sexta-feira, 28 de abril de 2017

Sombra - Emmanuel

Emmanuel
Livro: “Passos da Vida”
de Francisco Cândido Xavier
Espíritos Diversos


Não é o ouro que avilta.
É a sombra do egoísmo em forma de avareza.

Não é a propriedade que encarcera.
É a sombra do egoísmo em forma de ambição.

Não é o poder que perturba.
É a sombra do egoísmo em forma de tirania.

Não é a afeição que degrada.
É a sombra do egoísmo em forma de violência.

Não é a autoridade que envilece.
É a forma de egoísmo em forma de opressão.

Não é o ponto de vista que isola.
É a sombra do egoísmo em forma de intolerância.

Não é o descanso que prejudica.
É a sombra do egoísmo em forma de ociosidade.

Não é a despesa que arruína.
É a sombra do egoísmo em forma de excesso.

Lícita é a lei do uso, em todas as províncias da vida, mas,
em todas as províncias da vida, a lei do uso pede simplicidade e
ponderação.

A árvore que produz milhares de frutos absorve da gleba
tão-somente o indispensável à própria existência.
O rio, que fecunda o solo, transpondo léguas e léguas para
atingir o oceano, satisfaz-se com a faixa de terra em que se lhe
demarca o leito preciso.
Na sustentação da própria felicidade, aprendamos a tomar do
mundo apenas o necessário à paz da consciência tranquila, no
cumprimento exato o dever que as circunstâncias nos assinalam,
porque, se o amor desinteressado é a luz de Deus a envolver-nos,
em toda a parte, o egoísmo, seja onde for, é a sombra de nosso
espírito endividado, enquistando-nos alma e sonho na carapaça do “eu”.

Em Você - André Luiz

André Luiz
Livro: “Ideal Espírita”
de Francisco Cândido Xavier
Autores diversos

O homem traz em si mesmo instrumentos indispensáveis à manutenção da própria paz, no esforço de progredir.
Um alto-falante adaptado à garganta.
Duas máquinas cinematográficas incrustadas nos globos oculares.
Dois gravadores de sons encobertos pelas orelhas.
Um pequeno guindaste preso em cada ombro.
Dois suportes locomotores fixados no tronco.
Tudo isso, afora dezenas de complicados mecanismos que agem, interdependentes, na estrutura da sua máquina orgânica.
O pensamento é a eletricidade que movimenta a maquinaria, e um atestado de garantia estipula prazo fixo ao seu funcionamento normal, quando usado com disciplina constante para fins elevados.
*
Examine a aplicação da máquina pela qual você se manifesta.
Qual ocorre a qualquer construção mecânica, o seu corpo físico pode ser empregado para edificar ou destruir, devendo trabalhar em ritmo uniforme para isentar-se da ferrugem e combater o próprio desgaste.
Em você existem as causas da sua derrota e vibram as forças de seu triunfo.

Violência - Meimei

Livro: Senda para Deus
Pelo Espírito Meimei
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Violência não está unicamente nos processos da vida física.
Acha-se igualmente ocultada nos recessos de nossa vida íntima.
Sabemos que quase todas as ocorrências começam nas fontes do pensamento.
Reflete nisso e auxilia a ti mesmo, auxiliando aos outros.
Façamos o propósito de nos fixarmos tão somente no bem.
Se alguém errou, abstenhamo-nos de dramatizar o episódio, mentalizando males satélites em torno do acontecido.
Seja a compaixão o início do nosso conhecimento em torno do assunto, elegendo no silêncio a prioridade de nossa atitude.
Se a falta é grave, não nos desloquemos do silencio para o comentário desairoso ou infeliz.
Se já dispomos da felicidade de orar, busquemos envolver as vítimas do caso no benefício da prece e aguardemos da Providência Divina o socorro que se lhes faça necessário.
Fantasiar minudências, em derredor do problema; é criar dificuldades em nosso prejuízo, de vez que a fraqueza é inerente ao nosso próprio modo de ser; e favorecendo aberturas para o mal, estaremos ameaçados de cair nas tentações em que se arremessaram aqueles mesmos companheiros que pretendemos julgar precipitadamente.
A indulgência, com o serviço fraterno em prol de quem errou, é um dos mais importantes caminhos para a sustentação da paz.
Compadeçamo-nos uns dos outros.
Solicitou-nos o Cristo: "Não julgueis".
Neste apelo do Divino Mestre, saibamos incluir a violência mental.


