segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Reino Íntimo - Emmanuel


Que a Terra ainda é um mundo de expiações e testes constantes, não há que duvidar.
Dificuldades e obstáculos repontam de toda a parte. Entretanto, em qualquer situação, ser-nos-á possível criar um mundo à parte, em que a paz nos ilumine em direção do futuro.
Encontrarás, talvez, os que te golpeiam o coração, lesando-te o campo afetivo, qual se compromissos assumidos nada valessem, ante a dominação do prazer; contudo, podes assegurar a tranquilidade própria, com o esquecimento de semelhantes agressões, nas quais os agressores se fazem infelizes por eles mesmos.
Terás pela frente, em muitas ocasiões, a perseguição e a injustiça; no entanto, saberás imunizar-te contra os males do ressentimento, desculpando as injúrias.
Provavelmente, conhecerás grandes perdas da parte de amigos aos quais te empenhaste, de alma e coração; todavia, surpreenderás na própria fé a energia para reiniciar a construção de tua segurança, na certeza de que a cada um de nós a vida atribuirá isso ou aquilo, segundo as nossas próprias obras.
Perderás, talvez, afeições numerosas que te deixarão a sós, nos instantes difíceis, porém, saberás agir compreensivamente, buscando o bem, com o olvido de todo mal, e assim aprenderás a identificar os verdadeiros amigos, elegendo em teu favor uma seleção de companheiros capazes de amparar-te e de entender-te nos encargos que foste chamado a cumprir.
O mundo é um palco imenso de provas e tribulações, funcionando à maneira de escola em que se nos apresentam vários tipos de educação e aprimoramento, mas nessa área imensa de lutas, podes perfeitamente criar, nos recessos da alma, a fé e a serenidade, a coragem e a fortaleza que podem garantir a paz e a segurança dentro de ti.

Livro: “Inspiração”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Professores Gratuitos - Emmanuel

Todas as aquisições guardam o preço que lhe correspondem.
Enquanto na Terra, permutamos sempre em determinados valores, certas utilidades de que a nossa vida carece.
Compramos o livro que nos ensina, pagamos o ingresso ao parque de diversões, adquirimos o comprimido para a dor de cabeça.
Somos devedores, nas escolas, nos bancos, nos armazéns e nas farmácias.
Por toda parte os recursos ordinários da alimentação e do vestuário exigem nosso esforço na capacidade de alcançá-los.
Em todos os lugares, os instrutores competentes, nessa ou naquela matéria cultural em que iniciamos a inteligência, reclamam honorários justos.
Pagamos cada dia, ensinamentos, suprimentos, dívidas e prestações.
E, para isso, compete-nos trabalhar infatigavelmente usando o suor, a humildade, a diligência, a iniciativa, a coragem e a renunciação.
Entretanto, há uma classe de orientadores que nos trazem os talentos da virtude, sem exigir pagamento.
Lecionam paciência e bondade, tolerância e perdão.
Ajudam-nos a edificar o santuário da fé e induzem-nos à vigilância sobre nós mesmos.
Amparam-nos, à distância, com os raios de sua força, mantendo-nos em posição de alerta, no desempenho de nossos deveres.
Constrangem-nos a meditar em nossas próprias necessidades de melhoria íntima e conduzem-nos sem perceber a valiosas experiências de renovação interior.
Esses professores gratuitos são os nossos Adversários.
São realmente Aqueles que ainda não nos podem compreender e guiam-nos, por isso mesmo, à perseverança no bem ou aqueles que ainda não conseguimos entender e, por isso mesmo, nos conduzem à desistência do mal.
“Amai aos vossos inimigos” – disse o Mestre.
E repetiremos por nossa vez: - Amemos Aqueles que nos contrariam, aproveitando a oportunidade que nos oferecem ao auto-aperfeiçoamento e, sem ônus do ouro e sem o sacrifício do suor, alcançaremos por intermédio Deles, sublimes talentos espirituais para a vida eterna.

Livro: Marcas do Caminho -- Pelo Espírito Emmanuel / Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Mensagem do Homem Triste - Meimei

Passaste por mim com simpatia, mas quando me viste os olhos parados, indagaste em silêncio por que vagueio na rua.
Talvez por isso estugaste o passo e, embora te quisesse chamar, a palavra esmoreceu-me na boca.
É possível tenhas suposto que desisti do trabalho, no entanto, ainda hoje, bati, em vão, de oficina a oficina... Muitos disseram que ultrapassei a idade para ganhar dignamente o meu pão, como se a madureza do corpo fosse condenação à inutilidade, e outros, desconhecendo que vendi minha roupa melhor para aliviar a esposa doente, despediram-me apressados, acreditando-me vagabundo sem profissão.
Não sei se notaste quando o guarda me arrancou à contemplação da vitrina, a gritar-me palavras duras, qual se eu fosse vulgar malfeitor. Crê, porém, que nem de leve me passou pela mente a ideia de furto: apenas admirava os bolos expostos, recordando os filhinhos a me abraçarem com fome, quando retorno à casa.
Ignoro se observaste as pessoas que me endereçavam gracejos, imaginando-me embriagado, porque eu tremesse, encostado ao poste: afastaram-se todas, com manifesto desprezo, contudo não tive coragem de explicar-lhes que não tomo qualquer alimento, há três dias...
A ti, porém, que me fitaste sem medo, ouso rogar apoio e cooperação. Agradeço a dádiva que me estendas, no entanto, acima de tudo, em nome do Cristo que dizemos amar, peço que me restituas a esperança, a fim de que eu possa honrar, com alegria, o dom de viver. Para isso, basta que te aproximes de mim, sem asco, para que eu saiba, apesar de todo o meu infortúnio, que ainda sou teu irmão.

