terça-feira, 31 de agosto de 2010

Emmanuel - Opositores



Inegavelmente, se respeitamos os dotes e compromissos do próximo, por que lhe menosprezar as opiniões?

De maneira geral, solicitamos dos outros as qualidades perfeitas que ainda não possuímos e, nesse pressuposto, é natural que os adversários nos dirijam advertências e nos apontem caminhos no intuito de emendar-nos ou combater-nos.

Se os nossos opositores fossem unicamente aqueles que nunca nos desfrutaram a intimidade e que tão-só nos hostilizam, em razão do ponto de vista que abraçam, fácil seria ignorá-los ou esquecê-los. Entretanto, eles são também e, bastas vezes, aqueles mesmos companheiros que comungavam a faixa de ideal, que respiravam conosco debaixo do mesmo teto, que nos asseguravam confiança e ternura ou que nos hasteavam a bandeira de esperança e harmonia.

Modificados superficialmente pelas circunstâncias da vida, quase sempre não mais nos compartilham objetivos e anseios e, se emitem apontamentos ao redor das atividades em que nos deixaram, muitas vezes, expressam-se contrariamente aos propósitos em que procuramos perseverar nas tarefas, cuja execução nos oferece paz e equilíbrio, encorajamento e alegria.

Quando isso ocorra, que haja de nós para eles o respeito preciso.

O que vemos de um ponto determinado do caminho nem sempre guarda os mesmos característicos se trocamos de posição.

As opiniões dos outros são patrimônios dos outros a reclamar-nos apreço. Se trazem censuras cabíveis, saibamos acolhê-las, aproveitando-lhes o valor nas corrigendas que se nos façam necessárias; se lavram condenações, respondamos com a bênção; se encerram inverdades, compadeçamo-nos daqueles que as pronunciam; e se exigem de nós atitudes e alterações incompatíveis com a nossa consciência, permaneçamos fieis aos deveres que esposamos perante o Senhor, formulando votos para que eles, - os nossos adversários e irmãos de coração, - quando trazidos ao nosso lugar, possam efetivamente realizar todo o bem que não conseguimos fazer.


(De “Alma e Coração”, de Chico Xavier)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Tobias Barreto - Tudo

Do átomo de lôdo à estréia que fulgura
No azulado painel de láureas do Infinito,
Do ciciar do inseto ao cavernoso grito
Das fôrças do trovão que ribomba na altura...

Da luz viva do Sol à treva em noite escura,
Da pérola de orvalho ao bloco de granito,
Do côvado de terra ao espaço irrestrito,
Da brandura da fonte à rocha que a segura...

Da lesma atada ao barro aos pássaros na aurora,
Do coração que ri ao coração que chora,
Daquilo que se estima a qualquer ponto inverso...

Da idéia antiga e estreita à idéia nova e grande,
Da forma que regride à vida que se expande,
Tudo fala de Deus na pompa do Universo.


(Soneto recebido pelo médium Francisco Cândido Xavier)

sábado, 28 de agosto de 2010

Atando laços


A vida incorpora elementos que atraímos pelo nosso modo de ser, atando laços que, por vezes, nós mesmos somos os grandes atadores.
Se queres ajustar-te com as qualidades nobres, necessário se faz enobrecer os pensamentos, palavras e atos.
Se queres a bondade dos outros, busca ser bom pelos caminhos que percorres.
Se queres compreensão, compreende os que passam pelo teu caminho.
Se queres justiça, faze da tua vida uma irradiação justiceira.
Se queres o perdão daqueles a quem ofendeste, perdoa todas as ofensas.
Se queres amor, começa a amar em todos os rumos...
Esse o modo de atar laços de luz, em todos os corações que vivem no bem, com oportunidades inúmeras de ser feliz, porque a felicidade mora nas consciências que pensam e vivem no bem permanente e no amor sem fronteiras.
Se acompanhamos o Cristo em todas as Suas claridades evangélicas, estamos atando laços com Deus, e nos libertando com a verdade.

(João Nunes Maia / Scheilla e José Grosso)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Emmanuel & Francisco C. Xavier


Como Lázaro


O regresso de Lázaro à vida ativa representa grandioso símbolo para todos os trabalhadores da Terra.
Os criminosos arrependidos, os pecadores que se voltam para o bem, os que "trincaram" o cristal da consciência, entendem a maravilhosa característica do verbo começar.
Lázaro não podia ser feliz tão-só por revestir-se novamente da carne perecível, mas, sim, pela possibilidade de reiniciar a experiência humana com valores novos. E, na faina evolutiva, cada vez que o espírito alcança do Mestre Divino a oprtunidade de regressar à Terra, ei-lo desenfaixando dos laços vigorosos...exonerado da angústia, do remorso, do medo...A sensação do túmulo de impressões em que se encontrava, era venda forte a cobri-lhe o rosto...
Jesus, compadecido, exclamou para o mundo:
-Desligai-o, deixai-o ir.
Essa passagem evangélica é assinalada de profunda beleza.
Preciosa é a existência de um homem, porque Cristo lhe permitiu o desligamento dos laços criminosos com o pretérito, deixando-o encaminhar-se de novo, às fontes da vida humana, de maneira a reconstituir e santificantes da vida humana, de maneira a reconstituir e santificar os elos de seu destino espiritual, na dádiva suprema de começar outra vez.

(Obra: Caminho, Verdade e Vida)

Ouço uma fonte



Ouço uma fonte
É uma fonte noturna
Jorrando.
É uma fonte perdida
No frio.

É uma fonte invisível.
É um soluço incessante,
Molhado, cantando.

É uma voz lívida.
É uma voz caindo
Na noite densa
E áspera.

É uma voz que não chama.
É uma voz nua.
É uma voz fria.
É uma voz sozinha.

É a mesma voz.
É a mesma queixa.
É a mesma angústia,
Sempre inconsolável.

É uma fonte invisível,
Ferindo o silêncio,
Gelada jorrando,
Perdida na noite.
É a vida caindo
No tempo!


(Augusto Frederico Schmidt)

Advertência e encorajamento


Após as bênçãos da semeação, a terra aparece reverdecida, e surgem as searas luminosas com as bênçãos da flor e do fruto.
Superados os graves períodos de amanhar a terra, retirando-lhe calhaus, abrolhos e pedrouços, surge o momento feliz em que as sementes se multiplicam a cem por um, a mil por um, prenunciando abundância de grãos sobre a mesa da esperança.
Parece que, no verdor rico de projetos felizes, paira a grande paz. Todavia, a necessidade de defender a gleba, torna-se-nos muito maior, agora, do que antes.

O solo adusto e ingrato, deixado ao abandono, inspira repulsa e desprezo; mas o pomar, o jardim e a lavoura - nos quais predomina a abundância de bênçãos – a cupidez, o interesse malsão e a exploração da avidez vigiam, e, como ladrões impiedosos sentindo-se impossibilitados de furtar os grãos e apropriar-se da terra, ateiam incêndios criminosos com os quais se comprazem, acreditando-se vencedores.

As lutas recrudescem.
As facilidades são apenas aparentes.
O crescimento na horizontal da vida não significa implantação na vertical dos sentimentos.
Imperioso redobrar a vigilância.
Os bastiões da fé estremecem; abrem-se brechas que dão acessos a incursões malevolentes e perigosas.

A segurança de uma parede é a harmonia dos blocos que se justapõem. Retirado o primeiro, os próximos são inevitáveis.
As defecções de muitos companheiros comprometem o trabalho do Senhor. A instabilidade de corações afervorados faculta o desequilíbrio e as incursões negativas.
Hoje, como ontem, o cristão decidido não dispõe de tempo para o repouso
inútil ou para a colheita de glórias frívolas.
As forças em litígio predominam no país emocional de cada indivíduo. Enquanto não prevaleçam a paz, o equilíbrio, a ordem e o amor, no comando das ações, estaremos em conflitos e caminharemos em crise. O trabalho, disso decorrente, será frágil, susceptível de desmoronamento.

À medida que a seara cresce, aumenta o número daqueles que a detestam, de um como do outro plano da vida. Não facilitemos! Mantenhamo-nos em serenidade vigilante, conclamando-nos, uns aos outros, à observância dos compromissos firmados e à vigilância da oração.
Não há castelo inexpugnável, quando aqueles que ali residem torpedeiam-lhe as bases.
Não há defesas que se sobreponham a um cerco demorado, se faltam, no reduto sitiado, o equilíbrio e a ajuda recíproca.
O trabalho de Jesus progride em nossas mãos, mas, cuidemos para que, fracas, não venham a comprometer a realização interior.

Estes são dias muito graves. Acompanhamos a insensatez abraçada ao entusiasmo de fogo-fátuo, sem dimensão do futuro nem estruturas no presente. Nós outros, que já nos comprometemos ao largo dos séculos, e falhamos quase sem cessar, cuidemos para que o novo insucesso não nos assinale a marcha, quando estamos próximos do porto final.
Renovemos propósitos saudáveis, retiremos a borra do pessimismo e do desencanto, compreendendo que é nos dejetos que a vegetação se faz mais luxuriante e no charco o lótus esplende com mais alvura, como ocorre com o lírio que explode em perfume.

Façamos do cansaço, do desencanto e da rotina, o adubo forte da sementeira da esperança.
Iluminemo-nos de dentro para fora, a fim de que a luz não projete sombras.
Prossigamos, com ardor de ontem e a confiança no amanhã, vencendo, cada hora e todo o dia, com o mesmo idealismo de fé, sem deixar que as altercações do mal e as forças negativas tomem das nossas paisagens interiores manchando-as de sombras.

Jesus confia em nós, e, Seus amigos espirituais, contamos com o esforço de cada um e a decisão de todos.
A nossa, será uma vitória coletiva. A deserção de alguém será atraso na marcha de outros e a queda de alguns será insucesso em muitos.
Mãos dadas e corações unidos, olhos postos na Grande Luz, avancemos, joviais, estóicos e felizes.

(Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O amigo perfeito


Disse o aluno: “Professor,
Desejo um amigo ideal,
Que não cogite do mal
E só fale o que há no bem:


Companheiro que trabalhe
Sem se queixar de serviço,
Sempre atento ao compromisso
De não ferir a ninguém;


Um amigo que perdoe
Toda ofensa recebida
E transforme a própria vida,
Num livro de amor e luz!...”


O professor replicou:
- “Um amigo assim perfeito,
Digo com todo o respeito,
Tem o nome de Jesus.”

