quarta-feira, 30 de junho de 2010

Hammed - Teu lugar na vida


“... Quando fordes convidados para bodas, não tomeis nelas o primeiro lugar, temendo que se encontre entre os convi­dados uma pessoa mais considerada que vós, e que aquele que vos tiver convidado não venha vos dizer: Dai vosso lugar a este...”

“... todo aquele que se eleva será rebaixado, e todo aquele que se rebaixa será elevado.”

(Capítulo 7, item 5.)

Querendo ilustrar suas prédicas, como sempre de modo claro e compreensível, Jesus de Nazaré considerava, certa oca­sião, como os convidados de uma festividade se comportavam precipitadamente, na ânsia de tomar os lugares principais da mesa, com isso desrespeitando os princípios básicos do bom senso e da educação.
Qual o teu lugar à mesa? Qual a tua posição no universo de ti mesmo? Essa a grande proposta feita pelo Mestre nesta parábola.
Será que o lugar que ocupas hoje é teu mesmo? Ou influên­cias externas te levam a direções antagônicas de acordo com o teu modo de pensar e agir?
Tens escutado a voz da alma, que é Deus em ti, ou escan­carado teus ouvidos às opiniões e conceitos dos outros?
Nada pior do que te sentires deslocado na escola, profis­são, circulo social ou mesmo entre familiares, porque deixas parentes, amigos, cônjuges e companheiros pensarem por ti, não permitindo que Deus fale contigo pelas vias inspirativas da alma.
Essa inadaptação que sentes é fruto de teu deslocamento íntimo por não acreditares em tuas potencialidades. Achas-te incapaz, não por seres realmente, mas porque te fazes surdo às tuas escolhas e preferências oriundas de tua própria essência.
Se permaneceres nesse comportamento volúvel, apontan­do freqüentemente os outros como responsáveis pela tua inade­quação e conflitos, porque não assumes que és uma folha ao vento entre as vontades alheias, te sentirás sempre um solitário, ainda que rodeado por uma multidão.
Porém, se não mais negares sistematicamente que tuas ações são, quase na totalidade, frutos do consenso que fizeste do somatório de conselhos e palpites vários, estarás sendo, a partir desse instante, convidado a sentar no teu real lugar, na mesa da existência.
Por fim, perceberás com maior nitidez quem é que está mo­vimentando tuas decisões e o quanto de participação tens nas tuas opções vivenciais.
No exame da máxima “todo aquele que se eleva será rebaixado e todo aquele que se rebaixa será elevado”, vale consi­derar que não é a postura de se “dar ares” de humildade ou a de se rebaixar de forma exagerada e humilhante que te poderá levar àconscientização plena da tua localização dentro de ti mesmo. Sintonizando-te na verdadeira essência da humildade, que é conceituada como “olhar as coisas como elas são realmente”, e perce­bendo que a tua existência é responsabilidade unicamente tua, é que tu serás tu mesmo.
Ser humilde é auscultar a origem real das coisas, não com os olhos da ilusão, mas com os da realidade, despojando-se da imaginação fantasiosa de uma ótica mental distorcida, nascida naqueles que sempre acham que merecem os “melhores lugares” em tudo.
Vale considerar que, por não estarmos realizando um constante exercício de auto-observação, quase sempre deduzimos ou captamos a realidade até certo ponto e depois concluímos o restante a nosso bel-prazer, criando assim ilusões e expectativas desgastantes que nos descentralizam de nossos objetivos.
Quem encontrou o seu lugar respeita invariavelmente o lugar dos outros, pois divisa a própria fronteira e, conseqüente­mente, não ultrapassa o limite dos outros, colocando na prática o “amor ao próximo”.

Para que encontres o teu lugar, é necessário que tenhas uma “simplicidade lúcida”, e o despojar dos teus enganos e fanta­sias fará com que encontres a autêntica humildade.
Para que não tenhas que ceder teu lugar a outro, é indis­pensável que vejas as coisas como elas são realmente e que uses o bom senso como ponto de referência para o teu aprimoramento e para a tua percepção da verdade como um todo. Procura-te em ti mesmo: eis a possibilidade de sempre achares o lugar que te pertence perante a Vida Excelsa.

(Livro: Renovanddo Atitudes - Francisco do Espírito Santo Neto)

Auta de Souza - Mais além


A sombra, em torno à estrada,
Não te importe,
Segue varando injurias e ameaças
E estende os dons do amor
No bem que faças,
Sem que o frio a vencer te desconforte.

Se, ante o mundo, o amparo
Humilde e forte,
Levanta corações na luz que abraças,
Distribuindo graças sobre graças
Na fé que varre a dor, a treva e a morte.

Por mais pedras à frente, ajuda e avança
Por facho de bondade e de esperança,
Que o dever de servir jamais te doa...

Alguém te apoiará, dia por dia,
A envolver-te de paz e de alegria,
Esse alguém é Jesus que te abençoa.


Francisco C. Xavier - Livro “Marcas do Caminho”

Climb ev'ry mountain


Climb ev'ry mountain
Search high and low
Follow ev'ry by-way
Every path you know

Climb ev'ry mountain
Ford ev'ry stream
Follow ev'ry rainbow
'Till you find your dream

A dream that will need
All the love you can give
Everyday of your life
For as long as you live

Climb ev'ry mountain
Ford ev'ry stream
Follow ev'ry rainbow
'Till you find your dream

A dream that will need
All the love you can give
Everyday of your life
For as long as you live

Climb ev'ry mountain
Ford ev'ry stream
Follow ev'ry rainbow
'Till you find your dream

Emmanuel - Acerto de contas

O companheiro terá tido estranho comportamento, agredindo-te ou prejudicando-te.
Não te dês a reações precipitadas, sob o pretexto de justificar-te.
Imagina-te, antes de tudo, em lugar dele.
Como te desinibirias, se tivesse uma pessoa querida, avizinhando-se da morte?
Que comportamento seria o teu, ante determinada moléstia que te corroesse
o corpo, num movimento em que alguém te lembrasse o peso de uma divida?
Se te vês à frente de um louco não podes ignorar que será impossível curá-lo com marteladas na cabeça.

Diante de um prejuízo material, mesmo de grandes proporções, se podes sustentar-te sem que o devedor consiga solvê-lo, mais vale esperar que provocar um rompimento de consequências imprevisíveis.
Pensa nas ocasiões em que corações amigos te haverão desculpado as próprias faltas.
Medita nas pessoas queridas para as quais, muitas vezes, terás de impetrar a benevolência dos outros, algumas vezes, até mesmo desses outros a quem talvez pretendas constranger com desafios e exigências.
Em qualquer acerto de contas, medita na extensão das nossas dividas para com Deus e Asserena-te, na certeza de que, acima de todos os conflitos, a paciência vale mais.

(Obra: Calma - Francisco C. Xavier)

Johann Wolgang Von Goethe


A alma do homem
É como a água:
Do céu vem,
Ao céu sobe,
E de novo tem
Que descer à terra,
Em mudança eterna.

Corre do alto
Rochedo a pino
O veio puro,
Então em belo
Pó de ondas de névoa
Desce à rocha lisa,
E acolhido de manso
Vai, tudo velando,
Em baixo murmúrio,
Lá para as profundas.

Erguem-se penhascos
De encontro à queda,
Vai, 'spumando em raiva,
Degrau em degrau
Para o abismo.

No leito baixo
Desliza ao longo do vale relvado,
E no lago manso
Pascem seu rosto
Os astros todos.

Vento é da vaga
O belo amante;
Vento mistura do fundo ao cimo
Ondas 'spumantes.

Alma do Homem,
És bem como a água!
Destino do homem,
És bem como o vento!

(Tradução de Paulo Quintela)

terça-feira, 29 de junho de 2010

Perdoar e Esquecer


Perdoar e esquecer são as duas chaves da paz.

Se o seu carinho não encontra eco na paisagem ambiente, desculpe e olvide a indiferença do meio e avancemos para diante, ao encontro de nossas realizações.

Se o seu trabalho não consegue a retribuição dos que lhe seguem os passos no grande caminho, perdoe e esqueça, a fim de que a sua boa vontade frutifique em alegria e progresso.

Se o seu sacrifício não recolhe a compreensão dos outros, desculpe e olvide, perseverando no bem, porque o bem situar-lhe-á o espírito na vanguarda de luz.

Perdoar é o segredo sublime do triunfo na subida para Deus; e esquecer o mal é harmonizar nossa alma com as criaturas, habilitando-nos à solução de todos os problemas.

Desprendamo-nos de tudo aquilo que na Terra constitua prisão para nossa alma, perdoando e esquecendo sempre, e encontraremos o caminho interior da Grande Ascensão.

