segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Mas Deus... - Francisco Cândido Xavier

Do Livro “Companheiro”
Francisco Cândido Xavier

Há muita gente que te ignora.
Entretanto, Deus te conhece.
Há quem te veja doente.
Deus, porém, te guarda a saúde.
Companheiros existem que te reprovam.
Mas Deus te abençoa.
Surge quem te apedreje.
Deus, no entanto, te abraça.
Há quem te enxergue caindo em tentação.
Deus, porém, sabe quanto resistes.
Aparece quem te abandona.
Entretanto, Deus te recolhe.
Há quem te prejudique.
Mas Deus te aumenta os recursos.
Surge quem te faça chorar.
Deus, porém, te consola.
Há quem te fira.
No entanto, Deus te restaura.
Há quem te considere no erro.
Mas Deus te vê de outro modo.
Seja qual for a dificuldade.
Faze o bem e entrega-te a Deus.

domingo, 24 de setembro de 2017

Perante os Fatos do Momento - André Luiz

André Luiz  
Psicografia de Waldo Vieira

"Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, segui sempre o
bem, tanto uns para com outros como para com todos".
Paulo (I Tessalonicenses, 5:15)

Em tempo algum empolgar-se por emoções desordenadas ante ocorrências que apaixonem a opinião pública, como, por exemplo, delitos, catástrofes, epidemias, fenômenos geológicos e outros quaisquer.
Acalmar-se é acalmar os outros.

*

Nas conversações e nos comentários acerca de notícias terrificantes, abster-se de sensacionalismo.
A caridade emudece o verbo em desvario.

*

Guardar atitude ponderada, à face de acontecimentos considerados escandalosos, justapondo a influência do bem ao assédio do mal.
A palavra cruel aumenta a força do crime.

*

Resguardar-se no abrigo da prece em todos os transes aflitivos da existência.
As provações gravitam na esfera da Justiça Divina.

*

Aceitar nas maiores como nas menores decepções da vida humana, por mais estranhas ou desconcertantes que sejam, a manifestação dos Desígnios Superiores atuando em favor do aprimoramento espiritual.
Deus não erra.

*

Ainda mesmo com sacrifício, entre acidentes inesperados que lhe firam as esperanças, jamais desistir na construção do bem que lhe cumpre realizar.
Cada Espírito possui conta própria na Justiça Perfeita.

Elogios - Emmanuel

(De “Pão Nosso”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

"Mas ele disse: Antes, bem-aventurados

os que ouvem a palavra de Deus e a guardam." - (Lucas, 11:28.)


Dirigira-se Jesus à multidão, com o enorme poder do seu amor,
conquistando geral atenção. Mal terminara as observações amorosas
e sábias eis que uma senhora se levanta no seio da turba e magnetizada
pela sua expressão de espiritualidade sublime, reporta-se, em alta voz,
às bem-aventuranças que deviam caber a Maria, por haver contribuído
na vinda do Salvador à face da Terra. Mas, prestamente, na perfeita
compreensão das consequências infelizes que poderiam advir da atitude
impensada, responde o Mestre que, antes de tudo, serão bem-aventurados
os que ouvem a revelação de Deus e lhe praticam os ensinamentos,
observando-lhe os princípios.
A passagem constitui esclarecimento vivo para que não se amorteça,
entre os discípulos sinceros, a campanha contra o elogio pessoal, veneno
das obras mais santas a sufocar-lhes propósitos e esperanças.
Se admiras algum companheiro que se categoriza a teus olhos por
trabalhador fiel do bem, não o perturbes com palavras, das quais o
mundo tem abusado muitas vezes, construindo frases superficiais, no
perigoso festim da lisonja. Ajuda-o com boa vontade e entendimento, na
execução do ministério que lhe compete, sem te
esqueceres de que, acima de todas as bem-aventuranças, brilham os divinos
dons daqueles que ouvem a Palavra do Senhor, colocando-a em prática.