(Jair Presente e Francisco Cândido Xavier)

Ninguém morre


A temática não é nova. Mas, toda vez que é abordada, há sempre quem surja com a tão gasta frase: Ninguém voltou do lado de lá para dizer que está vivo.
Quem assim repete o jargão, não se dá conta ou possivelmente ignora que as comunicações dos chamados mortos ocorrem todos os dias, sob as nossas vistas, ao nosso redor.
São inúmeros os casos dos que retornaram após a morte do corpo físico, testemunhando que a vida prossegue. E abundante.
São familiares, afetos que através de sinais irrecusáveis, se dão a conhecer aos mais íntimos.
Ou simplesmente amigos, conhecidos, alguém que deseje auxiliar a outrem.
Em 1943, um ex-piloto da força aérea inglesa de nome Robert Gislepie fazia treinamento com uma tripulação de alunos, sobre o mar da Irlanda.
Certa noite, recebeu uma ordem para verificar o que havia acontecido com um avião que vinha do Canadá.
Seguiu com seus alunos, sem tardar e uma hora e meia depois chegaram exatamente ao local onde havia ocorrido o último contato pelo rádio com o avião canadense.
Por causa do forte nevoeiro, eles voavam sem visibilidade alguma. Por isso decidiram retornar. Se nada viam, como procurar?
Então um dos motores falhou. O gelo começou a se formar nas asas do aparelho.
Gislepie pensou em baixar a altitude para se livrar do gelo. Mas, se fizesse isso, deveria voar sobre o mar, a fim de evitar as montanhas. Tal atitude aumentaria a rota. E a gasolina era pouca.
 O que fazer? Era o seu dilema.
 De repente, sentou-se ao seu lado um aluno e lhe disse: Mantenha a altitude. Logo vamos ter uma modificação de temperatura.
O instrutor acatou a orientação. Logo mais, o avião estava fora de perigo.
Com alegria, Gislepie pediu ao jovem que agradecesse à base a instrução, pois que pensou que o jovem tivesse recebido orientação do pessoal de terra.
Foi então que o rapaz olhou para ele e falou:
Meu nome é Ken. Ken Russel. Se não precisa mais de mim vou voltar...
E desapareceu sob o olhar espantado do piloto.
Alguns dias depois, conversando com os seus alunos, Gislepie apontou um deles e disse:
Você deve ser Ken Russel. É muito parecido.
Não, foi a resposta. Eu sou Tony Russel. Ken Russel é meu irmão.
Ele morreu naquela noite em que fomos procurar o avião canadense. O avião em que estava caiu no mar e ele morreu.
Nem é preciso dizer do espanto do piloto.
Ele fora auxiliado por um morto.
À semelhança deste fato, existem outros muitos. Os que morreram, estão vivos. E se interessam pelos que ficaram.
Até mesmo por aqueles com quem não têm ligação afetiva. E se comunicam, testemunhando que ninguém morre de verdade. Só o corpo físico perece.
O Espírito prossegue a viver e se interessa pelo que sempre constituiu a sua preocupação e seus cuidados enquanto no corpo carnal.
A morte é sempre a chave que desata o perfume da vida. Não há morte, em essência. Tudo é recriação.
A morte simplesmente revela a vida mais amplamente.
Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.

(Enviada por Maggy)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Auxílios do Invisível


Os homens esperam sempre ansiosamente o auxilio do plano espiritual. Não importa o nome pelo qual se designe esse amparo. Na essência é invariavelmente o mesmo, embora seja conhecido entre os espiritistas por "proteção dos guias" e nos círculos protestante por manifestações do Espírito Santo".
As denominações apresentam interesse secundário. Essencial é considerarmos que semelhante colaboração constitui elemento vital nas atividades do crente sincero.
No entanto, a contribuição recebida por Pedro, no cárcere, representa lição para todos.
Sob cadeias pesadíssimas, o pescador de Carfanaum vê aproximar-se o anjo do Senhor, que liberta, atravessa em sua companhia os primeiros perigos na prisão, caminha ao lado do mensageiro, ao longo de uma rua; contudo, o emissário afasta-se, deixando-o novamente entregue à pr´pria liberdade, de maneira a não desvalorizar-lhe as iniciativas.
Essa exemplificação é típica.
Os auxílios do invisível são inconstetáveis e jamais falham em suas multiformes expressões, no momento oportuno; mas é imprescindível não se vicie o crente com essa espécie de cooperação, aprendendo a caminhar sozinho, usando a independência e a vontade no mundo para aprender, não lhe sendo permitido reclamar dos instrutores a solução de problemas necessários à sua condição de aluno.

Companheiros de jornada


Talvez que um dos mais belos espetáculos ante a Espiritualidade Superior, seja o de anotar a persistência dos companheiros enfaixados na Vida Física, sempre que se mostrem decididamente empenhados a lutar pela vitória do bem.

Companheiros que, em muitas ocasiões comparecem nas tarefas do bem, vergados ao peso do sofrimento; que se reconhecem constantemente visitados por forças contrárias aos compromissos que abraçam a lhes testarem a resistência; que, não raro, suportam tempestades ocultas na própria alma: que, às vezes, se sentem espancados por injúrias nascidas de muitos daqueles aos quais se afeiçoaram com os mais altos valores da própria vida e, que, no entanto, renovam as próprias forças na oração, através da qual confiam em Deus e em si mesmos, prosseguindo adiante nos encargos construtivos que lhes dizem respeito.

Em outras circunstâncias, eles próprios caem no erro, sempre natural naqueles que ainda caminham sob os véus da existência física, mas sabem reerguer-se, de imediato, com suficiente humildade para o recomeço da marcha.

E trabalham. E se esfalfam na própria melhoria, respeitando a estrada dos outros, da qual recolhem exemplos edificantes, sem procurarem qualquer motivação à censura, evitando congelar a seara alheia.

Se te propões a colaborar no levantamento do bem de todos, não desistas de agir e servir.

Momentos sobrevirão em que o teu campo de atividades parecerá coberto de sombras e sentirás talvez o coração trânsido de lágrimas.

Ainda assim, não te marginalizes.

Chora, mas prossegue lutando e trabalhando pelo bem comum.

Se tropeças, reajusta-te.

Se cais, levanta-te e continua em serviço.

Se desenganos te requisitam, torna ao replantio de esperanças maiores e segue adiante, amando e auxiliando no melhor a fazer.

Relacionando as dificuldades que todos trazemos, por enquanto, nos recessos do ser, é justo considerar que a vitória em nós e sobre nós ainda nos custará muito esforço de construção e reajuste, entretanto, para altear-nos ao ideal do bem, fixando energias para sustentá-lo, recordemos o Cristo de Deus; regressando, depois da morte, à convivência dos discípulos, Jesus nem de longe lhes assinala as deficiências e as fraquezas e sim lhes reafirma em plenitude de confiança: - "Estarei convosco até o fim dos séculos."
(Francisco Candido Xavier - Emmanuel)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Hammed & Francisco do Espirito Santo Neto - Instruções Necessárias...


Somente seremos felizes quando conseguirmos entender a nossa
primordial missão terrena: fomos criados para amar e ser amados.
Pode ser que em muitas ocasiões, não possamos escolher situações
e ocorrências externas de nossa vida, mas com certeza, sempre podemos optar pela única maneira sensata de enfrentá-las com amor.
A sabedoria perfeita não nos cobra nem nos pune; quer apenas que
aprendamos a amar. Ela nos exercita, habilita e instrui para o amor.
Para crescer não precisamos fazer culto ao sofrimento, mas ficar
atentos as crenças, comportamentos e valores que nos trazem alegrias e bem-estar, ou infelicidade e desgosto.

Elucidações de Francisco Cândido Xavier - A Mágoa


“Tudo tem seu apogeu e seu declínio... É natural que seja assim; todavia, quando tudo parece convergir para o que supomos o nada, eis que a vida ressurge, triunfante e bela!... Novas folhas, novas flores, na indefinida bênção do recomeço!...”

Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas por qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas...

Ora, nós não viemos a este mundo para nos banhar em águas de rosas...

“Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar...

As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.”

“ quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca...”

“Sabemos que precisamos de certos recursos, mas o Senhor não nos ensinou a pedir o pão, mais dois carros, mais um avião...

Não precisamos de tanta coisa para colocar tanta carga em cima de nós. Podemos ser chamados hoje à Vida Espiritual...”

“Tudo que criamos para nós, de que não temos necessidade, se transforma em angústia, em pressão...”

Valorizemos o amigo que nos socorre, que se interessa por nós, que nos escreve, que nos telefona para saber como estamos indo...

A amizade é uma dádiva de Deus...

Mais tarde, haveremos de sentir falta daqueles que não nos deixam experimentar solidão!”

“A caridade é um exercício espiritual... Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma. Quando os espíritos nos recomendam, com insistência a prática da caridade, eles estão nos orientando no sentido de nossa própria evolução; não se trata apenas de uma indicação ética, mas de profundo significado filosófico...”

“Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar... Carecemos somar esforços, criando, digamos, uma energia dinâmica que se anteponha às forças do mal... ....Ninguém tem o direito de se omitir”

“Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento: Não julgar, definitivamente não julgar a quem quer que seja.”

“O exemplo é uma força que repercute, de maneira imediata, longe ou perto de nós... Não podemos nos responsabilizar pelo que os outros fazem de suas vidas; cada qual é livre para fazer o que quer de si mesmo, mas não podemos negar que nossas atitudes inspiram atitudes, seja no bem quanto no mal.”

Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor...
"Magoar alguém é terrível!..."

Albino Teixeira & Francisco Cândido Xavier - O que mais sofremos


O que mais sofremos no mundo...
Não é a dificuldade.
É o desânimo em superá-la.
Não é a provação.
É o desespero diante do sofrimento.
Não é a doença.
É o pavor de recebê-la.
Não é o parente infeliz.
É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.
Não é o fracasso.
É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.
Não é a ingratidão.
É a incapacidade de amar sem egoísmo.
Não é a própria pequenez.
É a revolta de ir contra a superioridade dos outros.
Não é a injúria.
É o orgulho ferido.
Não é a tentação.
É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.
Não é a velhice do corpo.
É a paixão pelas aparências.
Como é fácil de perceber,
na solução de qualquer problema,
o pior problema é a carga de aflição
que criamos, desenvolvemos e
sustentamos contra nós.

Irmão José & Carlos A. Bacelli - Caminho Certo


Não esqueças de que a tua vida toma a direção dos teus passos.

O caminho que percorres é o de teus interesses e necessidades.

Existem caminhos para os cimos e estradas para o abismo.

Acautela-te contra os atalhos – caminhos de aparência tranqüila

mais repletos de desilusões.

É penoso recomeçar a jornada, depois de longo trecho percorrido.

Certifica-te de que estejas no rumo certo.

Facilidades externas são indícios de caminhos sinuosos.

Muitas pedras de tropeço são degraus de Ascensão, escoras para teus pés.