Agar

(De: “Relicário de Luz”, de Francisco Cândido Xavier)

Antônio Nobre - Soneto


“Quando cobrir-se o chão de folhas mortas
- Meu coração dizia em grave entono —
Extinguindo-se a vida que comportas,
Dormirás no meu seio o último sono...”


E murmurava a alma — “Findo o Outono,
A Primavera vem por outras portas;
Não existe no túmulo o abandono,
Ou a dor amarga e rude em que te cortas.”


Escutava as vozes comovido,
Morto de angústia, morto de incerteza,
Aguardando o sol-posto, entristecido;


E além da amarga vida de segundos,
Ressurgi da tortura e da tristeza,
Sob os ares sadios de outros mundos!


(Obra:Parnaso de Além-Túmulo. - Francisco Cândido Xavier).

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier - Relacionamentos

Se dificuldades e provações te visitam, no
relacionamento com o próximo, não te permitas
requentar mágoas no coração.
Deixa que a confiança na Sabedoria Divina te
dissipe qualquer sombra do pensamento, lembrando
o Sol a desfazer nuvens diariamente para vitalizar
e revitalizar os processos da vida.
Para isso, é imperioso que a compreensão te presida os impulsos.
E a compreensão te fará saber que os outros
são criaturas autônomas, gravitando sempre na direção de
objetivos diferentes dos teus.
A certeza disso te livrará da solidão negativa, capaz de
induzir-te a desânimo e desespero.
A verdade nos ensina que ninguém realiza o bem e nem
caminha para o bem, sem os outros, mas porque
isso aconteça, ninguém pode exigir que os outros
lhe carreguem a existência, nas sendas a percorrer.
Os outros serão cooperadores, intérpretes, associados e companheiros,
enquanto isso se lhes faça possível, ocorrendo o mesmo
conosco em relação a eles.
A vista disso, ama os amigos sem prendê-los.
Essa terá sido o sustentáculo de tuas esperanças, por
muito tempo; entretanto, é possível surja um dia em que
não consiga permanecer inteiramente ao teu lado, em face
de novas tarefas que lhe despontam a senda.
Outros te entedia os propósitos, até ontem; no entanto, experiências,
que se lhe fizeram necessárias, alteraram-lhe provisoriamente
o raciocínios.
Aceita-os quais se mostram, continuando a agir no exercício do bem e seguindo adiante na construção de vida melhor para ti mesmo.
Ninguém aprende algo de bom e nem melhora a si mesmo, sem os outros,
mas ninguém pode depender totalmente dos outros nas realizações de demande.
Nos momentos de mudança e renovação para aqueles a quem mais amas, afasta de ti a ideia de separação e não lastimes.
Prossegue trabalhando, porque, pelos Designos da Vida Superior, outros virão ao teu encontro para execução das tarefas que o mundo te conferiu e os que se afastaram de ti voltarão depois, com mais força de amor, a fim de te auxiliarem ou serem auxiliados.
A verdade não se deteriora.
Somente perde os seres queridos aqueles que possessivamente os procura, quando se fazem distantes, porquanto quem ama, ama sempre, e de tal modo que, ainda mesmo quando corações amados se distanciam, o coração que ama prosegue amando-os e abençoando-os, sabendo conscientemente que, pelas forças do espírito, jamais deles se afastará.
(Obra: Calma)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Cruz e Souza - A Glória da Dor

Para aquém dessas cruzes esquecidas
Nas sepulturas ermas e desertas,
Há o turbilhão frenético das vidas
Sobre as estradas ásperas, incertas...


Inda há sânie das úlceras abertas
No coração das almas combalidas,
Gozadores de outrora entre as refertas
Das ilusões que tombam fenecidas.


Só uma glória mirífìca perdura
Concretizando os sonhos da criatura
Cheia de crenças e de cicatrizes:


É a vitória da Dor que aperfeiçoa,
Luminosa e divina, humilde e boa,
Glória da Dor, que é pão dos infelizes.

(Obra: Parnaso de Além-Túmulo. Francisco Cândido Xavier)

domingo, 27 de junho de 2010

Cruz e Souza - Oração aos Libertos


Alma embriagada do imortal falerno,
Segue cantando, no horizonte claro,
O teu destino esplendoroso e raro,
Cheio das luzes do porvir eterno.


Mas não te esqueças desse mundo avaro,
O escuro abismo, o tormentoso Averno,
Sem as doces carícias do galerno
Das esperanças – sacrossanto amparo.


Volve os teus olhos ternos, compassivos,
Para os pobres Espíritos cativos
Às grilhetas do corpo miserando!


Abre os sacrários da Felicidade,
Mas lembra-te do orbe da impiedade,
Onde venceste a carne soluçando.


(Do livro Parnaso de Além-Túmulo. Francisco Cândido Xavier)

sábado, 26 de junho de 2010

Elucidações

Buscai a verdade, antes que a verdade vos surpreenda!
(André Luiz)

O objetivo da religião é conduzir a Deus o homem.
Ora, este não chega a Deus senão quando se torna perfeito.
Logo, toda religião que não torna melhor o homem
não alcança seu objetivo.
(Allan Kardec, E.S.E, Cap VIII, Bem Aventurados os Puros
de Coração, 10.)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Auta de Souza & Francisco Cândido Xavier - Em Paz



Tanto roguei a paz consoladora
Durante os meus amargos sofrimentos,
Elevando a Jesus meus pensamentos,
Que recebi a paz confortadora!

Sentindo-me feliz, ditosa agora,
Nestas paragens de deslumbramentos
Onde terminam todos os sofrimentos
Que inundam de amargor a alma que chora.



Jesus! Doce Jesus meigo e bondoso,
Quanto agradeço a paz que concedestes
Ao meu viver tristonho e doloroso!
E desse lindo oásis encantado,
Canto de lua dos páramos celestes
Bendigo o vosso amor ilimitado!

(Obra: Parnaso de Além-Túmulo)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier - O Teu Dom

“Não desprezas o dom que há em ti.” - Paulo. (I TIMÓTEO, 4:14.).

Em todos os setores de organização da fé cristã, nos quadros do espiritismo contemporâneo, há sempre companheiros dominados por nocivas inquietações.
O problema da mediunidade principalmente, é dos mais ventilados, esquecendo-se, não raro, o impositivo essencial do serviço.
Aquisições psíquicas não constituem realizações mecânicas.
É indispensável aplicar nobremente as bençãos já recebidas, a fim de que possamos solicitar concessões novas.
Em toda parte, há insopitável ansiedade por recolher dons do Céu, sem nenhuma disposição sincera de espalhá-los, a benefício de todos em nome do divino doador.
Entretanto, o campo de lutas e experiências terrestres é a obra extensa do Cristo, dentro da qual a cada trabalhador se impõe certa particularidade de serviço.
Diariamente, haverá mais farta distribuição de luz espiritual em favor de quantos se utilizam da luz que já lhes foi concedida, no engrandecimento e na paz da comunidade.
Não é razoável, porém, conferir instrumentos novos a mãos ociosas, que entregam enxadas à ferrugem.
Recorda, pois, meu amigo, que podes ser o intermediário do Mestre, em qualquer parte.
Basta que compreendas a obrigação fundamental, no trabalho do bem, e atendas a vontade do Senhor, agindo, incessantemente, na concretização dos Celestes Desígnios.
Não te aflijas, portanto, se ainda não recebeste a credencial para o intercâmbio direto com o plano invisível, sob o ponto de vista fenonênico. Se suspiras pela comunicação franca com os espíritos desencarnados, lembra-te de que também és um espírito imortal, temporariamente na Terra, com o dever de aplicar o sublime dom de servir que há em ti mesmo.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Determinação e Fé

Mohandas Gandhi representa para o mundo o que se pode esperar daqueles que se assenhorearam do conhecimento da verdade: um grande modelo.

Ghandi, aprendendo na própria pele o que significa a voragem devastadora e paranóica do preconceito, determinou-se a fazer o que podia e o que sabia, de modo a libertar o seu povo da cruel ignomínia.

A covardia que costuma silenciar os que a si mesmos se querem proteger, e por isso se calam perante as maiores torpezas, não encontrou abrigo na inteligência do Mahatma.

O que propunha ao povo, fazia-o, primeiro, coerente e fiel à sua nobre disposição.

Suave e lúcido, não se negava aos mais preocupantes jejuns, buscando demover litigantes estultos e impensados da sanha enlouquecida da luta fratricida.

A prisão, a agressão física e a morte, que o rondeavam, não conseguiram intimidá-lo, pois o ideal que o nutria vibrava mais acima do apego ao corpo e às conveniências.