(De “Pão Nosso”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)

Paz e Luz

terça-feira, 12 de setembro de 2017

A fé é a única chama que não se apaga nunca - Bezerra de Menezes

Diante de um jardim belo, coberto de roseiras perfumadas, o dono do jardim as espera florescer.. Não pensa na quantidade enorme de espinhos que seu tronco possui, toma cuidado com eles, mas espera o florir das rosas. Quando uma única rosa brota, enfeitando toda aquela roseira cheia de espinhos, o dono do jardim olha, avidamente, outros que podem surgir, sabendo que serão rosas a enfeitar amanhã.
Nós trazemos cravados na alma muitos espinhos do ontem, mas somos rosas, na essência sublime de Deus; nós também vamos florir em alegria. Se essas alegrias são poucas e as dores são muitas, alegrias aconteceram em nossas vidas e alegrias acontecerão sempre. Mesmo que sejam momentos, dias, algum tempo, mas como as roseiras, o sorriso brota, a paz chega e nós nos transformamos num canteirinho de paz.
Mas, existe o tempo, às vezes longo, em que só permanecem espinhos, o vendaval da dor assola e as pétalas de nossas esperanças, de nossas alegrias, caem pelo chão. Mas, não devemos nos esquecer de que essas pétalas caídas, serão adubo amanhã. Esse adubo precioso que mantém nosso espírito vivo, que mantém a roseira forte, que mantém a possibilidade de ela florir.
Nós trazemos muitos compromissos assumidos de vidas passadas, não podemos deixar que o desânimo, a tristeza, a desesperança nos domine. Porque só receberemos, realmente, um auxílio completo, à medida em que tivermos total confiança no alto. Aí sim, será possível Jesus nos estender as mãos e nós, desse amor imenso, desse grande médico de Deus que foi o mestre, recebermos a ajuda de que precisamos, lembrando de que toda a dor é cura para nossos corações, que toda separação é prognóstico de união, que todas as experiências são bênçãos preciosas que amealhamos no espírito.
Por isso, mantenham a chama da fé sempre acesa. A fé é a única chama que não se apaga nunca.

Atritos Físicos - Emmanuel

Obra: Vinha de Luz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
“Mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outra.” – Jesus. (Mateus, 5:39.)
Alguns humoristas pretendem descobrir na advertência do Mestre uma exortação à covardia, sem noção de respeito próprio.
O parecer de Jesus, no entanto, não obedece apenas aos ditames do amor, essência fundamental de seu Evangelho. É igualmente uma peça de bom senso e lógica rigorosa.
Quando um homem investe contra outro, utilizando a força física, os recursos
espirituais de qualquer espécie já foram momentaneamente obliterados no
atacante.
O murro da cólera somente surge quando a razão foi afastada. E sobrevindo semelhante problema, somente a calma do adversário consegue atenuar os desequilíbrios, procedentes da ausência de controle.
O homem do campo sabe que o animal enfurecido não regressa à naturalidade se tratado com a ira que o possui.
A abelha não ferretoa o apicultor, amigo da brandura e da serenidade.
O único recurso para conter um homem desvairado, compelindo-o a reajustar-se dignamente, é conservar-se o contendor ou os circunstantes em posição normal, sem cair no mesmo nível de inferioridade.
A recomendação de Jesus abre-nos abençoado avanço …
Oferecer a face esquerda, depois que a direita já se encontra dilacerada pelo agressor, é chamá-lo à razão enobrecida, reintegrando-o, de imediato, no reconhecimento da perversidade que lhe é própria.
Em qualquer conflito físico, a palavra reveste-se de reduzida função nos círculos do bem. O gesto é a força que se expressará convenientemente.
Segundo reconhecemos, portanto, no conselho do Cristo não há convite à fraqueza, mas apelo à superioridade que as pessoas vulgares ainda desconhecem.

Caindo em Si - Emmanuel


“Caindo, porém, em si,” – (Lucas, 15:17.)
Obra: Fonte Viva
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Este pequeno trecho da parábola do filho pródigo desperta valiosas considerações em torno da vida.
Judas sonhou com o domínio político do Evangelho, interessado na transformação compulsória das criaturas; contudo, quando caiu em si, era demasiado tarde, porque o Divino Amigo fora entregue a juizes cruéis.
Outras personagens da Boa Nova, porém, tornaram a si, a tempo de realizarem salvadora retificação.
Maria de Magdala pusera a vida íntima nas mãos de gênios perversos, todavia, caindo em si, sob a influência do Cristo, observa o tempo perdido e conquista a mais elevada dignidade espiritual, por intermédio da humildade e da renunciação.
Pedro, intimidado ante as ameaças de perseguição e sofrimento, nega o Mestre Divino; entretanto, caindo em si, ao se lhe deparar o olhar compassivo de Jesus, chora amargamente e avança, resoluto, para a sua reabilitação no apostolado.
Paulo confia-se a desvairada paixão contra o Cristianismo e persegue, furioso, todas as manifestações do Evangelho nascente; no entanto, caindo em si, perante o chamado sublime do Senhor, penitencia-se dos seus erros e converte-se num dos mais brilhantes colaboradores do triunfo cristão.
Há grande massa de crentes de todos os matizes, nas mais diversas linhas da fé, todavia, reinam entre eles a perturbação e a dúvida, porque vivem mergulhados nas interpretações puramente verbalistas da revelação celeste, em gozos fantasistas, em mentiras da hora carnal ou imantados à casca da vida a que se prendem desavisados. Para eles, a alegria é o interesse imediatista satisfeito e a paz e a sensação passageira de bem-estar do corpo de carne, sem dor alguma, a fim de que possam comer e beber sem impedimento.
Cai, contudo, em ti mesmo, sob a bênção de Jesus e, transferindo-te, então, da inércia para o trabalho incessante pela tua redenção, observarás, surpreendido, como a vida é diferente.