Não te apresses. Passo a passo, avança sustentando a cruz.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Emmanuel & Francisco C. Xavier - Luz e silencio


O Mestre que nos recomendou situar a lâmpada sobre o velador, também nos exortou, de modo incisivo:
– “Brilhe a vossa luz diante dos homens!”
Conhecimento evangélico é sol na alma.
Compreendendo a responsabilidade de que somos investidos, esposando a Boa Nova por ninho de nossos sentimentos e pensamentos, busquemos exteriorizar a flama renovadora que nos clareia por dentro, a fim de que a fé não seja uma palavra inoperante em nossas manifestações.
- Onde repontem espinheiros da incompreensão, sê a bênção do entendimento fraterno.
- Onde esbraveje a ofensa, sê o perdão que asserena e edifica.
- Onde a revolta incendeie corações, sê a humildade que restaura a serenidade e a alegria.
- Onde a discórdia ensombre o caminho, sê a paz que se revela no auxílio eficiente e oportuno.
Não olvidemos que a luz brilha dentro de nós.
Não lhe ocultemos os raios vivificantes sob o espesso velador do comodismo, nas teias do interesse pessoal.
Entretanto, não nos esqueçamos igualmente de que o sol alimenta e equilibra o mundo inteiro sem ruído, amparando o verme e a flor, o delinqüente e o santo, o idiota e o sábio em sublime silêncio.
Não suponhas que a lâmpada do Evangelho possa fulgurar através de acusações ou amarguras.
Enquanto a ventania compele o homem a ocultar-se, a claridade matinal, tépida e muda, o encoraja ao trabalho renovador.
Inflamando o coração no luzeiro do Cristo, saibamos entender e servir com Ele, sem azedume e sem crítica, sem reprovação e sem queixa, na certeza de que o amor é a garantia invulnerável da vitória imperecível.

Vicente de Carvalho - Esperança


Só a leve esperança em toda a vida
disfarça a pena de viver, mais nada;
nem é mais a existência resumida
que uma grande esperança malograda.

O eterno sonho da alma desterrada,
sonho que a traz ansiosa e embevecida,
é uma hora feliz, sempre adiada
e que não chega nunca em toda a vida.

Essa felicidade que supomos
árvore milagrosa que sonhamos
toda arriada de dourados pomos

Existe sim; mas nós não n´a encontramos,
porque está sempre apenas onde a pomos
e nunca a pomos onde nós estamos.

Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira / Emmanuel e André Luiz - Resignação e Persistência


De fato, há que se estudar a resignação para que a paciência não venha a trazer resultados contraproducentes.

Um lavrador suportará corajosamente um aguaceiro e granizo na plantação, mas não se acomodará com gafanhotos e tiririca.
Habitualmente, falamos em tolerância como quem procura esconderijo à própria ociosidade. Se nos refestelamos em conforto e vantagens imediatas, no império da materialidade passageira, que nos importam desconforto e desvantagens para os outros?
Esquecemo-nos de que o incêndio vizinho é ameaça de fogo em nossa casa e, de imprevisto, irrompem chamas junto de nós, comprometendo-nos a segurança e fulminando-nos a ilusória tranqüilidade.
Todos necessitamos ajustar a resignação no lugar certo.
Se a Lei nos apresenta um desastre inevitável, não é justo nos desmantelemos em gritaria e inconformação. É preciso decisão para tomar os remanescentes e reentretecê-los para o bem, no tear da vida.
Se as circunstâncias revelam a incursão do tifo, não é compreensível cruzar os braços e deixar campo livre aos bacilos.
Sempre aconselhável a revisão de nossas atitudes no setor da conformidade.
Como reagimos diante do sofrimento e diante do mal?
Se aceitamos penúria, detestando trabalho, nossa pobreza resulta de compulsório merecimento.
Civilização significa trabalho contínuo contra a barbárie.
higiene expressa atividade infinitamente repetida contra a imundície.
Nos domínios da alma, todas as conquistas do ser, no rumo da sublimação, pedem harmonia com ação persistente para que se preservem.
Paz pronta ao alarme. Construção do bem com dispositivo de segurança.
Serenidade é constância operosa; esperança é ideal com serviço.
Ninguém cultive resignação diante do mal declarado e removível, sob pena de agravá-lo e sofrer-lhes a clava mortífera.
Estudemos resignação em Jesus-Cristo, A cruz do Mestre não é um símbolo de apassivamento à frente da astúcia e da crueldade e sim mensagem de resistência contra a mentira e a criminalidade mascaradas de religião, num protesto firme que perdura até hoje.

(Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira - Emmanuel e André Luiz)

domingo, 22 de agosto de 2010

Em busca da felicidade

O destempero de nossas palavras tem nos causado inúmeros problemas espirituais. Tenhamos, pois, muito cuidado com o que dizemos. Até mesmo o simbolismo de termos nascido com dois ouvidos e apenas uma boca, nos ensina que devemos ouvir mais e falar menos. O ruído é dos homens, o silêncio é de Deus. Jesus era amante do silêncio, gostava de lugares quietos e ermos, onde sempre se refugiava para fazer suas preces e meditações.
Nossa alma necessita de silêncio. Procuremos silenciar nossa voz interior para que possamos ouvir a voz de Deus.
A palavra é de prata. O silencio é de ouro. Nestas duas afirmações está contida a sabedoria de milênios da evolução humana. Faça delas o seu lema de vida.
Montesquieu dizia: "Aquele que fala irrefletidamente assemelha-se ao caçador que dispara sem apontar".
Para cada mal há dois grandes remédios: o tempo e o silêncio. O silêncio é sempre belo, e o homem que cala é mais belo que o homem que fala.


(Sergito de Souza Cavalcanti)

Amaral Ornellas - Ide e Vencei

Espíritas, lutai! Eis que o mestre nos chama
À batalha de luz da vida contra a morte!
Armemo-nos de fé serena, augusta e forte
E plantemos o amor que a terra nos reclama...

Vide! Ao redor de nós, há treva, cinza e lama
E aflitas multidões que vagueiam sem norte!...
Irmãos! Por mais que a dor vos fira ou desconforte,
Atendamos à voz que nos guia e conclama!...

Embora a sombra hostíl nas angústias da prova,
Ide e acendei no mundo a claridade nova
Do Bem que, em tudo, exprima a Lei que nos governa!...

Ide e vecei com Cristo a luta áspera e fria!
E alcançareis, cantando, o Reino da Alegria,
Ao ssol da Eterna Paz, na Magestade Eterna.

Johann Wolfgang von Goethe - Canto dos Espíritos sobre as águas

A alma do homem
É como a água:
Do céu vem,
Ao céu sobe,
E de novo tem
Que descer à terra,
Em mudança eterna.

Corre do alto
Rochedo a pino
O veio puro,
Então em belo
Pó de ondas de névoa
Desce à rocha lisa,
E acolhido de manso
Vai, tudo velando,
Em baixo murmúrio,
Lá para as profundas.

Erguem-se penhascos
De encontro à queda,
Vai, 'spumando em raiva,
Degrau em degrau
Para o abismo.

No leito baixo
Desliza ao longo do vale relvado,
E no lago manso
Pascem seu rosto
Os astros todos.

Vento é da vaga
O belo amante;
Vento mistura do fundo ao cimo
Ondas 'spumantes.

Alma do Homem,
És bem como a água!
Destino do homem,
És bem como o vento!

(Tradução de Paulo Quintela)

Emmanuel - Recristianizanização dos homens

No conformismo que caracteriza os tempos modernos, não são poucos os espíritos da literatura e da filosofia que apelam para a recristianização dos homens.
Entretanto, não falamos de recristianização, por quanto o afinamento da mentalidade do mundo terrestre no ideal de perfeição e de amor de Jesus Cristo não chegou a verificar em tempo algum.
Apelamos para a cristianização de todos os espíritos e é dentro desse sentido que se guarda o mais alto objetivo de todas as nossas mensagens extraterrestres
O homem cresceu e evoluiu fisicamente, sem que progredisse, em identidade de circunstância, à sua posição espiritual.
Algumas almas nobilíssimas trouxeram-lhe num esforço generoso as grandes idéias dos seus tratados de filosofia social e política.
Todos os gênios do Espaço, encarnados no mundo viveram isolados de seus contemporâneos.
Incompreendidos no seu século, apenas conseguiram uma facção de entendimento da posteridade, quando a morte já os havia arrancado do cenário de atividades do mundo.
E se me refiro a esses grandes espíritos da Humanidade é somente para salientar que as idéias evoluídas do campo social deveram somente a eles o seu surto, no seio das coletividades, nestes últimos anos do Planeta.
A prova disso é que os homens, como os Estados que são os aparelhos físicos da coletividade terrestre e humana, regressam atualmente a todos os processos da força.
A coroa foi substituída pelo poder integral e absoluto dos ditadores nos vossos tempos de incompreensão.
Os últimos acontecimentos nas chancelarias europeias são a prova do nosso asserto.
Não existe tanta necessidade de expansão por parte das potências imperialistas.
O que existe é a dilatação do espírito agressivo dos povos considerados fortes, em virtude das conquistas fáceis da força bruta.
Em todos eles prevalece somente a vontade de potência e o interesse inferior do domínio político.
Ontem era a Itália, dividindo a Abssínia, sem que o direito internacional estabelecesse a posição histórica dos humilhados e agora é o Japão querendo transformar 500 milhões de chineses em instrumento de sua ambição, para marchar com novas hostes de Gengis Khan sobre o mundo europeu, como aconteceu há nove séculos; é a Alemanha, apoderando-se sumariamente da Áustria, a Espanha debatendo-se na guerra terrível das ideologias.
As nações interessadas igualmente no poderio internacional fazem comédia diplomáticas, no seus reconhecimentos "de jure" ou "de fato", mas a verdade que ressalta de tudo isso, de todos esses acordos é que a mentalidade humana retrocedeu alguns séculos, no que se refere à sua posição espiritual.
Consideremos, porém, que a própria ambição de cada país que fará apodrecer todos os eixos diplomáticos e todas as alianças do poderio militar, laçando sobre almas o fantasma do morticínio e do sofrimento.
O quadro da civilização europeia, desenvolvida no Mediterrâneo que ficou como escola temível de suas ambições e de seus absurdos, é bastante doloroso para quantos se preocupam com os problemas sérios e graves da vida.
A guerra é inevitável nessa civilização que depende exclusivamente do militarismo.
Os grandes exércitos são a sua grande ruína todavia, consideremos que Jesus está no leme e o seu barco não pode sossobrar. Que Deus se apiede de todos nós, tornando-nos dignos da grande tarefa de reviver o Evangelho, em sua expressão pura e simples, para o necessário reerguimento moral da Humanidade.