As palavras de Jesus que, como brâmane, conheceu, aninharam-se em sua alma, indelevelmente, tornando-se, desde então, afervorado à proposta da não-violência, como ensinava o Amigo da Cruz.

A sua fé interagindo com determinação de sua alma, coroaram-no com as mais feéricas claridades de fidelidade aos deveres impostos pela consciência.

E, quando o corpo físico tomba, assassinado, mais se engrandecia e iluminava a notável alma, que deixa um rastro brilhante que, em tempos de intensa cobardia moral e acomodação criminosa, nesses dias de violência e tresloucada infernia, serve de desafio aos que anelam por um mundo melhor, com criaturas melhores, mesmo que seja pelo preço da vida própria que, conforme disse o Mestre, quem a perdesse pelo Seu amor, ganhá-la-ia debruada em luzes eternais.

(De “Vida e Mensagem”)

Por Que Não Fez?

O homem perde muito tempo sobre a terra.
Estaciona por longos anos à margem da estrada
que lhe compete percorrer.
Distancia-se de suas possibilidades.
Vê passar a juventide.
Assiste o declínio das forças físicas.
Prepara-se, a vida inteira quase, para
nunca o que fará.
Quando acorda do seu estado tetárgico, os seus dias
no corpo escaseiam.
Não tem mais o vigor de outrora e a paisagem
em torno já não é a mesma.
Quer retroceder, correr atrás do sonho que agora
observa pelo retrovisor da existencia mas não pode.
Lamenta-se inutilmente.
Por que não fez no exato momento em que tomou consciencia
da necessidade de fazer?!

(Obra: Vigiai e Orai - Irmão José & Carlos Bacelli)

domingo, 20 de junho de 2010

Virtude


Virtude, quanto acontece à pedra preciosa lapidada, não surgirá no mostruário de nossas realizações sem burilamento e sem sacrifício.

Se desejamos construí-la, em nossos corações, é imprescindível não nos acovardemos diante das oportunidades que o mundo nos oferece.

Sem resistência deliberada ao desespero, não entesouraremos a paciência.

Sem controle do temperamento impulsivo, não alcançaremos a serenidade.

Sem vitória sobre os reptis da dúvida ou da suspeita, em nosso campo íntimo, não edificaremos a fé.

Sem renúncia não experimentaremos o amor puro,

Sem gentileza não asilaremos a bondade.

Sem o silêncio bem vivido, não atingiremos a harmonia mental.

Sem espírito de serviço, em favor dos semelhantes, não criaremos os valores da simpatia.

Sem firmeza em nossas atitudes, não chegaremos ao conhecimento da verdade.

Sem atenção para com a nossa própria consciência, não acenderemos a luz do respeito em torno de nós.

Sem tolerância à frente da calúnia, não alcançaremos a fortaleza.

Sem boa vontade, inutilmente apelaremos para o entendimento e para a união.

Recordemos que o trabalho e a luta são os escultores de Deus, criando em nós as obras-primas da vida.

Quem pretende, porém, a fuga e o repouso indébitos, certamente desistirá, por tempo indefinido, do esforço de aprimoramento, transformando- se em sombra entre as sombras da estagnação e da morte.


(Do livro Correio Fraterno)

Antero de Quental - Deus



Quem, senão Deus, criou obra tamanha,
O espaço e o tempo, as amplidões e as eras,
Onde se agitam turbilhões de esferas,
Que a luz, a excelsa luz, aquece e banha?


Quem, senão ELE fez a esfinge estranha
No segredo inviolável das morenas,
No coração dos homens e das feras,
No coração do mar e da montanha?


Deus!... somente o Eterno, o Impenetrável,
Poderia criar o imensurável
E o Universo infinito criaria!...


Suprema paz, intérmina piedade,
E que habita na eterna claridade
Das torrentes da Luz e da Harmonia!


(Do livro Parnaso de Além-Túmulo)

Resposta da Vida - Viver

Cada qual de nós, seja onde for, está sempre construindo a vida que deseja.
Existência é soma de tudo o que fazemos de nós até hoje.
Toda melhoria que realizamos em nós, é melhoria na estrada
que somos chamados a percorrer.
Toda idéia que você venha a aceitar influenciará
seu espírito; escolha os pensamentos do bem para
orientar-lhe o caminho e o bem transformará
sua vida numa cachoeira de bênçãos.
Se você cometeu algum erro não se detenha para lamentar-se; raciocine sobre o assunto e retifique a falha havida porque
somente assim, a existência lhe converterá o erro em lição.
Muito difícil viver bem se não aprendemos a conviver.
A vida por fora de nós é a imagem daquilo que somos por dentro.
Viver é lei da natureza, mas a vida pessoal é a obra de cada um.
Toda vez que criticamos a experiência dos outros, estamos
apontando em nós mesmos os pontos fracos que precisamos
emendar em nossas próprias experiências.
Seu ideal é o seu caminho, tanto quanto seu trabalho é você.

(André Luiz & Francisco Cândido Xavier)

Sergito S. Cavalcanti - Em Busca da Felicidade

Somos de uma maneira geral muito egoístas em
nossa convicções religiosas. Pensamos sempre que
somente a nossa religião é certa e verdadeira.
Entendamos de uma vez por todas que religiões
há muitas, mas a consciência religiosa é uma
só.O grande espírito de Buda disse:"Um homem
que sustenta a verdade deve dizer: esta é
minha verdade, mas por causa disso não se
pode tirar a conclusão absoluta e dizer: só
há esta verdade, qualquer outra é falsa."
Por isso, o maior bem que podemos fazer a nós mesmos
é amar a todos indistintamente.Amar sem
rótulos, sem preconceitos. Fazer o bem pelo amor ao
bem, amando sempre nosso próximo como nós mesmos.
Deus pode fazer tudo em nosso benefício, mas não pode
ser bom em nosso lugar.
Ser bom é tarefa eminentemente individual, e ninguém
nos poderá fazer bons sem que queiramos.
É, pois, a religião, parcela de verdade, e a verdade
é apenas o amor.O apóstolo João, iluminado disse:"Deus
é amor e quem permanecer no amor, permanecerá em Deus e Deus
permanecerá nele".

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Diante do Porvir

Companheiros da Terra, arrebentando amarras,
Desde os ciclos larvais no seio das moneras,
Às duras provações em que sonhas e esperas.
Homem, prossegue além do solo em que te agarras...


Liberta-te, por fim, das paredes bizarras,
Dos presídios mentais em que te dilaceras,
E, atônito, atravessa as sombras de outras eras,
Dissolvendo os grilhões das lutas em que esbarras...


A matéria a vencer – força que te constringe
Recorda a indagação e a face de outra esfinge
Propondo-te à razão enígmas profundos.


Ama e deixa aos museus as máquinas da guerra,
E alçado às vastidões sem vínculos na Terra,
Acharás o esplendor e a vida de outros mundos!...


(Livro: “Tempo de Luz” – Cruz e Souza & Francisco Cândido Xavier)

Minutos de Sabedoria - Pastorino

VIVA com simplicidade.
Por que complicar as coisas ?
Você acabará atrapalhando sua própria vida, porque as complicações nos atrasam.
Seja simples e eficaz.
A simplicidade olha a natureza sem colocar óculos.
Quando puder resolver as coisas sem complicá-las, faça-o em seu próprio em seu próprio benefício.
Busque na simplicidade a solução de todos os seus problemas.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Pedro de Castro Velho - Ao Toque do Amor

Rompendo a bruma, em louca arremetida, avança
No incrível desvario em que se deblatera,
Onde a sombra abismal domina, esfera a esfera.
O triste obsessor, faminto de esperança.


Preso ao mal que atormenta e à dor que não descansa,
O que mais o acabrunha e o que mais o exaspera
É sua estranha volta aos instintos da fera,
Na loucura feroz que o propele à vingança.


Espírito infeliz, padece no braseiro
De flagelo mental, gargalhantes e escarninho,
Mil remorsos bramindo em torvo cativeiro...
Mas ao toque do amor, sem que a treva o degrade,
Arrepende-se e clama, ante o novo caminho,
Para nova missão na glória da humildade.