sábado, 20 de maio de 2017

Ante a Luz da Verdade - Emmanuel


Livro: “Fonte Viva”
Pelo Espírito Emmanuel
Psicografado por Francisco Cândido Xavier

“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” Jesus (João, 8:32)

A palavra do Mestre é clara e segura.
Não seremos libertados pelos “aspectos da verdade” ou pelas “verdades provisórias” de que sejamos detentores no círculo das afirmações apaixonadas a que nos inclinemos.
Muitos, em política, filosofia, ciência e religião, se afeiçoam a certos ângulos da verdade e transformam a própria vida numa trincheira de luta
desesperada, a pretexto de defende-la, quando não passam de prisioneiros do “ponto de vista”.
Muitos aceitam a verdade, estendem-lhe as lições, advogam-lhe a causa e proclamam-lhe os méritos, entretanto, a verdade libertadora é aquela que
conhecemos na atividade incessante do Eterno Bem.
Penetrá-la é compreender as obrigações que nos competem.
Discerni-la é renovar o próprio entendimento e converter a existência num campo de responsabilidade para ’com o melhor.
Só existe verdadeira liberdade na submissão ao dever fielmente cumprido.
Conhecer, portanto, a verdade é perceber o sentido da vida.
E perceber o sentido da vida é crescer em serviço e burilamento constantes.
Observa, desse modo, a tua posição diante da Luz...
Quem apenas vislumbra a glória ofuscante da realidade, fala muito e age menos.
Quem, todavia, lhe penetra a grandeza indefinível, age mais e fala menos.


Caridade - Humberto de Campos

Livro: Lazaro Redivivo
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Humberto de Campos