(Página recebida por Francisco Cândido Xavier, 17 de Março de 1938)

sábado, 21 de agosto de 2010

O Anjo Guardião.


Pobres humanos, que sofrem nesse mundo,

Consolai-vos, secai os vossos prantos.
Em vão sobre vós o raio estoura,
Junto a vós estão os vossos defensores.
Deus tão bom, este Deus vosso pai,
A todos quis vos dar
Um pequeno anjo, um pequeno irmão,
Que sempre deve vos proteger.
Escutai nossa voz amiga.
Oh! queremos vos ver felizes;
Depois das penas da vida,
Fossais vos conduzir aos céus!
Se pudésseis nos ver sorrir
Aos primeiros passos que fazeis criança;
Se vossos olhares, mortais, em nossos olhos pudessem ler
Nossa dor, quando sois maus!
Mas escutai: queremos vos instruir,
De um doce segredo, que vos convida ao bem,
Para vós também, o dia deve luzir
Quando sereis anjo guardião.
Sim, quando depois de vossa prova última
O Senhor receberá vosso Espírito depurado,
E vos dirá para ir proteger sobre a Terra,
Uma bela criancinha, que para vós terá nascido.
Amai-a bem, e que a vossa assistência,
Pobre pequeno, lhe prove cada dia
De seu anjo guardião o maternal amor;
A vosso turno, guiai com constância
O Espírito de vosso irmão à celeste morada.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A Espada simbólica

"Não Cuideis Que Vim Trazer a Paz à Terra; Não Vim Trazer a Paz, Mas a Espada."
- Jesus (Mateus, 10:34.)


Inúmeros leitores do Evangelho perturbam-se ante essas afirmativas do Mestre Divino, porquanto o conceito de paz, entre os homens, desde muitos séculos foi visceralmente viciado. Na expressão comum, ter paz significa haver atingido garantias exteriores, dentro das quais possa o corpo vegetar sem cuidados, rodeando-se o homem de servidores, apodrecendo na ociosidade e ausentando-se dos movimentos da vida.
Jesus não poderia endossar tranquilidade desse jaez, e, em contra posição ao falso princípio estabelecido no mundo, trouxe consigo a luta regeneradora, a espada simbólica do conhecimento interior pela revelação divina, a fim de que o homem inicie a batalha do aperfeiçoamento em si mesmo. O Mestre veio instalar o combate da redenção sobre a Terra. Desde o seu ensinamento primeiro, foi formada a frente da batalha sem sangue, destinada à iluminação do caminho humano.. E Ele mesmo foi o primeiro a inaugurar o testemunho pelos sacrifícios supremos.
Há quase vinte séculos vive a Terra sob esses impulsos renovadores, e ai daqueles que dormem, estranhos ao processo santificante!
Buscar a mentirosa paz da ociosidade é desviar-se da luz, fugindo à vida e precipitando a morte.
No entanto, Jesus é também chamado o Princepe da Paz.
Sim, na verdade o Cristo trouxe ao mundo a espada renovadora da guerra contra o mal, constituindo em si mesmo a divina fonte de repouso aos corações que se unem ao seu amor; esses, nas mais perigosas situações da Terra, encontram, nEle, a serenidade inalterável. É que Jesus começou o combate de salvação para a Humanidade, representando, ao mesmo tempo, o sustentáculo da paz sublime para todos os homens bons e sinceros.


(obra: Caminho, Verdade e Vida, Emmanuel & Francisco C. Xavier)

Rudyard Kipling

Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre que ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires;
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
Se és capaz de arriscar numa única parada
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar do ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordenas:"Persiste!";
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre os Reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, que bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao mínimo fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais - tu serás um homem, ó meu filho!

Leon Denis - A beleza

A beleza é um dos atributos divinos. Deus colocou nos seres e nas coisas esse misterioso encanto que nos atrai, nos seduz, nos cativa e enche a alma de admiração.
A arte é a busca, o estudo, a manifestação dessa beleza eterna, da qual aqui na Terra não percebemos senão um reflexo. Para contemplá-la em todo o seu esplendor, em todo o seu poder, é preciso subir de grau em grau em direção à fonte da qual ela emana, e esta é uma tarefa difícil para a maioria de nós. Ao menos podemos conhecê-la através do espetáculo que o universo oferece aos nossos sentidos, e também através das obras que ela inspira aos homens de talento.
O espiritismo vem abrir para a arte novas perspectivas, horizontes sem limites. A comunicação que ele estabelece entre os mundos visível e invisível, as informações fornecidas sobre as condições da vida no Além, a revelação que ele nos traz das leis superiores de harmonia e de beleza que regem o universo, vêm oferecer a nossos pensadores, a nossos artistas, inesgotáveis temas de inspiração.
A observação dos fenômenos de aparição proporciona a nossos pintores imagens da vida fluídica, das quais James Tissot já pôde tirar proveito nas ilustrações de sua Vie de Jésus (Vida de Jesus). Oradores, escritores, poetas, encontrarão nesses fenômenos uma fonte fecunda de idéias e de sentimentos. O conhecimento das vidas sucessivas do ser, sua ascensão dolorosa através dos séculos, o ensinamento dos espíritos a respeito dessa grandiosa questão do destino, lançarão, em toda a história, uma inesperada luz, e fornecerão ainda aos romancistas, aos poetas, temas de drama, móbeis de elevação, todo um conjunto de recursos intelectuais que ultrapassarão em riqueza tudo o que o pensamento já pôde conhecer até o momento.
Quando refletimos a respeito de tudo o que o espiritismo traz à humanidade, quando meditamos nos tesouros de consolação e de esperança, na mina inesgotável de arte e de beleza que ele lhe vem oferecer, sentimo-nos cheios de piedade pelos homens ignorantes e pérfidos cujas malévolas críticas não tem outra finalidade senão tirar o crédito, ridicularizar e até mesmo sufocar a idéia nascente cujos benefícios já são tão sensíveis. Evidentemente essa idéia, em sua aplicação, necessita de um exame, de um controle rigoroso, mas a beleza que dela se desprende revela-se deslumbrante a todo pesquisador imparcial, a todo observador atento.
O materialismo, com sua insensibilidade, havia esterilizado a arte. Esta arrastava-se na estreiteza do realismo sem poder elevar-se ao máximo da beleza ideal. O espiritismo vem dar-lhe novo curso, um impulso mais vivo em direção às alturas, onde ela encontra a fonte fecunda das inspirações e a sublimidade do gênio.

Clarice Lispector

"Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida a continuar a mesma.
Até cortar os defeitos pode ser perigoso: Nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro...há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é a realização em si mesmo".

Mário Quintana


Os poemas são pássaros que chegam não se sabe de onde e pousam nos livros que lês.
quando fechas o livro, eles alçam vôo como de um alçapão.
Eles não tem pouso nem porto;
alimentam-se um instante em cada par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Coragem

Se o desânimo procura
Mergulhar-te na amargura.
Não olvides, meu irmão,
Que a vida por toda parte
É nova luz a buscar-te
Em doce renovação.

Na mágoa que te domina,
Repara a Bênção Divina
A brilhar, aqui e além...
Tudo é esperança e beleza
No trono da Natureza
Na glória do Eterno Bem...

Da noite estranha e sombria,
Assoma, envolvente, o dia
E a treva faz-se esplendor.
Do Inverno que dilacera,
Vem o Sol da Primavera
E o espinho revela a flor.

Da serra empedrada e feia,
Desce o regato que ondeia
Em generosa canção.
Do charco de baixo nível,
Desditoso e desprezível,
Ressurge o calor do pão.

Coragem! – recorda o ninho,
Suportando, de mansinho,
Toda a fúria do escarcéu;
E do além, tranqüila ao vê-la,
Coragem! – repete a estrela,
Sorrindo no azul do Céu.

Assim também, cada hora,
Trabalha, porfia e chora
Guardando a fé clara e sã!...
Padece mas busca a frente,
Lembrando constantemente
Que o dia volta amanhã.

(Do livro Poetas Redivivos - João de Deus & Francisco Cândido Xavier.)

Francisco Cândido Xavier - Sínteses Doutrinárias

...A ciência e a Filosofia são meios, o Evangelho é o fim.
(Emmanuel)

O discípulo do Senhor não é chamado tão-somente ao curso verbal.
Aprendizado e aplicação constituem a realização.
Não te prendas, desse modo, à indagação que perde o valor do tempo.
Pensa e age ao padrão de idealismo redentor que abraçastes.
(Agostinho)

...Se te encontras numa ocasião dessas, de espírito ilhado na solidão, recorda que as portas da alma unicamente se abrem de dentro para fora e busca a liberação de si mesmo.
(Emmanuel)

Antigamente, dolorosa renunciação era exigida aos companheiros do Mestre Nazareno de fora para dentro; agora, no entanto, é a luta renovadora do santuário íntimo para o mundo externo.
(Bezerra de Menezes)

A senda é longa.
A romagem solicita o esforço das horas incessantes.
Sigamos improvisando o bem, por onde passarmos.
(André Luiz)

Acharás o que procuras.
Colherás o que semeias.
(André Luiz)

Responde ao mal com o bem.
Vinga-te das trevas, acendendo a verdadeira luz.
(Emmanuel)

Osho - Solitude


Solitude significa simplesmente completude. Você é íntegro; não há necessidade de ninguém mais para lhe completar. Portanto tente encontrar seu próprio centro interior onde você está sempre só, tem estado sempre só. Na vida, na morte - onde quer que você esteja - você estará só.

Mas isso é tão completo, não é vazio; é tão pleno e tão completo e tão transbordante com todos os sumos da vida, com todas as belezas e bênçãos da existência, que uma vez que você tenha provado de sua solitude, a dor no coração irá desaparecer.

Em seu lugar, um novo ritmo de tremenda doçura, paz, alegria, deleite, estará presente.