André Luiz - Pensar

O pensamento é nossa capacidade criativa em ação.
Em qualquer tempo, é muito importante não nos esqueçamos disso.
A ideia forma a condição produz o efeito; o efeito cria o destino.
A sua vida será sempre o que você esteja mentalizando constantemente.
Em razão disso, qualquer mudança real em seus caminhos, virá unicamente da mudança de seus pensamentos.
Imagine a sua existência como deseja deva ser e, trabalhando nessa linha de ideias,. observará que o tempo lhe trará as realizações esperadas.
As leis do destino carrearão de volta a você tudo aquilo que você pense.
Na verdade, encontramos tudo o que se relacione conosco, tanto no que se refere ao bem quanto ao mal.
Observe e verificará que você mesmo atrai para o seu campo de influencia tudo o que você possui e tudo aquilo que faz parte de seu dia-a-dia.
Deus é Amor e não pune criatura alguma. A própria criatura é que se culpa e se corrige, ante os falsos conceito que alimente com relação a Deus.
Em nosso intimo a liberdade de escolher é absoluto; depois da criação mental que nos pertence, é que nos reconhecemos naturalmente sujeitos a ela.
O Bem Eterno é a Lei Suprema; mantenha-se no bem a tudo e a todos e a vida se lhe converterá em fonte de bênçãos.
Através dos princípios mentais que nos regem, de tudo aquilo que dermos aos outros receberemos centuplicadamente.
(Da obra: resposta da vida - Francisco C. Xavier)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

O Olhar


Não negue ao aflito a mensagem silenciosa de sua simpatia mediante um olhar de bondade. Você ignora o seu futuro.

Do livro: Ementário Espírita
Autor: Marco Prisco & Divaldo P. Franco

domingo, 13 de junho de 2010

Manuel Philomeno de Miranda & Divaldo P. Franco - Somos Herdeiros de Nós Mesmos

“Herdeiro se si mesmo, o Espírito transfere de uma para outra etapa as conquistas e os prejuízos de que se faz possuidor, sendo-lhe impostos os deveres da reabilitação e do refazimento quando erra, tanto quanto do progresso quando se porta com equilíbrio. Mesmo quando sob a ocorrência das provas e expiações, encontra-se em processo de crescimento interior e na busca da meta iluminativa, que é a fatalidade da qual ninguém consegue evadir-se”.

Vou Cantar Contigo a Canção de Amor

Me chamastes para cantar
Mas a voz,
Sufocada na garganta,
Não emitia sons.
Catavas sorrindo,
Feliz, linda,
Enquanto a alcatéia te seguia os passos,
Com seus uivos sombrios.


Me chamastes para cantar e eu fui.
Só possuía o dom de ouvir.
Recolhi então a melodia do ar,
O ciciar dos pássaros,
E o murmurar dos riachos
E fiz uma canção
Para te ofertar, com meus versos.


Rouxinol que cantava
Com intenso amor
E que diante de Maria,
Entoava todas as canções
Para embalar a dor escondida.


Eu recolhi para te ofertar
Todo o perfume das rosas de Jesus,
Todos os sons retirados
Da harpa divina da caridade
E a cotovia também cantava
E não sabia.


Hoje aceitei cantar contigo
A doce canção de Amor,
Para enfeitar de luz,
O regaço de Maria.

(Fonte Livro "O Canto da Cotovia")

Entre Hoje e Amanhã

Reflete no companheiro que chega cansado e desiludido a esmolar-te simpatia e consolo.

Sabes talvez, nas mínimas particularidades, tudo o que lhe terá ocorrido. Provavelmente conheces que se trata de alguém, carregando os grilhões da culpa. Alguém que sobraça pesada carga de remorsos a lhe atenazarem o coração.

Mentaliza, no entanto, o que faria Jesus se procurado por ele: ouvi-lo-ia com generoso interesse, descobrir-lhe- ia algum tópico de bondade ou saberia destacar-lhe essa ou aquela qualidade elogiável, de modo a descerrar-lhe alguma porta mental de bom-ânimo, auxiliando-o a caminhar para a frente.


Diante dos irmãos que te busquem solicitando conforto depois de quedas e desenganos, não te disponhas à condenação ou censura.

Pensa no bem que haverão feito, nos impulsos nobres que lhes presidiram os atos e renova-lhes a confiança em si mesmos.

Compadece-te sobretudo daqueles que se demoram nos problemas da culpa sem possibilidades imediatas de solução.

Não necessitas reprovar-lhes diretriz e conduta.

Eles já se reconhecem marcados por dentro a fogo de angústia e não te procuram para que lhes agraves a dor. Suplicam-te paz e refazimento, auxílio e apoio à própria libertação.

Recorda em quantas ocasiões teremos sido amparados pela bondade do Cristo de Deus que freqüentemente nos toma o leve fio da intenção correta para transformá-lo em vigoroso apetrecho de socorro a nós próprios e não menospreze, seja a quem seja.

Importa, ainda, considerar que muitas vezes no campo da ocorrência que se reprove presentemente, nascerá o acontecimento que nos colherá louvor no futuro.

Além disso, nós todos, os espíritos em evolução nos climas da Terra, somos ainda portadores de imperfeições e deficiências por vencer, de permeio com obstáculos íntimos a serem necessariamente transportados, com créditos e débitos, erros e acertos no livro da própria vida. E, por isso mesmo, em matéria de apoio espiritual, se hoje é o nosso momento de compreender e de dar, amanhã será talvez o nosso dia de pedir e de receber.


(Fonte: "Mãos Marcadas", de Francisco Cândido Xavier)

sábado, 12 de junho de 2010

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier - No Grande Caminho




Não digas que os outros são maus quando todos os seres são bons para serem, um dia, perfeitamente bons.
*
Se já consegues doar algo de ti, procurando entesourar a bondade, não acuses aquele que acumula os bens da vida, crendo assim enriquecer-se para unicamente entregar, mais tarde, por mãos alheias, as vantagens que ajuntou.
*
A rigor, não existem espíritos absolutamente maus.
A vida nada cria para desequilíbrio ou delinqüência.
A fonte é boa porque distribui generosamente os dons que lhe são próprios, entretanto, o solo não é mau porque prenda a fonte a si mesmo.
A andorinha é um poema de beleza, volitando na altura, todavia, o batráquio não pode ser interpretado por monstro porque esteja colado ao charco.
*
Não existe pomicultor capaz de condenar a planta recém-nata, na fraqueza em que se caracteriza, simplesmente porque a veja, assim débil, ao lado de árvore vigorosa em plena maturação. Protegerá uma e outra, considerando-lhes tempo e valor.
Assinala-se cada ser por determinada problemática na escala evolutiva.
*
Observando os princípios que regem a natureza se alguém te injuria por não seres ainda um espírito tão bom quanto seria de desejar, não interrompas o trabalho a que te afeiçoas para te mostrares, no futuro, tão bom quanto precisas ser. Prossegue agindo e servindo, certificando-te de que ação e utilidades podem transformar qualquer deserto em jardim.
*
Não reclames contra ninguém quando surjam aqueles que te não consigam compreender e procura compreender a quantos te reprovem.
Segue adiante, ama e abençoa, auxilia e constrói, que para isso todos fomos chamados a viver.
*
As diretrizes do entendimento e da misericórdia te facilitarão a romagem no dia-a-dia e o dever cumprido falará por ti ao silêncio.
A força do Universo que mantém a floresta é a mesma que vitaliza a semente diminuta.
Aprendamos a servir e a esperar, a fim de que os tesouros da evolução se nos revelem no grande caminho da imortalidade.
Toda criatura é um fruto divino na árvore da vida, mas todo fruto pede tempo, a fim de amadurecer.


(De “Encontro de Paz”)

J. Cruz e Souza



Sipo

Se vi obstinas, kaj persistas plue
En miskonduto, ekster saga normo,
La sip' de 1' vivo iros ciam skue,
Pereos nepre en sovaga stormo.
Marist' observas sur Ia top' Ia maron,
Por ke Ia siponi ne dronigu roko;
Kaj dum Ia ondoj lulas sipanaron,
Li preta estas ai alarma voko.
Vi ankaü agu kiel topvacanto,
Ke via barko trafu Ia havenon;
Oreloj surdaj por sirena kanto,
Kontraú delogoj faru cian penon.
Rigardu stelon, kiu barkon gvidas,
Ce milionoj da konstelacioj;
Se homo sercas, fine li ekvidas
La Solan Veran inter pseudo-dioj.
Sur tiu voj' kvieta kaj sekura,
Ho se nur volus iri Ia Homaro!
lio kia Bojo de f animo pura,
Libera jam de f pezo de l' eraro!
"Dronigas sipon ne Ia mar', sed vento",
De 1' vis' Ia maron kirlas homa peko;
Ser malsagajoj cedos ai prudento
Kaj sip' ennagos kun kronita beko!