terça-feira, 25 de abril de 2017

Vida Feliz - XI - Joanna de Ângelis

Livro: “Vida Feliz”,
Divaldo Pereira Franco,
Pelo Espírito Joanna de Ângelis

Torna-te amigo de todas as pessoas.
A amizade é um tesouro do espírito, que deve ser repartido com as demais criaturas.
Como um sol, irradia-se e felicita quantos a recebem.
Há uma imensa falta de amigos na Terra, gerando conflitos e desconfianças, desequilíbrio e insegurança.
Quando a amizade escasseia na vida, o homem periga em si mesmo.
Sê tu o amigo gentil, mesmo que, por enquanto, experimentes incompreensão e dificuldades.

Jesus Mandou Alguém - Hilário Silva

Livro: “Idéias e Ilustrações”
Pelo Espírito Hilário Silva
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

O culto do Evangelho no lar havia terminado às sete da noite, e João Pires, com a esposa, filhos e netos, em torno da mesa, esperava o café que a família saboreava depois das orações.
Ana Maria, pequena de sete anos, reclamou:
- Vovô, não sei por que Jesus não vem. Sempre vovô chama por ele nas preces: “Vem Jesus! Vem Jesus!” e Jesus nunca veio...
O avô riu-se, bondoso, e explicou:
- Filhinha, nós, os espíritas, não podemos pensar assim... O Mestre vive presente conosco em suas lições. E cada pessoa do caminho, principalmente os mais necessitados, são representantes d’Ele, junto de nós... Um doente é uma pessoa que o Senhor nos manda socorrer, um faminto é alguém que Ele nos recomenda servir...
D. Maria, a dona da casa, nesse momento repartia o café, e, antes que o vovô terminasse, batem à porta.
Ana Maria e Jorge Lucas, irmão mais crescido, correm para atender.
Daí a instantes, voltam, enquanto o menino grita:
- Ninguém não! É só um mendigo pedindo esmola.
- Que é isso? – exclama a senhora Pires, instintivamente – a estas horas?
Ana Maria, porém, de olhos arregalados, aproxima-se do avô e informa, encantada:
- Vovô, é um homem! Ele está pedindo em nome de Jesus. É preciso abrir a porta. Acho que Jesus ouviu a nossa conversa e mandou alguém por Ele...
A família comoveu-se.
O chefe da casa acompanhou a netinha e, depois de alguns instantes, voltaram, trazendo o desconhecido.
Era um velho, aparentando mais de oitenta anos de idade, de roupa em frangalhos e grande barba ao desalinho, apoiando-se em pobre cajado.
Ante a surpresa de todos, com ar de triunfo, a menina segurou-lhe a mão direita e perguntou:
- O senhor conhece Jesus?
Trêmulo e acanhado, o ancião respondeu:
- Como não, minha filha? Ele morreu na cruz por nós todos!
E Ana Maria para o avô:
- Eu não falei, vovô?
O grupo entendeu o ensinamento e o recém-chegado foi conduzido à poltrona. Alimentou-se. Recebeu tudo o que precisava e João Pires anotou-lhe o nome e endereço para visitá-lo no dia seguinte.
Antes da despedida, a pequena dormiu feliz, e, após abraçar o inesperado visitante, no “até amanhã”, o chefe de família, enxugando os olhos, falou, sensibilizado:
- Graças a Deus, tivemos hoje um culto mais completo.