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier

Mais Amor


Ama sempre para que possas compreender sempre mais.
Muitas vezes, no mundo, ensandecemos o cérebro e envenenamos o coração, indagando sem proveito quanto aos problemas que afligem os grandes e os pequenos, os felizes e os infelizes.
Entretanto, bastaria um raio de amor no imo d'alma para entendermos a profunda união em que nos imanizamos uns aos outros.
Ajuda antes de qualquer indagação.
Não peças diretrizes à Vida Superior, antes de haver praticado a fraternidade no círculo de criaturas em que te encontras.
A Terra é a nossa escola multimilenária, onde o amor é o Sol para as mínimas lições.
Descerra o espírito à claridade dessa luz e perceberás a dor que, muitas vezes, se agita sob vestes douradas e observarás o brilho da vida que, em muitas ocasiões, se destaca sob andrajos e sombras.
Oferece-lhe a mente e aprenderás que alegria e sofrimento, escassez e abastança, segurança e instabilidade na Terra não passam de oportunidades preciosas para a nossa elevação espiritual.
Não te esqueças de que somente aquele que se faz irmão do próximo pode soerguê-lo a mais altos destinos.
O nosso verbo pronunciará eloqüentes discursos.
A nossa pena escreverá páginas comovedoras.
A nossa influência social assegurar-nos-á subido destaque na vida pública.
As nossas facilidades econômicas garantir-nos-ão transitório respeito entre as criaturas.
Todavia, que será de nós sem o tesouro da compreensão que apenas o amor nos pode conferir?
Mais amor em nossas atividades de cada dia é solução gradativa a todos os enigmas que nos cercam.
Só a luz é capaz de extinguir a sombra.
Só a sabedoria aniquila a ignorância.
Só o amor redime, vitoriosamente, a miséria.
Não nos abeiremos da revelação, simplesmente indagando, pedindo, reclamando.
Aprendemos a trabalhar e servir.
Amemo-nos uns aos outros e uma luz nova brotará no terreno vivo de nossa alma, constrangendo-nos a sentir que só o trabalho no serviço ao próximo é capaz de conduzir-nos à comunhão com a verdadeira felicidade, que decorre de nosso ajustamento às Leis Celestiais.

(Livro:"Assim Vencerás")

André Luiz & Waldo Vieira - O minuto

A conduta indica a orientação espiritual da criatura.
Surge o ideal realizado, consoante o esforço de cada um.
Amplia-se o ensino, conforme a aplicação do estudante.
Eternidade não significa inércia, mas dinamismo incessante.
O caminho é infinito.
Quem estabelece a rota da viagem é o viajor.
Continua, pois, em marcha perseverante, gastando sensatamente o tesouro dos dias.
Em sessenta segundos, a lágrima pode transformar-se em sorriso, a revolta em resignação e o ódio em amor.
Nessa mínima parcela da hora, liberta-se o espírito do corpo humano, a flor desabrocha, o fruto maduro cai da árvore e a semente inicia a germinação da energia latente.
Analisa o que fazes de tão valiosa partícula do tempo.
Num só momento, o coração escolhe roteiro para o caminho.
Com o Evangelho na consciência, o lazer é tão-somente renovação de serviço sem mudança de rumo.
Não desprezes o tempo, em circunstância alguma, pois quem espera a felicidade se esmera em construí-la.
A hora perdida é lapso irreparável.
Dominar o relógio é coordenar os sucessos da vida.
Nos domínios do tempo, controlamos a hora ou somos ignorados por ela.
Por isso, quanto mais a alma se eleva em conhecimento, mais governa os próprios horários.
Lembra-te de que as edificações mais expressivas são formadas por agentes minúsculos e de que o século existe em função dos minutos.
Não faz melhor quem faz mais depressa, mas sim quem faz com segurança e disciplina, articulando ordenadamente os próprios instantes.
Observa os celeiros de auxílio de que dispões a não hesites.
Distribui os frutos da inteligência.
Colabora nas tarefas edificantes.
Estende a solidariedade a benefício de todos.
Fortalece o ânimo dos companheiros.
Não te canses de ajudar para que se efetue o melhor.
O manancial do bem não tem fundo.
A paz coroa o serviço.
E quem realmente aproveita o minuto constrói caminho reto para a conquista da vitória na Divina Imortalidade.


(De “Sol nas Almas”)

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Ser feliz

“... Assim, pois, aqueles que pregam ser a Terra a única morada do homem, e que só nela, e numa só existên­cia, lhe é permitido atingir o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam aqueles que os escutam...” (ESE Capítulo 5, item 20.)

As estradas que nos levam à felicidade fazem parte de um método gradual de crescimento íntimo cuja prática só pode ser exercitada pausadamente, pois a verdadeira fórmula da felicidade é a realização de um constante trabalho interior.
Ser feliz não é uma questão de circunstância, de estarmos sozinhos ou acompanhados pelos outros, porém de uma atitude comportamental em face das tarefas que viemos desempenhar na Terra.
Nosso principal objetivo é progredir espiritualmente e, ao mesmo tempo, tomar consciência de que os momentos felizes ou infelizes de nossa vida são o resultado direto de atitudes distorcidas ou não, vivenciadas ao longo do nosso caminho.
No entanto, por acreditarmos que cabe unicamente a nós a responsabilidade pela felicidade dos outros, acabamos nos esquecendo de nós mesmos. Como conseqüência, não ad­ministramos, não dirigimos e não conduzimos nossos próprios passos. Tomamos como jugo deveres que não são nossos e assumimos compromissos que pertencem ao livre-arbítrio dos outros. O nosso erro começa quando zelamos pelas outras pes­soas e as protegemos, deixando de segurar as rédeas de nossas decisões e de nossos caminhos.
Construímos castelos no ar, sonhamos e sonhamos irrealidades, convertemos em mito a verdade e, por entre ilusões românticas, investimos toda a nossa felicidade em relacionamentos cheios de expectativas coloridas, condenando-nos sempre a decepções crônicas.
Ninguém pode nos fazer felizes ou infelizes, somente nós mesmos é que regemos o nosso destino. Assim sendo, sucessos ou fracassos são subprodutos de nossas atitudes construtivas ou destrutivas.
A destinação do ser humano é ser feliz, pois todos fomos criados para desfrutar a felicidade como efetivo patrimônio e direito natural.
O ser psicológico está fadado a uma realização de plena alegria, mas por enquanto a completa satisfação é de poucos, ou seja, somente daqueles que já descobriram que não é necessário compreender como os outros percebem a vida, mas sim como nós a percebemos, conscientizando-nos de que cada criatura tem uma maneira única de ser feliz. Para sentir as primeiras ondas do gosto de viver, basta aceitar que cada ser humano tem um ponto de vista que é válido, conforme sua idade espiritual.
Para ser feliz, basta entender que a felicidade dos outros é também a nossa felicidade, porque todos somos filhos de Deus, estamos todos sob a Proteção Divina e formamos um único re­banho, do qual, conforme as afirmações evangélicas, nenhuma ovelha se perderá.
É sempre fácil demais culparmos um cônjuge, um amigo ou uma situação pela insatisfação de nossa alma, porque pensa­mos que, se os outros se comportassem de acordo com nossos planos e objetivos, tudo seria invariavelmente perfeito. Esque­cemos, porém, que o controle absoluto sobre as criaturas não nos é vantajoso e nem mesmo possível. A felicidade dispensa rótulos, e nosso mundo seria mais repleto de momentos agradáveis se olhássemos as pessoas sem limitações preconceituosas, se a nossa forma de pensar ocorresse de modo independente e se avaliássemos cada indivíduo como uma pessoa singular e distinta.
Nossa felicidade baseia-se numa adaptação satisfatória à nossa vida social, familiar, psíquica e espiritual, bem como numa capacidade de ajustamento às diversas situações vivenciais.
Felicidade não é simplesmente a realização de todos os nossos desejos; é antes a noção de que podemos nos satisfazer com nossas reais possibilidades.
Em face de todas essas conjunturas e de outras tantas que não se fizeram objeto de nossas presentes reflexões, considera­mos que o trabalho interior que produz felicidade não é, obvia­mente, meta de uma curta etapa, mas um longo processo que levará muitas existências, através da Eternidade, nas muitas mo­radas da Casa do Pai.

(Renovando Atitudes - Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

André Luiz & Waldo Vieira - Perante os doentes

"Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim mesmo o fizestes." - Jesus
(Mateus, 25:40.)




Criar em torno dos doentes uma atmosfera de positiva confiança, através de preces, vibrações e palavras de carinho, fortaleza e bom ânimo.
O trabalho de recuperação do corpo fundamenta-se na reabilitação do Espírito.

Mesmo quando sejam ligados estreitamente ao coração, não se deixar abater à face dos enfermos, mas sim apresentar-lhes elevação de sentimento e fé, fugindo a exclamações de pena ou tristeza.
O desespero é fogo invisível.

Discorrer sempre que necessário sobre o papel relevante da dor em nosso caminho, sem quaisquer lamentações infelizes.
A resignação nasce da confiança.

Em nenhuma circunstância, garantir a cura ou marcar o prazo para o reestabelecimento completo dos doentes, em particular dos obsidiados, sob pena de cair em leviandade.
Antes de tudo vige a Vontade Sábia do Pai Excelso.

Dar atenção e carinho aos corações angustiados e sofredores, sem falar ou agir de modo a humilhá-los em suas posições e convicções, buscando atender-lhes às necessidades físicas e morais dentro dos recursos ao nosso alcance.
A melhoria eficaz das almas deita raízes na solidariedade perfeita.

Procurar com alegria, ao serviço da própria regeneração, o convívio prolongado com parentes ou companheiros atacados pela invalidez, pelo desequilíbrio ou pelas enfermidades pertinazes.
O antídoto de mal é a perseverança no bem.


Obra: Conduta Espírita.

O homem certo

Embora digamos o contrário, ainda guardamos n’alma muito preconceito.

Preconceito de raça, de cor, de religião. Costumamos catalogar as pessoas pela forma como se vestem, como se sentam, como falam.

Quem trabalha com voluntários, já deve ter se surpreendido, mais de uma vez, com resultados de pessoas que pareciam, a princípio, totalmente inadequadas.

A psiquiatra Elisabeth Klüber-Ross narra uma das suas mais positivas experiências.

Ela fora chamada à casa de um homem para uma consulta. Largado em uma cama, totalmente paralisado, incapaz de falar, era um farrapo humano.

Através de um quadro de fala que utiliza para se comunicar com doentes que não conseguem se expressar, a doutora soube do seu drama.

Segundo ele, a esposa estava tentando se livrar dele. Há quatro anos cuidava dele e agora estava fazendo arranjos para o mandar a um hospital.

Ele sabia que tinha poucas semanas de vida. Durante 4 anos ele viu os seus filhos crescerem e isso lhe deu forças para suportar a doença.

Queria que a doutora pedisse à esposa que agüentasse só mais algumas semanas. Ele prometia que morreria logo para não continuar a ser uma carga tão pesada para ela.

Questionada, a esposa, em lágrimas, confessou que estava procurando um internamento, sim. Ela não suportava mais. Estava no fim da sua força física.

Precisava de um homem, dizia. Um homem forte que pudesse ficar com seu marido das 8 da noite às 8 da manhã, para que ela pudesse dormir.

Todos os que já cuidaram de um paciente durante 24 horas por dia sabem que nenhum ser humano consegue fazer isso durante 4 anos, sem exaurir-se.