(Por: Porto Carreiro Neto - Em Esperanto - Reformador – Março de 1964)

Em Português

O Navio

Se te obstinas e continuas persistindo em má conduta, fora da norma sábia, a nave da tua vida irá sempre aos solavancos e fatalmente naufragará em violenta procela.
O marujo da gávea observa o mar, para que o arrecife não afunde o navio; e enquanto as ondas embalam a tripulação, ele está pronto a dar o grito de alarme.
Procede também tu como o gajeiro, para que a tua barca chegue a salvo ao porto; ouvidos surdos ao canto da sereia, faze todos os esforços contra seduções.
Olha a estrela que, dentre milhões de constelações, guia o barco; se o homem procurar, finalmente avistará o Único Verdadeiro entre os falsos deuses.
Oh! se a Humanidade quisesse seguir por esse caminho tranqüilo e seguro! Oh! que alegria para à alma pura, já livre do peso dos erros!
"Não é o mar, senão o vento, que afunda o navio", é o pecado do homem o que revolve o mar da vida; mas os destinos cederão à prudência e o navio entrará a barra com a proa coroada.

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco - Domínios


Há muitos dominadores no mundo...

Senhores de tratos de terra que mudam de donos.

Proprietários de rebanhos que morrem.

Depositários de valores que desaparecem.

Argentários de moedas que se gastam.

Comandantes de homens que perecem.

Donos de consciências que se libertam.

Titulados por investiduras universitárias que descambam para o orgulho e loucura.

Dominadores e dominados por toda a parte.

Chefes que são, por sua vez, subalternos a outros chefes.

Possuidores que são mordomos passageiros.

Senhores que também são escravos das paixões.

Legitimamente existe só um dominador real: aquele que se domina a si mesmo.

Renovado pela caridade do Evangelho, examina até onde vão as fronteiras dos teus domínios e experimenta a força que vem do Céu: se poderás reprimir a cólera advinda da incompreensão de quem ajudas, continuando a ajudar; se guardarás submissão pura e simples ante os impositivos injustos que te sejam exigidos pela causa cristã, que esposas e defendes; se manterás perseverança continuada entre desertores do ideal grandioso em serviço efetivo; se conservará conduta reta entre as tentações soezes, nascidas na invigilância de muitos; se exercerás renúncia constante como clima para a própria ascensão; se oferecerás perdão sistemático a despeito de tudo, e continuarás na sementeira intensiva apesar das dificuldades renovadas.

Se podes insistir quando os outros fogem, demorando na fraternidade em prol do júbilo de todos, dominando a ira e a preguiça, o medo e o orgulho ferido, a cobiça e o amor-próprio desdenhado e ainda porfias com definida e clara fé, então, adquiriste aquela autoridade que vem do Céu e não pode ser retirada e que, por fim, fará de ti um legítimo servo do Cristo a caminho da redenção.

(De “Messe de Amor)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O Missionário

Pés sangrando no trilho solitário
dilacerado, exânime, proscrito,
- Ave do sonho em monte de granito-
assim passa no mundo o Missionário.


Incompreendido e estranho visionário,
contendo, a custo, o peito exausto e aflito,
vai carregando as glórias do Infinito,
entre as chagas e as sombras do Calvário.


Longas jornadas, ásperos caminhos,
no campo de grilhões, trevas e espinhos,
onde semeia o trigo da Verdade!...


Virão, porém, os dias da colheita
e os celeiros da luz pura e perfeita,
no Divino País da Eternidade!

(Cruz e Souza)

Emmanuel & Francisco C. Xavier - Entre o Berço e o Túmulo


A flor que vemos passa breve, mas o perfume
que nos escapa enriquecendo a economia do mundo.
O monumento que nos deslumbra sofrerá insultos
do tempo, contudo, o ideal invisível que o inspirou
brilha, eterno, na alma do artista.
A acrópole de Atenas, admirada por milhões de
olhos vai desaparecendo, pouco a pouco, entretanto,
a cultura grega que produziu é imortal na glória terrestre.
A cruz que o povo impôs ao Cristo era um instrumento de
tortura visto por todos, mas o espírito do Senhor, que
ninguém vê, é um sol crescendo cada vez mais na passagem dos séculos.
Não te apegues demasiados à carne transitória.
Amanhã, a infância e a mocidade do corpo serão madureza e velhice da forma.
A terra que hoje retens será no futuro inevitavelmente dividida.
Adornos de que te orgulhas presentemente serão pó e cinza.
O Dinheiro de que agora te serve passará depois a mãos diferentes das tuas.
Usa aquilo que vês, para entesourar o que ainda não podes ver.
Entre o berço e o túmulo, o homem detém o usufruto da terra, com o fim de aperfeiçoar-se.
Não te agarres, pois, à enganosa casca dos seres e das coisas. Aprendendo e
lutando, trabalhando e servindo com humildade e paciência na construção do bem, acumularás na tua alma as riquezas da vida eterna.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Joanna de Ângelis & Divaldo Pereira Franco - O Retorno do Apóstolo Francisco Cândido Xavier



Quando mergulhou no corpo físico, para o ministério que deveria desenvolver, tudo eram expectativas e promessas.

Aquinhoado com incomum patrimônio de bênçãos, especialmente na área da mediunidade, Mensageiros da Luz prometeram inspirá-lo e ampará-lo durante todo o tempo em que se encontrasse na trajetória física, advertindo-o dos perigos da travessia no mar encapelado das paixões bem como das lutas que deveria travar para alcançar o porto de segurança.

Orfandade, perseguições rudes na infância, solidão e amargura estabeleceram o cerco que lhe poderia ter dificultado o avanço, porém, as providências superiores auxiliaram-no a vencer esses desafios mais rudes e a crescer interiormente no rumo do objetivo de iluminação.

Adversários do ontem que se haviam reencarnado também, crivaram-no de aflições e de crueldade durante toda a existência orgânica, mas ele conseguiu amá-los, jamais devolvendo as mesmas farpas, os espículos e o mal que lhe dirigiam.

Experimentou abandono e descrédito, necessidades de toda ordem, tentações incontáveis que lhe rondaram os passos ameaçando-lhe a integridade moral, mas não cedeu ao dinheiro, ao sexo, às projeções enganosas da sociedade, nem aos sentimentos vis.

Sempre se manteve em clima de harmonia, sintonizado com as Fontes Geradoras da Vida, de onde hauria coragem e forças para não desfalecer.

Trabalhando infatigavelmente, alargou o campo da solidariedade, e acendendo o archote da fé racional que distendia através dos incomuns testemunhos mediúnicos, iluminou vidas que se tornaram faróis e amparo para outras tantas existências.

Nunca se exaltou e jamais se entregou ao desânimo, nem mesmo quando sob o metralhar de perversas acusações, permanecendo fiel ao dever, sem apresentar defesas pessoais ou justificativas para os seus atos.

Lentamente, pelo exemplo, pela probidade e pelo esforço de herói cristão, sensibilizou o povo e os seu líderes, que passaram a amá-lo, tornou-se parâmetro do comportamento, transformando-se em pessoa de referência para as informações seguras sobre o Mundo Espiritual e os fenômenos da mediunidade.

Sua palavra doce e ungida de bondade sempre soava ensinando, direcionando e encaminhando as pessoas que o buscavam para a senda do Bem.

Em contínuo contato com o seu Anjo tutelar, nunca o decepcionou, extraviando-se na estrada do dever, mantendo disciplina e fidelidade ao compromisso assumido.

Abandonado por uns e por outros, afetos e amigos, conhecidos ou não, jamais deixou de realizar o seu compromisso para com a Vida, nunca desertando das suas tarefas.

As enfermidades minaram-lhe as energias, mas ele as renovava através da oração e do exercício intérmino da caridade.

A claridade dos olhos diminuiu até quase apagar-se, no entanto a visão interior tornou-se mais poderosa para penetrar nos arcanos da Espiritualidade.

Nunca se escusou a ajudar, mas nunca deu trabalho a ninguém.

Seus silêncios homéricos falaram mais alto do que as discussões perturbadoras e os debates insensatos que aconteciam a sua volta e longe dele, sobre a Doutrina que esposava e os seus sublimes ensinamentos.

Tornou-se a maior antena parapsíquica do seu tempo, conseguindo viajar fora do corpo, quando parcialmente desdobrado pelo sono natural, assim como penetrar em mentes e corações para melhor ajudá-los, tanto quanto tornando-se maleável aos Espíritos que o utilizaram por quase setenta e cinco anos de devotamento e de renúncia na mediunidade luminosa.

Por isso mesmo, o seu foi mediunato incomparável.

...E ao desencarnar, suave e docemente, permitindo que o corpo se aquietasse, ascendeu nos rumos do Infinito, sendo recebido por Jesus, que o acolheu com a Sua bondade, asseverando-lhe:

- Descansa, por um pouco, meu filho, a fim de esqueceres as tristezas da Terra e desfrutares das inefáveis alegrias do reino dos Céus.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Não Fujas

Se a torva prova te bate à porta,
Impelindo-te à angustia estranha e intensa,
Que a tormenta de pranto te não vença
Inda mesmo a esperança quase morta.