Jesus e Tolerância - Joanna de Ângelis


Livro: Jesus e Atualidade
Divaldo Pereira Franco
Pelo Espírito Joanna de Ângelis


Em termos de psicologia profunda, a questão do julgamento das faltas alheias constitui um grave cometimento de desumanidade
em relação àquele que erra.
O problema do pecado pertence a quem o pratica, que se encontra, a partir daí, incurso em doloroso processo de autoflagelação,
buscando, mesmo que inconscientemente, liberar-se da falta que lhe pesa como culpa na economia da consciência.
A culpa é sombra perturbadora na personalidade, responsável por enfermidades soezes, causadoras de desgraças de vária ordem.
Insculpida nos painéis profundos da individualidade, programa, por automatismos, os processos reparadores para si mesma.
Toda contribuição de impiedade, mediante os julgamentos arbitrários, gera, por sua vez, mecanismos de futura aflição para o
acusador, ele próprio uma consciência sob o peso de vários problemas.
Julgando as ações que considera incorretas no seu próximo, realiza um fenômeno de projeção da sua sombra em forma de
autojustificação, que não consegue libertá-lo do impositivo das suas próprias mazelas.
A tolerância, em razão disso, a todos se impõe como terapia pessoal e fraternal, compreendendo as dificuldades do caído,enquanto lhe distende mãos generosas para o soerguer.
Na acusação, no julgamento dos erros alheios, deparamos com propósitos escusos e vingança-prazer em constatar a fraqueza dos outros indivíduos, que sempre merecem a misericórdia que todos esperamos encontrar quando em circunstâncias equivalentes.
*
Jesus sempre foi severo na educação dos julgadores da conduta alheia.
Certamente, há cortes e autoridades credenciadas para o ministério de saneamento moral da sociedade, encarregadas dos
processos que envolvem os delituosos, e os julgam, estabelecendo os instrumentos reeducativos, jamais punitivos, pois que, se o fizessem, incidiriam em erros idênticos, se não mais graves.
O julgamento pessoal, que ignora as causas geradoras dos problemas, demonstra o primitivismo moral do homem ainda
“lobo” do seu irmão.
O Mestre estabeleceu a formosa imagem do homem que tem uma trave dificultando-lhe a visão, e no entanto vê o cisco no olho do seu próximo.
A proposta é rigorosa, portadora de claridade iniludível, que não concede pauta a qualquer evasão de responsabilidade.
Ele próprio, diante da multidão aflita, equivocada, perversa, insana, ao invés de a julgar, “tomou-se de compaixão” e ajudou-a.
Naturalmente não solucionou todos os problemas, nem atendeu a todos, como eles o desejavam. Não obstante, compadecido,
os amou, envolvendo-os em ternura e ensinando-lhes as técnicas de libertação para adquirirem a paz.
*
Tem compaixão de quem cai. A consciência dele será o seu juiz.
Ajuda aquele que lhe constitui punição.
Tolera o infrator. Ele é o teu futuro, caso não disponhas de forças para prosseguir bem.
A tolerância que utilizares para com os infelizes se transformará na medida emocional de compaixão que receberás, quando chegar a tua vez, já que ninguém é inexpugnável, nem perfeito.




Estudando o Bem e o Mal - Emmanuel

Livro: Mediunidade e Sintonia
Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.

Para que sejamos intérpretes genuínos do bem, não basta desculpar o mal.
É imprescindível nos despreocupemos dele, em sentido absoluto, relegando-o à condição de efêmero acessório do triunfo real das Leis que nos regem.
Evitando comentários complexos em nosso culto à simplicidade, recorramos à natureza.
Vejamos, por exemplo, o apelo vivo da fonte.
Quantas vezes terá sido injuriada a água que hoje nos serve à mesa?
Do manancial ao vaso limpo, difícil trajetória cumulou-a de vicissitudes e provações.
O leito duro de pedra e areia...
A baba venenosa dos répteis...
O insulto dos animais de grande porte...
O enxurro dos temporais...
Os detritos que lhe foram arrojados ao seio...
A fonte, entretanto, caminhou despretensiosa, sem demorar-se em qualquer consideração aos sarcasmos da senda, até surpreender-nos, diligente e pura, aceitando o filtro que lhe apura as condições, a fim de que nos assegure saciedade e conforto.
Segundo observamos, na lição aparentemente infantil, o ribeiro não somente olvidou as ofensas que lhe foram precipitadas à face.
Movimentou-se, avançou, humilhou-se para auxiliar e perdoou infinitamente, sem imobilizar-se um minuto, porque a imobilidade para ele constituiria adesão ao charco, no qual, ao invés de servir, converter-se-ia tão só em veículo de corrupção.
É por isso que o ensinamento cristão de caridade envolve o completo esquecimento de todo mal.
“Que a vossa mão esquerda ignore o bem praticado pela direita.”
Semelhantes palavras do Senhor induzem-nos a jornadear na Terra, exaltando o bem, por todos os meios ao nosso alcance, com integral despreocupação de tudo o que represente vaidade nossa ou incompreensão dos outros, de vez que em qualquer boa dádiva somente a Deus se atribui a procedência.
Procurando a nossa posição de servidores fiéis da regeneração do mundo, a começar de nós mesmos, pela renovação dos nossos hábitos e impulsos, olvidemos a sombra e busquemos a luz, cada dia, conscientes de que qualquer pausa mais longa na apreciação dos quadros menos dignos que ainda nos cercam será nossa provável indução ao estacionamento indeterminado no cárcere do desequilíbrio e do sofrimento.