De toda forma, a dra. Elisabeth pediu que ela tivesse paciência por 5 dias. Nesse período, dispunha-se a encontrar alguém para ajudar.

Era preciso que fosse um voluntário. A família não tinha mais recursos. Nos dias que se seguiram, durante as suas aulas, a psiquiatra começou a procurar o homem ideal.

O tempo estava se esgotando e só o que conseguiu foi um homem que ela achava extremista.

Ele era cheio de manias. Alimentava-se somente de arroz integral e vegetais crus. Viajava de um lado a outro, à procura de gurus.

Sentava-se todo encolhido. Enfim, nada que o credenciasse. Contudo, ele disse: "quero fazer esse tipo de trabalho."

A doutora tentou assustá-lo: "estaria ele disposto a trabalhar 12 horas por dia?

A cuidar de um homem que não consegue falar? Que não consegue escrever nem um bilhete?

Dia e noite? Sem remuneração?"

Ele aceitou todas as condições.

Pois o voluntário que parecia tão estranho, não somente foi trabalhar para aquela família como fez o melhor trabalho que qualquer outro poderia ter feito.

Durante as semanas que antecederam a morte do paciente, ele lhe preparou refeições especiais, massageou-lhe os pés, leu para ele.

Realmente cuidou dele, com carinho, dedicação. Depois da morte do enfermo, ainda permaneceu na casa por mais duas semanas.

Queria ter certeza de que a família ficaria bem.

***

Não se deixe enganar pelas aparências. Nem faça juízo precipitado de quem você não conhece.

Permita que a pessoa possa demonstrar os tesouros que guarda na intimidade.

Dê-lhe um espaço para o trabalho. Permita-lhe a floração.

Se houver necessidade de uma poda, um pequeno arranjo, você poderá providenciar, na seqüência.

Mas não abafe as sementes da bondade que desejam florescer e frutificar no coração das criaturas.

(Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. O casulo e a borboleta, do livro O Túnel e a luz da Dra. Elisabeth Kübler-Ross.)

domingo, 15 de agosto de 2010

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier - Apoio Divino

Seja onde seja, recorda que Deus está sempre em nós e agindo por nós.
Para assegurar-nos, quanto a isso, bastar-nos-á a prática da oração, mesmo ligeira ou inarticulada, que desenvolverá em nós outros a convicção da presença divina, em todas as faixas da existência.
Certamente, a prece não se fará seguida de demonstrações espetaculares, nem de transformações externas imprevistas.
Pensa, todavia, no amparo de Deus e, em todos os episódios da estrada, senti-lo-ás contigo no silêncio do coração.
Nos obstáculos de ordem material, esse apoio não te chegará na obtenção do dinheiro fácil que te solva os compromissos, mas na força para trabalhar a fim de que os recursos necessários te venham às mãos; nas horas de dúvida, não te virá em fórmulas verbais diretas que te anulem o livre arbítrio e sim na inspiração exata que te ajude a tomar as decisões indispensáveis à paz da própria consciência; nos momentos de inquietação, não surgirá em acontecimentos especiais que te afastem dos testemunhos de fé, mas percebê-los-ás contigo em forma de segurança e bom ânimo, na travessia da aflição; nos dias em que o mal te pareça derrotar a golpes de incompreensão ou de injúria, não se te expressará configurado em favores de exceção que te retirem dos ombros a carga das provas redentoras e sim na energia bendita da fé viva que te restaure a esperança, revestindo-te de coragem, a fim de que não esmoreças na rude jornada, em direção à vida nova.
Seja qual seja a dificuldade em que te vejas ou a provação que experimentes, recorda que Deus está contigo e nada te faltará, nos domínios do socorro e da bênção, para que atravesses todos os túneis de tribulação e de sombra, ao encontro da paz e a caminho da luz.

(De: “Rumo Certo”)

"Mas o justo viverá pela fé."
- Paulo.
(Romanos, 1:17.)

"O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram."
(Tiago,5:3.)

"E disse Jesus: Mandai assentar os homens."
(João, 6:10.)

"Nada temas das coisas que hás de padecer."
(Apocalipse,2:10.)

"E ele lhes disse: Por que me procuráveis? não sabíeis
que me convém tratar dos negócios de meu Pai?"
(Lucas, 2:49.)

"guardai-vos dos escribas que gostam de andar com
vestes compritas."
- Jesus.
(Marcos,12:38.)

"Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi
a contentar-me com o que tenho."
- Paulo.
(Filipenses,4:11.)

"Não peço que os tires do mundo, mas que os livre do mal."
- Jesus.
(João,17:15.)

"Pois se nem ainda podeis fazer as coisas mínimas,
por que estais ansiosos pelas outras?"
- Jesus.
(Lucas,12:26.)

"E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu
amado Filho, a ele ouvi."
(Lucas,9:35.)

"Porque amavam mais a glória dos homens do que
a glória de Deus."
(João,12:43.)

"Então, começareis a dizer: Temos comido e bebido
na tua presença e tens ensinado nas nossas ruas."
- Jesus.
(Lucas,13:26.)


Dilemas morais


Nossa sociedade vive uma crise de valores.

Há notícias de corrupção nos mais variados setores.

Entre a tentação e o dever, a primeira tem prevalecido.

Esse clima pode gerar descrença no futuro.

Contudo, uma pequena retrospectiva histórica auxilia a manter a esperança.

Embora de forma lenta, a Humanidade vem refinando seus valores.

Há pouco tempo eram admitidas práticas hoje amplamente repudiadas.

Por exemplo, a escravidão, a prisão por dívidas e o assassinato como forma de defesa da honra.

A igualdade da mulher perante o homem constitui conquista recente da Civilização.

Por certo, um padrão ilibado de conduta permanece distante da ampla maioria das pessoas.

A honestidade ainda é uma casca muito fina a encobrir o desejo de levar vantagem.

Se há a perspectiva de lucrar indevidamente, sem ser apanhado, muitos sucumbem.

E tal se dá nos mais variados planos da existência humana.

São comuns condutas sexuais desequilibradas, traições conjugais e profissionais, fofocas e trapaças.

As pessoas se permitem tais desvirtuamentos na crença de que assim agem na conquista da felicidade.

Ocorre que não há felicidade sem paz e nem paz sem consciência tranqüila.

A tranqüilidade da consciência, por sua vez, pressupõe o dever bem cumprido.

Conseqüentemente, traições, mentiras, preguiça e desonestidade não trazem felicidade para ninguém.

Muitos se perguntam a razão pela qual os anseios do coração tão freqüentemente conflitam com o dever.

É como se a vida negasse deliberadamente o que a criatura considera o ideal para ser feliz.

O Espiritismo ajuda a entender esse aparente conflito.

Ele ensina que os espíritos encarnam infinitas vezes, com o propósito de se aperfeiçoarem.

Todos se destinam à mais completa felicidade.

Na plenitude de sua evolução, serão anjos, plenos de amor e sabedoria.

No princípio, são grandemente guiados pelos instintos.

Mas de forma gradual desenvolvem a razão e conduzem-se por ela.

Nesse gigantesco caminhar, cometem alguns equívocos e desenvolvem outros tantos vícios.

Com o passar do tempo e o crescer espiritual, muitas fissuras morais não mais se justificam.

A consciência despertada para realidades superiores clama por corrigenda.

No plano espiritual, entre as existências terrenas, o Espírito contempla sua situação.

Verifica quais vícios e equívocos prejudicam sua marcha para a plenitude e decide superá-los.

Então, programa para si uma existência terrena com o intuito de melhorar-se.

Assume compromissos de trabalho, voltados à sua reforma pessoal.

Aceita como parentes Espíritos com quem tenha problemas para resolver.

Pede para vivenciar algumas dificuldades, com a finalidade de corrigir-se.

É por isso que na vida terrena o dever entra em conflito com os interesses pessoais e as paixões.

De um lado há o homem velho, tentado pela perspectiva de cometer novamente antigos equívocos.

De outro, um elaborado projeto de disciplina e engrandecimento pessoal.

Se você deseja ser feliz, jamais titubeie entre a tentação e o dever.

Perante um dilema moral, adote a conduta mais digna possível, mesmo que penosa.

O comportamento digno e o cumprimento do dever o libertarão do passado e o habilitarão a vivências sublimes.

Ao passo que ceder às tentações implicará a necessidade de retomar a tarefa no futuro, provavelmente em circunstâncias mais árduas.

Pense nisso.


(Redação do Momento Espírita.)

sábado, 14 de agosto de 2010

Hammed & Francisco do Espírito Santo Neto - Simplesmente um sentido

“... Admira-se, por vezes, que a mediunidade seja concedida a pessoas indignas e capazes de fazer mau uso dela...”

“... a mediunidade se prende a uma disposição orgânica da qual todo homem pode estar dotado, como a de ver, de ouvir, de falar...” (ESE Capítulo 24, item 12.)






Mediunidade é uma percepção mental por meio da qual a alma sutiliza, estimula e aguça seus sentidos, a fim de penetrar na essência das coisas e das pessoas. E uma das formas que possuímos para sentir a vida, é o “poder de sensibilização” para ver e ouvir melhor a excelência da criação divina.

Faculdade comum a todos, é nosso sexto sentido, ou seja, o sentido que capta, interpreta, organiza, percebe e sintetiza os outros cinco sentidos conhecidos.

Nossa humanidade, à medida que aprende a desenvolver suas impressões sensoriais básicas, automaticamente desenvolve também a mediunidade, como conseqüência. Também conhecida como intuição ou inspiração, é ela que define nossa interação com o mundo físico-espiritual.

As reflexões direcionadas para as áreas morais e intelec­tuais são muito importantes, pois abrem contatos como “perceber” ou com o “captar”, o que nos permite ouvir amplamente as “sono­ridades espirituais” que existem nas faixas etéreas, das diversas di­mensões invisíveis do Universo.

Por outro lado, a mediunidade nunca deverá ser vista como “láurea” ou “corretivo”, mas unicamente como “receptor sensório” - produto do processo de desenvolvimento da natureza humana.

Foram imensos os tempos da ignorância, em que a ela atri­buíam o epíteto de “dádiva dos deuses” ou “barganha demoníaca”; na atualidade, porém, está cada vez mais sendo vista com maior naturalidade, como um fenômeno espontâneo ligado a predispo­sições orgânicas dos indivíduos.

Ver, todos nós vemos, a não ser que tenhamos obstrução dos órgãos visuais; já as formas de ver são peculiares a cada sensi­tivo. Escutar é fenômeno comum; no entanto, a capacidade de ouvir além das aparências das coisas e das palavras articuladas é fator de lucidez para quem já desenvolveu o “auscultar” das profundezas do espírito.