Esquece o lodo, a lama, o espinho, a ofensa...
O sofrimento é a lúcida retorta
De fel que nos redime e nos exorta
A esperar pela Vida eterna e imensa.


De coração cansado e fronte erguida,
Sofre de alma gemente e consumida,
Sem fugir à aflição da dor que é tua!...


Dever negado é divida crescente,
O desertor padece amargamente
E, além da morte, a vida continua...


(Livro: Poetas Redivivos – Arnaldo Souza & Francisco Cândido Xavier)

segunda-feira, 7 de junho de 2010

André Luiz & Francisco Cândido Xavier - Convivência

A vida vem de Deus, a convivência vem de nós.
Aqueles companheiros que nos partilham a experiência do cotidiano são os melhores que a Divina Sabedoria nos concede, a favor de nós mesmos.
Se você encontra uma pessoa difícil em sua intimidade, essa é a criatura exata que as leis da reencarnação lhe trazem ao trabalho do birilamento próprio.
As pessoas que nos compreendem são bênçãos que nos alimentam o ânimo de trabalhar, entretanto, aquelas outras que ainda não nos entendem são testes que a vida igualmente nos oferece, a fim de que aprendamos a compreender.
Recordemos: nos campos da convivência é preciso saber suportar os outros para que sejamos suportados.
Se alguém surge como sendo um enigma em seu caminho, isso quer dizer que você é igualmente um enigma para esse alguém.
Nunca diga que a amizade não existe; qual nos acontece, cada amigo nosso tem suas limitações e se algo conseguimos fazer em auxílio do próximo, nem sempre logramos fazer o máximo, de vez que somente Deus consegue tudo de nós.
Se você realmente ama aqueles que lhe compartilham a estrada, ajude-os a ser livres para encontrarem a si mesmos, tal qual deseja você a independência própria para ser você, em qualquer lugar.
Quem valoriza a estima alheia, procura igualmente estimar.
Se você acretida que franqueza rude pode ajudar a alguém, observe o que ocorre com a planta a que você atira água fervente.
Abençoemos se quisermos ser abençoados.


(Obra: Resposta da Vida)

Augusto dos Anjos & Francisco Cândido Xavier - Alma Escrava



“Por que, meu Deus, a carne inda me prende,
Por que me arrasto como um triste duende,
Em miserabilíssimos despojos?”
Era o ser encarnado que falava,
Amarguradas queixas da alma escrava,
No mais horrendo dos martirológios.

- Como pude descer nos labirintos,
Onde os lobos vorazes dos instintos
Nos consomem nos dentes esfaimados;
E por que idealizando puros gozos,
Busco na carne abismo tenebrosos,
Abominado todos os pecados?“


“Sou no mundo um fantasma solitário,
Só porque, um dia, um espermatozoário
Uniu-se, ansioso, ao óvulo fecundo.
E emergindo as ânsias e dos partos,
Suguei, unindo a boca a uns seios fartos,
Substâncias misérrimas do mundo...”


“Desde esse dia tormentosos e aflito
De intensa dor, envergo o sambenito
De matérias iguais aos polipeiros,
Entre as disposições hereditárias,
Chorando as mesmas dores milenárias
Dos que gemeram nesses cativeiros!”


Nada, contudo, lhe respondeu, de perto...
A alma, porém, sozinha, no deserto,
Viu sobre o mundo um monte de destroços;
Sentiu, no além, a vida verdadeira,
Mas contemplando, pela Terra inteira,
A carne infame, chocalhando os ossos!...



(Obra: Lira Imortal)

Emmanuel & Francisco Cândido Xavier - Não Censures

Não censures.

Onde o mal apareça, retifiquemos amando, empreendendo semelhante trabalho a partir de nós mesmos.

O cirurgião ampara o corpo enfermo, empregando atenção e carinho, com bisturis adequados.

O artista afeiçoa a pedra ao próprio sonho, aformoseando- lhe a estrutura com paciência e vagar.

Ninguém desfaz a treva sem luz.

E reconhecendo- se que a luz nasce da força que se desgasta, em louvor da cooperação e do benefício, o amor procede do coração que se entrega ao trabalho para compreender e auxiliar.

Quando estiveres a ponto de desanimar ante os empeços do mundo, de espírito inclinado à acusação e à amargura, lembra-te de Deus cuja presença fulge nas faixas mais simples da Natureza.

Divina Sabedoria apóia a semente para que germine, propiciando- lhe recursos imprescindíveis à existência;nutre- lhe os rebentos, doando-lhes condições precisas para que se desenvolvam, e, convertida a planta em árvore benfeitora, assegura-lhe a seiva e aguarda-lhe ocasião justa para a colheita dos frutos que enriquecerá o celeiro.

Em toda a parte da Terra, surpreendemos a esperança de Deus, em função ativa, seja na pedra que se erguerá em utilidade, no carvão que se fará diamante, no espinheiral que se metamorfoseará em ninho de flores, na gleba inculta que se transfigurará em jardim.

Deus opera com tempo igual para todos.

E a própria Sabedoria Divina nos auxilia a todos indistintamente, agindo, criando, renovando e sublimando com apoio nas horas; sempre que nos vejamos defrontados por dificuldades e incompreensões, saibamos servir com paciência e aprenderemos que, à frente dos problemas da vida, sejam eles quais forem, não existem razões para que venhamos a esmorecer ou desesperar.


(Livro: Rumo certo).

domingo, 6 de junho de 2010

Bezerra de Menezes & Francisco Cândido Xavier - O Sagrado Livro da Vida

Quem somos nós, Espíritos habitantes deste orbe, senão pequenos focos de inteligência dando ainda os primeiros passos no caminho da entendimento das razões divinas? Queridos filhos, sejais unidos no espírito do verdadeiro Cristianismo. E não se pode compreendê-lo sem a humildade a que tanto referiram os luminosos Espíritos que ditaram a Codificação. Na simplicidade podereis inquirir os ensinamentos, facilitando vossa reflexão em redor dos fenômenos que constituem a vida.

Não podeis deixar vos envolver pela soberba, que nos tempos últimos passou a ser uma constante no comportamento de jovens, crianças e até dos mais idosos. O orgulho está exacerbado pela ascendência do materialismo. Jesus não cessou de combater o germe nefasto da conduta exclusivista, que leva a sociedade à desagregação e a torna vítima de inúmeras doenças de ordem moral e ainda de reflexos a gerar anomalias nos corpos físicos. Perscrutai o vosso mundo olhando-o como um corpo constituído de diversos membros. Verificai como o futuro do homem está cada vez mais incerto.

Não podereis sustentar este estado de coisas para sempre e já colheis na atualidade o fruto amargo do comportamento desregrado. Vede como se multiplicam os canceres. Observai como a epidemia da AIDS alastra-se por toda a parte. Verificai como ocorre um recrudescimento de enfermidades, que haviam sido erradicadas em passado próximo. E, diante de tantos dissabores, como se comporta o homem? Pensa em melhorar-se moralmente? Pensa em buscar nos ensinamentos divinos a resposta para tantas dores? Não, absolutamente. O desejo humano é o de gozar os prazeres materiais da melhor maneira possível. Vede como atua a conduta do ser diante do flagelo que se esparrama através da sexualidade desregrada e do uso das drogas injetáveis.

Que procuram? Razão para a gênese de anormalidades tão profundas? Não. Mesmo diante dessa enfermidade dantesca, o homem quer apenas saber como preservar-se da contaminação. E os governos, perante a insanidade comportamental dos viciados, a título de contenção epidêmica, promovem campanhas que os ajudam a afundarem no charco insalubre dos desvarios morais. Distribuem a mancheias as chamadas “camisinhas” e seringas, para que os pobres infelizes continuem se matando espiritualmente, sem o saberem. Tudo é permitido, desde que haja cuidados em se preservar a carne. E o Espírito? Alguém preocupa-se com a chama que de verdade constitui o ser?

Os que estimulam as campanhas publicitárias na mídia do vosso mundo, empurrando jovens e criaturas em vias de perdição para o abismo do sofrimento, não possuem qualquer noção do que seja a existência do Espírito. Preferem admitir as costumeiras e limitadas concepções religiosas que há tanto tempo escravizam esta humanidade, mantendo-a na condição de inferioridade que a tem caracterizado entre as muitas moradas existentes na casa do Pai Santíssimo.

