo.
A mágoa, não obstante desgovernar aquele que a vitaliza, emite verdadeiros dardos morbíficos que atingem outras vítimas incautas, aquelas que se fizeram as causadoras conscientes ou não do seu nascimento.
Borra sórdia, entorpece os canais por onde transita a esperança, impedindo-lhe o ministério consolador.
Hábil, disfarça-se, utilizando-se de argumentos bem urdidos para negar-se ao perdão ou fugir ao dever do esquecimento. Muitas distonias orgânicas são o resultado do veneno da mágoa, que, gerando altas cargas tóxicas sobre a maquinaria mental, produz desequilíbrio no mecanismo psíquico com lamentáveis consequências nos aparelhos circulatório, digestivo, nervoso...
O homem é, sem dúvida, o que vitaliza pelo pensamento. Sua idéias, suas aspirações constituem o campo vibratório no qual transita e em cujas fontes se nutre.
Estiolando os ideais e espalhando infundadas suspeitas, a mágoa consegue isolar o ressentido, impossibilitando a cooperação dos socorros externos, procedentes de outras pessoas.
Caça implacavelmente esses agentes inferiores, que conspiram contra a tua paz. O teu ofensor merece tua compaixão, nunca o teu revide.
Aquele que te persegue sofre desequilibros que ignoras e não é justo que te afundes, com ele, no fosso da sua animosidade.
Seja qual for a dificuldade que te impulsione à mágoa, reage, mediante a renovação de propósitos, não valorizando ofensas nem considerando ofensores.
Através do cultivo de pensamentos salutares, pairarás acima das viciações mentais que agasalham esses miasmas mortíferos que, infelizmente, se alastram pela Terra de hoje, pestilenciais, danosos, aniquiladores.
Incontáveis problemas que culminam em tragédias quotidianas são decorrência da mágoa, que virulenta se firmou, gerando o nefando comércio do sofrimento desnecessário.
Se já registras a modulação da fé raciocinada nos programas da renovação interior, apura aspirações e não te aflijas. Instado às paisagens inferiores, ascende na direção do bem. Malsinado pela incompreensão, desculpa. Ferido nos melhores brios, perdoa.
Se meditares na transitoriedade do mal e na perenidade do bem, não terás outra opção, além daquela: amar e amar sempre, impedindo que a mágoa estabeleça nas fronteiras da tua vida as balizas da sua província infeliz.
"Quando estiveres orando, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe, para que vosso Pai que está nos Céus, vos perdoe as vossas ofensas". - Marcos: 11-25.
"Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isto, meus caros filhos, prova melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo". - ESE Cap.V - Item 20.

(Florações Evangélicas)

André Luiz & Francisco Cândido Xavier

Tranquilidade

1. Comece o dia na luz da Oração.
O amor de Deus nunca falha.

2. Aceite qualquer dificuldade sem discutir.
Hoje é o tempo de fazer o melhor.

3. Trabalhe com alegria.
O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço, é um cadáver que pensa.

4. Faça o bem o quanto possa.
Cada criatura transita entre as próprias criações.

5. Valorize os minutos.
Tudo volta, com exceção da hora perdida.

6. Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.
Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.

7. Estime a simplicidade.
O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte.

8. Perdoe sem condições.
Irritar-se é o melhor processo de perder.

9. Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa.
Experimente atender os familiares como você trata as visitas.

10. Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo.
Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo, solitário e
vencido, era a causa de Deus.

Perdão e Liberdade

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Aprendamos a perdoar, conquistando a liberdade de servir.
E imprescindível esquecer o mal para que o bem se efetue.
Onde trabalhas, exercita a tolerância construtiva para que a tarefa não se escravize a perturbações...
Em casa, guarda o entendimento fraterno, a fim de que a sombra não te algeme o espírito ao desespero...
Onde estiveres e onde fores, lembra-te do perdão incondicional, para que o auxílio dos outros te assegure paz à vida.É indispensável que a compreensão reine hoje entre nós, para que amanhã não estejamos encarcerados na rede das trevas.
A morte não é libertação pura e simples.
Desencarnar-se a alma do corpo não é exonerar-se dos sentimentos que lhe são próprios.
Muitos conduzem consigo, além-túmulo, uma taça de fel envenenado com que aniquilam os melhores sonhos dos que ficaram na Terra, e muitos dos que ficam na Terra conservam consigo no coração um vaso de fogo vivo com que destróem as melhores esperanças dos que demandam o cinzento portal do túmulo.
Não procures para tua alma o inferno invisível do ódio.
Acomoda-te com o adversário ainda hoje, procurando entendê-lo e servi-lo, para que amanhã não te matricules em aflitivas contendas com forças ocultas.
Transferir a reconciliação para o caminho da morte é atormentar o caminho da própria vida.
Desculpa sempre, reconhecendo que não prescindimos da paciência alheia.
Nem sempre somos nós a vítima real, de vez que, por atitudes imanifestas, induzimos o próximo a agir contra nós convertendo-nos, ante os tribunais da Justiça Divina, em autores, intelectuais dos delitos que passamos a lamentar indebitamente diante dos outros.
Toda intolerância é violência.
Toda dureza espiritual é crueldade.
Quase sempre, a crítica é corrosivo do bem, tanto quanto a acusação habitualmente, é um chicote de brasas.
E sabendo que encontraremos na estrada a projeção de nós mesmos, conservemos o perdão por defensor de nossa liberdade, ajudando agora para que não sejamos desajudados depois.