Além do mais, a facilidade de comunicação com outras di­mensões espirituais não é dada somente aos chamados “agraciados” ou “dignos”, conforme nossa estreita maneira de ver. Como a Na­tureza Divina tem uma visão igualitária, concedendo a seus filhos, sem distinção, as mesmas oportunidades de progresso, é autêntica a sábia assertiva: “Deus não quer a morte do ímpio”, (1) mas que ele cresça e amadureça dispondo da multiplicidade das faculdades comuns a todos, herança divina do Criador para suas criaturas.

Por isso, encontramo-la nos mais diferentes patamares evolutivos, das classes sociais e intelectivas mais diferenciadas até as mais variadas nacionalidades e credos religiosos. Embora com denominações diferentes, a mediunidade sempre esteve presente entre as criaturas humanas desde a mais remota primitividade.

A propósito, não precisamos ter a preocupação de “desenvolver mediunidade”, porque ela, por si só, se desenvolve­rá. É imprescindível, entretanto, aperfeiçoá-la e esmerá-la quan­do ela se manifestar espontaneamente. Nunca forçá-la a “acon­tecer”, porque, ao invés de deixarmos transcorrer o processo natural, nós iremos simplesmente “fazer força”, ou melhor, “agir improdutivamente”.

Em vista disso, treinamentos desgastantes para despertar em nós “dons naturais” é incoerente. Saber esperar o amadureci­mento dos órgãos infantis é o que nos possibilitou ver, falar, an­dar, ouvir, sentir, saborear ou preferir. Por que então a mediuni­dade, considerada uma aptidão ontogenética do organismo huma­no, necessitaria de tantas implicações e imposições para atingir a plenitude?

Aprofundando nossas apreciações neste estudo, encon­tramos, no “dia de Pentecostes”, (2) uma das maiores afirmações de que são espontâneas as manifestações mediúnicas e de que é natur­al seu despertar junto aos homens, quando foram desenvolvidas repentinamente as possibilidades psicofônicas dos apóstolos ao pousar “línguas de fogo”, isto é, “mentes iluminadas” sobre suas cabeças, sem que eles esperassem ou invocassem o fenômeno.

A sensibilização progressiva da humanidade é uma realidade. Ela se processa, nos tempos atuais, de maneira indiscutí­vel, pois, em verdade, “o Espírito é derramado sobre toda a carne”, (3) tomando os efeitos espirituais cada vez mais eloqüentes, incon­testáveis e generalizados.

(1) Ezequiel 33:11.

(2) Atos 2:1 ao 8.

(3) Atos 2:17.

"Vos fazeis o que vistes junto de vosso pai."
- Jesus. (João,8:38.)

"Se vivemos em espírito, andemos também em espírito."
- Paulo. (Gálatas, 5:25.)

"Tens fé? Tem-na em ti mesmo, diante de Deus."
- Paulo. (Romanos,14:22.)

"E tu, quando te converteres, confirma teus irmãos."
- Jesus. (Lucas, 22:32.)

"Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías."
- João Batista. (João,1:23.)

"E se te fez algum dano, ou te deve alguma coisa, põe isso à minha conta."
-Paulo. (Filêmon,1:18.)

"Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações."
(Tiago,4:8.)

"E dir-vos-ão: Ei-lo aqui, ou, ei-lo ali; não vades, nem os siguais."
- Jesus. (Lucas, 17:23.)

"Não devias tu igualmente ter compaixão de teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?"
- Jesus. (Mateus,18:33.)

"E ele lhes disse: Lançai a rede para a banda direita do barco e achareis."
(João,21:6.)

"E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais?"
(João,1:38.)

Eu Te Esperava



Colhi as flores mais belas,
mais singelas.
Enfeitei meus cabelos
E o doce perfume
Envolveu minha alma.


Eu te esperava.
Me vesti de leves brumas,
Diáfanas e cintilantes,
Como os raios de sol.
Me senti feliz.


Eu te esperava.
A noite desceu e as estrelas,
Entontecidas pela festa de luz,
com a presença de lua,
prateando riachos e jardins,
me senti ainda inebriada de sonhos.


Eu te esperava.
Mas as flores secaram,
Mucharam,
Perderam a fragrância,
O doce odor.
Ouvi então o ruído rápido
De sua carruagem de sol.
Mas já era noite,
Me disseste, vem.
Mas já era tarde demais,
Já não havia festa.
A festa era dos astros,
Era tarde demais.


A festa já não estava
Em meus olhos,
Nem eu afagava sonhos.
Demorastes demais.
Era muito tarde


"O Canto da Cotovia"

O AMOR


O amor é de essência divina, bradam os Imortais. O homem, nos ensaios do amor, tem muita vez se equivocado.
Em nome do amor à verdade deflagrou contendas que atravessaram anos e atingiram a muitos.
Pelo amor a personalidades eminentes, atingiu vidas, destroçando outras tantas vidas.
Pelo amor a sítios e paragens históricas o homem luta, guerreia e se desequilibra.
Contudo, o amor é de essência divina. Do que se conclui que, em momento algum, por nenhum motivo, pode se tornar arma fratricida ou motivo de dissensão.
O verdadeiro amor simplesmente se doa e não tem limites.
Recordamo-nos de uma jovem senhora, profissional de mérito, que se consorciou com famoso engenheiro.A fortuna lhes sorriu, a fama, o reconhecimento público. Viviam felizes, não fosse a depressão que vez ou outra acometia a esposa. Tomava-se de tristeza e por horas amargava a solidão.
Nada que lhe pudesse modificar a disposição, nesses momentos. Nem a presença do esposo, dos familiares, de amigos.
É que ela guardava um segredo e o remorso a atormentava. Nos verdes anos da juventude engravidara e, inconseqüente, optara pelo abortamento.
Após o casamento, porque não conseguisse engravidar, passou a crer que os céus a estavam castigando pelo ato terrível que cometera.
Mas não ousava a ninguém confidenciar o que fizera.
Até que um dia resolveu abrir a intimidade desconhecida do seu coração ao ser amado. Temia perdê-lo, face à revelação.
Ele a ouviu e tomando-lhe as mãos entre as suas, murmurou: Já suspeitava de que algo grave houvesse sucedido em sua vida.Respeitei o seu segredo e jamais a amei menos.Agora, muito mais, se for possível um superlativo amor. Este é um grande e especial momento em nossas vidas. Desapareceu o único impedimento que colocava sombras em nossa união.
Você me perdoa?, perguntou lacrimosa.
Quem ama, não chega a perdoar, respondeu rápido o marido. O fato de perdoar anularia o sentimento do amor, porque o amor compreende sempre.
Lamento que este seu gesto de confiança não tivesse se dado antes, pois assim me impediu de usufruir a solidariedade de sofrer ao seu lado, diminuindo-lhe a dor.
Segurando-lhe as mãos com redobrada ternura, as beijou: Não soframos mais o passado. Construamos o futuro. Compensemos o ato criminoso, amparando os filhos alheios, se não pudermos ser pais da própria carne.
Refundamos as nossas forças na fornalha sublime do amor, clarificados pelo amor de Deus.
O casal, tendo por testemunhas as estrelas da noite calma, renovou as promessas de eterna ventura com dedicação perene.
Um poema musical de esperança e de mútuo auxílio se expressou, na balada suave do amor.

* * *

O amor cobre a multidão dos erros e equívocos.

Isto significa que faltas graves podem ser ressarcidas com devoção ao semelhante, dedicação ao bem e trabalho incessante pelo próximo.
Quem semeia espinhos pode vir a amenizar a aspereza do campo então cultivado, passando a aromatizar o ar com a semeadura abundante de flores coloridas e árvores frutíferas.

(Redação do Momento Espírita)

Em Busca da felicidade

Por maior que seja sua dor, não se desespere diante da partida daqueles entes amados que lhe precederam na grande viagem, pois, na verdade, a morte não existe.
Se você "perdeu" um ente querido, não pense que tudo acabou. Ele vive como nós, só que em outra dimensão.
A vida é eterna, alternando´se no plano físico e espiritual, de conformidade com nossas necessidades evolutivas. De acordo com nosso Mestre, não encontraremos na morte nada mais do que vida, e vida em abundância.
Um dia, mais cedo ou mais tarde, todos nos encontraremos na grandeza da vida imortal.
Por isso, aceite com serenidade os desígnios de Deus e tenha certeza de que eles, os chamados mortos, prosseguem vivendo e esperando por ti.
Se esforce para encontrar resignação, pois o amor vence qualquer distância, por maior que ela seja.
Todos os homens na Terra serão chamados ao testemunho de um dia partirem também.

(Sergito de Souza Cavalcanti)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010


"Sabendo primeiramente isto: que nenhuma proficia da Escritura é de particular interpretação."
(II Pedro, 1:20.)

"Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz."
- Paulo (Romanos,14:6.)

" Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu."
(João,21:22.)

"Nada faças por contenda ou por vanglória, mas por humildade."
- Paulo (Filipenses,2:3.)

"E Jesus lhes respondeu: Meu Pai obra até agora, e eu trabalho também."
(Jão,5:17.)

"Disse-lhe Pedro: Nunca me levarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar, não tens parte comigo."
(João,13:8.)

"E, despedida a multidão, subiu ao monte a fim de orar, à toda parte. E, chegada já tarde, estava ali só."
(Mateus,14:23.)

"Assim é que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo."
- Paulo (II Coríntios,5:17.)

"Mas aniquilo-se a si mesmo, tomando a forma servo, fazendo-se semelhante aos homens."
- Paulo ((Filipenses,2:7.)

"Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cercadas as portas da casa onde os dicípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus e pôs-se no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco."
(João,20:19.)

"E nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu espírito derramarei sobre toda carne; os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, vossos mancebos terão visões e os vossos velhos sonharão sonhos."
(Atos,2:17.)

"Se alguém me serve, siga-me."
- Jesus (João,12:26.)

Em busca da felicidade

É importante nos habituar a servir. Só pode amar realmente quem está disposto a servir. Comecemos nosso dia perguntando a nós mesmos: como e a quem posso servir hoje? Temos milhares de maneiras de ajudar nossos semelhantes. Se estivermos dispostos e comprometidos a auxiliar, nossas oportunidades de serviço serão infinitas.
Posso visitar um enfermo, um asilo, uma prisão, doar um livro, doar um cheque para uma obra de caridade, ouvir alguém desabafar suas mágoas, ou ajudar um cego a atravessar a rua. Servir não é apenas praticar grandes abras é, sobretudo, praticar atos pequenos, discretos, que acabam nos fazendo muito bem. Há um ditado que diz: "Dar é sua própria recompensa". É pura verdade. Quando damos, estamos sempre recebendo. Quanto mais damos, mais haveremos de receber. Essa é uma lei divina tão certa como dois e dois são quatro.
A caridade é também benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições alheias, perdão das ofensas.