Filhos, já não podeis mais deixar-vos enganar. A vós, irmãos espíritas, foi dado o tesouro da sabedoria. Muitos, nos tempos derradeiros, têm se desviado da fé verdadeira, dando ouvidos a instruções de desencarnados vaidosos, dominados pelo falso saber das escolas terrenas. No mundo invisível há quem tenha diplomas, mas que durante a vida, nada fez para honrar a profissão que abraçou. Espíritos pseudo-sábios que entre vós têm divulgado doutrinas, que não são conforme as lições do Senhor, a quem amamos.

Viveis num tempo de grande confusão. O movimento espírita encontra-se estagnado, envolvido por concepções religiosas irracionais. E, na ausência do progresso, no pouco estudo, na inexistência de pesquisas feitas nos laboratórios das salas mediúnicas, outro não poderia ser o destino senão a profunda desarmonia e inoperância que se observa. Pensa-se muito em quantidade de adeptos do Espiritismo. Mas de que adianta serdes milhões de seguidores, mas de equivocados seguidores? Não seria mais proveitoso se fossem apenas algumas centenas, centenas de dedicados servidores, a exemplo dos Apóstolos? Pensai nisso com urgência. O tempo se consome, como a chama que faz desaparecer a vela.

O mundo está a caminho da tribulação a que se referiam os profetas e mesmo nosso Senhor em seu discurso profético. Estareis preparados para as lutas? Para as provas que virão? Meditai. Abandonai a idéia de que sois milhões entre os homens, pois quando vier o tempo, será reduzido o número de gente a testificar a verdade. Mas quem perseverar estará na graça do Pai Celeste. Uni-vos pela similitude de vossas idéias e pelo desejo do servir. Chegada é a hora de ajuntarem-se em espírito de entendimento. A preocupação é em torno do que acontece hoje e do que está por vir nos próximos anos. Não vos deixeis, caríssimos filhos, envolverdes pela leviandade que se cultiva em todos os cantos do mundo, com o nome de liberdade.

Vós espíritas, tendes em mão a chave da libertação e não podeis deixar de utilizá-la no melhoramento de vossas almas. Não podeis dispensar a influência salutar dos benfeitores que em nome do Alto, aproximam-se dos grupos sérios e dos seguidores de boa-vontade, para dar-lhes sustento e inspirar-lhes pensamentos felizes. Bendizei ao Pai Eterno pela bênção de vos receber entre as inteligências iluminadas de sua Bendita Seara e dar-lhes o direito de serem tratados como discípulos. Fazei, pois, por merece-lo. Estaremos dando-vos assistência nesse e nos momentos futuros, para que se cumpra o que está escrito no Sagrado Livro da Vida.

Paz, harmonia e benemerência a todos vós, filhos do Altíssimo.

sábado, 5 de junho de 2010

Prece de Cáritas

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DEUS, nosso Pai, que sois todo poder e bondade, dai força àquele que passa pela provação; dai luz àquele que procura a verdade, pondo no coração do homem a compaixão e a caridade.
Deus, dai ao viajor a estrela guia; ao aflito a consolação; ao doente o repouso. Pai, dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, a criança o guia, ao órfão o pai. Senhor, que a vossa bondade se estenda sobre tudo que Criastes.
Piedade Senhor, para aqueles que não vos conhecem, esperança para aqueles que sofrem.
Que a Vossa bondade permita aos espíritos consoladores derramarem por toda parte a paz, a esperança e a fé.
Deus, um raio, uma faísca do Vosso amor pode abrasar a terra.
Deixa-nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita e todas as lágrimas secarão, todas as dores acalmar-se-ão.
Um só coração, um só pensamento subirá até Vós como um grito de reconhecimento e amor.
Como Moisés sobre a montanha, nos Vós esperamos com os braços abertos, oh! Poder... oh! Bondade... oh! Beleza... oh! Perfeição, e queremos de alguma sorte alcançar a Vossa misericórdia. Deus, dai-nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até Vós.
Dai-nos a caridade pura; dai-nos a fé e a razão; dai-nos a simplicidade que fará de nossas almas, o espelho onde deve refletir a Vossa Santa e Misericordiosa imagem.


(Mme. W. Krill. Ditado por Cáritas. 25 de dezembro de 1873).

Em Busca da Felicidade

Nunca se convença de não se capaz de fazer isto ou aquilo; nunca seja negativo a ponto de afirmar que é impossível. Primeiro, pense que é capaz, depois, trate de tentar e, por fim, verificar que é mesmo capaz. O princípio do "querer é poder" é válido e viável até mesmo nas circunstâncias mais difíceis. tudo é possível ao homem que crê e que em comunhão com seu Pai Celestial. Já ao contrário, quando imaginamos que não podemos fazer alguma coisa, estamos determinados que não vamos fazê-la; consequentemente essa tarefa ser-nos-á impossível. Quando vossa vontade decide atingir um objetivo, esta força nosso corpo, nossa mente e nosso espírito ara o alvo escolhido. Walter Doyle disse: "Quando você se vê frequentemente atingindo uma meta em sua imaginação, começa a acreditar que pode atingi-la na vida real". Nossos amigos espirituais nos ensinam que, para superarmos os defeitos mais enraizados no nosso espírito, precisamos, sobretudo de fortalecer nossa vontade através do nosso querer. Querer é poder.

(Sergito S. Cavalcanti)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Augusto dos Anjos & Francisco Cândido Xavier - Dentro da Noite


É noite.À Terra volvo. E, lúcido, entro
Em relação com o mundo onde concentro
O espírito na queixa atordoadora
Da prisioneira, da perpétua grade,
- A misérrima e pobre Humanidade,
Aterradoramente sofredora!


Ausculto a humana dor, que hórrida sinto,
Dalma quebrando o cárcere do instinto,
Buscando ávida a luz. Por mais que sonde,
Mais o enigma do mundo se lhe aviva,
Em diferenciação definitiva,
Mais a luz desejada se lhe esconde!


É o quadro mesológico, tremendo,
De tudo o que ficou no abismo horrendo
De tenebrosa noite de gemidos;
São uivos dos instintos jamais hartos,
As dores espasmódicas dos partos,
A desgraça dos úteros falidos.


É a ânsia afrodisíaca das bocas,
Que nas bestialidades se unem loucas,
As bactérias mais vis ambas trocando
as dolorosas mágoas dos enfermos,
Sentindo-se em seus leitos como em ermos,
Deplorando o destino miserando.


São os ais dos leprosos desprezados,
Tendo os seus organismos devastados
Pela fome insaciável dos micróbios,
Sentindo os próprios membros carcomidos,
Verminados, cruéis, apodrecidos,
Plantando a dor no chão dos seus cenóbios...


É o grito, o anseio, a lágrima do homem
Agrilhoado aos prantos que o consomem,
Preso às dores que se lhe agrilhoaram;
É a imprecação de todos os lamentos
Dentro do mundo de padecimentos,
Dos desejos que não se realizaram.


Pábulo sou dessa hórrida agonia
E nos abismos da hiperestesia
Experimento, além das catacumbas,
Essa angústia indominável, atrocíssima,
Junto da emanação requintadíssima
Do ácido sulfídrico das tumbas,


Trazendo dentro dalma, envoltos na ânsia,
Asco e dó, piedade e repugnância
Pelo espírito e o corpo nauseabundo;
E com os meus pensamentos desconexos,
Vejo a guerra pestífera dos sexos,
Abominando as coisas deste mundo.


Terra!... e chegam-me fortes cheiros acres,
Como o cheiro de sangue dos massacres,
Fétido, coagulado, decomposto,
Escorrendo num campo de batalhas
Onde as almas se vestem de mortalhas,
Desde o sol-posto, ao próximo sol-posto.


Apavora-me o horror dessa miséria
E fujo da imundície da matéria,
Onde traguei meus grandes amargores;
Fujo... E ainda transpondo o Azul sereno,
Sinto em minhalma o tóxico, o veneno
E a desdita dos seres sofredores.

(Do livro: Parnaso de Além-Túmulo)

André Luiz & Francisco Cândido Xavier - Conhecer-se

Não se menospreze.Eduque-se.
Não se marginalize.Trabalhe
Não apenas administre. Obedeça.
não apenas mande. Faça
Não condene. Abençoe.
Não reclame. Desculpe.
Não derimore. Dignifique.
Não ignore. Estude.
Não desajuste. Harmonize.
Não rebaixe. Eleve.
Não escravize. Liberte.
Não ensombre. Ilumine
Não se lastime. Avance
Não complique. Simplifique.
Não fuja. Permaneça.
Não dispute. Conquiste.
Não estacione. Renove.
Não se exceda. Domine-se

Lembre-se: todos nós em tudo, dependemos de Deus, mas os empresários do nosso êxito, em qualquer ocasião, seremos sempre nós mesmos.

Nosso Lar - O Filme

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Adaptação do célebre livro psicografado por Francisco Cândido Xavier.