sábado, 16 de abril de 2011

Hermes Fontes

Sombra

Quem só tem alma para oferecer
No mundo, é um coração ermo e faminto...
A incompreensão é amarga como absinto,
Roubando a vida, envenenando o ser

Todo o mal do idealismo é conhecer
As forças antagônicas do instinto
No coração – vesúvio nunca extinto –
Insaciado no amor e no prazer.

Todos aqueles que me conheceram
Na senda da ilusão e fantasias,
Chorem comigo pelo que sou!

Sou a sombra dos sonhos que morreram,
Contemplando nas ruínas mais sombrias
O meu castelo que se espedaçou.

Livro: Lira Imortal  -  Francisco Cândido Xavier  - Espíritos Diversos)

Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto


Aparências


Capítulo 21, item 1
“A árvore que produz maus frutos não é boa, e a árvore que produz bons frutos não é má; porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto. Não se colhem figos dos espinheiros e não se cortam cachos de uva de sobre as sarças...”
(Capítulo 21, item 1.)

Fugimos constantemente de nossos sentimentos interiores por não confiarmos em nosso poder pessoal de transformação e, dessa forma, forjamos um “disfarce” para sermos apresentados perante os outros.
Anulamos qualquer emoção que julgamos ser inconveniente dizendo para nós mesmos: ‘‘eu nunca sinto raiva”, “nunca guardo mágoa de ninguém”, vestindo assim uma aparência de falsa humildade e compreensão.
Máscaras fazem parte de nossa existência, porque todos nós não somos totalmente bons ou totalmente maus e não podemos fugir de nossas lutas internas. Temos que confrontá-las, porque somente assim é que desbloquearemos nossos conflitos, que são as causas que nos mantêm prisioneiros diante da vida.
Devemos nos analisar como realmente somos.
Nossos problemas íntimos, se resolvidos com maturidade, responsabilidade e aceitação, são ferramentas facilitadoras para construirmos alicerces mais vigorosos e adquirirmos um maior nível de lucidez e crescimento.
Não devemos nunca mantê-los escondidos de nós próprios, como se fossem coisas hediondas, e sim aceitar essas emoções que emergem do nosso lado escuro, para que possamos nos ver como somos realmente.
Por não admitirmos que evoluir é experimentar choques existenciais e promover um constante estado de transformação interior é que, às vezes, deixamos que os outros decidam quem realmente somos nós, colocando-nos, então, num estado de enorme impotência perante nossas vidas.
A maneira de como os outros nos percebem tem grande influência sobre nós. Amigos opressores, religiosos fanáticos, pais dominadores e cônjuges inflexíveis podem ter exercido muita in¬fluência sobre nossas aptidões e até sobre nossa personalidade.
Portanto, não nos façamos de superiores, aparentando comportamentos de “perfeição apressada”; isso não nos fará bem psiquicamente nem ao menos nos dará a oportunidade de fazer autoburilamento.
Deixemos de falsas aparências e analisemos nossas emo¬ções e sentimentos, aprimorando-os. Canalizadas nossas energias, faremos delas uma catarse dos fluxos negativos, transmutando-as a fim de integrá-las adequadamente.
Aceitar nossa porção amarga é o primeiro passo para a transformação, sem fugirmos para novo local, emprego ou novos afetos, porque isso não nos curará do sabor indesejável, mas somente nos transportará a um novo quadro exterior. Os nossos conflitos não conhecem as divisas da geografia e, se não encarados de frente e resolvidos, eles permanecerão conosco onde quer que estejamos na Terra.
Para que possamos fazer alquimia das correntes energéticas que circulam em nossa alma, procedamos à auto-observação e à auto-análise de nossa vida interior, sem jamais negar a nós mesmos o produto delas.
Lembremo-nos de que, por mais que se esforcem as más árvores para parecer boas, mesmo assim elas não produzirão bons frutos. Também os homens serão reconhecidos, não pelos aparen¬tes “frutos”, não por manifestarem atos e atitudes mascarados de virtudes, mas por ser criaturas resolvidas interiormente e conscien¬tes de como funciona seu mundo emocional.
Somente pessoas com esse comportamento estarão aptas a ser árvores produtoras de frutos realmente bons.