Querer, Saber, Amar! - Leon Denis

Livro: O Problema do Ser, do Destino e da Dor
Leon Denis

Todo o poder da Alma resume-se em três palavras: - Querer, Saber, Amar!
Querer, isto é, fazer convergir toda a atividade, toda a energia, para o alvo
que se tem de atingir, desenvolver a vontade e aprender a dirigi-la.
Saber, porque sem o estudo profundo, sem o conhecimento das coisas e das
leis, o pensamento e a vontade podem transviar-se no meio das forças que
procuram conquistar e dos elementos a que aspiram governar.
Acima, porém, de tudo, é preciso amar, porque, sem o amor, a vontade e a
ciência seriam incompletas e muitas vezes estéreis. O Amor ilumina-as
fecunda-as, centuplica-lhes os recursos. Não se trata aqui do amor que
contempla sem agir, mas do que se aplica a espalhar o bem e a verdade pelo
mundo. A vida terrestre é um conflito entre as forças do mal e as do bem. O
dever de toda alma viril é tomar parte no combate, trazer-lhe todos os seus
impulsos, todos os seus meios de ação, lutar pelos outros, por todos aqueles
que se agitam ainda na via escura.
O uso mais nobre que se pode fazer das faculdades é trabalhar por engrandecer,
desenvolver, no sentindo belo e do bem.
Vivaz no dia em que a Humanidade tiver aprendido a comungar, pelo pensamento
e pelo coração, com o foco de amor, que é o esplendor de Deus.


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Antes do Berço - Emmanuel

Emmanuel
Livro: “Família”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos

Antes do berço, quase sempre, conhece a alma humana, plenamente desperta, grande parte dos débitos que lhe induzem o coração a mergulhar nas forças do Plano Físico.
Muitas vezes, como o auxílio dos benfeitores que lhe endossam as novas experiências, contempla o quadro de provações em que testemunhará humildade e renúncia.
Muitos candidatos ao recomeço aprendizagem na Terra, em semelhantes visões do limiar, tremem e choram, debatendo-se em clamoroso receio, acovardados à última hora, quando já não podem recuar nas decisões assumidas.
É então que o afeto dos pais lhes confere doce refúgio.
No clima nutriente do lar, aquietam as próprias ânsias, refazendo-se à luz do entendimento e da prece, para combate consigo mesmo na estrada redentora.
Entretanto, se pais e mães, nessa hora, surgem moralmente inabilitados, entre a indiferença e a discórdia, desajustes e enfermidades poderão sobrevir na grande passagem, porquanto o aborto e o desequilíbrio aparecerão, aflitivos, sobrecarregando o nascituro de pesados gravames que, em muitas ocasiões, só a morte inesperada conseguirá reprimir.
Pais amigos, guardai convosco, ante o berço terrestre, a oração e o carinho, a caridade e a paz, porque sois responsáveis, na luz da reencarnação, por aquele que volta, em nome do Senhor, a rogar-vos abrigo, a fim de burilar-se e servir, ofertando-vos ao mesmo tempo, as mais nobre oportunidades de salvação!...
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