Após a morte do seu corpo físico, médico acorda no mundo espiritual, onde terá que aprender novos valores morais e vencer a saudade.

(Direção de Wagner de Assis - ©Fox)

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Joanna de Ângelis - Reencarnação


"Ninguém que se encontre reencarnado em regime de exceção, indene ao sofrimento e aos testemunhos defluentes da larga jornada empreendida desde recuadas eras...Trazendo em germe a necessidade insculpida no perispírito que lhe modelou os equipamentos orgânicos de maneira a propiciar-lhe os resgates inadiáveis, ressurgem os marcos danosos requerendo regularização e ordem, mediante processos de ação dignificadora, atividades regenerativas, sofrimentos reparadores, testemunhos significativos, superação das paixões perversas...Tudo, poré, encontra-se codificado de maneira sábia pelas Leis do Amor que vigem no universo, manifestando-se nos momentos oportunos, facilitadores do mecanismo da evolução do ser.. Assim, mantém-te sempre sereno, porque a árvore robustece-se na tempestade. Aceita o desafio existencial com alegria. Sem ele permanecerás estacionado no processo de elevação"


(Divaldo Pereira Franco. Livro: Atitudes Renovadas)

Em Busca da Felicidade - Sergito S. Cavalcanti


Nenhuma verdade é tão certa como a de todos nós, um dia, morreremos.
Não temos a ideia de quando isso acontecerá.
Poderá ser hoje, amanhã, daqui a dez ou vinte anos, mas a verdade é que todos nós, um dia, partiremos para o mundo espiritual.
Temos que estar preparados para esse retorno, para que não sejamos surpreendidos e soframos com nosso desencarne. As escrituras nos alertam que a morte é como um ladrão, que não avisa o dia nem a hora que virá nos visitar.
Infelizmente, na maioria das vezes, não estamos preparados para nossa volta e agimos como se fôssemos viver aqui na Terra eternamente. Por isso, sempre adiamos aquilo que sabemos que temos que fazer.
Será que em sã consciência podemos dizer estamos preparados para essa grande viagem? Não estaremos em falta com algum semelhante? Não nos falta algo a realizar? Estamos realmente em paz com todos que nos cercam? Vivamos cada dia como se fosse o último para que, quando chegar o dia da viagem, estejamos com a consciência plena do dever cumprido.

Cruz e Souza & Francisco C. Xavier - Sobre a Dor


Suporta calmo a dor que padeceres,
Convicto de que até dos sofrimentos,
No desempenho austero dos deveres,
Mana o sol que clareia os sentimentos.


Tolera sempre as mágoas que sofreres,
Em teus dias tristonhos e nevoentos;
Há reais e legítimos prazeres
Por trás dos prantos e padecimentos.


A dor, constantemente, em toda a parte,
Inspira as epopéias fulgurantes,
Nas lutas do viver, no amor, na arte.


Nela existe uma célica harmonia
Que nos desvenda, em rápidos instantes,
Mananciais de lúcida poesia.


(Livro: "Moradias de Luz")

Emmanuel & Francisco C. Xavier - Dever


Dever é a série de lições a que fomos chamados pela Eterna Sabedoria no livro da vida, de cujo aprendizado dependerá sempre o nosso avanço para a Infinita Luz.

Superficialmente, por vezes, é uma coleção de serviços menos agradáveis, induzindo-nos a pequeninas renúncias, contudo, esses serviços são vínculos espirituais que nos sustentam a ligação com a Paternidade de Deus - de Deus, que através da Lei que nos rege - no-los traça como obrigações beneméritas e providenciais ao nosso próprio aperfeiçoamento.

Medita e aceita-os com amor para que não te lastimes, mais tarde.

Aqui, é o lar convertido em ninho de inquietação...

Ali, é a casa de trabalho, onde ordenações determinadas nos aguardam cada dia...

Além, é o esposo difícil, à maneira do diamante no cascalho agressivo, confiando pelo Céu aos nossos cuidados...

Acolá, é a companheira incompreensiva, qual fonte poluída por reclamações sistemáticas, que a Bondade do Senhor nos concede para as tarefas da nossa própria sublimação...

Mais além, é o filho que nos esquece as melhores esperanças...

Mais adiante, é o amigo que nos complica o trabalho, valendo por negação de nossos sonhos e ideais...

Hoje, é a humilhação que nos compete suportar com denodo e paciência, amanhã é o fel da incompreensão alheia que nos cabe sorver...

E, com Jesus, o dever de auxiliar e perdoar, de servir e aprender é sempre nosso.

O cristão é uma consciência na luminosa cruz dos deveres de cada dia, entretanto, é por esse madeiro disciplinar que desferirá o vôo de elevação para a alegria imperecível.

Amemos as obrigações edificantes que o mundo nos designa, por mais contundentes que sejam, porque, por trás delas, vive a mão amorosa do Senhor a guiar-nos das sombras do mundo para os domínios da Luz Espiritual.

(De “Tocando o barco”)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sem Ouro


Sem ouro, o céu azul de estrelas se constela,
Quando a noite desdobra o manto da neblina...
E o Sol de flâmea luz, poderosa e divina,
Acende no infinito a deslumbrante umbela.


Sem ouro, em pleno vale, a flor humilde e bela
Exalta as mãos de Deus, embora pequenina,
E a fonte canta em paz a graça que a ilumina,
Sobre as pedras do chão que a sustenta e revela.


Sem recursos da Terra, o Rei da Excelsa Glória
Trouxe o esplendor celeste à carne transitória,
Eternizando o bem no abismo tredo e fundo!...


Da pequenez do verme à Divina Grandeza,
Somente pelo Amor há bondade e beleza
Para a glória da vida e redenção do mundo.


Fonte:livro “Marcas do Caminho” Amaral Ornellas & Francisco Cândido Xavier

André Luiz - Bilhete em Resposta


O Seu trabalho é a revelação de você mesmo.
é a nossa melhor oportunidade.

Quando você age em favor de alguém, você está induzindo outros a agir em seu benefício.

Nunca se canse de auxiliar para o bem.

Desculpe sempre porque todos temos algum dia em que necessitamos de perdão.

Não alegue defeitos para deixar de servir, porque o trabalho é a bênção de Deus que nos suprime as deficiências.

Dificuldade é um teste de paciência.

Desprezo da parte de alguém é aula da vida para aquisição de humildade.

Você nem sempre terá o que deseja, mas enquanto estiver ajudando os outros encontrará os recursos que precise.

Depois de grande esforço para solucionar esse ou aquele problema, não se agaste se outro problema aparece, requisitando-lhe novo esforço porque Deus renovará suas forças para recomeçar.

(Francisco Cândido Xavier - Obra: respostas da vida)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Espera Ainda

Estende-se, lá fora, a noite fria...
Cai o forte aguaceiro em triste acento.
E enquanto o temporal ruge, violento,
Há soluços de dor na ventania...


Sofrem ninhos que a treva horrenda espia,
Correm detritos pelo chão barrento...
Nuvens bramindo estranho sofrimento
Vertem raios de angústia e de agonia.


Mas, enquanto lá fora a tempestade
Gera, ululando, o medo que te invade,
Ora, confia, crê e espera ainda!...


Amanhã, belo e claro, o sol ridente
Fulgirá no teu campo, novamente,
E a luz celeste brilhará mais linda.

(Vallado Rosas & Chico Xavier - Livro: Poetas Redivivos)

Emmanuel - Ante o Futuro

Não adiante indagar do futuro, ociosamente, para satisfazer a curiosidade irrequieta ou inútil.

Vale construí-lo em bases que a lógica nos traça generosamente a visão.

Não desconhecemos que o nosso amanhã será a invariável resposta do mundo ao nosso hoje.

E aos nossos pés a natureza sábia e simples nos convida a pensar.

O arado preguiçoso deve aguardar a ferrugem.

A leira abandonada receberá o assalto da planta daninha.

A casa relegada ao abandono será pasto dos vermes que lhe corroerão a estrutura.

O pão desaproveitado repousará na sombra do mofo.

A fonte que se consagra ao movimento atingirá a paz do oceano.

A flor leal ao destino que lhe é próprio converter-se-á em fruto benfazejo.

A plantação amparada com segurança distribuirá bênçãos à mesa.

E o minério obediente aos golpes do malho transformar-se-á em peça de alto preço.

Sabemos que é possível edificar o futuro e recolher-lhe os dons de amor e vida.

Escolhe a bondade por lema de cada dia, não desistas de aprender, infatigavelmente e, com os braços no serviço incessante caminharás desde hoje, sob a luz da vitória, ao encontro de glorioso porvir.


(De “Taça de Luz" - Francisco C. Xaxier)
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