(Renovando Atitudes)

Conduta Cristã


"Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco".
Tassalonicenses - Cap. 5, v. 18.


Uma das coisas mais difíceis, nas relações com os nossos semelhantes, é dar conselhos. Quando o conselheiro não segue os preceitos que indica para os outros, gera uma grande desconfiança no irmão que está ouvindo, que passa a espreitar a vida que é levada pelo seu guia espiritual. Essa vida tem que ser reta, obedecer à conduta indicada, iluminada pela sinceridade. Se assim não for, o trabalho ficará perdido.

A palavra é o veículo daquilo que somos; os sons que articulamos, mesmo interpretados de maneira diferente da que sentimos, conduzem fluidos que nunca podem ser mudados. Eles levam a mensagem do sentimento íntimo de quem emite as palavras para o coração dos ouvintes, fazendo-os sentir a realidade do que pensa e vive o conselheiro.

O importante é viver antes de falar, para que a palavra encontre a segurança do coração. O cristão dos nossos dias não tem desculpas a dar, porque já se passaram dois mil anos de fermentação dos preceitos evangélicos, no laboratório do raciocínio e no céu do coração. A meditação foi prolongada, para tomarmos boas diretrizes.

O Cristo nunca pediu sacrifício total de um dia para outro. Todavia, não é por causa da misericórdia dessa tolerância que vamos esquecer de aplicar aquilo que é do nosso dever - o esforço próprio - todos os dias. Esperar que o tempo se encarregue disso, e que a natureza inconsciente selecione nossos caminhos, não deve ser pensamento do cristão. Está a cargo da sensibilidade interna fazer muita coisa, contudo ela só agirá com o comando mental, com a decisão tomada pelo espírito, pois a vontade é tudo nesse campo.

Querendo, andarás; querendo, falarás coisas úteis; querendo, reconstruirás a ti mesmo. O Céu, na Terra, depende desse reino em cada alma, e o esforço é imprescindível nessa conquista.

Quando encontrares um irmão que aconselha, vivendo, acata esse amigo e agradece a Deus, já que esse irmão representa uma dádiva dos Céus para a Terra, uma presença mais direta do Senhor, junto aos homens.

Falar muito, além do conveniente, tanto esgota o físico de quem fala, quanto desorienta a quem ouve. O policiamento das conversações pode e deve ser feito constantemente, para que elas construam, edifiquem e iluminem. O verbo é sagrado e a nossa vontade é divina; saber usar um e outro é compreender o chamamento do Cristo para a verdadeira vida. Eis as boas normas: falar pouco, mas sentindo; falar pouco, mas limpando, como se a palavra fosse água e sabão.

O apóstolo Paulo recomenda a todos retribuir o mal com o bem, porque este último tem o poder de isolar o primeiro. O perdão constitui a segurança para os ofendidos. "Regozijai-vos sempre, e orai sem cessar", preceitua a Boa Nova. O regozijo em tudo faz gerar em nós a humildade, a ponto de reconhecermos que ninguém recebe o que não merece. Orar sempre é procurar, através da prece, o ambiente espiritual, no sentido de resistirmos às tentações, afastando-as, com eficiência, do nosso caminho.

Não julgues os outros, porque não conheces bem os teus semelhantes; julga a ti mesmo, por conheceres melhor os teus atos. Não desprezes as profecias; elas, como árvores, ofertam frutos; necessário se fazer bom discernimento da escolha que fizeres. Abster-te de todo mal é prova de já conheceres, por experiência, sua ação degradante e subversiva.

Viva com o amor em todos os casos, em todas as horas, na certeza que ele te defende de todo o mal, preparando-te para o ingresso no Reino dos Céus.

Se, por acaso, surgirem em teu caminho variadas tempestades para te desviar do Cristo, não te dês por vencido. Mesmo enfermo, mesmo mutilado, mesmo caindo aos pedaços, mesmo morrendo, procede como escreve o apóstolo.
Escutemo-lo:

"Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus convosco".