Em todos os tempos, há exércitos de criaturas que ensinam a caridade, todavia, poucas pessoas praticam-na verdadeiramente. Torquemada, organizando os serviços da Inquisição, dizia-se portador da divina virtude. A caminho de terríveis suplícios, os condenados eram compelidos a agradecer aos verdugos. Muitos deles, em plena fogueira ou atados ao martírio da roda, acicatados pela flagelação da carne, eram obrigados a louvar, de mãos postas, a bondade dos inquisidores que os ordenava morrer. Essa caridade religiosa era irmã da caridade filosófica da Revolução Francesa. A guilhotina funcionou em Paris, muito tempo, cortando cabeças de homens e mulheres em nome da renovação espiritual da política administrativa. Engrandeciam-se verbalmente os ideais da Liberdade, Igualdade e Fraternidade, compunham-se hinos de glorificação do Grande Ser e erguiam-se altares à Deusa Razão e, para que se fizesse o reajustamento dos princípios humanitários do mundo, a navalha decepava a cabeça do próximo. Os líderes revolucionários, belos idealistas talvez, pugnavam também pela evolução da arte de matar, em Franca. A forca e o machado eram excessivamente antigos. Convinha um processo mais rápido, mais eficiente. E, em nome da caridade renovadora, procurou-se a colaboração de um professor de anatomia da Faculdade de Medicina de Faria, o médico José Inácio Guillotin, que lembrou aos políticos a adoção da navalha de decapitar, já conhecida, aliás, dos italianos. Na base, colocar-se-ia um cesto que recolhesse piedosamente a cabeça em sangue dos condenados à morte. Desde tempos imemoriais, abusa-se do conceito de virtude na prática de inomináveis desvarios. Os imperadores romanos, por exemplo, determinavam o suplício dos cristãos, em nome da caridade política. E, ainda hoje, em nome dela, em todos os países, por vezes, surgem medidas que clamam aos céus. É por isso que a caridade, antes de tudo, pede compreensão. Não basta entregar os haveres ao primeiro mendigo que surja à porta, para significar a posse da virtude sublime. É preciso entender-lhe a necessidade e ampará-lo com amor. Desembaraçar-se dos aflitos, oferecendo-lhes o supérfluo, é livrar-se dos necessitados, de maneira elegante, com absoluta ausência de iluminação espiritual. A caridade é muito maior que a esmola. Ser caridoso é ser profundamente humano e aquele que nega entendimento ao próximo pode inverter consideráveis fortunas no campo de assistência social, transformar-se em benfeitor dos famintos, mas terá de iniciar, na primeira oportunidade, o aprendizado do amor cristão, para ser efetivamente útil. Calar a tempo, desculpar ofensas, compreender a ignorância dos outros e tolerá-la, sofrer com serenidade pela causa do bem comum, ausentar-se da lamentação, reconhecer a superioridade onde se encontre e aproveitar-lhe as sugestões e exercer o ministério sagrado da divina virtude. 46 46 Há muita gente habilitada a participar dos sofrimentos do vizinho, mas raras pessoas sabem partilhar-lhe o contentamento. Em frente dos corpos mutilados, ante feridas que sangram e infortúnios angustiosos, ouvem-se exclamações da piedade, mais fingida que verdadeira; entretanto, em torno do bem-estar de um homem honesto e trabalhador, que sacrificou seus melhores anos ao espírito de serviço, comumente caem pedras da calúnia e brotam espinhos da inveja, do ciúme, do despeito. “Caridade, caridade, quantos crimes se cometem no teu nome!” poderíamos repetir a frase famosa de Madame Roland, referindo-se à liberdade, diante da morte. Frei Bartolomeu doa Mártires, o santo arcebispo de Braga, certa vez foi visitado por um fidalgo que lhe pediu a aplicação dos dinheiros da Igreja, na construção de uma nova e suntuosa basílica destinada à aristocracia da velha cidade portuguesa. Teria, capitéis dourados, luxuosos altares, torres maravilhosas e naves resplandecentes. O generoso eclesiástico ouviu, em silêncio, recordou as fileiras de necessitados que lhe batiam diariamente as portas, castigados pela nudez e pela fome, e pediu tempo a fim de estudar o assunto Continuava a distribuir os bens que lhe vinham às mãos, em obras de socorro, ante as necessidades prementes da pobreza que lhe buscava o coração e, mensalmente, lá vinha o amigo, renovando o petitório. Braga necessitava de um templo novo e amplo, cheio de arte, beleza e pedrarias. O prelado rogava sempre mais tempo para decidir, até que, um dia, resolveu ser mais claro e, depois de ouvir pacientemente a ovelha atacada pela mania de grandezas, respondeu com serenidade cristã: – Não sei como atender as exigências de Vossa Senhoria. Quando o diabo tentou Nosso Senhor Jesus Cristo, pediu-lhe transformasse as pedras em pães. Veja lá que era uma obra meritória que Satanás esperava do divino poder, mas Vossa Senhoria faz muito pior que o demônio, pois vem reclamar sempre para que os pães dos pobres se convertam em pedras. Como o fidalgo de Braga, há muita gente sedenta de dominação que não realiza senão obras exclusivistas do “eu” ao invés de serviços da benemerência legítima. Fora da caridade não existe, efetivamente, salvação para os que perderam a luz. O manto dessa virtude sublime cobre a multidão dos pecados, conforme o ensinamento evangélico. Entretanto, em todas as ocasiões, é preciso muito discernimento para que o nosso coração não transforme os pães da possibilidade divina em pedras da vaidade humana.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Em Busca da Felicidade - Sergito de Souza Cavalcanti


Procuremos esquecer nosso passado sombrio, pois como diz o ditado:"águas passadas não movem moinho".
Sofrer, reviver o passado, repisar erros e dificuldades de nada adiantará. Jesus disse que: ninguém que tendo posto a mão no arado, olhar para trás, será apto para ao reino de Deus". Vivermos preso ao passado, sem produtividade e sem retirarmos benefícios das lições vividas, de nada nos servirá.
Saulo perseguiu por muito tempo o cristianismo, entretanto, quando se encontrou com o Cristo na estrada de Damasco, transformou-se por completo. Para sepultar definitivamente seu passado, mudou até de nome, vindo a se chamar Paulo.
Deixou tudo pela causa do Cristo e passou a ser um dos mais importantes divulgadores das mensagens do Mestre. Acolheu em seu coração a novidade do evangelho, dizendo:"Esquecendo-me do que fica para trás, laço-me para frente".
libertemo-nos do nosso passado e de tudo aquilo que ficou velho e que vem atrapalhando nossa vida.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...