Meimei
Livro: “Ideal Espírita”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos

Intriga e Acusações - Emmanuel

Quanto possível, abstém-te de assuntos infelizes.
*
Muitas vezes, quem te fala contra os outros pode trazer a imaginação doente ou superexcitada.
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Quando alguém, porventura, se te faça veículo de alguma intriga, tanto é digna de compaixão a pessoa que te trouxe essa bomba verbal, quanto a outra que a teria criado.
*
Uma frase imperfeitamente ouvida será sempre uma frase mal interpretada.
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A criatura que se precipita em julgamentos errôneos, a teu respeito, talvez seja vítima de lastimável engano.
*
Muitas pessoas de hábitos cristalizados em comentários descaridosos, em torno da vida alheia, estão a caminho de tratamentos médicos, dos mais graves.
*
Se trazes a consciência tranquila, as opiniões negativas efetivamente não te alcançam.
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Diante de críticas recebidas, observa até que ponto são verídicas e aceitáveis, para que venhamos a retificar em nós aquilo que nos desagrada nos outros.
*
Conhecendo algum desequilíbrio em andamento, auxilia em silêncio naquilo em que possas cooperar sem alarde, sem referir a ninguém, quanto ao esforço de reajuste que sejas capaz de desenvolver.
*
Compadece-te dos acusadores e ora, em favor deles, rogando a Deus para que sejam favorecidos com a bênção de paz que desejamos para nós.
*

Livro: “Calma”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Perigos - Emmanuel

Guarda a própria alma na compreensão e na bondade para com todos, a fim de que o amor te preserve as fontes da vida.
Muitos companheiros atravessam o campo humano, receando calamidades exteriores, amplamente desprevenidos contra os flagelos do mundo íntimo.
Temem o fogo terrestre que a água consome e não se precatam contra o incêndio da discórdia que lhes destrói o templo doméstico.
Apavoram-se diante de profecias inconsequentes, nada compatíveis com a misericórdia que nos preside a existência, e adormecem, desavisados, à frente dos deveres que a vida lhes confiou.
Amedrontam-se, perante a bala mortífera que assalta o corpo frágil e perecível e entregam-se ao vírus da calúnia que lhes corrompe os tecidos sutis da alma.
Recuam espavoridos, ante a infestação da varíola ou do tifo que a medicina combate com segurança e aceitam sem murmurar as sugestões da preguiça e da indisciplina que lhes atormentam as horas.
Referem-se a perigos remotos que talvez jamais lhes visitem a estrada e caminham, por vezes, entre as farpas invisíveis da desarmonia e do ódio, do ressentimento e do desespero, criando com a própria atitude a taça de sofrimento e de expiação, em que sorvem, desalentados, o escuro elixir da morte.
Conserva o coração no entendimento, o cérebro no equilíbrio, os olhos na visão limpa do bem, o verbo na fraternidade real e as mãos no serviço incessante e não precisarás temer perigo algum, de vez que a fortaleza interior ser-te-á, em tudo a força precisa para que possas refletir, onde estiveres, a vontade sábia e compassiva de Deus.