(De “Alguns ângulos dos ensinos do Mestre”, de João Nunes Maia – Espírito Miramez)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco

Sempre com Deus
As mentes hábeis, que urdem planos perniciosos objetivando fruir êxito em empreendimentos infelizes, por mais cuidados e minudentes programas, não fogem ao imprevisível, exatamente pela impossibilidade de lograrem a perfeição.
Em razão disso, o imprevisível é a presença divina, surpreendendo a infração.
*
Elaborando ações com minúcias e sofisticação, no instante de serem postas em prática, não se realizam sem a ocorrência do insuspeitável, que na sua expressão surpreendente põe por terra toda uma larga movimentação de forças.
O insuspeitável pode ser considerado como a interferência divina sempre vigilante.
*
Na aplicação de um projeto bem organizado, com as suas implicações maléficas, no instante de tornar-se realidade, defronta o inesperado que frustra todo ou parte do esforço colocado a serviço das paixões subalternas do homem.
O inesperado deve ser levado em conta como a ocorrência divina trabalhando pela ordem.
*
É certo que sucedem, vezes sem conta, aparentes êxitos em tais acontecimentos inditosos.
Quando tal ocorre, pode-se retirar proveitosos benefícios, que bem aplicados rendem juros de progresso, de elevação, para aqueles que padecem a penosa injunção.
*
Tudo, diante das sábias Leis da Vida, obedece à superior programática, mesmo quando parecem conspirações para o mal, porquanto o bom ceifeiro de um mal sempre retira um grande bem.
*
Ocorrem, na mesma ordem, as intervenções divinas, quando se opera pelo enobrecimento.
O plano bem estabelecido, que periga, subitamente conquista uma ajuda imprevisível tornando-se superior investimento de êxito.
O trabalho nobre, que recebeu acurada atenção e periclita no azado instante, é sustentado por insuspeitável socorro, prosseguindo em pauta de benemerência.
O desastre, que se consumava em determinada hora apóia-se em inesperada ocorrência, que impede a derrocada, salvando a situação.
*
Entrega tua vida a Deus e nEle confia sem reservas.
Produze o melhor, que te seja possível, permitindo-te a alegria de servir incansavelmente.
Nenhum mal que triunfe, sejam quais forem os cuidados de que se revista.
Bem algum que não se possa fazer nas situações danosas.
Quem se entrega a Deus conscientemente, em Deus se move e age, marchando com segurança para Ele.
*
Na esfera das tuas aspirações superiores, quando o desânimo te ciciar descoroçoamento e abandono da tarefa, em razão das aparentes multiplicadas dificuldades, insiste, contando com o imprevisível, o insuspeitável e o inesperado que virão em teu socorro.
Os que agem mal, embora não os aguardem, não se furtarão à sua intercorrência.
Continua, portanto, contando com Deus, sempre.

(De “Alerta”)

Camilo & Raul Teixeira

Estás Doente?

Nos costumeiros caminhos diários, não será de estranhar-se que te depares com dificuldades na esfera da tua saúde corpórea, na condição de verdadeiro repto às tuas capacidades de auto-superação.
Com as bases dos estudos do Espiritismo, compreenderás que te deparas com processos complexos em que teu psiquismo movimenta energias especiais, que conduzem as características das tuas realizações menos felizes, que o tempo faz aflorar agora.
Caso não te sejam familiares os ensinamentos espíritas, poderás saber, contudo, da existência da “lei do retorno”, ou “lei de causa e efeito” à qual todos os filhos de Deus se acham submetidos, e que, por isso, somos os colhedores dos frutos das nossas sementeiras, porque nos tornamos responsáveis pelo que fazemos dos nossos caminhos.
Tens condição de identificar na doença que te aflige, o desbordar de perturbadores conteúdos fluídicos, através do corpo físico.
Faz-se de importância básica, porém, a compreensão de que todas as doenças que te afligem no mundo estão relacionadas aos teus delitos morais, ao teu estado de evolução bastante singelo ainda, o que te situou num campo de provações e expiações.
Não imagines, contudo, que cada topada pelos caminhos, resfriados em razão do mau tempo, ou qualquer outra problemática passageira e preocupante tenham que corresponder a expiações diretamente. Não. Quando estejas sob qualquer dessas dores miúdas ou dificuldades da saúde de caráter relâmpago, isso corresponderá às condições mesológicas em que te achas.
O mundo onde estás é aquele que os teus méritos e deméritos te impuseram. Essas tormentas fugazes e atropelos de pouca monta, mas que provoquem os teus nervos e te imponham sofrimentos por alguns momentos, por certo que te auxiliam na lide de crescimento espiritual, sem que signifiquem débito direto que hás contraído com algo ou alguém.
As doenças graves, cirurgias profundas, situações de viroses ou baciloses perigosas que te afetem, ou afetem aos teus, não tenhas dúvida de que resgatas problemas diretos, débitos que necessitam de ressarcimento, e que somente pelos teus esforços tudo se clareará, forjando luz e saúde para logo mais.
Reconhecendo que as enfermidades nascem do ajustamento do teu psiquismo às freqüências incompatíveis com o estado de equilíbrio, a saúde, igualmente, corresponderá sempre à realidade das tuas vinculações psíquicas com faixas de freqüências causadoras de harmonia e de paz.
Se estás doente, acometido por problema grave ou não, valoriza mais e mais as tuas capacidades íntimas para que te superes, acondiciona-te aos trabalhos e falas do vero bem, inscrevendo-se no rol dos que vibram nas ondas da saúde, o que significa a aproximação das faixas do Celeste Guia, que é Jesus.
Não te entregues, pois, às doenças, quaisquer que sejam.
Mantém tua mente otimista, elevada aos níveis da convicção de que somos deuses e, consoante os ensinos do Mestre Nazareno, somos capazes de apartar de nós montanhas de problemas, se a nossa confiança, se a nossa fé consciente se impuser aos problemas, mesmo que ela seja do porte da pequenina semente de mostarda.