(Sergito de Souza Cavalcanti)

Ramatis - Disse Jesus


Jesus foi claríssimo ao predizer o caráter do ambiente psicológico que identificaria a hora dos "tempos são chegados", e nos deu verdadeiras senhas que nos permitem localizar a sua época. E ainda reforçou as suas afirmativas quando assegurou: - ...pasarão a terra e o céu, mas as minhas palavras não passarão" Referindo-se aos sucessos cósmicos, os quais não se regem pelo calendário humano, pois que estão fora do "espaço" e do "tempo" de concepção humana, ele acrescentou: - "Quanto ao dia e à hora, ninguém sabe, mas unicamente o Pai". Provendo o material desconfiança do habitante terráqueo, o Divino Cordeiro predisse: - "E aquele que tiver olhos de ver que veja", pois muitos homens têm olhos mas são piores que os cegos!" Como corolário às suas exortações, para que pudéssemos notar um sinal geral em todo o globo, nas proximidades desses tempos trágicos, aduziu: - "E será pregado este Evangelho do Reino por todo o mundo, em testamento a todas às gerações e então chegará o fim". Indubitavelmente, nunca se registrou em vosso mundo tanta febre de evangelização como agora, embora grasse a corrupção e as paixões façam a sua eclosão assustadora. Sentindo que a hora se aproxima, o homem religioso - temeroso dos acontecimentos - apressa-se na distribuição, a mão-cheia, de bíblias de todos os tipos em todas as línguas, que surgem como cogumelos em dia de chuva. O Biblismo - até por aqueles que faziam restrições à leitura da Bliblia por parte do povo - é fenômeno psicológico na vossa época, e revela perfeitamente que o Evangelho está sendo pregado em todo o mundo e a todas as gentes como profetizou o Meigo Nazareno.
(Obra:Orai e Vigiai, Irmão José)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010


"Que ingenuidade, que pobreza de espírito, dizer que os animais são máquinas privadas de conhecimento e sentimento, que procedem sempre da mesma maneira, que nada aprendem, nada aperfeiçoam! Será porque falo que julgas que tenho sentimento, memória, idéias? Pois bem, calo-me. Vês-me entrar em casa aflito, procurar um papel com inquietude, abrir a escrivaninha, onde me lembra tê-lo guardado, encontrá-lo, lê-lo com alegria. Percebes que experimentei os sentimentos de aflição e prazer, que tenho memória e conhecimento.Vê com os mesmos olhos esse cão que perdeu o amo e procura-o por toda parte com ganidos dolorosos, entra em casa agitado, inquieto, desce e sobe e vai de aposento em aposento e enfim encontra no gabinete o ente amado, a quem manifesta sua alegria pela ternura dos ladridos, com saltos e carícias.Bárbaros agarram esse cão, que tão prodigiosamente vence o homem em amizade, pregam-no em cima de uma mesa e dissecam-no vivo para mostrarem-te suas veias mesentéricas. Descobres nele todos os mesmos órgãos de sentimentos de que te gabas. Responde-me maquinista, teria a natureza entrosado nesse animal todos os órgãos do sentimento sem objectivo algum? Terá nervos para ser insensível? Não inquines à natureza tão impertinente contradição."
(Voltaire)

"Virá o dia em que a matança de um animal será considerada crime tanto quanto o assassinato de um homem."
(Leonardo da Vinci)

"O homem implora a misericórdia de Deus mas não tem piedade dos animais, para os
quais ele é um deus. Os animais que sacrificais já vos deram o doce tributo de
seu leite, a maciez de sua lã e depositaram confiança nas mãos criminosas que os
degolam. Ninguém purifica seu espírito com sangue. Na inocente cabeça do animal
não é possível colocar o peso de um fio de cabelo das maldades e erros pelos
quais cada um terá de responder."
(Gautama Buda)

"O menino que sofre e se indigne diante dos maus tratos infligidos aos animais, será bom e generoso com os homens."
(Benjamim Franklin)

"Aquele que conhece verdadeiramente os animais é por isso mesmo capaz de compreender plenamente o caráter único do homem."
(Konrad Lorenz)

"A grandeza de uma nação pode ser julgada pelo modo que seus animais são tratados." (Mahatma Gandhi)

"A compaixão pelos animais está intimamente ligada a bondade de caráter, e pode ser seguramente afirmado que quem é cruel com os animais não pode ser um bom homem." (Arthur Schopenhauer)

"O animal selvagem e cruel não é aquele que está atrás das grades. É o que está na frente delas."
(Axel Munthe)

"Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor."
(Pitágoras)

"Não podemos ver a beleza essencial de um animal enjaulado, apenas a sombra de sua beleza perdida."
(Julia Allen Field)

"Os animais dividem conosco o privilégio de terem uma alma."
(Pitágoras)

"Por que é que o sofrimento dos animais me comove tanto? Porque fazem parte da mesma comunidade a que pertenço, da mesma forma que meus próprios semelhantes."
(Émile Zola)

"O justo olha pela vida dos seus animais."
(Provérbios 12:10)

"Olhe no fundo dos olhos de um animal e, por um momento, troque de lugar com ele. A vida dele se tornará tão preciosa quanto a sua e você se tornará tão vulnerável quanto ele. Agora sorria, se você acredita que todos os animais merecem nosso respeito e nossa proteção, pois em determinado ponto eles são nós e nós somos eles." (Philip Ochoa)

"Não permitas que ninguém negligencie o peso de sua responsabilidade. Enquanto tantos animais continuam a ser maltratados, enquanto o lamento dos animais sedentos nos vagões de carga não sejam emudecidos, enquanto prevalecer tanta brutalidade em nosso matadouros... todos seremos culpados. Tudo o que tem vida, tem valor como um ser vivo, como uma manifestação do mistério da vida."
(Albert Schweitzer)

"Se quiser falar ao coração dos homens, há que se contar uma história. Dessas onde não faltem animais, ou deuses e muita fantasia. Porque é assim – suave e docemente que se despertam consciências."
(Jean de La Fontaine)

"Não importa se os animais são incapazes ou não de pensar. O que importa é que são capazes de sofrer."
(Jeremy Bentham)

"A razão de eu amar tanto o meu cachorro é porque quando chego em casa ele é o único no mundo que me trata como seu fosse 'Os Beatles'"
(Bill Maher)
Escuta a voz do amor por onde fores,
Guarda contigo as láureas da ventura,
E esparze por mil gestos redentores
A luz da paz à senda mais obscura,


Contempla a Vida em bênçãos multicores
No roteiro da anônima criatura,
A flor, o orvalho, a brisa e os resplendores
Do céu azul na fonte d’água pura...


Descobre em tudo as dádivas celestes
Sustendo docemente os passos, prestes
A cair nas abismos da jornada.


Fala, sorri, estuda, canta e ora,
Mas entende a Jesus que espera e chora
No triste olhar da infância abandonada!


(Entende a Jesus - Adelaide Augusta Câmara)

Não deplores a função ou tarefa humilde, na qual te encontras edificando o futuro.

Todas as realizações, por mais grandiosas, não dispensam a participação das aparentes e pequenas contribuições que, em

última análise, são-lhes fundamentais.

A melhor engrenagem pode desarticular-se quando alui modesto parafuso.

A maquinaria mais sofisticada estrutura-se com o mineral transformado, antes sem outra serventia.

Todas as tarefas que promovem a vida são de relevante significado.

Não é a função que dignifica o homem, mas este quem a enobrece.

Realiza, desse modo, o teu dever, com a consciência de que ele é de suma importância no concerto geral da vida.

O fastígio e o poder são compromissos graves para aqueles que os detêm.

O fastígio facilmente leva à queda, sob as circunstâncias em que se apresenta e as facilidades de que se reveste.

O poder, quase sempre, leva à corrupção, face à transitória posição de que se faz cercar, com perigos e gravames.

O verdadeiro poder é o do amor, aquele que vem de Deus, que faz homens fortes em qualquer função e dignos, íntegros, em todas as atividades.

Faze a tua parte com o poder do amor e segue, feliz, até a tua vitória final.

( O poder - Episódios Diários, Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco)

Ver no coração infantil o esboço da geração próxima, procurando ampará-lo em todas as direções.
Orientação da infância, profilaxia do futuro.

Solidarizar-se com os movimentos que digam respeito à assistência à criança, melhorando métodos e aplicando tarefas.
Educar os pequeninos é sublimar a Humanidade.

Colaborar decididamente na recuperação das crianças desajustadas e enfermas, pugnando pela diminuição da mortalidade infantil.
Na meninice corpórea, o Espírito encontra ensejo de renovar as bases da própria vida.

Os pais espíritas podem e devem matricular os filhos nas escolas de moral espírita cristã, para que os companheiros recém-encarnados possam iniciar com segurança a nova experiência terrena.
Os pais respondem espiritualmente como cicerones dos que ressurgem no educandário da carne.

Distribuir incessantemente as obras infantis da literatura espírita, de autores encarnados e desencartados, colaborando de modo efetivo na implantação essencial da Verdade Eterna.
O livro edificante vacina a mente infantil contra o mal.

Observar quando se deve ou não conduzir as crianças a reuniões doutrinárias.
A ordem significa artigo de lei para toda idade.

Eximir-se de prometer, às crianças que estudam, quaisquer prêmios ou dádivas como recompensa ou (falso) estímulo para êxito que venham a atingir no aproveitamento escolar, para não viciar-lhes a mente.
A noção de responsabilidade nos deveres mínimos é o ponto de partida para o cumprimento das grandes obrigações.

Não permitir que as crianças participem de reuniões ou festas que lhes conspurquem os sentimentos, e, em nenhuma oportunidade, oferecer-lhes presentes suscetíveis de incentivar-lhes qualquer atitude agressiva ou belicosa, tanto em brinquedos quanto em publicações.
A criança sofre de maneira profunda a influência do meio.

Furtar-se de incrementar o desenvolvimento de faculdades mediúnicas em crianças, nem lhes permitir a presença em atividades de assistência a desencartados, ainda mesmo quando elas apresentem perturbações de origem mediúnica, corcunstância esta em que devem receber auxilio através de oração e do passe magnético.
Somente pouco a pouco o Espírito se vai inteirando das realidades da encarnação.

Em todo divulgação, certame ou empreendimento doutrinário, não esquecer a posição singular da educação da infância na Seara do Espiritismo, criando seções e programas dedicados à criança em particular.
Sem boa semente, não há boa colheita.

(Perante a criança, obra: Conduta Espírita, André Luiz & Waldo Vieira)
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