Livro: “Intervalos”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel

Consciência e Corrigenda - Ignotus

Singular abatimento paulatinamente dominava a elegante senhora.
Cercada pelo carinho de largo círculo de relações e comodamente instalada, a dama apresentava-se angustiada, inquieta, registrando singulares anomalias físicas e psíquicas, antes ignoradas.
Receando agravar-se o estranho sofrimento, resolveu visitar um psiquiatra de renome, espírita que, segundo várias pessoas, realizava milagres.
— Não sei a razão do meu atual estado — começou a consulente com desenvoltura, enunciando as síndromes várias da pertinaz aflição.
O esculápio escutou-a com serenidade, cenho franzido, gentil.
Após interrogações necessárias a uma anamnese completa quanto possível, esclareceu, delicado:
— Compete-me usar de franqueza, a fim de projetar luz no seu problema. Assim, rogando-lhe desculpas, solicito igualmente, a mesma lealdade.
— A senhora não teria abortado recentemente?
A pergunta honesta, endereçada com algum constrangimento, surpreendeu a senhora, que retrucou:
— Sou viúva há mais de cinco anos, doutor, e mantenho uma vida honrada, respeitando a memória de meu esposo.
— Contudo, o seu caso me parece típico... Procure recordar-se... Andes da desencarnação do esposo... Às vezes as consequências são tardias...
— Nunca, nunca eu me submeteria a tal. Não tive a honra de ser mãe, conquanto o desejasse ardentemente...
— Confesso-lhe a minha estranheza, porque essa sintomatologia é de ordem espiritual, mui complexa...
Houve um silêncio incômodo. O médico demonstrava embaraço.
— A senhora tem religião? — Indagou.
— Não exatamente — respondeu — Hoje sou livre-pensadora ...
— Qual a sua profissão?
— Sou obstetra prática e, para ser-lhe franca, somente por sentimentos humanitários, para salvar moçoilas inexperientes e senhoras doidivanas, já pratiquei nelas 150 abortos, ou melhor para ser exata: 152. Tenho tudo catalogado, a caráter, com verdadeiro zelo.
— ... Aí está a causa da sua enfermidade. Remorso inconsciente, sintonia com as suas vítimas e obsessão sendo instalada com segurança cujas consequências serão imprevisíveis... É necessário voltar-se para Deus e despertar...
... — Mas eu aqui venho — revidou, ofendida, a cliente, — ouvir um psiquiatra não um religioso... De religião, para mim, chega!
E saiu, revoltada.
*
Todos os males procedem do espírito graças aos erros praticados, que ressurgem como necessários corretivos para o despertamento dos infratores.
Quão poucos, ainda, estão dispostos à reparação e ao enobrecimento pessoal!
Acautela-te, portanto.

Ignotus
Livro: “Sementeira da Fraternidade”, de Divaldo Pereira Franco – Diversos Espíritos

Crise sem Dor - Emmanuel, André Luiz

Fáceis de reconhecer as crises abertas.
Provação exteriorizada, dificuldade à vista.
Surgem comumente, na forma de moléstias, desencantos, acidentes ou suplícios do coração, atraindo o concurso espontâneo dos circunstantes a que se escoram as vítimas, vencendo, com serenidade e valor, tormentosos dias de angústias, como quem atravessa, sem maiores riscos, longos túneis de aflição.
Temos, porém, calamitosas crises sem dor, as que se escondem sob a segurança de superfície:
— quando nos acomodamos com a inércia, a pretexto de haver trabalhado em demasia...
— nas ocasiões em que exigimos se nos faça o próximo arrimo indébito no jogo da usura ou no ataque da ambição...
— qualquer que seja o tempo em que venhamos a admitir nossa pretensa superioridade sobre os demais...
— sempre que nos julguemos infalíveis, ainda mesmo em desfrutando as mais elevadas posições nas trilhas da Humanidade...
— toda vez que nos acreditemos tão supostamente sábios e virtuosos que não mais necessitemos de avisos e corrigendas, nos encargos que nos são próprios...
Sejam quais sejam os lances da existência em que nos furtemos deliberadamente aos imperativos de autoeducação ou de auxílio aos semelhantes, estamos em conjuntura perigosa da vida espiritual, com a obrigação de esforçar-nos, intensamente, para não cair em mais baixo nível de sentimento e conduta.
Libertemo-nos dos complexos de avareza e vaidade, intransigência e preguiça que nos acalentam a insensibilidade, a ponto de não registrarmos a menor manifestação de sofrimento, porquanto, de modo habitual, é através deles que se operam, em nós e em torno de nós, os piores desastres do espírito, seja pela fuga ao dever ou pela queda na obsessão.

Emmanuel
Livro: “Estude E Viva’, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Isso é da Lei de Deus - Emmanuel



Tolera, construindo
Todo o bem que puderes
Não exija dos outros
Dons que ainda te faltam.
Erros nos companheiros
Poderiam ser nossos.
Aceita as provações
Por exames de fé.
Trarás contigo a paz
Que fizeres nos outros.
Temos sempre o que damos.
Isso é a lei de Deus.
Emmanuel   /   Francisco Cândido Xavier

A Morte - Irmão José


Não pranteies em desespero aqueles que te antecederam na Grande Viagem.
A morte é indispensável à renovação de todos os seres e de todas as coisas.
Se não morrer, a semente de trigo não se transforma em pão.
A vida no carpo físico é simplesmente um estágio, dentre os muitos que o espírito
efetua em sua jornada para Deus.
Sobre a terra, os homens desfrutam temporariamente da companhia uns dos outros - quando
alguns espíritos chegam, outros partem, tornando à Pátria Verdadeira.
A separação definitiva entre os que se amam, jamais acontece.
Não questiones os Desígnios Superioras com tanta amargura no coração!
Transfigura a dor da saudade em obras de amor consagradas à memória
dos entes queridos que partiram.


Irmão José / Carlos C. Baccelli
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