(De “Revelações da Luz”)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Serenidade e Acomodação

Você já observou que um dos maiores inimigos do homem é a acomodação?
Irmã da indiferença, aparentada com a preguiça, a acomodação é como uma doença
que aos poucos paralisa as iniciativas humanas.

A acomodação vai contra o ritmo da vida. Sim, porque aqui na Terra tudo nos convida ao trabalho.
A ação move a roda do progresso e é responsável pelos avanços humanos.

Sem trabalho, o homem se afasta de seu grupo social. Sem agir, ele se torna praticamente invisível aos outros. E assim foge ao contato que pode enriquecer sua experiência de vida.

Você já notou como há gente acomodada no Mundo? Pessoas que, à primeira dificuldade,
simplesmente desistem. Outras há que sequer começam qualquer coisa que dê trabalho dobrado.
São vítimas da preguiça.

É óbvio que essa acomodação não se restringe apenas ao trabalho. Quem é acomodado,
leva isso para todos os demais aspectos da vida.

Assim, o acomodado não busca se aperfeiçoar ou se aprimorar. Pior: geralmente, costuma
reclamar que não é valorizado. Esquece que não é valorizado porque está parado no tempo.

A atitude do acomodado é muito diferente da atitude de uma pessoa que enfrenta
os acontecimentos da vida com serenidade. Vamos ver qual a diferença?

Sereno é aquele que, diante de uma situação adversa analisa todas as variáveis:
verifica onde errou, como pode corrigir e pesa os prós e os contras.

Em geral, a pessoa realmente serena não se deixa perturbar pelas dificuldades, mas busca soluções.

O acomodado é bem diferente. Ele diz simplesmente: "Deus quis assim e eu não vou contra Ele".
E cruza os braços!

Ora, é indiscutível que tudo o que acontece é porque Deus permite. Também não se trata de ser
contra a vontade divina. No entanto, as dificuldades chegam para que aprendamos a lidar com elas.

Ou seja: toda situação difícil traz uma lição. Mas esse aprendizado é longo e tem várias fases.

Depois de observar quais lições aprendemos com determinados episódios,
o passo seguinte é verificar se podemos minimizar os efeitos negativos.

A diferença entre uma pessoa tranquila e uma pessoa acomodada é que a segunda
não aproveita a lição de forma completa.

Ela pára no meio do caminho. Quando algo aparentemente ruim acontece,
chora, se lamenta e fica por isso mesmo.

Algumas vezes até permanece calma, mas não reflete, nem toma qualquer atitude
para que no futuro não mais seja atingida por situações semelhantes.

Em verdade, o acomodado tem preguiça de pensar no que fará daí por diante.
Para ele é mais fácil varrer as dificuldades para debaixo do tapete do esquecimento.

E esse conformismo paralisa a criatura, faz com que ela se torne apática, sem iniciativa.

Por isso, vale a pena observar os nossos atos perante a vida.
Que estamos fazendo com as lições que Deus nos permite vivenciar?

Será que estamos aproveitando para mudar hábitos negativos?
Para modificar a maneira de ver as coisas?

Não esqueça de que cada momento vivido é um instante único em nossa trajetória.
Cada lágrima ou sorriso carrega consigo um mundo de ricas experiências que devemos aproveitar.

(Redação Momento Espírita)
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